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O efeito do exercício aeróbico em ratos randomizados suplementados com óleo de coco extra virgem em resposta na quantificação de gordura e proteínas / The effect of aerobic exercise on randomized rats supplemented with extra virgin coconut oil in response

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Academic year: 2020

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O efeito do exercício aeróbico em ratos randomizados suplementados com óleo

de coco extra virgem em resposta na quantificação de gordura e proteínas

The effect of aerobic exercise on randomized rats supplemented with extra

virgin coconut oil in response to the quantification of fat and proteins

DOI:10.34117/bjdv6n5-286

Recebimento dos originais: 10/04/2020 Aceitação para publicação: 15/05/2020

Irinaldo Capitulino de Souza

Bacharel em Educação Física. Pós-graduando em Educação Física Hospitalar Instituição: Universidade Federal da Paraíba

Endereço: Campus I - Lot. Cidade Universitaria, PB, 58051-900 E-mail: [email protected]

Vitória Polliany de Oliveira Silva

Enfermeira, Graduada pela Faculdade Internacional da Paraíba Instituição: Faculdade Internacional da Paraíba

Endereço: Rua Sargento Antônio Porto, nº 657, Jardim Aeroporto, Bayeux-PB, Brasil E-mail: [email protected]

Robson Prazeres de Lemos Segundo

Acadêmico de Medicina pela Faculdade de Medicina Nova Esperança Instituição: Faculdade de Medicina Nova Esperança

Endereço: Avenida São Gonçalo, 1021 - Manaíra, João Pessoa - PB, Brasil E-mail: [email protected]

Marisa Martins Fernandes Dias

Enfermeira. Mestranda em Modelos de Decisão e Saúde pela Universidade Federal da Paraíba Instituição: Universidade Federal da Paraíba

Endereço: Campus l - Jardim Universitário, s/n, Castelo Branco, João Pessoa - PB, Brasil E-mail: [email protected]

Jéssica Pereira da Silva

Acadêmica de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande Instituição: Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande

Endereço: Avenida São Paulo- 1317, Bairro dos estados, João Pessoa-PB, Brasil E-mail: [email protected]

Karolyne Senna Duarte

Nutricionista, Graduada pelo UNIESP Centro Universitário Instituição: UNIESP Centro Universitário

Endereço: Rua Valdemar Chianca, 309 Jardim Oceania, João Pessoa-PB, Brasil Email: [email protected]

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Mateus Martins Fernandes Dias

Acadêmico de Administração pela Universidade Federal da Paraíba Instituição: Universidade Federal da Paraíba

Endereço: Campus Universitário III, R. João Pessoa, S/N, Bananeiras - PB, Brasil Email:[email protected]

João Andrade da Silva

Engenheiro de Alimentos. Doutor em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas. Docente da Universidade Federal da Paraíba

Instituição: Universidade Federal da Paraíba

Endereço: Campus I - Lot. Cidade Universitaria, PB, 58051-900 E-mail: [email protected]

RESUMO

O objetivo desta pesquisa foi avaliar o efeito do exercício aeróbico em ratos randomizados suplementado com óleo de coco extra virgem em resposta da quantificação da gordura e proteínas. Métodos: Foram avaliados 32 ratos machos wistar, dividido em quatro grupos; grupo 1 (CS), grupo 2 (CDS), grupo 3 (CDT), e o grupo 4 (DTOC). O protocolo da pesquisa teve duração de 12 semanas, sendo duas semanas de indução a dislipidemia; duas semanas de adaptação e oito semanas de exercício físico. A adaptação foi realizada com uma hora de corrida/dia e intensidade a partir de 17 m/min, alcançando 27 m/min no último dia de adaptação. Resultados: O percentual de gordura do grupo DTOC foi menor do que dos demais grupos em relação ao percentual de gordura (p<0,05). Os resultados do grupo treinados e dislipidêmicos CDT (5,38±0,26), apresentou diferença significativa entre os grupos CDS e CS. O teor de proteínas não foi estatisticamente significativamente para todos os grupos. Concluímos que o exercício aeróbico associado à ingestão de óleo de coco extra virgem foi capaz de diminuir o percentual de gordura da carcaça do grupo DTOC comparando-se ao grupo controle. Mas, não foram demonstrados resultados estatisticamente significativos para o teor de proteínas.

Palavras-chave: Exercício aeróbico. Obesidade. Óleo de coco. Emagrecimento.

ABSTRACT

The aim of this research was to evaluate the effect of aerobic exercise on randomized rats supplemented with extra virgin coconut oil in response to fat and protein quantification. Methods: We evaluated 32 male Wistar rats, divided into four groups; group 1 (CS), group 2 (CDS), group 3 (CDT), and group 4 (DTOC). The research protocol lasted 12 weeks, with two weeks of induction to dyslipidemia; two weeks of adaptation and eight weeks of physical exercise. Adaptation was performed with one hour of running / day and intensity starting at 17 m / min, reaching 27 m/min on the last day of adaptation. Results: The fat percentage of the DTOC group was lower than the other groups in relation to the fat percentage (p <0.05). The results of the trained and dyslipidemic CDT group (5.38 ± 0.26) showed a significant difference between the CDS and CS groups. Protein content was not statistically significant for all groups. We concluded that aerobic exercise associated with ingestion of extra virgin coconut oil was able to decrease the carcass fat percentage in the DTOC group compared to the control group. But, no statistically significant results for protein content have been demonstrated.

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1INTRODUÇÃO

A obesidade é caracterizada por uma excessiva quantidade de gordura corporal e atualmente cresce-se o número de indivíduos com sobrepeso e obesos (ROSA et al., 2013).

Sendo caracterizada como doenças crônicas não transmissíveis estimam-se o seu crescimento de 50% na faixa de sobrepeso e obesidade e até 2025, e aproximadamente 770 milhões de adultos serão diagnosticados com obesidade e 2,3 milhões com sobrepeso (ABESO, 2018). Mudanças comportamentais, que poderão levar há um estilo de vida mais saudável e prolongado, sem dúvidas não contribuirá para o desenvolvimento do excesso de peso. Estratégias não medicamentosas tornou-se uma das alternativas mais eficazes para combater essa epidemia, tais como, o estilo de vida, alimentação saudável, suporte psicológico e a prática rotineira de exercício físico (GARVEY et al., 2016; NHAMR, 2013). Deste modo, a prática de exercício físico é a intervenção mais indicada para acentuar o controle do peso corporal e a prevenção ou tratamento dos fatores de risco e comorbidades (COELHO; BURINI, 2009).

A prática regular de exercício físico poderá contribuir com vários benéficos, tais como, aumentar as lipoproteínas de alta densidade (HDL), reduzir a pressão arterial, reduzir e prevenir doenças crônicas como diabetes e a doença arterial coronariana (BOTERO et al., 2014). A diminuição do peso corporal realizada pelo exercício físico associado há uma dieta equilibrada, poderá beneficiar pessoas clinicamente obesas com a melhora do perfil lipídico, diminuição da resistência insulínica e queda da mortalidade (GORYAKIN; SUHLRIE; CECCHINI, 2018; HANSEN et al., 2018; NHAMR, 2013).

De acordo com Librado e Von Luigi (2013), o óleo de coco virgem é considerado um alimento funcional por conter em sua composição a ação antioxidante. Xu e colaboradores (2015), verificaram que a ingestão de óleo de coco tinha a capacidade de aumentar as lipoproteínas de alta densidade e consequentemente a diminuir os níveis de lipídeos, colesterol total, triglicerídeos, fosfolipídios e LDL no tecido e no sangue.

Portanto, o objetivo desta pesquisa foi avaliar o efeito do exercício aeróbio em ratos randomizados suplementado com óleo de coco extra virgem em resposta da quantificação da gordura e teores de lipídeos.

2 MATERIAL E MÉTODOS

2.1 TIPO DE PESQUISA

A pesquisa foi do tipo experimental, randomizada, no qual se determina um objeto de investigação, selecionam-se as variáveis que seriam capazes de influenciá-lo, definem-se as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto (THIOLLENT, 1986).

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2.2 ENSAIO BIOLÓGICO

Esta pesquisa foi realizada no Laboratório de Nutrição Experimental, Centro de Ciência da Saúde – CCS/UFPB, da Universidade Federal da Paraíba. O óleo de coco foi adquirido no comercial de João Pessoa. Para o ensaio biológico foi utilizado 2.000 mL de óleo de coco extra virgem comercial.

2.3 ANIMAIS

Todo o protocolo experimental foi iniciado após a aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa Animal – CBiotec – UFPB. O ensaio biológico foi realizado com 32 ratos machos adultos da linhagem Wistar, com ± 90 dias de idade, randomizados em quatro grupos. Mantidos em gaiolas individuais a de 21 ± 1ºC com água e ração comercial ad libitum, sendo submetidos a ciclos alternados de claro e escuro de 12 horas cada. Cada grupo assim descritos:

• CS – (Grupo controle com ratos sedentários + gavagem com 1mL solução fisiológica) (CS; n = 8);

• CDS – (Grupo controle com ratos dislipidêmicos e sedentários + gavagem com 1mL solução fisiológica) (CDS; n = 8);

• CDT – (Grupo controle com ratos dislipidêmicos e treinados + gavagem com 1mL solução fisiológica) (CDT; n = 8);

• DTOC – (Grupo experimental com ratos dislipidêmicos e treinados + gavagem com 1mL óleo de coco) (DTOC; n = 8).

2.4 PROTOCOLO EXPERIMENTAL

A duração da pesquisa foi de 12 semanas com as duas primeiras semanas de indução à dislipidemia. A partir da terceira semana, os animais foram submetidos ao exercício físico e/ou gavagem com óleo de coco virgem ou solução fisiológica, de acordo com a figura a abaixo (Figura 1).

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Figura 1 - Esquema do protocolo de exercício

Fonte: Dados da Pesquisa.

2.5 PROTOCOLO DE SUPLEMENTAÇÃO

A suplementação com óleo de coco virgem foi realizada durante 10 semanas e os animais do grupo GTOC foram suplementados com 940 mg/kg de peso de óleo de coco virgem por gavagem (i.g.) diária (DHAVAMANI; RAO; LOKESH, 2014; PIESZKA et al, 2013). Simultaneamente, os animais dos grupos controles (GS, GDS) receberam gavagem com solução fisiológica após os exercícios, simulando o mesmo estresse a que foram submetidos os grupos experimentais que receberam gavagem com óleo de coco virgem.

2.6 PROTOCOLO DE EXERCÍCIO

A execução de treinamento físico foi de 10 semanas. Sendo duas semanas de adaptação, e oito de exercício físico, consistindo de uma hora de corrida/dia, com a intensidade a partir de 17 m/min, e alcançando 24 m/min, o último dia do período de adaptação (Figura 2) (RADÁK et al, 2013).

Figura 2 – Esquema do protocolo de adaptação de exercício físico

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Após a adaptação ao exercício físico, foi realizado a seleção dos animais de acordo com a escala descrita por Radák e colaboradores (2013). Os critérios para a seleção foram da seguinte forma: 1. refuta à corrida; 2. abaixo do corredor médio (corre e pára; corre na direção errada); 3. corredor médio; 4. acima do corredor médio (corre constantemente, ocasionalmente correndo abaixo da velocidade da esteira); 5. Bom corredor (consistentemente acima da velocidade da esteira). Animais com média três ou acima deste valor foram incluídos nos grupos de animais praticantes do exercício físico, enquanto os demais foram destinados aos grupos sedentários.

Os grupos CDT e DTOC foram submetidos aos exercícios na esteira, corrida forçada durante oito semanas, cinco dias/semana, 1 h/dia a 24 m/min de intensidade (Figura 3). Foi utilizado uma esteira da marca Athletic, modelo Advanced 2 (Joinville, Brasil) adaptada para animais, consistindo de cinco pistas separadas por paredes de madeira e fixada com barras de metal na parte traseira (RADÁK et al, 2013).

Figura 3 – Protocolo de exercício físico

Fonte: Dados da Pesquisa

2.7 EUTANÁSIA DOS ANIMAIS

Ao final de 12 semanas do experimento e após o jejum de 12 horas, os animais foram anestesiados por via intramuscular, com 1 ml de cloridrato de quetamina e 1 ml de cloridrato de xilasina para cada Kg de peso corporal do animal e então eutanasiados (SIROIS, 2007).

2.8 COMPOSIÇÃO CORPORAL

Os ratos foram eviscerados, pesadas, retirado couro e as carcaças foram moídas em moinho Bermar BM 23 NR (São Jose do Rio Preto, Brasil) e armazenada a -20 °C para a realização das análises da composição corporal dos animais pela determinação do percentual de: proteínas e lipídeos.

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As análises de proteínas foram realizadas pelo método de Kjeldahl e o teor de lipídeos da carcaça foi determinado de acordo com a metodologia descrita por Folch, Less e Stanley (1957).

2.9 ANÁLISES DE DADOS

Para o desenho da análise estatística inferencial foi processada através do programa de computador SPSS 22.0.0.0 (IBM® SPSS® Statisticc, 2013). Os resultados foram submetidos à análise de variância (ANOVA), realizando-se testes de Tukey ao nível de 5% de significância α = 0,05, ou seja, será considerado um resultado estatisticamente significante um valor-p < 0,05.

2.10 ASPECTOS ÉTICOS

Os procedimentos experimentais foram aprovados pela Comissão de Ética no Uso de Animais da Universidade Federal da Paraíba, sob o protocolo de número 0706/13.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados da composição corporal de ratos sedentários e exercitados suplementados com óleo de coco extra virgem estão descritos na Tabela 1. Os teores de proteína encontrados nos grupos CDT e DTOC não tiveram diferença entre si e foram superiores aos encontrados nos grupos CS e CDS (p<0,05) que não tiveram diferença entre si.

Tabela 1 – Resultados referentes à composição corporal de ratos sedentários e exercitados suplementados com óleo de coco extra virgem.

Grupos Composição corporal (%) CS CDS CDT DTOC Proteínas 19,71±0,46a 19,91±0,43a 20,41±0,45b 20,64±0,31b Gordura 4,21±0,21a 8,13±0,28e 5,38±0,26c 1.99±0,34b

Letras sobrescritas diferentes na mesma linha indicam que houve diferença estatística de acordo com two-way ANOVA e teste de Tukey (p<0.05). Legenda: CS = Grupo controle sedentário; CDS = Grupo controle dislipidêmico; CDT = Grupo dislipidêmico com treinamento; DSOC = Grupo sedentário dislipidêmico e gavagem com óleo de coco; DTOC = Grupo treinado, dislipidêmico e gavagem com óleo de coco extra virgem.

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Os resultados encontrados por Eguchi e colaboradores (2011), na avaliação do efeito do óleo de peixe e uma dieta rica em gordura em ratos com ou sem estresse, foram encontrados teores de proteínas inferiores aos encontrados nesta pesquisa. Resultados semelhantes foram encontrados por Baba, Ghossoub e Habbal (2000), na avaliação do efeito de vários óleos, canola, soja, oliva virgem e gergelim em ratos.

Quantidades de proteínas superiores foram encontradas por Choi e colaboradores (2004), quando pesquisaram o efeito de óleo de soja hidrogenado adicionado a dietas AIN-76A. No entanto os resultados da quantificação de lipídios da carcaça dos animais avaliados na pesquisa realizada por esses autores foram superiores aos da pesquisa realizada para este trabalho. Ou seja, as proteínas entre 21,73±0,18% a 22,45±0,23%, enquanto que os lipídeos variam de 10,97±0,04 a 14,31±0,44%.

O teor de gordura da carcaça dos animais do grupo DTOC foi menor ao encontrado nos demais grupos (p<0,05). No grupo CDT quantificou-se menor teor de gordura do que do grupo CDS.

Comparando-se esses resultados com os encontrados por Takeuchi e colaboradores (1995), na avaliação do óleo de cártamo e CLA (41,0 ± 1,0); óleo de cártamo (43,0 ± 1,0); óleo de linhaça (44,0±2,0) em 76 ratos foi encontrado resultados superiores aos desta pesquisa. Resultados semelhantes foram encontrados por Matsuo e colaboradores (2002), na qual avaliaram o efeito do óleo de cártamo em 50 ratos.

Quantidades superiores foram encontrados por Choi e colaboradores (2004), quando avaliaram o efeito do óleo de soja hidrogenado em três proporções 1,5%, 3% e 5% e por Baba, Ghossoub e Habbal (2000), que avaliaram os efeitos dos óleos de canola, soja, oliva virgem e óleo de gergelim em 36 ratos quando comparadas aos desta pesquisa.

De acordo com Figueira e colaboradores (2007), a ressíntese elevada de triglicerídeos ocorre devido à influência do exercício aeróbio em ratos obesos com dieta padrão. Fato que poderá ter ocorrido nesta pesquisa.

Duarte e colaboradores (2006) observaram diminuição da gordura corporal em ratos obesos após a prática de duas a cinco vezes por semana de exercício aeróbio de longa duração, demonstrando-se uma maior atividade do hormônio lípademonstrando-se demonstrando-sensível. De acordo com os resultados encontrados nesta pesquisa, na qual o exercício físico promoveu uma diminuição da gordura corporal e consequentemente o aumento de proteína muscular devido à hipertrofia muscular pela tração dos músculos (THOMPSON et al., 2012).

Observando-se a tabela 1, pode ser verificado que ocorreu aumento da proteína muscular e redução da gordura dos ratos exercitados dislipidêmicos do grupo DTOC. Ao comparar o peso corporal dos ratos do grupo DTOC aos demais grupos da tabela 1 podem observar que os animais do grupo DTOC tem menor peso corporal. No entanto na tabela 1 verifica-se que os animais deste grupo

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têm a maior quantidade de proteína corporal, demonstrando que o exercício físico associado ao consumo de óleo de coco extra virgem reduz a gordura dos animais e aumento a proteína muscular. Estes resultados se devem ao aumento de oxidação de ácidos graxos e da reesterificação dos ácidos graxos que possibilitam menor recrutamento das fibras glicolíticas tipo II e estimulando a ação do hormônio sensível lípase, sem prejudicar o fluxo sanguíneo (CURI et al., 2003; FRANCO; CAMPOS; DEMONTE, 2009). Para Fernandez e colaboradores (2004), pode ter ocorrido em função da manutenção da massa magra e Noormohammadpour e colaboradores (2012), concordam que todos esses eventos contribuem com a diminuição da obesidade.

De acordo com Grilo (1994), indivíduos que incluem a prática de exercício físico em sua rotina regularmente, apresentam maior diminuição da gordura corporal em relação a indivíduos com comportamentos sedentários, resultados encontrados aos desta pesquisa em ratos dislipidêmicos sedentários. Além do mais, essas modificações podem ser mais eficazes ao associar o exercício físico ao plano dietético. Este fato vai de acordo com Kraemer e colaboradores (1999), que avaliaram dieta associado ao exercício aeróbio e de força, demonstrando-se a prevenção da massa magra e consequentemente a diminuição da gordura corporal, resultados semelhantes encontrados aos desta pesquisa.

4 CONCLUSÃO

De acordo com os resultados demonstrados nesta pesquisa, concluímos que o exercício aeróbico associado à ingestão de óleo de coco extra virgem, foi capaz de diminuir o percentual de gordura da carcaça do grupo DTOC comparando-se ao grupo controle. Em relação ao aumento da proteína muscular, não foi demonstrado resultados estatisticamente significativos. Portanto, é de suma importância que a prática de exercícios aeróbicos associado a dieta controlada, se faz necessária como estratégia não farmacológica em indivíduos obesos.

REFERÊNCIAS

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Imagem

Figura 2 – Esquema do protocolo de adaptação de exercício físico
Figura 3 – Protocolo de exercício físico
Tabela 1 – Resultados referentes à composição corporal de ratos sedentários e exercitados suplementados com óleo de  coco extra virgem

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