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Programa de Apoio a Estudantes Finalistas: Medida de Combate ao Insucesso Escolar.

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Academic year: 2021

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(1)

CNaPPES 2016

Congresso Nacional

de Práticas Pedagógicas

no Ensino Superior

(2)

CNaPPES 2016 – Congresso Nacional de Práticas Pedagógicas no

Ensino Superior

Universidade de Lisboa, Portugal, 14 e 15 de julho de 2016

Coordenador da publicação

Patrícia Rosado Pinto

Editores

Fernando Remião | Universidade do Porto José Fernando Oliveira | Universidade do Porto Luís Castro | Universidade de Lisboa

Maria Amélia Ferreira | Universidade do Porto

Patrícia Rosado Pinto | Universidade Nova de Lisboa Rita Cadima | Instituto Politécnico de Leiria

ISBN

978-989-98576-5-0

(3)

CNaPPES 2016 – Congresso Nacional de Práticas Pedagógicas no

Ensino Superior

Índice

Maria José Varadinov, Cristina Dias, Joaquim Baltazar Vaz, Carla Santos ...

A aplicação do modelo de aprendizagem colaborativa como suporte à aquisição dos conhecimentos teóricos ... 1

Lúcia Grave Magueta

A autonomia e o pensamento crítico – práticas pedagógicas realizadas num contexto de educação a distância ... 5

Maria Helena Monteiro, Maria João Afonso, Marília Pires

A avaliação objetiva dos conhecimentos de Matemática à entrada do Ensino Superior de ciências e tecnologias: construção e resultados de um teste

estandardizado de conhecimentos - PMAT ... 13

Ana Sousa

A didática enquanto lugar de interseção e transformação de conhecimentos: das conceções às práticas e das práticas às conceções na aprendizagem da

docência das artes visuais ... 19

Graça Alexandre-Pires, Virgílio Almeida

A expressão artística no processo de ensino-aprendizagem da anatomia no Mestrado Integrado tutelado pela Faculdade de Medicina Veterinária da

Universidade de Lisboa ... 27

Ana Luísa Rodrigues, Ana Paula Curado

A Formação Ativa de professores nas disciplinas de Iniciação à Prática

Profissional ... 33

Carla Santos, Cristina Dias, Maria Varadinov, Baltazar Vaz

A formulação de problemas na aprendizagem da probabilidade

condicionada ... 41

Rita Alves, Fernando Luís Santos, Miguel Feio

A linguagem da matemática ou a matemática da língua portuguesa: retomando a experiência ... 47

Lucília Nunes

A utilização dos mapas concetuais na expressão das aprendizagens: o caso da Licenciatura em Enfermagem ... 53

Ana Pereira, Carla Cibele, Maria Rodrigues, Maria Jesus

A valorização e promoção das experiências pedagógicas extracurriculares .... 65

Laura Maria de Almeida dos Reis

Acompanhamento dos estudantes do Curso de Licenciatura em Enfermagem em ensino clínico de medicina: Um modelo de tutoria... 71

(4)

Luís Esteves, Patricia Macedo

Aplicação do modelo pedagógico PBL no âmbito da unidade curricular de

Modelação de Sistemas de Informação ... 77

Ana Francisca Bettencourt, Sílvia Costa Lopes, Helena Margarida Ribeiro

Aprender a partir da interdisciplinaridade ... 83

Cândida Ferrito, Ana Lúcia Ramos, Ana Paula Gato, Andreia Ferreri Cerqueira, Joaquim Lopes

Aprendizagem Baseada em Projetos: Conhecer e aprender

para depois intervir ... 89

Otília Maria da Silva Freitas, Maria Clementina de Freitas Nóbrega Morna, Gregório Magno de Vasconcelos de Freitas, Isabel Maria dos Santos Carvalho Gomes da Silva, Gilberta Maria França Sousa

Aprendizagem com base na metodologia de projeto - uma experiência ... 95

Isabel Filipa Martins de Almeida

Aprendizagem em contexto real em Cosmetologia ... 101

Susana Reis, Hugo Menino, Filipe Santos, Miguel Oliveira, Sara Lopes, Ana Fontes, Maria São Pedro Lopes, Sandra Antunes, Jenny Sousa

As Atividades Extracurriculares nas aprendizagens de estudantes do Ensino Superior: o caso da Festa do Dia da Criança ... 107

Emília Malcata Rebelo

As sessões ao ½ dia ... 113

Clementina Nogueira, Sónia P. Gonçalves, Marlene Silva

Auto e coavaliação potenciais contribuintes para um mundo melhor no ensino superior? ... 119

Cynthia Bisinoto, Leandro S. Almeida

Avaliação da qualidade do ensino na perspectiva dos estudantes

universitários ... 127

Fernando Luís Santos

Aviões de papel, geometria, álgebra e telemóveis ... 135

João Pedro Boavida, Gonçalo Carito, Rui Costa

Cinco semestres de vídeos e perguntas eletrónicas ... 141

Maria da Graça Marques, Marília Pires ...

Combate ao insucesso na Matemática do Ensino Superior:

um caso de sucesso ... 151

Sílvia Araújo, Ana Cea ...

Contributo para o desenvolvimento das competências digitais de professores de Espanhol como Língua Estrangeira (ELE) ... 157

Célia Figueira, Ana Galrão, Lília Aguardenteiro Pires

(5)

Mariana Valente, Cristina Galacho

Da produção de um recurso digital à arte da sua utilização – contributo para a reflexão dos efeitos da era digital no ensino superior ... 177

Otilia Maria da Siva Freitas, Isabel Maria dos Santos Carvalho Gomes da Silva, Gregório Magno de Vasconcelos de Freitas, Maria Clementina Freitas Nóbrega Morna

Da simulação à aprendizagem global ... 183

Artemisa R. Dores, Helena Martins, Ana Reis, Ana Salgado, Zita Sousa, Andreia Magalhães, Rui Macedo

Desenvolvimento de Competências de Comunicação Clínica em Saúde no Modelo Pedagógico Problem Based Learning ... 189

Maria Paula Nunes, Filomena Soares, Ana Paula Lopes

Diferenciar o que é Diferente – Uma Experiência no Ensino

da Matemática ... 197

Paulo de Oliveira

Dois modelos de participação dos discentes no processo de ensino ... 207

Ana Pereira Antunes

Ensinar investigação qualitativa: Experiência de Unidade Curricular num Curso de Mestrado em Psicologia da Educação ... 219

João Manuel Milheiro Caldas Paiva Monteiro

Ensino de Desenho Assistido por Computador tridimensional com o apoio de vídeo-tutoriais ... 227

Luísa Cagica Carvalho, Adriana Backx Noronha Viana, Daielly Melina Nassif Mantovani

Estratégias de aprendizagem em e-learning no ensino universitário ... 233

Manuel João Costa ...

Flipped, team based peer instruction: uma metodologia híbrida aplicável a

turmas com 100 ou mais alunos ... 241

Míriam Thais Guterres Dias, Sergio Antonio Carlos, Tiago Martinelli

Formação em Serviço Social: processo de inserção no espaço profissional

através de oficina de ensino ... 247

Lino Oliveira, Ângelo Jesus, Armando Silva, Paula Peres

Formação para a Inovação Pedagógica no Politécnico do Porto ... 251

Sandra Cristina Dias Nunes, Maria Dulce da Costa Matos e Coelho

Iniciativa na Área Científica da Matemática para Combater

o Insucesso Escolar ... 257

Amélia Caldeira, Alzira Faria, Helena Brás, António Sousa

Integração no Ensino Superior – a Matemática na Engenharia ... 265

Cecília Guerra, Nilza Costa

Investigação no ensino superior: inovação educativa e sustentabilidade dos resultados ... 273

(6)

Joana Vieira Santos, Rute Soares

Literacia académica: a experiência de Linguagem e Comunicação ... 279

Jorge Maia Alves, Miguel Centeno Brito, Killian Lobato, David Pêra

Livre acesso ao laboratório em disciplinas de base no ensino superior ... 287

M. A. Salgueiro da Silva, T. M. Seixas

Metodologia para avaliação contínua em unidades curriculares

laboratoriais ... 293

Rita Payan-Carreira, Caroline Dominguez

Metodologias ativas de aprendizagem no desenvolvimento do raciocínio clínico: um estudo de caso ... 301

Ana Moura Santos, Joana Viana

MOOC Técnico: desafios do desenho curricular e da produção de conteúdos multimédia... 311

Cristina Dias, Carla Santos, Maria Varadinov, Joaquim Vaz

Novas pedagogias, novas formas de aprender e ensinar estatística: uma

abordagem com o Excel... 321

Carla Faria, Lígia Sousa, Ana Sofia Rodrigues, Marlene Ferraz, Alice Bastos

O abandono académico no 1º Ciclo de Estudos do Ensino Superior: Contributos para práticas pedagógicas de sucesso e inclusão ... 329

Florbela Rodrigues, Elisabete Brito, Filomena Velho, Eduarda Ferreira

O papel da observação em contexto da formação de educadores de infância - uma prática necessária ... 337

Najla Mehanna Mormul

Oficinas Pedagógicas Geográficas – diálogos entre a universidade

e a escola ... 347

Paulo Jorge Santos

Pedagogia no Ensino Superior: Três propostas modestas ... 355

Teresa Fidélis, Filomena Martins

Planeamento Ambiental – aprendizagem com os desafios de uma Câmara

Municipal ... 361

Susana Alexandre dos Reis, Hugo Alexandre Lopes Menino

Planificar segundo a metodologia de trabalho por projeto – a experiência da prática laboratorial de Didática do Pré-Escolar e do 1.º Ciclo do Ensino

Básico ... 367

Bárbara Rangel, António Silva Cardoso, Ana Sofia Guimarães, Isabel Ribeiro, Abel Henriques, Miguel Ferraz, Ana Vaz Sá, Paulo Conceição, Rui Faria

“Põe As Mãos Na Massa” experimentar a Engenharia Civil da FEUP, atividade para alunos pré-universitários ... 371

(7)

Mafalda Nesi Francischett

Portfólio como Atividade Didático-Pedagógica na Experiência com Cartografia Escolar no Ensino Superior ... 379

Ana C. Conceição, Paula Ventura Martins

Prática pedagógica em Engenharia Informática: análise da utilização do

Wolfram|Alpha ... 389

Cristina Martins, Leonor Santos

Práticas de avaliação na formação de educadores e de professores dos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico: Um estudo exploratório ... 395

João Sousa, Cristina Martins, Manuel Vara Pires

Profundidade da reflexão nos relatórios finais de estágios: Recordação,

racionalização ou reflexividade? ... 403

Ana R. Luís

Práticas reflexivas em didática do Inglês com recurso ao microensino ... 411

Anna Carolina Finamore, Ana Moura Santos, António Pacheco

Probabilidades e Estatística: como conseguir uma experiência de aprendizagem gratificante? ... 417

Isabel M. Ribeiro, Abel Henriques, Bárbara Rangel

Programa CIVIL’in - Apoio aos novos estudantes do Mestrado de Engenharia Civil pelos seus pares ... 427

Maria Dulce da Costa Matos e Coelho, Sandra Cristina Dias Nunes

Programa de Apoio a Estudantes Finalistas – Medida de Combate ao Insucesso Escolar ... 435

José Paulo Cravino, Ana Paula Silva, Fernando Bessa Ribeiro, Cristiana Cabreira

Projeto de Apoio ao Sucesso no Superior (PASS-UTAD) ... 441

Maria del Carmen Arau Ribeiro, Manuel Moreira da Silva, Margarida Coelho

Relação dialógica entre Scaffolding e trabalho terminológico: Contributos da abordagem CLIL para a melhoria dos processos de ensino-aprendizagem no ensino superior ... 449

Artemisa R. Dores, Regina Silva

Saúde Vai à Rua: Projeto de Intervenção na Comunidade ... 455

Luís Filipe Neves, Rosário Ochoa, Raquel Pedrosa

sMOOC Necessidades Educativas Especiais - uma experiência em língua

portuguesa integrada num modelo de aprendizagem colaborativa europeu .... 461

Manuel Gericota, André Fidalgo, Paulo Ferreira

Tecnologia e pedagogia no ensino a distância de engenharia – relato de uma experiência de sucesso ... 469

Stella Abreu, Amélia Caldeira, Alexandra R. Costa, Tiago Gomes, Luís A. C. Roque

(8)

Ana Júlia Viamonte

Uma experiência de avaliação e aprendizagem com MOODLE ... 481

Ricardo Gonçalves, Cecília Costa, Paula Catarino, Teresa Abreu

Uma experiência sobre o ensino da álgebra linear consequente com os

resultados de investigação ... 489

Teresa de Lemos

Vale a penas ir às aulas? ... 495 Wanda Terezinha Pacheco dos Santos, Maiza Taques Margraf Althaus

Desenvolvimento profissional da docência universitária:

(9)

D.M. COELHO, S. NUNES /CNaPPES 2016, 435-440 435

Congresso Nacional de Práticas Pedagógicas no Ensino Superior 14 e 15 de Julho de 2016, Universidade de Lisboa

Programa de Apoio a Estudantes Finalistas –

Medida de Combate ao Insucesso Escolar

Maria Dulce da Costa Matos e Coelho

Sandra Cristina Dias Nunes

Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal [email protected]

Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal [email protected]

Resumo

O presente trabalho constitui uma descrição de uma medida de combate ao insucesso escolar que foi realizada nas cinco Escolas do Instituto Politécnico de Setúbal e que surgiu da constatação de que um número considerável de estudantes finalistas possuía um reduzido número de Unidades Curriculares (UC) para concluir a licenciatura o que, em condições normais, obrigaria os estudantes a permanecer na Escola pelo menos mais um ano letivo.

Neste programa, que funciona em regime tutorial entre os meses de outubro e dezembro, os responsáveis e docentes das UC em causa têm a responsabilidade de elaborar e concretizar planos de acompanhamento dos estudantes. Esta prática começou a ser aplicada no ano letivo 2014-2015, tendo decorrido até ao momento duas edições.

Como exemplo apresentamos os resultados da aplicação do programa na Escola Superior de Ciências Empresariais, em que na última edição foram abrangidos vinte e quatro estudantes de todos os cursos de licenciatura, os quais se inscreveram em 20 UC distintas de diversas áreas científicas. Em termos de resultados finais, a maioria dos estudantes (aproximadamente 80%) obteve aprovação nas UC em que se inscreveu, o que lhes permitiu, deste modo, concluir a sua licenciatura.

Palavras-Chave: Sucesso Escolar, Estudantes Finalistas, Tutoria.

1 Contexto

A medida de combate ao insucesso escolar aqui descrita foi aplicada nas cinco Escolas do Instituto Politécnico de Setúbal, nomeadamente Escola Superior de Ciências Empresariais (ESCE), Escola Superior de Tecnologia de Setúbal (ESTS), Escola Superior de Tecnologia do Barreiro (ESTB), Escola Superior de Educação (ESE) e Escola Superior de Saúde (ESS). Este programa surgiu da constatação de que a um número considerável de estudantes finalistas faltava um reduzido número de Unidades Curriculares (UC) para concluir a

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436 D.M. COELHO, S. NUNES /CNaPPES 2016, 435-440

licenciatura o que, em condições normais, obrigaria os estudantes a permanecer na instituição pelo menos mais um ano letivo para concluir estas UC. Para além da desmotivação que tal provocava nos estudantes, ficando alguns deles durante o 1º semestre sem frequentar qualquer UC pois as Unidades em atraso ocorriam apenas no 2º semestre, constatou-se ainda que alguns estudantes viam-se obrigados a abandonar a licenciatura, quer por motivos financeiros quer por incompatibilidade entre os horários escolares e profissionais.

Na tabela seguinte apresentamos uma breve caracterização das várias Escolas do IPS, em termos de número de estudantes inscritos, percentagem de diplomados em n e n+1 anos, bem como taxas de abandono e de empregabilidade, relativos ao ano de 2014.

Tabela 1: Indicadores das Escolas do IPS relativos a 2014

ESCE ESTS ESE ESS ESTB

Nº estudantes inscritos 1694 1621 708 585 445 % de diplomados do 1º ciclo em (N) e (N+1) anos 78,6% 41,5% 94,5% 94,6% 50,0% Taxa de abandono escolar nos cursos de 1º ciclo 16,9% 21,1% 17,6% 8,5% 23,2% Taxa de empregabilidade, medida pelo IEFP, no 1º ciclo 92,4% 92,2% 90,3% 94,5% 86,8%

Fonte: Plano Estratégico de Desenvolvimento do Instituto Politécnico de Setúbal, 2016-2018, p. 41.

2 Descrição da prática pedagógica

2.1 Objetivos e público-alvo

O denominado “Programa de Apoio a Estudantes Finalistas” tem como principais objetivos facultar melhores condições para que os estudantes abrangidos terminem os seus cursos e proporcionar respostas formativas adequadas às dificuldades sentidas pelos estudantes. O programa, que funciona em regime tutorial, tem um carácter intensivo, com início em outubro e término em meados de dezembro. Esta prática começou a ser aplicada no ano letivo 2014-2015, tendo decorrido até ao momento duas edições.

Podem inscrever-se no Programa os estudantes que reúnam cumulativamente as seguintes condições:

• Serem estudantes dos cursos de licenciatura e terem estado inscritos no ano letivo anterior à realização do programa;

• Terem a situação de propina regularizada relativa ao ano letivo referido no ponto anterior;

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D.M. COELHO, S. NUNES /CNaPPES 2016, 435-440 437 • Terem no mínimo n+2 inscrições no curso, sendo n o respetivo número de anos

curriculares;

• Terem no máximo três UC em falta para terminar o curso; • Terem sido avaliados nas UC referidas nas alíneas anteriores.

2.2 Metodologia

Após as inscrições dos estudantes no Programa, os responsáveis e docentes das UC em causa têm a responsabilidade de elaborar e concretizar os planos de acompanhamento dos estudantes. Destes planos constam um diagnóstico das potencialidades e dificuldades do estudante, os objetivos de aprendizagem, as modalidades do acompanhamento, os docentes responsáveis, as atividades a desenvolver, a avaliação e classificação e a calendarização. O processo de construção dos planos de acompanhamento integra a participação dos estudantes a que se destinam, nomeadamente no que se refere à identificação das suas potencialidades e dificuldades e à definição e aceitação dos planos de trabalho que devem cumprir.

Ao longo do período de desenvolvimento do programa e em função das respostas dos estudantes, os planos de acompanhamento podem ser ajustados no sentido da melhor adequação possível às dificuldades apresentadas pelo estudante e do cumprimento dos objetivos de aprendizagem da UC. Os planos de acompanhamento em cada UC podem ser desenvolvidos em grupo de estudantes, mas, atendendo necessariamente às necessidades individuais.

Depois de terminados os planos de acompanhamento, as classificações obtidas pelos estudantes são lançadas e o responsável de UC elabora um balanço do desenvolvimento do programa no qual são explicitados os estudantes abrangidos, o grau de cumprimento das atividades previstas pelos estudantes, as dificuldades e os aspetos positivos sentidos, os resultados da avaliação e classificação dos estudantes. Na perspetiva da melhoria dos processos e dos resultados deste programa, depois de reunida a informação de todas as UC, compete ao Presidente do Conselho Pedagógico da respetiva Escola a elaboração de um balanço global da aplicação do mesmo.

2.3 Avaliação

Este Programa foi aplicado nas cinco Escolas do IPS, nos anos letivos 2014-2015 e 2015-2016, sendo que na 2ª edição envolveu 34 estudantes da ESTS, 24 estudantes da ESCE e 19 estudantes da ESTB, não tendo havido estudantes nas condições requeridas pelo programa na ESE e na ESS.

Como exemplo mais detalhado apresentamos os resultados da aplicação do Programa na Escola Superior de Ciências Empresariais, nas duas edições que decorreram.

No ano letivo de 2014-2015, foram identificados na ESCE quarenta e um estudantes em condições de se inscreverem no Programa, os quais foram contactados pela Escola. Destes, nove estudantes efetuaram a sua candidatura, sendo 3 estudantes do curso de licenciatura em Contabilidade e Finanças (regime diurno), 2 de Contabilidade e Finanças (regime noturno), 2 de Marketing, 1 de Gestão da Distribuição e da Logística (regime diurno) e 1 de Gestão de Sistemas de Informação. Os estudantes inscreveram-se nas seguintes UC:

• Análise de Sistemas • Contabilidade Analítica II • Contabilidade Analítica III

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438 D.M. COELHO, S. NUNES /CNaPPES 2016, 435-440 • CRM • Estatística • Fiscalidade II • Informática • Matemática • Multimédia

• Planeamento e Controlo de Gestão.

No que se refere a resultados, registaram-se 5 aprovações, 4 desistências, 1 falta e 1 reprovação. As classificações variaram entre 5 e 18 valores, tal como consta da Tabela 2.

Tabela 2: Resultados da avaliação e classificação dos estudantes inscritos no Programa de Apoio em 2014-2015

UC Resultado da avaliação Classificação

Análise de Sistemas Reprovado Desistiu Contabilidade Analítica II Reprovado Desistiu Contabilidade Analítica III Aprovado 11 Valores

CRM Aprovado 12 Valores

Estatística Aprovado 18 Valores Fiscalidade II Reprovado Desistiu Informática Aprovado 11 Valores Matemática Aprovado 16 Valores Multimédia Reprovado Desistiu Planeamento e Controlo de

Gestão Reprovado Reprovado Faltou 5 Valores

Na segunda edição - ano letivo de 2015-2016 – depois de identificados os estudantes em condições de se inscreverem no Programa, os quais foram contactados pela Escola, efetuaram a sua candidatura vinte e quatro estudantes. Destes, 5 estudantes eram do curso de licenciatura em Contabilidade e Finanças (regime diurno), 4 de Contabilidade e Finanças (regime noturno), 2 de Gestão de Recursos Humanos (regime diurno), 1 de Gestão de Recursos Humanos (regime pós laboral), 3 de Marketing, 3 de Gestão da Distribuição e da Logística (regime diurno), 2 de Gestão da Distribuição e da Logística (regime pós laboral) e 4 Gestão de Sistemas de Informação. Estes estudantes inscreveram-se nas UC que se discriminam em seguida:

• Arquitetura de Sistemas de Informação • Auditoria

• Contabilidade Analítica III • Direito do Trabalho • Economia

• Estatística • Fiscalidade II

• Gestão de Compras e Inventários • Gestão de Projetos Informáticos • Gestão do Desempenho

• Gestão Orçamental • Investigação Operacional

• Investigação Operacional Aplicada a GDL • Linguagens de Programação

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D.M. COELHO, S. NUNES /CNaPPES 2016, 435-440 439 • Políticas de Remuneração

• Projeto em Marketing

• Redes e Comunicação de Dados • Relato Financeiro I

• Relato Financeiro II.

No que se refere a resultados, registaram-se 30 aprovações, 6 desistências e 3 reprovações. As classificações variaram entre 5 e 17 valores, tal como consta da Tabela 3.

Tabela 3: Resultados da avaliação e classificação dos estudantes inscritos no Programa de Apoio em 2015-2016

UC Resultado da avaliação Classificação

Arquitetura de Sistemas de

Informação Aprovado 11 (onze) valores Auditoria Aprovado 10 (dez) valores

Aprovado 11 (onze) valores Contabilidade Analítica III Aprovado 16 (dezasseis) valores

Aprovado 15 (quinze) valores Aprovado 17 (dezassete) valores Aprovado 10 (dez) valores Aprovado 14 (catorze) valores Aprovado 16 (dezasseis) valores Economia Reprovado Desistiu

Estatística Reprovado 5 (cinco) valores Aprovado 10 (dez) valores Aprovado 15 (quinze) valores Aprovado 10 (dez) valores Aprovado 10 (dez) valores Aprovado 10 (dez) valores Aprovado 12 (doze) valores Reprovado 6 (seis) valores Reprovado 5 (cinco) valores Fiscalidade II Aprovado 12 (doze) valores Gestão de Compras e Inventários Aprovado 10 (dez) valores Gestão de Projetos Informáticos Reprovado Desistiu

Gestão do Desempenho Aprovado 13 (treze) valores Gestão Orçamental Aprovado 10 (dez) valores

Reprovado Reprovado Investigação Operacional Aprovado 13 (treze) valores Investigação Operacional

Aplicada a GDL Aprovado 10 (dez) valores Reprovado Desistiu Linguagens de Programação Reprovado Desistiu Matemática Aprovado 10 (dez) valores

Reprovado Desistiu Reprovado Desistiu

Políticas de Remuneração Aprovado 14 (catorze) valores Redes e Comunicação de Dados Aprovado 10 (dez) valores Relato Financeiro I Aprovado Aprovado

Relato Financeiro II Aprovado 14 (catorze) valores Aprovado 14 (catorze) valores Aprovado 13 (treze) valores Aprovado 14 (catorze) valores Aprovado 11 (onze) valores

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440 D.M. COELHO, S. NUNES /CNaPPES 2016, 435-440

3 Transferibilidade

Este Programa foi aplicado pela primeira vez no ano letivo 2014-2015, sendo que se realizou uma 2ª edição em 2015-2016, tendo-se registado um acréscimo do número de estudantes inscritos e do número de estudantes que se dirigem aos órgãos de gestão das Escolas e aos docentes, no sentido de lhes ser permitido frequentar o Programa. Embora este possa não ser um bom indicador de transferibilidade, parece-nos que é claramente um indicador de que se adequa às necessidades sentidas pelos estudantes finalistas neste âmbito.

4 Conclusões

Através da análise dos resultados e da reflexão promovida nas escolas parece-nos que, globalmente, o Programa tem proporcionado condições para que os estudantes abrangidos terminem os seus cursos bem como respostas formativas adequadas às dificuldades sentidas.

A maioria dos Responsáveis de UC refere que houve um elevado grau de cumprimento das atividades previstas pelos estudantes. Como dificuldades, os Responsáveis referem pouca disponibilidade dos estudantes para dedicar à UC, carências de competências que deveriam ter sido adquiridas em UC precedentes e período de aplicação do Programa demasiado curto. Os principais aspetos positivos destacados pelos Responsáveis de UC são o sentido de responsabilidade e empenho em cumprir os objetivos, corresponsabilização no desenvolvimento e implementação deste projeto (por parte de docentes e estudantes), possibilidade de dar um apoio mais próximo aos estudantes e de utilizar diferentes metodologias.

Em termos de resultados finais, a maioria dos estudantes obteve aprovação nas UC em que se inscreveu, o que lhes permitiu, deste modo, concluir a sua licenciatura. Haverá que avaliar futuramente a perceção dos estudantes relativamente aos aspetos positivos e dificuldades sentidas, bem como se é adequado o número de UC a que os estudantes se podem inscrever (refira-se que o número de UC em falta para terminar o curso aumentou de duas no primeiro ano de aplicação do Programa para três no presente ano, contudo neste momento ainda não é possível fazer uma avaliação do efeito desta alteração).

5 Referências

Plano Estratégico de Desenvolvimento do Instituto Politécnico de Setúbal, 2016-2018 disponível em em https://www.si.ips.pt/ips_si/web_base.gera_pagina?P_pagina=33902.

Imagem

Tabela 1 : Indicadores das Escolas do IPS relativos a 2014
Tabela 2 : Resultados da avaliação e classificação dos estudantes inscritos no Programa de Apoio  em 2014-2015
Tabela 3 : Resultados da avaliação e classificação dos estudantes inscritos no Programa de Apoio  em 2015-2016

Referências

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