Destaques
Entre os líderes ouvidos na nossa pesquisa, os CEOs das indústrias farmacêutica e de biociências tendem a acreditar mais que seus investidores buscam investimentos éticos. E querem usar essa reputação para atrair capital e talentos.
São também os mais otimistas: quase metade acredita que vai crescer nos próximos 12 meses, mesmo percebendo mais ameaças hoje que no passado. 66% dos líderes do segmento entendem que conseguirão aumentar o engajamento com seus stakeholders apostando em tecnologias associadas a inovação e P&D. Só o setor automobilístico (69%) supera essa tendência.
Setor farmacêutico
A promissora indústria farmacêutica
Destaques
Os CEOs das indústrias farmacêutica e de biociências estão otimistas quanto ao futuro. Eles acreditam no crescimento constante da indústria, quer pela chegada de produtos inovadores, quer por parcerias estratégicas. Mas reconhecem que realizar suas ambições em um mundo cada vez mais exigente é uma tarefa desafiadora. A chave para isso é tecnologia, que irá permitir não só entregar esses novos produtos, mas também aumentar o engajamento dos stakeholders.
Quase metade dos CEOs (48%) das indústrias farmacêutica e de biociências acredita que as receitas de suas empresas crescerão nos próximos 12 meses, contra apenas 35% da pesquisa global, e
10Minutos | 19ª Pesquisa Global com CEOs
69% afirmam que há mais oportunidades de negócios hoje do que há três anos. Considerando o horizonte de três anos, praticamente todos os CEOs estão confiantes ou muito confiantes nas perspectivas de suas organizações, o que torna o setor um dos mais otimistas da pesquisa global. O envelhecimento da população nos principais mercados e o aumento do poder aquisitivo nos mercados emergentes são fatores que explicam essa tendência.
O setor também é um dos que mais pensa em fusões e aquisições e joint ventures – 62% pretendem fazer alguma aliança estratégica nos próximos 12 meses – e contratações (quase dois terços afirmam que suas empresas pretendem ampliar o quadro de pessoal no mesmo período).
Instantâneo
O que dizem os CEOs das indústrias farmacêutica e de biociências
Crescimento em
tempos complicados
Como lidar com
expectativas cada
vez maiores
Transformação:
tecnologia, informação
e talento
Como medir e
comunicar o sucesso
60
%
85
%
82
%
91
%
89
%
92
%
71
%
56
%
62
%
63
%
Veem mais ameaças ao crescimento hoje que há três anos
Estão preocupados com o excesso de regulamentação
Afirmam que clientes e consumidores têm forte impacto na estratégia do negócio
Dizem que sua estratégia é muito impactada pelo governo e órgãos reguladores
Dizem que usarão a tecnologia para avaliar e atender às expectativas dos stakeholders
Pretendem usar tecnologias de CRM para aumentar o engajamento com os stakeholders
Querem medir melhor os impactos da área de inovação para os stakeholders
Querem comunicar melhor seus valores e seu propósito organizacional
Apesar do nível de otimismo acima da média global, os CEOs das indústrias farmacêutica e de biociências também veem problemas no horizonte. No total, 60% acreditam que hoje existem mais ameaças ao crescimento do que há três anos. Afinal, a maior oportunidade do setor – o aumento da demanda por assistência à saúde – contém uma ameaça embutida: a crescente pressão sobre os governos para cortar gastos relacionados à saúde.
A maior ameaça mencionada pelos executivos ouvidos, porém, é o excesso de regulamentação (citado por 85%), um tema sempre presente num setor altamente controlado. Outra preocupação é a divergência entre os regimes regulatórios de diferentes mercados, já que um número cada vez maior de países cria regulamentações específicas para o setor.
E há ainda outra ameaça relacionada a um fator positivo. O crescimento que os CEOs esperam para o setor cria uma preocupação com a disponibilidade dos talentos necessários para impulsionar esse movimento (76% dizem estar preocupados com esse tema).
Crescimento em tempos complicados
P: Qual o seu grau de preocupação com as seguintes ameaças econômicas, políticas e
sociais para as perspectivas de crescimento de sua organização? Preocupações crescentes
Excesso de regulação Volatilidade da taxa de câmbio Agilidade para reagir a crises Disponibilidade de talentos Incerteza geopolítica Reação do governo ao déficit fiscal e aos encargos da dívida Problemas/interrupção na cadeia de suprimentos Instabilidade social Instabilidade social
Velocidade da mudança tecnológica Novos entrantes
Excesso de regulação Volatilidade da taxa de câmbio Agilidade para reagir a crises Disponibilidade de talentos Incerteza geopolítica Reação do governo ao déficit fiscal e aos encargos da dívida Problemas/interrupção na cadeia de suprimentos Instabilidade social Instabilidade social
Velocidade da mudança tecnológica Novos entrantes Excesso de regulação
Volatilidade da taxa de câmbio Agilidade para reagir a crises Disponibilidade de talentos Incerteza geopolítica Reação do governo ao déficit fiscal e aos encargos da dívida Problemas/interrupção na cadeia de suprimentos Instabilidade social Instabilidade social
Lidando com expectativas crescentes
Mais da metade dos CEOs de empresas farmacêuticas afirma que as expectativas de governos e órgãos reguladores têm um impacto muito alto sobre as suas empresas. Não só por causa dos obstáculos regulatórios a novos produtos, mas também porque, em alguns mercados, os governos são os únicos grandes clientes. E as expectativas governamentais estão mudando radicalmente: eles buscam mais valor por um custo menor – a cura em vez do tratamento de sintomas, por exemplo. Isso exigirá retornos mais adequados para os riscos assumidos pelo setor.
Os CEOs das indústrias farmacêutica e de biociências são os mais inclinados a acreditar que os investidores estão em busca de investimentos éticos, não só hoje, mas nos próximos cinco anos. Na visão deles, uma reputação positiva ajudaria não só a atrair capital, mas também talentos: 43% dos executivos afirmam estar vinculando a sua estratégia de pessoal à reputação como empregadores éticos e socialmente responsáveis.
Mas o contrário também é verdade: 57% dos CEOs do setor entendem que a falta de confiança nos negócios pode afetar as perspectivas de crescimento.
P: Que impacto os seguintes grupos de stakeholders têm na estratégia da sua organização?
Consumidores e clientes
91
%
89
%
Provedores de capital (incluindo investidores ativos) Governo e reguladores Parceiros da cadeia
de suprimentos
75
% 56
%
41
%
33
%
Empregados (incluindo sindicatos) Concorrentes e congêneresTecnologia e engajamento
As indústrias de farmácia e biociências estão vivendo uma verdadeira revolução digital em todas as etapas de criação de uma nova droga. Nada menos que 92% dos CEOs afirmam que vão usar a tecnologia para fazer mudanças com o objetivo de atender às expectativas de um conjunto mais amplo de stakeholders.
No topo da lista de mudanças pretendidas está a forma de gerir a marca, o marketing e a comunicação das empresas – 59% dos executivos farão alterações significativas nessa área (48% na pesquisa geral). Outra área em evidência é a de definição e gestão de riscos: quase todos os CEOs pensam em fazer alguma mudança. Para os executivos, as tecnologias com mais potencial para aumentar o engajamento são os sistemas de gestão de relacionamento com o cliente (CRM), com 71% de citações. Depois, aparece Inovação e P&D (66%, contra 53% na pesquisa global). O percentual é maior que o da maioria das indústrias – só na automobilística, com 69%, essa tecnologia é mais citada.
P: Selecione as tecnologias de conexão que, na sua opinião, geram o maior retorno em termos de engajamento com um conjunto mais amplo de stakeholders?
71
%
66
%
62
%
41
%
38
%
36
%
22
%
20
%
11
% Dados e análises Sistemas de CRM Tecnologias de criaçãode relatórios on-line P&D e inovação Mensagens e engajamento
nas mídias sociais
Ferramentas de colaboração on-line Segurança de dados pessoais Ferramentas de monitoramento de mídias sociais Ferramentas de relacionamento com investidores
Como medir e comunicar o sucesso
Na opinião dos CEOs dos setores farmacêutico e de biociências, a área de inovação (56% das respostas) é aquela em que as empresas deveriam estar trabalhando mais para medir a geração de impactos e valores para os stakeholders. É também a segunda (55%) mais citada como candidata a melhorias na comunicação desses aspectos, superada apenas por valores e propósito organizacional (62%).
O resultado não chega a surpreender, já que a inovação é a força que move essa indústria. A capacidade de comunicar os benefícios que produtos inovadores trazem para os pacientes, os sistemas de saúde e a sociedade de forma mais ampla é essencial para a saúde dos relacionamentos com uma complexa rede de
stakeholders. É uma área em que a importância de medir
se iguala ao desejo de comunicar.
A comunicação dos valores e do propósito da organização atende à necessidade de manter a
reputação positiva da indústria perante os investidores, além de enfatizar os benefícios mais amplos que sua atuação traz para a sociedade.
P: Em quais das seguintes áreas, na sua opinião, a sua empresa deveria estar fazendo mais para medir/comunicar impacto e valor para um conjunto mais amplo de stakeholders?
Inovação
Principais riscos
Indicadores não financeiros
Valores e propósito organizacional Informações financeiras não exigidas por lei
Práticas dos funcionários
Estratégia de negócios
Impacto em comunidades mais amplas
Impacto ambiental
Relatórios financeiros tradicionais
Medir Comunicar 10º 10º 21% 33% 6º 9º 38% 33% 5º 8º 41% 37% 3º 7º 51% 43% 1º 6º 62% 43% 7º 5º 34% 44% 8º 4º 30% 46% 4º 3º 49% 47% 9º 2º 25% 51% 2º 1º 55% 56% 59%