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Encontro do dia 11 de maio de 2015 (lista remanescente da aula 8)
No âmbito da Câmara dos Deputados, segundo o Regimento Interno, é competência do Presidente:
3) Indicar os membros titulares e suplentes que irão compor as comissões, tanto as permanentes como as temporárias.
4) Promulgar as resoluções da Câmara e assinar os atos da Mesa.
Julgue.
5) As expressões “votação nominal” e “votação ostensiva” não são sinônimas. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Atribuição Técnico em Comunicação Social, CESPE, 2003)
6) É vedada a adoção do processo simbólico em votação de proposições cuja aprovação exija quórum qualificado de votação. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Atribuição Técnico em Comunicação Social, CESPE, 2003)
7) Constam entre as competências dos Suplentes de Secretários tomar parte nas reuniões da Mesa, realizadas uma vez por quinzena, e substituir, conforme sua numeração ordinal, quaisquer dos membros efetivos em suas faltas às reuniões.
8) As únicas comissões permanentes da Câmara dos Deputados que podem oferecer parecer terminativo à proposição são a Comissão de Finanças e Tributação e a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
2 9) A proposta de Emenda à Constituição será aprovada se obtiver, em ambos os turnos, um terço dos votos dos membros da Câmara dos Deputados, em votação nominal. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Atribuição Taquígrafo Legislativo, FCC, 2007)
10) Aparte é a interrupção, breve e oportuna, do orador para indagação, ou esclarecimento, relativos à matéria em debate. Segundo o Regimento Interno da Câmara, não será admitido aparte ao orador inscrito para breves comunicações nem ao orador indicado pelo respectivo Líder para Comunicações Parlamentares.
11) Tanto definir a política de comunicação da Câmara dos Deputados como realizar audiências públicas com segmentos da sociedade para ampliar a interação dos veículos de comunicação da Casa são competências da Secretaria de Comunicação Social da Câmara.
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9A
Com base no texto da consultora legislativa da Câmara dos Deputados Luciana Pacheco, Como se Fazem as Leis, 3a edição, Série Conhecendo o Legislativo, responda os itens que se seguem.
http://www2.camara.leg.br/documentos-e-pesquisa/publicacoes/edicoes/paginas-individuais-dos-livros/como-se-fazem-as-leis
Os trabalhos de elaboração de leis se desenvolvem, basicamente, em duas fases distintas em cada Casa Legislativa: a das comissões e a do Plenário.
As comissões são órgãos compostos por pequeno número de parlamentares – no mínimo 3,5% e no máximo 13% do total de deputados, no caso da Câmara. Sua constituição atende a um princípio quase universal de organização parlamentar,
3 fundado na necessidade de divisão e especialização do trabalho em face do número geralmente grande de integrantes das assembleias.
É no âmbito das comissões que os parlamentares, justamente por estarem reunidos em número menor que no Plenário, conseguem examinar mais detidamente os projetos que tramitam na Casa, descendo aos detalhes técnicos e jurídicos, identificando os méritos e as falhas de cada um, ouvindo autoridades e especialistas na matéria neles tratada, propondo-lhes eventuais alterações e aperfeiçoamentos. Quando conclui o exame de cada matéria submetida a sua apreciação, a comissão apresenta à Casa um parecer sobre o assunto, recomendando aos demais parlamentares a aprovação, integral ou com alterações, ou a rejeição do projeto examinado.
O Plenário é a instância de decisão final sobre a maior parte das matérias apreciadas pela Casa Legislativa. Constitui-se do conjunto dos parlamentares que compõem a Casa, e as decisões tomadas em seu âmbito têm caráter definitivo e irrecorrível.
Não obstante o processo legislativo brasileiro venha se desenvolvendo, ao longo de nossa história parlamentar, quase sempre amparado nessas duas fases de trabalho – comissões e Plenário –, a Constituição de 1988 adotou um mecanismo inovador, introduziu a possibilidade de uma variante dentro desse modelo mais tradicional: deu poder de decisão às comissões para, em relação a algumas matérias, aprovar ou rejeitar, autonomamente, os projetos de lei apresentados, dispensando a realização da segunda fase, ou seja, sua apreciação pelo Plenário.
Na Câmara dos Deputados, esse mecanismo foi batizado de poder conclusivo de deliberação das comissões. É aplicável, em princípio, aos projetos de lei em geral, ressalvadas apenas as exceções previstas no art. 24, II, do Regimento Interno. De acordo com o ali previsto, não se sujeitam ao poder conclusivo de deliberação das comissões: os projetos de lei complementar; os de código; os de iniciativa popular; os de autoria de comissão; os relativos a matéria que, de acordo com a Constituição, não possa ser objeto de delegação; os que tenham recebido pareceres divergentes por parte das comissões; os oriundos do Senado Federal, ou por ele emendados, que tenham passado pelo Plenário daquela Casa; e os que se encontrem em regime de urgência.
4 Convém esclarecer que, mesmo quando aplicável, o poder conclusivo de deliberação das comissões não é um poder de decisão absoluto: com o apoio de pelo menos dez por cento do total de membros da Casa, pode-se requerer, por meio de um recurso próprio, que uma deliberação tomada por comissões deixe de ter efeito decisório, passando a matéria a depender da apreciação do Plenário. Nessa hipótese, diz-se que o poder conclusivo “cai”, devendo o projeto tramitar segundo as regras do modelo tradicional de apreciação, isto é, devendo ser submetido à segunda fase de deliberação, a do Plenário.
Tendo o texto como referência inicial e por base no Regimento Interno da Câmara dos Deputados, julgue C ou E.
1) Definida, na primeira sessão legislativa de cada legislatura, a representação numérica dos partidos e blocos parlamentares nas comissões permanentes, os líderes comunicarão à Presidência, no prazo de cinco sessões, os nomes dos membros das respectivas bancadas que, como titulares e suplentes, as integrarão; esse prazo contar-se-á, nas demais sessões legislativas, do dia de início dessas.
2) A pedido do Deputado Marcelo Aguiar (Democratas/SP), que se encontra na condição de suplente de deputado no exercício do mandato, seu Líder, Deputado Mendonça Filho (Democratas/PE), o indicou para a vaga de titular na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Recebida a indicação, o Presidente da Câmara o designou para a vaga pretendida, que pertencia ao partido. Nessa situação, a atitude do Presidente foi correta.
3) Não há qualquer impedimento regimental para que um deputado federal, que não exerça cargo na Mesa, participe, como membro titular, concomitantemente, das seguintes comissões existentes na Câmara dos
5 Deputados: Comissão Externa destinada a acompanhar a Paralisação Nacional dos Caminhoneiros; Comissão Externa destinada a acompanhar as ações do governo federal, estadual e municipal no combate à seca no semiárido nordestino; Comissão Externa destinada a acompanhar a situação de emergência no Estado de Santa Catarina atingido por tornado; Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a investigar a prática de atos ilícitos e irregulares no âmbito da Petrobras; Comissão Parlamentar de Inquérito destinada a apurar as causas, razões, consequências, custos sociais e econômicos da violência, morte e desaparecimento de jovens negros e pobres no Brasil; Comissão Especial destinada a proferir parecer à PEC 344/2013 (PEC da Reforma Política); Comissão Especial destinada a proferir parecer à PEC 473/2001, que alterna entre o Presidente da República e o Congresso Nacional a escolha dos Ministros do Supremo Tribunal Federal; Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL 6.583/2013, que dispõe sobre o Estatuto da Família; Comissão Especial destinada a proferir parecer ao PL 225/2015, que institui o sistema nacional de redução de emissões por desmatamento; Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; Comissão de Cultura; Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência; Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; Comissão de Turismo; Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e Comissão de Legislação Participativa.
4) Sistema estatístico, cartográfico e demográfico nacional inclui-se entre os campos temáticos da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Atribuição Taquígrafo Legislativo, CESPE, outubro de 2012)
6 5) Considere a seguinte situação hipotética.
Verificando que um projeto de lei versava sobre matéria de competência de mais de três comissões, o presidente da Câmara, de ofício, constituiu comissão especial para avaliá-lo.
Nessa situação, o presidente não agiu corretamente, pois a decisão de criar comissão especial somente pode ser tomada mediante iniciativa de líderes ou de presidentes das comissões interessadas. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Atribuição Técnico em Comunicação Social, CESPE, 2003)
6) As Comissões Permanentes poderão constituir Subcomissões Permanentes e Subcomissões Especiais. Entretanto, nenhuma Comissão Permanente poderá contar com mais de duas Subcomissões Permanentes e uma Subcomissão Especial em funcionamento simultâneo. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Atribuição Arquivista, FCC, 2007)
7) Obrigatoriamente, metade dos membros de uma comissão especial, constituída para dar parecer sobre proposição que verse matéria de competência de mais de três comissões que devam pronunciar-se quanto ao mérito, será composta de membros, titulares ou suplentes, daquelas comissões permanentes que deveriam emitir parecer a respeito do projeto. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Consultor Legislativo, CESPE, 2002)
8) Não há previsão regimental para que uma comissão especial da Câmara dos Deputados aprecie proposição legislativa em dois turnos de votação. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Atribuição Técnico em Comunicação Social, CESPE, 2003)
7 9) Para a instituição de Comissão Parlamentar de Inquérito, o Regimento Interno da Câmara dos Deputados exige requerimento com assinatura de Deputados, na proporção de um terço. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Atribuição Técnico em Comunicação Social, FCC, 2007)
10) Os fatos a serem investigados numa Comissão Parlamentar de Inquérito deverão ser determinados e caracterizados no requerimento de sua criação. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Consultor Legislativo, CESPE, 2002)
11) Uma comissão permanente pode dividir-se tanto em subcomissões permanentes como em subcomissões especiais, sendo que apenas a estas pode ser delegado poder decisório acerca de proposições legislativas. (Analista Legislativo da Câmara dos Deputados / Atribuição Técnico em Comunicação Social, CESPE, 2003)
12) As comissões externas poderão ser instituídas pelo Presidente da Câmara, de ofício ou a requerimento de, no mínimo, um décimo dos deputados ou líderes que representem este número, para cumprir missão temporária autorizada, sujeitas à deliberação do Plenário quando importarem ônus para a Casa