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A Escola Primaria, 1924, anno 8, n. 3, abr., RJ

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(1)

.A~~C) • • - N . 3 - .N :a::r, r o E---à,·"'1...11~ o 1 8 0 0 0 - A 1.:>r11 cl \ • • , 1 • l • \ ' • • ' , • REV.IST:A.

~ENe!!!iAI-,-Sob

a direcção

de

inspectores

escolares

do Districto

federal

Director ResponsaveJ:

DR. ALFREDO C. DE F . ALVIM

Redacção : RUA 7 DE SETEMBRO, 174 Officinas: RUA DO CARMO, 55-A

1

• Gerente :

f , YEL VA P . DESA FREIRE

Assign~turas ~ um anno · • • · · · • · ·

6 n1 ezes ...••..•... " • 91000 5$000

\

su~~AR.Io

Prof. Lourenço Filho .. Maria A. Daltro Santos Hemeterio dos Santo$

Carreggio de Castro .. . Mestre Escola ... . Promoções A Administração e o Ensino Festas Escolares

A missão social da muJher

(con-fe rencia)

O pron me SE e a predicação

verbal .. (carta) . . vrandezas proporcJonaes 1·res palavrinhas. \ Othello Reis ... . ..•• . .. Jonathas Serrano •.... . Othello Reis .. ... . . . Noemia Eloya e Jnah

Martini ..... . ... . . .. . Maria A. Daltro Santos

Olympia do Coutto . ...

Expediente r

Educação do hon1e111 e do cidadlto Historia.

Geographia.

Lingua Materna (J · ,2·, 3· e 4 · annos)

» » (5·, 6 e 7· annos)

Arith.metica.

-PROMOÇOES

Uma aspiração do professorado, de todo

o ponto justa e que precisa ser urgentemente attendida, é a que diz respeito ás promoções.

Assun1pto delicado e complexo. deve

mere-cer, dos que adn1inistram, estudo accurado, tal a

sua i1'ltliscutivel importancia.

Com elle se relacionam direitos de uma

classe nur1Lerosa, digna por toçlos os titu./os de amparo, pelo seu labor de toda~ a,~ horas e, mais ainda, pela Slla responsabilidade excepcional.

Deve e/la, por isso me,smo, ser regida por

nor,nas estaveis, tanto qi1anto possível precisas e certas, acima de inf lue,zcias perturbadoras e de

oscillações im11revistas.

Ao magisterio, á nzingua de outras

vanta-gens, era 1nister que se desse um estatuto, claro em seus dispositivos e permanente em $Ua duração.

Ora, a lei que lhe regula os accessos não

preenche deforma alguma esses requisitos

basi-cos e está longe de ser t1n1 n1odelo in1itavel.

Da sua pratica resultam sempre

reclama-ções e reparos, timbrando críticos e prejz1dicados

em apontar-l/1e

f

all1as e im11erfe1ções que a

tor-nam vulneravel e ll1e tiram o prestigio.

Assinz o trabalho que e/la exige

periodica-mente se desenvolve em um ambiente de suspeição, incoll1modo aos que nelle tomam parte e visivel- l

mente prejL1dicial ao selt rest1ltado.

Não significa isto qL1e todas as promoções

feitas por tal systema sejam immerecidas, menos

ainda que acreditemos em algum processo

injalli-vel na sua applicação.

Mas pode-se dizer sem errar que si assim se tern apurado o bom, nãa se consegue sempre e com certeza apurar o melhor, e isto 11ào satisfa~ .

E' indiscL1tivel, alem disto, q11e o indetern1i-nado de seus preceitos e o desarrazoado de ce1tas

exi~encias jt1stificall1 até certo ponto as criticas,

pois ora dilata,11 o criterio dos classificadores até o ar bit rio, ora o restringenz até o ab,surdo.

Effectivamente, os conceitos de

pontualida-de, de assiduidade, a importancia do estagio em

zona rural, entre outros, são vagos e variam de uma com missão a outra. '

Senão grave. ·

A lei, para ser oplima, diz o brocardo

ju-rídico, deve deixar ao juiz o minimo possivel de arbitrio.

Por outro lado, a classificação obrígatoria de todas as adjuntas, ainda que nao as attinja o accesso, por ordem decrescente de merecimento, é

rigorosamente inexequível e representa uma

coa-cção inutil.

O nosso objectivo é apenas actualizar

um

problema de interesse real e ;,nmediato, que não pode continuar, como até aqui, ao abandono.

Não é que

f

aliem iniciativas tendentes a

resolvei-o : muitas f oram

as

soluções alvitradas e cremos que, si embaraço houver, estará justa-mente na escolha.

Seja como for, ou se adopte uma d'ellas, ou se ensa'Ye outra, que melhor acautele os interes-ses da classe, o que não nos parece razoavel é

que se prolongue a situação verdadeirame,zte

anó-mala em que nos achamos.

Certarnente a actual administração, ao primeiro relance, aquilato11 os varias

inconvenien-tes

que a

lei

acarretava

e

penso11

em

rell1edial-os.

Mas, não tendo até agora realisado acto

algum nesse sentido, manteve tJnz estado de êoisas prejudicial ao e12sino, alem de contrario ao espiri-to de jirstiça.

Porque o que se vem jazendo é

inconse-quente e injirsto.

Reconhecendo embora os males das

classifi-cações anteriores, as promoções, no emtanto,

continuam a ser feitas pela ·ultima d'ellas,

com

todos os defeitos inherentes ao processo,

aggra-vados p_elo tempo.

Por maís bem cuidada que fosse, ndo podia vigorar por tanto ten1po, não só porque a lei ass(m o determina, como tan1bem porque já ntlo consulta os interesses do magisterio.

Seria temerario ojfirmar que. decorrido

'

(2)

• • •

'

• '

70

··

A

ESCOLA PRIMAiiI.t\

'

. '

tanto tempo; a orde(ll de classijlcação se mat1te·m dedica ·ão e~ s ~ t é · ·

inalterada, em_ um co,:,jutzcto ,numeroso de indivi- sua or!igem. uas. ,on es ,11atar o est1n1ulo e111

duos, com aptidões diversas. . . . _ E senz estimulo . na-0 · h a 111ag1s · t · erio, porque ·

Tudo está, _pois, a indicar ·a necessidade, nao se .P?de chamar tat a funcção mechariica de sen~o ~ premencia, _d~ acudir ao appello que j transmittir noçõ~s abstractas.

aqui deixamo~ aos_ dir~gentes do ensino publico.

1 A docencia, em szia significação elevada e

, O magisterto vive de nobres incentivos e a í tal. como

ª

con:iprehendenzos, presuppõe algu,na . pro,noção é, antes de tudo, como reconhecimento coisa que a <_1n11ne ; requer, dos que a exerce 111,

de me rito, u111a satisfação de ordem moral. dote~ e. qualidades que só fecundados pelo e n-Continiiar assim é estancar O melhor da

~~~~!~~7;

0

:

~e~~r~"/J~~io~~

pode1r1 produzir

f

ri1tos

., • .

_,

I

·

-

IDEAS

E

F

ACTC,S

'

.

.

' ' •

A Administração e o Ensino

Em fins de Abril, resolvidas

algu-.

mas pequenas duvidas suscitadas pelos

dispositivos de lei em vigor, no tocante

ao provimento dos cargos do magjsterio

primaria do Districto federal, mandou o

snr. Prefeito fossem lavradas as

nomea-ções de

· adjuntos de terceira classe, em

nu1nero de

104.

Folgamos ter assim de consig11ar

nossos

.

louvores á administração do dr.

Alaor Prata por essa

j

ustissima resolução

com qu

,

e

S. Ex. veio afinal preencher

claros abertos ha longo tempo nas fileiras

do magisterio. Assistiam os desolados á

procrastinação indefinida dessas 11omea.

ç

,

õés, exigidas não apenas pela lei, mas

pelo

.

crescimento da população escolar,

·

que procura os estabelecimentos

munic;-..

paes. Vimos com magt1a que a

adminis-tração passada, te11do em mãos

conside-Rio de Janeiro. Lances. e

·

x. seus zelo·

sos _olhos para o importante departamento

d_a 1nstrucção

e

verá que largo campo

ainda encontra

·

onde possa merecer

o

ap1Jlauso da sociedade e o reconheci.

menta da posteridade. Observe S. fixa.

que estão as e~colas, na

sua

maioria

em

dolorosa in?!g_encia de material; qu~

nL1-merosos ed1f1c1qs reclamam Qbras

·

e

qt1e

em outros

.

os concertos iniciados

se

vão

morosamente

arra~t~11do,

apezar da boa

von_

tade mar1ifestada pelos principaes

che-fes de

serviço

de

.

que depenâem, e nãó

temos duvida que ha de

enco11trar em

sua

energia e ponderação recursos para

em-prehender as que forem urgentes e

acce-lerar as que se acham começadas.

.

·

.

raveis poderes, e opportunidades

excel-lentes,

,

deixou correr o tempo sem

no-me~r um unico professor, deslembrada

das necessidades do en

·

sino.

S. Exa. só encontra na classe do

professorado e na dos inspectores b apoio

mais ca!oroso e desinteressado

~

prestan-do ouviprestan-dos a esses que diariame11te

aus-cultam as

·

exigencias do ensino ha de se

convencer de que são fundadas as

suas

queixas.

·

Queira s. ex. deixar seu nome

aureolado, na administração

·

n

·

1unicipal

como o do prefeito das

escolas.

A su~

justa ambição de homem publico

affigu-ra-se-nos que nada mais bello e a

suà

ferrea energia-que nada mais facil.

. ,

·,

Não esmoreça agora o

eminente

,

s

nr. Prefeito, e continue a interessar-se

pelo bom nome do ensino 1nuniciJJal do

\ '

<<

'

A

Esc0la Prin,aria

>>

l)e

.

e«,11t·or1r1idatle et)1n ,, D

.

ee. 11.

4793

tle

7

tle J,a11eiro

do çorre11te anno, todos ••s directores tle est;1l,elecime11tc)s

«te

I

ensl

.

110

·

pri1n;11•io e p

.

1•otissio11al, 1na11tidc>s ••11 subve,1•

eio~;tdo~ pel••

·

Go,

,

_

erno J<'e«leral, receberão, grat11ita1nente, 11.1n

e~e1n~

.

l~r

.

de

,,i1,1n;

.

•1111nero

•1'~' A

Escola P1•i111;"tri;1'', o q11;1l ,teve.

·

rão conservar

·

11a ''llil•lic>tl1eeal. EseoJ;1,1•'', co.1110 p1·c•p••icclacle

1

'

d.os est,1beleci1ne11tcts q11e cli1.•ige111.

,

• ' • • • •

A ESCóLN PRIMARIA

Festas

'

escolares

''

LJlrt ,,.,

especialmente-,

quando brinca,

qua11do

'

.

joga, quando põe o maximo

i,zteress

e

no

! Transcrevemos co rh ·grande prazer

,

que reali~a.

· ·;

as í~strucções cj,úe aos · pro,fessore~ ido··

As

festas

são

lições

vzvídas,

pelas

Ceara, em S~temb~o de 1923, ex,p~tltu O

quaes

o

alurnno te·

m

o

maior

inter

e

sse.

A

·

l

prof. Lourenço filho, qt1ando d1rector . . . .

da Instrucção Publ'ica daqu l!ll,e Estado, a

cre~nça começa

_

tambe!11 ah1 a

sentir

o

.

proposito de , festas escolares. São con-

effe1to

.

da

sancçao social

sobre os seus

siderações que pela _sua opportunidade e.

actos, pelos

applausos

ou

signaes de

en-sensatez 1nerecem ~1vulgação, e para as

fado e de

critica

·

que

percebe:

sente que

·

quaes to1namos a liberdade de chamar a

h

b ·

·

attenção do professorado· nacional. ·

a

um pu lico, um con1uncto

de

pessoas

, ti 1 1 1

que louvam ou

.

reprovam. M

'

ais

se ac-

·

• 1

centua

este

aspecto,

_

quando ha premias

«

Nas

vesperas dbs

áias ele

festa na-

a

distribuir

e

nomes a

1

collocar

no

qua-cional, exige o

Regulamento

;

em

todas dro

.

d~ l1onr~.

·

as escolas,

uma

explicação da

data do

.

.Em

muitos Jogares,

~s

festas_

pod_em

·

dia in,mediato · o

s

alun1nos

farão

em

I

ter tamben1 uma

salutar

1nfluenc1a

d1re-

·

seguida,

um ex;rcicio

sobre

o

assu~pto, cta

s

obr~ o.

espírito

dos

paes,

Tern-n'a

mesmo

os

das

primeiras

classes, que

sempre

1nd1recta,

elevando_

a

escola

e?

completarão ·

sentenças ou as

formarão papel do professor

,

attrahtndo a matr,.

com

palavras

011

loc~ções dadas pelo cuia

e

a frequencia,

e

isso ?astari~

para

professor, e

que

evoquem

O

facto histo- recompensar o trabalho d1spend1do.

rico

con1memorado

.

Nas

escolas-reuni-

'

das

e grupos escolares

·

, algumas

dessas

COMO ORGANIZAR AS FESTAS

commemorações cívicas

devem

tomar

caracter festivo,

realisa11do-se no

se-gu11

do pericdo do dia lectivo, ou. caso

convenha, no pro1Jrio

dia

feriado, com a

presença de co11vidados, autoridades

e

IJaes dos

alumnos.

Os profe

s

sores e Directores

i

devem

communicar

á

Directoria Geral as festas

que realisarem, r

e

mettendo

o

programma

executado.

..

CARACTER EDUCATIVO DAS FESTAS ESCOLARES

As

simples

con1memorações, ou

festas,

valen1 pelo caracter

educativ

.

o

de qtte

se

revistam,

.

isto

é,

pela

influen-cia que possam ter sobre a alm,a

'

intan

·

til,

antes d~

.

tudo; e pela influencia que

pos-sam

ter

sobre

o meio social em que

func-ci

'

onar a

escola,

.

As festas educ~m pelos

n1;1meros de ~anto, de

gymnastica,

pela

evocação

ou representação de factos

di-gros

de ser imitados, pela attitude de

rnaior espontaneidade em que as

crean-ças se devem

encontrar.

Recitando ou

lendo um trabalho

em

pt1blico

·

; ,

.

novi-mentando-se

em salas

eh ias ;

obede-cendo prornptamente a um

gesto

de

si-lencio ou

·

de acção;

sabendo

guardar a

necessaiia disciplina, as creanças têm

opportnnidade para gravar,

indelevel-mente, muitas lições proveitosas.

Accresce que a creança se educa,

Organizando as

suas

festas, o pro-

'

fessor nunca deve perder de vista o

fundo educativo,

pois

as

festas

são

feitas

pelos

aluinr.os

e

'

para os alumnos:

. 1 .:...

Toda a classé, ou todo

.

o

esta

~

belecimento

.

deve tomar parte nellas, ter

acção,

só se excluindo

alumnos como um

grande

castigo. Os hymnos e canções

,

em

commum

,

os numeros de

gymnas-tica e os jogos são meios de operar ·

com

·

a totalidade ou

grandes

conjunctos de

creanças

.

2 -

As festas dev~m

ser, sempre,

muito breves. Antes fazei-as mais

frequen-temente, que murto longas. De dez a

doze numeras, quando muito

,

occupandd

cinco

nta

minutos no maximo. Banir

l

'

por c0

.

pletó,

.

discursos massi:dos e

re-citativos

legua

·

.

e 'meia

,

que nada

signifi".'

cam

1

Quando h

'

ouver ne~essidade de qu~

o profess@r fale, que

:

o faça

resumida-mente, e em palavras

.

tãô simples quanto

o está a exigir o auditoria infantil. Evite;.

se dar

á

creança discursos escriptos

.

pot

outrem,

em

linguage

:

m que nã~

é

a

sua

:

f azel-o,

é

forçai-a a representar um papel

ridículo, de papagaio ou de

grammo

~

phone, contrario

ao esp

'

irito da

educação

moder

.

n.a

.

.

, .

..

.

,

.

.

..

.

.

3

-

Em

geral,

os professores

esco-lhem

-

os alumno~ mais adeantados

,

bem

como os mais desembaraçados para os

papeis activos da festa. E' um erro.

Cer-•

(3)

l

':.

B

l:

E'S

:

<r:

.

GltA/

.

fl:B.11

.

M

W

RU\

tamente;

esses rião

'

devem

·

s

.

er

,

e:xclt1id0

,

s

,

.

·i

i

'

ças mundanas rrão se.rvem

-Mas

.

_iqote

qu

.

e

,

os:

.

menos des

;

emb

araçapos,

;

,

[

educam.

·,

· -

·

'

porque

nao

por isso mesm

·

o qt1e o

são, é

..

·

qúe

.,

m

,

9

is

1 ., , . ó ·...,..

Evitem-se re r

-nllmero

-.

de

·

cteânças p0ssa

.

tom

.

ar,

,

pa:rte

,

ou

apotheoses sém s~~tldo

·

na

ª

valen,,

.

nes_sas

f.estasí

!

n~nhu

·

m

.

r

alumn

,

(i)

:

deve

,

.te

,

r

,

ças

'1

y

,éstir

.

um~ menina

d

parla ats

cre~n-ma1s

q1;1

·

e

t1m

,

r

encargo

.

..

·'t·bl• 1 1 .

e ns rucçao

· : . . •'•• · . • :1, , ·· . 1 '.J ·" QU I

erdade nada vale sol}

'

'

·tt') .4 ~ ·

Os

,;

hy

.

mnos, canções

,

.

recitati- Rrecisamós ;nsinar nie;m

'

o re

ser

caro'

vo

.

~

,

·

etc.

,

de

·

vefn

~

e

.

star

'.,

á

.,

altura dá

,

com-

;

festas

a

prev

,

1'de

·

nc·1

,

a' a e"o

·

n~s nossas

Preh

..

en

.

sao

-

· f

rr,i

a;r,

'

t·1

1

·

.

A

s

.

e>-'p

,

ressões

,

JJouco

,

,

1o

'

ensõ

'

,

énifim.

o

unico symb

,

"'

non11a

1 '

·

o bom

e

usuaes deve

.

m

..

ser

,.

e:x

,

plicapas

.

com Clcli-

'

rece

<Ís1t1r

'

sefnpr

'

e presente

é

ºa

?B

q~d

IT_1e-d:ad0,

·

para g

,

ue, c9rQprehçndidas, pos: Nacional. As festas devem

se

ª

eira

sa~

,

t

e~

boa

-

1nter

.

pretação

,1

na leitura,

. ,

ou

enserradas

1

pelo ttymno Nac

J

·o~a~e:~~~

rec1taçao.

Os gestos

devem

r

ser os

natu- tado pelos alumnôs..

'

rae~

.

dacreaoça

;

,

e

muit

,

o

:

s

·

obrios.

,

Quem

.

'

' '

r

-

e

.

c1

,

ta, fazendo

tim

gesto

a

cada

,

palayra

,

.

,

· -

1 •• ' ..c...; 1 , '

ou.

.

Gad.a

.

pbrase,

prbcede

·

rnachinalmente.

·· ·

1 ' · •• - .

_

Devem s

.

er

~_boJidas as

J

_n1est1r:.:1s t~o. com-

·

·

.

pe

·

rc

~

bem

>

os Jéitorés que

O autor

muns; mas tao

,

1tnpropr1

.

as

e_

tao

r

,

tdJcMlas

;

,

d~

,

c1~~11lar a~ima tran'séripta, illustre

pro-que

ª!guns

.

pro

,

fess_o~e~

·

obrigam

:

as cre- fessor

pauli,sta

que esteve

em

commis-anças

a

f~ze_r n0

,

1n,1c10

.

e

no

.

final.

de

.

são_

reorganizando e dirigindo

O servi

0

cada r~c1tat1v,o ou discurso.

A

max11na de 1nstrucção publica no adeantado

Eçs-natural1_0ad~

e

º

.

que

~:~e\TI

;

Os querer.

tado

~o

Nordeste, não

é

um theorico

; ao

. 5 -

por

excepçao,

.

se

deve

con-

coi;itrario, revela

o

·

conl1ecimento

pratico

se

.

11t1r qti

,

e

.

_

as.

·

cre~nças

s

1

e

·

v1staf!1

.-

ª

J

ara- e

pessoal

,

das

,

coisas

da

escola,

conheci-çt:r, c9n1 .trai

e

s

·

vistosos

ou c~r1c~turaes

,.

,

me

·

n.tos

s,em

,

9

,

qual baldados são os

es-J}.'\

t

,

~l/,r1ca q~

,

e as

crea,nç

_

:;is

,

se

pintem

o

f?rç~~ de bem

s

.

ervir a

causa do

ensino.

ros

o.

:

r,

.

u?º

·

q~1a~to pareça

·,

palhaçadé/,

·

As

.

festas escolares são

ttm

dos

dey

_

e

l

ser

,

.rrg

9

rosa!:!1fnt~

.

~f~s

t

ado ~a es-

'

grandes

recurso

s

de

qÚe dispomos para

colª

,

;

·J

js

s

1

f!l.

ç

1

rtos

,

r

~

c1jat1

~

os

qu

,

cang<_}- i;nanter

ªP,~gadas

á escola as

crianças

e

9'r f~

.

e

cr1t1ca

,

~ pal~vr

.

as

.

e c

,

0,st4111

e

.

s,

para

1

seduzir

.

as que ainda se não

apro-'!JªS 91,1e

.

.

traze m

a

, :

scena

.

ª

~

taes

,.

pal

.

ayra_s

xi111ara111

1

Mas

é

preciso saber

usar

del-~ur,9;,

t~

)

s

,.

c;osturn

t;

s,

çiu ~

se

1

.,

q~1ere

.

~

.

cri-

.

las, para qti'e

não se

perca

a

·

final o

.

ver-t1

,

4r;1r

,

,

n

:

é!9

.

çleN

'i

em s

·

er

,

aprove1t,ado

,

s

1•

lgual-1

dadeiro

objectivo, que é sempre

O

da

m

,

~nte

1

a

_

~

·

C:ª

·

Qço

n,

~J

é1

?

i

qe

:

n;i

J

u?1

~

~s

,

ou

da

,

n-

educação.

.

.

_

.

• • I,

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,·r•';':.i

r

t!i i.f;f.l',fl • •

.

' j. • ',

.

,1 ·' ' ')

'

1/• ' 1 ' • ;, • ' • ' - r ,, ' r • , , , ' .

.

' • • 1 1 '

/ •

'.

f.abr

z

ca

r,if

o

espec

<d

í

'

d

~

., '

. r

pastc1s

1

pata

·

c

ó

lle

g

ia

'

é

s

(1'~r, ' l ' J ~I r I t J . . .l J J • • '

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·:r

CAIXA, PO'Sf Al r' t l,1 ' ' ,,:~_. r,, .,.• r·

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·

A~A

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OOLLEGIAES

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JO~f

,

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ACIO, 18

·

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ESC:OL'A: ,PRJiMARI1\.

.

73

• • 1

·

A

4 : · , . . .

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·

, ..

r

missão social

' ·1 .,.,

'.

~

d

'

·

a

,

m

,

ul

he

·

r,

jJ ' 1 · ,·

..

, , ~

.

.

.

CONFERENCIA PRONUNCIADA . N,Q. J,)IA 9 ~E 1 . . .

A

.

~ãe e

~s

po

s

a, d

e

n

!

ro

,

do

.

r

es

p

~

ito

MARÇO DO CORRENTE ANNO PELA .PR.O-

imposto

pela su

.

a int

a

n

g

iv

e

l

a

us

te

r

_

jd

_

ad

_

e

FESSORA MARIA ÁMEL!A ÜALTRq $ANT0S.

e d~ ~rr,o

in

s

pi

f p

çlo

,

p

e

l

as

d

o

çuras d

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um

.

,

,

affecto

,

s

,

e

'

m pr

~

i

g

tt

a

l, p

e

rma1

1ec

ia to

.

da via

.

Conyidada

pela Directoria desta aqú

~

m

·

d

.

o

'

pá:

'

p

,

e

l' que

I~

~

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ev~r

'

a e

.

a

.

,

.

benemerita

·

sociedade,

,

a que

tamb~m

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ésp

p~ , e

ra

~

c

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mo o é hoj

e

e

pertenço,

a esta

breve

e despretensio

,

sa

.

de

y

erá

s

e

1

r

·.

se

mp

,

re,

a:

co

tn

pa

n

.

heira

à

ffa-palestra,

quero antes de

tudo

saudar cor-

ve~

i

.

b

b

a,

,

d

'

eçiic

à

da

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'

si,rnpl

es

, sitic

,

e'r

a e

dialmente a Associação Christã

.

femi

,

ni-

doce

'

,

'

t

uj

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a

t

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rnura

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'

til do

,

sttppri

'

a

;

vi

g

i

-na,

que está effectuando o

mais

al(o

-

ser- \a

,1

1te e meiga

1,

q

rdeir

~

·

dili

g

ente,

'

tnas

viço social, porque promove

cQm

vigor c1,1jo es

p

ír

,

{to muit~s

'

ve

~e

s n

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o

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q

la

es

t~r

a

edu_cação da

mulher,

ROrqt1e

lhe facil!-

em c

~

p!l111!Lln~

~

o

con:

.

P

d

e

it

e

,

g

irandp

ta

a

1nstrucção

1

que

,

aclara

o

entendi- nou

t

ra

·

e

,s

p}1

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ra de aççã

o

, cab

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nçlo

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lh

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,

mento

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lhe faculta

assim

novas

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me-

p

o

js,

·

posJção

s~tttnda'ria nas d

é

cis

õ

.

~

s ot1

Ih

ores armas

para

a

lucta

pela existencia. deliberaçõe

'

s da familia,

'.

o

e

m c

o

m

o

na

E',

realmente, uma

gr<!nde

.

obr~

·

actÍvid

0

à

m

'.

e

'

ntai

1

'

ch

e

fe

·

da

ê:

a

·

sa

,'

acti-esta, com que

é\

Ass9ciação

adestra as

vidade

essa a que

s

ó p

o

_

dia

.

e

s

tar

· â

lheia

forças ph

y

sicas femininas e com ellas

'

a ou i'

rt

diff

er

ente,

.;

1 I

~

maior resistencia organicçi, accresce,itan

:

.

Qi1antó

·

a9

s

'

filhps

;

ficav

'

à

-Itie ap

é

-do

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?O

,

trap

_

é:!lh

,

o

llâ

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S

a

.

,

dj

r~

C~

~

O ;

~

a

J,

R

rim

.

~

i

t4

inf

a'.

ncja,

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o

gozo

das

,

çl1str

cções sa

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d1a,~,

al1m:en

~

quand

p.

.

;

~enro

s

ainda

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alma ab

e

rt

ii,

to que são ás

inclinações

ptoductivas e

.

a receõí

a'

m

a

'

influ

e

ncia

~

do setl

ã

mor

'

n

1

os

uteis

emJJreendimêntos,

I • < ,

cuidados

·

á

saúde

;

nô zelo com que

Jhés

·

Maior, porérp, s

~

faz

a

sua

i~fluiç

'

ão, ~cu?i

.

~ ás n

~

c

rss

j~ad

é

s e no'

.

~ _

prin,eirós

quand? a vemos pre<?c

7

u:1ar-se

·

co!11.

i

o

,

e~s1

p

~m~n

i

o

,

s

9e_

ordem,

.

re

_

s

p

e

1t

?

e

ob~-aperfe1çoa

m'

ento moral

,

tendó

por pr1n- d1

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nc1a. P

e

rtenc1a

~

lhe tamb

e

m a tarefa

.

cipio os ensinan1entds christãos e

orga-

.

volüntf1ri

~

'a

que d

~

sdt logo se

1

impunh

4,

nizando

tão proficuamente as

r

~

uniões

'

de ltnir ~s mãozinha

J

amada

s

p

ar

a

a

prt:-de prazer mental, nas quaes se ~eleita

q

ce

ao

S

i

Qhor

J

1

i

n

iciando

a

~q

uc&ção

,

re-espirito mediante a esRlan

'

ação

de a tas

ligi

9

sa do filh

b

s.

·

1 ' • ' -~ • :;

I '., ) l,1 > ;.,, j \ 1 ( '4 / f r • .. • ) ~

r,

.

dou,rinas

~

se apura

o

·

c

~

ração

,,

em

·

n

~

;

:

~

~aj

?

tfirde. P,Oréryi,

'

influenci~

estr

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s

ensinamentos.

.

)

.

.

'.

Í

nl:}a

.

s

,

act

.

Hand

:;>

'di ect~me

i;1

,

te

,

1r1 ..

o e

s

P,ifi

,

o

'

·

yae pa

s

sando, felizriente, a época dos

1

f1l~os

·

e

.

nelle

instillando

o

pessi-em qu

e'

era quasi

totalmente descur.àd<\

·

mi

k

'

ó

...

a

tlescrença

,

·

o

mat

e

riali

níb

a

educ::a

ç

ão feminina

:

· ... ' "' '

,Q(U

9

.

~

goiS

,

P,lQ

~

vipham

,

mui

t

a

,

s

v

ez

:1

es

1

hul-Já

não é de nossos

, '

dias

a

i

1

çléa er

1

li

f

i

1

car

·

a

ac

1

~o

.

t.:natern

·

~.

~

amorosa e c

_

9n-ronea

de que sómente

ao

rapaz era ne

i

st

~r,

t ,

mas mt1ito

fragil

,'

para crear t.tma

cessàrio preparar-se

para a victa

'r

1

de

'.

tra

,

convicç

'

.ii'

ó

(J

p6

r

,

d

~

stifuida

'

de ba

s

e

~

cíen-balho

e

de

acquisições, ao

passo

.

<

qu

1~

ás

'

ti

ft

câ e

,

n1ipisf ada

I

P

.

ór pe

s

so

a

·

d

.

in-m

é

n

'

inas

era

,

bastante ministrar

'

os

rudi

f

·'

st

.

ão exigua

1

ou

ua

s

i

nulla

.

, . \

mento

s

de

instrucção prima~ia

e

os

.

tra

i

'

1 ,

r

:

,

~u

~

.,

fl

:

mã~

,.

!

ala~do

ª

9

se

,

~

ti-balho~ de agulh~,

~

que se

JUnta.yam

o~

mento

,

naq satfsfaz1a a

razao

. '

,

.

se

g

red()s da arte culinaria e os pri11cipio

~

'

Per

g

untae

'

á

gra

1

nde

1

n,a

~

sa

hu

.

man;t

.

de economia e or~em

.

do

,

mes~ic~

i

,

·

.

ele

'

des

ç

reQt

s

º

e

'

f

ri

,

ste

1

s

,

'.

r:~r

-

qi1e_ n

.

a~

'"

1

.s

·

e

.

Era o essencial para

uma

DO~

d?n

\

~011trnta'r?m

·

~

~m

ª

,

rei

g1ao .

.

11ao

?

ªCI

-

.

de

cas~ e bastava.

.

.

.

.

.

.

!

rarn

~

~lma

'

r?

;

f~nte

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va d_o E

y

~~

g

ellto.

,

Entretanto,

mais

do que

isso,

eÍla a protege

do

á

ex1sten

·

c1a e

1ll01í111nando

a

ser m

ã

e,

ia dar

a

vida

a

n!:'VOS

seres,

àq

s

vida

'

cdm

os

raios b

e

'

neficos da fé

1

?

'

1

.

quaes dedicaria cuidiiqos

e

ca'rinhos

1

sem

;

"

$.iQJP. e

·

tn

i

en

'

!

~

· '

porqu~

s

(;!ndo

~

lhes

estar comtµdo

apparelhada

.

Pé\ra bem

est~

m1rt

str

.

aâ~

1n«(;!lamente

pela

mãe

,

.

,

presid~r-lhes á f_orma<rã

,,

n:ibr?;l

~

r

.

e

~

,

~

1

;

q_ue lhes

'v

'a

s

,

91

u

' ,

~

!ma

.

~

,

inipl

~

s

ci

,

rr

é

~

'

ç:i

_

po~

11ao

poder 1r

além dp

,

~or1zonte es;

~

1pc~r<1

~

9ô.a

.

não

.

tev

,

e

.

es\~, e

1

ntreta11to

,

tre1to

que

lhe

.

deinarca:va

-

a

.

sua

P,recaria a

ba

e

segura

qµe

de 1va

da auto

i~ade

1

educação.

1

• 1 ' • ) 'I • -• I l

de

,

q

uerh

,

,J

pôtle

''

êxpltC

:

'

e

esé)a C

e

r

1

(4)

74

,

A

.

ESCOLA PRIMARIA

p0rque

a

mãe não lhes pôde falar

ao

~n- da casa e defensora da

economia

do-tendimento nem dirimir-lhes as duvida~ e mestica, sem comtudo tornai-a idonea

ás

incertezas

,

qúe seriam âniquiladas

se lhes maióres

e

mais altas tesp

·

onsabilidades

fosse transmittida

a

verdade clara e forte

,

de directora de novas

per

s

onalidades,

baseada na

,

mas confirmada pela ra- parcellas que

,

serão

de

gerações

vindou-zãó

,

e pela intelligencia.

,

1 .. 1

ras.

.

E' que á mente hurriah

~

1

hão nos

· ·

E não tre1)ido

em

declarar-vos

.

q.ue

.

cal:le

'

derramar apenás, m

.

as inéutir,

.

strg- a edttcação da mulher

se

me afigura

de

ger

'

ir e conver,cer. E

·

para isso não

·

é muito mais valor para

este

fim, do que

·.·

bastante querer, mas, principalmente, ser

mesmo para a oc

·

cupação de cargos

Pll-·

dofada da

aptidão,

que só vem

·

por al- blicos

·

ou empregos nas profissões li

be-ta educação intelleêtual e

não

'

pequ'ena raes, na industria e na<s

artes,

na

pro-cultura moral

.

.

ducção

emfi

m

'

de

actividade

influente

ou

· '

Eis por que compreenaemos que decisiva nos destinos do paiz.

Porque

·

á mull,er

,

deve

ser

dada urna educação nesse campo de

acção

o que

se

lhe

po-.

adequ

·

ada que, desenvolvendo~f

He

as for- deria

exigir

limitar-se-ia a determinados

ças physicas

e

rnoraes,

·

Jhe

.

tori,e pu- pl1enomenos de volição, dentro das

pre-jante

O

cerebro;

seguro

O

râciocinio, fi. ferencias mesmas do

seu espírito,

oppon-.

na a perspicacia e real

.

a acqúisiç~o scien

i

do-se-lhe, todavia

,

defesa

ao

s

propribs

tifica.

·

actos, quàndo

estes

l)Udessem ser

pre-Só

·

desse modo é

·

que ella se tor~ judi~iaes ao bem

geral.

nará

cabal

á funcção rnáis alta, nobre

'

Diante dos filhos, porém,

a sua

e

.'

ch

r

i

-

ª

.

de

·

t'espohiíabilidade

'

com que

·

actllação se consummará

sem appello

pos-1

póde a car oma

'

creatura liumána: a fun- sivel, por isso

'

que se realizará persistente

·

ão de educar os filhos, de tornai-os 11

'

0~ e fatalmente, com inevitaveis consequen-

.

:

nestas e diligentes, patriotas leaes

·

e

ser-

cias

·

para a futura

àffirmação

das

per-.

vi dores

·

de Deus.

,

·

1 ' , .,

1

sonalidades que se vão formando.

Cabe

.

á 1ntilher, dentro do lar,

Mas

será só

na maternidade que

num trabalho persistente e continuo de deverão revelar.se as suas qualidades?

paciencia e élevação mo

·

ral, a mais for,

·

Se

'

como mãe que ella

pode-te a

c

tuação na cultu

.

rá do murtdo

1

na rá

·

exercer i11fluencia social?

marcha mesma da ci'viliza

'

ção. porqúe

N

'

ão

'

,

IH

e a'ss

·

iste a respon~abilidade de formaF

forte, adestrada e consciente

.

das

homens dignos e mull1eres prestantes e stía's possibilidades,

a

mulher enfrenta

a

·

de

.

preparar novas mães, que continuarão vida

sob

as varias opportunidades que

na nobre faina de

'

dâr

.'

urn poucb

,

de suei lhe deJ)aram os proprios rneritos, e

atira-alma ás

gerações

de

I

que tleperlâerá

I d

se á grande lucta da concorrencia á

acti-.

mundo.

·

''

·

vidade masct1lina.

. .

Quandt>, pois

1

reconhecemos' a

'

n

'

e

1

1

De como se

,ten,

hávido neste

en:-cessidade de dará mulh~r os

·

instrumén· penho, não nos importa provar aqui

,

tos eia instrucção,

.

de

'

promover

;

Jhe

'

o pois, do que ella tem

·

feito, tem

conse-desenvol

,

virriento, não só

1

P.hysico e mo" gi.1ido e tem ve11cido falam claramente

r'ál, mas igualmente intelléctüal, não o o~ resultados da

sua

collaboração

effi-fazernos apenas com intuito da de

'

fe

·

sa de cie11te

e

segura nas varias

e

multiplas

sua

posição nas varias actividades

·

huma~ occupações humanas.

nas, ao lado do hônietn, nem com o de-

'

Sabemos como

é

real

e

inilludivel

signio de affirmar-lhe os: diteitos e a ca. o seu

1

domínio como educadora

,

princi-pacidade.

'

fazernoJ

:.

o antes, e com mais paimente no magisterio prirnario;

ve1nol-justo motivo, pela missão, que se lhe vae

·

a nos serviç

'

os dos correios

,

dos

telegra-commetter, de educadora dos filh

'

os e pa- phos, das repartições publicas;

encon-ra a qual,

·

mais do que para qualquer trarnol-a vencedora na funcção de

dacty-outra d

·

e

que se podem

entarregar

·

os ho- lograpl1a; descobrimol-a nos laboratorios

méns,

ella

precisá apJ)arelhar-se, tornan.

e

nas

e11fermarias;

nos

escriptorios e

do-se robusta de corpo, de alrna

'

forte

e

,

nas casas commerci aes, e nas profissões

·

de cerebro bem apet'cebido.

'

liberaes,

.

onde ha nomes que

se

impõem.

,

.'

Seria

um

·

contrasenso

1

l1abilital-a pa-)

.

Agor

·

a mesn10 acabo de verificar

r

'

a

·

dona

'

de

·

seu

lar. dirige11te cta

J

órdern

no

Diario

'

Official

do dia

6

deste mês

' . • • ' • • l ,.11

_ _ _ _ _ _ _ _ _

'7"" _ _ _ __ _ _ _ - - · -

-A

E

S

C

OLA PRIMARIA

75

de

Março um

facto categorico. Em con- quando ha

tanta cousa

que fazer

,

·

tanto

curso que se vae effectt1ar

na nossa

Es- que edificar e

melhorar?!

trada de

Ferro

Central

inscreveram-se

E

iríamos

collocar

as mpças

que

7

9

5

candidatos

,

do

s

quaes

340

são

não quiseran,

ou não puderam

matrimo-funccionarips

daquella repartição.

niar-se

,

na

contingencia serodia de

pro-Pois bem

,

um

quarto deste

ultimo

ct1rar e

de

s

cobrir

marido

,

sob o

ft1nda-total

de

em pregados

daquella via

ferrea

mento de

que

é

preciso casar para

viver

,

constitue-se por

mulheres, que

,

desse

para prover-se

das

t1tilidades

,

para ter

modo

,.

não fogem á concorrencia

com seu

lagar no meio

s

ocial ?

·

os seus

collegas homens. Qttero

,

porém

,

Teremos

d~ acceitar

qu

e

a

.

mulher

salientar-vos

urna

observação

mais

deci-

viva como

para

s

ito

de um lar

alheio

,

siva ainda

,

que

torna clara a precipita- quando o

seu se não

houver

formado?

ção do

movimento

feminino

em prol

E seria

passivei na vida moderna

,

dos seus direitos e que

muito vem hon- de movimentação

e

de empreendimentos

,

rar as

nossas jovens

actuaes,

apercebi-

abandonar

a capacidade

e a energia

de

das

,

corno

se acham

,

pela instrucção

,

grande

numero

de

mulheres

,

demarcan-para

vencer pelo trabalho

e

pela força do·

lhes

apenas o

ambito

de

acção

no lar

,

irnperativa

do preparo mental.

·

·

1

e

retirando á

sociedade

todos os

outros

.

E' que entre os

455

candidatos, bens de que

são

amplamente

·

capazes?

estranhos

áqttella repartição,

,nais da

Não

,

não e não!

·

metade

se representa por moças,

que

A mulher co1no mãe não precisa de

adestram

armas para vencer, para pro- maís nada para

·

encher-lhe a

vida

e

ver-se a si proprias com o labor fecundo occupar-lhe

os

dias

,

posto que possa

das afanosas mãos, instrumentos bem· patentear outros valores

,

incalculaveis ás

ditos do seu cerebro.

vezes. Mas a mulher

solteira

,

ou

a c;asada

Espantam-se alguns de que

a

mu-

sem filh?s

,

11ão

póde

privar

a sociedade

lher não se

contente

com

a

tarefa nobi-

e

a patr1a do que lhe cabe tambem

em

li°ssirria de esposa e mãe, tão

·

de molde labor pro!icuo

,

ei:n

esforço

e

dedicação.

â

satisfazer

a stta índole affectiva

e

se

E

é

isso

,

felizmente

,

que

,

de 11,odo

lance a

enfrentar

as agruras

e

os p~rigos incontestavel

,

se

nos depara 11a vida

da vida publica onde não raras vezes actual ·

,

'

'

·

.

·

os

delicados melindres do

sexo soffrem

Alguns intransigentes OJ)posi

t

ores

os ernbate

_

s das rivalidades

e

cornpe- ao triumpho da causa feminina allegam

tições.

que somos frageis demais

pará os

emba

~

.

Esquecem-se os

qtie

assim pensam tes da

existencia.

fragilidade manifesta

que não se dão asas aos passaros para na reacção nervosa, que facilmente vae á

impedil-os de voar e elevarem-se

á gloria

lagrirna e que nos col.Joca assin1

em

evi-dos ares. Com um cerebro que julga

e

dente inferioridade no

scenario

da vida.

,

analysà

,

ao

'

serviço

de um coração que

Puro

engano

de julgamento! Ho-

·

sente

e vibra de interesse

,

seria

impossi- meos

e

mulheres são todos

susceptiveis

vel obrigai-a ao

alheiamento

ou á indíffe- de manifestações nervo:;as

,

valvulas de

rênça

pelas cousas

que

dizem respeito á protecção no

equilib

.

rio

organico

,

pelo

sociedade,

em

que vive

e

á

l'atria

,

a

'

que allivio que trazem

a.o accumulo

de

irn-deve

servir.

pressões e fortes

sentiftlentes.

,

E as que não

são

mães?

e as

que

Homens

e

mt1Iheres exprimem

mui-não desdobraram

O

ser em

outros seres

,

tas vezes irresistivelment

e

o que

'

lhes vae

com cuja educação pudessem tambem na alma, sem

submissão ás

convenien-contribuir para

a

o

gra11deza

e aperfei- cias ou

á

pr:ag-matica

social.

çoamento da humanidade?

Quão differentes

,

porém

,

são

essas

.

Realmente, a mulher não precisa de expansões!

outra

gloria

,

de outro titulo

senão

o de

Quando

.

uma

gi:ande

p~ixão

estúa

ser mãe, para poder altear-se á

situação

no peito, ou uma infamia ma~ula

,

a

de benemerita da patria, de constructora

I

honra, ou bruta

extorsão offende

o

di-da sociedi-dade.

J

reito, o homem dolorido, ou dtshonrádo

.

Mas perrnanecer~o inuteis

e

infruti- o

·

u ludibriado

,

reage, não poucas vezes,

feras as vidas das que não têm filhos,

'

pela força,

e

não raro chegµ ao

.

crime,

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