• Nenhum resultado encontrado

NEST - Novo Estudo Sem Tutor

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "NEST - Novo Estudo Sem Tutor"

Copied!
123
0
0

Texto

(1)

INSTITUTO DE EDUCAÇÃO

ÁREA DE ESPECIALIDADE EM EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS DIGITAIS

Trabalho de Projeto orientado pelo Professor Doutor João Filipe de Lacerda Matos

2015

NEST – Novo Estudo Sem Tutor

MESTRADO EM EDUCAÇÃO

António de Jesus Quintans Ribeiro de Almeida

Nº 12715

(2)

UNIVERSIDADE DE LISBOA INSTITUTO DE EDUCAÇÃO

ÁREA DE ESPECIALIDADE EM EDUCAÇÃO E TECNOLOGIAS DIGITAIS

Trabalho de Projeto orientado pelo Professor Doutor João Filipe de Lacerda Matos

2015

NEST – Novo Estudo Sem Tutor

MESTRADO EM EDUCAÇÃO

António de Jesus Quintans Ribeiro de Almeida

Nº 12715

(3)

AGRADECIMENTOS

O meu projeto só se tornou possível graças ao apoio e colaboração de um grande número de pessoas que merece o meu reconhecimento, apreço e gratidão.

Em primeiro lugar tenho que agradecer à minha esposa, Paula Seixas e à minha filha, Sara Miriam pelo apoio, carinho, incentivo, paciência, colaboração e por terem estado sempre disponíveis quando precisei.

Um agradecimento especial à minha mãe pelo seu grande apoio, ajuda e incentivo a ir mais longe.

Aos participantes, meus alunos, que tornaram possível a execução deste projeto na criação de recursos digitais e se mostraram sempre disponíveis, o meu profundo

agradecimento, pois sem eles não seria possível o desenvolvimento do mesmo.

Agradeço ainda à minha colega, professora Maria Graciete, pela sua ajuda, apoio, incentivo e diálogo.

Ao professor João Matos, agradeço o apoio que me prestou, na sua orientação e na sua disponibilidade.

À Direção do Agrupamento de Escolas D. João II de S. Marcos, agradeço também por ter permitido a implementação deste projeto na escola e pela cedência da sala de informática.

(4)

RESUMO

O Projeto NEST tem como principal objetivo motivar os alunos para a utilização de ferramentas digitais e para a construção e testagem de recursos digitais, integrados na plataforma de ensino Schoology, pelos alunos inscritos neste projeto, integrado na Plataforma de Ensino Schoology que é uma comunidade de partilha de saberes entre professores, alunos, pais e outros utilizadores.

Os recursos criados pelos alunos que integram este projeto têm por base os conteúdos lecionados por mim na aula de Língua Inglesa.

Pretendo desenvolver competências ao nível da utilização das ferramentas tecnológicas e das competências sociais que contribuam para o sucesso do percurso educativo e formativo do aluno. Neste cenário de aprendizagem online, os alunos são envolvidos na criação dos recursos educativos digitais, na sua testagem e na publicação dos mesmos para os restantes utilizadores da escola e da comunidade Schoology, desenvolvendo-se a partilha e as competências de alguns domínios do Inglês.

A utilização do cenário de aprendizagem educativo online Schoology, permitiu que o aluno fosse um elemento mais participativo, criativo e crítico, através da criação de recursos digitais online com os conteúdos que aprendeu, tornando-se parte integrante do seu percurso escolar.

A implementação deste projeto trouxe mais-valias aos alunos do sexto ano que integram o projeto e em simultâneo à escola. Os alunos mostraram-se motivados para o estudo e desenvolveram a concentração, a consolidação de conteúdos, o espírito crítico, a liderança e o trabalho entre pares. A escola ganha alunos com uma perspetiva mais motivadora relativamente ao estudo, com competências sociais individuais e de grupo necessárias à vida escolar e mais tarde profissional.

Nos resultados obtidos existem indicadores que nos permitem chegar à conclusão de que os alunos estão aptos a criar os seus próprios recursos e o seu envolvimento traz benefícios a médio prazo, tanto para eles como para a própria escola, pois os objetivos como de incentivo, de motivação e melhoria das aprendizagens dos alunos foram atingidos.

Palavras-chave: recursos educativos, competências sociais, competências digitais, cenário de aprendizagem, partilha; competências de Inglês

(5)

ABSTRACT

NEST project aims motivating students to the use of technological tools and testing digital educational resources constructed by students enrolled in an integrated project on the platform Schoology, a community for sharing knowledge between teachers, students and parents.

The resources constructed by the students who are part of this project are based on the content taught by me in English class. I intend to develop skills in the use of technological tools and social skills that contribute to the education and training path of the student. In the online learning scenario, students are involved in the creation of digital educational resources, and in its testing, as well as in publication for other users from school and from Schoology community.

The use of online educational learning scenario Schoology allowed the students to become more participatory, creative and critical by creating online digital resources with the content they learned to become an integral part of their schooling.

The implementation of this project brought some benefits to the school and to students of the sixth year who took part in the project. The students developed the motivation for studying, concentration, consolidation of content, critical thinking, leadership and ability to work with peers. The school gains students with a more motivating perspective regarding the study, with individual and group social skills necessary for school and professional life.

There are indicators in the results obtained that allow us to conclude that students are able to create their own resources and their involvement behind the medium term benefits both for them and for the school itself, because the goals like encouragement, motivation and improved student learning were achieved.

Key Words: educational resources, social skills, digital skills, learning scenario, share; English skills

(6)

ÍNDICE AGRADECIMENTOS ... 1  RESUMO ... 2  ABSTRACT ... 3  ÍNDICE ... 4  Índice de Figuras ... 7  Índice de Tabelas ... 9  Capítulo 1 – Introdução ... 12 

Capítulo 2 – Objetivos, relevância e contexto do Projeto ... 15 

Importância do Projeto para a Escola ... 17 

O Agrupamento de Escolas D. João II ... 18 

Caracterização da Escola ... 18 

Missão do Agrupamento ... 19 

Visão ... 19 

Meio envolvente ... 20 

Meio cultural ... 20 

Capítulo 3 – Proposta Pedagógica ... 23 

Desenvolvimento do projeto ... 24 

Ferramentas utilizadas ... 27 

(7)

A plataforma Schoology como Habitat Digital ... 29 

A plataforma Schoology e a ideia de Comunidade de Prática ... 31 

Três características fundamentais para se tornar uma comunidade de prática ... 33 

Análise SWOT da Plataforma Schoology ... 36 

Capítulo 5 - Metodologia ... 40 

Objetivos e Fundamentação da Metodologia ... 40 

Exemplo de um recurso ... 43 

Os Instrumentos de Recolha de Dados ... 44 

O Questionário Online ... 45 

A Aplicação do Questionário ... 46 

O Tratamento Estatístico ... 47 

População e Amostra ... 47 

Capítulo 6 - Resultados ... 48 

Resultados do Inquérito dos Alunos ... 48 

Perspetiva dos alunos em relação ao Projeto ... 72 

Estatística da Plataforma Schoology ... 77 

Análise do Projeto NEST ... 78 

Evolução da avaliação na disciplina de Inglês ... 95 

A concluir ... 100 

Limitações do Projeto ... 102 

(8)

ANEXOS ... 108 

Anexo A: Carta de autorização de participação enviada aos encarregados de educação ... 109 

Anexo B: Carta de Requerimento à Diretora da Escola ... 110 

Anexo C: Curso Alunos NEST Registo e Acesso ... 111 

Anexo D: Questionário online ... 112 

Anexo E: Dados do Inquérito – Pedido de autorização à DGE ... 119 

Anexo F: Parecer do Professor Doutor João Filipe Matos ... 120 

(9)

Índice de Figuras

Figura 1: Comunidades de partilha no schoology ... 30 

Figura 2: Percentagem de Alunos por Turma ... 49 

Figura 3: Gráfico do Grupo sexual dos alunos ... 49 

Figura 4: Estatística do Curso RED NEST 1º período ... 78 

Figura 5: Sumário da Estatística do Curso RED NEST 1º período ... 78 

Figura 6: Número de visualizações ... 79 

Figura 7: Divisão de Categorias 1º período ... 79 

Figura 8: Número de acessos a ligações 1º período ... 80 

Figura 9: Número de acessos ao Curso RECURSOS 1º período ... 80 

Figura 10: Estatística de acesso ao Curso RECURSOS 1º período ... 81 

Figura 11: Estatística de trabalhos do Curso RECURSOS 1º período ... 82 

Figura 12: Estatística de categoria – Present Continuous do Curso RECURSOS 1º período ... 82 

Figura 13: Estatística de categoria – Present Continuous do Curso RECURSOS 1º período ... 83 

Figura 14: Estatística de Tarefas do Curso RED NEST 2º período ... 83 

Figura 15: Divisão por Categorias no 2º Período ... 84 

Figura 16: Sumário Analítico do Curso RECURSOS 2º período ... 85 

Figura 17: Estatística de Tarefas do Curso RED NEST 2º período ... 85 

Figura 18: Número de acessos ao Curso Alunos NEST 2º período ... 86 

Figura 19: Número de acessos a ligações 2º período ... 87 

Figura 20: Número de acessos ao Curso RED NEST 3º período ... 87 

(10)

Figura 22: Acesso a ligações do Curso RED NEST 3º período ... 89 

Figura 23: Acesso a hiperligações 3º período Curso RED NEST ... 89 

Figura 24: Exemplo de exercícios numa pasta ... 90 

Figura 25: Exemplo do Exercício Family – True or False ... 91 

Figura 26: Quadro de estatísticas do exercício Family – True or False ... 92 

Figura 27: Resultados por pergunta do exercício Family – True or False ... 92 

Figura 28: Atribuição de Selos (emblemas) aos alunos ... 93 

Figura 29: Estatística de níveis do 1º período ... 96 

Figura 30: Estatística de níveis do 2º período ... 96 

Figura 31: Estatística de níveis do 3º período ... 97 

(11)

Índice de Tabelas

Tabela 1: Análise SWOT da Plataforma Schoology ... 37 

Tabela 2: Idades dos Alunos ... 50 

Tabela 3. Questão 1. Há quanto tempo utilizas o computador? ... 50 

Tabela 4: Questão 2. Há quanto tempo utilizas a Internet?... 51 

Tabela 5: Questão 3. Há quanto tempo utilizas processador de texto (Word ou outro)? ... 51 

Tabela 6: Questão 4. Há quanto tempo utilizas programas de apresentação (PowerPoint)? [Experiência com computadores] ... 51 

Tabela 7: Questão 5. Há quanto tempo utilizas redes sociais (Facebook, Google+, Instagram, Hi5, Twitter, Myspace ou outro) [Experiência com computadores] ... 52 

Tabela 8: Questão 6. Há quanto tempo tens conta nas redes sociais? [Experiência com computadores] ... 52 

Tabela 9: Questão 1. Utilizo os computadores com à-vontade. ... 53 

Tabela 10: Questão 2. Utilizo pens e outros meios de arquivar os meus trabalhos com à-vontade. ... 53 

Tabela 11: Questão 3. Utilizo um processador de texto (Word ou outro) com à-vontade. ... 54 

Tabela 12: Questão 4. Adquiro facilmente novas competências de utilização dos computadores. ... 54 

(12)

Tabela 14: Questão

6. Gosto de trocar informações sobre computadores com os meus colegas. ... 55 

Tabela 15: Questão 7. O computador é necessário na minha vida escolar. ... 56 

Tabela 16: Questão 1. Utilizo a Internet com à-vontade. ... 56 

Tabela 17: Questão 2. Utilizo email com à-vontade. ... 57 

Tabela 18: Questão 3. Utilizo um browser (por exemplo Internet Explorer) com à-vontade. ... 57 

Tabela 19: Questão 4. Utilizo um motor de pesquisa, por exemplo, Yahoo, Google, com à-vontade. ... 58 

Tabela 20: Questão 5. A Internet ajuda-me a encontrar informação. ... 58 

Tabela 21: Questão 6. A Internet facilita a comunicação. ... 59 

Tabela 22: Questão 7. A Internet tem potencial para a aprendizagem... 59 

Tabela 23: Questão 8. É útil aprender a utilizar a Internet. ... 60 

Tabela 24: Questão 9. Aprender a utilizar a Internet pode melhorar o meu desempenho escolar. ... 60 

Tabela 25: Questão 10. Gosto de navegar e fazer buscas na internet. ... 61 

Tabela 26: Questão 1. Utilizo a plataforma Schoology com à-vontade. ... 62 

Tabela 27: Questão 2. Utilizo os posts (troca de mensagens) da plataforma Schoology com à-vontade. ... 62 

Tabela 28: Questão 3. Gosto de criar diferentes tipos de exercícios. ... 63 

Tabela 29: Questão 4. Os tutoriais são úteis na criação de exercícios. ... 63 

Tabela 30: Questão 5. Foi útil aprender a utilizar a plataforma Schoology. ... 64 

Tabela 31: Questão 6. Foi útil trabalhar em grupo na plataforma Schoology. ... 64 

(13)

Tabela 33: Questão 1. A plataforma Schoology facilitou a comunicação entre alunos e professores. ... 66 

Tabela 34: Questão

2. O ambiente multimédia da Schoology (texto, imagem, som) facilita a

compreensão dos assuntos. ... 66  Tabela 35: Questão

3. A plataforma Schoology tem grande potencial para a aprendizagem. ... 67  Tabela 36: Questão 4. A plataforma Schoology oferece atividades interessantes de aprendizagem. ... 67 

Tabela 37: Questão 5. Aprender a utilizar a plataforma Schoology melhorou o meu desenvolvimento escolar. ... 68 

Tabela 38: Questão 6. A utilização da plataforma Schoology pode melhorar a minha concentração e atenção. ... 68 

Tabela 39: Questão

7. Aprender a utilizar a plataforma Schoology melhorou o meu desempenho escolar. ... 69  Tabela 40: Questão 8. A utilização da plataforma Schoology foi útil aos meus estudos. ... 69 

Tabela 41: Questão 9. O ambiente multimédia da Schoology é apelativo no seu uso. 70  Tabela 42: Recolha de respostas do dia 19-3-15 ... 73  Tabela 43: Recolha de respostas do dia 9-4-15 ... 74  Tabela 44: Recolha de respostas do dia 15-4-15 ... 75 

(14)

Capítulo 1 – Introdução

O Projeto NEST surge da frequência do ciclo de estudos conducente ao grau de Mestre em Educação, na especialidade de Educação e Tecnologias Digitais, do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa.

Numa época em que as ferramentas digitais e as competências sociais estão cada vez mais ligadas, cabe ao professor e à escola, desenvolvê-las e incentivar à sua descoberta. Pretende-se que a escola tenha um papel fundamental no desenvolvimento dessas mesmas competências, as quais trarão benefícios ao nível académico e social.

Também para a escola é importante desenvolver novos métodos de ensino e de envolvimento dos alunos que são cada vez mais parte ativa no seu processo de ensino-aprendizagem com vista à obtenção de sucesso educativo.

Este projeto poderá motivar os alunos para o trabalho escolar, uma vez que a sua participação e autonomia são desenvolvidas, a par do pensamento, da procura de soluções e aplicação dos conhecimentos que são adquiridos ou consolidados. O aluno será motivado a interagir com os seus pares, desenvolvendo o trabalho proposto ao seu ritmo ao mesmo tempo que desenvolve o trabalho escolar. O desenvolvimento e consolidação destas

competências trarão benefícios aos alunos, na concentração, atenção, compreensão, aquisição e aplicação de conteúdos, na interação entre pares, na tolerância e no respeito mútuo, no saber ouvir e no saber pensar e criticar.

Ao nível tecnológico e de aquisição de competências digitais, o aluno terá ganhos adicionais, pois o desenvolvimento destas competências irão contribuir para uma melhor pesquisa, seleção de informação, apresentação de trabalhos e para o seu próprio sucesso escolar.

(15)

O século XXI é uma era em que o desenvolvimento tecnológico abriu caminho a novos hábitos e novas regras sociais e económicas, levando a que os professores se tenham que adaptar e sejam eficientes na utilização e compreensão das novas tecnologias (Pedro, N., Wunsch, L., Pedro, A. & Abrantes, P. 2010).

A tecnologia é rápida na mudança e na transformação pelo que se torna necessário ajustar as práticas quotidianas, refletir sobre a atualidade e renovar e rever a informação que é apresentada. É importante desenvolver o espírito crítico do cidadão para que possa selecionar e utilizar informação fidedigna e possa emitir um juízo sobre a mesma o que irá condicionar as escolhas e as decisões informadas que deve tomar. Estes ajustes, mudanças e tomadas de decisão tornam o cidadão mais preparado para lidar com transformações sociais e também para equacionar novas soluções, tornando-o capaz de agir e ajustar as suas ações (Costa, 2011).

As competências necessárias para o século XXI são as que a escola tem vindo a ensinar e que os alunos necessitam cada vez mais nesta era da informação, tais como competências de aprendizagem, de literacia e sociais.

Em relação às competências de aprendizagem, o aluno adquire o pensamento crítico para pensar e refletir sobre as questões com que se depara; pensamento criativo necessário na resolução dos problemas de forma criativa; colaboração, pois trabalha em equipa com os seus pares; comunicação essencial ao entendimento e à clarificação de ideias.

Nas competências de literacia temos a literacia da informação em que o aluno tem que lidar com uma grande quantidade de informação e tem que saber pesquisar e selecionar a que tem valor para os objetivos que lhe são dados; na literacia dos média os alunos devem ser motivados para a análise crítica e para a compreensão da natureza dos diferentes média e dos produtos que existem, técnicas de comunicação e de mensagens utilizadas. Deve-se dotar os

(16)

alunos para o uso crítico e informado como consumidor e produtor de média para que

conheçam o impacto que tem nos indivíduos e na sociedade; a literacia tecnológica permite que o conhecimento e utilização de novos programas e formas de ensinar/aprender em que o som, imagem e movimento, entre outras, tornam o seu uso mais apelativo ao aluno.

A mediação entre a aprendizagem, o conhecimento académico e a tecnologia através da utilização de novos recursos tecnológicos torna-se possível.

As competências sociais apontam para competências de flexibilidade em que os alunos devem ser flexíveis para se adaptarem às rápidas mudanças; competências de iniciativa em que a tomada de decisões é importante; competências sociais necessárias à compreensão dos seus pares e à forma de interagir; competências de produtividade em que o aluno deverá produzir algo novo e útil, nomeadamente na produção de conhecimento que contribua para o seu próprio desenvolvimento; competências de liderança em que o aluno lidera e orienta quando necessário, tornando-o mais ativo e competitivo (Thoughtful Learning, 2016).

Neste projeto pretendo mostrar que é possível e relevante implementar projetos que envolvam fortemente o aluno na utilização de tecnologias digitais como parte integrante do currículo, tornando a escola mais inclusiva com boas práticas, valorizando o seu trabalho e dando um contributo no desenvolvimento e partilha de saberes entre alunos e professores. Existe portanto uma dupla intenção no desenvolvimento de projetos com os alunos na medida em que podem trazer mais-valias quer ao percurso e desenvolvimento profissional e

académico do professor quer no que respeita ao aluno ao nível do desenvolvimento social, académico e profissional.

Este relatório organiza-se no presente capítulo de Introdução; Objetivos, relevância e contexto do Projeto; Proposta Pedagógica; Revisão da literatura; Metodologia e Resultados.

(17)

Capítulo 2 – Objetivos, relevância e contexto do Projeto

As tecnologias da WEB 2.0 existentes na sociedade atual, e no ensino em particular, têm um papel fundamental nas interações humanas. Atualmente as ferramentas que sustentam as redes sociais e de comunicação são amplamente utilizadas em entretenimento e em

aplicações de natureza profissional havendo cada vez mais interesse no seu uso na educação formal.

No entanto, a partir da minha experiência profissional observo que existem fatores socioeconómicos e culturais que condicionam o normal desenvolvimento das aprendizagens. Continuo a verificar um insuficiente envolvimento dos alunos no seu processo de

aprendizagem a par da ausência de hábitos de trabalho, associado a um meio sociocultural desfavorecido, com reduzidas expectativas relativamente às aprendizagens escolares e uma crescente ausência no acompanhamento dos pais e encarregados de educação no quotidiano dos seus educandos.

De acordo com Gonçalves (2010), podemos concluir que apesar de todos os esforços que pais, professores e até colegas possam fazer no sentido de incentivar e apoiar as vidas escolares dos alunos, o que mais influencia os seus resultados escolares são as expectativas que eles próprios têm em relação às suas carreiras escolares e em relação ao seu futuro.

Fernandes, (2013), cita o National Research Council & Institute of Medicine que afirma que “o conceito de envolvimento escolar tem adquirido um enorme interesse visto ser considerado como um caminho alternativo para combater e melhorar baixos níveis de sucesso académico, elevados níveis de tédio, desvinculação para com a escola e elevadas taxas de abandono nas escolas em áreas urbanas”. (Fredricks, Blumenfeld e Paris, 2004 p. 33)

(18)

Os dois autores confirmam a ideia de que, ao envolver os alunos no seu processo de ensino-aprendizagem, eles percecionam as suas atividades e os seus resultados de acordo com as expectativas que têm em relação ao percurso escolar e em relação ao futuro. Tanto pais como professores podem ter influência nestes resultados e poderá ser um caminho a ter em conta para que os alunos possam melhorar os seus níveis de sucesso e perceber o melhor caminho na sua trajetória de aprendizagem para que a escola seja uma fonte de motivação e interesse necessária à sua vida futura.

Quando eu envolvo os meus alunos na produção e partilha de materiais para a aquisição de aprendizagens, proporciono-lhes momentos de aprendizagens mais sentidas e eficazes e este envolvimento desperta o desenvolvimento de competências sociais e de cooperação (partilha com os seus pares), com impacto nos seus percursos escolares.

A competitividade, a interajuda e tutoria entre os alunos deve ser uma forma de se empenharem mais nos seus estudos e aproveitarem uma forma diferente de aprender e estudar. Também há o benefício de estarem com os seus pares, o que torna mais fácil a aceitação do objetivo que é proposto e a crítica construtiva que é feita pelos seus próprios pares.

No que à educação e ensino das crianças e jovens diz respeito, não há tecnologia à prova do professor. Este é determinante no modo como seleciona e usa as tecnologias para ensinar os conceitos e processos da sua área disciplinar. São os seus métodos e estratégias de ensino, bem como os recursos que elabora, usa ou reutiliza, que fazem a diferença nos resultados da maioria dos estudantes (Hattie, 2011, citado por Costa, 2013).

(19)

Objetivo

Este projeto tem uma natureza pragmática assinalável e adota como objetivo motivar os alunos para a utilização de ferramentas digitais e para a construção e testagem de recursos digitais, integrados na plataforma de ensino Schoology. Trata-se de um objetivo que responde a uma situação identificada como necessária para complementar os conteúdos lecionados com a criação de recursos digitais procurando motivar o aluno a ser parte ativa no seu processo de ensino-aprendizagem e construindo e consolidando o conhecimento, a par das competências sociais desenvolvidas.

A Plataforma Schoology permite ao mesmo tempo a aprendizagem de conteúdos e no caso do Projeto NEST o envolvimento dos alunos como criadores dos recursos digitais online, produzidos a partir dos conteúdos lecionados em sala de aula.

Importância do Projeto para a Escola

Numa época em que as ferramentas digitais e as competências sociais estão cada vez mais interligadas, cabe ao professor e à escola, desenvolvê-las e incentivar os alunos à sua descoberta. Pretende-se que a escola tenha um papel fundamental no desenvolvimento dessas mesmas competências de aprendizagem, de literacia e sociais, as quais trarão benefícios ao nível académico e social.

Também para a escola é importante desenvolver novos métodos de ensino e de envolvimento dos alunos que são cada vez mais parte ativa no seu processo de ensino-aprendizagem com vista à obtenção de sucesso educativo.

A importância para a escola incide na construção do ser social/ académico e na exploração de competências que tornam o aluno um cidadão mais crítico e preparado para se adaptar às mudanças e para se tornar apto a interpretar, modificar, corrigir e repensar o seu

(20)

próprio conhecimento. O aluno participa na construção do seu próprio saber e contribui na produção de conhecimento para os seus próprios pares, interagindo com eles e com o professor.

O projeto encontra-se no seguimento do que é citado na Caracterização da Escola, ao referir o Projeto Educativo 2013/2016 [PE] (2013) do Agrupamento de Escolas D. João II, em que a escola tem um papel importante na promoção da autonomia dos alunos, na valorização dos seus interesses, no despertar da curiosidade para o saber e o saber-fazer, na defesa da diferenciação pedagógica e na valorização dos métodos ativos e das aprendizagens significativas, ou seja, uma escola que valoriza o aluno nas suas diversas dimensões.

O Agrupamento de Escolas D. João II

Caracterização da Escola

O Agrupamento de Escolas D. João II foi constituído em setembro de 2000, sendo o primeiro agrupamento vertical do Concelho de Sintra. Integrou, inicialmente, o agrupamento, a EBI Rainha D. Leonor de Lencastre, a EB1/JI de S. Marcos n.º 2. Em setembro de 2004 passou a fazer parte a Escola EB1/JI de S. Marcos n.º 1 e em setembro de 2011 a EB do Casal do Cotão, de acordo com o Regulamento Interno 2013/2016 [RI], (2013).

Dando cumprimento ao disposto no Decreto-lei nº75/ 2008, de 22 de abril, apresenta-se o Projeto Educativo do Agrupamento de Escolas D. João II, para o triénio 2013/2016, que refere o seguinte:

“(…) Assim, pretende-se com este Projeto Educativo a construção de uma escola que promova a autonomia dos alunos, valorize os seus interesses e desperte a curiosidade para o

(21)

saber e o saber-fazer, defenda a diferenciação pedagógica e valorize os métodos ativos e as aprendizagens significativas, ou seja, uma escola que valorize o aluno nas suas diversas dimensões.” (p. 4)

Missão do Agrupamento

Promover a qualidade do sucesso educativo, através do rigor e exigência, pondo em prática o que está consignado na lei, avaliando e regulando os processos e os resultados.

Desenvolver nos alunos o exercício da cidadania e o respeito pelos outros. Incentivar o espírito crítico e a criatividade, de modo a tornarem-se cidadãos responsáveis e solidários.

Atribuir à escola uma função instrutiva e cultural, permitindo aos alunos o

prosseguimento de estudos e o desenvolvimento de métodos de trabalho que fomentem a sua responsabilidade profissional.

Visão

A visão estratégica do agrupamento assenta na promoção de um ensino de qualidade, contribuindo para esse pressuposto o desenvolvimento das competências e das aprendizagens dos alunos, ao nível da formação académica e cívica, em articulação com o desenvolvimento de projetos, parcerias e protocolos estabelecidos com diversas entidades da área social e económica.

(22)

Meio envolvente

S. Marcos tornou-se, em anos recentes, um aglomerado de habitações plurifamiliares de crescimento vertical, designado de Urbanização de S. Marcos. Esta urbanização tem duas realidades distintas: o Centro Histórico de S. Marcos e a Urbanização de S. Marcos.

Os populares designam estas duas realidades por S. Marcos Velho e S. Marcos Novo, respetivamente.

Ao mesmo tempo e a um ritmo diferente foi construído o Casal do Cotão.

A Escola Básica Integrada Rainha D. Leonor de Lencastre, sede do Agrupamento de Escolas D. João II, estabelece em termos geográficos e estéticos, uma fronteira entre estas duas realidades atrás referidas.

S. Marcos é elevada a freguesia por desanexação da freguesia de Agualva-Cacém em 2001, passando a integrar ainda, quatro áreas urbanas de génese ilegal: o Bairro da Bela Vista, a Bela Vista, a Encosta de S. Marcos e Vale da Rebolias.

O parque habitacional, que ocupa uma área de 2,268 Km2, deve o seu crescimento maioritariamente à iniciativa privada e a aquisições dos fogos que foi assegurada através do recurso ao crédito bancário, não existindo habitação social. (Projeto Educativo, 2010-2013 [PE] (2010))

Meio cultural

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística [INE] (2014), sabe-se que a população residente é constituída essencialmente por famílias jovens, uma vez que a idade média (Ano) da População residente por Local de residência (à data dos Censos 2011) é de 30,63.

(23)

A dimensão média das famílias é de 2,64 elementos, o que pode ser indicativo da existência de famílias numerosas, já que a média é superior à nacional (2,58).

Quanto às qualificações escolares da população, verifica-se que a maior parte não vai além do ensino básico (48%), sendo que 0,68% dos homens e 1,90% das mulheres são analfabetas, o que permite constatar que se trata de uma freguesia com baixo nível escolar.

A taxa de abandono escolar por local de residência, na Freguesia de São Marcos, à data dos Censos de 2011 com atualização em 2013, era de 1,76%. (INE, 2014)

O meio envolvente cultural e social é importante, pois pretendo com este projeto que os alunos adquiram mais conhecimentos e possam com eles ter um percurso escolar com melhor qualidade, dotando-os de conhecimentos que sirvam para a sua evolução e

desenvolvimento não só ao nível escolar como social. Desta forma poderei evitar o abandono escolar e contribuir para que o aluno tenha melhores prestações escolares, o que irá tornar o aluno mais preparado, mais crítico e capaz de resolver problemas ou encontrar soluções adequadas aos desafios que tanto a escola como a sociedade lhes apresentam.

“Os valores são importantes referenciais para a ação, individual e social, pelo que devem ser abordados de modo a capacitar os alunos e as alunas a nível dos conhecimentos e das competências para agir nos respetivos contextos.” (Evaristo, T., Oliveira, I., Vaz, E., Sales, F., Carvalho, I., Nunes, L. e Parente, L., s.d.)

Cabe não só à escola, mas também aos professores, ter um papel importante na mudança da sociedade de que faz parte e deve dotar os seus alunos com ferramentas

necessárias para o futuro, motivando-os a serem mais interessados, trabalhadores e curiosos, adaptando-se e desenvolvendo novas competências que lhes possam trazer benefícios quer ao nível escolar quer mais tarde na sua vida adulta. A sociedade irá requerer essas mesmas competências e saberes que tornam o indivíduo mais apto, mais desenvolto, mais capaz de

(24)

solucionar problemas com que se depara, mais capaz de liderar e de ter um espírito de

iniciativa e criatividade que podem dar contributos para a concretização dos projetos em que ele estará envolvido, seja um projeto escolar, profissional ou de vida.

A importância do conhecimento adquirido e do desenvolvimento das competências sociais, de literacia e de aprendizagem, devem ter um impacto benéfico nos alunos e na maneira como se poderão relacionar com os seus pares e com a sociedade em geral, pois urge a necessidade de preparar os alunos para a integração que é feita na sociedade e para a

resposta que estes darão aquando das diversas situações a que serão submetidos ao longo das suas vidas. Estas mais-valias que o aluno adquire serão não só um ponto de partida mais seguro, mas também um ponto de chegada mais construtivo e sólido, em que eles próprios, mais tarde transmitirão os conhecimentos adquiridos.

(25)

Capítulo 3 – Proposta Pedagógica

A proposta pedagógica adotada neste projeto consiste na produção de recursos digitais, apelativos e interativos, os quais poderão motivar o trabalho num ambiente de aprendizagem com mais interesse e empenho e com aumento de competências sociais.

Este projeto foi dinamizado com quatro turmas de sexto ano de Inglês que leciono, tendo sido selecionados aleatoriamente dez alunos de cada uma dessas turmas, no total de quarenta alunos.

Os recursos, temas e exercícios foram definidos com base nos conteúdos apresentados e selecionados em sala de aula, levando-os à consolidação dos mesmos.

Os recursos produzidos pelos alunos foram trabalhados por grupos de dois alunos e testados pelos restantes colegas, o que desenvolve a cooperação entre pares. Foram

desenvolvidos vários tipos de exercícios de correspondência (imagens, palavras e sons), preenchimento de espaços, verdadeiro e falso, escolha múltipla e ordenação de frases.

A tipologia de exercícios permite desenvolver as capacidades dos alunos ao nível da Compreensão Oral (Listening), da Leitura (Reading), Interação Oral (Spoken Interaction), Produção Oral (Spoken Production) e Escrita (Writing) (Bravo, C., Cravo, Ana e Duarte, E., 2013)

A par destas capacidades pretendia-se desenvolver competências sociais como o espírito de equipa, a capacidade de comunicação tanto oral como escrita, a adaptação a novas situações, a responsabilidade, a liderança, o gosto pela aprendizagem, a resolução de

problemas e solução para novos desafios e competências de vida, tais como a comunicação feita entre os seus pares e os adultos, a tomada de decisões, a pesquisa e seleção do que é realmente necessário, a organização de ideias, a interpretação de informação que lhe é

(26)

apresentada e a formulação de objetivos. Estas competências são importantes, pois quando o aluno souber aplicá-las num determinado contexto do seu dia-a-dia, ele estará apto a dar resposta aos desafios postos em qualquer altura (Dias, I., Gomes, A. R., Peixoto, A., Marques, B., & Ramalho, V., 2012).

O aluno estará mais consciente para a tomada de decisões e resolução de problemas, para o pensamento crítico e criativo, para as competências de comunicação e interpessoais, para o próprio auto conhecimento e empatia. O role-playing, o reforço positivo o feedback e a resolução de problemas, tornarão o aluno mais apto para o que a própria sociedade está a pedir dele. Pretendo assim, estimular o desenvolvimento das competências sociais, a

aceitação pelos seus pares e a melhoria da aprendizagem. Ao nível intelectual, o pensamento dinâmico vai proporcionar ao aluno adaptar-se ao quotidiano e formular teorias e ideias equilibrando o que sabem com o que podem aprender.

Pretende-se também envolver os alunos no processo de ensino aprendizagem e criar alunos-tutores nas respetivas turmas, podendo ser uma estratégia de ensino e de

aprendizagem que promova o sucesso educativo.

Desenvolvimento do projeto

O projeto iniciou-se no dia doze de novembro de dois mil e catorze, e prolongou-se até quatro de junho de dois mil e quinze. Foi enviada uma carta a requerer a autorização dos encarregados de educação para que os seus educandos pudessem integrar o Projeto NEST (ver Anexo A)

À direção da escola foi enviada uma carta a requerer autorização para implementar o projeto na escola e a utilização da Sala de Informática, dos computadores e do acesso à internet, tendo sido apresentados os objetivos do projeto. (ver Anexo B)

(27)

Foram disponibilizados dois horários, de cinquenta minutos semanais que suportaram dois grupos de vinte alunos cada. Cada grupo teve vinte e duas sessões, o que totalizou quarenta e quatro sessões no total dos dois grupos. Os alunos foram distribuídos da seguinte forma: vinte alunos à quarta-feira das 14h05 às 14h55 e vinte alunos à quinta-feira das 14h05 às 14h55. Este horário teve em conta a disponibilidade da sala de informática e o horário dos próprios alunos, evitando-se constrangimentos que pudessem causar impedimentos com o estudo dos alunos. No entanto, e apesar do horário e do projeto ser implementado na escola, não existe impedimento a que os alunos acedam à plataforma Schoology e produzam recursos durante o tempo de interrupções letivas, pois estarei em contacto com os alunos, o que

permitirá que cada aluno trabalhe e produza ao seu próprio ritmo e disponibilidade.

No início do projeto, os alunos registaram-se como Instrutores (Instructors), o que possibilitou conferir-lhes direitos de administradores para acederem não só ao Grupo NEST, mas também ao Curso (Courses) RED NEST, onde os alunos poderiam então criar os

recursos digitais.Tanto no Grupo NEST como no Curso RED NEST, foram atribuídos direitos de administrador, possibilitando assim aos alunos a criação dos recursos.

Foram criadas contas de e-mail Google para os alunos que não possuíam e-mail e foram facultados os códigos de adesão ao grupo e curso. À medida que os alunos se iam registando, eu tornava-os administradores e fazia um pedido de conexão para a troca de mensagens entre ambas as partes.

Após estes passos, dei indicações para os alunos verificarem as Atualizações

(Updates) e verificarem quando tinham mensagens, pois era importante para o seguimento do que estava a ser realizado. No separador Recursos (Resources) disponibilizei dois

documentos importantes: um sobre as Regras de Utilização da Plataforma Schoology e outro sobre as Regras de Utilização da Sala de Informática, para que os alunos fossem responsáveis

(28)

na utilização de materiais e no tratamento entre pares, em ambiente de sala de informática e na troca de mensagens1.

Criei o Curso RECURSOS, onde os alunos possuem apenas direitos como alunos e onde podiam testar os recursos criados por eles e por todos os restantes alunos envolvidos no Projeto NEST. Como aluno possibilitou a testagem dos seus recursos, o acesso aos resultados obtidos na realização dos exercícios, o controlo da sua assiduidade e o tempo de acesso na própria plataforma.

A estatística disponibilizada pela própria plataforma, apresentava indicadores do percurso do aluno no Curso RECURSOS, dados que eu poderia ter em conta para a

motivação dos próprios alunos e na atribuição de Badges (emblemas) de comportamento, de criação e utilização de recursos, bem como de pontuações. Desta forma o aluno tem uma perspetiva de como está o seu próprio percurso e o que pode fazer para o melhorar.

Criei também o Curso Alunos NEST, tendo sido pedido à Direção da Escola o reencaminhamento do documento – Curso Alunos NEST Registo e Acesso (ver Anexo C) – que possibilitava a professores, restantes alunos e encarregados de educação, inscreverem-se neste curso, tendo sido distribuídas indicações para o registo e o código de acesso.

1  Os documentos que referi, bem como todos os tutoriais, podem ser consultados na pasta de acesso 

livre no Google Drive, DOCUMENTOS NEST em https://drive.google.com/folderview?id=0B74‐ clvvqznNfjEwS2pSWXhuQ0ExSHhiNmlvT3lQNldrWnF2Nk8wclFLWDNwMHJ2ci1GLWc&usp=sharing 

(29)

Neste curso, os membros podem testar os recursos criados pelos alunos que

integravam o projeto.

Disponibilizei também o mesmo documento no meu Google+ e Facebook para que mais alunos e professores tenham conhecimento não só dos recursos como da possibilidade de aplicação a outras áreas disciplinares.

Ferramentas utilizadas

Os alunos tiveram acesso a várias ferramentas que possibilitaram a produção e enriquecimento dos recursos por eles criados, tornando-os apelativos e agradáveis de serem exercitados. Foi também abordada a forma de pesquisar no Google, imagens com direitos de utilização grátis e a pesquisa por tamanho e tipo de imagem. Os alunos foram alertados para os direitos de autor e para a ética que terá que ser respeitada neste tipo de acesso e na utilização das imagens. Em resumo, os alunos usaram as seguintes ferramentas:

Paint: Ferramenta gratuita de criação e edição de imagens da Microsoft que está presente em qualquer computador que corra o sistema operativo Windows.

Os alunos utilizaram imagens de acesso e utilização livre a partir dos sites: http://all-free-download.com/, http://www.phillipmartin.info/clipart/homepage.htm e

http://www.freepik.com/

Os alunos utilizaram também áudio de acesso e utilização livre a partir do site SoundCloud: (https://soundcloud.com/) que permite a criação de apresentações, textos e diálogos. Esta ferramenta não foi muito explorada, uma vez que era necessário uma sala de gravação sem perturbações exteriores e de ligações à internet mais rápidas.

(30)

Os alunos utilizaram também uma ferramenta Text To Speech

(http://www.fromtexttospeech.com/), aplicação online sem necessidade de instalação que permite a conversão de texto para áudio e sua gravação num ficheiro MP3. Foi também usada a aplicação Readthewords (http://www.readthewords.com/) que disponibiliza uma versão online de experimentação que não necessita de registo e permite que seja digitado um texto abaixo dos cem caracteres e a sua conversão para áudio. Disponibiliza ainda vários tipos de voz e a possibilidade de guardar o áudio no computador em formato MP3. Esta foi a

ferramenta mais utilizada pelos alunos para criarem exercícios mais dinâmicos.

Estas opções basearam-se na ideia de que a utilização de personagens virtuais ou a gravação de áudio para apresentação de conteúdos ou pequenas apresentações pode melhorar as capacidades linguísticas, envolvendo os alunos em lições mais interativas.

(31)

Capítulo 4 – Revisão da literatura

Neste capítulo procura-se enquadrar conceptualmente a forma como a plataforma Schoology foi usada no projeto. Nesse sentido analisa-se as possibilidades de considerar o Schoology como habitat digital e base de construção de comunidades de prática.

A plataforma Schoology como Habitat Digital

A plataforma Schoology é entendida como uma base tecnológica que permite construir e desenvolver comunidades de prática, isto é, constitui uma ferramenta que, sendo uma plataforma LMS (Learning Mananging System, ou seja, Sistema de Gestão de

Aprendizagem), pode ser utilizada para desenvolver e cultivar uma comunidade de prática online uma vez que disponibiliza ferramentas digitais para a criação/ partilha e

disponibilização de recursos digitais para facilitar uma cultura colaborativa incentivando o estudante à independência (e interdependência).

Os seus utilizadores são dos mais variados, desde professores, administradores, gestores e criadores de software, a alunos e encarregados de educação.

(32)

Figura 1: Comunidades de partilha no schoology

No Schoology existe uma variedade de partilhas, principalmente no que diz respeito aos recursos disponibilizados gratuitamente a toda a comunidade sem necessidade de estarem inscritos num dos cursos e o mesmo acontecendo em relação aos fóruns e ferramentas de integração de conteúdos que contribuem para o bom funcionamento da plataforma. Nos fóruns encontra-se respostas dadas por professores que já solucionaram um problema e informações preciosas sobre como resolver determinadas questões. Caso se coloque uma questão, um professor ou administrador irá entrar em contacto connosco dando resposta à nossa questão ou sugerindo outras soluções.

A utilização criativa das tecnologias digitais permite não só personalizar a

aprendizagem como desenvolver uma parceria entre professores e alunos pelo que considero que a plataforma de ensino funciona como Habitat Digital, pois esta parceria ou relação irá refletir-se nas práticas que foram desenvolvidas para tirar partido da tecnologia. O Habitat

(33)

Digital integra assim professores e alunos que usam a tecnologia para criar e apresentar formas criativas, motivadoras e autónomas de aprendizagem.

A plataforma Schoology e a ideia de Comunidade de Prática

Há diversos recursos da plataforma Schoology que podem criar oportunidades para o desenvolvimento de comunidades de prática. Em particular, refere-se as seguintes (Rodgers, 2014):

(i) Breaking News Updates (Atualizações de Notícias de Última hora), que permite aos estudantes postar atualizações no seu curso, incentivando os alunos a participar na aprendizagem social.

(ii) Grading Groups (Grupos de Classificação), que proporciona aos educadores uma maneira de incentivar a colaboração e a aprendizagem baseada em projetos. Pode-se

facilmente dividir os alunos em grupos com base em qualquer critério que se deseje. (iii) Interactive Media Albuns (Álbuns Interativos de Média), importantes para

projetos criativos e de documentação de experiências de turma (tais como viagens de campo e laboratórios). Os alunos podem gravar diálogos preparados, utilizando meios digitais para o efeito, proceder ao upload (carregamento) deste suporte para o álbum, e discutir, tudo como turma, através de comentários/ críticas de outros.

(iv) Shared Discussions (Partilha de Discussões) dado que os fóruns de discussão podem ser partilhados entre várias turmas, abrindo as portas para a colaboração de

aprendizado através das aberturas de idade, disciplinas e barreiras geográficas. A discussão pode ser aberta o ano inteiro, tornando-se um recurso valioso para o apoio contínuo e prática entre pares. Podemos ligar a aula de Inglês com outra na Inglaterra ou outra aula de Inglês na

(34)

nossa escola, se preferirmos ficar localmente. Os alunos podem praticar a língua, publicar fotos ou gravar miniapresentações, pois ajudam-se uns aos outros na pronúncia de

vocabulário e desenvolvimento da oralidade.

(v) Teaching Ownership Through Student Completion (Ensino de Propriedade Através da Conclusão pelo Estudante) que permite aos alunos a liberdade de aprenderem ao seu próprio ritmo, acompanhar o seu progresso, e guiá-los através de suas lições passo a passo com a direção mínima. Também ajuda os alunos a apropriarem-se da sua

aprendizagem, o que tem sido conhecido por aumentar o envolvimento dos mesmos.

A plataforma Schoology e a comunidade de prática de professores e alunos

A criação e partilha de recursos pode ser efetuada pelo professor/alunos, pois os alunos poderão carregar exercícios/ recursos que criaram ou trabalhos que o professor pediu, podendo ainda integrar ou permitir ligações a recursos exteriores, tais como outras páginas, ou ficheiro de média (vídeo e som) e documentos da internet, ou da própria comunidade. Poderá fazer-se carregamento de ficheiros de vários tipos como fichas de trabalho em Word, PDF, PowerPoints de apresentação ou consolidação de conteúdos e os recursos podem ser adaptados e produzidos pelo professor ou alunos conforme a necessidade de explorar determinado conteúdo e do exercitar.

No blogue da plataforma Schoology, o qual terá que ser subscrito através da instituição a que o professor pertence, este pode colocar mensagens, abrir discussões ou apenas divulgar novos recursos, ideias e informação que considere pertinente, dinamizando a forma como professor e aluno interagem.

Nos fóruns de discussão integram-se alunos, professores, ou outros. Caso seja desejável poder-se-ão debater determinados assuntos como ideias para a produção,

(35)

verificação e melhoria de recursos. Pode-se ainda optar por lançar um tema de discussão, retirando daí elementos importantes para a comunidade de prática.

A disponibilização de ferramentas de aplicativos que podem ser criadas e integradas por nós ou compradas a produtores destes aplicativos com custos reduzidos, tornam a plataforma mais apelativa e dinâmica pela integração desses aplicativos com outros de utilização livre como os que integram as ferramentas Google, Dropbox, entre outros.

Três características fundamentais para se tornar uma comunidade de prática Segundo Wenger (2015) para que um grupo adquira características de comunidade de prática, três elementos são fundamentais:

(i) O domínio: Uma comunidade de prática tem uma identidade definida por um domínio comum de interesse. Ser membro, implica, portanto, um compromisso com o domínio e, portanto, uma competência partilhada que distingue os membros de outras pessoas.

(ii) A comunidade: Na busca do seu interesse no seu domínio, os membros envolvem-se em atividades conjuntas e discussões, ajudam-envolvem-se uns aos outros, e partilham informações. Eles constroem relações que lhes permitem aprender uns com os outros.

(iii) A prática: Uma comunidade de prática não é apenas uma comunidade de

interesses. Os membros de uma comunidade de prática são praticantes. Eles desenvolvem um repertório partilhado de recursos: experiências, histórias, ferramentas, formas de lidar com problemas recorrentes, em suma uma prática partilhada.

(36)

Wenger, E., White, N., & Smith, J. D. (2009) para ajudarem a fazer sentido os meios em que a tecnologia pode ser experienciada como um habitat por uma comunidade propõem quatro perspetivas:

• As ferramentas que apoiam determinadas atividades comunitárias;

• As plataformas nas quais vendedores e construtores apresentam ferramentas em packs;

• As características/ recursos que ajudam as ferramentas e plataformas utilizáveis e “habitáveis”;

• A configuração total de tecnologias que sustentam o Habitat (o qual é raramente confinado a uma plataforma).

Construir um habitat digital requer navegação através destas quatro perspetivas inter-relacionadas e deve-se prestar atenção a ambos os aspetos da prática e tecnológicos.

Neste projeto foi desenvolvida uma comunidade de prática, explicada no exemplo de um recurso, no Capítulo 5, com os quarenta alunos que fazem parte deste projeto, os quais estiveram envolvidos e interagiram no Habitat Digital que é a plataforma Schoology. Os alunos interagiram comigo e servi como intermediário e condutor de saberes na criação de recursos, o restante foi desenvolvido pelos alunos.

Em grupo conseguiram definir estratégias para a escolha e construção dos recursos e interagiram na revisão e testagem dos próprios recursos.

Os tutoriais e projeção de criação de recursos in loco serviram de apoio para que os alunos escolhessem o tipo de exercício a criar. Os alunos selecionaram os conteúdos lecionados a serem utilizados, pesquisaram ou criaram conteúdos e procederam à sua produção na plataforma. Sob minha orientação e ajuda dos tutores e dos restantes alunos, os

(37)

recursos digitais foram testados no Curso RECURSOS. Após a testagem, os exercícios foram disponibilizados no Curso ALUNOS NEST para ficarem acessíveis a toda a comunidade.

Alguns alunos mais motivados e preparados nos conhecimentos adquiridos serviram de tutores, ajudando os colegas com mais dificuldades na criação de recursos, na verificação da aplicação correta da língua Inglesa, no acesso a imagens necessárias à construção de alguns exercícios e produção de som. O conhecimento destes tutores serviu ainda para que a comunicação entre alunos fluísse de forma célere e aberta, pois estamos a falar de

comunicação entre pares da mesma idade, com uma linguagem própria e um à-vontade que torna essa comunicação e abertura facilitadoras da comunicação, compreensão de aceitação e aprendizagem. Nota-se aqui a destreza e a aquisição do conhecimento que é posta em

funcionamento e que interage com os seus pares, os quais estão muito mais recetivos à transmissão do conhecimento e conseguem respeitar as indicações e as explicações que os seus colegas lhes dão. Para além de estarem a construir o seu próprio conhecimento, estão também a consolidá-lo ao pôr ao serviço dos seus colegas os conteúdos que adquiriram e que estão agora a transmitir como líderes e como solucionadores para os problemas que lhes são apresentados pelos seus colegas, pondo em funcionamento as competências sociais e digitais que foram desenvolvidos.

(38)

Análise SWOT da Plataforma Schoology

Numa análise SWOT realizada à plataforma no âmbito do projeto NEST, detetei alguns pontos fortes/ oportunidades e pontos fracos/ ameaças a ter em conta na utilização da plataforma Schoology. Posso eliminar ou ajustar certos itens que identifiquei, tornando-os pontos fortes e oportunidades, o que faz com que estes ajustem, adequem e adaptem os objetivos às finalidades deste tipo de projeto. A melhoria que se pode obter irá contribuir para que o projeto NEST tenha em conta professores e alunos que participem nele, melhorando o trabalho colaborativo, a autonomia e o gosto que se pode retirar desta parceria e deste tipo de atividade. O enriquecimento social e académico dos alunos é um contributo importante para o percurso deles e em relação ao professor cria laços mais fortes com os alunos e permite a passagem do ensino mais tradicional ao moderno.

No que diz respeito à plataforma e ao hardware necessário foram também

identificados alguns pontos que podem causar ligeiras perturbações ao trabalho, mas que podem também ser utilizados para criar melhorias não só ao nível de funcionamento da plataforma como na necessidade de estruturas físicas ou ao nível de ligações de internet.

Apesar de existirem algumas limitações por ter sido utilizada a versão gratuita, esta pôde ser utilizada, integrando os alunos como administradores e utilizadores finais, tanto na produção dos conteúdos como na utilização dos mesmos.

(39)

Tabela 1: Análise SWOT da Plataforma Schoology   Pontos fortes  Desenvolvimento de competências tecnológicas e sociais;  Classroom Response Systems (participação ativa do aluno no processo de  aprendizagem);  Design familiar;  Aplicação gratuita;  Interface intuitivo.  Pontos fracos  Impossibilidade de criação de recursos offline;  Necessidade de uma ligação constante aos servidores online;  Necessita de acompanhamento constante por parte do professor;  Falta de empenho por parte dos alunos;  Oportunidades  . Permite ao aluno participar  na sua própria aprendizagem;  . Estudo e prática através de  recursos digitais online;  . Trabalho colaborativo entre  pares.  . Predisposição dos jovens para  a utilização dos novos média;    Criação do conhecimento alcançado pela reflexão, reconstrução e reformulação da  sua apresentação. (Technology, Pedagogy and Education);  Os professores adquirem competências profissionais;  Trabalho colaborativo dos alunos e professores;  Mudança de hábitos de pensar, de agir e de adquirir competências sociais e digitais;  Ferramenta de planeamento e consecução como parte do currículo que integra o  tradicional no moderno;  A avaliação torna‐se uma experiência educativa inovadora com sucesso;  Acesso gratuito através de um interface semelhante ao facebook;  Acesso de qualquer parte aos recursos disponíveis;  Os recursos são suporte ao trabalho do professor e de ajuda e incentivo ao aluno;  Comunicação direta e colaborativa em questões académicas.  O projeto incentiva o trabalho colaborativo entre pares;  Alunos e professores incrementam o conhecimento e as competências;  Melhoria na articulação curricular;  Aluno e professor interagem mais através de meios modernos e apelativos;  Os alunos sentem‐se mais confiantes através do apoio prestado pelos  professores;  Os custos diminuem e oferecem uma forma de ensino gratuita;  Permitem a adequação dos conteúdos e objetivos pelo professor às  necessidades dos alunos;  Devem ser incluídas no currículo horas específicas para implementação e  execução/ manutenção destes projetos.  Possibilidade de submissão de trabalhos pelos alunos.  Ameaças  . Falta de interesse na  utilização da plataforma e dos  recursos;  . Impossibilidade de criação de  recursos offline.  . Falta de verbas para  equipamento tecnológico  (orçamento);  . Impedimento da frequência  do projeto por parte dos pais.  . Falta de ligação à internet  Melhoria da qualidade profissional e pedagógica;  Maiores competências no uso de novas ferramentas fomentam o ensino;  Através de formação e trabalho colaborativo, trazem à comunidade uma melhor  prestação nas competências sociais e escolares;  O professor ganha na passagem do tradicional para o tecnológico;  A dinâmica e interação entre professor e aluno;  O aluno tem a possibilidade de ser parte integrante do seu processo de ensino  aprendizagem e na tomada de decisões;  Maior comunicação entre a escola e a família;  Deve ser fornecida formação aos professores.  O investimento em novas tecnologias/equipamentos;  O fomento da formação e implementação deste tipo de projeto traz ganhos  à sociedade em geral;  O trabalho dos professores mais preparados reflete‐se na qualidade de  ensino dos alunos.  O cenário síncrono ou assíncrono dá maior flexibilidade ao trabalho  colaborativo;  Os pais podem ser consciencializados para os benefícios;  Controlo parental às classificações e mensagens;  O custo orçamental será mais barato, pois a tecnologia sobrepõe‐se a livros  e materiais cada vez mais caros;  Desenvolvimento de ligações offline para criação de exercícios;  Há necessidade de atualizações e compromisso entre os envolvidos;  A saída do professor da sua zona de conforto poderá comprometer o  desenvolvimento da utilização da plataforma. 

(40)

Após a análise SWOT realizada posso afirmar que os benefícios tanto para professores como para professores são gratificantes. O desenvolvimento de novas

competências digitais, sociais e pessoais serão fomentadas com a integração deste tipo de ensino no currículo escolar. Ao fazermos uma ligação entre o ensino tradicional e o moderno, estamos a sair da zona de conforto a que muitos professores estão habituados, mas também existem ganhos para o aluno que passa a ser mais solicitado na sua participação ativa do seu processo de ensino aprendizagem. Agora ele tem um papel mais participativo, ativo e de gestão do seu próprio estudo.

Considero que tanto o professor como o aluno podem tirar proveito desta nova forma de ensino. Os alunos estão predispostos a aprender novos conteúdos com novas tecnologias e terão benefícios na sua integração escolar, social e na sua vida pessoal, pois terá uma base para ser mais e melhor como pessoa.

O professor terá muito a oferecer na transmissão de conteúdos e a ser modelo para os seus alunos, conduzindo-os à aprendizagem, à descoberta, ao pensamento e à ação,

contribuindo para o desenvolvimento das suas competências sociais, pessoais e académicas. Também ao nível de custos, a criação deste tipo de recursos é de baixo custo, pois tem como base a própria plataforma, imagens gratuitas e ferramentas de acesso gratuito.

O custo adicional será a própria ligação à internet que não será elevada no caso de ligações contratadas de uso de uploads e downloads ilimitados. Caso se queira investir ao nível escolar a versão mais completa terá que ter um custo associado, no entanto, terá benefícios, pois todos os professores e alunos poderão fazer parte da plataforma.

Apesar de existirem alguns pontos que não são tão fortes, a Plataforma de Ensino Schoology e o Projeto NEST têm mais-valias na relação estabelecida entre pares, na

(41)

articulação curricular, pois mais disciplinas poderão integrar este tipo de projeto. Por fim o aluno e o professor terão sempre benefícios adicionais nas suas relações, na transmissão e aquisição de conhecimentos. Uma vez que a escola se está a modernizar cada vez mais, importa ter em conta este tipo de plataformas e de projetos que são inclusivos e motivadores para novas formas de aprendizagem e trabalho autónomo.

(42)

Capítulo 5 ‐ Metodologia

Objetivos e Fundamentação da Metodologia

“Na área da educação, tornou-se frequente a utilização de cenários educativos com suporte online. Nestes ambientes de aprendizagem, em que a componente tecnológica surge necessariamente ligada às componentes pedagógica e científica, existem

diferentes modos de falar e de representar cenários de aprendizagem.” (Matos 2014, pág. 4)

A concretização deste cenário de aprendizagem de criação de recursos digitais online deve assumir um conjunto de características que passo a descrever:

(i) apresenta atividades inovadoras, envolve os alunos na criação das próprias atividades e o professor age como mediador;

(ii) a experimentação traz mudanças nas práticas pedagógicas e nos métodos de ensino e de avaliação, resultando numa experiência educativa inovadora e com alunos mais ativos, participativos e que são parte do cenário de aprendizagem;

(iii) a participação do aluno na planificação, nas decisões certas e na perspetiva de utilização desse cenário e recursos, adequam-se ao tipo de aluno e às suas próprias

necessidades;

(iv) o cenário é fonte de inspiração e criatividade tanto do professor/ administrador como do aluno/ administrador. Os alunos criam os recursos dentro do cenário de

aprendizagem, o qual deve servir de guia à aprendizagem e das diferentes perspetivas do professor do aluno, beneficiando ambas as partes;

(43)

(v) o cenário não tem uma linha rígida, mas sim adaptável aos objetivos propostos pelo professor e alunos intervenientes e às suas características diversificadas. A exploração dos temas é proposta aos alunos e o tempo para criação e concretização das atividades é flexível para não criar constrangimentos aos alunos. As atividades propostas são adaptadas e adequadas ao nível de ensino e faixa etária que está entre os nove e os treze anos de idade, o que corresponde ao quinto e sexto ano de escolaridade;

(v) as opções fornecidas a diferentes estilos de aprendizagem e ensino, estão

contempladas neste cenário. O professor/ administrador tem o papel de modelo como fonte inspiradora e de criatividade do aluno/ administrador. As atividades estão adequadas ao nível elementar ou mais complexo desses alunos, pois são eles próprios criadores e utilizadores desses recursos e atividades;

(vi) é um cenário de aprendizagem abrangente em que o papel dos intervenientes é um papel ativo num sistema completo. O papel é de administrador, enquanto criador de recursos e gestão do tipo de atividades, e de utilizador final, enquanto aluno que testa e aprende com o que vai aplicando. Os conteúdos lecionados em Língua Inglesa podem ser lecionados,

aplicados e consolidados através do recurso a ferramentas digitais e plataformas de ensino. Existe ainda a possibilidade de criar recursos multidisciplinares;

(vii) a realização de atividades pode ser tanto síncrona, aquando do encontro semanal entre os intervenientes, e assíncrona, aquando do acesso fora do tempo semanal. Os alunos podem construir, modificar ou corrigir recursos de outros colegas, o que torna a construção colaborativa; podem comentar sobre os próprios recursos e dar a sua opinião construtiva, o que torna possível a partilha entre pares.

(44)

A plataforma de ensino Schoology é uma ferramenta tecnológica que facilita a

partilha e o trabalho colaborativo, e é também um repositório ‘vivo’ que alimenta um cenário de aprendizagem (Matos, 2014).

O Projeto NEST teve como objetivo a motivação dos alunos para o estudo através da utilização de ferramentas tecnológicas e da produção de recursos digitais online, tendo sido fornecidas informações sobre a construção dos recursos e sugestões para planificação e adaptação de atividades com base em conteúdos lecionados em sala de aula.

As atividades a desenvolver com os alunos e relacionadas com vários aspetos da Língua Inglesa foram sempre propostas abertas, passíveis de serem utilizadas em vários anos de escolaridade, conducentes a dinâmicas de grupo e ao envolvimento dos alunos em

situações de investigação e experimentação sendo depois adaptados pelos próprios na construção dos recursos.

Em cada um dos recursos surgiu sempre a indicação dos aspetos curriculares

subjacentes às propostas, assim como a indicação de materiais e recursos a utilizar, sítios na Web a consultar e ideias para a expansão e aprofundamento dos temas em estudo.

O Projeto NEST tornou-se num cenário de aprendizagem com suporte das TIC não só para os alunos que participaram no projeto, mas também para os alunos que se foram

inscrevendo como alunos utilizadores dos recursos criados pelos seus colegas.

As possibilidades apresentadas a ambos os tipos de intervenientes foram bastante produtivas, pois os alunos/administradores enriqueceram a sua experiência como alunos, criadores de recursos, utilizadores de ferramentas tecnológicas, e os alunos utilizadores tiveram a possibilidade de testarem os recursos criados pelos seus colegas e exercitaram a Língua Inglesa, contribuindo para um melhor conhecimento e aplicação dos conteúdos lecionados.

(45)

Este cenário de aprendizagem será ilustrado através dos dados que irei apresentar no Capítulo 6 – Resultados, onde discutirei também os dados que foram recolhidos através da implementação deste projeto e dos seus próprios intervenientes.

Por uma questão de anonimato foram retirados os nomes dos alunos, dos exercícios que estão na pasta do Google Drive, a fim de que se mantenha em aberto este Projeto.

Podem ainda ser consultados outros exemplos de recursos criados pelos alunos na pasta do Google Drive, Exemplos de Exercícios, no seguinte link:

https://drive.google.com/folderview?id=0B74-clvvqznNVnlQYlpiX1N4V1k&usp=sharing

Exemplo de um recurso

Foi apresentado o tema sobre o qual os alunos irão desenvolver recursos divididos em vários tipos de exercícios. Para o nosso exemplo, escolhemos um exercício de

correspondência.

Tema: Identificação Pessoal

Construção de um diálogo com troca de informações pessoais em texto escrito (writing) ou áudio (Interação Oral).

Tipo de exercício: Listening e Matching (compreensão oral e correspondência) Os alunos constroem um exercício de correspondência entre o que leram/ ouviram e a ligação da informação correta, por exemplo a um dos intervenientes.

Podemos ter neste exercício, duas componentes importantes, a compreensão oral (listening) e a correspondência (matching). Este tipo de exercício irá desenvolver a sua capacidade de reconhecimento de estruturas frásicas e vocábulos orais e correspondência às estruturas frásicas escritas.

(46)

Caso seja com um texto escrito, serão desenvolvidas competências de leitura (reading) e de correspondência (matching). Também poderemos optar por ter as três competências: ler, ouvir e corresponder.

Com este tipo de exercícios pretendo desenvolver as capacidades linguísticas dos meus alunos, de acordo com as Metas Curriculares de Inglês, Ensino Básico 2.º e 3.º Ciclos, ao nível de diversos itens (Bravo et al., 2013):

(i) Compreensão Oral/Listening; (ii) Leitura/Reading;

(iii) Interação Oral/Spoken Interaction; (iv) Produção Oral/Spoken Production; (v) Escrita/Writing;

(vi) Domínio Intercultural/Intercultural Domain; (vii) Léxico e Gramática/Lexis and Grammar.

Os Instrumentos de Recolha de Dados

Os instrumentos de recolha de dados foram um questionário aplicado no final do projeto, informações estatísticas produzidas pela utilização da própria plataforma Schoology (acessíveis à administração da plataforma), ao nível de assiduidade, tempo de utilização da plataforma, acesso, utilização de recursos e publicação de mensagens.

Foram também recolhidas, em determinadas sessões, as perspetivas que cada aluno tem sobre o Projeto NEST, através da preparação antecipada de questões que foram colocadas oralmente e aleatoriamente aos alunos, tendo sido registadas as suas respostas.

(47)

Esta recolha permitiu direcionar melhor a implementação do projeto, as atividades propostas e saber que pontos se poderiam melhorar e em que aspetos os alunos estariam ou não na sua zona de conforto, o que se tornou benéfico, pois permitiu que a quantidade de recursos criados e a sua qualidade aumentassem, uma vez que os alunos se sentiram mais confiantes para criar os recursos com os conteúdos sobre os quais tinham mais conhecimento.

Ao mesmo tempo, esta recolha permitiu também recolher dados para a própria análise SWOT que foi realizada, tendo sido recolhidos e identificados ponto fortes e fracos que são importantes para a melhoria de determinados aspetos ou para a eliminação de pontos fracos que possam perturbar o funcionamento deste projeto.

O Questionário Online

Uma vez que se pretende que este projeto seja de utilidade para a escola em estudo, entendi que seria vantajoso utilizar tecnologias e adquirir conhecimentos que pudessem ser implementados em novos projetos de escola, para além de poder haver outra comparação de dados obtidos com outros projetos.

Por um lado, o método online permite que a introdução dos dados seja feita de forma anónima, permitindo identificar as questões que são pertinentes para o estudo, ao nível da perspetiva que o aluno tem sobre as competências e atitudes relativas à internet e a relação entre a plataforma e os próprios estudos dos alunos.

Apesar de a amostra ser definida pelo autor, os questionários foram anónimos e os dados analisados e tratados com todo o sigilo. Como se trata de um questionário em meio escolar, foi pedida autorização para a aplicação de inquéritos/realização de estudos de investigação, em meio escolar, ao abrigo do Despacho N.º15847/2007, publicado no DR 2ª série n.º 140 de 23 de julho.

Referências

Documentos relacionados

Podem treinar tropas (fornecidas pelo cliente) ou levá-las para combate. Geralmente, organizam-se de forma ad-hoc, que respondem a solicitações de Estados; 2)

• Quando o navegador não tem suporte ao Javascript, para que conteúdo não seja exibido na forma textual, o script deve vir entre as tags de comentário do HTML. <script Language

O objetivo do curso foi oportunizar aos participantes, um contato direto com as plantas nativas do Cerrado para identificação de espécies com potencial

O valor da reputação dos pseudônimos é igual a 0,8 devido aos fal- sos positivos do mecanismo auxiliar, que acabam por fazer com que a reputação mesmo dos usuários que enviam

Para preparar a pimenta branca, as espigas são colhidas quando os frutos apresentam a coloração amarelada ou vermelha. As espigas são colocadas em sacos de plástico trançado sem

 Rendimentos de trabalho por conta própria, os quais são os auferidos no exercício, de forma independente, de profissão em que predomine o carácter

No presente exercício supomos φ < 1, ou seja, os retornos marginais passam a ser decrescentes, de modo que o número de trabalhadores fazendo pesquisa passa a afetar apenas o

da quem praticasse tais assaltos às igrejas e mosteiros ou outros bens da Igreja, 29 medida que foi igualmente ineficaz, como decorre das deliberações tomadas por D. João I, quan-