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Relatório de Estágio Profissinal "Aprender a Ensinar Educação Física"

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Academic year: 2021

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Aprender a Ensinar Educação Física

Relatório de Estágio Profissional

Relatório de Estágio Profissional apresentado com vista à obtenção do 2º ciclo de Estudos conducente ao Grau de Mestre em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário (Decreto-lei nº 74/2006 de 24 de março e o Decreto-lei nº 43/2007 de 22 de fevereiro)

Professor Orientador: Professor José Virgílio

Professor Cooperante: Professor Francisco Magalhães

Luís Miguel Almeida de Freitas

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II

Ficha de Catalogação

Freitas, Luís (2014). Aprender a Ensinar Educação Física. Relatório de Estágio. Porto: L. Freitas. Relatório de Estágio Profissional para a obtenção do grau de Mestre em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário, apresentado à Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL; SER PROFESSOR;

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III

Agradecimentos

Ao Professor Orientador, José Virgílio, pela sua disponibilidade, competência e frontalidade, traços singulares do seu caráter que contribuíram para o meu desempenho como professor estagiário.

Ao Professor Cooperante, Francisco Magalhães, pela sua orientação e acompanhamento diários de toda a minha formação neste Estágio Profissional, assim como pela sua capacidade motivacional e dialogante.

À Professora Olga Vasconcelos pela disponibilidade demonstrada e colaboração preciosa na elaboração do projeto de investigação.

À minha família, em especial aos meus pais, pelo acompanhamento e apoio ao longo da vida e, especialmente, nesta etapa tão importante para mim. Pelo carinho, amor, incentivo e apoio que foram uma constante, assim como pelo encorajamento e força que me deram para obter, com êxito, esta minha formação académica.

À minha namorada, Diana, por todo o amor, carinho, amizade, mas acima de tudo pela compreensão que demonstrou nos momentos mais difíceis e de desânimo.

Ao meu melhor amigo e irmão para a vida, Antony, pela longa amizade e pelas gargalhadas que sempre me proporciona.

Aos colegas de estágio, Dine e Zé, pela cooperação, partilha de conhecimentos e ideias e sobretudo pela amizade que deu força e união a este Núcleo de Estágio.

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IV

Aos alunos da turma do 11º CSE1, pelo convívio, pelo constante desafio

que constituíram enquanto turma e por terem feito parte desta etapa da minha vida.

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V

Índice

Agradecimentos ... III Resumo ... XIII Abstract ... XV Lista de Abreviaturas ... XVII

1. Introdução ... 1

2. Dimensão Pessoal... 5

2.1 Expectativas ... 6

2.2. Entendimento do estágio Profissional ... 7

3. Enquadramento institucional e da prática profissional ... 9

3.1. Contexto legal, institucional e funcional do estágio profissional ... 9

3.2. A escola como instituição ... 11

3.3. Identificação da Escola ... 11 3.4. Caracterização da Escola ... 13 3.4.1. Corpo Discente ... 14 3.4.2. Corpo Docente ... 15 3.4.3. Instalações Desportivas ... 16 3.4.4. Inventário do Material ... 18

3.4.5. Material de Primeiros Socorros ... 22

3.5. Caracterização da turma ... 23

3.6. Profissão: ser Professor! ... 24

4. Realização da prática profissional ... 27

4.1. Área 1 – Organização e Gestão do Ensino e da Aprendizagem ... 27

4.1.1. Conceção ... 27 4.1.2. Planeamento ... 28 4.1.2.1. Planeamento anual ... 29 4.1.2.2. Unidades didáticas ... 32 4.1.2.3. Planos de aula ... 33 4.1.3. Realização ... 36

4.1.3.1. Comunicação vs instrução... um problema? ... 37

4.1.3.2. Professor ou Gestor? ... 40

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VI

4.1.4. Avaliação ... 44

4.2. Área 2 e 3 – Participação na escola e relação com a comunidade... 49

4.2.1. XicOlimpíadas ... 49

4.2.2. I Xico Handball School... 52

4.2.3. Reunião de Avaliação do 1º período – o papel do diretor de turma ... 53

4.2.4. II Xico Handball School ... 54

4.2.5. Aulas no Jardim de Infância de Santa Luzia ... 56

4.3. Área 4 – Desenvolvimento Profissional ... 57

4.3.1. Estudo – A importância da coordenação motora e da sua avaliação ... 57

I- Introdução ... 57

II- Revisão da Literatura ... 59

III- Objetivos ... 63

IV- Material e Métodos ... 64

V- Resultados ... 70

VI- Discussão dos resultados ... 72

VII- Conclusão ... 75

VIII- Bibliografia ... 76

5. Considerações Finais ... 81

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VII

Índice de Ilustrações

Ilustração 1 - Escola Secundária Francisco de Holanda ... 14

Ilustração 2 - Pavilhão Polidesportivo ... 16

Ilustração 3 - Espaço 1 ... 16

Ilustração 4 - Espaço 2 ... 16

Ilustração 5 - Espaço 3 ... 16

Ilustração 6 - Auditório ... 17

Ilustração 7 - Campo de basquetebol exterior ... 17

Ilustração 8 - Pista de atletismo exterior ... 17

Ilustração 9 – Estádio D. Afonso Henriques ... 17

Ilustração 10 – Balneários ... 18

Ilustração 11 – Sala do dep.de Ed. Física ... 18

Ilustração 12 - Arrecadação ... 18

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IX

Índice de Quadros

Quadro 1- Nº Total de turmas da Escola ... 14

Quadro 2 - Turmas Ensino Secundário, Profissional ... 15

Quadro 3 - População Docente ... 15

Quadro 4 - Inventário do material ... 18

Quadro 5 - Materiais Específicos das Modalidades ... 20

Quadro 6 - Material Diverso ... 21

Quadro 7 - Material de Primeiros Socorros ... 22

Quadro 8 - Caracterização da Amostra por idades e sexos. Número de sujeitos, percentagens relativas e percentagens totais. ... 64

Quadro 9 - Caracterização das provas do Teste M ABC -2 para a banda de idade 1: habilidades motoras e descrição das provas ... 66

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XI

Índice de Tabelas

Tabela 1 – Destreza Manual, Atirar e Agarrar, Equilíbrio e Resultado Total obtidas através do M ABC – 2 para o sexo masculino e feminino. Média, desvio padrão, valores de z e de p. ... 70

Tabela 2 - Destreza Manual, Atirar e Agarrar, Equilíbrio e Resultado Total obtidas através do M ABC – 2 para a idade quatro e cinco anos. Média, desvio padrão, valores de z e de p. ... 70

Tabela 3 - Destreza Manual, Atirar e Agarrar, Equilíbrio e Resultado Total obtidas através do M ABC – 2 para o domínio motor (fraco, suficiente e bom). Média, desvio padrão, valores de z e de p. ... 71

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XIII

Resumo

O presente trabalho pretende expor o produto final de uma etapa que corresponde ao trajeto desenvolvido durante o estágio profissional, unidade curricular inserida no 2ºciclo de estudos conducente ao grau de Mestre em Ensino de Educação Física nos Ensinos Básicos e Secundário, que decorreu na Escola Secundária Francisco de Holanda, em Guimarães, durante o ano letivo de 2013/2014. O término de um estágio profissional é um momento crucial para se proceder à análise e ponderação de todo o trabalho desenvolvido, examinar os pontos positivos e as lacunas existentes e avaliar o nosso desempenho no sentido de se melhorarem as competências enquanto docentes. Deste modo, a reflexão apresentada é o corolário de todos estes pressupostos e que considerei adequado dividir nos seguintes tópicos: (1) Introdução; (2) Dimensão Pessoal; (3) Enquadramento Institucional e da Prática Profissional; (4) Realização da Prática Profissional; e (5) Considerações Finais. De forma sucinta, a Introdução apresenta os objetivos do presente relatório alusivo ao estágio profissional, a sua contextualização geral e respetiva organização do seu conteúdo; na Dimensão Pessoal é referida a história pessoal e as expectativas acerca do estágio profissional; o tópico Enquadramento da Prática Profissional é dedicado especificamente à caracterização do contexto da prática pedagógica; a Realização da Prática Profissional está organizada segundo as três áreas de desempenho previstas nas Normas Orientadoras do Estágio Profissional da Faculdade de Desporto da

Universidade do Porto: Área 1 – Organização e Gestão do Ensino e da

Aprendizagem –, Área 2 e 3 – Participação da Escola e Relações com a Comunidade –, e a Área 4 – Desenvolvimento Profissional – em que se insere o nosso estudo investigação-ação; nas Considerações Finais sintetizámos o contributo deste trabalho e como perspetivamos o nosso futuro.

PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL; SER PROFESSOR;

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XV

Abstract

The present work intends to expose the final product of a stage that corresponds to the path developed during the internship, course inserted in then second cycle of studies leading to the Master degree in Physical Education Teaching, which took place in Escola Secundária Francisco de Holanda, during the school year 2013/2014. The end of a professional internship is a crucial moment to proceed to an analysis and ponderation of all the developed work, examine the positive points and the existing gaps and evaluate our performance in order to improve the competences as teachers. Thus, the shown reflection is the corollary of all these assumptions and that I considered appropriate to divide in the following topics: (1) Introduction; (2) Personal Dimension; (3) Professional Practice Framework; (4) Professional Practice Performance; and (5) Final Considerations. Succinctly, the Introduction presents the objectives of the current report alluding to the professional internship, its general context and respective organization of its content; in the Personal Dimension it’s referred the personal history and the expectations about the professional internship; the Professional Practice Framework topic is specifically dedicated to the context of pedagogical practice characterization; The Professional Practice Performance is organized according to the three performance areas foreseen in the Faculty of Sport of Oporto University professional internship guidelines: Area 1 –

Teaching and Learning Organization and Management –, Area 2 and 3 –

School Participation and Community Connections –, and Area 4 – Professional Development – in which it’s inserted our action-research study; in the Final Considerations we synthesize the contribution of this work and our perspective about the future.

KEY-WORDS: PROFESSIONAL INTERNSHIP; BEING TEACHER; MOTOR

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XVII

Lista de Abreviaturas

ESFH – Escola Secundária Francisco de Holanda EP – Estágio Profissional

FADEUP – Faculdade de Desporto da Universidade do Porto MABC – Movement Assessment Battery for Children

NE – Núcleo de Estágio

PA – Plano de Aula

PC – Professor Cooperante

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1. Introdução

O presente trabalho insere-se no âmbito do Estágio Profissional, efetuado na área do ensino da Educação Física, o qual pode ser encarado como um momento fundamental e indispensável para a formação inicial de professores, uma vez que vai permitir o desenvolvimento de competências ao nível do saber fazer.

O Estágio Profissional corresponde à fase de ligação do jovem professor ao contexto real de trabalho, permitindo-lhe o contacto direto com a dinâmica da ação, a aprendizagem a partir do erro, a construção/consolidação de saberes, o desenvolvimento da capacidade de refletir, o desenvolvimento da

relação pedagógica e ainda a mediação entre o profissional e a sua ação.

Deste modo, o estágio surge como a oportunidade de unificar as várias disciplinas que constituíram a componente académica do curso, através da sua articulação com situações reais. Segundo Franco e Machado (1993) cit. por Ruas (2001), é no estágio pedagógico que o professor-estagiário vai pôr em prática tudo aquilo que aprendeu e comprovar em que medida esta nova etapa o afeta tanto a nível profissional como pessoal.

De facto, é através do estágio que o aluno, agora professor, compara a teoria com a prática e pode aplicar, no contexto real, os conhecimentos adquiridos ao longo da sua formação académica. É neste contexto que o professor estagiário vai enfrentar o seu maior desafio, já que a atividade docente não exige apenas formação científica, mas também requere a capacidade de estabelecer relações interpessoais com os educandos, o

cumprimento dos conteúdos programáticos, a identificação de

constrangimentos e respetivas soluções, a (re) definição de estratégias e planificações, a adequação de métodos e a articulação com outras áreas disciplinares, de modo que sejam cumpridos os objetivos delineados e se contribua para o sucesso educativo dos discentes. O professor dos nossos dias acumula múltiplas tarefas e responsabilidades e, além de um profissional

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competente, deve ser participativo e envolver-se nas atividades da escola e respetiva comunidade educativa.

A educação tem, sem qualquer dúvida, um papel fundamental no desenvolvimento da sociedade, por isso o professor assume um importante papel nesta tarefa, complementando um processo que tem o seu início no seio familiar, como refere Teixeira (1993) cit. por Ferreira (2009), o professor apesar de não ser o centro do sistema educativo, pois esse lugar cabe ao aluno, é uma peça fundamental para tornar a educação melhor e através dela o País. Mas se consideramos o professor como uma peça fundamental do sistema de ensino, como um criador educativo, temos que o considerar, também, como uma pessoa com as suas angústias, necessidades, incertezas, alegrias, sensibilidades pois, o que hoje lhe é exigido implica, cada vez mais, força, sabedoria e criatividade.

Neste âmbito, o Estágio Profissional apresenta-se imprescindível para complementar a formação pessoal e profissional do futuro docente, tornando-o consciente do “mundo” que vai encontrar e capaz de enfrentar vitoriosamente todos os desafios ocasionados pela atividade docente. Ser professor não é apenas ensinar as crianças mas, como diz Dias (2009) cit. por Ferreira (2009, p.9), é “criar condições para que elas próprias se tornem capazes e procurem crescer em todas as dimensões”. Eis o grande desafio do professor!

No sentido de dar seguimento aos objetivos deste trabalho, urge referir que o documento tem como finalidade pôr em evidência as aprendizagens efetuadas, os saberes consolidados, os progressos alcançados, em suma, pretende transmitir o humilde testemunho de uma experiência única e irrepetível que foi o Estágio Pedagógico. Assim, o corpo do documento estruturar-se-á em três capítulos: Dimensão Pessoal, Enquadramento Institucional e da Prática Profissional e Realização da Prática Profissional.

No primeiro capítulo serão apresentados os meus dados biográficos como forma de dar a conhecer um pouco do meu percurso de vida e também serão referidas as expectativas acerca do Estágio Profissional; o segundo momento do trabalho será dedicado à caracterização do contexto da prática pedagógica; o último capítulo será organizado de acordo com as três áreas de

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desempenho previstas nas Normas Orientadoras do Estágio Profissional: Organização e Gestão do Ensino e da Aprendizagem, Participação da Escola e Relações com a Comunidade e Desenvolvimento Profissional – em que se insere o estudo de investigação-ação.

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2. Dimensão Pessoal

“Começo a conhecer-me. Não Existo. Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram. Ou metade desse intervalo porque também há vida... Sou isso, enfim...” (Álvaro de Campos, 1944)

O meu nome é Luís Miguel Almeida de Freitas, tenho 22 anos, nasci no dia 21 de Agosto de 1991 e sou natural da freguesia de Azurém (Guimarães).

No presente ano letivo frequento o 2º Ano do 2º Ciclo em Ensino de Educação Física e Deporto nos Ensinos Básico e Secundário na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (FADEUP) e estou a realizar o estágio profissional (EP) na Escola Secundária Francisco de Holanda (ESFH), em Guimarães.

Resido com os meus pais e irmã na freguesia de Mesão Frio, nos arredores de Guimarães. Um sítio pacato e sossegado oposto do que se verifica no centro da cidade, onde vivi na minha infância até cerca dos 10 anos. Desde que me conheço que sempre tive uma enorme paixão pelo desporto, mas mais ainda pelo futebol levando-me a começar a praticar a modalidade até aos dias de hoje. Infelizmente, por motivos pessoais e depois uma experiência menos boa no início desta época, optei por este ano me afastar dos “relvados” dando total atenção ao EP. Sempre dei mais atenção aos estudos do que ao futebol, e a prova disso é que nunca reprovei a nenhuma disciplina em todo o meu percurso escolar e com apenas 22 anos estou em vias de obter o grau de mestre em Ensino da Educação Física.

Frequentei a licenciatura em Ciências do Desporto na FADEUP, instituição essa onde também frequento o supramencionado mestrado e pela qual tenho e terei sempre grande carinho e apreço.

Relativamente ainda ao futebol, em termos de prática da modalidade, representei a Academia de Futebol Fair Play onde comecei a jogar aos 11 anos, passando pelo Grupo Desportivo União Torcatense e Sport Clube Senhora da Hora. Desempenhei também já o cargo de treinador adjunto na

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equipa de sub-11 do Sport Comércio e Salgueiros, no âmbito da metodologia de treino desportivo de futebol.

Considero-me uma pessoa alegre, com sentido de humor, personalidade muito própria e com objetivos bem delineados. Tento sempre fazer e dar o meu melhor em tudo aquilo em que me envolvo, contudo por vezes peco pelo excesso de zelo naquilo que faço, algo que vou tentar corrigir sendo mais ponderado.

2.1 Expectativas

Antes de tecer uma opinião sobre o que espero do meu EP, parece-me importante ressalvar primeiramente o papel de todos os seus intervenientes: alunos, grupo disciplinar de Educação Física, núcleo de estágio (NE), o Professor Cooperante (PC) e o Professor Orientador (PO) da Faculdade. É através de todos eles de que vai depender, essencialmente, o meu sucesso este ano, uma vez que cada vez mais o ensino se insere numa esfera cooperativa em que todos devem caminhar no mesmo sentido. A ideia do trabalho autónomo e isolado de tudo o resto é descurada e surgem as comunidades de prática (Nóvoa, 2009) em que a “mesma equipa educativa se envolve na conceção e desenvolvimento de um projeto comum” (Leite, 2001, p.5).

Focando-me agora nos alunos, espero encontrar alunos participativos e interventivos, disciplinados e colaboradores, mas acima de tudo motivados para a prática da Educação Física. Quero estabelecer uma relação de proximidade mas sempre mantendo a distância professor-aluno evitando faltas de respeito e indisciplina, e que os mesmos tenham prazer em frequentar a disciplina aplicando-se ao máximo para alcançar boas notas.

Quanto ao grupo de Educação Física espero encontrar um conjunto de docentes afáveis, simpáticos e disponíveis para ajudar. Tentarei chegar sempre que possível juntos dos mesmos no sentido de partilhar dúvidas e encontrar

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soluções e conselhos, e que com as suas experiências me possam enriquecer a minha atuação como docente.

O NE, constituído por mim e pelos estagiários Dine Mazri e José Silva, uma vez que já os conheço do 1º ano de mestrado tenho a certeza que formaremos um bom grupo, trabalhando em conjunto em prol dos mesmos objetivos. Teremos de estar unidos, quer nos bons quer nos maus momentos, pois só assim se formará um grupo forte e coeso.

Do PC, espero alguém que com a sua experiência e conhecimentos facilite a minha integração na escola e consequente relacionamento com a turma, e com isto refiro-me ao meu papel como professor. Tenho a certeza que será estabelecida uma boa relação, de confiança e amizade que terá os seus frutos. Por último, sobre o PO da Faculdade, espero que me auxilie no trabalho que é realizado fora da escola e aquele que é requerido pela faculdade, sabendo de antemão que será uma relação mais distante que com o PC que nos acompanhará quase diariamente.

2.2. Entendimento do estágio Profissional

“O Estágio Profissional entende-se como um projeto de formação do estudante com a integração do conhecimento proposicional e prático necessário ao professor, numa interpretação atual da relação teoria prática e contextualizando o conhecimento no espaço escolar.” (Matos, 2013, p.3)

Uma nova etapa na minha vida e um novo desafio, assim encaro o EP. Sinto-me motivado e expectante relativamente às possibilidades que o mesmo me poderá proporcionar no futuro. Para tal conto tanto com a cooperação dos meus colegas de estágio como com o apoio e os conselhos do PC e do PO.

Envolvo-me nesta etapa com responsabilidade, dedicação e tenacidade para que, no final deste ano letivo, possa afirmar que enriqueci os meus conhecimentos e capacidades. Neste sentido, procurarei aplicar os conhecimentos adquiridos em anos anteriores, testá-los, melhorá-los,

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desenvolver novas competências, novos métodos tornando esta experiência como uma mais-valia.

Entendo o estágio como uma oportunidade mais complexa do que o “simples” facto de lecionar aulas, é uma oportunidade de aperfeiçoamento de capacidades, de tomada de decisões e acima de tudo de reflexão constante. É importante a reflexão e crítica recorrente pois só assim se pode afigurar uma melhoria naquilo que somos e a que nos propomos.

Segundo Matos (2013, p.3) o EP entende-se como um “projeto de formação” que tem como objetivo “a formação do professor profissional, promotor de um ensino de qualidade; um professor reflexivo que analisa, reflete e sabe justificar o que faz em consonância com os critérios do profissionalismo docente e o conjunto das funções docentes entre as quais sobressaem funções letivas, de organização e gestão, investigativas e de cooperação”, como tal ser professor é muito mais do que aquilo que a componente prática pede.

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3.

Enquadramento institucional e da prática profissional

“A situação de estágio, em contexto real de prática profissional, constitui uma peça fundamental da estrutura formal de socialização inicial da profissão” Batista e Queirós (2013, p.47)

3.1. Contexto legal, institucional e funcional do estágio profissional

O EP enquadra-se no plano de estudos do segundo ciclo de estudos conducente ao Grau de Mestre em Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundário. Tem como premissa a integração no exercício da vida profissional de forma progressiva e orientada, através da prática de ensino supervisionada em contexto real, desenvolvendo as competências profissionais que promovam nos futuros docentes um desempenho crítico e reflexivo, capaz de responder aos desafios e exigências da profissão.

A iniciação à prática profissional do ciclo de estudos conducente ao grau de mestre em Ensino da Educação física da FADEUP integra o EP – prática de ensino supervisionada e o Relatório de Estágio, regendo-se pelas normas da instituição universitária e pela legislação específica acerca da habilitação profissional para a docência.

A estrutura e funcionamento do EP consideram os princípios decorrentes das orientações legais nomeadamente as constantes do Decreto lei nº 74/2006 de 24 Março e do Decreto-lei nº 43/2007 de 22 Fevereiro e têm em conta o Regulamento Geral dos segundos ciclos da Universidade do Porto, o Regulamento geral dos segundos ciclos da FADEUP e o Regulamento do curso de Mestrado em Ensino da Educação Física.

Associadas a um ensino da Educação Física e Desporto de qualidade estão as competências profissionais, que se reportam ao perfil geral de desempenho do Educador e do Professor consagrado no Decreto-lei

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nº240/2001 de 17 de Agosto e organizam-se nas seguintes áreas de desempenho:

I. Organização e Gestão do Ensino e da Aprendizagem II. Participação na Escola

III. Relação com a comunidade IV. Desenvolvimento profissional

A avaliação do EP, segundo o artigo 10º do regulamento da respetiva unidade curricular, estará associada a um desempenho profissional crítico e reflexivo apoiado na ética profissional em que a disponibilidade para o trabalho de equipa, o sentido de responsabilidade, a assiduidade, a pontualidade, a apresentação e a conduta pessoal adequadas na Escola serão privilegiadas. Será ainda dada ênfase às competências pedagógicas, didáticas e científicas do estagiário.

No que concerne às competências do EP está obviamente inerente o exercício de todas as funções que o Professor de Educação Física desempenha bem como o cumprimento de todas as tarefas previstas pelos documentos orientadores do EP. O estagiário deverá ainda participar de forma ativa nas reuniões e sessões de natureza científica cultural e pedagógica realizadas na Escola ou Faculdade. Pretende-se assim uma integração total do estagiário no exercício da vida profissional.

Ao nível do funcionamento o EP decorrerá durante os terceiro e quarto semestres do 2º ciclo de estudos, sendo que as atividades do EP se iniciam no dia 2 de Setembro e prolongam-se até ao final do ano letivo das escolas básicas e secundárias onde se realiza o EP.

Aliando o objetivo do EP com o objetivo de nos tornarmos Professores, seremos capazes de incutir nos alunos o gosto pela disciplina de Educação Física que, apesar de obrigatória até ao 12º ano, deixou de contar para a média de acesso ao ensino superior.

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3.2. A escola como instituição

Enquanto instituição social, a escola assumiu ao longo da sua existência diferentes concretizações sócio históricas que vão desde a sua realização inicial como instituição familiar e como instituição militar, passando pelo desenvolvimento de uma escola enquanto instituição religiosa para, mais tarde, se transformar em instituição do estado.

A Escola, como instituição, é hoje um espaço pluridisciplinar de vital importância para toda a sociedade uma vez que, segundo Rosado e Mesquita (2011, p.21) a mesma “é, hoje, local de encontro de culturas”, sendo que “essa realidade torna necessária uma pedagogia para a diversidade”, e neste aspeto a Escola tem um papel fundamental.

Se considerarmos a educação como um processo contínuo que acompanha, assiste e marca o desenvolvimento do indivíduo, e que envolve a preservação e a transmissão da herança cultural, rapidamente se deduz a importância que o sistema educativo, em geral, e a escola, em particular, assumem na socialização e perpetuação da cultura. De facto, a educação escolar desempenha um papel de sociabilização, contribuindo para a interiorização pelo indivíduo dos valores da sociedade. É neste sentido que a escola constitui uma instituição de primeira linha na constituição de valores que indicam os rumos pelos quais a sociedade trilhará o seu futuro.

Em suma, a Escola, tal como o saber e o conhecimento, está em constante evolução e atualização a todos os níveis. Isto em benefício de um ensino de melhor qualidade, que seja capaz de atender às necessidades da sociedade e que se quer inclusiva para todos.

3.3. Identificação da Escola

A realização do meu EP decorreu na Escola Secundaria Francisco de Holanda, situada na cidade de Guimarães. Segundo Dr. José Craveiro, pelo “Decreto de 20 de Dezembro de 1864, foram criadas as três primeiras Escolas Industriais do País: em Guimarães, Covilhã e Portalegre (com três graus:

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elementar, secundário e complementar), tornando-se uma das escolas mais antigas do País”.

Hoje é uma escola que, através do programa de remodelação do Parque Escolar, sofreu inúmeras modificações no sentido de proporcionar aos alunos um espaço novo com melhores condições fomentando um ensino de qualidade.

O grupo disciplinar de Educação Física é constituído por 13 professores e 9 professores estagiários, distribuídos por 3 núcleos de estágio (FADEUP e Universidade do Minho (UM) – 2 núcleos). A sua distribuição está assim definida: 3 estagiários da FADEUP; 6 estagiários da UM (três a comporem um NE e os outros três a comporem outro). Como orientador do NE, tenho o professor Francisco Magalhães que foi preponderante para a nossa integração na escola. Com ele ficamos a conhecer as instalações, parte do pessoal docente e não docente e, de forma particular, os professores que constituem a Direção da Escola.

Os espaços designados para a lecionação das aulas de Educação Física, local da aplicação da minha prática pedagógica, são três: o pavilhão, o espaço exterior e o auditório. Destaco, igualmente, a existência de oito balneários, o que oferecem condições ideais para os alunos, sobretudo, para uma maior rapidez no tempo dedicado para a preparação para a aula (equipar) e para uma maior organização no cuidado com a higiene pessoal.

No que respeita a ocupação dos espaços, esta é determinada pelo “roulement”, documento de gestão e designação do espaço de aula para cada professor. Os mesmos deveram, deste modo, delinear as suas aulas, tendo em conta o “roulement”, ajustando o plano de acordo com o espaço que lhe é atribuído. Não posso deixar de realçar, um aspeto negativo no meu entender, que se refere às dimensões do espaço de aula no pavilhão, uma vez que durante as minhas aulas todos os espaços existentes estarão ocupados ficando disponível apenas um desses mesmos espaços a cada professor (no caso e contado comigo seremos 5). Outra questão pertinente é que no auditório não é permitido o uso de bolas.

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3.4. Caracterização da Escola

A ESFH, criada em 1864, só entrou em funcionamento vinte anos depois, em 1884, como Escola de Desenho Industrial, em instalações provisórias situadas na Rua de Paio Galvão. De referir que, na origem da criação da escola, esteve um movimento favorável ao desenvolvimento industrial e comercial da região, que teve a sua maior expressão na realização da Exposição Industrial.

A Escola é o resultado de uma reivindicação local, na qual se podem identificar valores de autonomia, de afirmação das capacidades endógenas da sub-região, de irreverência, de justiça social, de desenvolvimento, valores que a Instituição sempre preservou e que ostenta, ainda hoje, com orgulho e vontade de vencer o futuro.

Durante muito tempo, enquanto Escola Técnica, a escola preparou gerações de profissionais de qualidade, particularmente nas áreas da eletricidade, têxtil, mecânica, desenho industrial, contabilidade e escritório, verdadeira vantagem competitiva e comparativa de que o nosso tecido económico usufruiu durante décadas a fio.

Já em plena década de 80, foi nesta escola que o Ministro José Augusto

Seabra lançou os reclamados cursos técnico – profissionais, uma tentativa de

resposta aos repetidos pedidos dos agentes económicos para que o ensino secundário voltasse a formar quadros intermédios.

O ritmo da evolução económica e social, dos anos 60 até à atualidade, sem precedentes na história da humanidade, alteraram profundamente todo o enquadramento em que assentaram até aí as reformas e os ajustamentos das estruturas e organizações em que se sustentava a Sociedade. Questionou-se a vida, o papel do homem, a revolução tecnológica, a escola, a função da escola, o ensino e a formação.

Por todo o mundo, a partir dos anos 80, a reforma do ensino constituiu preocupação primeira de todos os governos. Também em Portugal se iniciou uma reforma que apelou à cooperação de todos e que, no início, entusiasmou e granjeou a adesão coletiva.

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Com ela, surgiram, em 1989, os cursos tecnológicos, vocacionados para a vida ativa, a par com os cursos gerais, orientados para o prosseguimento de estudos.

Como sempre, esta escola é recetiva à mudança, com a vontade de perscrutar os ventos do futuro e acompanhar o ritmo alucinante da evolução científica e tecnológica, colocando sempre a Pessoa como centro da Escola e do Mundo.

A ESFH é uma escola de ensino oficial pública, situada na Alameda Dr. Alfredo Pimenta da freguesia de S. Paio, concelho de Guimarães, que por sua vez pertence ao distrito de Braga.

Nas suas proximidades encontramos um posto de polícia, um hospital, um centro de saúde, o estádio D. Afonso Henriques e ainda um quartel de bombeiros.

É circundada predominantemente por residências e espaços comerciais e encontram-se nas proximidades algumas zonas verdes.

3.4.1. Corpo Discente

A escola tem um total de 64 turmas sendo 50 de ensino normal (diurno), 1 de curso vocacional e 13 do ensino profissional. No Quadro seguinte, apresento o n.º de turmas do ensino secundário, do curso vocacional e ensino profissional:

Quadro 1- Nº Total de turmas da Escola

Anos Turmas

10º; 11º e 12º 50

Curso vocacional (9ºVoc) 1

Ensino Profissional 13

Total 64

Ilustração 1 - Escola Secundária Francisco de Holanda

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No Quadro seguinte encontram-se os valores referentes às turmas do ensino secundário, do ensino profissional e do curso vocacional, divididos por anos.

Quadro 2 - Turmas Ensino Secundário, Profissional

Curso 10º Ano 11º Ano 12º Ano Total

Ciências Tecnológicas 8 11 7 26

Artes Visuais 2 2 2 6

Ciências Sócio- Económicas 2 2 2 6

Línguas e Humanidades 4 5 3 12

Curso Vocacional 1 1

Ensino Profissional 4 4 5 13

Total 21 24 19 64

De acordo com o Quadro 2, pode constatar-se que o ano que tem mais turmas é o 11º ano. O curso que é frequentado pela maioria dos alunos, com grande diferença relativamente aos restantes, é o curso de Ciências e Tecnologias. Pode-se ainda verificar que a escola tem 13 turmas do Ensino Profissional, sendo a maioria no 11º ano. Esta escola tem atualmente 1 turma no curso vocacional.

3.4.2. Corpo Docente

Relativamente ao corpo docente apresentámos, de seguida, uma tabela ilustrativa da divisão por Género.

Quadro 3 - População Docente

Feminino Masculino Total

(34)

16 3.4.3. Instalações Desportivas

Pavilhão Polidesportivo

Após as obras de remodelação, a escola tem ao seu dispor desde o ano letivo anterior, um novo pavilhão polidesportivo, dividido em 3 espaços, com 3 professores e simultâneo a lecionar.

Este pavilhão conta com ótimas condições para a prática desportiva. Neste pavilhão poderão realizar-se aulas de Futsal, Voleibol, Basquetebol, Andebol, Bitoque Rugby, Badminton, Karaté, Ginástica Acrobática/ de Solo/ de Aparelhos, Dança e Atletismo.

Auditório:

O auditório é um espaço polivalente também utilizado como instalação desportiva, onde apenas um professor estará a lecionar por bloco. Devido às condições do espaço apenas poderá ser abordado modalidades como Dança,

Karaté,Judo e Ginástica (solo, aparelhos e acrobática).

Ilustração 2 - Pavilhão Polidesportivo

Ilustração 5 - Espaço 3 Ilustração 3 - Espaço 1 Ilustração 4 - Espaço 2

(35)

17

Espaço exterior:

O espaço exterior contém uma caixa de saltos (comprimento e triplo salto), três pistas de velocidade, um mini campo de Basquetebol com 2 tabelas. Neste espaço é possível lecionar Atletismo, Basquetebol, Bitoque.

Relativamente aos espaços exteriores, os alunos e professores da escola podem também utilizar o circuito junto ao estádio D. Afonso Henriques para realizar as suas aulas, nomeadamente as de Atletismo.

Ilustração 6 - Auditório

Ilustração 9 – Estádio D. Afonso Henriques Ilustração 8 - Pista de atletismo exterior

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18

Após a construção deste novo pavilhão, os alunos da ESFH passaram a ter à sua disposição excelentes instalações para a realização das aulas de Educação Física e de outras atividades físicas, bem como de excelentes condições relativamente ao material disponibilizado, armazenado na arrecadação e contamos também com ótimos balneários. Quanto aos professores, além destas condições, têm também ao seu dispor uma sala dedicada ao departamento de Educação

Física.

3.4.4. Inventário do Material

Quadro 4 - Inventário do material

Material (designação)

Estado de Conservação Total

Bom Médio Mau

Balizas de Andebol/Futsal (oficial alumínio) 2 2 Balizas miniandebol/Futsal (n/oficiais) em PVC 8 8 Redes de baliza Andebol/Futsal (fio polipropileno) 2 2 Postes Voleibol telescópico p/ competição 6 6 Postes Voleibol (alumínio Alta Competição) 2 2 Proteção aos postes de Voleibol de alta competição 2 2 Proteção aos postes de Voleibol c/ guincho 3 3 Proteção aos postes de Voleibol s/ guincho 3 3

Ilustração 10 – Balneários

Ilustração 11 – Sala do dep.de

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19

Redes de Voleibol 5 1 2 8

Poste de Voleibol (competição c/rodas- alumínio 2 2

Pódio p/juiz árbitro de Voleibol 1 1

Postes de Badmínton (auto-estável p/competição) 2 2

Rede de Badmínton 1 3 4

Postes de Corfebol telescópico p/ competição 4 4 Postes de Ténis metálico (Competição oficial) 2 2 Rede de Ténis (com banda superior em PVC) 1 1

Guia central para rede de Ténis 1 1

Cortinas divisórias com sistema de recolha manual 2 2

Tabelas Basquetebol (Electro) 2 2

Carros Minibasquetebol c/ aro fixo 6 6

Carro transporte trave olímpica 1 1

Carro transporte Paralelas simétricas 1 1

Proteção frontal tabela Street-Basquet portátil 4 2 6

Carros de transporte de bolas 2 2

Carro de transporte de bolas e postes Voleibol 1 1

Carro de transporte de arcos 1 1

Carro de transporte de colchões na horizontal 1 1

Mini Trampolim de molas 2 2 4

Trampolim em mousse (120x60x25) 3 3

Paralelas dupla utilização 1 1

Plintos/Cavalos (lona de PVC) 2 2

Plinto madeira c/8 caixas, carro e cabeça em pele 2 2

Trampolim Reuther/SPIETH 2 2

Cavalos de saltos (oficial competição) 2 2

Colchões de queda (300x200x30) anti-derrapante 6 6

Colchões de queda 2 2

Tapetes Gímnicos (azuis) 10 10

Tapetes Ginástica (mousse e PVC-2x1x0,05) 60 60 Tapetes desdobráveis PVC (6.00x1.00x0.55m) 10 10

Colchões monobloco (200x100x50 cm) 2 2

Postes Salto em altura em alumínio p/ Atletismo 2 2 Fasquia salto em altura (fibra vidro c/ 4 metros) 1 1 Fasquia de espuma (mousse) e elástico p/ Atletismo 1 1 Blocos de partida (iniciação p/ Atletismo 8 8 Barreiras de Atletismo (competição-5 alturas) 4 4

Bolas de Voleibol 50 14 64

Bolas de Futsal 19 18 37

Bolas de Andebol 12 31 43

Bolas de Rugby 27 4 31

(38)

20

Bolas de Corfebol 10 10

Raquetes de Badmínton 32 28 60

Volantes de Badmínton (caixas 6 unidades nylon) 2 1 10 13 Volantes de Badmínton (caixas 12 unidades penas) 5 5

Sticks Hóquei de sala 28 28

Balizas Hóquei (n/oficiais) em PVC 4 4

Bolas de Hóquei de sala 18 18

Raquetes de Ténis de mesa 30 30

Bolas de Ténis de mesa 25 25

Bola de Goal Ball 1 1

Cronómetros 3 1 4

Sinalizadores ( lotes 40 unidades) 5 5

Sacos transporte de bolas 6 2 8

Fita métrica 1 1 Compressor 1 1 Testemunhos (estafetas) 16 3 19 Aparelhos de música 1 2 3 Colunas de som 2 2 Cordas de Rítmica 10 10 6 26 Bolas de G. Rítmica 23 23 Arcos de G. Rítmica 27 23 39 Bolas medicinais 2 Sacos de valores 10 5 15 Coletes 55 55

Recursos Materiais Específicos das Modalidades

Quadro 5 - Materiais Específicos das Modalidades

Modalidades Material Total

Voleibol Bolas 64

Postes Voleibol telescópico p/ competição 6 Postes Voleibol (alumínio Alta Competição) 2 Poste de Voleibol (competição c/rodas- alumínio 2 Proteção aos postes de Voleibol de alta competição 2 Proteção aos postes de Voleibol c/ guincho 3 Proteção aos postes de Voleibol s/ guincho 3

Redes de Voleibol 8

Pódio p/juiz árbitro de Voleibol 1 Carro de transporte de bolas e postes Voleibol 1

Marcadores de pontuação 2

Basquetebol Bolas 35

Tabelas Basquetebol (Electro) 2

Carros Minibasquetebol c/ aro fixo 6 Proteção frontal tabela Street-Basquet portátil 6

Andebol Bolas 43

Balizas de Andebol (oficial alumínio) 2 Redes baliza Andebol ( fio polipropileno) 2

(39)

21

Futsal Bolas 37

Balizas de Futsal (oficial alumínio) 2 Redes de baliza Futsal (fio polipropileno) 2

Badminton Volantes ( 12caixas X 6 un. Nylon + 5 caixas 12 un. Penas ) 3+5

Raquetes 60

Postes de Badminton (auto-estável p/competição) 2

Rede de Badminton 4

Goal Ball Bola 1

Rugby Bolas 31

Corfebol Bolas 10

Postes de Corfebol telescópico p/ competição 4

Ténis de Mesa Raquetes 30

Bolas 25

Ténis Postes de Ténis metálico (Competição oficial) 2

Rede de Ténis (com banda superior em PVC) 1

Guia central para rede de Ténis 1

Hóquei de Sala Sticks 1

Bolas 28

Atletismo Testemunhos 19

Barreiras 8

Postes Salto em altura em alumínio p/ Atletismo 2 Fasquia de espuma (mousse) e elástico p/ Atletismo 1 Fasquia salto em altura (fibra vidro c/ 4 metros) 1 Blocos de partida (iniciação p/ Atletismo 8

Ginástica Tapetes Gímnicos 10

Mini Trampolim de molas + 2 normais 4

Trampolim em mousse (120x60x25) 3

Paralelas dupla utilização 1

Plintos/Cavalos (lona de PVC) 2

Plinto madeira c/8 caixas, carro e cabeça em pele 2 Cavalos de saltos (oficial competição) 2 Colchões de queda (300x200x30) anti-derrapante 6 Tapetes Ginástica (mousse e PVC-2x1x0,05) 60 Tapetes desdobráveis PVC (6.00x1.00x0.55m) 10 Colchões monobloco (200x100x50 cm) 2

Tapetes Gímnicos 10

Carro de transporte de colchões na horizontal 1 Carro transporte Paralelas simétricas 1

Trampolim Reuther/SPIETH 2

Colchões de queda (grandes) 2

Mini-trampolim 2

Cordas de Rítmica 26

Bolas de Rítmica 23

Carro de transporte de arcos 1

Arcos de Rítmica 39

Material Diverso

Quadro 6 - Material Diverso

Material Total Diversos Cronómetros 4 Fita métrica 1 Compressor 1 Aparelhos de Música 3 Colunas de som 2 Apitos 1 Bases (sinalizadores) 200 Sacos porta-bolas 8

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22

Postes (base c/ pneu) 5

Coletes 55

Sacos de valores 15

Carros de transporte de bolas 2

Cortinas divisórias c/ sistema de recolha manual 2 Postes de Corfebol telescópico p/ competição 4

Bolas medicinais 2

Elásticos 3

Extensão eletricidade 2

3.4.5. Material de Primeiros Socorros

Quadro 7 - Material de Primeiros Socorros

Inventário Unidades Betadine 2 Tintura Timerosal 1 Álcool 3 Água Oxigenada 2 Algodão hidrófilo 3 Halibut 2 Pensos p/ recortar 1 Compressas de gaze 5 Pensos 2 Adesivo Mefix 1 Adesivo 2 Ligaduras elásticas 2 Mercurocromo 1 Pensos higiénicos 3 Luvas cirúrgicas 1

Luvas descartáveis latex 1

Tesoura 1

(41)

23

3.5. Caracterização da turma

Ilustração 13 - Foto de turma

Para a realização do meu EP ser-me-ia atribuída a turma do 11º ano CSE1 (ciências socioeconómicas).

A mesma é constituída por 24 alunos, sendo que 20 desses alunos são do sexo feminino e 4 do sexo masculino, com idades compreendidas entre os 15 e os 17 anos.

No que se refere à residência dos alunos registei que a maioria dos alunos reside em Guimarães, porém existem também vários alunos que residem em localidades da periferia nomeadamente Vizela, Riba de Ave e Fafe. O autocarro é o meio mais utilizado pelos alunos para se deslocarem para a escola, trajeto no qual percorrem uma distância entre 1 a 10 km e gastam entre cerca de 10 a 30 minutos para efetuar esta distância. A distância entre a sua residência e a escola interferiu na escolha da mesma para prosseguir os estudos.

(42)

24

À exceção de 1 aluno que respondeu que não sabia se pretendia continuar os estudos após o 12º ano, todos os restantes deram resposta positiva nesta questão. No entanto muitos deles não sabem que curso seguir.

No que concerne aos dados relativos ao Índice de Massa Corporal (IMC), constatei que a esmagadora maioria tem um IMC normal, havendo contudo 2 alunos com o IMC baixo, 1 aluno com o IMC elevado e 1 aluno que não tem dados relativos a esta categoria pois por motivos pessoais se recusou a realizar as medições. Relativamente aos aspetos da saúde, todos os alunos ouvem bem, no entanto quanto à visão verificam-se 5 alunos com problemas nesse aspeto.

É também importante perceber o historial desportivo dos alunos pois é um aspeto que certamente se irá refletir no empenho nas aulas e o gosto pelas mesmas. Então, da turma retirei a informação de que 18 alunos já praticaram alguma modalidade desportiva, no entanto, atualmente, apenas 10 o fazem. Destes 10 alunos, 7 são federados e os 3 restantes praticam desportos de lazer. Posto isto, julgo que as aulas de Educação Física serão fundamentais tanto para o aumento dos níveis de atividade física dos alunos como na motivação para o hábito de práticas desportivas.

3.6. Profissão: ser Professor!

A docência não é de todo uma profissão como as outras. Envolve o contacto e comunicação constante com um diverso número de pessoas, alunos fundamentalmente, que apresentam características peculiares e com as quais se deve saber lidar. É uma profissão de enorme responsabilidade, uma vez que implica a formação de indivíduos e contribui para o seu crescimento psicológico, afetivo, moral e social, ou seja, tem como objetivo primordial o oferecer alicerces sólidos para um futuro que se pretende que seja o melhor e que passa necessariamente pelo sucesso educativo.

Ser professor é um exercício de formação constante, é uma troca de saberes e experiências, avizinhando-se cada vez mais como uma tarefa árdua,

(43)

25

porém no final gratificante, na medida em que ajudamos alguém a crescer nas diversas perspetivas já mencionadas.

Nesta profissão, para qual eu e tantos outros colegas nos estamos a preparar, é fundamental ter uma boa formação teórica e prática, porém apenas

isso não é suficiente para se ser um bom professor.

Um bom professor acima de tudo, deve saber ensinar pois esse é o seu principal propósito, mas inerente a isso estão também outras características que permitem defini-lo assim. Segundo Alonso (1998), são quatro os critérios de profissionalismo docente: a competência, a autonomia profissional, a identidade profissional e a abertura à inovação. A competência prende-se com a capacidade de tomar decisões optando por uma alternativa em detrimento de outra, está ligado portanto à autonomia igualmente. A identidade profissional advém do facto de se estar inserido numa comunidade específica, no caso a escola, e a partir dessa envolvência o professor vai criando as suas expectativas e ideais moldando.se às agruras e sucedidos na profissão. Por fim, a abertura à inovação é fundamenta nos tempos que correm uma vez que a própria profissão acompanha as evoluções tecnologias e socias que vão ocorrendo, é uma questão de constante readaptação com intuito de manter os conhecimentos atualizados e desta forma adequados para serem transmitidos.

Por isso, ser um bom professor é mais do que estar numa sala de aula a debitar matéria. Envolve muitas outras particularidades, como por exemplo a relação pedagógica que se estabelece com os discentes, e que é fundamental para o sucesso de ambas as partes. A formação profissional é elementar, e deve ser um processo orientado para o exercício de determinada profissão. Deve abarcar a construção social, cultural e ética bem como a formação educacional geral do indivíduo, e num último momento um estágio onde o mesmo aprenderá in loco a lidar com uma nova realidade.

Segundo Souza (2009), o professor inicialmente, quando confrontado com a realidade da escola, sentirá diversos problemas durante os primeiros anos, sendo pois um período importante na determinação do seu futuro profissional e a sua relação com a profissão, passe a redundância. Estes mesmos dilemas iniciais derivam, essencialmente, pela exigência na resolução de problemas

(44)

26

dos quais se destacam a condução do processo ensino-aprendizagem, sendo necessário ter em conta as capacidades dos alunos, os conteúdos programáticos a abordar, dificuldades na relação aluno-professor e vice-versa,

aliadas à organização da sala/espaço de aula.

Ainda outro autor (Perrenoud, 2002 cit. por Souza, 2009) afirma que a passagem de aluno para professor acarreta um conflito de identidades para o qual o docente deve estar preparado e ter as bases indicadas que suportem esse dilema. E aqui se pode fazer um paralelismo com as crenças que o indivíduo tem antes de se tornar efetivamente docente.

É de todo expectável que alguém que se prepara para uma profissão, antes de a desempenhar, se sinta com motivado, porém no meu caso não será tanto assim. Face à realidade atual e ao futuro que se afigura pouco promissor, não consigo imaginar uma “porta que se abra” a curto-prazo. Confesso que, após iniciar o mestrado, e agora terminado o ano, me sinto um pouco desiludido, dada a conjuntura nacional e a falta de perspetivas. Como é óbvio, tento ser otimista e continuo a pensar que poderei, um dia, estar no” terreno”, ensinar os meus alunos, trabalhar e cooperar com outros colegas, mas isso só o futuro o confirmará.

A cada dia que passa estamos sujeitos a novas oportunidades e a novos desafios e ser professor, nos dias de hoje, é certamente um deles.

(45)

27

4. Realização da prática profissional

4.1. Área 1 – Organização e Gestão do Ensino e da Aprendizagem

Esta área de desempenho do EP engloba as principais tarefas da profissão docente, nomeadamente a conceção, o planeamento, a realização e a avaliação do ensino. Perante isto, podemos considerar que as mesmas assumem um papel preponderante na construção de uma estratégia de intervenção, orientada por objetivos pedagógicos, que procure otimizar o processo de ensino-aprendizagem e contribua para a formação integral dos alunos na aula de Educação Física.

Os conhecimentos previamente adquiridos serão preponderantes para o cumprimento de todas as tarefas, visto que a sua confrontação com o contexto real de ensino permitirá construir um ensino mais eficaz e definir objetivos concretos e exequíveis.

4.1.1. Conceção

“Todo o projeto de planeamento deve encontrar o seu ponto de partida na conceção e conteúdos dos programas ou normas programáticas de ensino...” (Bento, 2003, p.7)

A conceção assume-se então como a primeira tarefa do professor. Aqui é pensada e projetada a sua atuação, com base nos documentos que regem o processo de ensino, no conhecimento do contexto cultural e social da escola bem como ainda das características dos alunos. Neste sentido, são de extrema importância a conceções que o professor tem dos conteúdos do ensino e dos alunos pois, segundo Graça (2001), as mesmas irão ser refletidas no modo como as práticas de ensino são pensadas e desenvolvidas.

(46)

28

No sentido de conhecer a organização e o funcionamento da escola, foi realizado um trabalho de caracterização da mesma assim como do meio envolvente. Para isto foi necessária uma análise ao projeto educativo da Escola

pois, tal como o próprio enuncia, é um “documento vértice e ponto de

referência, orientador de toda a atividade escolar”. De um modo mais específico foi analisado o programa nacional para a disciplina de educação física. E aqui foi de imediato notória a discrepância entre os objetivos delineados e a realidade do contexto escolar, preconizando o programa a abordagem de todas matérias no nível avançado.

A análise dos documentos da disciplina de Educação Física, nomeadamente o plano anual de atividades, a planificação anual de cada ano de escolaridade para cada período e o roulement das instalações foram preponderantes para contextualizar as minhas ações futuras enquanto professor de Educação Física na escola.

Culminando todas estas tarefas é importante destacar o posterior estudo e caracterização feita à turma orientada uma vez que me permitiu conhecer melhor e de forma mais aprofundada os alunos enquanto indivíduos dentro e fora do meio escolar.

4.1.2. Planeamento

“O planeamento do professor constitui-se como uma janela estrategicamente privilegiada para contemplar o ensino” (Graça, 2001, p.108)

Para Sousa (1991) cit. por Gomes (2004), o planeamento pode ser entendido como uma forma de prever, organizar e orientar o processo de ensino-aprendizagem, sendo um instrumento didático-metodológico facilitador na tomada de decisões do professor e no cumprimento dos objetivos propostos.

(47)

29

O ponto de partida está na conceção e conteúdos dos programas de ensino, tal como refere Bento (2003), contudo será preponderante o confronto da teoria com a realidade prática, podendo então o docente regular a ação de uma forma eficaz e ajustada.

Por forma a promover um ensino de qualidade é necessária então uma boa preparação do mesmo enquadrando as linhas orientadoras para a disciplina, quer a nível global quer a nível mais específico, com as particularidades da turma recolhidas através da sua caracterização e das avaliações diagnósticas. Todavia, mesmo contemplando um planeamento eficaz é necessário ter em conta que os seus pressupostos não são imutáveis nem permanentes, uma vez que o contexto real em que decorre o ensino está imbuído de imprevisibilidade: “O ensino é criado duas vezes: primeiro na conceção e depois na realidade” (Bento, 2003, p.16). Cabe por isso também ao Professor ser capaz de se adaptar e antecipar possíveis imprevistos.

Seguindo uma sequência lógica, do mais geral para o mais específico, serão seguidamente apresentados os contornos da elaboração das tarefas desenvolvidas ao nível do planeamento do ensino. Todas elas apresentaram um caráter flexível sendo adaptadas ou ajustadas sempre que a realidade do contexto da prática ou as necessidades da turma assim o exigiam.

4.1.2.1. Planeamento anual

Segundo Januário (1992) cit. por Serina (2013, p.19), o plano anual é o “processo através do qual os professores aplicam e põem em prática os programas escolares, cumprindo sempre a importante função de os

desenvolver e adaptar às condições do cenário de ensino – características da

população escolar e do meio envolvente, do estabelecimento de ensino e dos alunos das diferentes turmas.”. Torna-se assim evidente a relevância desta ferramenta no papel do docente, uma vez que abrange toda a informação necessária para estruturar e organizar o processo de ensino bem como delinear os objetivos que se pretendem atingir durante o decorrer do ano letivo.

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30

Numa perspetiva mais abrangente, o planeamento anual define-se como sendo o primeiro passo para a preparação do ensino em que propõe a aplicação das linhas orientadoras do programa nacional de educação física em consonância com a realidade da escola e as características dos alunos. Devido a esta lógica de pensamento, o departamento de Educação Física da escola elaborou um planeamento anual para cada ano de escolaridade, cabendo a estipulação do número de aulas a lecionar e a ordem como as modalidades seria lecionadas aos professores da disciplina. Para o 11º ano distribuíram-se da seguinte forma as modalidades a abordar:

1º Período: 1º e 2º desportos coletivos; Atletismo (resistência); Judo (opção); Dança.

2º Período: 1º e 2º desportos coletivos; Atletismo (velocidade/estafetas); Badminton.

3º Período: 1º e 2º desportos coletivos; Ginástica Acrobática.

Após diálogo com o PC, foi possível realizar algumas alterações no planeamento. No que toca ao 1º e 2º desportos coletivos em vez de serem ambos abordados no mesmo período, ficou decidido que se lecionaria apenas um em cada período, nomeadamente no 1º e 2º períodos, e no 3º período abordar-se-iam então as duas modalidades com o objetivo de serem consolidadas. Desta forma pretendia-se que os alunos pudessem dedicar o maior número de aulas seguidas de uma mesma modalidade, no sentido de haver uma melhor absorção das aprendizagens. Outra alteração feita foi a não lecionação da modalidade de Dança no 1º período, sendo substituída pela modalidade de Judo que era optativa. Esta decisão prendeu-se com o facto de, tanto eu como os meus colegas de estágio, nos sentirmos melhor preparados para a lecionação de Judo.

Decidida a estrutura do planeamento anual foi possível construir o planeamento por período para a turma e definir a calendarização das matérias de ensino. O número de aulas dedicadas a cada modalidade foi alvo de significativa atenção, assim como foi necessário ter em conta o roulement das instalações. Este documento definiria o espaço disponível para cada professor

(49)

31

em cada aula, sendo por isso preponderante no processo de planeamento e consequentemente no processo de ensino. Apesar da sua importância, também colocou os seus problemas tal como reportam as seguintes situações:

“Como tem sido habitual, mais uma vez houve um pequeno atraso com o início de aula isto por causa dos espaços de aula. Como o espaço para a minha aula seria o central, onde não tem os postes de basquetebol para a colocação da rede de voleibol, tive de aguardar pelo professor que iria ocupar o espaço 3, onde já tinha a rede colocada, no sentido de saber se não se importaria de trocar comigo. Visto o mesmo ter chegado atrasado o início da minha aula foi afetado.” (Aula nº 67 e 68 – Sessão 7 e 8 de Voleibol)

“...do espaço inicialmente definido (exterior) passei então para o pavilhão interior, contando com o facto de um professor estar a faltar, precisando de rapidamente (re) definir a organização dos exercícios. Após resolvido este assunto, não houve quaisquer problemas de segurança com os alunos.” (Aula nº 7 e 8 – Sessão 3 e 4 de Atletismo)

Apesar de o ano letivo aparentar ser extenso, ao elaborar a planificação verifica-se que o mesmo se torna curto para que todas as matérias de ensino sejam concluídas com a total taxa de êxito e plenamente consolidadas para todos os alunos. A este aspeto acrescenta-se ainda todos os imprevistos e condicionantes que vão surgindo, quer com os espaços disponíveis, as condições meteorológicas, rotação dos balneários, entre outros, que vão fazer com que o que foi planeado necessite de ser alterado ou ajustado. Contudo o planeamento revelou-se um documento guia indispensável para o processo de ensino-aprendizagem, com caráter permanentemente flexível, auxiliando-me na procura de uma ação eficaz.

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32 4.1.2.2. Unidades didáticas

Siedentop (1998) cit. por Almeida (2011) refere que um professor eficaz realiza uma ótima preparação e elaboração das unidades de ensino. Para Bento (2003), as unidades didáticas correspondem a um nível de planeamento que permite criar uma sequência lógica e metodológica dos conteúdos visando o desenvolvimento dos alunos. São elementos fulcrais na construção de uma unidade de ensino, e tal como qualquer planeamento as unidades didáticas apresentam também uma estrutura flexível e passível de ser alterada consoante as características dos alunos e do meio.

A situação seguinte espelha uma dessas alterações em que a exercitação dos mesmos conteúdos foi necessária:

“Tendo em conta as dificuldades verificadas na última aula da modalidade repeti novamente os exercícios assim como as mesmas exemplificações. Todavia a maioria dos alunos pareceu esquecer o que foi transmitido, apresentando falhas nos deslocamentos e ajustamento de posições.” (Aula nº 39 e 40 - Sessão 19 e 20 de Basquetebol)

A unidade didática pretende ser um elemento prático e facilitador do processo de ensino-aprendizagem, procurando orientar o professor na sua ação. A sua elaboração desenvolveu-se com base nas avaliações diagnósticas pois só desta forma é possível delinear objetivos exequíveis para o nível verificado.

É todavia importante ressalvar que o planeamento de uma unidade didática não se confina à “simples” distribuição das matérias de ensino atribuindo a cada aula uma função didática. A mesma deve contemplar o desenvolvimento de outras valências para além das habilidades motoras, tais como os aspetos psicossociais, fisiológicos e a cultura desportiva. Segundo Januário (1984) cit. por Gomes (2004), são cinco as etapas que os professores devem ter em consideração aquando da construção de uma UD:

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