Aula 00
500 Questões Comentadas de Direito Processual Penal - Banca FCC
Professores: Renan Araujo, Time Renan Araujo
Aula 00 Ð Prof. Renan Araujo
A
ULA
D
EMONSTRATIVA
P
RINCêPIOS DOD
IREITOP
ROCESSUALP
ENAL.
A
PLICA‚ÌO DAL
EIP
ROCESSUALP
ENAL.
SUMçRIO
1 EXERCêCIOS DA AULA ... 5 2 EXERCêCIOS COMENTADOS ... 19 3 GABARITO ... 47
Ol‡, meus amigos!
ƒ com imenso prazer que estou aqui, mais uma vez, pelo ESTRATƒGIA
CONCURSOS, tendo a oportunidade de poder contribuir na prepara•‹o de voc•s
nessa ‡rdua caminhada em busca da vaga no servi•o pœblico. Aqui n—s vamos comentar exerc’cios sobre DIREITO PROCESSUAL PENAL, exclusivos da FCC. Ser‹o 500 quest›es de Direito Processual Penal da FCC!
E a’, povo, preparados para a maratona?
Vai dar in’cio ˆ sua prepara•‹o ou vai deixar a concorr•ncia sair na frente?
Bom, est‡ na hora de me apresentar a voc•s, n‹o Ž?
Meu nome Ž Renan Araujo, tenho 30 anos, sou Defensor Pœblico
Federal desde 2010, atuando na Defensoria Pœblica da Uni‹o no Rio de Janeiro,
e mestre em Direito Penal pela Faculdade de Direito da UERJ. Antes, porŽm, fui servidor da Justi•a Eleitoral (TRE-RJ), onde exerci o cargo de TŽcnico Judici‡rio, por dois anos. Sou Bacharel em Direito pela UNESA e p—s-graduado em Direito Pœblico pela Universidade Gama Filho.
Minha trajet—ria de vida est‡ intimamente ligada aos Concursos Pœblicos. Desde o come•o da Faculdade eu sabia que era isso que eu queria para a minha vida! E querem saber? Isso faz toda a diferen•a! Algumas pessoas me perguntam como consegui sucesso nos concursos em t‹o pouco tempo. Simples: Foco + For•a de vontade + Disciplina. N‹o h‡ f—rmula m‡gica, n‹o h‡ ingrediente secreto! Basta querer e correr atr‡s do seu sonho! Acreditem em mim, isso funciona!
ƒ muito gratificante, depois de ter vivido minha jornada de concurseiro, poder colaborar para a aprova•‹o de outros tantos concurseiros, como um dia eu fui! E quando eu falo em Òcolaborar para a aprova•‹oÓ, n‹o estou falando apenas
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por falar. O EstratŽgia Concursos possui ’ndices alt’ssimos de aprova•‹o
em todos os concursos!
Mas Ž poss’vel que, mesmo diante de tudo isso que eu disse, voc• ainda n‹o esteja plenamente convencido de que o EstratŽgia Concursos Ž a melhor escolha. Eu entendo voc•, j‡ estive deste lado do computador. Ës vezes Ž dif’cil escolher o melhor material para sua prepara•‹o. Contudo, alguns colegas de caminhada podem te ajudar a resolver este impasse:
Esse print screen acima foi retirado da p‡gina de avalia•‹o do curso de
Direito Processual Penal para Delegado da PC-PE. Vejam que, dos 62 alunos
que avaliaram o curso, 61 o aprovaram. Um percentual de 98,39%.
Ainda n‹o est‡ convencido? Continuo te entendendo. Voc• acha que
pode estar dentro daqueles 1,61%. Em raz‹o disso, disponibilizamos gratuitamente esta aula DEMONSTRATIVA, a fim de que voc• possa analisar o material, ver se a abordagem te agrada, etc.
Acha que a aula demonstrativa Ž pouco para testar o material? Pois
bem, o EstratŽgia concursos d‡ a voc• o prazo de 30 DIAS para testar o
material. Isso mesmo, voc• pode baixar as aulas, estudar, analisar detidamente
o material e, se n‹o gostar, devolvemos seu dinheiro.
Sabem porque o EstratŽgia Concursos d‡ ao aluno 30 dias para pedir o dinheiro de volta? Porque sabemos que isso n‹o vai acontecer! N‹o temos medo de dar a voc• essa liberdade.
Abaixo segue o plano de aulas do curso todo: !
AULA CONTEòDO DATA
Aula 00
50 Quest›es comentadas de Direito Penal da FCC (Princ’pios. Aplica•‹o
da Lei Processual Penal)
05.04
Aula 01 50 Quest›es comentadas de Direito
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Aula 02 50 Quest›es comentadas de Direito
Penal da FCC (A•‹o penal) 25.04
Aula 03 50 Quest›es comentadas de Direito
Penal da FCC (Compet•ncia) 05.05
Aula 04
50 Quest›es comentadas de Direito Penal da FCC (Sujeitos processuais. Medidas assecurat—rias. Cita•›es e
intima•›es. Quest›es incidentes)
15.05
Aula 05 50 Quest›es comentadas de Direito
Penal da FCC (Provas) 25.05
Aula 06
50 Quest›es comentadas de Direito Penal da FCC (Pris‹o e liberdade
provis—ria)
05.06
Aula 07
50 Quest›es comentadas de Direito Penal da FCC (Procedimentos
processuais penais)
15.06
Aula 08 50 Quest›es comentadas de Direito
Penal da FCC (Recursos) 25.06
Aula 09
50 Quest›es comentadas de Direito Penal da FCC (Habeas Corpus.
Legisla•‹o processual penal especial.)
05.07
!
Cada aula compreender‡ a an‡lise de 50 quest›es de Direito Processual
Penal que foram cobradas pela FCC.
!
ATEN‚ÌO! Este curso ser‡ ministrado apenas em formato PDF. N‹o possui videoaulas!
No mais, desejo a todos uma boa maratona de estudos!
Aula 00 Ð Prof. Renan Araujo E-mail: [email protected] Periscope: @profrenanaraujo Facebook: www.facebook.com/profrenanaraujoestrategia Instagram: www.instagram.com/profrenanaraujo/?hl=pt-br Youtube: www.youtube.com/channel/UClIFS2cyREWT35OELN8wcFQ
Observa•‹o importante: este curso Ž protegido por direitos autorais
(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legisla•‹o sobre direitos autorais e d‡ outras provid•ncias.
Grupos de rateio e pirataria s‹o clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos honestamente atravŽs do site EstratŽgia Concursos. ;-)
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1! EXERCêCIOS DA AULA
01.! (FCC Ð 2018 Ð DPE-AP Ð DEFENSOR PòBLICO)
O sistema acusat—rio
a) se caracteriza por separar as fun•›es de acusar e julgar e por deixar a iniciativa probat—ria com as partes.
b) se verifica quando a Constitui•‹o prev• garantias ao acusado. c) tem sua raiz na motiva•‹o das decis›es judiciais.
d) vigora em sua plenitude no direito brasileiro.
e) privilegia a acusa•‹o, sendo pr—prio dos regimes autorit‡rios.
02.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-MA Ð DEFENSOR PòBLICO)
O modelo processual acusat—rio tem sido entendido como o adequado a um Estado Democr‡tico de Direito por ser o mais garantista. Tem-se como um pressuposto estrutural e l—gico do modelo a
a) possibilidade de emendatio libelli e mutatio libelli.
b) exist•ncia de uma investiga•‹o prŽvia por delegado de pol’cia. c) possibilidade da prova ser colhida pelo pr—prio juiz.
d) previs‹o legal de pris›es processuais. e) separa•‹o entre juiz e acusa•‹o.
03.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-MA Ð DEFENSOR PòBLICO)
A necessidade de assegurar que as partes gozem das mesmas oportunidades e faculdades processuais consiste o conteœdo do princ’pio processual
a) da paridade de armas. b) do contradit—rio.
c) da ampla defesa.
d) da identidade f’sica do juiz. e) do estado de inoc•ncia.
04.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-RR Ð JUIZ)
A lei processual penal brasileira
a) admite interpreta•‹o extensiva e aplica•‹o anal—gica, bem como o suplemento dos princ’pios gerais de direito.
b) aplica-se desde logo, em preju’zo da validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior.
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c) retroage no tempo para obrigar a refeitura dos atos processuais, caso seja mais benŽfica ao rŽu.
d) n‹o admite defini•‹o de prazo de vacatio legis.
e) ser‡ aplicada nos atos processuais praticados em outro territ—rio que n‹o o brasileiro, em casos de extraterritorialidade da lei penal.
05.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-PE Ð JUIZ)
Antonio est‡ sendo processado pela pr‡tica do delito de furto qualificado. ƒ correto dizer que, caso haja mudan•a nas normas que regulamentam o procedimento comum ordin‡rio,
a) a nova lei se aplica ao processo no est‡gio em que se encontra, se conclu’da a fase de instru•‹o.
b) a nova lei apenas se aplica se benŽfica ao acusado.
c) os atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior s‹o v‡lidos.
d) a nova lei se aplica ao processo no est‡gio em que se encontra, apenas se ainda n‹o recebida a denœncia contra Antonio.
e) os atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior precisam ser ratificados, caso contr‡rio n‹o ser‹o considerados v‡lidos.
06.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-SE Ð JUIZ)
A lei processual penal,
a) n‹o admite aplica•‹o anal—gica, salvo para beneficiar o rŽu.
b) n‹o admite aplica•‹o anal—gica, mas admite interpreta•‹o extensiva. c) somente pode ser aplicada a processos iniciados sob sua vig•ncia. d) admite o suplemento dos princ’pios gerais de direito.
e) admite interpreta•‹o extensiva, mas n‹o o suplemento dos princ’pios gerais de direito.
07.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-SE Ð JUIZ)
Em rela•‹o ˆs garantias constitucionais do processo penal, Ž correto afirmar que: a) a defesa da intimidade n‹o Ž motivo para restri•‹o da publicidade dos atos processuais.
b) Ž reconhecida a institui•‹o do jœri, com a organiza•‹o que lhe der a lei, assegurada a compet•ncia para o julgamento, exclusivamente, dos crimes dolosos contra a vida.
c) a garantia do juiz natural Ž contemplada, mas n‹o s—, na previs‹o de que ninguŽm ser‡ processado nem sentenciado sen‹o pela autoridade competente. d) a garantia da dura•‹o razo‡vel e os meios que garantam a celeridade da tramita•‹o aplicam-se exclusivamente ao processo judicial.
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e) o civilmente identificado n‹o ser‡ submetido, em nenhuma hip—tese, a identifica•‹o criminal.
08.! (FCC Ð 2014 Ð TJ-AP Ð ANALISTA JUDICIçRIO)
Em rela•‹o ˆ aplica•‹o da lei processual penal no tempo, Ž correto afirmar: a) Aplicar-se-‡ desde logo, sem preju’zo da validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior.
b) A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por senten•a condenat—ria transitada em julgado. c) O processo penal reger-se-‡, em todo o territ—rio brasileiro, pelo C—digo de Processo Penal (Decreto- Lei n¼ 3.689/1941).
d) A lei processual penal excepcional ou tempor‡ria, embora decorrido o per’odo de sua dura•‹o ou cessadas as circunst‰ncias que a determinaram, aplica-se ao processo iniciado durante sua vig•ncia.
e) A lei processual penal admitir‡ interpreta•‹o extensiva e aplica•‹o anal—gica, bem como o suplemento dos princ’pios gerais de direito.
09.! (FCC Ð 2014 Ð DPE-CE Ð DEFENSOR PòBLICO)
Em rela•‹o ˆ lei processual penal, Ž correto afirmar que, em regra,
a) admite suplemento dos princ’pios gerais do direito e aplica•‹o anal—gica. b) a lei anterior tem ultratividade para beneficiar o acusado.
c) admite interpreta•‹o extensiva, mas n‹o aplica•‹o anal—gica.
d) os atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior devem ser refeitos.
e) tem aplica•‹o imediata, mesmo em per’odo de vacatio legis e ainda que menos benŽfica.
10.! (FCC Ð 2014 Ð DPE-RS Ð DEFENSOR PòBLICO)
No Brasil, segundo a maioria dos doutrinadores, vige o sistema processual penal do tipo acusat—rio. S‹o caracter’sticas deste sistema processual penal
a) a imparcialidade do julgador, a flexibiliza•‹o do contradit—rio na medida da necessidade para reconstru•‹o da verdade real e a relativiza•‹o do duplo grau de jurisdi•‹o.
b) o sigilo das audi•ncias, a imparcialidade do julgador e a veda•‹o ao duplo grau de jurisdi•‹o.
c) a igualdade das partes, o contradit—rio e a publicidade dos atos processuais. d) a absoluta separa•‹o das fun•›es de acusar e julgar, a publicidade dos atos processuais e a inexist•ncia da coisa julgada.
e) o sigilo absoluto do inquŽrito policial, a publicidade dos atos processuais e o duplo grau de jurisdi•‹o.
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11.! (FCC Ð 2014 Ð DPE-RS Ð DEFENSOR PòBLICO)
Acerca dos princ’pios e garantias fundamentais aplic‡veis ao processo penal, o princ’pio
a) da ampla defesa assegura ao rŽu a indisponibilidade ao direito de defesa tŽcnica, que pode ser exercida por defensor privado ou pœblico. Entretanto, quando a defesa tŽcnica for realizada por Defensor Pœblico, ser‡ sempre exercida atravŽs de manifesta•‹o fundamentada.
b) do duplo grau de jurisdi•‹o, expressamente previsto na Constitui•‹o Federal, assegura a todos os acusados a revis‹o da senten•a condenat—ria.
c) da presun•‹o de inoc•ncia imp›e um dever de tratamento ao rŽu, que deve ser considerado inocente durante a instru•‹o do processo. PorŽm, ap—s o advento de uma senten•a condenat—ria e enquanto tramitar(em) o(s) recurso(s), esta presun•‹o passa a ser de culpabilidade.
d) da publicidade, inserto no art. 93, IX, da Constitui•‹o Federal, estabelece que todos os julgamentos dos —rg‹os do Poder Judici‡rio ser‹o pœblicos, n‹o admitindo qualquer limita•‹o por lei ordin‡ria, a fim de que n‹o prejudique o interesse pœblico ˆ informa•‹o.
e) ne procedat judex ex officio estabelece a inŽrcia da jurisdi•‹o. Sendo assim, o C—digo de Processo Penal pro’be ao juiz determinar, de of’cio, no curso da instru•‹o, ou antes de proferir senten•a, a realiza•‹o de dilig•ncias para dirimir dœvida sobre ponto relevante.
12.! (FCC Ð 2014 Ð DPE-PB Ð DEFENSOR PòBLICO)
Em rela•‹o ˆs disposi•›es constitucionais aplic‡veis ao direito processual penal, a) em caso de crimes processados mediante a•‹o penal de iniciativa pœblica, o oferecimento da a•‹o penal Ž de compet•ncia privativa e exclusiva do MinistŽrio Pœblico.
b) a pena ser‡ cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, o sexo e tambŽm a idade do apenado.
c) a defesa tŽcnica no processo penal, como garantia exclusiva do acusado, Ž renunci‡vel, desde que a renœncia seja homologada pelo juiz constitucionalmente competente.
d) a garantia constitucional da dura•‹o razo‡vel do processo somente se aplica ˆ segunda fase da persecu•‹o penal, consubstanciada na a•‹o penal de conhecimento de natureza condenat—ria.
e) a regra, no processo penal, Ž a publicidade restrita, em raz‹o do car‡ter infamante do processo penal.
13.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-RR Ð JUIZ)
O princ’pio internacionalmente consagrado do Duplo Grau de Jurisdi•‹o Ž reconhecido por v‡rias legisla•›es ocidentais. No Brasil, o princ’pio tambŽm Ž reconhecido e, segundo o Supremo Tribunal Federal, decorre
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a) diretamente do texto constitucional brasileiro e est‡ previsto no artigo 5¡ como uma garantia fundamental.
b) diretamente do texto constitucional brasileiro, mas n‹o est‡ previsto no artigo 5¡.
c) do Pacto de Direitos Civis e Pol’ticos e tem previs‹o na Constitui•‹o Federal do Brasil.
d) do Pacto de S‹o JosŽ da Costa Rica e n‹o tem previs‹o Constitucional.
e) diretamente dos pactos internacionais de direitos humanos e tem previs‹o expressa na Constitui•‹o Federal do Brasil.
14.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-GO Ð JUIZ)
NÌO se trata de garantia processual expressa na Constitui•‹o da Repœblica: a) a liberdade provis—ria.
b) a identifica•‹o do respons‡vel pelo interrogat—rio policial. c) a publicidade restrita.
d) o cumprimento da pena em estabelecimento distinto em raz‹o da natureza do delito.
e) o duplo grau de jurisdi•‹o.
15.! (FCC Ð 2013 Ð TJ/PE Ð TITULAR DE SERVI‚OS NOTARIAIS)
Sobre a aplica•‹o da lei processual penal e a interpreta•‹o no processo penal, Ž INCORRETO afirmar:
a) A legisla•‹o brasileira segue o princ’pio da territorialidade para a aplica•‹o das normas processuais penais.
b) O princ’pio da territorialidade na aplica•‹o da lei processual penal brasileira pode ser ressalvado por tratados, conven•›es e regras de direito internacional. c) A lei processual penal aplica-se desde logo, sem preju’zo da validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior.
d) A norma processual penal mista constitui exce•‹o ˆ regra da irretroatividade da lei processual penal.
e) No processo penal, assim como no direito penal, Ž sempre admitida a interpreta•‹o extensiva e aplica•‹o anal—gica das normas.
16.! (FCC Ð 2011 Ð NOSSA CAIXA DESENVOLVIMENTO Ð ADVOGADO)
A regra que, no processo penal, atribui ˆ acusa•‹o, que apresenta a imputa•‹o em ju’zo atravŽs de denœncia ou de queixa- crime, o ™nus da prova Ž decorr•ncia do princ’pio
A) do contradit—rio.
B) do devido processo legal. C) do Promotor natural.
Aula 00 Ð Prof. Renan Araujo D) da ampla defesa.
E) da presun•‹o de inoc•ncia.
17.! (FCC Ð 2009 Ð MPE-SE Ð TƒCNICO DO MP Ð çREA ADMINISTRATIVA)
A condena•‹o de um rŽu sem defensor viola o princ’pio A) da oficialidade.
B) da publicidade. C) do juiz natural. D) da verdade real. E) do contradit—rio.
18.! (FCC Ð 2009 Ð TJ-AP Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA JUDICIçRIA)
A Constitui•‹o Federal NÌO prev• expressamente o princ’pio A) da publicidade.
B) do duplo grau de jurisdi•‹o. C) do contradit—rio.
D) da presun•‹o da inoc•ncia. E) do juiz natural.
19.! (FCC Ð 2007 Ð MPU Ð ANALISTA PROCESSUAL)
Disp›e o art. 5¼, inciso XXXVII da Constitui•‹o da Repœblica Federativa do Brasil que "N‹o haver‡ ju’zo ou Tribunal de exce•‹o; inciso LIII: ÒNinguŽm ser‡ processado nem sentenciado sen‹o pela autoridade competente". Tais disposi•›es consagram o princ’pio
A) da presun•‹o de inoc•ncia. B) da ampla defesa.
C) do devido processo legal. D) da dignidade.
E) do juiz natural.
20.! (FCC Ð 2008 Ð TCE/AL Ð PROCURADOR)
Em rela•‹o ˆ lei processual penal no tempo, em caso de lei nova, a regra geral consiste na sua aplica•‹o
A) imediata, independentemente da fase em que o processo em andamento se encontre.
B) imediata, somente em rela•‹o aos processos que se encontrem na fase instrut—ria.
C) somente a processos futuros, ainda que por fatos anteriores. D) somente a processos futuros e sobre fatos posteriores.
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E) imediata ou a processos futuros conforme decis‹o fundamentada do juiz em cada caso.
21.! (FCC Ð 2009 Ð TJ/MS Ð JUIZ)
A lei processual penal
A) tem aplica•‹o imediata apenas nos processos ainda n‹o instru’dos. B) tem aplica•‹o imediata apenas se beneficiar o acusado.
C) Ž de aplica•‹o imediata, sem preju’zo de validade dos atos j‡ realizados. D) vigora desde logo e sempre tem efeito retroativo.
E) Ž aplic‡vel apenas aos fatos ocorridos ap—s a sua vig•ncia.
22.! (FCC Ð 2008 Ð MPE/CE Ð PROMOTOR)
Quanto ˆ efic‡cia temporal, a lei processual penal
A) aplica-se somente aos fatos criminosos ocorridos ap—s a sua vig•ncia. B) vigora desde logo, tendo sempre efeito retroativo.
C) tem aplica•‹o imediata, sem preju’zo da validade dos atos j‡ realizados. D) tem aplica•‹o imediata nos processos ainda n‹o instru’dos.
E) n‹o ter‡ aplica•‹o imediata, salvo se para beneficiar o acusado.
23.! (FCC Ð 2009 Ð TJ/PA Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA JUDICIçRIA)
A nova lei processual penal
A) Ž de incid•ncia imediata, pouco importando a fase em que esteja o processo. B) n‹o Ž aplic‡vel aos processos, ainda em curso, iniciados na vig•ncia da lei processual anterior.
C) n‹o Ž aplic‡vel aos processos de rito ordin‡rio, ainda em andamento, quando de sua vig•ncia.
D) Ž aplic‡vel, inclusive, aos processos j‡ findos.
E) Ž aplic‡vel somente aos processos, ainda em curso, da compet•ncia do Tribunal do Jœri.
24.! (FCC Ð 2014 Ð TRF4 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)
Nos termos da Constitui•‹o da Repœblica, exige-se ordem judicial para a) extradi•‹o de estrangeiro por crime pol’tico ou de opini‹o.
b) efetuar a pris‹o de alguŽm em flagrante delito.
c) utiliza•‹o, no processo, de provas obtidas por meios il’citos.
d) entrar na casa de um indiv’duo, sem seu consentimento, exceto para prestar socorro.
e) quebra do sigilo das comunica•›es telef™nicas, para fins de investiga•‹o criminal.
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25.! (FCC Ð 2009 ÐTJ-SE Ð TƒCNICO)
ƒ reconhecida a institui•‹o do jœri, com a organiza•‹o que lhe der a lei, NÌO sendo assegurado
a) a soberania dos veredictos. b) a plenitude de defesa. c) o sigilo das vota•›es. d) o sigilo do nome do juiz.
e) a compet•ncia para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.
26.! (FCC Ð 2010 Ð TRT22 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)
A plenitude de defesa no Tribunal do Jœri encontra-se dentro do princ’pio maior da a) legalidade. b) ampla defesa. c) reserva legal. d) moralidade. e) presun•‹o de inoc•ncia. 27.! (FCC Ð 2013 Ð MPE-SE Ð TƒCNICO)
Em rela•‹o ˆs garantias do acusado no processo penal, Ž correto afirmar que a) o civilmente identificado n‹o ser‡ submetido ˆ identifica•‹o criminal, salvo nas hip—teses previstas em lei.
b) em nenhuma hip—tese se admite a•‹o penal privada nos crimes de a•‹o pœblica.
c) a pris‹o de qualquer pessoa, mas n‹o o local onde se encontre presa, ser‡ comunicada imediatamente ao juiz competente e ˆ fam’lia do preso ou ˆ pessoa por ele indicada.
d) o preso tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis pela sua pris‹o, mas n‹o por seu interrogat—rio policial.
e) a pena ser‡ cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo unicamente com a natureza do delito e a idade do apenado.
28.! (FCC Ð 2010 Ð DPE-SP Ð OFICIAL DE DEFENSORIA)
De acordo com a Constitui•‹o Federal, Ž assegurado, nos processos de compet•ncia do Tribunal do Jœri,
a) o processamento dos crimes patrimoniais dolosos. b) o sigilo das vota•›es.
Aula 00 Ð Prof. Renan Araujo d) a soberania da senten•a sobre as vota•›es.
e) o processamento dos crimes dolosos e culposos contra a vida.
29.! (FCC Ð 2013 Ð TJ-PE Ð TITULAR NOTARIAL)
Direito Processual Penal
NÌO representa direito da pessoa acusada em processo criminal, estatu’do no artigo 5¼ da Constitui•‹o da Repœblica:
a) a inviolabilidade de domic’lio, ninguŽm nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determina•‹o judicial.
b) permanecer calada em seu interrogat—rio policial ou judicial, sendo que o sil•ncio poder‡ ser interpretado em preju’zo de sua defesa.
c) a inadmissibilidade, no processo, das provas obtidas por meios il’citos.
d) exercer o contradit—rio e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
e) ter a sua pris‹o comunicada ao juiz competente e ˆ fam’lia do preso ou pessoa por ele indicada.
30.! (FCC Ð 2013 Ð TJ-PE Ð TITULAR NOTARIAL)
De acordo com o disposto no artigo 5¼ da Constitui•‹o da Repœblica, Ž INCORRETO afirmar que
a) a pena ser‡ cumprida em estabelecimentos distintos, definidos de acordo com a intensidade da san•‹o.
b) o preso tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis por sua pris‹o ou por seu interrogat—rio policial.
c) s‹o assegurados o sigilo das vota•›es do Tribunal do Jœri e a soberania dos seus veredictos.
d) o civilmente identificado n‹o ser‡ submetido ˆ identifica•‹o criminal, salvo nas hip—teses previstas em lei.
e) o racismo, a tortura, o tr‡fico il’cito de entorpecentes, o terrorismo e os crimes definidos como hediondos constituem crimes inafian•‡veis.
31.! (FCC Ð 2012 Ð MPE-AL Ð PROMOTOR DE JUSTI‚A)
De acordo com o C—digo de Processo Penal, a lei processual penal
a) retroage para invalidar os atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior, se mais benŽfica.
b) n‹o admite aplica•‹o anal—gica.
c) admite suplemento dos princ’pios vitais de direito.
d) admite interpreta•‹o extensiva, mas n‹o suplemento dos princ’pios gerais de direito.
Aula 00 Ð Prof. Renan Araujo e) admite aplica•‹o anal—gica, mas n‹o interpreta•‹o extensiva.
32.! (FCC Ð 2012 Ð TRF5 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)
O princ’pio da busca da verdade real permite a
a) dila•‹o da prescri•‹o da pretens‹o punitiva enquanto n‹o encerrada a investiga•‹o criminal em crimes dolosos.
b) reabertura de inquŽrito policial arquivado independente de prova nova enquanto n‹o prescrito o crime.
c) determina•‹o de prova ex officio pelo juiz.
d) desconsidera•‹o da confiss‹o como meio de prova.
e) aceita•‹o de intercepta•‹o telef™nica produzida sem autoriza•‹o judicial como ind’cio.
33.! (FCC Ð 2012 Ð TJ-RJ Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)
A lei processual penal a) Ž retroativa.
b) n‹o admite interpreta•‹o extensiva.
c) tem aplica•‹o imediata, prejudicada a validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior.
d) admite aplica•‹o anal—gica.
e) tem aplica•‹o apenas no Estado em que editada.
34.! (FCC Ð 2012 Ð TJ-PE Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)
A respeito da lei processual penal no tempo, considere:
I. A lei processual nova n‹o prejudicar‡, em regra, a validade dos atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior.
II. A lei processual nova n‹o se aplicar‡ aos processos em andamento, mas apenas aos que se iniciarem durante a sua vig•ncia.
III. A lei processual entra em vigor da data da sua publica•‹o se nela n‹o houver disposi•‹o em contr‡rio.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em a) I.
b) I e II. c) I e III. d) II e III. e) III.
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O art. 10 da Declara•‹o Universal dos Direitos do Homem, proclamada pela Assembleia Geral das Na•›es Unidas, em Paris, aos 10 de dezembro de 1948, consagra que toda pessoa tem direito, em condi•›es de plena igualdade, de ser ouvida publicamente e com justi•a por um tribunal independente e imparcial, para a determina•‹o de seus direitos e obriga•›es ou para exame de qualquer acusa•‹o contra ela em matŽria penal.
O princ’pio do processo penal que se adequa a essa reda•‹o Ž o a) do juiz natural.
b) da ampla defesa. c) do contradit—rio.
d) do duplo grau de jurisdi•‹o. e) da publicidade.
36.! (FCC Ð 2011 Ð TJ-AP Ð TITULAR NOTARIAL)
A norma processual que permite ao juiz converter o julgamento em dilig•ncia e ouvir testemunhas referidas nos autos n‹o arroladas pelas partes funda-se no princ’pio a) do contradit—rio. b) do impulso oficial. c) da verdade real. d) da instrumentalidade do processo. e) do juiz natural. 37.! (FCC Ð 2010 Ð TJ-MS Ð JUIZ)
A lei processual penal
a) tem aplica•‹o imediata apenas nos processos ainda n‹o instru’dos. b) tem aplica•‹o imediata apenas se beneficiar o acusado.
c) Ž de aplica•‹o imediata, sem preju’zo de validade dos atos j‡ realizados. d) vigora desde logo e sempre tem efeito retroativo.
e) Ž aplic‡vel apenas aos fatos ocorridos ap—s a sua vig•ncia.
38.! (FCC Ð 2010 Ð ASSEMBLEIA LEGISLATIVA-SP Ð PROCURADOR)
Constitui corol‡rio do princ’pio do contradit—rio e da ampla defesa: a) a indisponibilidade do processo.
b) a imediatidade.
c) a isonomia processual.
d) a indeclinabilidade da jurisdi•‹o penal. e) o duplo grau de jurisdi•‹o.
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39.! (FCC Ð 2009 Ð MPE-AP Ð TƒCNICO)
O princ’pio constitucional que assegura ao acusado o direito de ampla defesa, em processo em que seja assegurada a igualdade das partes, denomina-se princ’pio a) do juiz natural.
b) do estado de inoc•ncia. c) da verdade real.
d) da obrigatoriedade. e) do contradit—rio.
40.! (FCC Ð 2009 Ð TJ-PI Ð ANALISTA JUDICIçRIO)
Dentre os princ’pios caracter’sticos do processo penal moderno, segundo a doutrina, Ž correto destacar:
a) da obrigatoriedade, do contradit—rio, do estado de inoc•ncia, da fungibilidade, da legalidade.
b) da ampla defesa, da oficialidade, da indisponibilidade, da indesistibilidade, da legalidade.
c) da verdade real, da indivisibilidade, da oportunidade, da intranscend•ncia, da informalidade.
d) do estado de inoc•ncia, do contradit—rio, da verdade real, da oralidade, da publicidade, do juiz natural.
e) da economia processual, da ampla defesa, da indivisibilidade, da obrigatoriedade.
41.! (FCC Ð 2009 Ð DPE-PA Ð DEFENSOR PòBLICO)
O princ’pio da ampla defesa no processo penal, de acordo com a Constitui•‹o Federal, aplica-se a todos os brasileiros
a) em gozo de seus direitos pol’ticos. b) sem distin•‹o de qualquer natureza.
c) e estrangeiros amparados por tratados de reciprocidade. d) natos.
e) e estrangeiros residentes no pa’s.
42.! (FCC Ð 2009 Ð DPE-PA Ð DEFENSOR PòBLICO)
No ‰mbito do inquŽrito policial instaurado para apura•‹o de crime contra os costumes, o direito ao contradit—rio pelo suposto autor Ž
a) assegurado sem qualquer restri•‹o como garantia constitucional prevista no art. 5o, inc. LV.
b) limitadamente exercido, apenas com o direito de requerer dilig•ncias que ser‹o realizadas ou n‹o a ju’zo da autoridade.
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c) assegurado plenamente, pois a defesa da intimidade n‹o pode se contrapor ao direito ˆ liberdade.
d) limitadamente assegurado, com direito exclusivo ˆ participa•‹o na colheita de provas periciais.
e) absolutamente vedado para asseguramento do direito ˆ intimidade da v’tima.
43.! (FCC Ð 2009 Ð DPE-PA Ð DEFENSOR PòBLICO)
No processo penal a defesa apresenta-se sob dois aspectos: defesa tŽcnica e autodefesa. H‡ manifesta•‹o da autodefesa nos seguintes atos:
a) defesa preliminar, interrogat—rio, comparecimento no ato de produ•‹o de prova e possibilidade de recurso.
b) interrogat—rio, comparecimento no ato de produ•‹o de prova e possibilidade de recurso.
c) interrogat—rio, comparecimento ˆ audi•ncia de instru•‹o e julgamento e possibilidade de recurso.
d) defesa preliminar, interrogat—rio e possibilidade de recurso.
e) defesa preliminar, interrogat—rio, comparecimento ˆ audi•ncia de instru•‹o e julgamento.
44.! (FCC Ð 2009 Ð MPE-CE Ð PROMOTOR DE JUSTI‚A)
Quanto ˆ efic‡cia temporal, a lei processual penal
a) aplica-se somente aos fatos criminosos ocorridos ap—s a sua vig•ncia. b) vigora desde logo, tendo sempre efeito retroativo.
c) tem aplica•‹o imediata, sem preju’zo da validade dos atos j‡ realizados. d) tem aplica•‹o imediata nos processos ainda n‹o instru’dos.
e) n‹o ter‡ aplica•‹o imediata, salvo se para beneficiar o acusado.
45.! (FCC Ð 2005 Ð TRE-MG Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)
A Constitui•‹o Federal vigente, dispondo que "n‹o haver‡ juiz ou tribunal de exce•‹o", e ainda que "ninguŽm ser‡ processado nem sentenciado sen‹o pela autoridade competente", trata
a) do princ’pio do juiz natural.
b) do reconhecimento do Tribunal do Jœri. c) da inafastabilidade da jurisdi•‹o.
d) do princ’pio do devido processo legal. e) da ampla defesa e do contradit—rio.
46.! (FCC Ð 2008 Ð MPE-PE Ð PROMOTOR DE JUSTI‚A)
Nos termos do C—digo de Processo Penal, a lei processual penal brasileira aplicar-se-‡
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a) nos crimes de responsabilidade praticados pelo Presidente da Repœblica. b) a todos brasileiros residentes do exterior, independentemente de tratado ou conven•‹o.
c) aos diplomatas estrangeiros em servi•o no Brasil, em qualquer hip—tese. d) a todas leis processuais extravagantes, sempre.
e) a todas as a•›es penais e correlatas que tiverem curso no territ—rio nacional.
47.! (FCC Ð 2008 Ð DPE-SP Ð DEFENSOR PòBLICO)
O car‡ter instrumental do processo penal significa
a) a regra da oficialidade dos —rg‹os incumbidos da persecutio criminis.
b) um instrumento Žtico e pol’tico de atua•‹o da justi•a substancial e garantia das liberdades.
c) um instrumento aut™nomo do direito material. d) o aproveitamento dos atos processuais.
e) que o Estado prestar‡ assist•ncia jur’dica integral e gratuita aos que comprovarem insufici•ncia de recursos.
48.! (FCC Ð 2012 Ð TRF2 Ð ANALISTA JUDICIçRIO)
Sebasti‹o foi preso em flagrante e levado pela autoridade policial para a Delegacia de Pol’cia mais pr—xima do local do crime. Segundo a Constitui•‹o Federal brasileira,
a) se n‹o houver familiar, Sebasti‹o poder‡ indicar pessoa para que seja avisada de sua pris‹o, aviso esse que ser‡ realizado pela autoridade policial atŽ vinte e quatro horas do crime, oficiando o juiz competente no prazo de cinco dias.
b) o juiz competente e a fam’lia apenas dever‹o ser avisados pela autoridade policial do local do crime, atŽ vinte e quatro horas da pris‹o de Sebasti‹o.
c) a fam’lia dever‡ ser avisada pela autoridade policial atŽ vinte e quatro horas da pris‹o de Sebasti‹o e o juiz competente atŽ quarenta e oito horas.
d) o juiz competente dever‡ ser avisado pela autoridade policial atŽ vinte e quatro horas da pris‹o de Sebasti‹o e a fam’lia no prazo de quarenta e oito horas. e) a autoridade policial deve comunicar imediatamente ao juiz competente e ˆ fam’lia do preso, ou ˆ pessoa por ele indicada, sobre a pris‹o e a Delegacia de Pol’cia para onde Sebasti‹o foi levado.
49.! (FCC Ð 2011 Ð TRE-AP Ð ANALISTA JUDICIçRIO)
Bernardino foi preso, porŽm os policiais que o prenderam estavam encapuzados sendo imposs’vel identific‡-los. Segundo a Constitui•‹o Federal, Bernardino a) n‹o tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis por sua pris‹o, porque no caso prevalece a seguran•a dos policiais.
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c) tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis por sua pris‹o apenas no ato do seu interrogat—rio em ju’zo e desde que a tenha requisitado ˆ autoridade judici‡ria, sob pena de preclus‹o, medida essa preventiva ˆ seguran•a dos policiais e para evitar a prescri•‹o penal.
d) n‹o tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis por sua pris‹o porque a Constitui•‹o Federal confere aos policiais o direito de sigilo independentemente do motivo.
e) tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis por sua pris‹o, desde que no seu depoimento pessoal prestado ˆ autoridade policial, a tenha requisitado, sob pena de preclus‹o, porque Ž irrelevante saber quem o prendeu com o fim de evitar a ocorr•ncia da prescri•‹o penal.
50.! (FCC Ð 2011 Ð TRF1 Ð TƒCNICO JUDICIçRIO)
NinguŽm ser‡ preso sen‹o em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judici‡ria competente, salvo, alŽm de outra hip—tese, no caso de
a) tr‡fico de drogas. b) tortura.
c) racismo. d) terrorismo.
e) transgress‹o militar, definida em lei.
51.! (FCC Ð 2010 Ð DPE-SP Ð OFICIAL DE DEFENSORIA)
De acordo com o disposto na Constitui•‹o Federal, o princ’pio da presun•‹o de inoc•ncia do rŽu aplica-se:
a) somente atŽ o in’cio da a•‹o penal, observados os princ’pios do contradit—rio e da ampla defesa.
b) atŽ o tr‰nsito em julgado de senten•a penal condenat—ria.
c) somente ap—s tr‰nsito em julgado de senten•a penal absolut—ria. d) somente nos processos de compet•ncia do Tribunal do Jœri.
e) atŽ a prola•‹o de senten•a condenat—ria, apenas em rela•‹o a rŽus prim‡rios
2! EXERCêCIOS COMENTADOS
01.! (FCC Ð 2018 Ð DPE-AP Ð DEFENSOR PòBLICO) O sistema acusat—rio
a) se caracteriza por separar as fun•›es de acusar e julgar e por deixar a iniciativa probat—ria com as partes.
b) se verifica quando a Constitui•‹o prev• garantias ao acusado. c) tem sua raiz na motiva•‹o das decis›es judiciais.
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d) vigora em sua plenitude no direito brasileiro.
e) privilegia a acusa•‹o, sendo pr—prio dos regimes autorit‡rios.
COMENTçRIOS: A alternativa correta Ž a letra A, pois a caracter’stica mais
marcante, ou seja, aquela que melhor define o sistema acusat—rio Ž a separa•‹o das fun•›es de julgar e acusar, ou seja, a acusa•‹o Ž atribu’da a um —rg‹o e o julgamento a outro —rg‹o, distinto. AlŽm disso, a iniciativa probat—ria nas m‹os das partes Ž outra das principais caracter’sticas de tal sistema, de forma que o Juiz deve adotar postura passiva no que tange ˆ produ•‹o probat—ria.
O fato de a Constitui•‹o estabelecer garantias aos acusados n‹o configura, por si s—, o sistema acusat—rio, embora isso seja necess‡rio. A motiva•‹o das decis›es judiciais tambŽm n‹o Ž o pilar central de tal sistema, eis que atŽ mesmo nos sistemas inquisitivos Ž poss’vel que haja a garantia da fundamenta•‹o das decis›es.
Tal sistema n‹o vigora em sua plenitude em nosso direito processual, segundo a maioria da Doutrina, j‡ que se entende que o Brasil adotou um sistema PREDOMINANTEMENTE acusat—rio, j‡ que h‡ resqu’cios do sistema inquisitivo (como a iniciativa na atividade probat—ria delegada ao Juiz em alguns casos, etc.).
Por fim, tal sistema (acusat—rio) NÌO privilegia a acusa•‹o, nem Ž pr—prio de regimes autorit‡rios. Estas s‹o caracter’sticas dos sistemas inquisitivos.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.
02.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-MA Ð DEFENSOR PòBLICO)
O modelo processual acusat—rio tem sido entendido como o adequado a um Estado Democr‡tico de Direito por ser o mais garantista. Tem-se como um pressuposto estrutural e l—gico do modelo a
a) possibilidade de emendatio libelli e mutatio libelli.
b) exist•ncia de uma investiga•‹o prŽvia por delegado de pol’cia. c) possibilidade da prova ser colhida pelo pr—prio juiz.
d) previs‹o legal de pris›es processuais. e) separa•‹o entre juiz e acusa•‹o.
COMENTçRIOS: O pressuposto estrutural do sistema acusat—rio, ou seja, o
tra•o que lhe Ž mais caracter’stico (e indispens‡vel), Ž a n’tida separa•‹o entre as fun•›es de acusar e julgar, ou seja, cada uma destas fun•›es deve ser desempenhada por um —rg‹o pr—prio do Estado.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.
03.! (FCC Ð 2015 Ð DPE-MA Ð DEFENSOR PòBLICO)
A necessidade de assegurar que as partes gozem das mesmas oportunidades e faculdades processuais consiste o conteœdo do princ’pio processual
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b) do contradit—rio. c) da ampla defesa.
d) da identidade f’sica do juiz. e) do estado de inoc•ncia.
COMENTçRIOS: A necessidade de assegurar que as partes gozem das mesmas
oportunidades e faculdades processuais configura o conteœdo do princ’pio processual da paridade de armas (ou isonomia processual, ou par conditio). Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.
04.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-RR Ð JUIZ) A lei processual penal brasileira
a) admite interpreta•‹o extensiva e aplica•‹o anal—gica, bem como o suplemento dos princ’pios gerais de direito.
b) aplica-se desde logo, em preju’zo da validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior.
c) retroage no tempo para obrigar a refeitura dos atos processuais, caso seja mais benŽfica ao rŽu.
d) n‹o admite defini•‹o de prazo de vacatio legis.
e) ser‡ aplicada nos atos processuais praticados em outro territ—rio que n‹o o brasileiro, em casos de extraterritorialidade da lei penal.
COMENTçRIOS: A lei PROCESSUAL penal brasileira admite interpreta•‹o
extensiva e aplica•‹o anal—gica, bem como o suplemento dos princ’pios gerais de direito, nos termos do art. 3¼ do CPP. AlŽm disso, pelo princ’pio do tempus regit
actum, aplica-se a lei processual desde logo, SEM PREJUêZO da validade dos atos
realizados sob a vig•ncia da lei anterior, nos termos do art. 2¼ do CPP. Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.
05.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-PE Ð JUIZ)
Antonio est‡ sendo processado pela pr‡tica do delito de furto qualificado. ƒ correto dizer que, caso haja mudan•a nas normas que regulamentam o procedimento comum ordin‡rio,
a) a nova lei se aplica ao processo no est‡gio em que se encontra, se conclu’da a fase de instru•‹o.
b) a nova lei apenas se aplica se benŽfica ao acusado.
c) os atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior s‹o v‡lidos.
d) a nova lei se aplica ao processo no est‡gio em que se encontra, apenas se ainda n‹o recebida a denœncia contra Antonio.
e) os atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior precisam ser ratificados, caso contr‡rio n‹o ser‹o considerados v‡lidos.
COMENTçRIOS: Caso haja altera•‹o das normas processuais a nova lei ser‡
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PREJUêZO da validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior, nos termos do art. 2¼ do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.
06.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-SE Ð JUIZ) A lei processual penal,
a) n‹o admite aplica•‹o anal—gica, salvo para beneficiar o rŽu.
b) n‹o admite aplica•‹o anal—gica, mas admite interpreta•‹o extensiva. c) somente pode ser aplicada a processos iniciados sob sua vig•ncia. d) admite o suplemento dos princ’pios gerais de direito.
e) admite interpreta•‹o extensiva, mas n‹o o suplemento dos princ’pios gerais de direito.
COMENTçRIOS: A lei PROCESSUAL penal brasileira admite interpreta•‹o
extensiva e aplica•‹o anal—gica, bem como o suplemento dos princ’pios gerais de direito, nos termos do art. 3¼ do CPP. AlŽm disso, pelo princ’pio do tempus regit
actum, aplica-se a lei processual desde logo, SEM PREJUêZO da validade dos atos
realizados sob a vig•ncia da lei anterior, nos termos do art. 2¼ do CPP. Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.
07.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-SE Ð JUIZ)
Em rela•‹o ˆs garantias constitucionais do processo penal, Ž correto afirmar que:
a) a defesa da intimidade n‹o Ž motivo para restri•‹o da publicidade dos atos processuais.
b) Ž reconhecida a institui•‹o do jœri, com a organiza•‹o que lhe der a lei, assegurada a compet•ncia para o julgamento, exclusivamente, dos crimes dolosos contra a vida.
c) a garantia do juiz natural Ž contemplada, mas n‹o s—, na previs‹o de que ninguŽm ser‡ processado nem sentenciado sen‹o pela autoridade competente.
d) a garantia da dura•‹o razo‡vel e os meios que garantam a celeridade da tramita•‹o aplicam-se exclusivamente ao processo judicial.
e) o civilmente identificado n‹o ser‡ submetido, em nenhuma hip—tese, a identifica•‹o criminal.
COMENTçRIOS:
a) ERRADA: Item errado, pois a defesa da intimidade Ž motivo id™neo para a restri•‹o da publicidade dos atos processuais, nos termos do art. 93, IX da CF/88. b) ERRADA: Item errado, pois apesar de a CF reconhecer ao Jœri a compet•ncia para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida, nada impede que essa compet•ncia seja AMPLIADA.
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c) CORRETA: Item correto, pois o princ’pio do Juiz Natural estabelece que toda pessoa tem direito de ser julgada por um —rg‹o do Poder Judici‡rio brasileiro, devidamente investido na fun•‹o jurisdicional, cuja compet•ncia tenha sido previamente definida. Assim, est‡ vedada a forma•‹o de Tribunal ou Ju’zo de exce•‹o, que s‹o aqueles criados especificamente para o julgamento de um determinado caso.
d) ERRADA: Item errado, pois tais garantias se aplicam tambŽm aos processos administrativos.
e) ERRADA: Item errado, pois Òo civilmente identificado n‹o ser‡ submetido a identifica•‹o criminal, salvo nas hip—teses previstas em leiÓ, nos termos do art. 5¼, LVIII da CF/88, ou seja, existem exce•›es a esta regra.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.
08.! (FCC Ð 2014 Ð TJ-AP Ð ANALISTA JUDICIçRIO)
Em rela•‹o ˆ aplica•‹o da lei processual penal no tempo, Ž correto afirmar:
a) Aplicar-se-‡ desde logo, sem preju’zo da validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior.
b) A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por senten•a condenat—ria transitada em julgado.
c) O processo penal reger-se-‡, em todo o territ—rio brasileiro, pelo C—digo de Processo Penal (Decreto- Lei n¼ 3.689/1941).
d) A lei processual penal excepcional ou tempor‡ria, embora decorrido o per’odo de sua dura•‹o ou cessadas as circunst‰ncias que a determinaram, aplica-se ao processo iniciado durante sua vig•ncia. e) A lei processual penal admitir‡ interpreta•‹o extensiva e aplica•‹o anal—gica, bem como o suplemento dos princ’pios gerais de direito. COMENTçRIOS:
a) CORRETA: Item correto, pois se trata do princ’pio do Òtempus regit actumÓ, previsto no art. 2¼ do CPP.
b) ERRADA: Item errado, pois essa Ž a regra prevista para a lei PENAL no tempo. c) CORRETA: Item correto, pois, de fato, o CPP Ž aplic‡vel, como regra, em todo o territ—rio nacional, nos termos do art. 1¼ do CPP.
d) ERRADA: Item errado, pois ser‡ aplicada a lei processual vigente para cada ato processual, nos termos do art. 2¼ do CPP.
e) CORRETA: A lei processual penal admite interpreta•‹o extensiva e aplica•‹o anal—gica, bem como o suplemento dos princ’pios gerais de direito, nos termos do art. 3¼ do CPP.
Percebam que h‡ tr•s afirmativas corretas. Todavia, apenas a letra A cuida da lei penal no TEMPO, que Ž o pedido pelo enunciado. Cuidado com a pegadinha! Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.
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09.! (FCC Ð 2014 Ð DPE-CE Ð DEFENSOR PòBLICO)
Em rela•‹o ˆ lei processual penal, Ž correto afirmar que, em regra,
a) admite suplemento dos princ’pios gerais do direito e aplica•‹o anal—gica.
b) a lei anterior tem ultratividade para beneficiar o acusado. c) admite interpreta•‹o extensiva, mas n‹o aplica•‹o anal—gica.
d) os atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior devem ser refeitos. e) tem aplica•‹o imediata, mesmo em per’odo de vacatio legis e ainda que menos benŽfica.
COMENTçRIOS: A lei processual penal admite suplemento dos princ’pios gerais
do direito e aplica•‹o anal—gica, bem como a interpreta•‹o extensiva, nos termos do art. 3¼ do CPP.
AlŽm disso, a lei processual tem aplica•‹o imediata, sem preju’zo da validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior, nos termos do art. 2¼ do CPP. Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.
10.! (FCC Ð 2014 Ð DPE-RS Ð DEFENSOR PòBLICO)
No Brasil, segundo a maioria dos doutrinadores, vige o sistema processual penal do tipo acusat—rio. S‹o caracter’sticas deste sistema processual penal
a) a imparcialidade do julgador, a flexibiliza•‹o do contradit—rio na medida da necessidade para reconstru•‹o da verdade real e a relativiza•‹o do duplo grau de jurisdi•‹o.
b) o sigilo das audi•ncias, a imparcialidade do julgador e a veda•‹o ao duplo grau de jurisdi•‹o.
c) a igualdade das partes, o contradit—rio e a publicidade dos atos processuais.
d) a absoluta separa•‹o das fun•›es de acusar e julgar, a publicidade dos atos processuais e a inexist•ncia da coisa julgada.
e) o sigilo absoluto do inquŽrito policial, a publicidade dos atos processuais e o duplo grau de jurisdi•‹o.
COMENTçRIOS: S‹o caracter’sticas do sistema acusat—rio, dentre outras, a
igualdade das partes (n‹o h‡ privilŽgios para a acusa•‹o), o contradit—rio (o acusado Ž sujeito de direitos no processo) e a publicidade dos atos processuais (o processo deve estar sujeito ˆ fiscaliza•‹o das partes e da sociedade).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.
11.! (FCC Ð 2014 Ð DPE-RS Ð DEFENSOR PòBLICO)
Acerca dos princ’pios e garantias fundamentais aplic‡veis ao processo penal, o princ’pio
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a) da ampla defesa assegura ao rŽu a indisponibilidade ao direito de defesa tŽcnica, que pode ser exercida por defensor privado ou pœblico. Entretanto, quando a defesa tŽcnica for realizada por Defensor Pœblico, ser‡ sempre exercida atravŽs de manifesta•‹o fundamentada.
b) do duplo grau de jurisdi•‹o, expressamente previsto na Constitui•‹o Federal, assegura a todos os acusados a revis‹o da senten•a condenat—ria.
c) da presun•‹o de inoc•ncia imp›e um dever de tratamento ao rŽu, que deve ser considerado inocente durante a instru•‹o do processo. PorŽm, ap—s o advento de uma senten•a condenat—ria e enquanto tramitar(em) o(s) recurso(s), esta presun•‹o passa a ser de culpabilidade.
d) da publicidade, inserto no art. 93, IX, da Constitui•‹o Federal, estabelece que todos os julgamentos dos —rg‹os do Poder Judici‡rio ser‹o pœblicos, n‹o admitindo qualquer limita•‹o por lei ordin‡ria, a fim de que n‹o prejudique o interesse pœblico ˆ informa•‹o.
e) ne procedat judex ex officio estabelece a inŽrcia da jurisdi•‹o. Sendo assim, o C—digo de Processo Penal pro’be ao juiz determinar, de of’cio, no curso da instru•‹o, ou antes de proferir senten•a, a realiza•‹o de dilig•ncias para dirimir dœvida sobre ponto relevante.
COMENTçRIOS:
a) CORRETA: O princ’pio da ampla defesa assegura, dentre outras coisas, o direito ˆ defesa tŽcnica, patrocinada por profissional habilitado. Quando a defesa se der por defensor pœblico ou dativo dever‡ se dar de forma fundamentada, nos termos do art. 261, ¤ œnico do CPP (n‹o bastando meras alega•›es defensivas genŽricas).
b) ERRADA: O princ’pio do duplo grau de jurisdi•‹o, de acordo com a Doutrina majorit‡ria, n‹o tem previs‹o expressa na Constitui•‹o Federal.
c) ERRADA: O princ’pio da presun•‹o de inoc•ncia estabelece que todo acusado Ž presumidamente inocente atŽ que haja condena•‹o transitada em julgado. O STF, todavia, a partir do HC 126.292, passou a entender que a exist•ncia de condena•‹o por —rg‹o colegiado de segunda inst‰ncia j‡ afasta a presun•‹o de inoc•ncia, podendo haver o in’cio da execu•‹o provis—ria da pena.
d) ERRADA: Embora a regra seja a publicidade dos atos processuais, pode haver limita•‹o a tal publicidade, quando a defesa da intimidade do interessado exigir o sigilo do ato.
e) ERRADA: Embora vigore o princ’pio da inŽrcia, h‡ mitiga•›es, como a norma que autoriza o Juiz a determinar, de of’cio, a produ•‹o de provas, nos termos do art. 156, II do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.
12.! (FCC Ð 2014 Ð DPE-PB Ð DEFENSOR PòBLICO)
Em rela•‹o ˆs disposi•›es constitucionais aplic‡veis ao direito processual penal,
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a) em caso de crimes processados mediante a•‹o penal de iniciativa pœblica, o oferecimento da a•‹o penal Ž de compet•ncia privativa e exclusiva do MinistŽrio Pœblico.
b) a pena ser‡ cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, o sexo e tambŽm a idade do apenado.
c) a defesa tŽcnica no processo penal, como garantia exclusiva do acusado, Ž renunci‡vel, desde que a renœncia seja homologada pelo juiz constitucionalmente competente.
d) a garantia constitucional da dura•‹o razo‡vel do processo somente se aplica ˆ segunda fase da persecu•‹o penal, consubstanciada na a•‹o penal de conhecimento de natureza condenat—ria.
e) a regra, no processo penal, Ž a publicidade restrita, em raz‹o do car‡ter infamante do processo penal.
COMENTçRIOS:
a) ERRADA: A a•‹o penal pœblica Ž privativa do MP, nos termos do art. 129, I da CF-88. Todavia, em caso de inŽrcia do MP, o ofendido (ou seus sucessores) poder‡ ajuizar a a•‹o penal PRIVADA subsidi‡ria da pœblica, nos termos do art. 29 do CPP.
b) CORRETA: Item correto, nos exatos termos do art. 5¼, XLVIII da CF-88.
c) ERRADA: Item errado, pois a defesa tŽcnica Ž absolutamente indispens‡vel no processo penal, sendo irrenunci‡vel.
d) ERRADA: Item errado, pois a razo‡vel dura•‹o do processo tambŽm se aplica fora do processo judicial, o que inclui a fase de investiga•‹o.
e) ERRADA: Item errado, pois a regra Ž a publicidade, nos termos do art. 93, IX da CF/88.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.
13.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-RR Ð JUIZ)
O princ’pio internacionalmente consagrado do Duplo Grau de Jurisdi•‹o Ž reconhecido por v‡rias legisla•›es ocidentais. No Brasil, o princ’pio tambŽm Ž reconhecido e, segundo o Supremo Tribunal Federal, decorre a) diretamente do texto constitucional brasileiro e est‡ previsto no artigo 5¡ como uma garantia fundamental.
b) diretamente do texto constitucional brasileiro, mas n‹o est‡ previsto no artigo 5¡.
c) do Pacto de Direitos Civis e Pol’ticos e tem previs‹o na Constitui•‹o Federal do Brasil.
d) do Pacto de S‹o JosŽ da Costa Rica e n‹o tem previs‹o Constitucional. e) diretamente dos pactos internacionais de direitos humanos e tem previs‹o expressa na Constitui•‹o Federal do Brasil.
COMENTçRIOS: O princ’pio do duplo grau de jurisdi•‹o estabelece que as
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Embora n‹o esteja expresso na Constitui•‹o, grande parte dos
doutrinadores o aceita como um princ’pio de ’ndole constitucional, fundamentando sua tese nas regras de compet•ncia dos Tribunais estabelecidas na Constitui•‹o, o que deixaria impl’cito que toda decis‹o judicial deva estar sujeita a recurso, via de regra. AlŽm disso, tem previs‹o no Pacto de San JosŽ da Costa Rica.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.
14.! (FCC Ð 2015 Ð TJ-GO Ð JUIZ)
NÌO se trata de garantia processual expressa na Constitui•‹o da Repœblica:
a) a liberdade provis—ria.
b) a identifica•‹o do respons‡vel pelo interrogat—rio policial. c) a publicidade restrita.
d) o cumprimento da pena em estabelecimento distinto em raz‹o da natureza do delito.
e) o duplo grau de jurisdi•‹o.
COMENTçRIOS: O princ’pio do duplo grau de jurisdi•‹o n‹o est‡ expressamente
previsto na Constitui•‹o Federal, embora tenha previs‹o no Pacto de San JosŽ da Costa Rica. Os demais princ’pios apontados est‹o previstos na Constitui•‹o Federal, expressamente.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA E.
15.! (FCC Ð 2013 Ð TJ/PE Ð TITULAR DE SERVI‚OS NOTARIAIS)
Sobre a aplica•‹o da lei processual penal e a interpreta•‹o no processo penal, Ž INCORRETO afirmar:
a) A legisla•‹o brasileira segue o princ’pio da territorialidade para a aplica•‹o das normas processuais penais.
b) O princ’pio da territorialidade na aplica•‹o da lei processual penal brasileira pode ser ressalvado por tratados, conven•›es e regras de direito internacional.
c) A lei processual penal aplica-se desde logo, sem preju’zo da validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior.
d) A norma processual penal mista constitui exce•‹o ˆ regra da irretroatividade da lei processual penal.
e) No processo penal, assim como no direito penal, Ž sempre admitida a interpreta•‹o extensiva e aplica•‹o anal—gica das normas.
COMENTçRIOS:
A) CORRETA: De fato, adota-se, como regra, o princ’pio da territorialidade, ou seja, no territ—rio nacional aplica-se a lei processual penal brasileira, nos termos do art. 1¼ do CPP;
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B) CORRETA: De fato, Ž poss’vel que normas de direito penal internacional restrinjam o princ’pio da territorialidade, conforme expressamente permitido pelo art. 1¼, I do CPP;
C) CORRETA: Pelo princ’pio do tempus regit actum, a lei processual penal aplica-se desde logo, e os atos j‡ praticados na vig•ncia da lei anterior s‹o preaplica-servados, conforme art. 2¼ do CPP;
D) CORRETA: As normas processuais s‹o irretroativas, ou seja, n‹o retroagem, nem mesmo para beneficiar o rŽu. Contudo, caso a norma possua conteœdo de direito processual e conteœdo de direito material (norma mista), poder‡ retroagir, caso a parte de direito material seja benŽfica ao rŽu;
E) ERRADA: Conforme art. 3¼ do CPP, admite-se interpreta•‹o extensiva e
aplica•‹o anal—gica no processo penal. Contudo, n‹o se admite a analogia (aplica•‹o anal—gica) no Direito Penal, quando em preju’zo do rŽu.
Portanto, a ALTERNATIVA INCORRETA ƒ A LETRA E.
16.! (FCC Ð 2011 Ð NOSSA CAIXA DESENVOLVIMENTO Ð ADVOGADO) A regra que, no processo penal, atribui ˆ acusa•‹o, que apresenta a imputa•‹o em ju’zo atravŽs de denœncia ou de queixa- crime, o ™nus da prova Ž decorr•ncia do princ’pio
A) do contradit—rio.
ERRADA: O contradit—rio determina a necessidade de dar-se ci•ncia a uma parte
quando a outra se manifestar no processo.
B) do devido processo legal.
ERRADA: O devido processo legal determina que o acusado s— poder‡ ser
condenado ap—s ser adotado todo o procedimento previsto na lei processual, dentro de um processo conduzido por um Juiz devidamente investido na fun•‹o jurisdicional e cuja compet•ncia tenha sido previamente definida por lei,
C) do Promotor natural.
ERRADA: O princ’pio do Promotor Natural determina que toda pessoa tem direito
de ser acusada por um —rg‹o do Estado cuja atribui•‹o tenha sido previamente definida em lei.
D) da ampla defesa.
ERRADA: A ampla defesa significa que ˆ parte acusada deve ser garantido o
direito de produzir todas as provas que entender necess‡rias ˆ comprova•‹o de sua inoc•ncia, bem como de recorrer das decis›es judiciais que lhe forem desfavor‡veis, alŽm do direito de ser patrocinado por profissional habilitado, inclusive Defensor Pœblico, se n‹o puder pagar, e de exercer, ele pr—prio, a autodefesa.
E) da presun•‹o de inoc•ncia.
CORRETA: Da presun•‹o de inoc•ncia (ou n‹o-culpabilidade) decorre que aquele
que acusa dever‡ provar suas alega•›es acusat—rias, a fim de demonstrar a culpa do acusado que, de in’cio, Ž considerado inocente.
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17.! (FCC Ð 2009 Ð MPE-SE Ð TƒCNICO DO MP Ð çREA ADMINISTRATIVA) A condena•‹o de um rŽu sem defensor viola o princ’pio
A) da oficialidade.
ERRADA: Viola o princ’pio da ampla defesa e do contradit—rio, nos termos do art.
5¡, LV da Constitui•‹o.
B) da publicidade.
ERRADA: Viola o princ’pio da ampla defesa e do contradit—rio, nos termos do art.
5¡, LV da Constitui•‹o.
C) do juiz natural.
ERRADA: Viola o princ’pio da ampla defesa e do contradit—rio, nos termos do art.
5¡, LV da Constitui•‹o. O Juiz Natural seria violado em caso de julgamento por Juiz casuisticamente escolhido para o caso.
D) da verdade real.
ERRADA: A verdade real Ž o princ’pio pelo qual no processo penal deve-se buscar
saber o que de fato ocorreu, a verdade real. O julgamento seu defensor, portanto, n‹o viola a verdade real, mas o princ’pio da ampla defesa e do contradit—rio, nos termos do art. 5¡, LV da Constitui•‹o.
E) do contradit—rio.
CORRETA: O julgamento do acusado sem defensor viola o princ’pio do
contradit—rio e da ampla defesa, atŽ mais este do que aquele, pois Ž direito de todo acusado a ser defendido por profissional do Direito devidamente habilitado, inclusive Defensor Pœblico, caso n‹o tenha meios de arcar com as despesas de advogado particular, nos termos do art. 5¡, LXXIV da Constitui•‹o. Essa Ž a chamada defesa tŽcnica.
GABARITO: LETRA E
18.! (FCC Ð 2009 Ð TJ-AP Ð ANALISTA JUDICIçRIO Ð çREA JUDICIçRIA) A Constitui•‹o Federal NÌO prev• expressamente o princ’pio
A) da publicidade.
ERRADA: Possui previs‹o expressa no art. 93, IX da Constitui•‹o Federal.
B) do duplo grau de jurisdi•‹o.
CORRETA: O princ’pio do duplo grau de jurisdi•‹o, embora reconhecido pela
Doutrina, n‹o est‡ expressamente previsto na CRFB/88, mas impl’cito nas regras definidoras de compet•ncia dos Tribunais e, ainda, por decorr•ncia l—gica do princ’pio da ampla defesa.
C) do contradit—rio.
ERRADA: O princ’pio do contradit—rio est‡ expressamente previsto no art. 5¡, LV
da Constitui•‹o.
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ERRADA: O princ’pio da presun•‹o de inoc•ncia (ou estado de inoc•ncia) tem
previs‹o expressa no art. 5¡, LVII da Constitui•‹o Federal.
E) do juiz natural.
ERRADA: Este princ’pio est‡ expressamente previsto no art. 5¡, LIII da
Constitui•‹o Federal.
GABARITO: LETRA B
19.! (FCC Ð 2007 Ð MPU Ð ANALISTA PROCESSUAL)
Disp›e o art. 5¼, inciso XXXVII da Constitui•‹o da Repœblica Federativa do Brasil que "N‹o haver‡ ju’zo ou Tribunal de exce•‹o; inciso LIII: ÒNinguŽm ser‡ processado nem sentenciado sen‹o pela autoridade competente". Tais disposi•›es consagram o princ’pio
A) da presun•‹o de inoc•ncia.
ERRADA: A presun•‹o de inoc•ncia est‡ prevista no art. 5¡, VII da Constitui•‹o,
n‹o guardando qualquer rela•‹o com os incisos trazidos pela quest‹o.
B) da ampla defesa.
ERRADA: A ampla defesa est‡ prevista, juntamente com o contradit—rio, no art.
5¡, LV da Constitui•‹o, e tambŽm n‹o guarda rela•‹o com os trechos narrados pela quest‹o.
C) do devido processo legal.
ERRADA: Embora o devido processo legal seja fundamento de todos os demais
princ’pios processuais, n‹o Ž o princ’pio especificamente aplic‡vel ˆs hip—teses trazidas, que se referem ao princ’pio do Juiz Natural.
D) da dignidade.
ERRADA: A dignidade da pessoa humana est‡ prevista no art. 1¡, III da
Constitui•‹o, e Ž um dos fundamentos da Repœblica, mas n‹o guarda rela•‹o com os incisos mencionados.
E) do juiz natural.
CORRETA: O princ’pio do Juiz Natural est‡ materializado nos dispositivos
constitucionais citados, que vedam a forma•‹o de Ju’zo de exce•‹o e que estabelecem ser direito de toda pessoa ser julgada por autoridade competente.
GABARITO: LETRA E
20.! (FCC Ð 2008 Ð TCE/AL Ð PROCURADOR)
Em rela•‹o ˆ lei processual penal no tempo, em caso de lei nova, a regra geral consiste na sua aplica•‹o
A) imediata, independentemente da fase em que o processo em andamento se encontre.
CORRETA: O princ’pio do tempus regit actum n‹o encontra barreiras em
nenhuma fase do processo, ou seja, ser‡ aplicado ainda que o processo j‡ tenha terminado e estejamos em fase de execu•‹o de senten•a;
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B) imediata, somente em rela•‹o aos processos que se encontrem na fase instrut—ria.
ERRADA: O art. 2¡ do CPP n‹o faz qualquer distin•‹o entre processos que
estejam na fase instrut—ria ou que j‡ tenha se encerrado ou quaisquer outras hip—teses, determinando a aplica•‹o da lei processual penal imediatamente: ÒArt.
2o A lei processual penal aplicar-se-‡ desde logo, sem preju’zo da validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior.Ó
C) somente a processos futuros, ainda que por fatos anteriores.
ERRADA: O princ’pio do tempus regit actum determina a aplica•‹o da lei nova
aos atos processuais futuros, independentemente de o processo j‡ ter se
iniciado sob a Žgide de uma outra lei, ainda que esta lei anterior seja mais
benŽfica ao rŽu (lembrem-se da diferen•a entre normas puramente processuais, puramente materiais e mistas!);
D) somente a processos futuros e sobre fatos posteriores.
ERRADA: Como disse acima, a aplica•‹o se d‡ tambŽm aos processos j‡
iniciados, mas s— alcan•a os atos ainda a serem praticados, permanecendo v‡lidos os atos praticados sob a Žgide da lei anterior, pois s‹o atos perfeitos e acabados;
E) imediata ou a processos futuros conforme decis‹o fundamentada do juiz em cada caso.
ERRADA: A aplica•‹o imediata da lei processual penal Ž o que se pode chamar
de ope legis, ou seja, n‹o depende de manifesta•‹o do Magistrado nesse sentido, decorrendo diretamente da lei. Caso dependesse de decis‹o do Juiz determinando ou n‹o sua aplica•‹o, ter’amos o que se chama de ope judicis.
GABARITO: LETRA A
21.! (FCC Ð 2009 Ð TJ/MS Ð JUIZ) A lei processual penal
A) tem aplica•‹o imediata apenas nos processos ainda n‹o instru’dos.
ERRADA: Conforme estudamos, ainda que estejamos diante de processos j‡
bastante adiantados (inclusive em sede recursal ou de execu•‹o de pena), ser‡ aplicado o princ’pio do tempus regit actum, por n‹o ter o CPP, em seu art. 2¡, feito qualquer restri•‹o nesse sentido: Art. 2o A lei processual penal aplicar-se-‡ desde logo, sem preju’zo da validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior.
B) tem aplica•‹o imediata apenas se beneficiar o acusado.
ERRADA: A aplica•‹o imediata da lei processual penal, inclusive a processos em
curso, se d‡ independente de sua natureza benŽfica ou prejudicial ao rŽu, nos termos do art. 2¡ do CPP;
C) Ž de aplica•‹o imediata, sem preju’zo de validade dos atos j‡ realizados.