JULIA TAVASZI (8.340Mb)
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(2) JULIA TAVASZI. A PROMOÇÃO DE UMA NOVA DINÂMICA URBANA ATRAVÉS DA IMPLANTAÇÃO DE UM EQUIPAMENTO PÚBLICO DA REDE SESC. TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO ORIENTADOR DE MONOGRAFIA: ALEXANDRE HEPNER ORIENTADOR DE PROJETO: ÂNGELO CECCO. SÃO PAULO JUNHO - 2019.
(3) Resumo Estudo sobre o território central da cidade de São Paulo, direcionado ao trecho do Parque Dom Pedro II através do estudo histórico, processo de evolução urbana e identidade atual da região. Compreender o funcionamento da rede SESC e a importância de um equipamento público para a cidade e sua influência na região a ser inserido, buscando requalificação da área e todo seu entorno.. Palavras-Chave Rio Tamanduateí; Parque Dom Pedro II; Equipamento público; SESC; Esporte..
(4) Abstract Studies about city central territory of São Paulo, with focus on the Dom Pedro II Park, based on history study, process of urban development and current region ID. Knowing the function of SESC group and the importancy of public equipment to the city and the influence on the region to be inserted, searching to requalification of the area and around.. Keyword Tamanduateí river; Dom Pedro II Park; Public Equipment ; SESC; Sports.
(5) 1. 3. CONTEXTO HISTÓRICO 1.1 Rio Tamanduateí 16 1.2 Avenida do Estado 20 1.3 Processo de Industrialização 24 1.4 Da Várzea do Carmo ao Parque Dom Pedro II. 28. A REDE SESC 3.1 Origem do SESC 44 3.2 Programas Sociais 47 3.3 Características 49. 2. ANÁLISE LOCAL 2.1 Situando a região 34 2.2 Equipamentos Tombados 37 2.3 Legislação 40.
(6) 5. PROJETO. 5.1 O terreno 62 5.2 A proposta de Projeto 64. 4. REFERÊNCIAS PROJETUAIS. 4.1 Centro Poliesportivo de Los Andes 54 4.2 Biblioteca Brasiliana 56 4.3 SESC Limeira 58.
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(8) Introdução O presente trabalho se baseia na elaboração de um anteprojeto arquitetônico de uma unidade da rede SESC com foco esportivo, com a finalidade de promover atividades esportivas para o público de diferentes faixas etárias e gêneros. Assume o objetivo de agregar um novo equipamento de uso público para a região do Parque Dom Pedro II, na região central de São Paulo, a qual, com o passar do tempo, foi descaracterizada pelas inúmeras intervenções urbanísticas que ocorreram na cidade. O estudo se inicia na busca de entender as necessidades desta determinada região da cidade em relação aos equipamentos oferecidos para o uso público de seu entorno, e que agregue para a cidade como um todo, trazendo uma nova dinâmica entre o espaço urbano, os usuários e as construções. Serão apresentados as diretrizes que influenciaram o desenvolvimento do projeto, incorporando os estudos sobre o território, sua história e problemáticas atuais, e as soluções arquitetônicas adotadas, demostrando a relevância da inserção projetual na transformação de uma área urbana..
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(10) 1. CONTEXTO HISTÓRICO.
(11) 1.1 Rio Tamanduateí O Brasil é o país com a maior rede hidrográfica e possui a maior reserva de água doce do planeta. Mas a relação que temos com nossos rios se torna cada vez mais controversa: utilizamos seus recursos hídricos para o crescimento urbano e agrícola mas são também o principal meio de escoamento de esgoto. Os rios encontram-se entre os alvos de poluição, descaso público e vítimas de retificações, ameaçando o uso original de seus recursos e implicando na supressão dos rios presentes na paisagem urbana de grandes cidades, como São Paulo. Apesar da situação em que se encontram hoje, os rios tiveram um papel importante na metrópole paulistana e estão de certa forma inseridos no desenho urbano dando origem as nossas marginais e algumas avenidas. Os principais rios que atravessam a cidade são os rios Pinheiros, Tietê e Tamanduateí, sendo que este último é de grande importância na presente pesquisa devido a área de inserção do exercício projetual que será apresentado mais adiante. O Rio Tamanduateí tem sua nascente em outro municipio da metrópole de São Paulo, na gruta de Santa Luzia, em Mauá. Seu afluente mais importante era o Rio Anhagabaú, hoje desaparecido, deságua no rio Tietê, em São Paulo. Seu percurso iniciado em Mauá passa ainda por Santo André e São Caetano do Sul até desaguar na capital paulista. A origem do seu nome vem do tupi mas seu significado tem constrovérsias. Alguns dizem que significa “rio do tamanduá verdadei-. 16.
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(15) 1.2 Avenida do Estado A Avenida do Estado se desdobra através de uma transposição pelo rio Tietê da Avenida Assis Chateaubriand, cortando toda a região do Centro e é uma das principais vias de interligação entre a capital e o grande ABC paulista. Se encontra em vários pontos como zona de descarte de lixo irregular, cheia de pichações, e é um reflexo de abandono por parte dos governantes. O trânsito intenso, pontos de proibição de estacionar em quase toda sua extensão e toda sua falta de manutenção, trazem para quem está no seu entorno péssimas condições para moradia e apenas alguns comércio conseguem se manter. A formação original da avenida está, de certa forma, ligada ao Plano de Avenidas de Prestes Maia. Tal plano, elaborado pelo Engenheiro Francisco Prestes Maia, consiste, basicamente, em pensar na cidade em sua totalidade, buscando através dos pensamentos urbanísticos da época estabelecer uma conexão de movimentação fácil e rápida entre o centro comercial e os bairros residenciais, estabelecendo a região central como base e criando avenidas que convergissem a ela. Essas avenidas seriam chamadas de radiais principais ou secundárias, de acordo com sua importância.. 20.
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(17) Em teoria, o Plano de Avenidas buscava atender as necessidades de uma cidade passando por um rápido crescimento horizontal, e na qual se vê necessário buscar soluções para a interligação entre as diferentes partes da cidade ocorram de maneira eficiente. Entre sua teoria e o que foi posto em prático ocorrem diversas alterações, afim de acompanhar o desenvolvimento automobilístico que estava sofrendo um aumento significativo, vindo a se tornar um problema de sobrecarga para as avenidas e, posteriormente, todos os problemas consequentes do abuso do uso do automóvel. “A construção de alternativas ficou a cargo de Anhaia Mello. Meyer destaca como principal diferença a concepção de uma cidade de expansão limitada, de estrutura polinuclear. Ainda que apresente alguma semelhança formal com a cidade radio-concêntrica de Prestes Maia, o modelo de cidade radial com núcleos periféricos teve sua origem na proposta de Ebenezer Howard para a cidade jardim (1898). Uma cidade de tamanho limitado, com um centro urbano principal circundado por vários núcleos urbanos auto-suficiente, dispostos ao longo de um amplo cinturão verde. O essencial na proposta é a construção de uma vida comunitária nos núcleos urbanos autônomos. Ao agrupar habitação, comércio, serviços e atividades de produção, o deslocamento diário entre nú-. 22.
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(21) grandes galpões com indústrias e casas pequenas, cortiços, pequenas vilas, como ainda hoje pode se observar, em algumas ruas do bairro do Brás, Belém, Mooca. O processo de urbanização e crescimento deu-se relativamente em um curto espaço de tempo, trazendo visíveis modificações estruturais e físicas ao munícipio. No aspecto social, ficou clara a divisão de classes e poderes aquisitivos tão distintos, caracterizando os bairros com contornos bastante especificos.. Fig 13. bairro da Mooca nos anos 1940. 26. Com o progresso industrial, algumas regiões da cidade se desenvolveram para o comércio, como por exemplo, a rua 25 de Março e todo o seu entorno, abrangendo principalmente o comércio têxtil, na maioria dos casos de propriedade de sírios e turcos; mais uma vez, percebe-se a presença marcante dos imigrantes,. Nesta região, as construções tinham - e muitas ainda mantém - salões que abrigavam as lojas, e, sobretudo, que muitas vezes serviam de depósito ou pequenos ateliers de costura.. Fig 14. bairro do Brás nos anos 1945.
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(23) 1.4 Da Várzea do Carmo ao Parque Dom Pedro II O Parque Dom Pedro II, que hoje se encontra degradado e caracterizado como um mero local de passagem, já foi, um dia, cheio de vivência, sendo parte do lazer da população local. O território ocupado, hoje, pelo parque tem sua instauração por volta dos anos de 1800, quando toda a região era denominada Várzea do Carmo, em decorrência da sua proximidade com o Rio Tamanduateí e com a igreja dos carmelitas. A margens do rio eram utilizadas para o lazer e para serviços, mas também, eram desde então, alvo do despejo de lixo e dejetos. Com o aumento populacional no entorno das várzeas do rio, houve, consequentemente, o aumento de lixo descartado, e, já naquele tempo, a região sofria com constantes problemas de alagamentos e com doenças provenientes da insalubridade da água. Em busca de uma solução para os problemas enfrentados na época, em 1810, foi construída, pelo poder público, uma vala no centro da área de Várzea em uma tentativa de evitar as constantes enchentes. Até então, o percurso do rio não tinha sofrido nenhum processo de retificação, mas devido aos recorrentes problemas com as chuvas viu-se necessário uma busca por uma solução mais eficiente; foi então que o Engenheiro Carlos Bresser, em 1849, deu início aos projetos de redesenho do rio.. 28.
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(25) Cinco anos após seu mandato, retornou-se a discussão sobre soluções para a região, que ainda sofria com as enchentes. Foram apresentados diversos projetos para a área, mas a dúvida sobre suas efetividades se prolongaram. Passaram-se 30 anos de debates e discussões, para que, em 1910, fosse assumido que a construção de um parque em parceria entre o poder público com a iniciativa privada seria a melhor solução. Com o projeto aprovado em 1914 e obra concluída em 1922 o parque Dom Pedro II tornou-se um dos maiores espaços públicos da cidade, e para consolidar a intenção de um local de convivência foi construído o Palácio das Indústrias. Durante a década de 1930 São Paulo estava passando por um processo de transformação e as construções do período colonial estavam deixando de existir; o crescimento da metrópole e a nova demanda automobilística acabou por dar origem ao Plano de Avenidas de Prestes Maia, com isto, parque começou a sofrer as consequências de obras de pavimentação e construções de viadutos que atravessam sobre o parque, fazendo com que perdesse áreas verdes.. 30. Fig 17. Vista do Parque Dom Pedro às margens do Tamanduateí em 1933.. Fig 18. Vista aérea do Parque Dom Pedro em 1981.
(26) As obras continuaram acontecendo e, em 1971, o terminal de ônibus D. Pedro II surgiu transformando toda a região, seguido pela implementação do metrô, em 1980. Aos poucos isto foi descaracterizando todas a região do parque, onde árvores foram substituídas por grades e se consolidando apenas como um lugar de passagem. “O Parque Dom Pedro II acaba combinando aspectos que se vão contradizendo, desde sua origem como Várzea do Carmo até o terminal de ônibus e complexo viário ainda chamado de parque. Considerando seus habitantes e os “estrangeiros”, tal fronteira da ocupação da cidade caracteriza-se como barreira-limite-obstáculo-refugio-transição.Papéis que envolvem percepção e historicidade. Envolvem complexas relações das pessoas com o território.” (Ensaio de aproximação geográfica: um parque na metrópole paulistana – Adilson Rodrigues Camacho). A região do Parque é uma das mais movimentadas do centro de São Paulo mas também uma das que mais sofre com o descaso do poder público. Em busca de soluções para o sistema viário, o parque e os lugares de permanência foram perdendo espaço e consolidando um aspecto de insalubridade para toda a região.. 31.
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(28) 2. ANÁLISE LOCAL.
(29) 2.1 Situando a região O estudo de um projeto de arquitetura se inicia a partir da análise do local onde se insere e de sua potencial relação com a cidade e com o entorno próximo. Para esse começo de desenvolvimento de projeto, o local escolhido trata-se da extensão do Parque Dom Pedro II, pertencente ao bairro da Sé, na região central da cidade de São Paulo, fazendo divisa entre o Centro Histórico da cidade e o bairro do Brás, que engloba construções históricas e turísticas e, notoriamente, caracteriza-se como um nó de transporte intermodal. Entretanto, ao invés de construir-se como um ponto com potencial para reunir outros usos, a implantação inicial dessas infraestruturas de transporte causou descaracterização do parque Dom Pedro e levou ao movimento de deterioração de toda a região, principiado pela construção dos viadutos nos anos de 1960, eliminando uma parte da área verde pertencente ao parque. Em 1971 foi inaugurado o terminal de ônibus D. Pedro II, um dos principais da cidade, por ligar, principalmente, as regiões norte, sul e leste, se tornando o terminal de ônibus mais movimentado de São Paulo. Ainda por volta de 1980 foi inaugurada também a estação de metrô Parque Dom Pedro II, tornando-se a região uma das maiores “vítimas” de políticas de transporte da cidade do ponto de vista da qualidade dos espaços públicos.. 34.
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(31) A sequência de intervenções e o entroncamento de todas as vias e viadutos, acabou gerando um efeito negativo na paisagem urbana e nos espaços públicos, desarticulando o parque e acarretando a sensação de isolamento e insegurança por quem frequenta o território, cenário descrito por Jane Jacobs: “O principal atributo de um distrito urbano próspero é que as pessoas se sintam seguras e protegidas na rua em meio a tantos desconhecidos. Não devem se sentir ameaçadas por eles de antemão. O distrito que falha nesse aspecto também fracassa em outros e passa a criar para si mesmo, e para a cidade como um todo, um monte de problemas.” (JACOBS, Jane. Morte e vida das grandes cidades, p. 31). A partir dos conceitos apresentados por Jacobs entendemos a necessidade de buscar a variedade de usos, propostas de adensamento, de desenho urbano, promoção de eventos regulares articulando os vários equipamentos culturais - não só os públicos mas também os privados - com repertórios variados que incentivam a movimentação concomitante entre as diversas áreas através dos espaços públicos da região central, e não negligenciando o existente em conjunto com novas propostas, promovendo, assim, o crescimento e a melhoria de todo o território.. 36.
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(38) 3. A REDE SESC.
(39) 3.1 Origem do SESC Há mais de 70 anos o SESC surgiu com o intuito de desenvolver um papel social no Brasil. Em uma fase de transição em que o país vivia em meados da década de 1940 (pós 2ª Guerra Mundial e o fim do Estado Novo do governo de Getúlio Vargas), acontecem os surgimentos de diversos movimentos sindicais; entre eles nasce a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em busca da garantia dos direitos trabalhistas e para evitar conflitos entre trabalhadores e empregadores, o presidente da época, Eurico Gaspar Dutra, decretou a criação do SESC – Serviço Social do Comercio em 1946. O Sesc tem como embasamento conceitual a Carta da Paz Social e se caracteriza por ser uma entidade privada em busca da inovação e transformação social, através de um projeto cultural e educativo, com a intenção de proporcionar o bem-estar e a qualidade de vida, a priori, dos trabalhadores desse movimento sindical e sua família. As primeiras unidades da rede SESC a serem construídas tinham seus programas direcionados a um foco específico, como foi no Rio de Janeiro. O primeiro SESC teve seu foco na área da saúde: voltado à assistência à maternidade, infância e combate à tuberculose, devido às necessidades do local naquela época. Com o passar do tempo a rede SESC foi se expandindo para diferentes estados para diferentes focos do Brasil, e, de acordo com cada fase, foi direcionando suas atividades.. 44.
(40) Por volta dos anos de 1950, em um cenário político e social com um pensamento progressista e moderno, a arte e a cultura conquistaram seu espaço, tendo início às primeiras atividades culturais e com o objetivo de alcançar áreas da educação, cultura, recreação e saúde, onde no ano seguinte seria definido através da Convenção Nacional dos Técnicos do SESC que o enfoque seria voltado para a área de educação e de recreação, sem deixar de lado as demais atividades. Com a criação das Convenções Nacionais de Técnicos, é que se organizaram também para avaliar o desenvolvimento das ações oferecidas pelos Sesc’s e planejar novos objetivos. A ideia é orientar a ação nacional, para seu fortalecimento e consolidação, para que, durante as mudanças de governo o programa seja autônomo para continuar com seus projetos. É também uma maneira de manter sua organização interna, estabelecendo técnicas administrativas e prazos para a revisão de sua metodologia, sempre colocando como prioridade novas perspectivas de uso através de uma convivência integrada e dialógica. Diante de todas as mudanças políticas que ocorreram pós Regime Militar, o Sesc sempre se fez presente, incentivando ações culturais, oferecendo projetos relacionados com o Teatro, Cinema, Artes Plásticas, Música e Literatura, antes reprimidos pelo momento da história. Trazendo também contato com a cultura internacional, assumindo a missão de trabalhar a diversidade como instrumento de transformações, mas sem perder a essência das tradições regionais.. 45.
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(44) 3.3 Características Por se tratar de um programa com um foco social, a parceria das prefeituras de diferentes cidades com o sindicato dos comércios locais possibilitou a inclusão de programas em diversas comunidades, oferecendo atividades de recreação, introdução ao esporte, trabalhos de linguagem artísticas, educação em saúde e principalmente a oportunidade de integração entre a população, mantendo o compromisso da entidade que tem como intuito o compartilhamento de saberes. A atuação do Sesc está se expandido cada vez mais para diferentes Estados do país. Caracterizado por uma rede de Centros culturais e desportivos, capazes de intervir não só através do equipamento em si, mas se estender por toda sua proximidade, através de atividades propostas em praças ao redor, nas próprias ruas, na interação com outros equipamentos, tornando-se assim cada vez mais aberta para o público. A implantação de uma unidade do SESC em determinados locais leva em consideração diversos aspectos, os quais tem como condicionantes oferecer espaços de criação e encontros, experimentações e transbordamentos. Todas as decisões arquitetônicas buscam atender o equilíbrio entre oferecer programas para seu principal cliente – trabalhadores do comércio e seus. 49.
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(48) 4. REFERÊNCIAS PROJETUAIS.
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(56) 5. PROJETO.
(57) 5.1 O terreno O terreno escolhido possui uma história para a cidade por ter sido implantado um edifício habitacional ícone da cidade de São Paulo por volta de 1955. O edifício era o São Vito, projetado por Aron Kogan com estrutura de concreto armado e brises horizontais, teve forte influência do modernismo. Projetado para buscar soluções de moradia popular, possuindo medidas mínimas para cada espaço e capaz de abrigar 624 apartamentos em 24 andares. A grande capacidade populacional se tornou, com o passar dos anos, um problema devido aos mais diferentes tipos de moradores, inicialmente habitado por estrangeiros e trabalhadores de baixa renda, foi se transformando ao abrigar cada vez um número maior de moradores, alguns apartamentos divididos por até cinco famílias. A degradação foi acentuada por irregularidades na rede elétrica, falta de cuidado com o lixo – chegavam a jogar sacolas pelas janelas – e falta de pagamento de contas de água o caracterizou pelo maior cortiço vertical da cidade, apelidado de “Treme-treme”.. “O edifício São Vito, enorme cortiço de 37 andares, com 624 quitinetes, é um território livre dentro da cidade de São Paulo, às margens do Tamanduateí. Dentro dele, as leis brasileiras não são obedecidas e seus cinco mil moradores tentam seguir um código próprio. A polícia - nem mesmo a Guarda Civil Metropolitana - não se atreve a entrar no prédio”. - matéria do jornal O Estado de S.Paulo de 1987. 62.
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(59) 5.2 A proposta de Projeto A região Central da cidade de São Paulo possui um atrativo cultural e histórico de grande importância para a sociedade, mesmo possuindo alguns pontos negativos; vem se desenvolvendo em busca de alcançar uma melhoria da região e dando oportunidade de novas vivencias através de sua restruturação urbana. A inserção do projeto de um SESC na área central tem como objetivo o desenvolvimento da região a partir de: propostas de revitalização por meio de processos de reconversão do espaço subutilizado; conexões, capazes de interligar os espaços físicos, mas também de conectar a população com diferentes usos da cidade que, em conjunto com a acessibilidade, oferece um fácil alcance da população com os espaços, através das diferentes formas de mobilidade do entorno, possibilitando juntos a ideia de convivência, capazes de unir diferentes públicos através da mescla de idade, raça e de diferentes níveis socioeconômicos, criando relações que fortalecem a identidade do espaço.. 64.
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(61) “Quando nos referimos às ruas e demais espaços públicos de uma cidade, em realidade, estamos falando da própria identidade da cidade. É nesses espaços que se manifestam as trocas e relações humanas, a diversidade de uso e a vocação de cada lugar, os conflitos e contradições da sociedade” – CACCIA, Lara. Mobilidade urbana: políticas públicas e apropriação do espaço em cidades brasileiras.. É através do pensamento de aproximação da população com uma identidade na cidade que surgiu a intenção de materialização do SESC Esportivo Parque Dom Pedro II. A inserção em uma área que, atualmente, marcado pela forte presença de lixo, sensação de insegurança e degradação tem a intenção de trazer a vitalidade para uma área que tem um grande potencial turístico e cultural através dos equipamentos existentes, como o mercado municipal, o museu cata-vento e o próprio parque Dom Pedro II, sendo um complemento capaz de gerar uma nova dinâmica de uso através do seu programa oferecido. A sensação de segurança atual é praticamente nula para quem circula pela região, principalmente no período noturno. O uso do espaço público entre diferentes grupos é capaz de quebrar com bloqueios de preconceito de maneira muitas vezes, inconsciente. A relação de convívio é capaz de reduzir a ideia de insegurança e de possibilitar relações de cuidado entre a popula-. 66.
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(65) A concepção do volume teve como partido a ideia central de dividir o prédio em dois blocos: o bloco de quadras, com uma estrutura de pilares metálicos e treliças capazes de vencer o vão necessário afim do desenvolvimento das atividades propostas; no outro bloco estão distribuídas as atividades supletivas e a interligação entre eles ocorre através de mezaninos intermediários, propiciados devido ao pé direito necessário nas quadras.. 70. Fig. 66 Esquema de Partido.
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(76) Considerações Finais A sociabilidade promovida através da prática do esporte, ou seja, troca de vivências nos faz enriquecer nossas vidas e melhorar o ambiente em que vivemos, nos tornando pessoas melhores, superando obstáculos e cultivado um sentimento de companheirismo, e é esse nosso principal objetivo de vida. Saio feliz desse processo, não só pelo trabalho aqui apresentado, mas por toda a caminhada dentro da escola. É certo que como arquitetos somos eternamente estudantes de arquitetura, e é aí que mora o fascínio dessa profissão, poder aprender algo novo a cada dia e ter a consciência de que não sabemos resolver todos os problemas, mas sabemos como buscar as soluções. O trabalho busca um diálogo a respeito do que queremos e fazemos com a cidade. Nela nos ancoramos e atuamos, mas para isso, é necessário o desenvolvimento de uma capacidade crítica e propositiva do espaço urbano, buscando compreender a importância do nosso papel na sociedade.. 81.
(77) Lista de Imagens Figura 01 - Mapa de autoria própria Figura 02 - Disponível em: < http-//garoahistorica.blogspot.com/2014/07/ rio-tamanduatei > Acesso em: 04/04/2019 Figura 03 - Disponível em: < https://g1.globo.com/sao-paulo/rios-de-sao-paulo/noticia/rio-tamanduatei-perde-curvas-com-canalizacao-ao-longo-dos-anos-veja-mapas.ghtml > Acesso em: 26/03/2019 Figura 04 - Disponível em: < https://g1.globo.com/sao-paulo/rios-de-sao-paulo/noticia/rio-tamanduatei-perde-curvas-com-canalizacao-ao-longo-dos-anos-veja-mapas.ghtml > Acesso em: 26/03/2019 Figura 05- Disponível em: < https://g1.globo.com/sao-paulo/rios-de-sao-paulo/noticia/rio-tamanduatei-perde-curvas-com-canalizacao-ao-longo-dos-anos-veja-mapas.ghtml > Acesso em: 26/03/2019 Figura 06 - Disponível em: < https://g1.globo.com/sao-paulo/rios-de-sao-paulo/noticia/rio-tamanduatei-perde-curvas-com-canalizacao-ao-longo-dos-anos-veja-mapas.ghtml > Acesso em: 26/03/2019 Figura 07 - Disponível em: < http://wzzzww.vitruvius.com.br/revistas/read/ arquitextos/07.082/259 > Acesso em: 04/04/2019 Figura 08 - Disponível em: < http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/07.082/259 > Acesso em: 04/04/2019 Figura 09 - Disponível em: < https://suzanneodonovan.files.wordpress. com/2013/07/fig-1-slumless-smokeless-cities-hall-38.jpg > Acesso em: 04/04/2019 Figura 10 - Disponível em: < http://www.metro.sp.gov.br/metro/licenciamento-ambiental/pdf/linha_18_bronze/eia/volume-iii/Arquivo-20.pdf > Acesso em: 14/04/2019 Figura 11 - Disponível em: < http://www.metro.sp.gov.br/metro/licenciamento-ambiental/pdf/linha_18_bronze/eia/volume-iii/Arquivo-20.pdf > Acesso em: w14/04/2019 Figura 12 - Disponível em: <> Acesso em: Figura 13 - Disponível em: < https://economia.ig.com.br/empresas/2016-04-14/arno-vai-demitir-2-mil-em-sao-paulo.html > Acesso em: 13/05/2019. 82.
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