Prof. Fernando R. Ferreira
Esquema de Aula
Atividade Física
Bioenergética - Sistemas Produtores de Energia Princípio do Treinamento
Identificação de Índices Fisiológicos Capacidade Aeróbia
Fatores determinantes e limitantes do condicionamento
cardiovascular
Exercícios com pesos
Esquema de Aula
Potência Muscular Máxima
Sobrecarga Muscular
Programa de Treinamento
Potência e Resistência Anaeróbia
Anaeróbio X Aeróbio
Treinamento simultâneo com pesos e endurance
Importância do exercício aeróbio no treinamento de força
Treinamento intervalado
Atividade Física
• Formal
– Participativo • Academias • Clubes • Esportes – Competitivo • Esportes• Informal
– Atividades diáriasAtividade Física
• Estética
• Saúde
Bioenergética
Os ajustes metabólicos que ocorrem no exercício, produzem 3 importantes conseqüências para a homeostasia energética.
• Manutenção da glicemia;
• Utilização do substrato energético com maior eficiência para a atividade física realizada;
• Preservação do glicogênio muscular.
Transformação Biológica de
Energia
Informações a respeito dos sistemas energéticos envolvidos com a prática de atividade física permite determinar índices que refletem os ajustes para obtenção de energia, de acordo com a intensidade e a duração. Sistema ATP-CP Esgota-se rapidamente Rapidamente reposto Força Potência Velocidade Metabolismo Anaeróbio Resistência de Velocidade Resistência Anaeróbia Resistência Localizada
Grande estoque energético Reposto lentamente Resistência Aeróbia Potência Aeróbia Endurance Metabolismo Aeróbio
PRINCÍPIOS DO
TREINAMENTO
Os princípios do treinamento são normas que devem ser respeitadas quando se elabora e prescreve um treinamento ou um planejamento de treinamento, para que este seja adequado ao indivíduo e consiga atingir todos os objetivos desejados.
Individualidade Biológica Sobrecarga
Reversibilidade Especificidade
A identificação de índices
fisiológicos
Fornece aos preparadores físicos, uma
ferramenta precisa para prescrição da
atividade física, respeitando os limites de
cada atleta; de acordo com a necessidade,
objetivo, limitações e fase de treinamento.
Utilização dos índices fisiológicos
em atividade física (Avaliação)
• Avaliação da evolução dos índices de aptidão física; • Diagnóstico do condicionamento físico atual;
• Reavaliação periódica;
• Diagnostico individual da evolução;
• Identificar as necessidades específicas de cada indivíduo; • Avaliação do Grupo;
• Periodização do treinamento;
• Possibilita a quantificação de melhora do
condicionamento físico geral. (reavaliação e comparação).
Atividade Física Ideal Quantidade X Qualidade
Capacidade Aeróbia
(
Como testar?)
Medida direta ou indireta
– Fórmulas, tabelas, nomogramas, metabólicos, etc; – Testes de campo ou laboratoriais, (12 minutos,
4000m, ergoespirometria, etc);
– Escolha do Ergômetro (biomecânica da modalidade esportiva, reavaliação e comparação);
– Escolha do Protocolo de teste.
Objetivo
– Identificar os fatores fisiológicos para o êxito na modalidade desportiva;
Fatores determinantes do
condicionamento cardiovascular
• Idade
• Sexo
• Composição
corporal
• Nível de
condicionamento
físico
• Hereditariedade
Fatores limitantes do
condicionamento cardiovascular
• Muscular
• Cardiovascular
Exercícios com pesos
• Qualidade de Vida
• 3a Idade (Aumento no conteúdo mineral ósseo)
• Hipertensão e Cardiopatias
• Obesidade (Diminuição da gordura corporal) • Diabetes (aumenta captação de glicose)
• Lesões músculo-esqueléticas • Fortalecimento dos ligamentos; • Fortalecimento dos tendões;
• Menor incidência de lesões e sua recuperação; • Aumento de ATP-CP e glicogênio muscular; • Diminuição do colesterol total;
RONNIE COLEMAN RONNIE COLEMAN 2002 2002 ARNOLD SCHWARZENEGGER ARNOLD SCHWARZENEGGER 1975 1975
VARIÁVEIS DO TREINAMENTO
DE FORÇA
1 - Análise das necessidades:
• Movimento(exercício); • Fisiológica;
• Lesões (histórico).
2 - Seleção de exercícios:
• Especificidade;
• Equilíbrio muscular (agonista/antagonista); • Disponibilidade de equipamentos.
VARIÁVEIS DO TREINAMENTO
DE FORÇA
3. Freqüência de treinamento:
• Número de sessões semanais;
• Grau de treinabilidade do praticante.
4. Ordem dos exercícios:
• Potência;
• Força pura ou máxima;
• Grandes grupos musculares (multiarticulares); • Pré-exaustão;
• Alternar, MMSS com MMII (alternado por segmento).
VARIÁVEIS DO TREINAMENTO
DE FORÇA
5 - Volume:
• Séries X Repetições X Peso; • Número total de repetições.
6 - Intervalo entre séries e exercícios:
• Objetivos (força pura, hipertrofia, potência, resistência muscular).
7 - Peso (carga) e repetições:
• Percentual de 1 Repetição Máxima (% 1 RM); • Número de Repetições Máximas (RMs);
• Objetivos (força pura, hipertrofia, potência, resistência muscular).
Utilização dos índices fisiológicos em
Potência Muscular Máxima (Avaliação)
• Os testes de Potência muscular são classificados de acordo com sua duração.
• Teste de curta duração: 10 segundos ou menos; • Teste média duração: 20 e 60 segundos;
• Teste longa duração: 60 e 120 segundos.
Cada tipo de teste reflete indiretamente uma medida da capacidade de regenerar ATP
durante um determinado intervalo de tempo.
Sobrecarga Muscular
Força Máxima (Força Pura):
Máxima tensão muscular contra máxima resistência Força de Sprint Capacidade de acelerar
rapidamente Força explosiva ou
Movimento de força em velocidade
Movimentos com força e velocidade
Força isométrica
ou estática Sem produção de movimento
Força dinâmica Contração voluntária
Programa de Treinamento
Três opções de programas de treinamento
(Clínicas, hospitais, academias, clubes, etc).
Exercícios Aeróbios Caminhada Corrida Bicicleta Elíptico Dança Aula coreografadas Contínuo e Intervalado Treinamento de Força Endurance (RML)
Força Explosiva (Potência) Força Dinâmica (Hipertrofia)
Força Máxima Musculação Treinamento Combinado Exercício Aeróbico Exercício Aeróbico X X Treinamento de Força Treinamento de Força Caminhada e Musculação
Correlações das 3
formas principais de força
POTÊNCIA ANAERÓBICA
OBJETIVOS
• Potencialização da capacidade de manter
um exercício curto e intenso com a
mesma qualidade de movimento sem
perder intensidade e coordenação.
• Utilização com eficiência do sistema
ATP-CP.
RESISTÊNCIA ANAERÓBICA
OBJETIVOS
• Melhora da capacidade de suportar uma
alta intensidade de exercício com altas
concentrações de lactato sanguíneo.
POTÊNCIA E RESISTÊNCIA
ANAERÓBICA
DESENVOVIMENTO DO TRABALHO
• Obedecer tempo de estímulos e distância
para diferenciar valências propostas;
• Intervalos suficientes para melhor
resposta da via utilizada.
POTÊNCIA E RESISTÊNCIA
ANAERÓBICA
• POTÊNCIA ANAERÓBICA:
Estímulos até 15” de execução ou com
distâncias até 100m de deslocamento em
intensidade alta.
• RESISTÊNCIA ANAERÓBICA:
Estímulos acima de 25” de execução ou
com distâncias acima de 150m em
intensidade alta.
Anaeróbios X Aeróbios
Exercício Anaeróbio Exercício AeróbioRela
Rela
ç
ç
ão Volume X intensidade
ão Volume X intensidade
Atividade de longa duração Acima de 3 min
Baixa intensidade Predominante Gordura
Atividade de curta duração
Início do exercício e atividades de até 2/3 min.
Alta intensidade
ATP-CP e glicólise Anaeróbia
Contribuição da Produção Aeróbia/ Anaeróbia de ATP Durante o Exercício
Segundos Minutos
% De Prod. Aeróbia % De Prod. Anaeróbia
Powers & Howley, 2001
1 2 5 15 35 60 70 80 90 99 98 95 85 65 40 30 20 10 120 60 30 10 4 2 60 30 10
Anaeróbios X Aeróbios
REMOÇÃO DE LACTATO
• O ácido lático não se acumula necessariamente em todos os níveis de exercício. Durante o exercício leve e moderado as demandas energéticas de ambos os grupos são satisfeitas adequadamente por reações que utilizam oxigênio.
• Em termos bioquímicos, o ATP para a contração muscular torna-se disponível predominantemente através da energia gerada pela oxidação do hidrogênio. Qualquer ácido lático formado no exercício leve é oxidado rapidamente. Assim sendo,o nível sangüíneo de ácido lático se mantém bastante estável, até mesmo quando o consumo de oxigênio aumenta.
Treinamento simultâneo
com pesos e endurance
• O
Treinamento
Aeróbio
leva
a
uma
densidade capilar maior no músculo e uma
capacidade aumentada do músculo de gerar
energia (ATP) com oxigênio, o que aumenta
a endurance muscular.
• Em contraste, o treinamento anaeróbio
produz força muscular aumentada e uma
tolerância maior aos desequilíbrios ácido –
base
durante
os
exercícios
de
alta
intensidade.
Howley e Franks, 2000Treinamento simultâneo
com pesos e endurance
(bom ou ruim???)
• O treinamento de força e endurance concomitantes, não interferem no desempenho da força ou da endurance em comparação com treinamento de força ou endurance isoladamente. (Sale, 1990)
• Programas concomitantes de treinamento de força e aeróbio produzem menos aprimoramento da força e potência muscular em relação ao treinamento que destina-se apenas ao aprimoramento da força.
Treinamento simultâneo
com pesos e endurance
Fatores que influenciam no treinamento:
• Volume de treinamento;
• Freqüência de treinamento;
• Nível de treinamento dos indivíduos;
IMPORTÂNCIA DO EXERCÍCIO
AERÓBIO NO TREINAMENTO DE FORÇA
• Recuperação mais rápida;
• Melhor remoção de lactato;
• Benefícios Cardio-respiratório;
• Diminuição da gordura corporal
.
TREINAMENTO INTERVALADO
São sessões intensas de curta duração
alternadas com períodos de alívio. O
treinamento
intervalado
é
utilizado
classicamente por corredores de distância
intermediária e média como um meio de
proporcionar um estímulo do treinamento
aos sistemas energéticas tanto aeróbio
quanto anaeróbio.
Base Lógica para o
Treinamento Intervalado
• O treinamento intervalado possui uma base sólida em fisiologia e metabolismo energético.
• No treinamento intervalado, como nas outras formas de condicionamento fisiológico, a intensidade do exercício deve ser ajustada aos sistemas energéticos específicos a serem treinados.
Intervalo de recuperação (Alívio)
O intervalo de recuperação pode ser tanto passivo (repouso-recuperação) quanto ativo (trabalho-(repouso-recuperação). A duração recomendada costuma ser relacionada com o trabalho a fazer, geralmente a relação de 1 para 3.
Ex. um velocista que corre 10” recupera 30”.
TREINAMENTO INTERVALADO
(variações)
Intervalado: Envolve a realização de
exercícios contínuos alternados por breves
períodos de recuperação.
-Constante
-Crescente
-Crescente / Decrescente
-Decrescente-Crescente
-Variativo
(Monteiro, 2001).Ajustes cardio-respiratório e metabólico em exercícios aeróbios e anaeróbios de mesma demanda energética
(Pavanelli, C; Neto, T.L.B, 2000)
OBJETIVO: analisar os ajustes cardio-respiratório e metabólico em dois modelos de atividade física (aeróbia e anaeróbia) com a mesma demanda energética.
• Fase a: repouso 2 minutos
• Fase b: 4x15 com 1 min intervalo
• Fase c: 5 min intervalo
EFEITOS DO TREINO E DO DESTREINO ESPECÍFICOS NA FORÇA EXPLOSIVA: UM ESTUDO EM JOVENS
BASQUETEBOLISTAS DO SEXO MASCULINO
Tabela 5 – Valores médios de consumo de oxigênio (VO2), razão de trocas gasosas (R),
frequência cardíaca (FC), pressão arterial sistólica (PAS) e pressão arterial diastólica (PAD) durante a fase a do esquema esperimental.
Média DP
Consumo de Oxigênio (VO2 ml/kg/min) – STPD
5,19 0,46
Razão de Trocas Gasosas (R) 0,76 0,02
Frequência Cardíaca (FC bpm) 71,5 2,8
Pressão Arterial Sistólica (PAS) – mmHg 120,5 3,69
EFEITOS DO TREINO E DO DESTREINO ESPECÍFICOS NA FORÇA EXPLOSIVA: UM ESTUDO EM JOVENS
BASQUETEBOLISTAS DO SEXO MASCULINO
G r á f i c o 1 - V a lo r e s m é d io s d o c o n s u m o d e o x i g ê n i o ( V O 2 – m L / k g / m i n ) d u r a n t e
o e s q u e m a e x p e r i m e n t a l.
Valores Médios - Consumo de Oxigênio
17,28 7,2 17,61 5,19 0 5 10 15 20 25
Fase a Fase b Fase c Fase d
m l/ k g /m in
Valores Médios - Razão de Trocas Gasosas
1,31 0,86 0,88 0,76 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 1,6
Fase a Fase b Fase c Fase d
R
EFEITOS DO TREINO E DO DESTREINO ESPECÍFICOS NA FORÇA EXPLOSIVA: UM ESTUDO EM JOVENS
BASQUETEBOLISTAS DO SEXO MASCULINO (SANTO et al 1997).
OBJETIVO
• Identificar os efeitos do treino pliométrico nos indicadores da força explosiva (velocidade, agilidade, salto a partir de uma posição estática, salto com contra-movimento e potência mecânica média dos membros inferiores em jovens basquetebolistas;
• Identificar os efeitos do destreino específico e da aplicação de um programa de treino pliométrico reduzido nos ganhos anteriormente obtidos.
MATERIAL E MÉTODOS
• 19 jovens basquetebolistas, masculino, idade entre 14 e 15 Regional de • Testes de avaliação da força explosiva
• Velocidade 20m • Agilidade
• Salto estático
• Salto contra movimento • Potencia mecânica média.
EFEITOS DO TREINO E DO DESTREINO ESPECÍFICOS NA FORÇA EXPLOSIVA: UM ESTUDO EM JOVENS
BASQUETEBOLISTAS DO SEXO MASCULINO
• 1º parte - programa de treino pliométrico (saltos no lugar,
saltos com deslocamento, saltos em profundidade e saltos com carga adicional), com a duração de oito semanas e uma freqüência de três vezes por semana.
• 2º parte - imediatamente após as oito semanas de treino, os sujeitos foram aleatoriamente distribuídos por dois grupos:
– O primeiro (G1, n= l0), respeitou um período de treino específico de quatro semanas mantendo, contudo, os treinos regulares de basquetebol.
– O segundo (G2, n= 9) cumpriram um programa de treino pliométrico reduzido, em simultâneo com os treinos regulares de basquetebol. A estrutura de treino adaptada foi idêntica à da fase inicial, com os mesmos níveis de intensidade, mas com uma redução na freqüência (uma vez por semana) e no volume.
EFEITOS DO TREINO E DO DESTREINO ESPECÍFICOS NA FORÇA EXPLOSIVA: UM ESTUDO EM JOVENS
BASQUETEBOLISTAS DO SEXO MASCULINO
Da observação do quadro de resultados obtidos do pré para o pós-treino, constatam-se diferenças estatisticamente
significativas em todas as variáveis estudadas (TABELA 1). Os ganhos superiores ocorreram nos indicadores velocidade,
EFEITOS DO TREINO E DO DESTREINO ESPECÍFICOS NA FORÇA EXPLOSIVA: UM ESTUDO EM JOVENS
BASQUETEBOLISTAS DO SEXO MASCULINO CONCLUSÕES
• a) os resultados do estudo comprovam a eficácia da aplicação do programa de treino pliométrico utilizado na melhoria da força explosiva em jovens jogadores de basquetebol;
• b) o período de treino reduzido, por um lado e a situação
de destreino específico, por outro, concorrem
indistintamente para a manutenção dos níveis de força explosiva. Estes resultados apontam inequivocamente para o poder único que o treino específico em basquetebol parece ter para a sustentação e manutenção
da “performance” motora (indicadores da força
explosiva), pelo menos a partir do quadro de pressupostos do programa de treino aplicado.
BIBLIOGRAFIAS
• 1- J. Weineck, 1991 – biologia do esporte – ed manole – pag 182
• 2-Howley e Franks, manual do instrutor de condicionamento físico – 3ª ed – ed. Artmed – pag 251, 2000.
• 3-Mcardle, w. D., Katch, F. I., Katch, V. L., Fisiologia do exercício – energia, nutrição e desempenho humano. 4º edição, ed. Guanabara koogan, p.373-435. 1998.
• 4-Robergs, r.A., Roberts, s.O. Princípios fundamentais de fisiologia do exercício para aptidão, desempenho e saúde. 1º ed. São paulo: phorte editora; 2002. P. 265-315.
• 5-Newsholme, e., Leech, t., Duester, g. Corrida: ciência do treinamento e desempenho. 1º ed. São paulo: phorte editora; 2006.
• 6-Monteiro, a.G. Treinamento personalizado: uma abordagem didático-metodológica. 1ºed. São paulo: phorte editora; 2000. P.107.
BIBLIOGRAFIAS
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• 10-Weineck, j. Treinamento ideal: instruções técnicas sobre o desempenho fisiológico, incluindo considerações espesíficas de treinamento infantil e juveninil. 9 edição, ed manole, 1999
• 11-Manual de pesquisa das diretrizes do acsm para os testes de esforço e sua prescrição – quarta edição – guanabara koogan p.455.