NÌO representa direito da pessoa acusada em processo criminal, estatu’do no artigo 5¼ da Constitui•‹o da Repœblica:
a) a inviolabilidade de domic’lio, ninguŽm nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determina•‹o judicial.
b) permanecer calada em seu interrogat—rio policial ou judicial, sendo que o sil•ncio poder‡ ser interpretado em preju’zo de sua defesa.
c) a inadmissibilidade, no processo, das provas obtidas por meios il’citos. d) exercer o contradit—rio e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.
e) ter a sua pris‹o comunicada ao juiz competente e ˆ fam’lia do preso ou pessoa por ele indicada.
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COMENTçRIOS: Todas as alternativas apresentam direitos da pessoa acusada
em processo criminal, exceto a letra B. N‹o que o acusado n‹o tenha o direito de ficar em sil•ncio. Este direito Ž GARANTIDO pela Constitui•‹o Federal. Todavia, o sil•ncio NÌO pode ser interpretado em preju’zo da defesa, nos termos do art. 186, ¤ œnico do CPP.
As demais alternativas est‹o corretas, nos termos do art. 5¼, XI (letra A), LVI (letra C), LV (letra D) e LXII (letra E).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA B.
30.! (FCC Ð 2013 Ð TJ-PE Ð TITULAR NOTARIAL)
De acordo com o disposto no artigo 5¼ da Constitui•‹o da Repœblica, Ž INCORRETO afirmar que
a) a pena ser‡ cumprida em estabelecimentos distintos, definidos de acordo com a intensidade da san•‹o.
b) o preso tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis por sua pris‹o ou por seu interrogat—rio policial.
c) s‹o assegurados o sigilo das vota•›es do Tribunal do Jœri e a soberania dos seus veredictos.
d) o civilmente identificado n‹o ser‡ submetido ˆ identifica•‹o criminal, salvo nas hip—teses previstas em lei.
e) o racismo, a tortura, o tr‡fico il’cito de entorpecentes, o terrorismo e os crimes definidos como hediondos constituem crimes inafian•‡veis. COMENTçRIOS:
a) ERRADA: Item errado, pois, nos termos do art. 5¼, XLVIII da CF-88, a pena Òser‡ cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenadoÓ.
b) CORRETA: Item correto, pois o preso tem direito ˆ identifica•‹o dos respons‡veis por sua pris‹o, bem como dos respons‡veis por seu interrogat—rio policial, nos termos do art. 5¼, LXIV da CF/88.
c) CORRETA: Item correto, nos termos do art. 5¼, XXXVIII da CF/88. d) CORRETA: Item correto, nos termos do art. 5¼, LVIII da CF/88.
e) CORRETA: Item correto, pois esta Ž a exata previs‹o do art. 5¼, XLII e XLIII da CF/88.
Portanto, a ALTERNATIVA INCORRETA ƒ A LETRA A.
31.! (FCC Ð 2012 Ð MPE-AL Ð PROMOTOR DE JUSTI‚A)
De acordo com o C—digo de Processo Penal, a lei processual penal
a) retroage para invalidar os atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior, se mais benŽfica.
b) n‹o admite aplica•‹o anal—gica.
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d) admite interpreta•‹o extensiva, mas n‹o suplemento dos princ’pios gerais de direito.
e) admite aplica•‹o anal—gica, mas n‹o interpreta•‹o extensiva. COMENTçRIOS:
a) ERRADA: Os atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior s‹o plenamente v‡lidos.
b) ERRADA: Item errado, pois Ž admiss’vel a aplica•‹o anal—gica, nos termos do art. 3¼ do CPP.
c) CORRETA: Item correto, pois Ž admitida a utiliza•‹o suplementar dos princ’pios gerais do direito, nos termos do art. 3¼ do CPP.
d) ERRADA: Item errado, pois Ž admitida a utiliza•‹o suplementar dos princ’pios gerais do direito, nos termos do art. 3¼ do CPP.
e) ERRADA: Item errado, pois ambas s‹o admitidas, nos termos do art. 3¼ do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.
32.! (FCC Ð 2012 Ð TRF5 Ð ANALISTA JUDICIçRIO) O princ’pio da busca da verdade real permite a
a) dila•‹o da prescri•‹o da pretens‹o punitiva enquanto n‹o encerrada a investiga•‹o criminal em crimes dolosos.
b) reabertura de inquŽrito policial arquivado independente de prova nova enquanto n‹o prescrito o crime.
c) determina•‹o de prova ex officio pelo juiz.
d) desconsidera•‹o da confiss‹o como meio de prova.
e) aceita•‹o de intercepta•‹o telef™nica produzida sem autoriza•‹o judicial como ind’cio.
COMENTçRIOS: Dentre as alternativas apresentadas apenas a letra C
corresponde a uma possibilidade decorrente do princ’pio da busca pela verdade real, ou seja, apenas a letra C traz uma situa•‹o admitida em nosso ordenamento jur’dico, nos termos do art. 156, II do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.
33.! (FCC Ð 2012 Ð TJ-RJ Ð TƒCNICO JUDICIçRIO) A lei processual penal
a) Ž retroativa.
b) n‹o admite interpreta•‹o extensiva.
c) tem aplica•‹o imediata, prejudicada a validade dos atos realizados sob a vig•ncia da lei anterior.
d) admite aplica•‹o anal—gica.
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COMENTçRIOS:
a) ERRADA: A lei processual n‹o retroage, ou seja, os atos praticados anteriormente s‹o v‡lidos.
b) ERRADA: Item errado, pois Ž admitida a interpreta•‹o extensiva, nos termos do art. 3¼ do CPP.
c) ERRADA: Item errado, pois os atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior s‹o plenamente v‡lidos.
d) CORRETA: Item errado, pois Ž admiss’vel a aplica•‹o anal—gica, nos termos do art. 3¼ do CPP.
e) ERRADA: Item errado, pois a lei processual ter‡ aplica•‹o em todo o territ—rio nacional, j‡ que compete ˆ Uni‹o legislar sobre direito processual penal.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA D.
34.! (FCC Ð 2012 Ð TJ-PE Ð OFICIAL DE JUSTI‚A)
A respeito da lei processual penal no tempo, considere:
I. A lei processual nova n‹o prejudicar‡, em regra, a validade dos atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior.
II. A lei processual nova n‹o se aplicar‡ aos processos em andamento, mas apenas aos que se iniciarem durante a sua vig•ncia.
III. A lei processual entra em vigor da data da sua publica•‹o se nela n‹o houver disposi•‹o em contr‡rio.
Est‡ correto o que se afirma APENAS em a) I. b) I e II. c) I e III. d) II e III. e) III. COMENTçRIOS:
I Ð CORRETA: Item correto, pois os atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior s‹o plenamente v‡lidos, nos termos do art. 2¼ do CPP.
II Ð ERRADA: A lei processual penal nova ter‡ aplica•‹o imediata aos processos em curso, mas n‹o prejudicar‡ os atos praticados sob a vig•ncia da lei anterior, que s‹o plenamente v‡lidos, nos termos do art. 2¼ do CPP.
III Ð ERRADA: Item errado, pois toda lei, como regra, entra em vigor 45 dias ap—s sua publica•‹o (per’odo de vacatio legis).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.
35.! (FCC Ð 2011 Ð MPE-CE Ð PROMOTOR DE JUSTI‚A)
O art. 10 da Declara•‹o Universal dos Direitos do Homem, proclamada pela Assembleia Geral das Na•›es Unidas, em Paris, aos 10 de dezembro
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de 1948, consagra que toda pessoa tem direito, em condi•›es de plena igualdade, de ser ouvida publicamente e com justi•a por um tribunal independente e imparcial, para a determina•‹o de seus direitos e obriga•›es ou para exame de qualquer acusa•‹o contra ela em matŽria penal.
O princ’pio do processo penal que se adequa a essa reda•‹o Ž o a) do juiz natural.
b) da ampla defesa. c) do contradit—rio.
d) do duplo grau de jurisdi•‹o. e) da publicidade.
COMENTçRIOS: Tal reda•‹o se amolda ao princ’pio do juiz natural, que
determina, dentre outras coisas, a estipula•‹o prŽvia de um Ju’zo abstratamente competente para processar e julgar o crime, sem que haja possibilidade de indica•‹o casu’stica do Juiz ou Tribunal que vai julgar o fato.
A quest‹o acaba abarcando outros princ’pios em sua reda•‹o (contradit—rio, paridade de armas, etc.). Todavia, ela Ž mais especificamente destinada ao princ’pio do Juiz natural.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA A.
36.! (FCC Ð 2011 Ð TJ-AP Ð TITULAR NOTARIAL)
A norma processual que permite ao juiz converter o julgamento em dilig•ncia e ouvir testemunhas referidas nos autos n‹o arroladas pelas partes funda-se no princ’pio
a) do contradit—rio. b) do impulso oficial. c) da verdade real.
d) da instrumentalidade do processo. e) do juiz natural.
COMENTçRIOS: Tal norma decorre do princ’pio da busca pela verdade real (ou
princ’pio da verdade real), segundo o qual o Juiz n‹o deve se conformar com a ÒverdadeÓ que est‡ nos autos, devendo agir positivamente para descobrir o que efetivamente ocorreu (verdade real).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA ƒ A LETRA C.
37.! (FCC Ð 2010 Ð TJ-MS Ð JUIZ)