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Manual de Tributos Federais, Estaduais e Municipais

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Academic year: 2021

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Manual de Tributos

Federais, Estaduais e

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Bacharel em Direito, especialista em tributos indiretos, atuou como consultor na área fiscal, na qual está há 7 anos. Atualmente, integra a equipe editorial da IOB.

KaRin Rose Mussi Botelho Piccoli

Advogada formada pela UniFMU. Administradora de Empresas formada pela UniSant’Anna. Pós-graduada em Direto Processual Penal pela UniFMU e em Direto Tributário pela Universidade Mackenzie. Consultora e especialista na área tributária há mais de 16 anos. Coautora dos livros: “Manual de Tributos (Federal, Estadual e Municipal), Escrituração Fiscal Digital - ICMS e IPI, Controle do Crédito do ICMS do Ativo - Bloco G - Coleção Sped”, vol. II e dos artigos: “Serviço de transporte rodoviário de cargas - SP/RJ/MG”, edição julho/2004, “Aspectos da substituição tributária de autopeças na região Sudeste”, na edição de julho/2005 e autora do artigo “Simples Minas substitui Microgeraes” na edição de maio/2005, publicados no Jornal Momen-to IOB. Ministra palestras e cursos. Atualmente, trabalha como redaMomen-tora do boletim jurídico tributário editado pela IOB - Informações Objetivas.

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Breve Prefácio ... 7

SiglaS ... 17

1. introdução ... 21

2. SiStema triButário nacional ... 23

2.1. Hierarquia das normas ... 23

2.1.1. Constituição Federal ... 24

2.1.2. Lei Complementar (LC) ... 25

2.1.3. Tratados e Convenções Internacionais ... 25

2.1.4. Leis Ordinárias (LO) ... 26

2.1.5. Medida Provisória (MP) ... 26 2.1.6. Decretos Legislativos ... 26 2.1.7. Decretos Regulamentadores ... 26 2.1.8. Normas Complementares ... 27 2.1.9. Convênios ... 27 2.1.10. Protocolos ... 28 2.2. Competência tributária ... 29

2.2.1. Competências de cada ente federativo ... 30

2.2.1.1. Impostos da União ... 31

2.2.1.2. Impostos dos Estados ... 32

2.2.1.3. Impostos dos Municípios ... 32

2.3. Limitações ao poder de tributar ... 32

2.3.1. Princípios ... 32

2.3.1.1. Legalidade ... 32

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2.3.1.3. Irretroatividade ... 35

2.3.1.4. Anterioridade ... 35

2.3.1.4.1. Súmula ... 37

2.3.1.5. Vedação ao confisco ou da não confiscato-riedade ... 37

2.3.1.6. Liberdade de tráfego ... 39

2.3.1.7. Uniformidade territorial ... 39

2.3.1.8. Capacidade contributiva ... 39

2.3.1.9. Não diferenciação tributária ... 40

2.3.1.10. Não cumulatividade ... 40

2.3.1.11. Seletividade ... 40

2.3.2. Imunidades Tributárias ... 41

2.3.2.1 Súmulas do STF ... 42

2.4. Questões ... 43

3. triButo - definiçõeSe eSPécieS ... 45

3.1. Conceito ... 45

3.2. Classificação ... 46

3.3. Elementos dos tributos ... 48

3.4. Linha do tempo ... 49 3.5. Questões ... 57 4. triButoSem eSPécie ... 59 4.1. Tributos federais ... 59 4.1.1. Imposto de Importação ... 59 4.1.1.1. Legislação básica ... 59 4.1.1.2. Características ... 60

4.1.1.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 61

4.1.1.4. Sujeito passivo ... 64

4.1.1.5. Base de cálculo ... 65

4.1.1.6. Alíquota ... 66

(6)

4.1.1.8. Lançamento ... 67 4.1.1.9. Considerações gerais ... 68 4.1.1.10. Considerações gerais ... 68 4.1.2. Imposto de Exportação ... 68 4.1.2.1. Legislação básica ... 69 4.1.2.2. Características ... 69

4.1.2.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 69

4.1.2.4. Sujeito passivo ... 70

4.1.2.5. Base de cálculo ... 71

4.1.2.6. Alíquota ... 72

4.1.2.7. Obrigação principal ... 73

4.1.2.8. Lançamento ... 73

4.1.3. Imposto de Renda (IR) ... 73

4.1.3.1. Legislação básica ... 74

4.1.3.2. Características ... 74

4.1.3.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 74

4.1.3.4. Sujeito passivo ... 75 4.1.3.5. Base de cálculo ... 77 4.1.3.6. Alíquota ... 78 4.1.3.7 Obrigação principal ... 78 4.1.3.8. Lançamento ... 79 4.1.3.9. Súmula ... 79

4.1.4. Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ... 81

4.1.4.1. Legislação básica ... 82

4.1.4.2 Características ... 82

4.1.4.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 84

4.1.4.4. Sujeito passivo ... 90

4.1.4.5. Base de cálculo ... 95

4.1.4.6. Alíquota ... 97

(7)

4.1.4.8. Lançamento ... 99

4.1.4.9. Súmulas ... 99

4.1.5. Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio, Seguro ou sobre Operações Relativas a Títulos ou Valores Mobiliários (IOF) ... 100

4.1.5.1. Legislação básica ... 100

4.1.5.2. Características ... 100

4.1.5.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 101

4.1.5.4. Sujeito passivo ... 105

4.1.5.5. Base de cálculo ... 106

4.1.5.6. Alíquota ... 107

4.1.5.7. Obrigação principal ... 108

4.1.5.8. Lançamento ... 108

4.1.6. Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) 108 4.1.6.1. Legislação básica ... 109

4.1.6.2. Características ... 109

4.1.6.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 110

4.1.6.4. Sujeito passivo ... 111 4.1.6.5. Base de cálculo ... 111 4.1.6.6. Alíquota ... 113 4.1.6.7. Obrigação principal ... 114 4.1.6.8. Lançamento ... 115 4.1.6.9. Considerações gerais ... 115

4.1.7. Imposto sobre Grandes Fortunas ... 115

4.1.7.1. Legislação básica ... 116

4.1.8. Impostos Extraordinários ... 116

4.1.8.1. Legislação básica ... 117

4.1.8.2. Características ... 117

4.1.9. Impostos de Competência Residual ... 118

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4.1.9.2. Características ... 118

4.1.9.3. Considerações gerais ... 120

4.2. Tributos estaduais ... 120

4.2.1. Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestações de Serviços (ICMS) ... 120

4.2.1.1. Legislação básica ... 123

4.2.1.2. Características ... 124

4.2.1.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 154

4.2.1.4. Sujeito passivo ... 158 4.2.1.5. Base de cálculo ... 160 4.2.1.6 Alíquota ... 165 4.2.1.7. Obrigação principal ... 174 4.2.1.8. Lançamento ... 174 4.2.1.9. Súmulas ... 174

4.2.2. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automo-tores (IPVA) ... 178

4.2.2.1. Legislação básica ... 179

4.2.2.2. Características ... 180

4.2.2.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 180

4.2.2.4. Sujeito passivo ... 181

4.2.2.5. Base de cálculo ... 181

4.2.2.6. Alíquota ... 181

4.2.2.7. Obrigação principal ... 181

4.2.2.8. Lançamento ... 182

4.2.3. Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD)... 182

4.2.3.1. Legislação básica ... 183

4.2.3.2. Características ... 183

4.2.3.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 184

4.2.3.4. Sujeito passivo ... 186

(9)

4.2.3.6. Alíquota ... 186

4.2.3.7. Obrigação principal ... 187

4.2.3.8. Lançamento ... 187

4.2.3.9. Súmulas ... 187

4.3. Tributos municipais ... 188

4.3.1. Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) 188 4.3.1.1. Legislação básica ... 189

4.3.1.2. Características ... 189

4.3.1.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 205

4.3.1.4. Sujeito passivo ... 211 4.3.1.5. Base de cálculo ... 214 4.3.1.6. Alíquota ... 216 4.3.1.7. Obrigação principal ... 217 4.3.1.8. Lançamento ... 217 4.3.1.9. Considerações gerais ... 218 4.3.1.10. Súmulas ... 218 4.3.1.10.1. Súmula vinculante ... 218 4.3.1.10.2. Súmula STF ... 219 4.3.1.10.3. Súmulas STJ ... 219

4.3.2. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) ... 219

4.3.3.1. Legislação básica ... 219

4.3.3.2. Características ... 220

4.3.3.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 220

4.3.3.4. Sujeito passivo ... 221 4.3.3.5. Base de cálculo ... 222 4.3.3.6. Alíquota ... 222 4.3.3.7. Obrigação principal ... 225 4.3.3.8. Lançamento ... 225 4.3.3.9. Súmulas ... 225

(10)

4.3.3. Imposto sobre a transmissão inter vivos de bens

imóveis e direitos a eles relativos (ITBI) ... 227

4.3.3.1. Legislação básica ... 227

4.3.3.2. Características ... 228

4.3.3.3. Fato gerador e hipótese de incidência ... 228

4.3.3.4. Sujeito passivo ... 231 4.3.3.5. Base de cálculo ... 232 4.3.3.6. Alíquota ... 232 4.3.3.7. Obrigação principal ... 233 4.3.3.8. Lançamento ... 233 4.3.3.9. Súmulas ... 233 4.4. Contribuições ... 234 4.4.1. Contribuição de Melhoria ... 235 4.4.2. Contribuições Sociais ... 238

4.4.2.1. Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) ... 238

4.4.2.1.1. Legislação básica ... 239

4.4.2.1.2. Cide-Combustíveis ... 240

4.4.2.1.3. Cide-Royalties ... 241

4.4.2.2. Contribuições de interesse de categorias profissionais ou econômicas ... 242

4.4.2.3. Contribuições de seguridade social ... 243

4.4.2.3.1. PIS/Pasep ... 244

4.4.2.3.2. Cofins ... 247

4.4.2.3.3. Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) ... 248

4.4.2.4. Contribuições sociais gerais ... 248

4.5. Empréstimo compulsório ... 248

4.5.1. Legislação Básica ... 249

4.5.2. Características ... 249

(11)

4.6. Taxa ... 251

4.6.1. Legislação Básica ... 252

4.6.2. Súmulas ... 252

4.7 Questões ... 254

5. deciSõeS JudiciaiS, Súmula vinculantee SúmulaSdoS triBunaiS . 257 5.1. Decisões Judiciais ... 258

5.2. Súmula Vinculante ... 258

5.3. Súmulas ... 259

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ADCT - Ato das Disposições Constitucionais Transitórias ALC - Áreas de Livre Comércio

Anatel - Agência Nacional de Telecomunicações ANP - Agência Nacional do Petróleo

Art. - artigo

Camex - Câmara de Comércio Exterior CC - Código Civil

CDC - Código de Defesa do Consumidor

Ciap - Controle do Crédito de ICMS do Ativo Permanente Cide - Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico CF/1988 - Constituição Federal do Brasil de 1988

CFOP - Código Fiscal de Operações e Prestações CMN - Conselho Monetário Nacional

CNAE - Código Nacional de Atividades Econômicas CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas

Cofins - Contribuição para Financiamento da Seguridade Social Confaz - Conselho Nacional de Política Fazendária

Cotepe - Comissão Técnica Permanente do ICMS CSLL - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido CTN - Código Tributário Nacional

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Darf - Documento de Arrecadação de Receitas Federais DI - Declaração de Importação

DOU - Diário Oficial da União EC - Emenda Constitucional.

EC-CALA-Gue - Empréstimo Compulsório para Calamidade Pública ou Guerra Externa

EFD - Escrituração Fiscal Digital

GATT - Acordo Geral sobre Pautas Aduaneiras e Comércio ou Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio

ICMS - Imposto sobre operações relativas à Circulação de Merca-dorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação

IEG - Imposto Extraordinário de Guerra II - Imposto de Importação

IOF - Imposto sobre Operações Financeiras (crédito, câmbio, seguro ou sobre operações relativas a títulos ou valores mobiliários) IPI - Imposto sobre Produtos Industrializados

IPTU - Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana IR - Imposto de Renda

IRPF - Imposto de Renda Pessoa Física IRPJ - Imposto de Renda Pessoa Jurídica

ITBI - Imposto sobre a Transmissão inter vivos de bens imóveis e direitos a eles relativos

ITCMD - Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação ITR - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural

LC - Lei Complementar

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Mercosul - Mercado Comum do Sul MP - Medida Provisória

NCM - Nomenclatura Comum do Mercosul OMC - Organização Mundial do Comércio

PIS/Pasep - Programa de Integração Social e de Formação do Patri-mônio do Servidor Público

PLC - Projeto de Lei Complementar

PMPF - Preço Médio Ponderado a Consumidor Final RFB - Receita Federal do Brasil

RICMS - Regulamento do ICMS SFN - Sistema Financeiro Nacional SH - Sistema Harmonizado

Sinief - Sistema Nacional de Informações Econômicas e Fiscais ST - Substituição Tributária

STJ - Superior Tribunal de Justiça STF - Supremo Tribunal Federal TAB - Tarifa Aduaneira do Brasil TEC - Tarifa Externa Comum

TIPI - Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industria-lizados

UF - Unidade da Federação VTN - Valor da Terra Nua

VTNT - Valor da Terra Nua Tributável ZFM - Zona Franca de Manaus

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i

ntRodução

Assim como em qualquer área do direito, para que o conceito de liberdade não se extrapole, atingindo, dessa maneira, a área da liberti-nagem, é necessário que o Estado imponha limitações, valendo-se, do direito positivo para tanto. Nesse sentido, a Constituição Federal de 1988 coloca tais limitações ao poder delegado por ela aos entes da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e, dessa maneira, cria uma relação com polos distintos, sendo que o primeiro cobra o tributo e tem o direito de recebê-lo, constituindo o polo ativo da situação e, em contrapartida, se institui uma obrigação ao contribuinte, pessoa física ou jurídica que tenha dado fato gerador à obrigação de pagar o tributo, sendo o sujeito passivo.

O poder de tributar está relacionado nos artigos 150 ao 152 da Carta Magna, e como ensina o professor Vittorino Cassone, “é a parte do Direito Financeiro que estuda as relações jurídicas entre o Estado (Fisco) e os particulares (contribuintes), no que concerne à instituição, arrecadação, fiscalização e extinção do tributo. É direito autônomo, pois se rege por princípios e normas próprias” (Vittorio Cassone, “Direito Tributário”, SP: Atlas, 1994).

E o professor Hugo de Brito Machado nos ajuda a entender que “Direito tributário é o ramo do Direito que se ocupa das relações entre o fisco e as pessoas sujeitas a imposições tributárias de qualquer espécie,

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limitando o poder de tributar e protegendo o cidadão contra os abusos desse poder” (Curso de Direito Tributário, Hugo de Brito Machado, 27. ed., Malheiros Editores).

Com base nestes conceitos, podemos traduzir o Direito Tributário como o conjunto de regras que regulam a relação jurídica entre o poder tributante (Fiscos - União, Estados, Municípios e o Distrito Federal) e o contribuinte (pessoas físicas ou jurídicas).

Nesta relação, sempre haverá:

a) polo passivo: devedor (contribuinte) - artigo 121 do CTN; b) polo ativo: credor (Fiscos) - artigo 119 do CTN.

Direito Tributário

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RiButáRio

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acional

2.1. HIERARquIA DAS nORmAS

As normas jurídicas seguem uma hierarquia legal, partindo da Cons-tituição Federal de 1988 e descendo até as normas infraconstitucionais sendo que cada norma tem uma função específica.

No direito tributário, a hierarquia das normas é apresentada da seguinte maneira:

1. Constituição Federal (CF) e suas emendas; 2. Leis Complementares;

3. Leis Ordinárias, Medidas Provisórias, Resolução do Senado Federal, Leis Delegadas e Decreto Legislativo;

4. Normas Complementares (Decretos Regulamentares, Portarias, Instruções Normativas, Resoluções etc.)

Assim, a cada tipo de norma, é atribuída uma função que se é pos-sível resumir da seguinte maneira:

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Constituição Federal de 1988 Fontes Primárias no STN Emendas Constitucionais Leis Complementares Leis Ordinárias Leis Delegadas Medidas Provisórias Fontes Secundárias no STN Decretos Normas Complementares 2.1.1. Constituição Federal

É a principal fonte de direito de um Estado Federativo e, também, a mais importante fonte do direito tributário. Nela são encontrados os prin-cípios básicos do direito de tributar.

A CF está no topo da hierarquia jurídica, o que acarreta em incons-titucionalidade material quando um dispositivo legal (regra inserida em norma) contraria os seus ditames.

Na CF, ainda estão explícitas as competências tributárias e os poderes dos entes da Federação no exercício de tributar (artigos 150 a 152).

A maneira como deve ser efetuada a repartição das receitas também está na CF (artigos 157 ao 162).

As alterações devidas à CF ocorrem por meio das Emendas Consti-tucionais. Tais emendas estão previstas na própria Carta Maior, haja vista a necessidade que tem a CF de acompanhar a evolução social da nação.

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2.1.2. Lei Complementar (LC)

As Leis Complementares dependem de aprovação por maioria absoluta nas Casas do Congresso Nacional. A aprovação por maio- ria absoluta significa que todos os parlamentares de cada casa, seja da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal, deverão estar presentes à seção de votação.

Conforme o artigo 59, parágrafo único, da Constituição, a LC dis-porá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis. Dessa forma, tem supremacia hierárquica em relação às outras leis.

A CF é taxativa em relação às matérias objeto de Lei Complementar, que são as seguintes:

a) normas gerais de matéria tributária (artigo 146, III); b) empréstimo compulsório (artigo 148, I e II);

c) impostos não cumulativos (artigo 154, I);

d) regras da transmissão causa mortis e doação (artigo 155, § 1º, III, “a” e “b”);

e) não incidência do ICMS nas Exportações (artigo 155, § 2º, X, “a”);

f) regras gerais do ICMS (artigo 155, § 2º, XII, “a” a “g”).

2.1.3. Tratados e Convenções Internacionais

Essas normas estão previstas no artigo 98 da CF. Podem ser defini-das como um contrato ou acordo entre Estados soberanos e possui uma gama indefinida de temas.

Os tratados têm como finalidade evitar a bitributação internacional. Dessa forma, o contribuinte não pode ser onerado várias vezes por apenas um fator de sua capacidade contributiva.

A Lei Maior ainda estabelece que é competência exclusiva do pre-sidente da República a celebração de tratados.

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2.1.4. Leis Ordinárias (LO)

Norma concebida para a ser a principal sobre o tema em destaque. É editada pelo Poder Legislativo dos entes da Federação. Por exemplo, a lei que institui o ICMS no Estado de São Paulo.

O processo de votação da Lei Ordinária exige maioria simples. Isso significa que a votação existirá apenas com os parlamentares presentes à votação, não sendo necessário o comparecimento de todos os parlamen-tares, como é o caso da maioria absoluta.

2.1.5. Medida Provisória (MP)

Editada pelo presidente da República e tem 60 dias para ser aprova-da e transformaaprova-da em lei ou prorrogaaprova-da por igual período. É importante observar que os prazos de eficácia da MP podem ser suspensos caso o seu período de vigência compreenda os recessos legislativos. Ela é utilizada para os casos de relevante urgência. É editada pelo presidente da Repúbli-ca, que deve submetê-la de imediato à apreciação do Congresso Nacional.

2.1.6. Decretos Legislativos

É um ato de competência do Poder Legislativo podem existir em todos os entes federativos (União, Estados, Distrito Federal e Municípios). A diferença entre o Decreto Legislativo e a Lei Ordinária está relacionada com o fato de não passar pela apreciação do chefe do Poder Executivo do respectivo ente.

Dentro da órbita do direito tributário, esse tipo de norma é mais utilizado para aprovação de tratados ou acordos internacionais.

2.1.7. Decretos Regulamentadores

É pelo Decreto que os entes federativos, por meio de sua autoridade máxima do Executivo (presidente da República, governador ou prefei-to) regulamentam as leis, dando assim, maneiras adequadas para a sua aplicabilidade, dentro da legalidade e de acordo com as necessidades. Como exemplo, temos o Regulamento do ICMS do Estado de São Paulo (RICMS-SP) é norma regulamentadora da Lei do ICMS do mesmo Estado.

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