• Nenhum resultado encontrado

Importância da preparação pré-protética em Prótese Removível.

N/A
N/A
Protected

Academic year: 2021

Share "Importância da preparação pré-protética em Prótese Removível."

Copied!
37
0
0

Texto

(1)

Monografia de Investigação

Importância da Preparação Pré-Protética em

Prótese Parcial Removível

Autora: Nancy Isabel Briffel Correia

Orientador: Maria Helena Guimarães Figueiral da Silva

Co-Orientador: Patrícia Alexandra Barroso da Fonseca

(2)

Resumo

Introdução: Para o sucesso de uma Prótese Parcial Removível é necessário um planeamento cuidado da mesma. Durante as fases clínicas, o Médico Dentista tem que ter em atenção o correcto desenho da prótese, bem como a preparação de nichos e de planos guia, e os dentes pilares. No entanto, na prática clínica esta condição é por vezes desvalorizada resultando numa situação em que o Técnico de Prótese acaba por fazer o trabalho que cabe ao Médico Dentista.

Objectivos: O objectivo deste estudo foi avaliar, se tanto o Médico Dentista como o Técnico de Prótese agem de acordo com as suas competências aquando da preparação Pré-Protética em Prótese Parcial Removível.

Material e Métodos: Os dados foram obtidos por questionários dirigidos a Médicos Dentistas e a Técnicos de Prótese em exercício das suas funções no distrito do Porto. Resultados: Os resultados mostraram que, apesar de não existirem diferenças estatisticamente significativas, 61,5% dos Técnicos de Prótese revelam receber ‘Às vezes’ o desenho e planeamento da Prótese. Quanto ao talho de nichos e planos guia 50% dos Técnicos de Prótese dizem que os Médicos Dentistas ‘Quase Nunca’ talham nichos e 46,2% revela que estes efectuam ‘Algumas Vezes’ planos guia. Já a caracterização de planos guia e nichos preparados, 52,2% dos Técnicos de Prótese consideram na sua maioria ser ‘Razoável’. Relativamente ao uso de articulador e paralelómetro, 91,7% dos Técnicos de Prótese afirma utilizar o paralelómetro e 80,8% usam o articulador semi-ajustável. 47,8% dos Técnicos de Prótese revelam que a confecção de nichos em reabilitação oral com Prótese Esquelética é ‘Por vezes útil’. Por seu lado, os Médicos Dentistas, na sua maioria (63%) dizem que apesar de não terem laboratório ou Técnico de Prótese que trabalhe na sua própria clínica, efectuam o estudo e planeamento da prótese em parceria com o laboratório com quem trabalham. Quanto à selecção do eixo de inserção da prótese e localização dos planos guia, a maioria (69,2%) refere ser o Técnico de Prótese a efectuá-lo. Em relação à preparação de nichos e planos guia 46,2% dos Médicos Dentistas (n=12) já afirmam maioritariamente que são os próprios a talhá-los. Quando questionados sobre a qualidade do seu trabalho, a maioria dos Médicos Dentistas refere que a sua qualidade é ‘Às vezes’ boa. Em relação a colocação das próteses, 98,1% dos Médicos Dentistas afirmam ser os próprios a fazê-lo.

A maioria dos Médicos Dentistas (79%) dizem ser eles mesmos a efectuar a requisição que vai para o laboratório e 67,3% afirma ser ‘Essencial’ a preparação de

(3)

Conclusões: Os resultados mostraram que, apesar de não haver diferenças estatisticamente significativas, há uma certa divergência em relação às respostas dos Técnicos de Prótese face aos Médicos Dentistas relativamente à preparação Pré-Protética. Podemos dizer então que há em parte um descontentamento por parte dos Técnicos de Prótese em relação ao trabalho dos Médicos Dentistas no que diz respeito a este tema.

De realçar que apesar de 67,3% dos Médicos Dentistas afirmarem ser essencial a preparação de nichos em Prótese Parcial Removível, 50% dos Técnicos de Prótese questionados afirmam que os Médicos Dentistas quase nunca talham nichos e 46,2% que apenas raramente efectuam planos guia.

Perante estas e outras contrariedades observadas nesta avaliação, novos estudos são necessários para se compreender o que realmente se passa na dinâmica da clínica e do laboratório quanto à execução e importância da preparação Pré-Protética em Reabilitação Oral.

Palavras Chave: Preparação Pré-Protética; Apoios oclusais; Prótese Parcial Removível; Planos Guia; Desenho protético; Prótese Esquelética.

(4)

Abstract

Introduction: For the success of a removable partial prosthesis careful planning is required of it. During the clinical phases, the dentist must be aware of the proper design of the prosthesis, and the preparation of plans of niches and guide, and the abutment teeth. However, in practice this condition is sometimes devalued resulting in a situation where the prosthesis technician ends up doing the work of the dentist. Aims:The aim of this study was to evaluate if both the dentist and the prosthesis technician to act according to their skills in the preparation of Pre-Prosthetic Partial Denture.

Methods: Data were collected by questionnaires to dentists and prosthesis technicians in carrying out their duties in the district of Porto.

Results: Results showed that although they had no significant statistics 61.5% of Prosthesis technicians argue that 'Sometimes' they receive the design and planning of the prosthesis. As for the butcher of niches and guide plans 50% of Prosthesis technicians say the dentists 'Almost Never' carve niches and 46.2% revealed that they carry out 'Sometimes guide plans. From the characterization of niches and guide plans prepared, 52.2% of Prosthesis technicians considered 'reasonably' on its majority. For use of the articulator and parallelometer, 91.7% of prosthesis technicians reveal using parallelometer and 80.8% use the semi-adjustable articulator. 47.8% of prosthesis technicians revealed that the making of niches in oral rehabilitation with prosthesis Skeletal is 'sometimes useful'. For their part, dentists, on its majority (63%) say that although there is no laboratory or prosthesis technician who works in his own clinic, they conduct the study and planning of the prosthesis in partnership with the lab they work with. As for the selection of the axis of insertion of the prosthesis and location of the guide plans, the majority (69.2%) claims to be the dental technician to carry it out. In relation to the preparation of plans and guide niches 46.2% of dentists (N = 12), claim that are themselves on its majority to hoist them. When asked about the quality of their work, most of the dentists stated that their quality is "Sometimes" good. Regarding the placement of prosthesis, 98.1% of dentists claim to be doing it themselves. Most dentists (79%) say they make the request themselves that goes to the lab and 67.3% claim to be 'Essential' niches in the preparation of Oral Rehabilitation with Implant skeletal.

Conclusions: The results showed that, although there is no significant statistical difference, there is some disagreement between the answers Prosthesis Technicians and dentists in relation to the preparation for Pre-Prosthetic. We can then say that there is dissatisfaction in part by prosthesis technician’s in relation to the work of dentists with regard to this issue.

Note that although 67.3% of dentists claim to be essential in the preparation of niches removable partial prosthesis,50% of Prosthesis technicians questioned say the dentists seldom carve niches and 46.2% who only rarely make plans guide. Given these and other setbacks encountered in this evaluation, further studies are needed to understand what really goes on in the dynamics of clinical and laboratory findings on the implementation and importance of preparation in Pre-Prosthetic Oral

(5)

Keywords: Preparation Pre-Prosthetic; Support Occlusal Partial Denture; Plans Guide ; prosthetic design; Skeletal Prostheses.

(6)

Índice

I. Introdução………7

II. Materiais e Métodos ………...11

III. Resultados ...12

IV. Discussão e Conclusões ………..………29

V. Referências Bibliográficas...…………32

(7)

I. Introdução

Estudos de base populacional realizados nos últimos 30 anos revelaram uma tendência para a diminuição no número de pacientes desdentados totais na sociedade ocidental1 e um aumento do número de pacientes parcialmente desdentados1,2,3. Como

consequência, tem havido um aumento no número de próteses parciais removíveis em relação às próteses totais4. Isto deve-se, em parte, a uma maior prática da filosofia de

manter os dentes naturais, mas também a um maior acesso aos serviços dentários e a um aumento generalizado da capacidade económica na sociedade moderna3.

As perdas dentárias, resultantes fundamentalmente da cárie e doença periodontal, diminuem a capacidade mastigatória, dificultando e limitando o consumo de diversos alimentos19, podendo ter repercussões nutricionais relevantes. Podem também afectar

a fonação e causar danos estéticos responsáveis por alterações psicológicas e isolamento social20. Este conjunto de modificações no quotidiano das pessoas

contribui para a diminuição da qualidade de vida das mesmas21. Pelo referido, os

pacientes desdentados apresentam pela frente grandes desafios tanto psicológicos, como sociais e nutricionais4. É de notar que uma correcta prestação de serviços e

qualidade da prótese tem efeitos positivos na qualidade de vida dos pacientes desdentados. Por isso, há uma responsabilidade acrescida do Médico Dentista em prestar uma boa qualidade de serviços protéticos aos pacientes que por várias razões ficaram desdentados.

A substituição de dentes perdidos sempre foi uma preocupação do homem seja para manter a saúde geral ou a estética. Já no ano de 2.500 a.C. os Fenícios e Etruscos fixavam, com o auxílio de fios metálicos dentes de animais ou humanos nos espaços desdentados. Estes tiveram uma grande evolução sendo que, só a partir da segunda guerra mundial, com a descoberta da resina acrílica apareceram no mercado um novo tipo de dentes com melhor aceitação estética por parte da população. Um dos motivos de o paciente usar a prótese parcial removível (ppr) é, para além de melhorar a aparência, recuperar a capacidade de mastigação5.

Assim, as ppr têm a função de restabelecer o equilíbrio do sistema estomatognático, função mastigatória, fonética, postura e estética em pacientes desdentados22. O

Médico Dentista pretende então, além do referido, restaurar a oclusão, impedir os movimentos dentários e promover uma distribuição equitativa das forças mastigatórias sobre os dentes e tecidos remanescentes6.

(8)

prognóstico a longo prazo dos mesmos7, sendo por isso o estudo Pré-Protético de

grande importância na Reabilitação Oral com prótese parcial removível8. Durante a

fase clínica deve-se, então, estabelecer o eixo de inserção da prótese e consequentemente os locais a efectuar os planos guia assim como dentes que necessitam de preparação de nichos para apoios oclusais.

Há uma obrigação ética por parte do Médico Dentista de fornecer instruções adequadas ao laboratório de Prótese Dentária para a concepção de uma prótese9.

Uma boa comunicação entre o Médico Dentista e o Técnico de Prótese é essencial para a produção de uma boa Prótese Parcial Removível1. Um desenho da prótese

desadequado pode resultar numa perda de tempo com implicações financeiras e uma grande frustração tanto para o dentista como para o paciente, para além de poder causar dano nos dentes e tecidos periodontais remanescentes1.

As próteses parciais em resina acrílica são quase sempre mucossuportadas e raramente necessitam de nichos sendo o movimento apical impedido principalmente pela resistência da mucosa subjacente à base da prótese. As próteses esqueléticas já necessitam de nichos aquando da sua confecção4. Verifica-se que as Próteses

Parciais Removíveis Esqueléticas têm mais estabilidade que as acrílicas.

Para um bom diagnóstico e planificação da Prótese é bastante importante o estudo dos modelos em paralelómetro13,14 e a sua montagem em articulador semi-ajustável.

Estes procedimentos vão contribuir futuramente para um melhor suporte, retenção e estabilidade da Prótese. Entre as funções do paralelómetro estão incluídas a selecção do eixo de inserção, a determinação da linha do equador, a avaliação das superfícies de retenção, e das áreas de interferência durante a inserção e remoção da Prótese e a análise dos planos de inserção15. Quanto ao articulador, este é importante para avaliar

as relações intermaxilares, o plano oclusal e o espaço interoclusal essencial para a localização e profundidade dos nichos.

Os dentes remanescentes ajudam na distribuição de forças mastigatórias sobre todo o arco dentário. Estes dentes, quando talhados, vão permitir a distribuição de forças aquando da carga oclusal10,11. Os nichos também dão uma posição correcta para a

prótese evitando que esta se movimente aquando dos movimentos funcionais12. De

um modo geral, o desenho dos nichos oclusais é feito de acordo com a opinião pessoal e experiência do Médico Dentista... Kratochvil descreve o nicho de forma a

que a largura seja do tamanho de uma broca esférica número 6 ou número 8 (1,9 a 2,3 mm)4. Se não houver espaço interoclusal ou se a espessura de esmalte não for

(9)

Em relação aos planos guia, de um modo geral, estas superfícies são preparadas um pouco “a olho”7 e devem ser localizados de acordo com a sua função. A posição em

que se deve colocar a peça de mão para preparar as superfícies guia deve ser estabelecida conforme o estudo do desenho da prótese e o seu plano de inserção. O plano guia deve estender-se verticalmente por cerca de 3mm e deve ser mantido o mais distante possível da margem gengival. A superfície guia deve ser feita por uma redução mínima da espessura do esmalte, geralmente não mais do que 0,5 mm. Estas não devem ser superfícies planas, pois se tal acontecer aumenta-se o risco de penetração na dentina o que poderia levar a que fosse necessário fazer uma restauração7.

A retenção mecânica das Próteses Removíveis realiza-se por meio de retentores, que além de impedirem a sua desinserção, utilizam o dente pilar de forma a criar resistência ao deslocamento da prótese e dos tecidos de suporte. Podem ser circunferenciais ou em barra, sendo o circunferencial mais indicado em Próteses parcial ou totalmente dentossuportadas devido a sua capacidade de retenção e estabilização16 e o em barra indicado para Próteses dentossuportadas e

dentomucossuportadas, o que vai permitir a esta última um grau de movimento de rotação no tecido sem exercer torque sobre o dente pilar17,18.

O presente trabalho visa realizar uma pesquisa baseada em questionários dirigidos a Médicos Dentistas e a Técnicos de Prótese, com o principal objectivo de averiguar se cada um age de acordo com as suas competências, aquando da preparação Pré-Protética para a confecção de uma Prótese Parcial Removível.

Tendo a percepção de que a maior parte dos Médicos Dentistas não faz preparação Pré-Protética, quando esta é um imperativo necessário para o sucesso da prótese, esperamos não só confirmar esta evidência, como também focalizar a atenção dos mesmos para este facto de especial relevância no sucesso do tratamento em Prótese Parcial Removível, de modo a evitar futuros fracassos aquando da sua confecção. O insucesso pode ser evitado se o tratamento for efectuado a partir de um bom diagnóstico, de um planeamento adequado, de exames clínicos e radiográficos detalhados, da preparação correcta da cavidade oral e da moldagem de acordo com o tipo de prótese indicada.

Pretendemos assim, alertar os Médicos Dentistas para a mudança das suas atitudes em relação a preparação da Prótese com vista a promoção da Saúde Oral e melhor qualidade de vida por parte dos pacientes.

(10)

II. Materiais e Métodos

Foram distribuídos inquéritos anónimos na forma de questionários a dois grupos populacionais, tendo como populações alvo os Médicos Dentistas e os Técnicos de Prótese Dentária de ambos os sexos com formação variada (quer em graduação quer em experiência profissional) a exercer a sua actividade profissional na área do Porto -Paranhos e que tenham obtido as suas qualificações quer em Portugal quer no estrangeiro. Foi garantida a confidencialidade das respostas obtidas.

Pretendeu-se fazer um estudo observacional uma vez que o investigador não interfere no fenómeno a ser estudado, ou seja, nas respostas dadas pelos Técnicos de Prótese e pelos Médicos Dentistas.

Foram aplicados dois questionários distintos (em anexo), um a Médicos Dentistas e outro a Técnicos de Prótese Dentária com questões relativas à Preparação Pré-Protética, adaptadas a cada actividade profissional.

A recolha dos questionários decorreu durante os meses de Abril e Maio de 2011. Foi também feita uma pesquisa bibliográfica usando como fonte principal de informação, os artigos e revistas alusivos a Preparação Pré-Protética. Usou-se a base de dados da biblioteca da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto, tendo como motores de busca: A Pubmed e Biomedcentral.

A análise estatística das respostas obtidas foi feita no programa statistical package for

(11)

III. Resultados

Obtivemos um total de 54 inquéritos respondidos por Médicos Dentistas e 25 respondidos por Técnicos de Prótese.

De forma a facilitar a explicação das respostas obtidas, iniciaremos a nossa apresentação dos resultados com as respostas dadas pelos Técnicos de Prótese relativamente à Importância da Preparação Pré-Protética em Ppr e em seguida as respostas obtidas dos Médicos Dentistas.

1. Respostas dos Técnicos de Prótese

1.1. Planeamento e Desenho da Prótese

Quando os Técnicos de Prótese são questionados se recebem do Médico Dentista o planeamento e o desenho da prótese, 61,5% dos inquiridos afirmam “Às vezes”, 30,8% indicam que “Não”, e apenas 7,7% responderam “Sim”. Este “Sim” sugere que sempre que os Técnicos de Prótese recebem trabalhos vindos de consultórios ou clínicas, o planeamento e o desenho da prótese já vem efectuado. (Tabela 1 e Gráfico 1)

Tabela 1. Frequência da resposta à questão “Recebe do Médico Dentista o planeamento e

o desenho da prótese?” Frequência (n) Percentagem (%) Sim 2 7,7 Não 8 30,8 Às vezes 16 61,5 Total 26 100

Gráfico 1. Planeamento e desenho da Prótese (distribuição das respostas)

(12)

Relativamente à preparação de nichos, os Técnicos de Prótese indicam que

46,2% dos Médicos Dentistas apenas “Algumas vezes” realizam esse

procedimento e 50% afirmam que “Quase nunca” são enviados os nichos

talhados. Apenas 1 protésico indica que os médicos dentistas executam o

procedimento (Tabela 2 e Gráfico 2).

Tabela 2. Frequência da resposta à questão “A maioria dos médicos dentistas efectua talho de

nichos” Frequência (n) Percentagem (%) Quase Sempre 1 3,8 Algumas vezes 12 46,2 Quase nunca 13 50,0 Total 26 100

Gráfico 2. Preparação de nichos ( ditribuição das respostas)

1.3.

Preparação de planos guia

Relativamente à concretização dos planos de guia, observa-se que 46,2% dos

Técnicos de Prótese indicam que os Médicos Dentistas apenas “algumas

vezes” efectuam o procedimento, 19,2% afirmam que “quase sempre” vem

concretizado este procedimento e 34,6% “quase nunca” efectuam planos guia

(Tabela 3 e Gráfico 3).

(13)

Tabela 3. Frequência da resposta à questão “A maioria dos médicos dentistas efectua planos de guia”

Frequência (n) Percentagem (%) Quase Sempre 5 19,2 Algumas vezes 12 46,2 Quase nunca 9 34,6 Total 26 100

Gráfico 3. Preparação de planos guia ( distribuição das respostas)

Após esta apresentação relativa à percepção dos Técnicos de Prótese quanto

ao trabalho efectuado pelos Médicos Dentistas, consideramos ser importante

comparar esses dados com o grau de satisfação dos dados enviados pelos

Médicos Dentistas ao laboratório para a confecção da Prótese.

1.4.

Qualidade dos planos guia e dos nichos preparados

Em termos de distribuição das repostas obtidas quanto à satisfação com os

planos guia e os nichos preparados, verifica-se o seguinte: 43,5% dos Técnicos

de Prótese consideram “Boa” a qualidade dos procedimento em questão,

enquanto 52,2% das respostas dadas indicam ser “Razoável” o trabalho

realizado pelos Médicos Dentistas e 4,3% consideram “Má” (Tabela 4 e Gráfico

4).

(14)

Tabela 4. Frequência da resposta à questão “Como caracteriza a qualidade dos planos de

guia e dos nichos preparados?”

Frequência Percentagem Boa 10 43,5 1 4,3 Razoáve l 12 52,2 Total 23 100

Gráfico 4. Qualidade dos planos guia e dos nichos preparados (distribuição das respostas)

1.5.

Relação entre a execução e a qualidade do planeamento e desenho da

prótese

Após esta caracterização mais geral passaremos então a especificar. Assim

sendo, quando comparado o grau de satisfação com os três procedimentos já

mencionados, verifica-se que quanto ao planeamento e desenho da prótese, os

Técnicos de Prótese indicam que apenas às vezes recebem o planeamento e o

desenho da prótese como também acham satisfatório esse trabalho. Os que

responderam que “Não”, apenas o dizem em função da questão colocada e

não de todo o procedimento e informação enviada. O teste de Qui-Quadrado

não permite estabelecer um relação estatisticamente significativa entre os

grupos (X

2

=2,573; p>0,05). No entanto, convém indicar que como existem

muitas células com poucos casos, a robustez do teste pode ser afectada

(Tabela 5 Gráfico 5).

(15)

Tabela 5. Relação entre a execução e a qualidade do planeamento da prótese

Recebe do Médico Dentista o planeamento e o desenho da prótese?

Sim Não Às vezes x2 df p

Acha satisfatório os dados enviados pelos

médicos dentistas ao laboratórios para confecção de uma prótese? Sim 2/12,5 4/25,0 10/62,5 2,573 4 0,632 Não 0/0 4/44,4 5/55,6 Às vezes 0/ 0/ 1/100

Gráfico 5. Relação entre a execução e a qualidade do planeamento da prótese ( distribuição das respostas)

1.6.

Relação entre a execução e a qualidade dos nichos talhados

Quando questionados sobre a qualidade dos dados enviados pelo Médico

Dentista ao laboratório relativamente à preparação de nichos verifica-se que 8

dos Técnicos de Prótese inquiridos indica que não só “Quase nunca” os

Médicos Dentistas efectuam o talho dos nichos como também quando o fazem

os Protésicos revelam não ficarem satisfeitos com esse trabalho. Já 10 dos

Técnicos de Prótese indicam que os Médicos Dentistas “Algumas vezes”

efectuam esse procedimento e afirmam ficar satisfeitos com esse trabalho. Ou

seja, quanto menos vezes o talho dos nichos é efectuado pelos Médicos

Dentistas mais insatisfeito fica o Técnico de Prótese. Note-se também que

apenas um Técnico de Prótese indica que “Quase sempre” recebe o talho dos

nichos efectuado ficando satisfeito com esse trabalho. Estatisticamente não se

verificam valores estatisticamente significativos (X

2

=8,921; p>0,05) (Tabela 6

(16)

Tabela 6. Relação entre a execução e a qualidade de nichos talhados

A maioria dos Médicos Dentistas efectua o talho dos nichos? Quase Sempre n/% Algumas vezes n/% Quase Nunca n/% x2 df p Acha satisfatório os dados enviados pelos

médicos dentistas ao laboratórios para confecção de uma prótese? Sim 1/6,3 10/62,5 5/31,3 8,921 4 0,063 Não 0/0 1/11,1 8/88,9 Às vezes 0/ 1/100 0/0

Gráfico 6. Relação entre a execução e a qualidade dos nichos talhados ( distribuição das respostas)

1.7.

Relação entre a preparação e a qualidade dos planos guia

Por último, ao comparar-se o grau de satisfação dos Técnicos de Prótese com

a realização de planos de guia, verifica-se que será na opção de resposta “Às

vezes” que se centram a maior parte das respostas, ou seja, não só existe

satisfação pelo trabalho realizado pelo Médico Dentista, seja ele feito “Quase

sempre”, “Algumas vezes” ou “Quase nunca” como também é segunda opção

onde existe um maior número de respostas a indicar uma não satisfação com o

trabalho realizado pelos Médicos Dentistas. Apesar disso, os resultados

(17)

encontrados não apresentam um valor estatisticamente significativo

(X

2

=2,723;p>0,05) (Tabela 7 e Gráfico 7).

Tabela 7. Relação entre preparação e qualidade dos planos guia

A maioria dos Médicos Dentistas efectua planos de guia? Quase Sempre n/% Algumas vezes n/% Quase Nunca n/% x2 df p Acha satisfatório os dados enviados pelos médicos dentistas ao laboratórios para confecção de uma prótese? Sim 4/25 7/43,8 5/31,3 2,723 4 0,605 Não 1/11,1 5/55,6 3/33,3 Às vezes 0/0 0/0 1/100

Gráfico 7. Relação entre a preparação e a qualidade dos planos guia ( distribuição das respostas)

1.8.

Desenho da Prótese

Continuando na análise do questionário, verifica-se que, segundo os Técnicos

de Prótese, são eles próprios quem efectuam o desenho da prótese

esquelética, tendo sido esta questão respondida na totalidade com a opção

“Técnico”.

1.9.

Uso do paralelómetro e de articulador

Já relativamente ao uso do paralelómetro e do articulados semi-ajustável,

91,7% dos Técnicos de Prótese indica usar o paralelómetro, enquanto que o

articulador semi-ajustável é usado por 80,8% dos técnicos “Ás vezes” por

(18)

11,5% e apenas 7,7% protésicos indicam que não usam o articulador (Tabela

8, Gráfico 8 e Gráfico 9).

Tabela 8 .Frequência da resposta à questão “Utiliza paralelómetro?” e “Utiliza o articular semi-ajustável?”

Frequência Percentagem Frequência Percentagem Paralelómetro n % Articulador Semi-ajustável n % Sim 22 91,7 21 80,8 Não 1 4,2 2 7,7 Às vezes 1 4,2 3 11,5 Total 24 100 26 100

Gráfico 8. Utilização do paralelómetro (distribuição das respostas)

Gráfico 9. Utilização do articulador (distribuição das respostas)

1.10. Importância da preparação de nichos em prótese esquelética

Por fim, quando questionados acerca da importância atribuída à preparação de

nichos em reabilitação oral com prótese esquelética, 47,8% dos Técnicos de

Prótese indica “por vezes ser útil”, enquanto 43,5% indica ser essencial para a

realização de um trabalho adequado (Tabela 9 e Gráfico 10).

(19)

Tabela 9. Frequência da resposta à questão “Qual a importância que atribui à preparação de nichos em reabilitação oral

com prótese esquelética?”

Frequência n

Percentagem %

Essencial 10 43,5

Por vezes útil 11 47,8

Desnecessári

a 2 8,7

Total 23 100

Gráfico 10. Importância da preparação de nichos em prótese esquelética (distribuição das respostas)

2. Respostas dos Médicos Dentistas

Até ao momento, os resultados apresentados dizem respeito às respostas obtidos pelos Técnicos de Prótese. De seguida, serão apresentados os resultados obtidos quando um outro questionário é apresentado a Médicos Dentistas.

2.1. Relação entre o planeamento e estudo da prótese e a presença do Técnico de Prótese na clínica.

Quando inquiridos se na sua clínica trabalha algum Técnico de Prótese, ou possui algum laboratório e quem efectua o estudo e o planeamento da Prótese, verifica-se que 57,7% dos Médicos Dentistas inquiridos indicam não ter o laboratório ou o Técnico de Prótese a trabalhar na sua clínica e indica que são eles mesmos a efectuar o estudo e o planeamento da prótese, enquanto 63% dos inquiridos afirma não ter

(20)

laboratório/Técnico de Prótese, mas realizada o estudo e efectua o planeamento da prótese em parceria com o laboratório com quem trabalha como entidade externa à clínica. Apesar das diferentes respostas dadas, verifica-se que não existe uma relação de dependência entre ambas as questões (p>0,05) (Tabela 10 e Gráfico 11).

Tabela 10. Relação entre o planeamento e estudo da prótese e presença do Técnico de Prótese na clínica.

Quem faz o estudo e o planeamento da Prótese? Médico Dentista n/% Médico Dentista e Potésico n/% x2* df p Tem algum laboratório/técnico de prótese que trabalhe para a sua

clínica?

Sim 11/42,3 10/30,7 0,782 0,456

Não 15/57,7 17/63,0

*A estatística calculada neste caso é de Fisher, em vez do Qui-Quadrado, devido a trata-se de uma tabela 2X2.

Gráfico 11. Relação entre o planeamento e estudo da prótese e presença do Técnico de Prótese na clínica

2.2. Relação entre o estudo e o planeamento da prótese e o desenho da prótese esquelética

Verificando-se que quer o estudo quer o planeamento da prótese é efectuada em 54% dos casos por acção conjunta do Médico Dentista e do Técnico de Prótese, enquanto 46% dos inquiridos indica serem eles mesmos a efectuar esse procedimento. Será então conveniente apresentar o modo como esse mesmo procedimento se manifesta em função de algumas das fases relacionadas com a Preparação Pré-Protética. Assim sendo, o que se verifica é que, apesar de 42,3 % Médicos Dentistas indicarem que fazem o estudo e o planeamento da prótese, quando são efectuados os desenhos das

(21)

próteses esqueléticas, o procedimento é efectuado em conjunto com os Técnicos de Prótese. O mesmo número de Médicos Dentistas (n=11) indicam que não só faz o estudo e planeamento como também o desenho as próteses esqueléticas. Quando é afirmado que o estudo e planeamento da prótese são efectuados pelo Médico Dentista e pelo Técnico de Prótese, 44,4% dos inquiridos indicam que também o desenho das próteses esqueléticas é efectuado igualmente por ambos os profissionais. No entanto, não é possível estabelecer uma relação de dependência entre os executantes de ambas as tarefas (X2=3,419; p>0,05) (Tabela 11 e Gráfico 12).

Tabela 11. Relação entre o estudo e planeamento da prótese e desenho das próteses esqueléticas

Quem faz ou executa, habitualmente, o desenho das próteses esqueléticas? Médico Dentista n/% Protésico n/% Médico Dentista e Protésico n/% x2 df p Quem faz o estudo e planeamento da prótese Médico Dentista 11/42,3 4/15,4 11/42,3 3,419 2 0,181 Médico Dentista e Protésico 6/22,2 9/33,3 12,44,4

Gráfico 12. Relação entre o estudo e planeamento da prótese e desenho das próteses esqueléticas

2.3. Relação entre quem faz o desenho e planeamento da prótese e quem determina o seu eixo de inserção e localização dos planos guia.

Seguindo a mesma linha de pensamento usada relativamente ao desenho das próteses esqueléticas, observa-se que, relativamente a este procedimento, independentemente de ser o Médico Dentista ou o Médico Dentista com o Técnico de Prótese a efectuar o estudo e o planeamento da prótese, são maioritariamente os Técnicos de Prótese quem efectua o procedimento de determinação quer do eixo de inserção da prótese, quer a localização dos planos de guia (61,5% e 69,2%,

(22)

relação de dependência estatisticamente significativa entre os profissionais quanto a estas actividades (Tabela 12 e Gráfico 13).

Tabela. 12. Relação entre quem faz o desenho e planeamento da prótese e quem determina o seu eixo de inserção e localização dos planos guia.

Quem determina o eixo de inserção da prótese e a localização dos planos de guia? Médico Dentista n/% Protésic o n/% Médico Dentista e Protésico n/% x2 df p Quem faz o estudo e planeamento da prótese Médico Dentista 8/30,8 16/61,5 2/7,7 2,118 2 0,347 Médico Dentista e Protésico 8/30,8 18/69,2 0/0

Gráfico 13. Relação entre quem faz o desenho e planeamento

da prótese e quem determina o seu eixo de inserção e localização dos planos guia

2.4. Relação entre quem executa o planeamento da prótese e quem prepara os nichos e os planos guia.

Relativamente ao procedimento de talho de nichos e planos de guia, e no seguimento das últimas duas análises, o que se verifica é que 88,5% dos profissionais inquiridos indicam serem eles próprios a talhar os nichos e os planos de guia (46,2% e 42,3%, respectivamente “Sim” e “Às vezes”), enquanto que os Médicos Dentistas que indicam efectuar o estudo e o planeamento da prótese conjuntamente com o Técnico de Prótese, indicam claramente que apenas “Às vezes” (n=16) costumam efectuar os nichos e os planos de guia. A relação, como já foi mencionada, não apresenta, no

(23)

entanto, um valor estatisticamente significativo (X2=1,536; p>0.05) (Tabela 13 e

Gráfico 14).

Tabela 13. Relação entre quem executa o planeamento da prótese e quem prepara os nichos e os planos guia.

Costuma talhar nichos e planos de guia? Sim n/% Não n/% Às vezes n/% x2 df p Quem faz o estudo e planeamento da prótese Médico Dentista 12/46,2 3/11,5 11/42,3 1,536 2 0,464 Médico Dentista e Protésico 9/33,3 2/7,4 16/59,3

Gráfico 14. Relação entre quem executa o planeamento da prótese e quem prepara os nichos e os planos guia

2.5. Relação entre a preparação dos nichos e dos planos guia e a qualidade da sua execução

De seguida passaremos a caracterizar a intervenção do Médico Dentista em ambiente de consulta, não só para perceber o modo como este caracteriza o seu trabalho como também para se procurar evidenciar os procedimentos efectuados, no consultório, no âmbito da Preparação Pré-Protética em Prótese Parcial Removível.

Assim sendo, verifica-se que quando questionados sobre a qualidade do seu trabalho (planos guia e nichos) e sobre se os costumam efectuar ou não, o que verificamos, é

(24)

que quando os Médicos Dentistas realizam esses procedimentos, existe um manifestação de qualidade desse trabalho (n=15 e n=16 – “Sim” e “Às vezes” – consideram a qualidade boa). No entanto, verifica-se uma relação de independência entre as variáreis, ou seja, segundo o teste do Qui-Quadrado, as respostas obtidas indicam uma igualdade proposicional (Tabela 14 e Gráfico 15).

Tabela 14. Relação entre a preparação dos nichos e planos guia e qualidade da sua execução

Costuma talhar nichos e planos de guia?

Sim Não Às vezes x2 df p

Como caracteriza a qualidade dos

planos guia e dos nichos que

preparados?

Boa 15/48,4 0/0 16/51,6 2,511 2 0,285

Razoável 6/33,3 1/5,6 11/61,1

Gráfico 15. Relação entre a preparação dos nichos e dos planos guia e qualidade da sua execução

2.6. Realização da impressão e colocação da Prótese

No seguimento da análise das respostas obtidas, verifica-se que o totalidade dos inquiridos, Médicos Dentistas, indicam ser eles mesmos a efectuar as impressões para a confecção das Próteses. Da mesma forma, quando questionados sobre quem faz a colocação das Próteses, verifica-se que a grande maioria dos casos, 98,1%, indica ser o próprio Médico Dentista a efectuar a colocação da Prótese (Tabela 15 e Gráfico 16).

Tabela 15.Frequência da resposta à questão: “Quem faz a colocação da Prótese?”

(25)

Frequência Percentagem Médico Dentista 51 98,1 Médico Dentista e Técnico 1 1,9 Total 52 100,0 Não responde 1 53

Gráfico 16. Realização da colocação da Prótese

2.7. Preenchimento da requisição para o laboratório

Quanto ao facto de saber quem preenche a requisição de trabalho que é enviada para o laboratório, observa-se que 76,9% dos Médicos Dentistas que responderam ao questionário indicam que são eles mesmos a fazê-lo, enquanto 17,3% indica ser o Assistente. Apenas 5,8% indica que este procedimento é efectuado por ambos (Tabela 16 e Gráfico 17).

Tabela 16. Frequência da resposta à questão “Quem preenche a requisição

de trabalho para o laboratório?”

Frequência Percentagem Médico Dentista 40 76,9 Assistente 9 17,3 Ambos 3 5,8 Total 52 100,0 Não responde 1 53

(26)

2.8. Importância da preparação Pré-Protética

Finalmente, quando questionados sobre a importância atribuída à preparação de nichos em Reabilitação Oral com Prótese Esquelética, regista-se que 67,3% dos inquiridos indica ser útil este procedimento, enquanto 30,8% afirmam ser essencial (Tabela 17 e Gráfico 18).

Tabela 17. Frequência da resposta à questão: “Qual a importância que atribui à preparação de nichos em

reabilitação oral com prótese esquelética?”

Frequência Percentagem

Essencial 16 30,8

Por vezes útil 35 67,3

Desnecessária/dispensáv

el 1 1,9

Total 52 100,0

Não responde 1

53

(27)

IV. Discussão e Conclusões

A amostra utilizada neste estudo foi uma amostra de conveniência, pelo que não poderá representar fielmente as condições das populações alvo (Técnicos de Prótese e Médicos Dentistas). Consequentemente as conclusões não devem ser generalizadas para todos os Médicos Dentistas e Técnicos de Prótese uma vez que os resultados apenas representam a amostra estudada.

Por outro lado, a fidedignidade das respostas aos questionários é ambígua, uma vez que o inquirido pode condicionar as suas respostas por motivos culturais, sociais ou educacionais.

Através deste trabalho de investigação sobre a importância da Preparação Pré-Protética, procurou-se responder de uma forma incisiva a questão proposta inicialmente.

Assim, no que se refere a Preparação Pré-Protética por parte dos Médicos Dentistas pode concluir-se que há uma falta de comunicação por parte das duas entidades (Médicos Dentistas e Técnicos de Prótese).

O facto de os indicadores de satisfação dos Técnicos de Prótese relativamente ao trabalho do Médico Dentista situarem-se em valores medianos (não tendem para as extremidades) revelam um défice comunicativo e permitem evidenciar quais são os aspectos que mais necessita de interacção entre os profissionais e um reforço pedagógico com vista a uma optimização de resultados e consequente satisfação do paciente.

Apesar de, tanto os Médicos Dentistas como os Técnicos de Prótese acharem ser útil o desenho da Ppr (“Às vezes” 61,5%), esta é bastante importante uma vez que é a base da confecção da Prótese e sem ele não temos uma sequência exacta do que se pretende fazer8 e, compete ao Médico Dentista dar informações detalhadas do que

pretende ser feito.

Quanto ao talho de nichos, este é essencial no caso das Próteses Parciais Removíveis Esqueléticas4 e a maioria dos Médicos Dentistas e Técnicos de Prótese considera-os

úteis mas não imperativos para a confecção de uma Ppr Esquelética, havendo Médicos Dentistas que não fazem o que vai ao encontro do que os Técnicos de Prótese afirmam.

No caso dos planos guia estes também são preparados “Algumas Vezes” pelos Médicos Dentistas o que pode de certa maneira desvalorizar a sua importância.

(28)

A satisfação quanto aos Planos-Guia e Nichos preparados pelos Médicos Dentistas podemos dizer que de um modo geral, segundo o nosso estudo os Técnicos de Prótese consideram-nos razoáveis e o Médico Dentista que os executa classifica-os bons.

De um modo geral, é o Médico Dentista que faz a colocação das Próteses (98,1%) e preenche a requisição de trabalho para o laboratório (76,9%), o que nos parece importante uma vez que exclui uma terceira pessoa (ex. assistente) que pode potenciar a falha de comunicação entre o Médico Dentista e o Técnico de Prótese. Quanto ao Técnico de Prótese, estes, recebem, na sua maioria “Algumas vezes” do Médico Dentista o desenho e planeamento da Prótese, o que pode porventura mostrar que apesar de, a maioria dos Médicos Dentistas ter consciência de que este facto é de grande importância, ainda há uma lacuna neste aspecto, sendo que nem todos tem a mesma opinião. De facto, nesta questão o Médico Dentista encontra-se muito dependente do trabalho do laboratório apesar de as suas competências profissionais e académicas serem superiores. Esta é uma questão a reflectir uma vez que a inversão desta situação seria ideal para uma correcta Reabilitação Oral.

Na opinião do Técnico de Prótese o Médico Dentista maioritariamente “Algumas vezes” efectua os planos guia e talho de nichos. Podemos ver então que há uma concordância com a resposta do Médico Dentista e do Técnico de Prótese, demonstrando mais uma vez que, há uma certa negligência por parte da classe Médico Dentária neste aspecto essencial4. Apesar de serem considerados passos

essenciais de uma confecção de uma prótese esquelética, a verdade é que este tipo de preparação Pré-Protética é muitas vezes negligenciada o que nos traz mais um ponto para reflexão futura.

Quando questionados sobre a satisfação dos dados enviados pelo Médico Dentista para a confecção da Prótese, os Técnicos de Prótese manifestam uma grande insatisfação, sendo a resposta “Não” a mais prevalente o que revela uma certa insatisfação em relação ao trabalho clínico dos Médicos Dentistas. O desenho das Próteses Esqueléticas é, de um modo geral, efectuado pelo Médico Dentista e pelos Técnicos de Prótese, o que mostra que, de alguma maneira, há uma certa comunicação entre estes dois profissionais.

Em relação ao paralelómetro, este é utilizado em 91,7% dos casos, melhor do que articulador semi-ajustável que só é usado em 80,8% dos casos.

(29)

Verifica-se que há uma tendência para o positivismo por parte do Médico Dentista, na medida em que este considera que os seus actos no consultório estão de uma maneira geral correctos o que nem sempre se constata segundo os inquéritos aos Técnicos de Prótese.

De salientar que o trabalho sobre dentes é mais facilitado em laboratório que em boca do paciente onde muitas vezes condicionantes anatómicas e fisiológicas do paciente impedem os Médicos Dentistas de executar procedimentos “aparentemente” fáceis segundo o Técnico de Prótese. Por outro lado, pensamos que esta insatisfação pode ser facilmente resolvida com uma maior abertura e comunicação entre os dois profissionais, o Médico Dentista e o Técnico de Prótese.

Conclusão:

Apesar das limitações inerentes ao estudo, pensamos ter clarificado alguns comportamentos e juízos de valor tanto dos Técnicos de Prótese como dos Médicos Dentistas relativamente a este tema.

Muitas questões ficam ainda por responder e outras podem ser levantadas num tema que consensualmente é importante mas muitas vezes negligenciado quer pelo Técnico de Prótese quer pelo Médico Dentista. Constante comunicação e trabalho de proximidade são a nosso ver a condição que podem melhorar a qualidade das Reabilitações Orais e minimizar ou resolver algumas das divergências por nós encontradas nesta avaliação quanto à preparação Pré-Protética.

(30)

V. Referências Bibliográficas

:

1- Lynch DC, McConnell JR, Allen PF. Trends in indirect dentistery:7. Communicating design features for fixed and removable prosthesis. DentalUpdate. 2005; 32:502-510; 2- Al-Ahmr AO, Lynch CD, Locke M, Youngson CC. Quality of master impressions and related materials for fabrication of complete dentures in the UK. Journal of Oral Rehabilitation 2008 35; 111–115;

3- Douglas CW, Jette AM, Fox CH, Tennstedt SL, Joshi A, Feldman HA, et al. Olral health Status of elderly in New Ingland. J Gerontol 1993; 48: M39-46;

4- Culwick PF, Howell PGT, Faigenblum M J. The size of occlusal rest seats prepared for removable partial dentures. British Dental Journal 2000; 189, 318-322;

5- Watt DM, MacGregor AR. Designing Partial Dentures. 2nd ed. Bristol:Wright, 1984:110–121;

6- Lechner SK, MacGregor AR. Removable Partial Prosthodontics. 1st ed. London:Wolfe, 1994: 146-152;

7- Davenport JC, Basker RM, Heath JR, Ralph JP, Glantz P-O, Hammond P. Tooth preparation. British Dental Journal 2001; 190:288-294;

8- Rhadi A, Linch CD, Hannigan A. Quality of written communication and master impressions for fabrication of removable partial prostheses in the Kingdom of Bahrain. J Oral Rehabil. 2007 Feb; 34(2): 157-3;

9- Rudd RW, Bange AA, Rudd KD, Montalvo R. Preparing teeth to receive a removable partial denture. J Prosthet Dent. 199 Nov; 82(5): 536-49;

10- Walter JD. Partial denture techniques. Br Dent J 1980; 148: 13-16.

11- Rudd R W, Bange A A, Rudd K D, Montalvo R. Preparing teeth to receive a removable partial denture. J Prosthetic Dent 1999; 82: 536-549;

12- Kratochvil FJ. Partial Removable Prosthodontics. 1st ed. Philadelphia: WB Saunders Co, 1988: 1-10;

13- Olavarría LE, García JL. Diseño de prótesis parcial removible. Valparaíso: Amolca; 2005: 77-83;

(31)

14. Davenport JC, Baster RM, Heath JR, Ralph JP, Glantz PO. Surveying. Br Den J 2000; 189 (10): 532-542;

15. Borel JC, Schittly J, Exbrayat J. Manual de prótesis parcial removible. Barcelona: Liber dúplex; 1986:87-88;

16- McCracken WL, McGivney GP, Carr AB, Brown DT. Prótesis parcial removible. 8a

ed. St Louis: Médica Panamericana, 1992: 448-51;

17- Demer JW. Un análisis del diseño del apoyo mesial -Barra en I. J Prost Dent 1976. 56 (3): 243-253;

18-Giraldo OL. How to avoid failures in removable partial prosthesis. Rev Fac Odontol Univ Antioq, Jan/June 2008, vol.19(2), 80-88;

19- Hung HC, Colditz G, Joshipura KJ. The association between tooth loss and the self-reported intake of selected CVD-related nutrients and foods among US women. Community Dent Oral Epidemiol 2005; 33:167-73;

20- Hebling E. Prevenção em odontogeriatria. In: Pereira AC, organizador. Odontologia em saúde colectiva: planejando acções e promovendo saúde. Porto Alegre: Editora Artmed; 2003. p. 426-37;

21- Dolan TA, Gilbert GH, Duncan RP, Foerster U. Risk indicators of edentulism, partial tooth loss and prosthetic status among black and white middleaged and older adults. Community Dent Oral Epidemiol 2001; 29:329-40;

22- Assunção WG et al. Anatomia para-protética: importância em prótese total. Rev.Odontol Araçatuba 2004; 25(1):57-64.

(32)

Agradecimentos

À Deus por me ter colocado neste caminho tão sofrido, mas tão gratificante e permitir que tudo o que eu sempre sonhei se esteja a realizar.

À minha querida mãe e amiga que sempre acreditou em mim, apoiando-me nos momentos em que mais precisei e a quem devo tudo o que sou.

Á memória do meu querido pai Rogério Júnior, que apesar de não ter acompanhado o meu percurso académico contribuiu para que eu pudesse chegar ate aqui, servindo-me sempre de exemplo para tudo na minha vida.

Às minhas irmãs Dagmara e Yolanda pelo apoio e incentivo.

À Professora Doutora

Maria Helena Guimarães Figueiral da Silva agradeço,

pelas suas relevantes orientações na estruturação deste trabalho, pela

disponibilidade, compreensão e ajuda que demosntrou.

À Mestre

Patrícia Alexandra Barroso da Fonseca, pelo constante apoio,

disponibilidade, insentivo, transmitindo-me úteis ensinamentos com paciência

lucidez e confiança.

Aos meus amigos: Nicélia, Elizabeth, Suzana, Luciana, Alexandre e Graça por serem a minha família no Porto, por todo o carinho, compreensão e suporte quando as inseguranças aparecem e por fazerem desta longa etapa um caminho maravilhoso de ser percorrido.

(33)

Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto 2010-2011

Unidade Curricular: Monografia de Investigação/Relatório de Actividade Clínica. Mestrado Integrado em Medicina Dentária.

Tema do Projecto: Importância da Preparação Pré-Protética na Prótese Parcial Removível Estudante: Nancy Briffel Correia

Orientador: Maria Helena Figueiral, DMD, PhD; Co-Orientador: Patrícia Fonseca, DMD, MSc

QUESTIONÁRIO TÉCNICOS DE PRÓTESE DENTÁRIA

1) Recebe do Médico Dentista o planeamento e o desenho da prótese?

a) Sim

b) Não

c) As vezes

2) A maioria dos Médicos Dentistas efectua talho de nichos?

a) Quase sempre

b) Algumas vezes

c) Quase nunca

3) A maioria dos Médicos Dentistas efectua planos guia?

a) Quase sempre

b) Algumas vezes

c) Quase nunca

4) Acha satisfatório os dados enviados pelos Médicos Dentistas ao laboratório

para a confecção de uma prótese?

a) Sim

b) Não

5) Quem executa habitualmente o desenho das prótese esqueléticas?

a) O técnico

b) O médico

c) Outro

6) Utiliza o paralelómetro?

a) Sim

b) Não

c) Às vezes

(34)

7) Utiliza o articulador semi-ajustável?

a) Sim

b) Não

c) Às vezes

8) Como caracteriza a qualidade dos planos guia e dos nichos preparados?

a) Boa

b) Má

c) Razoável

9) Qual a importância que atribui à preparação de nichos em reabilitação oral com

prótese esquelética?

a) Essencial

b) Por vezes útil

(35)

Faculdade de Medicina Dentária da Universidade do Porto 2010-2011

Unidade Curricular: Monografia de Investigação/Relatório de Actividade Clínica. Mestrado Integrado em Medicina Dentária.

Tema do Projecto: Importância da Preparação Pré- Protética na Prótese Parcial Removível Estudante: Nancy Briffel Correia

Orientador: Maria Helena Figueiral, DMD, PhD ; Co-Orientador: Patrícia Fonseca, DMD, MSc

QUESTIONÁRIO MÉDICO DENTISTA

1) Tem algum laboratório/ técnico de prótese que trabalhe na sua clínica?

a) Sim

b) Não

2) Quem faz o estudo e planeamento da prótese?

a) Médico Dentista

b) Protésico

c) Médico Dentista e Protésico

d) Outro

3) Quem faz o executa habitualmente o desenho das próteses esqueléticas?

a) Médico Dentista

b) Protésico

c) Médico Dentista e Protésico

d) Outro

4) Quem determina o eixo de inserção da prótese e localização dos planos guia?

a) Médico Dentista

b) Protésico

c) Outro

5) Costuma talhar nichos e planos guia?

a) Sim

b) Não

c) Às vezes

6) Como caracteriza a qualidade dos planos guia e dos nichos que prepara?

a) Boa

(36)

7) Quem faz as impressões para confecção de prótese?

a) Médico Dentista

b) Assistente

c) Protésico

8) Quem faz a colocação da prótese?

a) Médico Dentista

b) Técnico

c) Médico Dentista e Técnico

d) Outro

9) Quem preenche a requisição do trabalho para o laboratório?

a) Médico Dentista

b) Assistente

c) Outro

10) Qual a importância que atribui à preparação de nichos em reabilitação oral com

prótese esquelética?

a) Essencial

b) Por vezes útil

Referências

Documentos relacionados

O modelo experimental de análise de viscosidade do óleo hidráulico testado em laboratório trouxe uma proposição da correlação causal entre a unidade primária de

São as comunidades biológicas, ou seja, as populações de organismos da fauna e da flora, interagindo entre si e interagindo também com o ambiente físico,

Como descrito no tópico anterior o mesmo foi posicionado em 5 (cinco) pontos estratégicos, ou seja, de acordo com as normas de calibração (ABNT-NBR 10123 e ABNT-NBR

Quase todas as ferramentas de modelização dispõem de técnicas para tratar dados ausentes: ignora - los, atribuir um valor fixo aos valores ausentes ou estimar os valores ausentes

Therefore, the purpose of this work is to evaluate the physical conditions (quality of the model and type of plaster) and techniques (presence of planning, design, surveying

Após analise da prótese, foram realizados exames extrabucal e intrabucal, planejou- se então a reabilitação protética com prótese obturadora superior, e prótese parcial removível

Nos termos do dever de colaboração imposto sobre a Administração Tributária, esta passa a (i) ter que divulgar qualquer informação de relevo para os contribuintes, (ii) esclarecer

Transporte hidroviário: Produto não regulamentado como perigoso para transporte. Transporte aéreo doméstico e Internacional ICAO & IATA Section 4.2: Produto não regulamentado