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ESCOLA HOMEOPÁTICA DO BRASIL

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ESCOLA HOMEOPÁTICA DO BRASIL

Denominações: Escola Homeopática do Brasil (1845); Escola Livre de Medicina Homeopática

(1883)

HISTÓRICO

De acordo com os estatutos do Instituto Homeopático do Brasil, criado em 10 de dezembro de 1843, que previam a propa gação da homeopatia através do ensino, em julho do ano seguinte, um de seus membros, João Vicente Martins, apresentou um plano de uma "Academia de Medicina Homeopática e Cirurgia". Redigidos seus estatutos e aprovados em 12 de janeiro de 1845, foi instalada então a Escola Homeopática do Brasil, na rua São José, nº 59, mesmo local da sede do citado Instituto, sob a direção do médico homeopata francês Benoit Jules Mure.

Benoit Jules Mure ou Bento Mure, como ficou conhecido no Brasil, foi considerado um dos introdutores e divulgadores da homeopatia no país. Médico formado pela Faculdade de Montpellier, praticou a homeopatia na Europa e veio para o Brasil em 1840. No ano seguinte, tentou implantar um projeto de colonização de orientação socialista francesa, no Saí (Santa Catarina), onde chegou a organizar Escola Suplementar de Medicina e Instituto Homeopático de Saí. Fracassado seu projeto, em 1843 transferiu -se para o Rio de Janeiro, fundando aí o Instituto Homeopático do Brasil, do qual foi presidente até 1848, quando regressou à Europa.

Mure e seus seguidores eram defensores da teoria do médico alemão Samuel Christian Friedrich Hahnemann (1755-1843), autor do livro "Organon da arte de curar" (Dresden, 1810), que deu origem ao princípio da homeopatia. Esta obra propunha um método terapêutico baseado na "lei dos similares", na qual "semelhantes curam -se pelos semelhantes", opondo-se aos princípios da medicina hipocrática. Segundo o princípio homeopático, os medicamentos a serem empregados deveriam ser capazes de provocar no indivíduo são a sintomatologia apresentada pelo indivíduo doente. Desde 1818, já se tinha notícia da publicação de artigos de Antônio Ferreira França, professor da então Academia Médico-Cirúrgica da Bahia, contra a terapêutica homeopática. No entanto, somente nos anos de 1840 é que surgiram as primeiras instituições que adotaram a doutrina homeopática no Brasil.

Quanto a homeopatas estrangeiros que se estabeleceram no Brasil, antes da chegada de Bento Mure, são conhecidos Frederico Emilio Jahn, que, em 1836, apresentou à Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro tese intitulada "Exposição da doutrina homeopática"; Thomaz Cochrane, médico escocês formado pela Universidade de Londres, que chegou ao Rio em 1829; e o francês Emílio Germon, autor do "Manual Homeopático", editado em 1843.

A criação da Escola Homeopática do Brasil foi baseada no artigo nº 33 da lei de 3/10/1832, que considerava livre o ensino da medicina, podendo ser ministrados cursos particulares sobre os diversos ramos das ciências médicas. Além disso, qualquer brasileiro ou estrangeiro podia lecionar à vontade sem oposição alguma por parte das faculdades. Aquela lei organizara e uniformizara o ensino das academias médico-cirúrgicas do Rio e da Bahia, que passaram a ser denominadas de Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro e Faculdade de Medicina da Bahia.

Sendo assim, no dia 6 de fevereiro foram iniciadas as atividades da Escola, com a aula inaugural de anatomia e fisiologia proferida pelo professor João Vicente Martins.

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Com duração prevista para três anos, o curso constava das seguintes cadeiras e respectivos professores:

1º ano: física - José Vitorino Santos de Sousa, astrônomo e lente jubilado da Escola Militar da Corte; química - Francisco Manoel Soares de Souza; botânica médica - Luciano Lopes Pereira; anatomia geral e descritiva - Manoel Duarte Moreira.

2º ano: fisiologia - João Vicente Martins (na sua ausência, José Henrique de Medeiros); patogenesia e doutrina homeopática - Bento Mure (na sua ausência, Maximiano Marques de Carvalho); farmácia homeopática - Carlos Chidlóe; patologia geral e especial e higiene - Francisco Alves de Moura.

3º ano: cirurgia, aparelhos e operações - Luiz Antônio Vieira; medicina legal e toxicologia - José Bernardino Pereira de Figueiredo; história da medicina - Luiz Antônio de Castro.

Havia ainda aulas de interrogatório dos doentes, crítica médica, partos e clínica homeopática. Dentre as obras adotadas pela Escola, destacava-se "A Prática Elementar da Homeopatia ou Conselhos Clínicos", extraídos do Manual de Yahr.

Durante o ano de 1845, Bento Mure e seus adeptos anunciavam na imprensa as curas que vinham obtendo através da prática da homeopatia, o que desencadeou polêmicas com a medicina alopata, receosa da perda de seu prestígio. Através de artigos publicados no Jornal do Commercio, os alopatas divulgavam seu descrédito com relação à Escola Homeopática do Brasil, denominando-a "fábrica de doutores da rua São José" (GALHARDO, 1928). Diante dessas denúncias, entre 1845 e 1846 os homeopatas chegaram a suspender os trabalhos da Escola até que o Governo Imperial se posicionasse sobre sua legalidade ou não.

Foi então, que através do Aviso do Ministério dos Negócios da Justiça, de 27/03/1846, a Escola foi reconhecida pelo Governo Imperial, que autorizou o seu funcionamento de acordo com o artigo 33. Contudo, este mesmo Aviso fazia uma ressalva, citando o artigo 13 da mesma lei de 1832, no qual alertava para a permissão do exercício da medicina somente àqueles que se habilitassem pelas Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e da Bahia, as únicas reconhecidas oficialmente pelo Império. A instituição só poderia conceder certificados de estudos aos seus alunos, excluídos os diplomas de doutores. Em contrapartida, esses certificados só teriam validade depois de terem passado pelo visto das faculdades de Medicina.

Em abril de 1846, foram reabertas as matrículas para a Escola, o que provocou muitas críticas ao Governo Imperial por parte daqueles que se manifestavam contra a homeopatia. Alegavam eles, que aquela medida era inconstitucional, já que a criação legal de escolas médicas cabia ao poder legislativo, e não ao executivo.

Em maio de 1846, os membros da Academia Imperial de Medicina chegaram a criar uma comissão, cujo relator era José Bento da Rosa, com fins de redigir uma representação que deveria ser dirigida ao Imperador, nas quais eram feitas acusações de "crimes e imoralidades" cometidos pelos homeopatas, identificados como charlatães.

Porém, mesmo com todas essas críticas e denúncias a instituição continuou funcionando. Em julho daquele ano foi aberto seu curso de partos na Casa de Saúde Homeopática, instalada em fevereiro por Bento Mure, na chácara do Marechal Sampaio, no morro do Castelo. Ainda em julho, o Governo Imperial emitiu novo Aviso da Secretaria de Estado dos Negócios da Justiça abolindo a exigência anterior, de que os certificados da Escola passassem pelo visto das faculdades de medicina.

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Com a frase "quero acabar com a medicina oficial governativa", o Senador do Império Bernardo Pereira Vasconcelos, seguido pelo também Senador José Saturnino da Costa Pereira, apresentou, em setembro de 1847, um projeto de lei propondo que os alunos que tivessem freqüentado cursos particulares sobre os diversos ramos das ciências médicas pudessem exercer o ofício mediante aprovação por uma comissão de examinadores nomeados pelo Governo. Contudo, o projeto não chegou a tornar -se lei, sendo rejeitado na sessão do Senado em 11 de maio de 1848. Assim, permanecia a proibição de exercer a medicina aos alunos formados pela Escola.

Durante o ano de 1847, denúncias na imprensa contra o professor José Henriques de Proença, diplomado pelo estabelecimento, por envenenamento de pacientes com medicamentos homeopáticos, acabaram por criar uma polêmica entre os próprios homeopatas, colocando em lados opostos as figuras de Bento Mure e Domingos de Azevedo Coutinho Duque Estrada. Os profissionais reunidos em torno de Mure defendiam a liberdade de profissão, entendendo que a homeopatia podia ser praticada por quem desejasse, após receber noções na Escola ou por meio de livros, para os que residissem fora da capital do Império. Consideravam que a alopatia, diversa da homeopatia, não podia habilitar ninguém a exercer a doutrina de Hahnemann. Já os partidários de Duque Estrada julgavam primordiais os diplomas de médico ou de farmacêutico conferidos pelas instituições de ensino oficiais alopatas, para o exercício da medicina e farmácia homeopáticas. Com base nessas dissidências, Duque Estrada e seus seguidores criaram a Academia Médico-Homeopática do Brasil, em outubro de 1847, que questionava a legalidade da Escola Homeopática do Brasil.

Preocupado com as denúncias de envenenamento, que acabaram não tendo fundamento, o diretor da Escola introduziu nesse mesmo ano uma cadeira de medicina legal ministrada em caráter especial no período de férias pelo professor Le Boiteaux.

Em 1848, sob a influência de Bento Mure, foi aplicado o método Jean Joseph Jacotot (1770 -1840), de ensino e aprendizagem na Escola, que consistia na cre nça de que a "alma humana era capaz de instruir-se a si mesma, e sem concurso de mestres e explicadores" (GALHARDO, 1928). Dessa forma, os alunos do terceiro ano ensinavam aos do segundo ano e, conseqüentemente, os do segundo aos do primeiro ano. Fundament ava-se assim, a emancipação intelectual e a liberdade profissional, com fins de anular os privilégios do Estado no ensino. Jean Joseph Jacotot havia sido professor e reitor de literatura e língua francesa na Universidade de Louvain, na Bélgica, onde aplicou seu método.

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO

No dia 13 de março de 1848, Bento Mure e A. Ackermann pediram exoneração dos cargos de diretor e de secretário da Escola Homeopática do Brasil, sendo substituídos por Manoel Duarte Moreira e Carlos Chidlóe, respectivamente. No mesmo dia foram aprovados novos estatutos, ficando o curso constituído por 12 cadeiras distribuídas pelos três anos de duração. Além disso, tornou-se obrigatória a aprovação nos preparatórios de latim, francês, filosofia, aritmética e geometria para matrícula do aluno que foi fixada em 10 mil réis anuais. Ao final do período letivo havia um exame geral das matérias e, se o aluno fosse aprovado, elaboração de tese que deveria ser sustentada perante a Congregação.

Sendo considerado livre o estudo da homeopatia, os estatutos previam ainda que médicos, cirurgiões ou qualquer pessoa que mostrasse conhecimentos necessários para o exercício da homeopatia, mesmo sem ter freqüentado a Escola, e que se julgassem aptos a prestar exame, poderiam requerê-lo. Caso aprovados, obtinham o respectivo certificado de estudos.

No dia 30 de maio de 1848, o diretor Duarte Moreira encaminhou uma petição ao Congresso, assinada por professores e alunos, solicitando a garantia de liberdade do exercício da homeopatia

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àqueles alunos da Escola que se apresentassem munidos do certificado de estudos, seguindo assim, o exemplo de "nações mais cultas" da Europa e América.

No ano seguinte, o diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, José Martins da Cruz Jobim, enviou ofício ao Ministro e Secretário dos Negócios do Império, Visconde de Monte Alegre (José da Costa Carvalho), posicionando-se contra a existência da Escola e propondo seu fechamento e revogação do Aviso da Secretaria de Estado dos Negócios da Justiça de 1846. Argumentava que o fato de a Escola ter autorização para expedir diplomas com nomes de certificados, era "um invento capcioso com o fim de iludir a Lei e de infringi-la, a favor de aventureiros charlatães", permitindo a prática da medicina a "criados dos cafés, cafeteiros, caiadores e outros"(GALHARDO, 1928).

Em agosto de 1850, quando a polêmica entre os homeopatas havia se amenizado, vários professores da Escola reuniram-se e resolveram reabri-la, reestruturando o seu currículo, sendo mantidas as 12 cadeiras; como não havia divisão de estudos, o ensino seria ministrado simultaneamente. Seu corpo docente foi constituído tanto pelos partidários do grupo dos "puristas", quanto dos "evolucionistas".

Três anos mais tarde, a Escola publicou a relação de seus diplomados, o que levou o diretor da Junta de Higiene Pública, Francisco de Paula Cândido, a manifestar -se no Jornal do Commercio de 10/11/1853, reafirmando que aqueles diplomas não habilitavam ao livre exercício da medicina. Em julho de 1853, um dos professores da instituição, Maximiano Marques de Carvalho, teve uma petição sua enviada ao Congresso, rejeitada por José Martins da Cruz Jobim, na qual solicitava a inclusão de uma cadeira que ensinasse homeopatia nas faculdades de medicina do Império. Neste mesmo mês, Marques de Carvalho substituiu Duarte Moreira na direção da Escola.

Naquela ocasião, utilizando como argumento os bons resultados colhidos por escolas homeopáticas dos Estados Unidos, a instituição dirigiu outra petição ao Senado solicitando novamente autorização para o exercício da medicina por seus alunos diplomados. Mais uma vez não obteve resposta.

Até 1853, a Escola Homeopática do Brasil havia diplomado 48 alunos, conforme publicação no Jornal do Commercio, em outubro daquele ano. Alguns tornavam-se professores e outros se deslocavam para o interior das províncias, onde não havia assistência médica, o que possibilitava o exercício da homeopatia visto que não tinham autorização para exercê-la.

Em julho de 1858, a diretoria da Escola conclamou os homeopatas a reunirem-se para ratificar sua profissão de fé homeopática e uniformizar os estudos patogênicos e a preparação de medicamentos. Além disso, propunha a organização de um abaixo-assinado que deveria ser dirigido aos poderes públicos com fins de reivindicar a prática livre da medicina homeopática por seus diplomados. Naquela época, seu corpo administrativo era constituído por Maximiano Marques de Carvalho (diretor), Joaquim José da Silva Pinto (vice-diretor), Carlos Chidlóe (1º secretário) e Saturnino Soares de Meirelles (2º secretário). Com o fracasso dessa reunião, houve, a partir daí, um novo período de recrudescimento das dissidências entre os homeopatas, o que prejudicou o funcionamento de suas instituições.

Em junho de 1859, foi criado o Instituto Hahnemanniano do Brasil que reunia alguns membros da diretoria da Escola. Em oposição a ele, Domingos de Azevedo Coutinho Duque Estrada, Jacinto Soares Rabello e outros seguidores fundaram a Congregação Médico-Homeopática Fluminense. Devido às divergências, ambas as instituições não sobreviveram por muito tempo.

Essas dissidências só foram amenizadas no final da década de 1870, quando os grupos se reuniram em torno da fundação do Instituto Hahnemanniano Fluminense, que em 1880 adotaria a

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denominação de Instituto Hahnemanniano do Brasil, e que tinha como uma de suas propostas a fundação de uma Escola que propagasse o ensino da homeopatia.

Anos mais tarde, em julho de 1882, o Jornal do Commercio noticiou que a Escola Homeopática do Brasil fora reaberta por iniciativa de Maximiano Marques de Carvalho e sob uma nova orientação, propondo o ensino da medicina atomística molecular homeopática. De acordo com o artigo 3º de seus estatutos, estabelecia que os práticos antigos e os farmacêuticos que mantivessem boticas homeopatas e não portassem títulos da Escola, poderiam obtê-los a partir da freqüência às aulas e estudos das matérias do segundo ano. Seu diretor e também professor era o próprio Maximiano Marques de Carvalho, tendo como primeiro secretário Sizenando de Souza.

Segundo informações encontradas no Almanak Laemmert, de 1883, a instituição teve seu nome modificado para Escola Livre de Medicina Homeopática, funcionando na rua São José, nº 10. As aulas eram ministradas três vezes por semana, compreendendo o ensino de patogenia e terapêutica, química mineral orgânica e dinâmica, anatomia cirúrgica, experiências puras, higiene e climatologia. Já as cadeiras de clínica eram ensinadas diariamente no consultório homeopático situado no mesmo endereço.

PUBLICAÇÕES OFICIAIS

Entre junho de 1847 e julho de 1848 circulou o periódico Sciência: revista synthetica dos conhecimentos humanos, redigida por professores da Escola Homeopática do Brasil. Inicialmente era mensal, passando a semanal após o sétimo número. Publicava entre outros assuntos, teses apresentadas à Escola.

FONTES

- Almanak Laemmert , Rio de Janeiro, 1883. (BN)

- BLAKE, Augusto Victorino Alves Sacramento. Diccionario Bibliographico Brazileiro. Rio de Janeiro: Typographia Nacional, 1883. (BCOC)

- FARIA, Fernando Antonio. Querelas brasileiras: homeopatia e política imperial. Rio de Janeiro: Notrya, 1994. (BN)

- GALHARDO, José Emygdio Rodrigues. História da homeopatia no Brasil. In: Livro do 1°

Congresso Brasileiro de Homeopatia. Rio de Janeiro, 1928. p.271-1016. (BN)

- LOBO, Francisco Bruno. O ensino da medicina no Rio de Janeiro: homeopatia. Rio de Janeiro, 1968. v. 3. (ANM)

- LUZ, Madel Therezinha. A arte de curar e a ciência das doenças: história social da

homeopatia no Brasil. Tese (Concurso de Professor Titular) - Instituto de Medicina Social, UERJ,

s.d. (BCOC)

- PORTO, Ângela de Araújo. As artimanhas de esculápio: crença ou ciência no saber médico. Niterói, 1985. Dissertação (Mestrado em História) - Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, UFF, 1985. (BCOC)

- SANTOS FILHO, Lycurgo de Castro. História geral da medicina brasileira. São Paulo: Hucitec/Edusp, 1977. v.2. (BCCBB)

FICHA TÉCNICA

Pesquisa - Verônica Pimenta Velloso. Redação - Verônica Pimenta Velloso. Revisão - Francisco José Chagas Madureira. Consultoria - Ângela de Araújo Porto.

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