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O conceito de natureza : A natureza de alguma coisa é aquilo que ela é. Aquilo que surge, que se dá por nascimento.

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Academic year: 2021

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O conceito de “natureza”:

A natureza de alguma coisa é aquilo que ela é. Aquilo que surge, que se dá por nascimento.

A natureza é, por exemplo, a essência e as propriedades características de cada ser, a virtude e qualidade das

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Como era Jesus na eternidade, qual era sua natureza? Jesus é o eterno filho de Deus (eterno não é só o que não tem fim, mas é também o que não teve começo), que assumiu a natureza humana para nossa redenção.

“Quando passamos a estudar a pessoa e a obra de Cristo, estamos bem no centro da teologia cristã”

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Jesus Cristo é a revelação final de Deus.

Aquele que quer conhecer qualquer tema da

espiritualidade e devoção verdadeira deve conhecer Jesus, em que toda plenitude da divindade habita corporalmente.

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“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua f ilosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos home ns, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo; porquanto, nele, habita, corporalmente, toda a

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Em Cristo, temos duas naturezas em uma só pessoa; 1 - Cristo é verdadeiramente Deus.

2 - Cristo é verdadeiramente humano. 3 - Cristo é uma só pessoa.

Há nele duas naturezas, divina e humana, naturezas diferentes, mas “inconfundíveis e

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A NATUREZA DIVINA DE JESUS CRISTO

O Evangelho de João é, sem dúvida, notório por suas referencias a divindade de Jesus.

Logo no inicio João expressa essa idéia:

"No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, s em ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele

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O livro de Hebreus é extremamente enfático a respeito da divindade de Jesus.

“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra d o seu poder, depois de ter feito a purificação dos peca dos, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,”

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O argumento aqui é que o Filho é superior aos anjos (1.4 - 2.9), a Moisés (3.1-6) e aos sumos sacerdotes (4.14-5.10).

Ele é superior porque não é meramente humano ou um anjo, mas por ser mais elevado, ou seja, Deus.

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Em Colossenses 1.15-20, escreve que o Filho é a

imagem do Deus invisível (v.15); é aquele em quem, por meio de quem, e para quem todas as coisas

subsistem (vs. 16-17).

No versículo 19, Paulo leva a uma conclusão: “Porque foi da vontade de Deus que nele habitasse toda a

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O que é “natureza” humana?

A natureza humana é o que nos torna distintamente humanos.

A Bíblia ensina que os seres humanos foram criados

"muito bons" por um Deus amoroso (Gênesis 1:31),

mas que a bondade foi manchada pelo pecado de Adão e Eva.

Posteriormente, toda a raça humana foi vítima da natureza do pecado.

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A NATUREZA HUMANA DE JESUS CRISTO

1 - Se Jesus não tivesse assumido uma humanidade, não poderia haver salvação.

A validade e aplicação da obra realizada na cruz

dependem da realidade de sua humanidade, assim como sua eficácia depende da genuinidade de sua divindade.

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2 – Se Jesus não fosse um ser humano real, não poderia realizar o tipo de obra de intercessão.

“Por isso mesmo, convinha que, em todas as coisas, se tornasse semelhante aos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sac erdote nas coisas referentes a Deus e para fazer propiciação pel

os pecados do povo.

Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é pode roso para socorrer os que são tentados”. Hebreus 2.17-18

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3 - Jesus sendo humano foi tentado, então ele pode compreender e ajudar os homens em suas lutas.

"Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadece r-se

das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado.

Acheguemo-nos, portanto, confaidamente, junto ao trono da graça, a fim d e recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em

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"A encarnação do Verbo não foi uma teofania.

(manifestação de Deus aos homens)

Foi sim uma forma humana definitiva e permanente que o Verbo tomou para si.

A encarnação lhe trouxe um corpo real que podia não somente ser visto e ouvido, mas também tocado, e que veio a ser passível de sofrimento, morte e

ressurreição”. Heber Campos, A pessoa de Cristo; as duas naturezas do Redentor - pg. 77

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“Veio para salvar a todos mediante a sua pessoa, todos, digo, os que por sua obra, renascem em Deus, crianças, jovens e adultos. Eis porque passou por todas as idades, tornando-se criança com as

crianças, santificando as crianças; com os jovens santificando os que tinham a mesma idade, tornando-se ao mesmo tempo para eles modelo de piedade, de justiça e de submissão;…

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…da mesma forma se tornou adulto entre os adultos, para ser em tudo mestre

perfeito, não somente quanto a exposição da verdade, mas também sendo modelo para eles. E chegou até a morte por ser o primogênito entre os mortos e ter a primazia em tudo, o iniciador da vida, anterior a todos procedendo a todos”.

Irineu de Lion - “Adversus Haereses” (Contra as Heresias), II. 22.4,

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Por sua desobediência, o primeiro Adão introduziu o pecado e a morte, mas, por sua obediência, o

segundo Adão, Cristo, reintroduziou a graça e a vida eterna aos redimidos por ele.

Adão em um ambiente perfeito e sem pecado pecou, mas Jesus em um contexto inóspito, dominado pelo pecado,não pecou.

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O NASCIMENTO VIRGINAL E SUA NATUREZA HUMANA

O Filho eterno do Pai, a segunda pessoa da Trindade, não teve começo e não terá fim, mas o Filho

encarnado – o filho de Davi, o filho de Maria, o Messias – teve um começo no tempo e no espaço.

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1) A Palavra eterna (João 1.1) é referida frequentemente como “Filho”; e neste sentido ele é o Filho eterno do Pai eterno.

2) Jesus Cristo, o filho de Davi e filho de Maria, que é o Deus-homem encarnado, é referido como o “Filho” de Deus; e neste sentido ele é o histórico e encarnado Filho do Pai, concebido pelo Espírito Santo e nascido de Maria (João 1.33-34, 49).

3) O Messias crucificado, assunto ao céu e exaltado, que reina, é também referido, de maneira distinta, como o “Filho” de

Deus; e neste sentido ele é o ressurreto e triunfante Filho do Pai

(22)

O relato de Lucas sobre este milagre – O GRANDE MILAGRE,

como C. S. Lewis o chamou – é fascinante.

Lucas 1.26-35

A concepção de Jesus na virgem Maria foi singular na história da humanidade.

A encarnação foi um evento milagroso que envolveu a união entre divindade e humanidade.

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O Espírito Santo realizou a concepção no interior de Maria sem o envolvimento de qualquer pai humano, porém, ainda mais notável, foi a união das naturezas divina e humana em Jesus, de tal modo que o ente gerado seria o filho de Maria (Lc 1.31) e o filho de “Davi, seu pai” (v. 32), enquanto seria também o

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“Descerá sobre ti o Espirito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado filho de Deus” Lucas 1.35

Assim como o primeiro Adão foi criado sem pecado, o segundo (novo) Adão, Jesus Cristo, também foi gerado pelo Espirito sem pecado, marcando assim o surgimento da nova criação.

Assim a negação do nascimento virginal faz parte, tipicamente, da negação da divindade de Cristo.

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A Natureza do “Autoesvaziamento" do Filho eterno

Visto que a natureza divina em Jesus era eterna e infinita,

enquanto a sua natureza humana era criada e finita, uma das questões é: Como estas duas naturezas podiam coexistir em

uma única pessoa?

Jesus seria verdadeira e genuinamente humano se tivesse, em sua experiência humana, poder, conhecimento, sabedoria e presença espacial ilimitados?

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"Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual

a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a

forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à

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1 – Paulo deixa claro que Jesus Cristo, como filho eterno do Pai, é plenamente Deus.

Paulo escreve que Cristo existia “em forma [morphe] de Deus” (v. 6),

“a forma [morphe] de servo” (v. 7),

“Jesus, sendo a “forma de Deus”, existe em sua própria natureza como Deus, tendo a substância interior divina que somente Deus tem.

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Cristo é “a expressão exata” da natureza de Deus (Hebreus 1.3).

“Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser, sustentando todas as coisas pela palavra d o seu poder, depois de ter feito a purificação dos peca dos, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,” Hebreus 1.3

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2 - Visto que Cristo é plenamente Deus, ele não pode cessar de ser Deus.

“Cristo, sendo plenamente Deus, possuindo a própria natureza de Deus e sendo plenamente igual a Deus, em todos os aspectos, não insistiu em se prender a todos os privilégios e benefícios de sua posição de igualdade com Deus (o Pai) e, por meio disso, não recusou a aceitar sua vinda como homem.”

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Como Cristo se esvazia para se tornar homem-servo? Cristo se esvaziou assumindo a forma de servo.

Sim, ele se esvazia por assumir; se esvazia por acrescentar. Cristo Jesus, existindo e permanecendo plenamente quem ele é como Deus, aceita sua chamada divina para vir ao mundo e cumprir a missão que o Pai lhe designou.

Paulo explica - “Sendo rico, [ele] se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos” II Corintios 8.9

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A OBEDIENCIA DO FILHO ETERNO COMO HOMEM

Depois de explicar o próprio autoesvaziamento, Paulo escreve: “Reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e

morte de cruz” (vs. 7-8)

As palavras de Jesus registradas em João 6.38:

“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou”.

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Este Filho eterno, que existia em substância de Deus e era totalmente igual a Deus, assumiu a nossa natureza humana precisamente para que experimentasse o

sofrimento, a aflição, a rejeição, a crucificação e a morte que experimentou, tudo isso porque o Pai o enviara para cumprir sua missão salvadora e

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Que grande Salvador é nosso Senhor Jesus Cristo!

Quão admirável foi sua obediência e quão grande foi o seu amor!

Que apreciemos cada dia a beleza e a agonia deste Filho eterno, que se tornou o Filho encarnado – e fez isso com o propósito de sofrer a morte para a nossa salvação e redenção.

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APLICAÇÕES PARA NÓS

1 - A doutrina do nascimento virginal é a afirmação da natureza sobrenatural da salvação, que ocorre sem

qualquer intervenção humana.

Se hoje somos salvos, somos por que o Pai, enviou o Filho e que por intermédio do Espirito Santo nos da a salvação sem qualquer participação nossa.

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2 - A resposta de nosso coração a pessoa de Cristo. Não podemos minimizar a magnitude do que Jesus fez, se deixarmos de perceber o tipo de obediência que ele prestou e a extensão a que se dispôs a ir para garantir o cumprimento da vontade de seu Pai.

Que nossa mente receba maior compreensão, para que nosso coração seja cheio de afeições mais

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3) Devemos reconhecer o imperativo inicial de Paulo, ele nos chama à ação.

Nunca devemos esquecer que este admirável retrato da humilhação de Cristo, é dado para ilustrar o que ele manda os crentes fazerem.

“Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”

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4 - Devemos adorar a Cristo, Deus.

Devemos dobrar nossos joelhos e adorar a Cristo Jesus, como fizeram os magos.

“Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a cri ação;” Colossenses 1.15.

Eternamente divino, revelando a graça e a verdade da Trindade a nós.

Em sua natureza humana, Jesus nos mostra como viver.

No poder do Espirito, a imagem de Deus, com a qual fomos criados, e é renovada dia a dia, por isso somos chamados a segui-lo e imitá-lo.

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5 - Atentem! este é o sinal :

No cocho em fraldas, muito mal Deitado está o que mantém

O céu e a terra, e os sustém.

6 - Ó vinde todos jubilar

Com os pastores adorar

Olhai o que Deus Pai nos deu O bem-amado Filho seu.

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Referências

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