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(1)
(2)

Negócios Jurídicos

Relação de Consumo

Relação de Trabalho

Relação de Emprego

Prestação de Serviço

(3)

Relação de Consumo X Relação de Trabalho

1

– Relação de Trabalho envolve um prestador de

serviços pessoa natural

2 – Duração da prestação de serviços

3 – Beneficiário final ???????

“O tomador dos serviços não pode ser o usuário

final, mas mero utilizador da energia de trabalho

para consecução da sua finalidade social (ainda

que seja o tomador pessoa natural ou ente

despersonalizado).”

(4)

Súmula 363 do STJ

Compete à Justiça estadual

processar e julgar a ação de

cobrança

ajuizada

por

profissional

liberal

contra

clientes”.

(5)

Natureza Jurídica do Vínculo de

Emprego

1) O artigo 442 da CLT é o registro da controvérsia que existe na doutrina sobre a natureza jurídica do vínculo de emprego (em especial, sobre a presença, dentre os membros da comissão elaboradora da CLT, de Rego Monteiro, adepto da teoria da relação de trabalho como situação objetiva):

CLT, Art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego.

2) Isso porque, para muitos doutrinadores, o vínculo entre empregado e empregador se caracterizaria pela situação jurídica objetiva (daí a expressão “relação de emprego”) onde o “trabalhador não promete nada ao empregador, mas antes se incorpora em sua organização, estabelecendo com ele vínculos de subordinação e fidelidade mútua que mais se assemelham aos da organização da família” (Pothoff apud Magano).

Como se conceber um contrato entre empregado e empregador se o primeiro, no mais das vezes, não abre a boca quando começa a trabalhar, não impõe qualquer condição, nem mesmo dá palpite na forma como o pseudo-contrato será realizado? O contrato é ato de vontade (negócio jurídico), enquanto a relação de trabalho é mais semelhante a um fato jurídico, uma mera integração do trabalhador à estrutura pré-existente.

(6)

Definição de Empregado

Art. 3º - Considera-se empregado

toda

pessoa física

que prestar

serviços de natureza

não eventual

a empregador, sob a

dependência

(7)

Regra Fundamental

A definição de empregado

é semelhante ao

tipo

penal

:

presentes

os

requisitos do artigo 3º da

CLT,

configura-se

a

existência do empregado,

do contrato de trabalho e

dos direitos previstos na

CLT.

(8)

Pessoa Física = Pessoalidade

• Pessoa jurídica não pode ser empregado

• Caráter de infungibilidade

(9)

Exceção à pessoalidade

• Trabalho em domicílio

• Autorização do empregador

• Contrato de equipe

(10)

TST, 3ª Turma, AGRAVO DE INSTRUMENTO.

CONTRATO

DE

EQUIPE.

AUSÊNCIA

DE

VIOLAÇÃO DOS ARTS. 2º E 3º DA CLT. Não há

dúvidas de que, com a feição da legislação pátria,

(CLT, art. 3º), não se estabelece contrato de trabalho

com pessoa jurídica ou com grupo de trabalhadores,

eis que o pacto deva contar, essencialmente, como

empregado, com pessoa física, eleita intuitu

personae . Assim é que, distanciando-se do Direito

espanhol (que o tolera), no ordenamento brasileiro, o

contrato de equipe não valerá senão como um feixe

de contratos individuais de trabalho. Não se ofende a

disciplina da CLT (arts. 2º e 3º), quando a Corte

trabalhista, embora divisando a equipe, condena a

empresa à anotação do pacto nas carteiras de

trabalho de todos os componentes do grupo, assim

distintamente considerados. Agravo de instrumento

conhecido e desprovido.

(11)

Diz-se em relação ao empregado, que o contrato de trabalho é concluído intuitu personae. Analise as proposições abaixo,

assinalando as respostas corretas:

I – A pessoalidade é uma das notas típicas da relação de emprego;

II – O pacto de trabalho origina para o empregado uma obrigação de fazer que não é fungível;

III – A obrigação de prestar o serviço é personalíssima e, portanto, intransmissível;

IV – A morte do empregado dissolve, ipso facto, o contrato;

V – O empregado não pode fazer-se substituir na empresa em que trabalha – salvo se o empregador consente.

a) todas as alternativas estão corretas b) todas as alternativas estão incorretas

c) apenas as alternativas I e IV estão corretas d) apenas as alternativas II e V estão corretas e) apenas a alternativa II está incorreta

(12)

Diz-se em relação ao empregado, que o contrato de trabalho é concluído intuitu personae. Analise as proposições abaixo,

assinalando as respostas corretas:

I – A pessoalidade é uma das notas típicas da relação de emprego;

II – O pacto de trabalho origina para o empregado uma obrigação de fazer que não é fungível;

III – A obrigação de prestar o serviço é personalíssima e, portanto, intransmissível;

IV – A morte do empregado dissolve, ipso facto, o contrato;

V – O empregado não pode fazer-se substituir na empresa em que trabalha – salvo se o empregador consente.

a) todas as alternativas estão corretas

b) todas as alternativas estão incorretas

c) apenas as alternativas I e IV estão corretas d) apenas as alternativas II e V estão corretas e) apenas a alternativa II está incorreta

(13)

NÃO EVENTUAL

Segundo o dicionário Aurélio, eventual é

aquele que depende de acontecimento

incerto, fortuito ou casual

”.

• Teoria da Descontinuidade

• Teoria do Evento

• Teoria dos Fins do Empreendimento

• Teoria da Fixação Jurídica

(14)

EVENTUAL - Caracterização

• Descontinuidade – Não permanência com

ânimo definitivo

• Não fixação jurídica – Pluralidade

• Curta duração

• Evento certo, determinado e episódico

• Objeto social do tomador – fins do

empreendimento

(15)

RECURSO DE REVISTA - VÍNCULO EMPREGATÍCIO - FAXINEIRA/DIARISTA - TRABALHO EM FILIAL DE EMPRESA - NÃO EVENTUALIDADE - A constante prestação de serviços de limpeza em escritório de empresa, ainda que em apenas um dia da semana, por anos a fio, caracteriza vínculo empregatício. O requisito legal da não-eventualidade na prestação do labor, para efeito de configuração da relação de emprego, afere-se precipuamente pela inserção do serviço no atendimento de necessidade normal e permanente do empreendimento econômico da empresa. Servente de limpeza, que realiza tarefas de asseio e conservação em prol de empresa, semanalmente, mediante remuneração e subordinação, é empregada, para todos os efeitos legais. A circunstância de também prestar serviços a terceiro, paralelamente, não exclui o vínculo empregatício, pois a lei não exige exclusividade, em regra, para tanto. Recurso conhecido, mas não provido.

( RR - 1151/2003-659-09-00.0 , Relator Ministro: Carlos Alberto Reis de Paula, Data de Julgamento: 19/11/2008, 3ª Turma, Data de Publicação: 19/12/2008)

(16)

Onerosidade = Não Gratuito com

fundo econômico

• Esse requisito não significa, apenas, que o

trabalhador precisa ganhar dinheiro para ser

considerado empregado. O que é preciso, isso

sim, é que a relação traga alguma vantagem

econômica para ele (ex. salário In natura);

• O benefício não precisa derivar do empregador

(ex. gorjeta), mas do contrato.

(17)

Onerosidade = Não Gratuito com

fundo econômico

• Plano Objetivo: Evidencia-se pela relação sócio

jurídica

• Plano Subjetivo: emerge na intenção contra

prestativa

Exemplos comuns de trabalho gratuito:

• Voluntário

• Comunitário

• Filantrópico

• Político

(18)

Consiste, basicamente, em uma

situação

jurídica

na

qual

o

empregado,

acatando

ter

a

autonomia

da

vontade

dele

limitada, transfere ao empregador

o poder de direção sobre a

atividade desenvolvida por ele.

Subordinação é conceito que

ainda precisa ser construído.

(19)

Subordinação não é....

• Dependência Econômica - nem todo o

empregado depende apenas do salário para

viver;

• Dependência Técnica - são muitos os

empregados que conhecem mais do negócio

do que o empregador);

• Alteridade - Que é a prestação de serviços

por conta alheia, onde o fruto do trabalho não

fica com o trabalhador, mas é transferido para

aquele que assume o risco da atividade.

MAGANO

(20)

Subordinação Estrutural

Conceito difundido pelo Ministro Mauricio

Godinho Delgado, para quem

“a subordinação

se manifesta pela inserção do trabalhador na

dinâmica do tomador de seus serviços,

independentemente de receber (ou não) suas

ordens

diretas,

mas

acolhendo,

estruturalmente,

sua

dinâmica

de

organização e funcionamento

”.

Delgado, Maurício Godinho. Direitos Fundamentais na

Relação de Trabalho. In Revista do Ministério Público

do Trabalho. Brasília

(21)

IMPORTANTES EXCEÇÕES

1 – Funcionário Público e Excluídos da CLT;

2 – Empregado Público Sem Concurso TST Súmula nº 363 - Contratação de Servidor Público sem Concurso - Efeitos e Direitos . A contratação de servidor público, após a CF/1988, sem prévia aprovação em concurso público, encontra óbice no respectivo art. 37, II e § 2º, somente lhe conferindo direito ao pagamento da contraprestação pactuada, em relação ao número de horas trabalhadas, respeitado o valor da hora do salário mínimo, e dos valores referentes aos depósitos do FGTS.

3 – Trabalho Ilícito – “Aquele que compõe um tipo legal penal, ou concorre para ele (médico em clínica de aborto)”. Atenuantes: a) trabalhador desconhece o “fim” para o qual trabalha (“mula inocente”) b) Sabe, mas não contribui para o ilícito (servente em prostíbulo).

(22)

a) Ilícito - Apontador do Jogo do Bicho; Médico

em clínica de aborto; Segurança em ponto de

venda de drogas, etc.

b) Irregular - Menor de 14 anos como

empregado; Menor de 18 anos trabalhando em

serviço noturno, ou insalubre; Mulheres em

desrespeito ao artigo 390 da CLT); etc.

DISTINÇÃO ENTRE TRABALHO

ILÍCITO E IRREGULAR

(23)

OJ 199 SDI-1 TST

Jogo do Bicho.

Contrato de Trabalho.

Nulidade.

Objeto ilícito.

Art. 82 e 145 do

Código Civil.

(24)

Art. 7º da CLT - Os preceitos constantes

da presente Consolidação, salvo quando

for,

em

cada

caso,

expressamente

determinado o contrário, não se aplicam:

a) Empregado doméstico;

b) Trabalhadores rurais;

c) Funcionários públicos;

(25)

É obvio...

1) Não têm vínculo - quando não presentes os requisitos do artigo 3o da CLT - de emprego os trabalhadores:

a) Art. 442, par. único - “Qualquer que seja o ramo de atividade da sociedade cooperativa, não existe vínculo empregatício entre ela e seus associados, nem entre estes e os tomadores de serviços daquela”.

b) Art. 5o da lei 11.442/07 (janeiro de 2007): “As relações decorrentes de transporte de cargas de que trata o art. 4o (o art. 4o fala sobre o Transportador Autônomo de Cargas - TAC, que pode ser o TAC Agregado -- “aquele que coloca o veículo de sua propriedade ou de sua posse, a ser dirigido por ele próprio ou por preposto seu, a serviço do contratante, com exclusividade, mediante frete ajustado a cada viagem” -- ou o TAC Independente que é “aquele que presta os serviços de transporte de carga de que trata esta lei em caráter eventual e sem exclusividade, mediante frete ajustado a cada viagem”) desta lei são sempre de natureza comercial, não ensejando, em nenhuma hipótese, a caracterização de vínculo de emprego”.

(26)

c) Lei 4.886/65 alterada pela Lei 8.420/92 -

Art. 1º -

“Exerce a representação comercial

autônoma a pessoa jurídica ou a pessoa

física, sem relação de emprego que

desempenha, em caráter não eventual por

conta de uma ou mais pessoas, a mediação

para a realização de negócios mercantis,

agenciando propostas ou pedidos, para

transmiti-los aos representados, praticando

ou não atos relacionados com a execução

dos negócios”.

(27)

Considerando as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta:

I – A subordinação é o principal elemento diferenciador entre a relação de emprego e as fórmulas contemporâneas de prestação de trabalho;

II – O conteúdo da prestação de serviços é traço decisivo na conceituação do liame empregatício, não importando se tais serviços são prestados

subordinadamente ou não;

III – A subordinação é hoje considerada como dependência econômica, resultante da assimetria existente entre empregador e empregado;

IV – A subordinação consiste em uma situação jurídica, na qual o

empregado, acatando ter a autonomia de sua vontade limitada, transfere ao empregador o poder de direção sobre sua atividade;

V – Estando a força de trabalho indissoluvelmente ligada à pessoa do trabalhador, a decorrência lógica é a situação de subordinação desta em relação a quem pode dispor de seu trabalho.

(A) II, IV e V estão corretas; (B) I, IV e V estão incorretas; (C) I e II estão corretas;

(D) III, IV e V estão incorretas; (E) II e III estão incorretas.

(28)

Considerando as assertivas abaixo, assinale a alternativa correta:

I – A subordinação é o principal elemento diferenciador entre a relação de emprego e as fórmulas contemporâneas de prestação de trabalho;

II – O conteúdo da prestação de serviços é traço decisivo na conceituação do liame empregatício, não importando se tais serviços são prestados

subordinadamente ou não;

III – A subordinação é hoje considerada como dependência econômica, resultante da assimetria existente entre empregador e empregado;

IV – A subordinação consiste em uma situação jurídica, na qual o

empregado, acatando ter a autonomia de sua vontade limitada, transfere ao empregador o poder de direção sobre sua atividade;

V – Estando a força de trabalho indissoluvelmente ligada à pessoa do trabalhador, a decorrência lógica é a situação de subordinação desta em relação a quem pode dispor de seu trabalho.

(A) II, IV e V estão corretas; (B) I, IV e V estão incorretas; (C) I e II estão corretas;

(D) III, IV e V estão incorretas;

(29)

EMPREGADO DE CONFIANÇA

A SUBORDINAÇÃO É

COMO O OXIGÊNIO:

QUANTO MAIS ALTO

VOCÊ VAI, MENOS VOCÊ

O ENCONTRA.

(30)

• Todo contrato de trabalho pressupõe relação de

confiança. Os artigos 62 e 499 da CLT tratam de

confiança especial (acima do normal) e daí passou-se

à ideia do

“empregado de confiança”. Vejamos quais

são os requisitos para a existência dessa figura:

• Art. 62, II - os gerentes, assim considerados os

exercentes de cargos de gestão, aos quais se

equiparam, para efeito do disposto neste artigo, os

diretores e chefes de departamento ou filial.

• Parágrafo Único - O regime previsto neste capítulo

será aplicável aos empregados mencionados no inciso

II deste artigo, quando o salário do cargo de

confiança, compreendendo a gratificação de função,

se houver, for inferior ao valor do respectivo salário

efetivo acrescido de 40%.

(31)

• Requisito Objetivo

- Salário com 40% mais do

que o ganho do salário efetivo daquela

posição (do subordinado?);

• Requisito Subjetivo

- Cargo de gestão.

Segundo o dicionário Michaelis, gerir significa

“Ter gerência sobre; administrar; dirigir;

gerenciar; governar; regular”.

(32)

a) A referência expressa ao

“chefe de departamento”

deixa ver que não se trata, apenas, da maior

autoridade

da

empresa

(não

é

necessário

procuração para assinar pelo proprietário, etc);

b) Se o trabalhador tem subordinados, é um bom

indicativo da gestão;

c) Organizar

e

administrar

tarefas

de

outros

trabalhadores, ainda que a distância, ou criar

estratégias de atuação de toda uma célula

(departamento, v.g.) ou empresa;

d) Desempenho de funções vitais para a organização

empresarial;

(33)

a) Inexistência

de

autoridade

ou

poderes sobre outros trabalhadores

b) Controle de jornada

c) Funções

sem

relevo

para

os

destinos da empresa.

(34)

Exclusão do Capítulo II da CLT

(sem direito a

limite de horas de trabalho, DSRs, proibição

de trabalho em feriados, intervalos e

benefícios do trabalho noturno, embora a

doutrina destaque apenas horas extras; a

jurisprudência tem reconhecido a exclusão

total.)

Atenção, muita atenção: a jurisprudência do

TST vem mudando e já dá adicional noturno

para o empregado de confiança!!!

(35)

PROCESSO: E-RR NÚMERO: 636994 ANO: 2000

PUBLICAÇÃO: DJ - 09/05/2008

A C Ó R D Ã O SBDI-1 EMBARGOS - HORAS EXTRAS GERENTE - ART. 62, II, DA CLT - RECURSO NÃO CONHECIDO - ÓBICE DA SÚMULA 126 DO TST Não há falar em ofensa ao art. 896 da CLT se o conhecimento do Recurso de Revista encontrava óbice na Súmula nº 126 do TST.

CARGO DE CONFIANÇA INTERPRETAÇÃO DO CAPUT DO ART. 62 DA CLT DIREITO AO ADICIONAL NOTURNO ART. 7º, IX, DA CONSTITUIÇÃO DE 1988 NORMA DE ORDEM PÚBLICA 1. O adicional por labor noturno está previsto no art. 7º, IX, da Constituição, que encerra norma de ordem pública, por se tratar de direito pertinente à saúde do trabalhador. 2. A redação do dispositivo, diversamente do que se infere do inciso XIII do mesmo artigo, não denota a possibilidade de estabelecimento de exceções à aplicação da regra nele inserta, ainda que por meio de lei. 3. O caput do art. 62 da CLT deve, assim, ser interpretado à luz do texto constitucional, que assegura a todos os trabalhadores, indistintamente, remuneração do trabalho noturno superior à do diurno (art. 7º, IX). 4. Desse modo, ainda que o empregado exerça função de confiança, na forma do art. 62, II, da CLT, tem jus ao adicional noturno. Embargos parcialmente conhecidos e providos

(36)

Art. 468, Parágrafo Único CLT

Não é

alteração ilegal perder o cargo de confiança

e

voltar à posição anterior.

Nos termos do artigo 499 da CLT - Não haverá

estabilidade no exercício dos cargos de

diretoria, gerência ou outros de confiança

imediata do empregador, ressalvado o cômputo

do tempo de serviço para todos os fins legais.

§ 1º - Ao empregado garantido pela estabilidade

que deixar de exercer cargo de confiança, é

assegurado, salvo no caso de falta grave, a

reversão

ao

cargo

efetivo

que

haja

anteriormente ocupado.

(37)

Súmula 372 do TST

- Gratificação de Função.

Supressão ou redução. Limites - I - Percebida a

gratificação de função por dez ou mais anos pelo

empregado, se o empregador, sem justo motivo,

revertê-lo a seu cargo efetivo,

não poderá

retirar-lhe a gratificação tendo em vista o princípio da

estabilidade financeira

; II - Mantido o empregado

no exercício da função comissionada, não pode o

empregador reduzir o valor da gratificação.

• Trabalhador de confiança pode

ser transferido

,

nos termos do parágrafo primeiro do artigo 469

da CLT.

(38)

Súmula Nº 102 do TST

Bancário. Cargo de confiança.

I - A configuração, ou não, do exercício da função de

confiança a que se refere o art. 224, § 2º, da CLT,

dependente da prova das reais atribuições do empregado, é

insuscetível de exame mediante recurso de revista ou de

embargos.)

II - O bancário que exerce a função a que se refere o § 2º do

art. 224 da CLT e recebe gratificação não inferior a um terço

de seu salário já tem remuneradas as duas horas

extraordinárias excedentes de seis.

III - Ao bancário exercente de cargo de confiança previsto

no artigo 224, § 2º, da CLT são devidas as 7ª e 8ª horas,

como extras, no período em que se verificar o pagamento a

menor da gratificação de 1/3.

IV - O bancário sujeito à regra do art. 224, § 2º, da CLT

cumpre jornada de trabalho de 8 (oito) horas, sendo

extraordinárias as trabalhadas além da oitava.

(39)

V -

O advogado empregado de banco

, pelo simples

exercício da advocacia, não exerce cargo de confiança,

não se enquadrando, portanto, na hipótese do § 2º do

art. 224 da CLT.

VI -

O caixa bancário, ainda que caixa executivo

, não

exerce cargo de confiança. Se perceber gratificação

igual ou superior a um terço do salário do posto efetivo,

essa remunera apenas a maior responsabilidade do

cargo e não as duas horas extraordinárias além da

sexta.

VII - O bancário exercente de função de confiança,

que percebe a gratificação não inferior ao terço legal,

ainda que norma coletiva contemple percentual

superior, não tem direito às sétima e oitava horas como

extras, mas tão-somente às diferenças de gratificação

de função, se postuladas.

(40)

Súmula 287 do TST - Presunções

A jornada de trabalho do empregado

de banco gerente de agência é regida

pelo art. 224, par. 2º da CLT. Quanto

ao gerente-geral de agência bancária,

presume-se o exercício de encargo de

gestão, aplicando-se-lhe o art. 62 da

CLT.

(41)

Presentes os requisitos do artigo 3º,

pode-se

considerá-lo

empregado,

ainda que figure no contrato social

como sócio.

(42)

RELATOR(A): IVANI CONTINI BRAMANTE

PROCESSO Nº: 01297-2003-066-02-00-2 ANO: 2006 TURMA: DATA DE PUBLICAÇÃO: 22/06/2007 Sociedade de capital e indústria - Não caracterização - Tipo societário propenso a fraudes trabalhistas e que, por isso, deve ter sua validade robustamente provada - o Sócio de indústria, regra geral, deve exercer atividade especializada e não pode ser hierarquicamente inferior ao sócio de capital e nem ser dele economicamente dependente, ou seja, sua condição jurídica deve ser diversa da do empregado normal - Hipótese em que o assistente de cabeleireiro tem dependência técnica, econômica e subordinação jurídica junto ao sócio capitalista - Vínculo de emprego reconhecido - Inteligência dos arts. 2º, 3º e 9º, CLT, bem como do princípio da primazia da realidade. Formação técnica profissional - mensalidade paga pelo empregado - inadmissibilidade - restituição devida - É do empregador a obrigação de custear o aperfeiçoamento profissional do empregado, máxime se é condição imposta ao empregado para trabalhar e mostra-se como essencial ao padrão de qualidade pretendido pelo empregador - Aplicação do art. 2º, CLT, bem como da Recomendação 150 da OIT, art. 4º.

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