• .A~~C) • • - N . 3 - .N :a::r, r o E---à,·"'1...11~ o 1 8 0 0 0 - A 1.:>r11 cl \ • • , 1 • l • \ ' • • ' , • REV.IST:A.
~ENe!!!iAI-,-Sob
a direcção
de
inspectores
escolares
do Districto
federal
Director ResponsaveJ:
DR. ALFREDO C. DE F . ALVIM
Redacção : RUA 7 DE SETEMBRO, 174 Officinas: RUA DO CARMO, 55-A
1
•
• Gerente :
• f , YEL VA P . DESA FREIRE
Assign~turas ~ um anno · • • · · · • · ·
6 n1 ezes ...••..•... " • 91000 5$000
\
• su~~AR.Io •Prof. Lourenço Filho .. Maria A. Daltro Santos Hemeterio dos Santo$
Carreggio de Castro .. . Mestre Escola ... . • • Promoções A Administração e o Ensino Festas Escolares
A missão social da muJher
(con-fe rencia)
O pron me SE e a predicação
verbal .. (carta) . . vrandezas proporcJonaes 1·res palavrinhas. \ Othello Reis ... . ..•• . .. Jonathas Serrano •.... . Othello Reis .. ... . . . Noemia Eloya e Jnah
Martini ..... . ... . . .. . Maria A. Daltro Santos
Olympia do Coutto . ...
Expediente r
Educação do hon1e111 e do cidadlto Historia.
Geographia.
Lingua Materna (J · ,2·, 3· e 4 · annos)
» » (5·, 6 e 7· annos)
Arith.metica.
•
-PROMOÇOES
Uma aspiração do professorado, de todo
o ponto justa e que precisa ser urgentemente attendida, é a que diz respeito ás promoções.
Assun1pto delicado e complexo. deve
mere-cer, dos que adn1inistram, estudo accurado, tal a
sua i1'ltliscutivel importancia.
Com elle se relacionam direitos de uma
classe nur1Lerosa, digna por toçlos os titu./os de amparo, pelo seu labor de toda~ a,~ horas e, mais ainda, pela Slla responsabilidade excepcional.
Deve e/la, por isso me,smo, ser regida por
nor,nas estaveis, tanto qi1anto possível precisas e certas, acima de inf lue,zcias perturbadoras e de
oscillações im11revistas.
Ao magisterio, á nzingua de outras
vanta-gens, era 1nister que se desse um estatuto, claro em seus dispositivos e permanente em $Ua duração.
Ora, a lei que lhe regula os accessos não
preenche deforma alguma esses requisitos
basi-cos e está longe de ser t1n1 n1odelo in1itavel.
Da sua pratica resultam sempre
reclama-ções e reparos, timbrando críticos e prejz1dicados
em apontar-l/1e
f
all1as e im11erfe1ções que ator-nam vulneravel e ll1e tiram o prestigio.
Assinz o trabalho que e/la exige
periodica-mente se desenvolve em um ambiente de suspeição, incoll1modo aos que nelle tomam parte e visivel- l
mente prejL1dicial ao selt rest1ltado.
Não significa isto qL1e todas as promoções
feitas por tal systema sejam immerecidas, menos
ainda que acreditemos em algum processo
injalli-vel na sua applicação.
Mas pode-se dizer sem errar que si assim se tern apurado o bom, nãa se consegue sempre e com certeza apurar o melhor, e isto 11ào satisfa~ .
E' indiscL1tivel, alem disto, q11e o indetern1i-nado de seus preceitos e o desarrazoado de ce1tas
exi~encias jt1stificall1 até certo ponto as criticas,
pois ora dilata,11 o criterio dos classificadores até o ar bit rio, ora o restringenz até o ab,surdo.
Effectivamente, os conceitos de
pontualida-de, de assiduidade, a importancia do estagio em
zona rural, entre outros, são vagos e variam de uma com missão a outra. '
Senão grave. ·
A lei, para ser oplima, diz o brocardo
ju-rídico, deve deixar ao juiz o minimo possivel de arbitrio.
Por outro lado, a classificação obrígatoria de todas as adjuntas, ainda que nao as attinja o accesso, por ordem decrescente de merecimento, é
rigorosamente inexequível e representa uma
coa-cção inutil.
O nosso objectivo é apenas actualizar
um
problema de interesse real e ;,nmediato, que não pode continuar, como até aqui, ao abandono.
Não é que
f
aliem iniciativas tendentes aresolvei-o : muitas f oram
as
soluções alvitradas e cremos que, si embaraço houver, estará justa-mente na escolha.Seja como for, ou se adopte uma d'ellas, ou se ensa'Ye outra, que melhor acautele os interes-ses da classe, o que não nos parece razoavel é
que se prolongue a situação verdadeirame,zte
anó-mala em que nos achamos.
Certarnente a actual administração, ao primeiro relance, aquilato11 os varias
inconvenien-tes
que a
lei
acarretavae
penso11em
rell1edial-os.Mas, não tendo até agora realisado acto
algum nesse sentido, manteve tJnz estado de êoisas prejudicial ao e12sino, alem de contrario ao espiri-to de jirstiça.
Porque o que se vem jazendo é
inconse-quente e injirsto.
Reconhecendo embora os males das
classifi-cações anteriores, as promoções, no emtanto,
continuam a ser feitas pela ·ultima d'ellas,
com
todos os defeitos inherentes ao processo,
aggra-vados p_elo tempo.
Por maís bem cuidada que fosse, ndo podia vigorar por tanto ten1po, não só porque a lei ass(m o determina, como tan1bem porque já ntlo consulta os interesses do magisterio.
Seria temerario ojfirmar que. decorrido
'
•
•
• • •
'
• '70
··
A
ESCOLA PRIMAiiI.t\
'
. 'tanto tempo; a orde(ll de classijlcação se mat1te·m dedica ·ão e~ s ~ t é · ·
inalterada, em_ um co,:,jutzcto ,numeroso de indivi- sua or!igem. uas. ,on es ,11atar o est1n1ulo e111
duos, com aptidões diversas. • . . . _ E senz estimulo . na-0 · h a 111ag1s · t · erio, porque ·
Tudo está, _pois, a indicar ·a necessidade, nao se .P?de chamar tat a funcção mechariica de sen~o ~ premencia, _d~ acudir ao appello que j transmittir noçõ~s abstractas.
aqui deixamo~ aos_ dir~gentes do ensino publico.
1 A docencia, em szia significação elevada e
, O magisterto vive de nobres incentivos e a í tal. como
ª
con:iprehendenzos, presuppõe algu,na . pro,noção é, antes de tudo, como reconhecimento coisa que a <_1n11ne ; requer, dos que a exerce 111,de me rito, u111a satisfação de ordem moral. dote~ e. qualidades que só fecundados pelo e n-Continiiar assim é estancar O melhor da
~~~~!~~7;
0
:
~e~~r~"/J~~io~~
pode1r1 produzirf
ri1tos., • • .
_,
I
·
-
IDEAS
E
F
ACTC,S
'.
.
' ' •A Administração e o Ensino
Em fins de Abril, resolvidas
algu-.
mas pequenas duvidas suscitadas pelos
dispositivos de lei em vigor, no tocante
ao provimento dos cargos do magjsterio
primaria do Districto federal, mandou o
snr. Prefeito fossem lavradas as
nomea-ções de
· adjuntos de terceira classe, em
nu1nero de
104.Folgamos ter assim de consig11ar
nossos
.
louvores á administração do dr.
Alaor Prata por essa
j
ustissima resolução
com qu
,
e
S. Ex. veio afinal preencher
claros abertos ha longo tempo nas fileiras
do magisterio. Assistiam os desolados á
procrastinação indefinida dessas 11omea.
ç
,
õés, exigidas não apenas pela lei, mas
pelo
.
crescimento da população escolar,
·
que procura os estabelecimentos
munic;-..
paes. Vimos com magt1a que a
adminis-tração passada, te11do em mãos
conside-Rio de Janeiro. Lances. e
·
x. seus zelo·
sos _olhos para o importante departamento
d_a 1nstrucção
e
verá que largo campo
ainda encontra
·
onde possa merecer
o
ap1Jlauso da sociedade e o reconheci.
menta da posteridade. Observe S. fixa.
que estão as e~colas, na
sua
maioria
em
dolorosa in?!g_encia de material; qu~
nL1-merosos ed1f1c1qs reclamam Qbras
·
e
qt1e
em outros
.
os concertos iniciados
se
vão
morosamente
arra~t~11do,
apezar da boa
von_
tade mar1ifestada pelos principaes
che-fes de
serviço
de
.
que depenâem, e nãó
temos duvida que ha de
enco11trar em
sua
energia e ponderação recursos para
em-prehender as que forem urgentes e
acce-lerar as que se acham começadas.
.
·
.
raveis poderes, e opportunidades
excel-lentes,
,
deixou correr o tempo sem
no-me~r um unico professor, deslembrada
das necessidades do en
·
sino.
S. Exa. só encontra na classe do
professorado e na dos inspectores b apoio
mais ca!oroso e desinteressado
~prestan-do ouviprestan-dos a esses que diariame11te
aus-cultam as
·
exigencias do ensino ha de se
convencer de que são fundadas as
suas
queixas.
·
Queira s. ex. deixar seu nome
aureolado, na administração
·
n
·
1unicipal
como o do prefeito das
escolas.
A su~
justa ambição de homem publico
affigu-ra-se-nos que nada mais bello e a
suà
ferrea energia-que nada mais facil.
. ,
·,
Não esmoreça agora o
eminente
,
s
•
nr. Prefeito, e continue a interessar-se
pelo bom nome do ensino 1nuniciJJal do
\ '
<<
'
A
Esc0la Prin,aria
>>
•l)e
.
e«,11t·or1r1idatle et)1n ,, D
.
ee. 11.
4793
tle
7
tle J,a11eiro
do çorre11te anno, todos ••s directores tle est;1l,elecime11tc)s
«te
Iensl
.
110
·
pri1n;11•io e p
.
1•otissio11al, 1na11tidc>s ••11 subve,1•
eio~;tdo~ pel••
·
Go,
,
_
erno J<'e«leral, receberão, grat11ita1nente, 11.1n
e~e1n~
.
l~r
.
de
,,i1,1n;
.
•1111nero
•1'~' A
Escola P1•i111;"tri;1'', o q11;1l ,teve.
·
rão conservar
·
11a ''llil•lic>tl1eeal. EseoJ;1,1•'', co.1110 p1·c•p••icclacle
1
'
d.os est,1beleci1ne11tcts q11e cli1.•ige111.
,
• ' • • • •
A ESCóLN PRIMARIA
•Festas
'
escolares
''
LJlrt ,,.,especialmente-,
quando brinca,
qua11do
'
.
joga, quando põe o maximo
i,zteress
e
no
! Transcrevemos co rh ·grande prazer,
que reali~a.
· ·;
as í~strucções cj,úe aos · pro,fessore~ ido··
As
festas
são
lições
vzvídas,
pelas
Ceara, em S~temb~o de 1923, ex,p~tltu O
quaes
o
alurnno te·
m
o
maior
inter
e
sse.
A
·
l
prof. Lourenço filho, qt1ando d1rector . . . .da Instrucção Publ'ica daqu l!ll,e Estado, a
cre~nça começa
_
tambe!11 ah1 a
sentir
o
.
proposito de , festas escolares. São con-effe1to
.
da
sancçao social
sobre os seus
siderações que pela _sua opportunidade e.
actos, pelos
applausos
ou
signaes de
en-sensatez 1nerecem ~1vulgação, e para asfado e de
critica
·
que
percebe:
sente que
·
quaes to1namos a liberdade de chamar a
h
b ·
·
attenção do professorado· nacional. ·
a
um pu lico, um con1uncto
de
pessoas
, ti 1 1 1
que louvam ou
.
reprovam. M
'
ais
se ac-
·
• 1
centua
este
aspecto,
_
quando ha premias
«
Nas
vesperas dbs
áias ele
festa na-
a
distribuir
e
nomes a
1collocar
no
qua-cional, exige o
Regulamento
;
em
todas dro
.
d~ l1onr~.
·
as escolas,
uma
explicação da
data do
.
.Em
muitos Jogares,
~s
festas_
pod_em
·
dia in,mediato · o
s
alun1nos
farão
em
Iter tamben1 uma
salutar
1nfluenc1a
d1re-
·
seguida,
um ex;rcicio
sobre
o
assu~pto, cta
s
obr~ o.
espírito
dos
paes,
Tern-n'a
mesmo
os
das
primeiras
classes, que
sempre
1nd1recta,
elevando_
a
escola
e?
completarão ·
sentenças ou as
formarão papel do professor
,
attrahtndo a matr,.
com
palavras
011
loc~ções dadas pelo cuia
e
a frequencia,
e
isso ?astari~
para
professor, e
que
evoquem
Ofacto histo- recompensar o trabalho d1spend1do.
rico
con1memorado
.
Nas
escolas-reuni-
'
das
e grupos escolares
·
, algumas
dessas
COMO ORGANIZAR AS FESTAScommemorações cívicas
devem
tomar
caracter festivo,
realisa11do-se no
se-gu11
do pericdo do dia lectivo, ou. caso
convenha, no pro1Jrio
dia
feriado, com a
presença de co11vidados, autoridades
e
IJaes dos
alumnos.
Os profe
s
sores e Directores
i
devem
communicar
á
Directoria Geral as festas
que realisarem, r
e
mettendo
o
programma
executado.
..
CARACTER EDUCATIVO DAS FESTAS ESCOLARES
As
simples
con1memorações, ou
festas,
só
valen1 pelo caracter
educativ
.
o
de qtte
se
revistam,
.
isto
é,
pela
influen-cia que possam ter sobre a alm,a
'
intan
·
til,
antes d~
.
tudo; e pela influencia que
pos-sam
ter
sobre
o meio social em que
func-ci
'
onar a
escola,
.
As festas educ~m pelos
n1;1meros de ~anto, de
gymnastica,
pela
evocação
ou representação de factos
di-gros
de ser imitados, pela attitude de
rnaior espontaneidade em que as
crean-ças se devem
encontrar.
Recitando ou
lendo um trabalho
em
pt1blico
·
; ,
.
novi-mentando-se
em salas
eh ias ;
obede-cendo prornptamente a um
gesto
de
si-lencio ou
·
de acção;
sabendo
guardar a
necessaiia disciplina, as creanças têm
opportnnidade para gravar,
indelevel-mente, muitas lições proveitosas.
Accresce que a creança se educa,
Organizando as
suas
festas, o pro-
'
fessor nunca deve perder de vista o
fundo educativo,
pois
as
festas
são
feitas
pelos
aluinr.os
e
'
para os alumnos:
. 1 .:...
Toda a classé, ou todo
.
o
esta
~
belecimento
.
deve tomar parte nellas, ter
acção,
só se excluindo
alumnos como um
grande
castigo. Os hymnos e canções
,
em
commum
,
os numeros de
gymnas-tica e os jogos são meios de operar ·
com
·
a totalidade ou
grandes
conjunctos de
creanças
.
2 -
As festas dev~m
ser, sempre,
muito breves. Antes fazei-as mais
frequen-temente, que murto longas. De dez a
doze numeras, quando muito
,
occupandd
cinco
nta
minutos no maximo. Banir
l
'
por c0
.
pletó,
.
discursos massi:dos e
re-citativos
legua
·
.
e 'meia
,
que nada
signifi".'
cam
1Quando h
'
ouver ne~essidade de qu~
o profess@r fale, que
:
o faça
resumida-mente, e em palavras
.
tãô simples quanto
o está a exigir o auditoria infantil. Evite;.
se dar
ácreança discursos escriptos
.
pot
outrem,
em
linguage
:
m que nã~
é
a
sua
:
f azel-o,
é
forçai-a a representar um papel
ridículo, de papagaio ou de
grammo
~
phone, contrario
ao esp
'
irito da
educação
moder
.
n.a
.
.
, .
..
.
,
.
.
..
.
.
3
-
Em
geral,
os professores
esco-lhem
-
os alumno~ mais adeantados
,
bem
como os mais desembaraçados para os
papeis activos da festa. E' um erro.
Cer-•
•
•
l
':.
B
l:
E'S
:
<r:
.
GltA/
.
fl:B.11
.
M
W
RU\
tamente;
esses rião
'
devem
·
s
.
er
,
e:xclt1id0
,
s
,
.
·i
i
'
ças mundanas rrão se.rvem
-Mas
.
_iqote
qu
.
e
,
os:
.
menos des
;
emb
•
araçapos,
;
,
[
educam.
·,
· -
·
'
porque
nao
por isso mesm
·
o qt1e o
são, é
..
·
qúe
.,
m
,
9is
1 ., , . ó ·...,..Evitem-se re r
-nllmero
-.
de
·
cteânças p0ssa
.
tom
.
ar,
,
pa:rte
,
ou
apotheoses sém s~~tldo
·
na
ª
valen,,
.
nes_sas
f.estasí
!
n~nhu
·
m
.
r
alumn
,
(i)
:
deve
,
.te
,
r
,
ças
'1y
,éstir
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um~ menina
d
parla ats
cre~n-ma1s
•
q1;1
·
e
t1m
,
r
encargo
.
..
·'t·bl• 1 1 .e ns rucçao
· : . . •'•• · . • :1, , ·· . 1 '.J ·" QU I
erdade nada vale sol}
'
'
·tt') .4 ~ ·
Os
,;
hy
.
mnos, canções
,
.
recitati- Rrecisamós ;nsinar nie;m
'
o re
ser
caro'
vo
.
~
,
·
etc.
,
de
·
vefn
~
e
.
star
'.,
á
.,
altura dá
,
com-
;
festas
aprev
,
1'de
·
nc·1
,
a' a e"o
·
n~s nossas
Preh
..
en
.
sao
-
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'
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.
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,
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,
JJouco
,
,
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'
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'
,
énifim.
o
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,
"'
non11a
1 '
·
o bom
e
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·
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,
ue, c9rQprehçndidas, pos: Nacional. As festas devem
se
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sa~
,
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boa
-
1nter
.
pretação
,1
na leitura,
. ,
ou
enserradas
1pelo ttymno Nac
J
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rec1taçao.
Os gestos
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'
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·
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gesto
acada
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,
.
,
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Gad.a
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rnachinalmente.
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_n1est1r:.:1s t~o. com-
.·
·
·
.
Já
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·
rc
~
bem
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os Jéitorés que
O autor
muns; mas tao
,
1tnpropr1
.
as
e_
tao
r
,
tdJcMlas
;
,
d~
,
c1~~11lar a~ima tran'séripta, illustre
pro-que
ª!guns
.
pro
,
fess_o~e~
·
obrigam
:
as cre- fessor
pauli,sta
que esteve
em
commis-anças
a
f~ze_r n0
,
1n,1c10
.
e
no
.
final.
de
.
são_
reorganizando e dirigindo
O servi
0cada r~c1tat1v,o ou discurso.
Amax11na de 1nstrucção publica no adeantado
Eçs-natural1_0ad~
e
º
.
que
~:~e\TI
;
Os querer.
tado
~o
Nordeste, não
é
um theorico
; ao
. 5 -
Só
por
excepçao,
.
se
deve
con-
coi;itrario, revela
o
·
conl1ecimento
pratico
se
.
11t1r qti
,
e
.
_
as.
·
cre~nças
s
1e
·
v1staf!1
.-
ª
J
ara- e
pessoal
,
das
,
coisas
da
escola,
conheci-çt:r, c9n1 .trai
e
s
·
vistosos
ou c~r1c~turaes
,.
,
me
·
n.tos
s,em
,
9
,
qual baldados são os
es-J}.'\
t
,
~l/,r1ca q~
,
e as
crea,nç
_
:;is
,
se
pintem
o
f?rç~~ de bem
s
.
ervir a
causa do
ensino.
ros
o.
:
r,
.
u?º
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q~1a~to pareça
·,
palhaçadé/,
·
As
.
festas escolares são
ttm
dos
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_
e
l
ser
,
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rosa!:!1fnt~
.
~f~s
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ado ~a es-
'
grandes
recurso
s
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qÚe dispomos para
colª
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s
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f!l.
ç
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rtos
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c1jat1
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cang<_}- i;nanter
ªP,~gadas
á escola as
crianças
e
9'r f~
.
e
cr1t1ca
,
~ pal~vr
.
as
.
e c
,
0,st4111
e
.
s,
para
1
seduzir
.
as que ainda se não
apro-'!JªS 91,1e
.
.
traze m
a
, :
scena
.
ª
~
taes
,.
pal
.
ayra_s
xi111ara111
1Mas
é
preciso saber
usar
del-~ur,9;,
t~
)
s
,.
c;osturn
t;
s,
çiu ~se
1.,
q~1ere
.
~
.
cri-
.
las, para qti'e
não se
perca
a
·
final o
.
ver-t1
,
4r;1r
,
,
n
:
é!9
.
çleN
'i
em s
·
er
,
aprove1t,ado
,
s
1•lgual-1
dadeiro
objectivo, que é sempre
Oda
m
,
~nte
1
a
_
~
·
C:ª
·
Qço
n,
~J
é1
?
i
qe
:
n;i
J
u?1
~
~s
,
ou
da
,
n-
educação.
.
.
_
.
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volüntf1ri
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74
,
A
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ESCOLA PRIMARIA
p0rque
a
mãe não lhes pôde falar
ao
~n- da casa e defensora da
economia
do-tendimento nem dirimir-lhes as duvida~ e mestica, sem comtudo tornai-a idonea
ás
incertezas
,
qúe seriam âniquiladas
se lhes maióres
e
mais altas tesp
·
onsabilidades
fosse transmittida
a
verdade clara e forte
,
de directora de novas
per
s
onalidades,
baseada na
fé
,
mas confirmada pela ra- parcellas que
,serão
de
gerações
vindou-zãó,
e pela intelligencia.
,
1 .. 1 •ras.
.
E' que á mente hurriah
~
1hão nos
· ·
E não tre1)ido
em
declarar-vos
.
q.ue
.
cal:le
'
derramar apenás, m
.
as inéutir,
.
strg- a edttcação da mulher
se
me afigura
de
ger
'
ir e conver,cer. E
·
para isso não
·
é muito mais valor para
este
fim, do que
·.·
bastante querer, mas, principalmente, ser
•
mesmo para a oc
·
cupação de cargos
Pll-·
dofada da
aptidão,
que só vem
·
por al- blicos
·
ou empregos nas profissões li
be-ta educação intelleêtual e
não
'
pequ'ena raes, na industria e na<s
artes,
na
pro-cultura moral
.
.
ducção
emfi
m
'
de
actividade
influente
ou
· '
Eis por que compreenaemos que decisiva nos destinos do paiz.
Porque
·
á mull,er
,
deve
ser
dada urna educação nesse campo de
acção
o que
se
lhe
po-.
adequ
·
ada que, desenvolvendo~f
He
as for- deria
exigir
limitar-se-ia a determinados
ças physicas
e
rnoraes,
·
Jhe
.
tori,e pu- pl1enomenos de volição, dentro das
pre-jante
Ocerebro;
seguro
Orâciocinio, fi. ferencias mesmas do
seu espírito,
oppon-.
na a perspicacia e real
.
a acqúisiç~o scien
i
do-se-lhe, todavia
,
defesa
ao
s
propribs
tifica.
·
actos, quàndo
estes
l)Udessem ser
pre-Só
·
desse modo é
·
que ella se tor~ judi~iaes ao bem
geral.
nará
cabal
á funcção rnáis alta, nobre
'
Diante dos filhos, porém,
a sua
e
.'
ch
r
i
-
ª
.
de
·
t'espohiíabilidade
'
com que
·
actllação se consummará
sem appello
pos-1
póde a car oma
'
creatura liumána: a fun- sivel, por isso
'
que se realizará persistente
cç
·
ão de educar os filhos, de tornai-os 11
'
0~ e fatalmente, com inevitaveis consequen-
.
:
nestas e diligentes, patriotas leaes
·
e
ser-
cias
·
para a futura
àffirmação
das
per-.
vi dores
·
de Deus.
,
·
1 ' , .,1
sonalidades que se vão formando.
Cabe
.
á 1ntilher, dentro do lar,
Mas
será só
na maternidade que
num trabalho persistente e continuo de deverão revelar.se as suas qualidades?
paciencia e élevação mo
·
ral, a mais for,
·
Se
'
rá
só
como mãe que ella
pode-te a
c
tuação na cultu
.
rá do murtdo
1na rá
·
exercer i11fluencia social?
marcha mesma da ci'viliza
'
ção. porqúe
N
'
ão
'
,
IH
e a'ss
·
iste a respon~abilidade de formaF
forte, adestrada e consciente
.
das
homens dignos e mull1eres prestantes e stía's possibilidades,
a
mulher enfrenta
a
·
de
.
preparar novas mães, que continuarão vida
sob
as varias opportunidades que
na nobre faina de
'
dâr
.'
urn poucb
,
de suei lhe deJ)aram os proprios rneritos, e
atira-alma ás
gerações
de
Ique tleperlâerá
I dse á grande lucta da concorrencia á
acti-.
mundo.
·
''
·
vidade masct1lina.
. .
Quandt>, pois
1
reconhecemos' a
'
n
'
e
1
1
De como se
,ten,
hávido neste
en:-cessidade de dará mulh~r os
·
instrumén· penho, não nos importa provar aqui
,
tos eia instrucção,
.
de
'
promover
;
Jhe
'
o pois, do que ella tem
·
feito, tem
conse-desenvol
,
virriento, não só
1P.hysico e mo" gi.1ido e tem ve11cido falam claramente
r'ál, mas igualmente intelléctüal, não o o~ resultados da
sua
collaboração
effi-fazernos apenas com intuito da de
'
fe
·
sa de cie11te
e
segura nas varias
e
multiplas
sua
posição nas varias actividades
·
huma~ occupações humanas.
nas, ao lado do hônietn, nem com o de-
'
Sabemos como
é
real
e
inilludivel
signio de affirmar-lhe os: diteitos e a ca. o seu
1domínio como educadora
,
princi-pacidade.
'
fazernoJ
:.
o antes, e com mais paimente no magisterio prirnario;
ve1nol-justo motivo, pela missão, que se lhe vae
·
a nos serviç
'
os dos correios
,
dos
telegra-commetter, de educadora dos filh
'
os e pa- phos, das repartições publicas;
encon-ra a qual,
·
mais do que para qualquer trarnol-a vencedora na funcção de
dacty-outra d
·
e
que se podem
entarregar
·
os ho- lograpl1a; descobrimol-a nos laboratorios
méns,
ella
precisá apJ)arelhar-se, tornan.
e
nas
e11fermarias;
nos
escriptorios e
do-se robusta de corpo, de alrna
'
fortee
,
nas casas commerci aes, e nas profissões
·
de cerebro bem apet'cebido.
'
liberaes,
.
onde ha nomes que
se
impõem.
,
.'
Seria
um
·
contrasenso
1l1abilital-a pa-)
.
Agor
·
a mesn10 acabo de verificar
r
'
a
·
dona
'
de
·
seu
lar. dirige11te cta
J
órdern
no
Diario
'
Official
do dia
6
deste mês
' . • • ' • • l ,.11
•
_ _ _ _ _ _ _ _ _
'7"" _ _ _ __ _ _ _ - - · -
-A
E
S
C
OLA PRIMARIA
75
de
Março um
facto categorico. Em con- quando ha
tanta cousa
que fazer
,
·
tanto
curso que se vae effectt1ar
na nossa
Es- que edificar e
melhorar?!
trada de
Ferro
Central
inscreveram-se
E
iríamos
collocar
as mpças
que
7
9
5
candidatos
,
do
s
quaes
340já
são
não quiseran,
ou não puderam
matrimo-funccionarips
daquella repartição.
niar-se
,
na
contingencia serodia de
pro-Pois bem
,
um
quarto deste
ultimo
ct1rar e
de
s
cobrir
marido
,
sob o
ft1nda-total
de
em pregados
daquella via
ferrea
mento de
que
épreciso casar para
viver
,
constitue-se por
mulheres, que
,
desse
para prover-se
das
t1tilidades
,
para ter
modo
,.
não fogem á concorrencia
com seu
lagar no meio
s
ocial ?
·
os seus
collegas homens. Qttero
,
porém
,
Teremos
d~ acceitar
qu
e
a
.
mulher
salientar-vos
urna
observação
mais
deci-
viva como
para
s
ito
de um lar
alheio
,
siva ainda
,
que
torna clara a precipita- quando o
seu se não
houver
formado?
ção do
movimento
feminino
em prol
E seria
passivei na vida moderna
,
dos seus direitos e que
muito vem hon- de movimentação
e
de empreendimentos
,
rar as
nossas jovens
actuaes,
apercebi-
abandonar
a capacidade
e a energia
de
das
,
corno
se acham
,
pela instrucção
,
grande
numero
de
mulheres
,
demarcan-para
vencer pelo trabalho
e
pela força do·
lhes
apenas o
ambito
de
acção
no lar
,
irnperativa
do preparo mental.
·
·
1e
retirando á
sociedade
todos os
outros
.
E' que entre os
455candidatos, bens de que
são
amplamente
·
capazes?
estranhos
áqttella repartição,
,nais da
Não
,
não e não!
·
metade
se representa por moças,
que
A mulher co1no mãe não precisa de
adestram
armas para vencer, para pro- maís nada para
·
encher-lhe a
vida
e
ver-se a si proprias com o labor fecundo occupar-lhe
os
dias
,
posto que possa
das afanosas mãos, instrumentos bem· patentear outros valores
,
incalculaveis ás
ditos do seu cerebro.
vezes. Mas a mulher
solteira
,
ou
a c;asada
Espantam-se alguns de que
a
mu-
sem filh?s
,
11ão
póde
privar
a sociedade
lher não se
contente
com
a
tarefa nobi-
e
a patr1a do que lhe cabe tambem
em
li°ssirria de esposa e mãe, tão
·
de molde labor pro!icuo
,
ei:n
esforço
e
dedicação.
â
satisfazer
a stta índole affectiva
e
se
E
é
isso
,
felizmente
,
que
,
de 11,odo
lance a
enfrentar
as agruras
e
os p~rigos incontestavel
,
se
nos depara 11a vida
da vida publica onde não raras vezes actual ·
,
'
'
·
.
·
os
delicados melindres do
sexo soffrem
Alguns intransigentes OJ)posi
t
ores
os ernbate
_
s das rivalidades
e
cornpe- ao triumpho da causa feminina allegam
tições.
que somos frageis demais
pará os
emba
~
.
Esquecem-se os
qtie
assim pensam tes da
existencia.
fragilidade manifesta
que não se dão asas aos passaros para na reacção nervosa, que facilmente vae á
impedil-os de voar e elevarem-se
á gloria
lagrirna e que nos col.Joca assin1
em
evi-dos ares. Com um cerebro que julga
e
dente inferioridade no
scenario
da vida.
,
analysà
,
ao
'
serviço
de um coração que
Puro
engano
de julgamento! Ho-
·
sente
e vibra de interesse
,
seria
impossi- meos
e
mulheres são todos
susceptiveis
vel obrigai-a ao
alheiamento
ou á indíffe- de manifestações nervo:;as
,
valvulas de
rênça
pelas cousas
que
dizem respeito á protecção no
equilib
.
rio
organico
,
pelo
sociedade,
em
que vive
e
ál'atria
,
a
'
que allivio que trazem
a.o accumulo
de
irn-deve
servir.
pressões e fortes
sentiftlentes.
,
E as que não
são
mães?
e as
que
Homens
e
mt1Iheres exprimem
mui-não desdobraram
Oser em
outros seres
,
tas vezes irresistivelment
e
o que
'
lhes vae
com cuja educação pudessem tambem na alma, sem
submissão ás
convenien-contribuir para
a
o
gra11deza
e aperfei- cias ou
á
pr:ag-matica
social.
çoamento da humanidade?
Quão differentes
,
porém
,
são
essas
.
Realmente, a mulher não precisa de expansões!
outra
gloria
,
de outro titulo
senão
o de
Quando
.
uma
gi:ande
p~ixão
estúa
ser mãe, para poder altear-se á
situação
no peito, ou uma infamia ma~ula
,
a
de benemerita da patria, de constructora
I