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NORMAS PARA O PROCESSO DE ESCOLHA DE CARGOS DE DIREÇÃO E DE FUNÇÕES GRATIFICADAS DO CÂMPUS NATAL ZONA NORTE BIÊNIO 2012/2014.

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1 NORMAS PARA O PROCESSO DE ESCOLHA DE CARGOS DE DIREÇÃO

E DE FUNÇÕES GRATIFICADAS DO CÂMPUS NATAL – ZONA NORTE BIÊNIO 2012/2014.

CAPÍTULO I Das definições

Art.1° O presente documento possui caráter de regulamentação específica para participação da comunidade escolar na escolha para preenchimento de cargos e funções gratificadas que compõe a estrutura organizacional do Campus Natal – Zona Norte, não ficando suplantadas as atribuições definidas para o Cargo de Diretor Geral no Estatuto Geral do IFRN, aprovado pela Resolução n. 15/2010-CONSUP/IFRN de 29 de outubro de 2010.

Parágrafo único. O processo de escolha pela comunidade escolar para preenchimento de cargos e funções gratificadas do Campus Natal-ZN será definido por essa norma e conduzido por Comissão Eleitoral específica designada por Portaria da Direção Geral do Campus.

CAPÍTULO II

Da Comissão Eleitoral e suas Atribuições Art.2° São atribuições da Comissão Eleitoral:

I - elaborar as normas, disciplinar os procedimentos de inscrição dos candidatos e de votação, bem como definir o cronograma para a realização do(s) processo(s) de consulta;

II - coordenar e supervisionar o processo de consulta para os seguintes cargos de direções, coordenações e funções gratificadas:

a) Direções:

1) Administrativa e substituto eventual; 2) Acadêmica e substituto eventual.

b) Coordenações e funções gratificadas: 1) Gestão de pessoas;

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2 3) Administração escolar; 4) Pesquisa e Inovação; 5) Extensão; 6) Atividades estudantis; 7) Comunicação.

III – homologar e publicar as inscrições para as referidas direções, coordenações e funções gratificadas;

IV – publicar a lista de eleitores votantes;

V – publicar a lista dos candidatos com foto, identificação numérica e respectivos cargos em murais oficiais e na área de convivência do Câmpus;

VI – credenciar fiscais para atuar no decorrer do processo de consulta;

VII – intervir e/ou aplicar as sanções cabíveis, quando necessário, garantindo o cumprimento destas normas no processo de consulta das direções, coordenações e funções gratificadas;

VIII – publicar e encaminhar os resultados da votação para a Direção Geral; IX – esclarecer a comunidade do Câmpus acerca do processo de escolha; X – decidir sobre os casos omissos.

CAPÍTULO III Do Processo de Escolha

Seção I

Das Inscrições para Cargos e Funções Gratificadas

Art.3° Poderão candidatar-se as direções, coordenações e funções gratificadas os servidores pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente com lotação e exercício no Câmpus Natal – Zona Norte.

Parágrafo Único. Caso o candidato, ao pleitear as vagas de gestão, inviabilize o funcionamento futuro do seu setor de origem a candidatura será indeferida.

Art.4° A inscrição do candidato será feita mediante requerimento da candidatura que deverá ser efetuada na Coordenação de Gestão de Pessoas, em formulário próprio, no horário de funcionamento do Setor,

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dirigida ao Presidente da Comissão Eleitoral, que, no prazo de 48h, homologará a inscrição.

§1°. Constará no requerimento da candidatura: I – Ficha de inscrição preenchida.

II – Plano de atuação do candidato, a ser divulgado à comunidade, vislumbrando de maneira sintética a visão do setor e propostas;

§2°. Para os cargos de Direção Administrativa e Acadêmica, que exigem substituto eventual, a inscrição deverá ser realizada de maneira vinculada.

Seção II Do Calendário

Art. 5° A Comissão Eleitoral definirá o calendário do processo de consulta no prazo máximo de 15 dias após sua constituição.

Seção III Da Campanha

Art. 6° A campanha restringir-se-á aos prazos estabelecidos no calendário definido pela Comissão Eleitoral de acordo com o artigo 5° desta norma, sob pena de impugnação da candidatura caso seja comprovada campanha em período distinto deste.

Parágrafo único. Os candidatos terão liberdade de promover suas campanhas, desde que não prejudiquem as atividades normais da Instituição, não danifiquem o seu patrimônio, nem promovam ações que conduzam à desarticulação do processo de escolha.

Das Normas da Campanha Eleitoral Art. 7° São normas da Campanha Eleitoral;

I – Os candidatos deverão observar o código de ética do servidor público nas suas ações durante a campanha;

II – Será vedada ao candidato a vinculação de sua candidatura a partidos políticos ou quaisquer associações, sindicatos, entidades representativas dos estudantes e fundações;

III – Não será permitido a nenhum candidato dispor de recursos próprios ou de terceiros que visem ao aliciamento dos eleitores;

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IV – Será permitido aos candidatos fazer campanha individual exclusivamente nos espaços coletivos e abertos, tais como: lanchonetes, pátios, corredores e similares;

V – Os candidatos não poderão fazer campanha nos setores administrativos, nas salas de aulas/laboratórios, bibliotecas e outros ambientes acadêmicos, bem como em reuniões específicas para os técnicos-administrativos e/ou professores, convocadas por dirigentes do Câmpus, inclusive reuniões pedagógicas, de grupo ou de natureza similar previstas na programação da Diretoria Acadêmica;

VI – Poderão ser utilizados perfis em redes sociais e e-mails pessoais dos candidatos, bem como folderes, bottons, camisetas e panfletos para divulgação da candidatura;

VII – Não é permitido aos candidatos utilizar, direta ou indiretamente, estrutura funcional, material de consumo, infraestrutura gráfica e/ou qualquer mídia oficial de comunicação institucional para a propaganda eleitoral, com exceção do plano de atuação quer será divulgado no sítio oficial do Câmpus. VIII – Não poderão ser utilizadas faixas, banners ou outros materiais de natureza publicitária, excetuando-se os descritos no inciso VI.

Seção V Dos Votantes

Art.8° Poderão votar, para as funções “Coordenador(a) de Gestão de Pessoas”, os servidores que compõem o Quadro de Pessoal Ativo Permanente da Instituição, lotados e em exercício no Câmpus Natal – Zona Norte.

Art.9° Poderão votar, para as funções “Diretor(a) Acadêmico(a)”, “Diretor(a) de Administração”, “Coordenador(a) de Apoio Acadêmico”, “Coordenador(a) de Atividades Estudantis”, “Coordenador(a) de Pesquisa e Inovação”, “Coordenador(a) de Extensão”, “Coordenador(a) de Comunicação Social e Eventos”;

I. Servidores pertencentes ao Quadro de Pessoal Ativo Permanente, lotados e em exercício no Câmpus Natal – Zona Norte;

II. Alunos dos cursos regulares do Câmpus, nas modalidades Integrado Regular, Integrado EJA, Subsequente e Licenciatura, que possuam matrícula com situação “matriculado”, “trancado”, “afastado”, “concludente” ou “estagiário/concludente”.

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5 Art.10° As listas de votantes deverão ser entregues pela Coordenação de Gestão de Pessoas (no caso dos servidores docentes e técnico-administrativos), pela Secretaria Acadêmica (no caso dos alunos) à Comissão Eleitoral, tendo como referência para emissão das citadas listas, o período de 07 (sete) dias de antecedência ao processo de escolha.

Art.11 Para o servidor apto a votar, que também é aluno em qualquer dos cursos regulares do Câmpus, nas modalidades Integrado Regular, Integrado EJA, Subsequente e Licenciatura, prevalecerá a matrícula funcional.

Seção VI

Da Natureza do Voto

Art.12 A proporcionalidade estabelecida para a votação dos Cargos citados no art. 8o, será atribuído o peso de 1/2 (um meio) para a manifestação do corpo docente e de 1/2 (um meio) para a manifestação dos servidores técnico-administrativos.

Art.13 A proporcionalidade estabelecida para a votação dos Cargos citados no art. 9o, será atribuído o peso de 1/3 (um terço) para a manifestação do corpo docente, de 1/3 (um terço) para a manifestação dos servidores técnico-administrativos e de 1/3 (um terço) para a manifestação do corpo discente. Art.14 O voto será facultativo e secreto, não podendo ser efetuado por correspondência ou procuração, sendo vedado o voto em trânsito.

Seção VII

Dos Procedimentos para a Votação

Art.15 A votação será realizada das 8 às 21 horas, ininterruptamente, se dará em cabine individual, com uso de um sistema eletrônico próprio e far-se-á de acordo com os seguintes procedimentos:

I – O curso da votação obedecerá à ordem de chegada dos votantes.

II – O votante apresentará aos componentes da Mesa receptora um documento oficial com foto que comprove sua identificação.

III – Após a identificação, o eleitor assinará a folha de votação, dirigir-se-á à cabine e procederá à votação no sistema eletrônico próprio ou tradicional (por cédulas).

Art.16 Terminada a votação a Mesa receptora tomará as seguintes providências:

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I. Seguindo as instruções específicas, procederá ao encerramento da votação eletrônica.

II. Emitirá o boletim de urna, que será rubricado pelos membros da Mesa receptora e fiscais presentes.

III. Lavrará a ata da votação;

IV. Entregará o sistema eletrônico próprio ou outro meio correlato de votação, bem como os demais documentos à Comissão Eleitoral. Parágrafo único. O modelo da ata deverá conter os nomes dos membros da Mesa receptora e o número de votantes, o número de ausentes e ocorrências relevantes.

Art.17 Na impossibilidade do uso do sistema eletrônico próprio, a votação será realizada da forma tradicional (por cédulas), seguindo tais procedimentos:

I. A Comissão Eleitoral providenciará cédulas eleitorais e urnas convencionais;

II. As cédulas deverão ser rubricadas por pelo menos dois membros da Mesa receptora.

III. O voto em mais de um candidato será considerado nulo, bem como o voto que contenha desenhos, frases, danificações, rasuras ou qualquer sinal de identificação do votante.

IV. A apuração dos votos de cada urna deverá ser feita pela própria Mesa receptora junto com a Comissão Eleitoral, que expedirá um boletim com as mesmas informações do Boletim do Sistema Eletrônico próprio.

V. Se o número de cédulas constantes no interior da urna for superior a 2% (dois por cento) do número de assinantes, a urna será impugnada.

VI. Após contados, os votos deverão ser devolvidos à urna, que será lacrada e entregue à Comissão Eleitoral.

Seção VIII Da Mesa receptora

Art.18 Cada Mesa receptora será composta por três membros titulares, sendo um Presidente e dois Mesários, e um membro suplente, nomeados pela Comissão Eleitoral.

§1° A Comissão Eleitoral será responsável pelo processo de seleção dos membros para constituir a mesa receptora, devendo a composição final da

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mesa contar, preferencialmente, com a participação de 1/3 (um terço) do corpo docente, 1/3 (um terço) dos servidores técnico-administrativos e de 1/3 (um terço) do corpo discente.

§ 2° Compete à Mesa receptora: I. Identificar o eleitor.

II. Identificar os fiscais credenciados. III. Manter a ordem no recinto de votação.

IV. Comunicar à Comissão Eleitoral as ocorrências relevantes. V. Adotar os procedimentos para emissão da Zerésima.

VI. Encerrar a votação e emitir o Boletim de Urna.

§ 3° As Mesas receptoras funcionarão com, no mínimo, dois de seus membros.

§ 4° Só permanecerão no recinto da votação os membros da Mesa receptora, um fiscal credenciado de cada candidato e o votante, este durante o seu tempo de votação.

Art.19 Somente a Comissão Eleitoral poderá intervir no funcionamento das Mesas receptoras.

Art.20 Compete à Comissão Eleitoral providenciar o seguinte material para cada Mesa receptora:

I. Uma cópia impressa da lista de votantes. II. Um sistema eletrônico próprio ou tradicional. III. Uma cabine de votação.

IV. Uma cópia impressa do modelo de ata fornecido.

V. Material de expediente necessário à execução dos trabalhos. VI. Uma cópia impressa do modelo de boletim de apuração de votos

para o caso da eleição tradicional.

VII. Uma cópia impressa da lista de candidatos contendo seus respectivos números e fotografias.

Seção IX Da Fiscalização

Art.21 Os candidatos poderão indicar 1 (um) fiscal, para atuar junto à Mesa receptora, que será credenciado conforme inciso VI do Art. 2°.

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8 Art.22 As impugnações promovidas pelos fiscais serão registradas nos documentos, pela mesa, e submetidas à decisão da Comissão Eleitoral.

Seção VIII Da Apuração

Art.23 A Comissão Eleitoral providenciará a estrutura necessária aos trabalhos de totalização geral de votos.

§ 1° A Comissão Eleitoral iniciará o processo de apuração logo após o encerramento da votação.

§ 2° Compete à Comissão Eleitoral totalizar os votos de todas as mesas receptoras.

§ 3° No caso da existência de candidato único, só será considerado eleito aquele que obtiver o percentual de 50% mais 1 ( um) voto, dos votos válidos. § 4° Se o número de votos inválidos atingir mais da metade julgar-se-á anulada a votação.

Art. 24 Se houver empate entre candidatos, o critério de desempate será, pela ordem:

I. Aquele que tiver obtido o maior número de votos absolutos. II. Maior tempo de serviço no Câmpus.

III. Maior tempo de serviço na Instituição. IV. Maior tempo no Serviço Público.

V. Maior idade.

§ 1° Caso não haja candidatos eleitos para quaisquer dos cargos ou funções gratificadas estabelecidas para consulta nessa norma, deverá ser utilizada a prerrogativa de indicação por parte do colégio gestor, baseado em reunião desse colegiado para este fim específico.

§ 2° Caberá a Comissão Eleitoral , após a publicação dos resultados dos recursos e/ou da votação, lavrar o resultado desta consulta e encaminhar ao Conselho Escolar do Câmpus para homologação.

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9 Art.25 A totalização dos votos para a função “Coordenador(a) de Gestão de Pessoas” será feita segundo a equação descrita abaixo:

Pi = 100 [ 1/2 (Di/D) + 1/2 (Ti/T) ]

Art.26 A totalização dos votos para as funções “Diretor (a) Acadêmico(a)”, “Diretor(a) de Administração”, “Coordenador(a) de Apoio Acadêmico”, “Coordenador(a) de Atividades Estudantis”, “Coordenador(a) de Pesquisa e Inovação”, “Coordenador(a) de Extensão”, “Coordenador(a) de Comunicação Social e Eventos”, será feita segundo a equação descrita abaixo:

Pi = 100 [ 1/3 (Di/D) + 1/3 (Ti/T) + 1/3 (Ai/A) ]

§ 1° A seguinte legenda se aplica aos artigos 25 e 26: Pi = percentual de votos do candidato i;

D = total de professores votantes;

T = total de técnicos-administrativos votantes; A = total de alunos votantes;

Di = total de votos de docentes no candidato i;

Ti = total de votos de técnicos-administrativos no candidato i; Ai = total de votos de alunos no candidato i;

§ 2° A aproximação do cálculo deve ser até a segunda casa decimal (0,005 será aproximado para 0,01).

§ 3° O cálculo dos percentuais de votos em brancos e nulos deve ser feito da mesma forma que o dos percentuais dos candidatos.

Dos Recursos

Art.27 Os prazos para interposição de recursos serão estabelecidos no calendário.

Parágrafo único. Os recursos deverão ser devidamente fundamentados e encaminhados por escrito, através da Coordenação de Gestão de Pessoas, à Comissão Eleitoral.

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10 Art.28 Compete à Comissão Eleitoral examinar os recursos e emitir parecer conclusivo.

CAPÍTULO IV Das Disposições Gerais

Art.29 Qualquer denúncias sobre o descumprimento das normas eleitorais devidamente comprovadas, deverão ser enviadas à Comissão Eleitoral para apuração e devidas providências.

Parágrafo único. Uma vez apurado e comprovado o descumprimento destas normas, será passível de impugnação ou cancelamento da candidatura pela Comissão Eleitoral.

Art.30 Os casos omissos serão analisados e decididos pela Comissão Eleitoral.

Art.31 Estas Normas entrarão em vigor na data de sua aprovação pelo Conselho Escolar.

____________________________________________ Valdemberg Magno do Nascimento Pessoa

Presidente do Conselho Escolar Câmpus Natal – Zona Norte/IFRN

Referências

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