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Em janeiro de 2013 as vendas reais do setor supermercadista cresceram 1,82%, em relação a janeiro de 2012, de acordo com o Índice Nacional de Vendas, apurado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Na comparação com dezembro de 2012, houve uma queda real de -22,08%, em série não dessazonalizada. Esses índices já foram deflacionados pelo IPCA do IBGE.

Em valores nominais, o Índice de Vendas da Abras apresentou queda de -21,41% em relação ao mesmo mês de dezembro e crescimento de 8,14% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Variações Período de análise – mês/13 Variação Nominal Variação Real* (IPCA/ IBGE) Jan/13 x Dez/12 -24,41% -22,08% Jan/13 x Jan/12 8,14% 1,82% Acumulado/ano 8,14% 1,82%

ECONOMIA

Nesta edição:

www.abras.com.br

A informação que fala direto ao seu bolso

27 de Fevereiro de 2013

O resultado do Índice de Vendas de janeiro mostra uma desaceleração no nível de crescimento das vendas dos supermercados. Tal arrefecimento de ritmo, no entanto, já vinha se manifestando desde o segundo semestre do ano passado, mas sempre em bases positivas, o mesmo que se sucedeu em janeiro.

“Assim como no ano passado, o nível de vendas do setor começa em nível positivo e a expectativa é de que tenha crescido um pouco mais em fevereiro, quando já sentimos o impacto do aumento do salário, embora se trate de um mês mais curto”, afirmou o presidente da Abras Fernando Yamada. “Para a Páscoa, que ocorrerá no final de março, a perspectiva é otimista e esperamos um crescimento de 7,1% nas vendas do mês”, finalizou. Sobre a Páscoa, ver detalhes na página 6.

Arrefecimento no ritmo de crescimento

Índice Abras apresenta crescimento de 8,14%

nominal em 2013

Setor inicia o ano com crescimento real de 1,82%

>> Conjuntura – 2 Geração de emprego varia 0,07% >> Inflação – 3 Alimentos e bebidas pressionam IPCA >> Abrasmercado – 4 Abrasmercado acumula 10,10% em 12 meses >> PMC – 7 Vendas de dez/12 cresceram 5,0% >>Indicadores – 9 Indicadores macroeconô-micos e do varejo >> Páscoa – 6 Supermercadistas esperam crescimento de 7,1% >> Projeções – 8 IBC-Br: alta de 1,35%

Nº25

Associação Brasileira de Supermercados

>> Abrasmercado – 5

Região Centro-Oeste tem alta de 2,99%

(2)

São Paulo tem a maior taxa de

desemprego do País (6,4%)

Análise do mercado - pg. 02

Geração de empregos varia 0,07% em relação a dezembro

Segundo dados do IBGE, em sua Pesquisa Mensal do Emprego (PME), a taxa de desocupação no mês de janeiro de 2013 foi estimada em 5,4% para o conjunto das seis regiões metropolitanas investigadas e na comparação com dezembro último (4,6% a menor da série da pesquisa iniciada em março de 2002) ocorreu elevação estatisticamente significativa de 0,8 ponto percentual. Frente a janeiro do ano passado, quando a taxa foi estimada em 5,5%, esse indicador manteve-se estável.

Conjuntura - pg. 02

Massa de rendimento cresce 5,6% na comparação anual

Em janeiro foram gerados 28.900 empregos,

equivalente a aumento de 0,07% em relação ao estoque do mês anterior. Este resultado indica uma perda de dinamismo do emprego já apontada em 2012.

O desempenho positivo no mês de janeiro derivou-se da elevação do emprego em seis dos oito setores de atividade econômica, com os Serviços Industriais de Utilidade Pública registrando saldo recorde e quatro setores evidenciando comportamento de geração de emprego acima da média de 2003 a 2012. Merecem destaque positivo a Indústria de Transformação e a Construção Civil com um diferencial positivo com relação à média de 11.612 e 10.522 postos de trabalho

Nos últimos 12 meses, verificou-se a criação de 1.163.847 postos de trabalho, equivalentes à expansão de 3,03% no contingente de empregados celetistas do País. No período de janeiro de 2011 a janeiro de 2012 foram gerados 3.586.753 postos de trabalho, representando um crescimento de 8,14% sobre o estoque de dezembro de 2010.

respectivamente. Os dois setores que registraram queda no emprego foram o Comércio, em grande parte, por razão sazonal, e a Agricultura. Vale ainda ressaltar a forte perda de dinamismo do setor Serviços para o mês em análise.

O saldo de janeiro foi oriundo de 1.794.272 admissões e de 1.765.372 desligamentos, ambos os maiores para o período.

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores foi estimado em janeiro de 2013 em R$ 1.820,00, para o conjunto das seis regiões pesquisadas, este resultado representa estabilidade frente a dezembro último. Na comparação com janeiro de 2012 este indicador ficou 2,4% maior.

A massa de rendimento médio real habitual dos ocupados foi estimada em 42,5 bilhões em janeiro de 2013, apresentou queda de 1,4% frente a dezembro passado. Na comparação com janeiro de 2012 esta estimativa cresceu 5,6%.

(3)

Análise do mercado - pg. 02

Alimentação e Bebidas, com 1,99% no mês, pressionam IPCA

O grupo Habitação apresentou queda de preços de 0,20% após ter apresentado alta de 0,63% em dezembro. A deflação se deveu às recentes medidas adotadas pelo governo federal, que fizeram com que as contas de energia elétrica ficassem 3,91% mais baratas, refletindo parte da redução de 18% no valor das tarifas em vigor a partir de 24 de janeiro. Com isso, o item “energia elétrica”, cuja ponderação no IPCA é de 3,33%, exerceu o mais significativo impacto para baixo no índice do mês, com –0,13 ponto percentual.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para as pessoas com rendimento de até 6 salários minímos apresentou variação de 0,92% em janeiro e ficou 0,18 ponto percentual acima do resultado de 0,74% de dezembro. Considerando os últimos doze meses o índice ficou em 6,63%, acima da taxa de 6,20%, dos doze meses anteriores. Em janeiro de 2012 o INPC foi de 0,51%.

Inflação - pg. 03

O Índice Nacional de Preços ao

Consumidor Amplo (IPCA) do mês de janeiro apresentou variação de 0,86% e ficou acima da taxa de 0,79% registrada no mês de dezembro de 2012 em 0,07 ponto percentual.

Constitui-se no maior IPCA mensal desde abril de 2005, quando havia atingido a taxa de 0,87%, além de ser o maior dos meses de janeiro desde 2003, cuja taxa foi de 2,25%. Considerando os últimos doze meses o índice foi para 6,15%, acima dos 5,84%relativos aos doze meses anteriores. Em janeiro de 2012 a taxa havia ficado em 0,56%.

O índice do mês mostrou que os preços dos alimentos continuaram subindo e atingiram 1,99%, superando o resultado de 1,03% de dezembro. Foi a maior alta

de janeiro deste ano, detendo 0,48 ponto percentual do índice. Dessa forma, o grupo Alimentação e Bebidas respondeu por 56% do IPCA.

Foram vários os produtos que, influenciados pelo clima, tiveram a oferta reduzida e, com isso, ocasionaram aumentos de preços bem fortes. É o caso do tomate (26,15%), batata-inglesa (20,58%), cebola (14,25%), hortaliças (10,86%) e cenoura (9,83%).

O principal impacto no índice do mês não veio de dentro do grupo dos alimentos e sim das Despesas Pessoais. Foi o item “cigarros”, que, por motivação do aumento da incidência do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os preços finais ao consumidor, refletiu alta de 10,11% e se tornou líder dos principais impactos individuais.

O aluguel residencial, com 1,56%, e o tomate, que passou a custar mais 26,15% por quilo, empataram na segunda colocação dos principais impactos individuais do mês.

(4)

Em janeiro, o Abrasmercado, cesta de 35 produtos de largo consumo analisada pela GfK, apresentou alta de 2,08%, em relação a dezembro de 2012. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o Abrasmercado apresentou alta de 10,10%, passando de R$ 316,88 para R$ 348,90.

Os produtos com as maiores altas em janeiro, na comparação com o mês anterior, foram: batata, com 18,07%; cebola, com 18,00%, tomate, com 14,67%; feijão, com 4,75%. Já os produtos com as maiores quedas foram: carne dianteiro, com -1,84%; queijo prato, com -1,13%; queijo mussarela, com -0,96%; água sanitária, com -0,81.

No caso da batata, as chuvas atrapalharam a colheita, e foram responsáveis por restringir a entrada de batata no mercado, valorizando o produto.

As chuvas também dificultaram a colheita de tomate. Por alguns momentos, a colheita chegou a ser interrompida, reduzindo o volume a ser comercializado na Ceagesp, com isso, o tomate se valorizou. A umidade também trouxe prejuízos quanto à qualidade.

A cebola no Brasil é plantada em três regiões: no Sul do País, no cerrado e no Estado de São Paulo, todos tiveram redução em sua área plantada. Em São Paulo, em especial, houve problema de quebra de safra, o que reduziu mais a oferta do produto acarretando aumento em seu preço.

A alta no valor do feijão deve-se a uma menor produção nas lavouras. A safra anterior cultivou cerca de

Abrasmercado sobe 2,08% em janeiro e acumula 10,10% em 12 meses

Maiores quedas (X Mês anterior - %) CARNE DIANTEIRO -1,84 QUEIJO PRATO -1,13 QUEIJO MUSSARELA -0,96 ÁGUA SANITÁRIA -0,81

Abrasmercado - pg. 04

Comparativo Abrasmercado x IPCA Abrasmercado IPCA

Variação Mensal (Jan/13 versus Dez/12) 2,08% 0,86%

Acumulado no Ano (Jan/13 a Jan/13) 2,08% 0,86%

Variação 12 meses (Jan/13 versus Jan/12) 10,40% 6,15%

Maiores altas (X Mês anterior - %) BATATA 18,07 CEBOLA 18,00 TOMATE 14,67 FEIJÃO 4,75

247,589 mil hectares, já a atual safra apresenta 17% a menos, chegando em 205,631 mil hectares. A estimativa é que sejam colhidas 349,537 mil toneladas do grão que hoje chega a custar R$ 200,00 a saca.

As maiores variações no

acumulado de 12 meses

No acumulado dos últimos doze meses, os produtos que mais pressionaram a inflação na cesta Abrasmercado foram a batata (76,8%), cebola (61,6%), farinha de mandioca (39,5%) e arroz, com (37,2%).

Os produtos com as menores oscilações de preços em 12 meses foram pela ordem: açúcar (-2,1%), carne dianteiro (-0,6%), carne traseiro (-0,3%) e sal, com (0,1%).

Abrasmercado

Período

Valor em R$

Janeiro/12 R$ 316,88 Janeiro/13 R$ 348,90

Var. (%) Mês x Mesmo mês do ano anterior

10,10

Período

Valor em R$

Dezembro/12 R$ 341,80 Janeiro/13 R$ 348,90 Var. (%) Mês x Mês Anterior

2,08

(5)

Abrasmercado - pg. 05

R$ 373,23 R$ 343,44 R$ 330,72 R$ 392,12 R$ 297,69

Em janeiro, a cesta da Região Centro-Oeste apresentou alta de 2,99%, a maior variação regional em relação a dezembro/12 e atingiu R$ 330,72. Na região, os produtos que apresentaram maiores altas de preços foram a batata (29,18%) e tomate (25,20%).

A Região Norte permanece com o posto da cesta mais cara do País, registrando uma variação de 1,68%, em relação a dezembro/2012. Com destaque para massa sêmola espaguete (12,35%) e tomate (9,57%). A cesta regional ficou em R$ 392,12.

A segunda cesta mais cara do País continua sendo a da Região Sul, com valor de R$ 373,23, variação de 1,18% no mês. Na região, os produtos que apresentaram maiores altas de preços foram cebola (25,93%) e batata (11,60%).

A Região Sudeste apresentou alta de 2,92%, na relação de um mês para o outro, com destaque para tomate (26,02%) e batata (26,01%). A cesta regional ficou em R$ 343,44.

Já a cesta da Região Nordeste apresentou alta de 1,75%, com valor de R$ 297,69, as maiores altas da região foram verificadas na cebola (29,92%)e na batata (20,77%).

De acordo com a pesquisa, Brasília apresenta a cesta mais cara do País R$ 403,02. Com variação de 2,47% no mês, destaque para a batata (26,78%).

Na Grande São Paulo, a cesta Abrasmercado apresentou em janeiro/2012 variação de 3,92%, em relação a dezembro/12, atingindo o valor de R$ 358,53, com destaque para batata (27,22%) e tomate (15,59%).

Cuiabá obteve a maior

variação mensal 5,55% entre as capitais e municípios pesquisa-dos, a cesta atingiu o valor de R$ 373,66. Na região, os produ-tos que apresentaram alta no mês foram a batata com 25,77% e carne traseiro com 21,64%.

Região Centro-Oeste tem alta de 2,99% na comparação mensal

Santa Catarina 386,45 393,44 1,81% Salvador 293,11 301,95 3,01% Recife 300,85 305,88 1,67% Natal 270,60 278,83 3,04% Maceió 292,23 297,37 1,76% João Pessoa 309,49 320,42 3,53%

Interior do Rio Grande do Sul 361,52 366,61 1,41%

Interior do Paraná 370,26 377,03 1,83%

Interior de São Paulo 342,81 354,14 3,31%

Interior de Minas Gerais 307,48 315,02 2,45%

Grande Vitória 326,97 335,28 2,54%

Grande São Paulo 344,99 358,53 3,92%

Grande Rio De Janeiro 318,56 322,81 1,34%

Grande Porto Alegre 371,89 371,90 0,00%

Grande Belo Horizonte 325,51 332,01 2,00%

Goiânia 258,37 265,25 2,66% Fortaleza 284,25 283,51 -0,26% Curitiba 366,34 373,66 2,00% Cuiabá 295,29 311,69 5,55% Campo Grande 271,50 282,47 4,04% Brasília 393,33 403,02 2,47% Nacional 341,80 348,90 2,08%

Valor da Cesta Abrasmercado

Estados Dezembro Janeiro Variação %

Fonte: GfK

(6)

ce

Pesquisa Páscoa - pg. 06

Supermercadistas continuam otimistas. Levantamento realizado pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostra que 59,7% dos supermercadistas acreditam que as vendas da Páscoa 2013 serão superiores às de 2012 e apenas 5,6% apostam em vendas no mesmo patamar do ano anterior.

A Pesquisa de Páscoa da Abras aponta que, em média, os supermercados esperam crescimento de 7,1% nas vendas de produtos de Páscoa este ano, em comparação com 2012.

Quase todos os produtos pesquisados tiveram aumento de encomenda pelos

Supermercadistas esperam crescimento de 7,1% nas vendas de Páscoa

Na comparação de preços com a Páscoa de 2012, todos os produtos pesquisados tiveram aumento de preço, segundo dados pesquisados pelo Departamento de Economia e Pesquisa da Abras. As cervejas apresentaram a maior alta (8%), seguidas por refrigerantes (7,8%), ovos de Páscoa em geral (7,6%), peixes em geral (6,3%), chocolates em geral (5,4%), vinhos nacionais (5%) e Colomba Pascal (4,3%).

Produtos importados em geral apresentaram alta nos preços de 5,7%, após terem mostrado estabilidade na Páscoa de 2012. Nesse segmento o azeite foi o item que teve maior aumento (4,6%), em relação a 2012, seguido pelos vinhos importados (4,0%) e bacalhau (3,6%).

supermercados junto aos fornecedores em relação a 2012. O refrigerante é o produto com maior crescimento (8%), seguido de peixes em geral (7,3%), ovos de Páscoa (6,5%), chocolates em geral (6%) e cervejas (5,9%). Também apresentaram crescimento: azeites (5%), bacalhau (4,5%), vinhos importados (3%), vinhos nacionais (2,4%), importados em geral (1,5%). O único produto a mostrar redução de pedidos foi a colomba pascal (-1,9%).

Preços dos ovos de

Páscoa tiveram

aumento médio de

7,6% em relação ao

ano anterior

Na média, a perspectiva dos supermercadistas é de crescimento de 7,1% nas vendas, na comparação com a Páscoa

(7)

Análise Macro - pg. 04

Volume - pg. 06

PMC - pg. 07

PMC: Vendas de dez/12 cresceram 5,0% na comparação com dez/11

O comércio varejista do País apresentou, em

dezembro de 2012, na relação mês/mês anterior, taxas de variação de -0,5% para o volume de vendas e de 1,3% para a receita nominal. Na série de volume, é o primeiro resultado negativo após seis meses consecutivos de crescimento. Já para a receita nominal, desde junho de 2012 a série não apresenta valores negativos.

Hiper e supermercados em alta

O segmento de hipermercados, supermer-cados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registrou expansão no volume de vendas em 2012 de 8,4% em relação ao ano anterior, resultado que o levou a responder por 44,6% da taxa anual do varejo, sendo este o principal impacto no resultado anual do comércio varejista. A despeito da elevação dos preços, a atividade obteve desempenho acumulado no ano equivalente ao do comércio como um todo.

Estimulados por desoneração de IPI,

móveis e eletrodomésticos têm o segundo

melhor resultado do varejo

O bom resultado do varejo reflete, principalmente, o aumento do poder de compra da população decorrente da elevação da massa de salário da economia (obtida pela melhora da renda e do emprego).

Com aumento de 12,3% em relação ao ano anterior, a atividade de móveis e eletrodomésticos exerceu o segundo maior impacto (26,6%) da taxa anual do varejo, estimulados pela redução dos preços, principalmente no que tange aos eletrodomésticos, estimulado pela redução do IPI decretada pelo governo desde dezembro de 2011 para a linha branca e, a partir de março, para móveis.

A atividade de outros artigos de uso pessoal e doméstico exerceu, em 2012, o terceiro maior impacto no resultado anual do comércio varejista, sendo responsável por 9,4% da magnitude da taxa global, ao registrar variação no volume de vendas de 9,4% em 2012, comparado com o ano de 2011. A estabilidade do emprego, expansão da massa de salários e disponibilidade do crédito, somado ao caráter de uso essencial e permanente de seus produtos, são os principais fatores explicativos do desempenho positivo do segmento.

(8)

Projeção para o PIB 2013 é de 3,10%; 2014 é de 3,60%

Projeções – 22/2/2013

Índices/Indicadores 2013 2014 PIB (% de crescimento) 3,10 3,60 Produção Industrial (% de crescimento) 3,10 3,50

Taxa de câmbio - fim de período (R$/US$)

2,00 2,05

Taxa Selic - fim de período (% a.a.)

7,25 8,25

IPCA (%) 5,69 5,50

IGP-M (%) 5,20 5,20

Fonte: Boletim Focus - Banco Central

Segundo analistas de mercado consultados pelo Banco Central, em seu Boletim Focus, a perspectiva para o PIB de 2013 é de crescimento e foi mantida em 3,10%. Para 2014, a previsão para o crescimento foi alterada para 3,60%; há um mês era de 3,65%.

As projeções indicam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) irá fechar 2013 em 5,69%, abaixo dos 5,84% de 2012. Para 2014, expectativa de alta de 5,50%. Há um mês, a projeção era de 5,26% e 5,18%, respectivamente.

Para o IGP-M, a previsão é de que o índice encerre o ano em 5,20%. Para 2014 a projeção é a mesma, 5,20%. A previsão para a Selic foi mantida em 7,25% para 2013. Para 2014, a perspectiva é de 8,25% ao ano. De acordo com o levantamento de 22/2, a previsão do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2013 é de 2,00. A previsão para o dólar no fim de 2014 está em R$ 2,05.

Projeções - pg. 08

IBC-Br: atividade econômica encerra 2012 com alta de 1,35%

O IBC-Br, indicador do Banco Central que busca antecipar os resultados do PIB, mostrou uma desaceleração da economia brasileira no último trimestre de 2012, ante o trimestre anterior. Na série com ajuste sazonal, o IBC-BR subiu apenas 0,62% do terceiro para o quarto trimestre.

Esse valor é menor que a elevação verificada do segundo para o terceiro quarto do ano, quando o indicador aumentou 1,11%, segundo dados revisados disponibilizados pela autoridade monetária.

A perda de ritmo vem após dois trimestres de aceleração do índice que, depois de subir 0,29% no período janeiro/março de 2012, aumentou 0,58% no segundo trimestre, em relação aos respectivos anteriores.

Comparativamente a igual período de 2011, no entanto, o IBC-BR registrou incremento de 2,65% no último trimestre de 2012, ainda na série com ajuste sazonal.

Em dezembro especificamente, o índice subiu 0,26% ante novembro na versão com ajuste sazonal. Isso indicou que o nível de atividade entrou o último mês do ano perdendo ritmo, pois para novembro a mesma série já apontava aumento de 0,56% (dado revisado).

Ao que tudo indica, o número do PIB que deverá ser divulgado pelo IBGE no começo de março deverá ficar mesmo em torno de 1,0%. Nos dois anos anteriores, o cálculo do índice do BC mostrou boa aderência ao PIB.

Em 2010 e 2011, o indicador apurado pelo IBGE apresentou crescimento de 7,5% e 2,7%, respectivamente, ante IBC-Br de 7,78% e 2,7%, respectivamente. O índice leva em conta as atividades da indústria, agropecuária e do setor de comércio e serviços.

(9)

Expediente:

Departamento de Economia e Pesquisa

Flávio Tayra (Gerente)

Moisés Lira/Fabiana Alves

Revisão: Roberto Leite

Tel.: 55 11 3838-4516 e-mail: [email protected]

Indicadores

Referências

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