ANO XXVII ª SEMANA DE FEVEREIRO DE 2016 BOLETIM INFORMARE Nº 06/2016

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ANO XXVII - 2016 - 2ª SEMANA DE FEVEREIRO DE 2016

BOLETIM INFORMARE Nº 06/2016

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CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS AUTÔNOMOS E PROFISSIONAIS LIBERAIS - RECOLHIMENTO ATÉ O DIA

29 DE FEVEREIRO DE 2016 ... Pág. 178 INDENIZAÇÃO ADICIONAL QUE ANTECEDE À DA DATA-BASE - ARTIGO 9º DA LEI Nº 7.238/1984 ... Pág. 185 REGISTROS PROFISSIONAIS NO MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO - SISTEMA INFORMATIZADO

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CONTRIBUIÇÃO SINDICAL DOS AUTÔNOMOS E PROFISSIONAIS LIBERAIS Recolhimento Até O Dia 29 De Fevereiro De 2016

Sumário

1. Introdução

2. Contribuição Sindical 2.1 – Conceito 2.2 – Obrigatoriedade

2.3 - Prazo De Recolhimento Até O Dia 29 De Fevereiro De 2016 2.4 - Recolhimento Em Atraso

2.5 - Valor Da Contribuição 2.6 - Local De Recolhimento

2.7 - Falta De Recolhimento - Suspensão Do Exercício Profissional 3. Guia De Recolhimento

3.1 - Número De Vias

4. Profissional Liberal Ou Profissional Autônomo 4.1 - Profissionais Isentos Do Pagamento

4.2 - Autônomos E Profissionais Liberais Organizados Em Firmas Ou Empresas 4.3 - Profissional Liberal Com Vínculo Empregatício

4.4 - Exceção - Advogado Empregado 4.5 – Jurisprudências

5. Quadro Dos Profissionais Liberais 6. Categorias Diferenciadas

7. Anotações Necessárias No Caso De Empregado 8. Autônomos Estabelecidos Após O Mês De Fevereiro 9. Inexistência De Sindicato Da Categoria Profissional 10. Prescrição

11. Nota Técnica/SRT/MTE Nº 201/2009 12. Nota Técnica/SRT/MTE/Nº 11/2010

1. INTRODUÇÃO

De acordo com o artigo 149 da Constituição Federal de 1988, a Contribuição Sindical Patronal foi instituída pela União, ou seja, pelo Governo Federal do Brasil.

A Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, em seus artigos 578 a 610, dispõe sobre a Contribuição Sindical de um modo geral e obriga a todos os empregadores, empregados, trabalhadores autônomos e empresários ao pagamento da contribuição sindical uma vez ao ano.

O artigo 583 da CLT - Consolidação das Leis do Trabalho estabelece que os trabalhadores autônomos e profissionais liberais (não organizados em empresas) que exerçam sua profissão devem recolher a contribuição sindical anual aos respectivos sindicatos de classe, em guia fornecida pelo próprio sindicato.

Nesta matéria será tratada sobre a Contribuição Sindical dos Autônomos e Profissionais Liberais, com seus procedimentos, considerações e obrigatoriedade, o qual deverão recolher até o dia 29 de fevereiro de 2016.

2. CONTRIBUIÇÃO SINDICAL 2.1 – Conceito

Contribuição Sindical são as contribuições devidas aos sindicatos pelos que participem das categorias econômicas ou profissionais ou das profissões liberais representadas pelas referidas entidades, pagas, recolhidas e aplicadas conforme estabelece a Legislação Trabalhista (Artigo 578 da CLT).

2.2 – Obrigatoriedade

A Contribuição Sindical tem natureza jurídica tributária, fixada em lei, sendo, portanto, compulsória e compete ao Ministério do Trabalho e Emprego realizar a fiscalização do seu efetivo recolhimento.

De acordo com o artigo 579 da CLT, a contribuição sindical é devida por todos aqueles que participarem de uma determinada categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, em favor do sindicato representativo da mesma categoria ou profissão.

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A contribuição sindical também é devida por todos os autônomos e profissionais, sem vínculo empregatício e que não possuam empresa constituída, ou seja, não organizados em empresas, mas que participem de uma determinada categoria econômica ou profissional.

2.3 - Prazo De Recolhimento Até O Dia 29 De Fevereiro De 2016

O prazo de recolhimento da contribuição sindical dos autônomos e profissionais liberais é feito uma vez ao ano, até o último dia útil do mês de fevereiro, em guias próprias fornecidas pela entidade sindical representativa, conforme o artigo 583 da CLT.

“Art. 583 – CLT. O recolhimento da contribuição sindical... relativo aos agentes ou trabalhadores autônomos e profissionais liberais realizar-se-á no mês de fevereiro”.

2.4 - Recolhimento Em Atraso

O recolhimento da Contribuição Sindical efetuado fora do prazo, quando espontâneo, será acrescido da multa de 10% (dez por cento), nos 30 (trinta) primeiros dias, com o adicional de 2% (dois por cento) por mês subsequente de atraso, além de juros de mora de 1% (um por cento) ao mês e correção monetária, ficando, nesse caso, o infrator, isento de outra penalidade (Artigo 600 da CLT).

O montante das cominações previstas reverterá sucessivamente: a) ao sindicato respectivo;

b) à Federação respectiva, na ausência de sindicato; c) à Confederação respectiva, inexistindo Federação.

Na falta de sindicato ou entidade de grau superior, o montante a que alude o parágrafo precedente reverterá à conta “Emprego e Salário”.

Observação: Durante o primeiro mês de atraso (trinta primeiros dias), a multa corresponde a 10% (dez por cento)

do valor da contribuição. A partir do segundo, será acrescido sucessivamente 2% (dois por cento) ao mês ou fração (Art. 600 da CLT).

2.5 - Valor Da Contribuição

Conforme o artigo 580, inciso II da CLT, a contribuição sindical será recolhida, de uma só vez, anualmente, e consistirá, para os agentes ou trabalhadores autônomos e para os profissionais liberais, numa importância correspondente a 30% (trinta por cento) do maior valor de referência fixado pelo Poder Executivo, vigente à época em que é devida a contribuição sindical.

Observação importante: Deverá ser consultada para o cálculo do valor da contribuição e o recolhimento, a

entidade Sindical, ou as Confederações ou Associações.

2.6 - Local De Recolhimento

Conforme o artigo 586 da CLT, as guias de recolhimento deverão ser apresentadas para pagamento na Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil ou em qualquer agência bancária integrante do sistema de arrecadação de tributos federais.

2.7 - Falta De Recolhimento - Suspensão Do Exercício Profissional

O artigo 599 da CLT determina que, para os profissionais liberais, a penalidade pelo não recolhimento da contribuição sindical consistirá na suspensão do exercício profissional, até a necessária quitação, e será aplicada pelos órgãos públicos autárquicos disciplinadores das respectivas profissões mediante comunicação das autoridades fiscalizadoras.

“NOTA TÉCNICA/SRT/MTE/Nº 201/2009, em anexo, acerca da contribuição sindical dos profissionais liberais e autônomos.

Em face dos prazos legais para o recolhimento da contribuição sindical, os conselhos de fiscalização de profissões devem encaminhar, até o dia 31 de dezembro de cada ano, às confederações representativas das respectivas

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categorias ou aos bancos oficiais por elas indicados, relação dos profissionais neles registrados, com os dados que possibilitem a identificação dos contribuintes para fins de notificação e cobrança.

De acordo com o art. 599 da Consolidação das Leis do Trabalho, é prerrogativa dos conselhos de fiscalização de profissões a aplicação da penalidade de suspensão do registro profissional aos profissionais liberais inadimplentes com a contribuição sindical obrigatória, antes ou após qualquer providência tomada pelo MTE”.

3. GUIA DE RECOLHIMENTO

Conforme o artigo 583 da CLT, §§ 1° e 2°, o recolhimento obedecerá ao sistema de guias, de acordo com as instruções expedidas pelo Ministério do Trabalho. E o comprovante de depósito de contribuição sindical será remetido ao respectivo sindicato, na falta deste, à correspondente entidade sindical de grau superior, e, se for o caso, ao Ministério do Trabalho.

Através da Portaria nº 488, de 23 de novembro de 2005 (DOU de 24.11.2005), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aprovou o atual modelo da Guia de Recolhimento de Contribuição Sindical Urbana (GRCSU), para o recolhimento da contribuição destinada aos sindicatos pelos empregadores, profissionais liberais, autônomos, entre outros.

A GRCSU - Guia de Recolhimento de Contribuição Sindical Urbana é o único documento para recolhimento da contribuição sindical, está disponível nos sites do MTE (www.mte.gov.br) e da Caixa Econômica Federal (www.caixa.gov.br).

3.1 - Número De Vias

As guias são compostas de 2 (duas) vias, com a seguinte destinação: a) 1ª via - entidade sindical (entidade arrecadadora);

b) 2ª via - comprovante do contribuinte, para comprovação da regularidade da arrecadação.

Observação: Aqueles profissionais que não são sindicalizados ou que não receberem as guias por via postal

deverá retirá-las junto ao correspondente sindicato.

4. PROFISSIONAL LIBERAL OU PROFISSIONAL AUTÔNOMO

Conforme estabelece o artigo 583 da CLT, os agentes ou trabalhadores autônomos e profissionais liberais (não organizados em empresas) estão obrigados ao recolhimento da contribuição sindical anual aos respectivos sindicatos da categoria.

“O Trabalhador autônomo não se confunde com o profissional liberal, pois nem todo trabalhador autônomo é profissional liberal e nem todo profissional liberal é trabalhador autônomo. O profissional liberal desempenha sua atividade com autonomia e independência do ponto de vista técnico-científico, possuindo título de habilitação expedido legalmente.

Portanto, existem, basicamente, duas espécies de trabalhadores autônomos:

a) prestadores de serviços de profissões não regulamentadas, tais como: pedreiro, pintor, faxineiro, entre outros; b) prestadores de serviços de profissões regulamentadas, tais como: o advogado, o contabilista, o engenheiro, o médico, o psicólogo, e outros registrados nos seus respectivos conselhos regionais de fiscalização profissional”. O profissional liberal ou profissional autônomo desenvolve atividade empresária unipessoal, pelo seu próprio trabalho, com emprego de técnica e conhecimentos específicos.

A contribuição sindical deve ser paga individualmente através da Guia de Recolhimento da Contribuição Sindical Urbana, a qual é enviada pela entidade sindical diretamente ao profissional que esteja devidamente com seu registro profissional ativo em seu conselho de classe.

4.1 - Profissionais Isentos Do Pagamento

Estarão isentos de pagamento da Contribuição Sindical os profissionais que estão proibidos de exercer a sua atividade profissional, ou seja, os que tiveram concedida a baixa de seu registro, ou que tenham tido o benefício

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de aposentadoria. Nestes casos, deve enviar à secretaria da Federação a documentação comprobatória de tal benefício ou a devida baixa do Conselho Regional de sua jurisdição.

4.2 - Autônomos E Profissionais Liberais Organizados Em Firmas Ou Empresas

São agentes ou trabalhadores autônomos os profissionais liberais organizados em firmas ou empresas, com capital social registrado, que recolhem a contribuição sindical segundo a tabela progressiva do inciso II do artigo 580 da CLT. “Artigo 580 da CLT, § 4º - Os agentes ou trabalhadores autônomos e os profissionais liberais, organizados em firma ou empresa, com capital social registrado, recolherão a contribuição sindical de acordo com a Tabela progressiva a que se refere o item III”.

4.3 - Profissional Liberal Com Vínculo Empregatício

O profissional liberal que não exerce a profissão permitida pelo seu título deverá pagar a contribuição sindical à entidade representativa da categoria profissional em que se enquadrem os demais empregados da empresa (categoria preponderante).

Já o profissional liberal que tem vínculo empregatício na respectiva profissão pode optar pelo pagamento da contribuição sindical no sindicato que o represente, desde que a exerça efetivamente, e deverá apresentar ao empregador o recibo da respectiva quitação, para não sofrer o desconto da contribuição sindical como empregado, em seu salário no mês de março (Artigo 585 da CLT).

“Art. 585 - Os profissionais liberais poderão optar pelo pagamento da contribuição sindical unicamente à entidade sindical representativa da respectiva profissão, desde que a exerça, efetivamente, na firma ou empresa e como tal sejam nelas registrados.

Parágrafo único - Na hipótese referida neste artigo, à vista da manifestação do contribuinte e da exibição da prova de quitação da contribuição, dada por sindicato de profissionais liberais, o empregador deixará de efetuar, no salário do contribuinte, o desconto a que se refere o art. 582”.

Importante: Aqueles profissionais em outras profissões e que exercem a sua profissão liberal e também são

empregados ficam sujeitos à múltipla contribuição sindical correspondente a cada profissão exercida.

4.4 - Exceção - Advogado Empregado

Conforme o Estatuto da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Lei nº 8.906, de 1994, artigo 47, o pagamento da contribuição sindical anual à Ordem dos Advogados isenta os inscritos em seus quadros do pagamento da referida contribuição.

“Art. 47. O pagamento da contribuição anual à OAB isenta os inscritos nos seus quadros do pagamento obrigatório da contribuição sindical”.

4.5 – Jurisprudências

CONTRIBUIÇÃO SINDICAL. INDEVIDA. RECOLHIMENTO AO SINDICATO DE CLASSE O QUAL ESTÁ FILIADO O RECORRIDO. OPÇÃO PELO PAGAMENTO... Os documentos juntados pelo reclamado às fls.39/47 comprovam recolhimento sindical do período de 2003 a 2008 ao sindicato de classe o qual está filiado o recorrido - Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Marechal Deodoro- AL - consoante comprovado em sua CTPS de f. 35. Acrescente-se que, ditos documentos não foram impugnados pela parte adversa. Diante disso, sendo a contribuição sindical recolhida uma única vez, anualmente, consoante disciplina o art. 580 do Texto Consolidado e que, na forma do art. 585 da CLT, "os profissionais liberais poderão optar pelo pagamento da contribuição sindical à entidade sindical representativa da profissão, desde que a exerça, efetivamente na firma ou empresa e como tal sejam nelas registrados" e inexistindo prova que o recorrido tenha sido inscrito no Conselho Regional dos Contabilistas, como é o caso do reclamado, indefere-se o pleito. Sentença mantida. (Processo: RO 16220200900219000 AL 16220.2009.002.19.00-0- Relator(a): José Abílio Neves Sousa – Publicação: 24.08.2010) CONTRIBUIÇÃO SINDICAL. PROFISSIONAL LIBERAL. RECOLHIMENTO. ART. 585, DA CLT - Mesmo inscrito no Conselho Regional de sua categoria, o profissional liberal tem a opção de recolher a contribuição sindical anual para o sindicato representativo de sua categoria ou para a categoria correspondente aos empregados da empresa a qual está ligada, de acordo com o art. 585, da CLT (Processo: RO 236200900119005 AL 00236.2009.001.19.00-5 – Relator(a): João Batista – Publicação: 29.09.2009)

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As atividades realizadas por profissionais liberais estão previstas em legislação própria, como também as condições para o desenvolvimento da profissão.

Confederação Nacional Das Profissões Liberais: 1º - Advogados

2º - Médicos 3º - Odontologistas 4º - Médicos veterinários 5º - Farmacêuticos

6º - Engenheiros (civis, de minas, mecânicos, eletricistas, industriais, agrônomos)

7º - Químicos (químicos industriais, químicos industriais agrícolas e engenheiros químicos) 8º - Parteiros 9º - Economistas 10º - Atuários 11º - Contabilistas 12º - Professores (privados) 13º - Escritores 14º - Autores teatrais

15º - Compositores artísticos, musicais e plásticos 16º - Assistentes Sociais 17º - Jornalistas 18º - Protético dentário 19º - Bibliotecários 20º - Estatísticos 21º - Enfermeiros 22º - Administradores (Pt/MTb nº 3.457/1985) 23º - Arquitetos (Pt/MTPS nº387/1968) 24º - Nutricionistas (Pt/MTPS nº 3.424/1968) 25º - Psicólogos (Pt/MTPS nº 3.326/1969) 26º - Geólogos (Pt/MTPS nº 3.310/1970)

27º - Fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, auxiliares de fisioterapia e auxiliares de terapia ocupacional (Decreto-Lei nº 938/1969)

28º - Zootecnistas (Pt/MTb nº 3.661/1979)

29º - Profissionais liberais de Relações Públicas (Pt/MTb nº 3.156/1980) 30º - Fonoaudiólogos (Pt/MTb nº 3.118/1983)

31º - Sociólogos (Pt/MTb nº 3.230/1983) 32º - Biomédicos(Pt/MTb nº 3.083/1985)

33º - Corretores de imóveis (Pt/MTb nº 3.245/1986)

34º - Técnicos industriais de nível médio - 2º grau (Pt/MTb nº 3.156/1987) 35º - Técnicos agrícolas de nível médio - 2º grau (Pt/MTb nº 3,156/1987) 36º - Tradutores (Pt/MTb nº 3.264/1988)

37º - Técnico em Biblioteconomia 38º - Entre outras.

6. CATEGORIAS DIFERENCIADAS

O conceito de categoria profissional diferenciada está previsto no § 3º do art. 511 da CLT, onde se estabelece que essa categoria é aquela “que se forma dos empregados que exercem profissões ou funções diferenciadas por força do estatuto profissional especial ou em conseqüência de condições de vida singulares”, a qual, quando organizada e reconhecida como sindicato na forma da lei, detém todas as prerrogativas sindicais (Art. 513 da CLT).

Para os profissionais que se enquadram na relação de categorias diferenciadas, a contribuição sindical será destinada ao sindicato representativo da categoria, ainda que os demais empregados da empresa estejam enquadrados em sindicatos diversos.

Exemplo: A contribuição sindical da secretária de empresa de construção civil será destinada ao sindicato dos

trabalhadores da categoria diferenciada (secretárias e afins), ainda que os demais empregados contribuam para o sindicato dos empregados em empresas de construção civil.

Categorias de Profissionais Diferenciadas: 1º - Aeronautas

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2º - Aeroviários

3º - Agenciadores de publicidade

4º - Artistas e técnicos em espetáculos de diversões (cenógrafos e cenotécnicos, atores teatrais, inclusive corpos de corais e bailados, atores cinematográficos e trabalhadores circences, manequins e modelos)

5º - Cabineiros (ascensoristas) 6º - Carpinteiros Navais

7º - Classificadores de produtos de origem vegetal 8º - Condutores de veículos rodoviários (motoristas)

9º - Empregados desenhistas técnicos, artísticos, industriais, copistas, projetistas técnicos e auxiliares 10º - Jornalistas profissionais (redatores, repórteres, revisores, fotógrafos, etc.)

11º - Maquinistas e foguistas (de geradores termoelétricos e congêneres, exclusive marítimos) 12º - Músicos profissionais

13º - Oficiais gráficos

14º - Operadores de mesas telefônicas (telefonistas em geral) 15º - Práticos de farmácia

16º - Professores

17º - Profissionais de enfermagem, técnicos, duchistas, massagistas e empregados em hospitais e casas de saúde 18º - Profissionais de Relações Públicas

19º - Propagandistas, propagandistas-vendedores e vendedores de produtos farmacêuticos 20º - Publicitários

21º - Radiotelegrafistas (dissociada)

22º - Radiotelegrafistas da Marinha Mercante afim 23º - Secretárias

24º - Técnicos de Segurança do Trabalho 25º - Tratoristas (exceto os rurais)

26º - Trabalhadores em atividades subaquáticas 27º - Trabalhadores em agências de propaganda

28º - Trabalhadores na movimentação de mercadorias em geral 29º - Vendedores e viajantes do comércio

30º - Entre outras

7. ANOTAÇÕES NECESSÁRIAS NO CASO DE EMPREGADO

A empresa deverá anotar na ficha ou na folha do livro Registro de Empregados as informações relativas à Contribuição Sindical.

A anotação deve ser feita para efeitos de controle da empresa, uma vez que a Portaria MTb nº 3.626/1991, alterada pela Portaria MTb nº 3.024/1992, não exige as referidas anotações:

a) número da guia de recolhimento; b) nome do sindicato;

c) valor e data do recolhimento.

8. AUTÔNOMOS ESTABELECIDOS APÓS O MÊS DE FEVEREIRO

Os autônomos que venham a estabelecer-se após o mês de fevereiro deverão recolher a contribuição sindical na ocasião em que requeiram às repartições o registro ou a licença para o exercício da respectiva atividade.

9. INEXISTÊNCIA DE SINDICATO DA CATEGORIA PROFISSIONAL

O artigo 579 da CLT estabelece que no caso de não existir sindicato representativo da categoria profissional, a contribuição sindical deverá ser recolhida à Federação, ou, na falta desta, à respectiva Confederação.

Na falta de sindicato ou entidade de classe de grau superior, a contribuição sindical será recolhida à Conta Especial Emprego e Salário do Ministério do Trabalho.

10. PRESCRIÇÃO

Como a Contribuição Sindical se encontra vinculada às normas tributárias, o direito à ação para sua cobrança prescreve em 5 (cinco) anos (Artigo 173 do Código Tributário Nacional, Lei nº 5.172, de 25.10.1966).

11. NOTA TÉCNICA/SRT/MTE Nº 201/2009

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DESPACHO DO MINISTRO - Em 2 de dezembro de 2009

Aprovo a NOTA TÉCNICA/SRT/MTE/Nº 201/2009, em anexo, acerca da contribuição sindical dos profissionais liberais e autônomos.

Carlos Roberto Lupi ANEXO

“NOTA TÉCNICA/SRT/MTE/Nº 201/2009

1. Em virtude da necessidade de esclarecimentos acerca do disposto nos artigos 585, 599 e 608 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, esta nota tem por objeto fixar a interpretação acerca dessas regras para propiciar o seu fiel cumprimento.

2. O recolhimento da contribuição sindical do profissional liberal empregado deve ter por base o cálculo previsto no inciso I do artigo 580 da CLT, que consiste no valor de um dia da remuneração percebida no emprego, mesmo que o profissional utilize a faculdade, prevista no art. 585 da CLT, de optar pelo pagamento diretamente à entidade sindical representativa da categoria, conforme esclarece a Nota Técnica nº 21/2009.

3. Em face dos prazos legais para o recolhimento da contribuição sindical, os conselhos de fiscalização de profissões devem encaminhar, até o dia 31 de dezembro de cada ano, às confederações representativas das respectivas categorias ou aos bancos oficiais por elas indicados, relação dos profissionais neles registrados, com os dados que possibilitem a identificação dos contribuintes para fins de notificação e cobrança.

4. Sempre que a fiscalização dos respectivos conselhos vier a encontrar, no curso de qualquer diligência, algum profissional liberal inadimplente com o recolhimento da contribuição sindical obrigatória, deve ser apresentada denúncia ao órgão regional do Ministério do Trabalho e Emprego - MTE para as devidas providências.

5. De acordo com o art. 599 da Consolidação das Leis do Trabalho, é prerrogativa dos conselhos de fiscalização de profissões a aplicação da penalidade de suspensão do registro profissional aos profissionais liberais inadimplentes com a contribuição sindical obrigatória, antes ou após qualquer providência tomada pelo MTE. 6. Como ressaltado na Nota Técnica nº 64/2009, a legislação brasileira considera nulos de pleno direito os atos praticados por entes públicos das esferas federal, estadual ou municipal, relativos a emissões de registros e concessões de alvarás, permissões e licenças para funcionamento e renovação de atividades aos profissionais liberais e autônomos, inclusive taxistas, sem o comprovante da quitação da contribuição sindical.”

Brasília, 30 de novembro de 2009. Luiz Antonio de Medeiros

Secretário de Relações

12. NOTA TÉCNICA/SRT/MTE/Nº 11/2010

“NOTA TÉCNICA/SRT/MTE/Nº 11/2010

DESPACHO DO MINISTRO - Em 2 de fevereiro de 2010. Aprovo a NOTA TÉCNICA/SRT/MTE/Nº 11/2010, acerca da contribuição sindical dos profissionais liberais e autônomos.

Sugere a Confederação Nacional das Profissões Liberais - CNPL, no documento epigrafado, nova redação para o item 2 da Nota Técnica nº 201, de 2009, em face de discussões havidas no "Ciclo de Debates CNPL 2010", em que foram expostas dúvidas em relação à mencionada nota.

2. A solicitação evidenciou a necessidade de esclarecimentos no sentido de que o valor da contribuição sindical do profissional liberal deve ser repassado ao sindicato da respectiva profissão, e ser recolhido por meio da Guia de Recolhimento da Contribuição Sindical Urbana - GRCSU quando o empregado utilizar a opção prevista no art. 585 da Consolidação das Leis do Trabalho, de efetuar o pagamento diretamente à entidade sindical profissional”. Brasília, 2 de fevereiro de 2010

Luiz Antonio de Medeiros

Secretário de Relações do Trabalho

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INDENIZAÇÃO ADICIONAL QUE ANTECEDE À DA DATA-BASE Artigo 9º da Lei nº 7.238/1984

Sumário

1. Introdução 2. Objetivo

3. Demissão Que Antecede A Data-Base (Trintídio) 3.1 – Situações Importantes A Serem Observadas 3.2 - Quem Tem Direito

3.3 - Quem Não Tem Direito 4. Aviso Prévio

4.1 - Aviso Prévio Indenizado

4.1.1 – Aviso Indenizado – Projeção Após A Data Base Ou Dentro Do Mês Da Data-Base 5. Valor Da Indenização

6. Reajuste Salarial E Indenização 6.1 - Rescisão Complementar 7. Exemplos Práticos

8. Não-Incidência De Encargos

1. INTRODUÇÃO

A Lei nº 6.708, de 30 de outubro de 1979 e a Lei nº 7.238, de 29 de outubro de 1984, ambas no artigo 9º, determinam uma indenização adicional, equivalente a um salário mensal, no caso de dispensa sem justa causa, que antecede a data-base.

“Art. 9º O empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 (trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial, terá direito à indenização adicional equivalente a 1 (um) salário mensal, seja ele optante ou não pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço – FGTS”.

Nesta matéria será tratada sobre a indenização que antecede à data-base, conforme dispõe o artigo 9° das legislações citadas acima, com seus procedimentos e considerações.

2. OBJETIVO

Conforme a Legislação determina, a indenização adicional foi instituída visando proteger o empregado economicamente quando dispensado sem justa causa, às vésperas do mês de negociação da sua categoria. “As Lei nº 6.708, de 30 de outubro de 1979 e a Lei nº 7.238, de 29 de outubro de 1984 foram publicadas com o objetivo de garantir a correção automática semestral dos salários, tendo com base o índice nacional dos preços ao consumidor – INPC, isto porque o país passava por um período de inflação mensal superior a casa decimal, e com isso uma alta inflação anual superior a 100% (cem por cento), com perdas importantes ao poder aquisitivo dos trabalhadores. Com tudo isso, se deu o nome de “data-base”, e nesse momento os sindicatos representantes das respectivas categorias econômicas e profissionais se reuniam para fixar os termos da convenção coletiva e também o índice de correção salarial.

Mas alguns empregadores para não pagar a correção salarial a qual a data-base determinava, eram dispensados alguns funcionários trinta dias antes dessa data-base”. (Ver o item “3” e seus subitens, nesta matéria).

Para aplicação da indenização adicional, deve-se levar em conta a data da correção salarial de cada sindicato da categoria e devendo o aviso prévio trabalhado ou indenizado ser considerado como tempo de serviço.

3. DEMISSÃO QUE ANTECEDE A DATA-BASE (TRINTÍDIO)

O empregado dispensado sem justa causa nos 30 (trinta) dias que antecedem a data-base terá direito a receber a indenização adicional, conforme dispõe a Lei nº 7.238/1984 e Lei n° 6.708/1979, ambas no artigo 9º, e também compreendendo quando o aviso prévio for indenizado.

Ressalta-se, que não existe impedimento que a demissão sem justa causa seja efetuada pelo empregador no mês que antecede a data-base, apenas há um custo considerável que ele deverá observar e efetuar essa indenização ao empregado demitido.

Para ter um melhor entendimento sobre a aplicação da indenização que antecede a data base, também poderá observar alguns critérios de grande importância, conforme se segue abaixo:

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a) qual é a data-base da categoria;

b) qual é a data do término ou extinção do contrato de trabalho (observar quando o aviso prévio for trabalhado ou indenizado);

c) qual o motivo da rescisão contratual (pedido de demissão, sem justa causa, ou outros motivos); d) qual a modalidade do aviso prévio (trabalhado ou indenizado).

3.1 – Situações Importantes A Serem Observadas

O empregador deverá ficar atento a três condições distintas, para realizar a dispensa do empregado sem justa causa, conforme abaixo:

a) Dispensa anterior ao período de 30 dias que antecede a data-base da categoria

O empregado não terá direito à indenização adicional, porém o empregador deverá observar a projeção do aviso prévio indenizado.

b) Dispensa nos 30 dias imediatamente anteriores à data-base da categoria

O empregado dispensado nos trinta dias anteriores a data-base, ele terá direito à indenização adicional, que corresponde a um salário mensal.

c) Dispensa no mês da data-base da categoria

No caso do empregado for dispensado no mês da data-base da categoria, ele não terá direito à indenização adicional, porém terá direito a rescisão contratual calculada com base no salário atualizado. E se o reajuste não for definido na data da rescisão, o empregador deverá proceder com a rescisão complementar.

Observação: Ver também o subitem “4.1.1 – Aviso Indenizado – Projeção Após A Data Base Ou Dentro Do Mês

Da Data-Base”, desta matéria.

3.2 - Quem Tem Direito

Considerando o subitem “3.1” desta matéria, conforme a Legislação tem direito à indenização que antecede a data-base (trintídio) aquele empregado que for dispensado sem justa causa pelo empregador e desde que ocorra dentro do prazo de 30 (trinta) dias antecedentes à data-base.

Seguem abaixo as situações em que o empregado fará jus a essa indenização:

a) a rescisão do empregado ocorra no mês anterior à data-base, com aviso prévio trabalhado;

b) ao empregado demitido no período anterior aos 30 (trinta) dias à data-base, com aviso prévio indenizado, deverá ser paga a indenização adicional, devido ao fato da projeção do aviso prévio indenizado finalizar no mês anterior à data-base;

c) em casos de falência da empresa; d) despedida indireta;

e) extinção da empresa sem força maior;

f) quebra de contrato: contrato por prazo determinado e de experiência (rescisão antes do término do contrato), pois quando ocorre quebra de contrato é caracterizada uma rescisão “sem justa causa”.

Observação: Destaca-se, também que, há Convenções Coletivas que podem trazer previsão mais benéfica ao

empregado, como, por exemplo, em que a indenização adicional é devida a todos os empregados para qualquer tipo de dispensa, ou seja, independente se for rescisão sem justa causa.

Jurisprudência:

MULTA PELA DESPEDIDA NO TRINTÍDIO QUE ANTECEDE A DATA-BASE. Segundo os termos do artigo 9º da Lei nº 7.238/84, somente o empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 (trinta) dias que

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antecedem a data de sua correção salarial, é que terá direito à indenização adicional equivalente a um salário mensal. Recurso que se dá provimento. (Processo: RO 00006028520125010076 RJ – Relator(a): Mery Bucker Caminha – Julgamento: 22.10.2013)

3.3 - Quem Não Tem Direito

Considerando o subitem “3.1” desta matéria, nas rescisões que ocorrem conforme abaixo, não será devida a indenização, a que se refere o artigo 9º da Lei nº 7.238/1984:

a) despedida por justa causa; b) pedido de demissão;

c) contrato por prazo determinado, inclusive o de experiência (rescisão no término do contrato); d) despedida por culpa recíproca;

e) extinção da empresa por força maior;

f) rescisão sem justa causa posterior ao trintídio.

Observações:

Há Convenções Coletivas que podem trazer previsão mais benéfica ao empregado, como, por exemplo, em que a indenização adicional é devida a todos os empregados para qualquer tipo de dispensa.

Ver também a jurisprudência do subitem “3.2 - Quem Tem Direito”, acima.

4. AVISO PRÉVIO

Aviso prévio é a comunicação da rescisão do contrato de trabalho por uma das partes, empregador ou empregado, que decide extingui-lo, com a antecedência que estiver obrigada por força de lei.

De acordo com o artigo 487 da CLT, § 1º, o aviso prévio trabalhado ou indenizado integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais e a falta do aviso prévio por parte do empregador dá ao empregado o direito aos salários correspondentes ao prazo do aviso, ou seja, a projeção. Com isso, o aviso prévio será considerado para a contagem do período para a indenização do artigo 9º.

“CLT, Art. 489 - Dado o aviso prévio, a rescisão torna-se efetiva depois de expirado o respectivo prazo ...”.

4.1 - Aviso Prévio Indenizado

O artigo 487, § 1°, da CLT estabelece que o aviso prévio, mesmo quando indenizado, integra o tempo de serviço do empregado para todos os efeitos, projetando mais 1/12 para fins de férias e décimo terceiro salário.

No caso de aviso prévio indenizado que antecede a data-base (trintídio), será considerada a data em que terminaria o aviso, como se houvesse trabalhado.

“A extinção do contrato de trabalho torna-se efetiva somente após a expiração do aviso prévio, com isso, a projeção do aviso prévio para o pagamento da indenização no caso de dispensa no trintídio, a jurisprudência tem se posicionado de forma majoritária, que o aviso prévio é projetado para contagem, ou seja, quando o empregado for demitido sem justa causa e com aviso prévio indenizado, deverá somar os dias indenizados e verificar se incide nos 30 dias que antecedem a data base”.

Conforme trata a Súmula do Tribunal Superior do Trabalhado n° 182 (abaixo), mesmo que o aviso prévio seja indenizado, o período a ele correspondente será projetado para todo efeito legal, inclusive para o pagamento da indenização adicional.

“SÚMULA N° 182 DO TST (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO). AVISO PRÉVIO. INDENIZAÇÃO COMPENSATÓRIA. LEI Nº 6.708, DE 30.10.1979 (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003: O tempo do aviso prévio, mesmo indenizado, conta-se para efeito da indenização adicional prevista no art. 9º da Lei nº 6.708, de 30.10.1979”.

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Extraído da jurisprudência abaixo: “O período do aviso prévio indenizado integra o tempo de serviço para todos

os fins, inclusive para o cômputo do trintídio que antecede a data-base”. Jurisprudências:

INDENIZAÇÃO ADICIONAL DO ART. 9º DA LEI 7.238/84/84. Considerada a projeção do aviso prévio, tem-se que o termo final do contrato de trabalho se deu no período de 30 dias que antecede a data base da categoria. Desta feita, restou violado o artigo 9º da Lei 7.238/84, fazendo jus o autor à indenização adicional deferida. Recurso a que se nega provimento. (Processo: RO 00103268720145010062 RJ – Relator(a): Celio Juacaba Cavalcante – Julgamento: 24.06.2015)

MULTA NORMATIVA. DISPENSA NO TRINTÍDIO QUE ANTECEDE À DATA-BASE DA CATEGORIA. POSSIBILIDADE. O período do aviso prévio indenizado integra o tempo de serviço para todos os fins, inclusive para o cômputo do trintídio que antecede a data-base. Configurada a dispensa no dito interregno, resta devida a multa prevista no instrumento coletivo. Apelo patronal improvido. (Processo: RO 00010930720135010481 RJ – Relator(a): Rosana Salim Villela Travesedo – Julgamento: 05.11.2014)

4.1.1 – Aviso Indenizado – Projeção Após A Data Base Ou Dentro Do Mês Da Data-Base

No caso de aviso prévio indenizado que a projeção termine dentro do mês ou após a data-base (trintídio), não será considerada a indenização, pois conforme a legislação somente será no mês que antecede a data-base (trintídio).

“SÚMULA Nº 314 DO TST - INDENIZAÇÃO ADICIONAL. VERBAS RESCISÓRIAS. SALÁRIO CORRIGIDO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003: Se ocorrer a rescisão contratual no período de 30 (trinta) dias que antecede à data-base, observado a Súmula nº 182 do TST, o pagamento das verbas rescisórias com o salário já corrigido não afasta o direito à indenização adicional prevista nas Leis nºs 6.708, de 30.10.1979 e 7.238, de 28.10.1984”.

Extraído da jurisprudência abaixo: “Concedido o aviso prévio no trintídio anterior, mas efetivada a extinção do

contrato de trabalho após a data-base em razão da projeção do aviso-prévio indenizado (OJ 82/SBDI-1), não é devida a indenização adicional prevista no art. 9º da Lei 7.238/84”.

Jurisprudências:

AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO. MULTA DO ART 9º DA LEI 7.238/84. AVISO PRÉVIO. PROJEÇÃO APÓS DATA-BASE. DESPACHO MANTIDO POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. A despeito das razões expostas pela parte agravante, merece ser mantido o despacho que negou seguimento ao Recurso de Revista, pois subsistentes os seus fundamentos. No mais, quanto à indenização adicional prevista no art. 9º da Lei 7.238/84, concedido o aviso prévio no trintídio anterior, mas efetivada a extinção do contrato de trabalho após a data-base em razão da projeção do aviso prévio indenizado, não é devida a indenização adicional prevista. Precedentes. Agravo conhecido e desprovido. (Processo: AIRR 11505120105020077 1150-51.2010.5.02.0077 – Relator(a): Maria de Assis Calsing – Julgamento: 11.09.2013)

AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO DE REVISTA. AJUDA ALIMENTAÇÃO. EMPREGADOR PARTCIPANTE DO PAT. OJ 133/SBDI-1/TST. INDENIZAÇÃO ADICIONAL. AVISO PRÉVIO COM PROJEÇÃO APÓS DATA-BASE. INDEVIDA. ART. 9º DA LEI 7.238/84. DECISÃO DENEGATÓRIA. MANUTENÇÃO. Concedido o aviso prévio no trintídio anterior, mas efetivada a extinção do contrato de trabalho após a data-base em razão da projeção do aviso-prévio indenizado (OJ 82/SBDI-1), não é devida a indenização adicional prevista no art. 9º da Lei 7.238/84. Assim, não há como assegurar o processamento do recurso de revista quando o agravo de instrumento interposto não desconstitui os termos da decisão denegatória, que ora subsiste por seus próprios fundamentos. Agravo de instrumento desprovido. (Processo: AIRR 309000620095040004 30900-06.2009.5.04.0004 – Relator(a): Mauricio Godinho Delgado – Julgamento: 21.09.2011)

5. VALOR DA INDENIZAÇÃO

Conforme o artigo 9° da Lei n° 7.238/1984, o empregado dispensado, sem justa causa, no período de 30 (trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial, terá direito à indenização adicional equivalente a um salário mensal, seja ele optante ou não pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS.

“CLT, Art. 457 - Compreendem-se na remuneração do empregado, para todos os efeitos legais, além do salário devido e pago diretamente pelo empregador, como contraprestação do serviço, as gorjetas que receber.

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§ 1º - Integram o salário não só a importância fixa estipulada, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador.

§ 2º - Não se incluem nos salários as ajudas de custo, assim como as diárias para viagens que não excedam de 50% (cinqüenta por cento) do salário percebido pelo empregado.

§ 3º - Considera-se gorjeta não só a importância espontaneamente dada pelo cliente ao empregado, como também aquela que for cobrada pela empresa ao cliente, como adicional nas contas, a qualquer título, e destinada à distribuição aos empregados”.

“SÚMULA Nº 242 DO TST (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO). INDENIZAÇÃO ADICIONAL. VALOR (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003: A indenização adicional, prevista no art. 9º da Lei nº 6.708, de 30.10.1979 e no art. 9º da Lei nº 7.238, de 28.10.1984, corresponde ao salário mensal, no valor devido na data da comunicação do despedimento, integrado pelos adicionais legais ou convencionados, ligados à unidade de tempo mês, não sendo computável a gratificação natalina”.

De acordo com a Súmula n° 242 do TST, a indenização adicional que antecede a data-base será equivalente a 1 (um) salário mensal do empregado, sendo compreendida a remuneração (ver artigo 475 da CLT), ou seja, integra os complementos adicionais ao salário do empregado, tais como:

a) adicionais legais ou convencionais; b) prêmio;

c) gratificações;

d) adicional de insalubridade e periculosidade; e) adicional noturno;

f) hora-extra;

g) médias de horas-extras e comissões, etc.; h) entre outras verbas.

Observação: Exceto o décimo terceiro salário e 1/3 sobre férias.

Jurisprudências:

INDENIZAÇÃO ADICIONAL PREVISTA NO ART. 9º DA LEI N.º 7238/94. BASE DE CÁLCULO. A base de cálculo da indenização adicional prevista na Lei n.º art. 9º da Lei nº 7.238/84 é o salário de que trata o art. 457 da CLT (§§ 1º e 2). (TRT 12ª E; AG-PET 01049-2003-029-12-00-7; Ac. 13170/2004; Segunda Turma; Relª Juíza Marta Maria Villalba Fabre; Julg. 10.11.2004

INDENIZAÇÃO ADICIONAL - COMISSIONISTA PURO. A Convenção Coletiva também lhe traz benefícios, inclusive ao estabelecer reajuste da remuneração mínima assegurada aos empregados pagos exclusivamente à base de comissões. O diploma normativo deve ser considerado como um todo e a dispensa em data que lhe obste a aplicação deve sofrer a consequência jurídica prevista em lei - art. 9º da Lei nº 7.238/84. (TRT 2ªR - 7ªT; AC 0453205/2004; Juíza Relatora Catia Lungov).

6. REAJUSTE SALARIAL E INDENIZAÇÃO

A empresa deverá em uma rescisão que antecede a data-base, pagar a indenização de que tratam as Leis nºs 6.708/1979 e de 7.238/1984, e o reajuste salarial da categoria, quando for o caso.

Quando a projeção do aviso prévio (trabalhado ou indenizado) cair em data que ultrapasse a data base, é indevida a indenização do artigo 9°, com isso, as verbas rescisórias devem ser pagas com a correção salarial, conforme estabelecida pela data-base. E caso, ainda não tenha concluído às negociações salariais, assim que concluir, o empregador deverá fazer a rescisão complementar e pagar as devidas diferenças, em razão do reajuste salarial.

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Vale ressaltar, que com a projeção do aviso prévio, se a rescisão se efetivou no próprio mês da data-base, a indenização não será devida, mas deverá ser feita uma rescisão complementar, calculada com base no salário já reajustado.

“SÚMULA N° 182 DO TST (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO). AVISO PRÉVIO. INDENIZAÇÃO COMPENSATÓRIA. LEI Nº 6.708, DE 30.10.1979 (mantida) - Res. nº 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003: O tempo do aviso prévio, mesmo indenizado, conta-se para efeito da indenização adicional prevista no art. 9º da Lei nº 6.708, de 30.10.1979”.

“SÚMULA N° 314 DO TST (TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO) - INDENIZAÇÃO ADICIONAL. VERBAS RESCISÓRIAS. SALÁRIO CORRIGIDO (mantida) - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003: Se ocorrer a rescisão contratual no período de 30 (trinta) dias que antecede à data-base, observado a Súmula nº 182 do TST, o pagamento das verbas rescisórias com o salário já corrigido não afasta o direito à indenização adicional prevista nas Leis nºs 6.708, de 30.10.1979 e 7.238, de 28.10.1984”.

Observação: Há Convenções Coletivas que podem trazer previsão mais benéfica ao empregado.

Segue abaixo, posicionamentos dos tribunais a respeito de reajuste salarial e da indenização que trata as leis citadas nesta matéria.

Jurisprudências:

INDENIZAÇÃO ADICIONAL. DISPENSA SEM JUSTA CAUSA NO TRINTÍDIO QUE ANTECEDE A DATA BASE. VERBAS RESCISÓRIAS. REAJUSTE SALARIAL APLICADO. DEVIDA. No caso da dispensa ter sido realizada no trintídio que antecede a data base, ainda que o o reajuste salarial concedido tenha sido observado no pagamento das verbas rescisórias, é devida a indenização adicional prevista na Lei no. 7.238/84. Entendimento sedimentado pelo C. TST por meio da Súmula no. 314. (Processo: RO 1783620135020 SP 00001783620135020446 A28 – Relator(a): Soraya Galassi Lambert – Julgamento: 24.10.2013)

INDENIZAÇÃO ADICIONAL - CORREÇÃO SALARIAL. ... Tendo, portanto, seu desligamento da postulada ocorrido no trintídio que antecede a data-base para o reajuste salarial, pelo que a postulante faz jus à multa prevista no art. 9° da Lei nº 7.238/84, independentemente de ter tido o aviso prévio indenizado, cujo prazo de trinta dias integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais. Assim vem decidindo diversos Regionais, senão vejamos: ”Indenização adicional - Correção salarial coletiva surgida no período do aviso prévio indenizado - Cumulatividade - Ainda que o empregador tenha aplicado índice de correção salarial coletiva surgida no período do aviso prévio indenizado para efeitos de cálculo das verbas rescisórias, é devida a indenização adicional. Por unanimidade, conhecer do recurso e, no mérito, dar-lhe provimento para o fim de condenar a reclamada no pagamento da multa prevista no art. 9º da Lei nº 7.238/84 e dos honorários advocatícios. (Julgamento: 25.01.2010 - TRT-7: 5440020090060700 CE 54400/2009-006-07-00)

6.1 - Rescisão Complementar

“A rescisão complementar é uma diferença de direitos trabalhistas que deve ser pago ao empregado, após a execução da rescisão contratual”.

“O empregado terá direito à rescisão complementar quando, no mês de reajuste salarial, for demitido ou pedir demissão e, por algum motivo, a rescisão contratual não foi realizada com o devido reajuste salarial”.

Quando o término do aviso prévio trabalhado ou a projeção do aviso indenizado cair dentro do mês da data-base, o empregador deverá pagar a rescisão complementar, com as diferenças relativas ao reajuste da categoria.

Conforme o artigo 487, § 6º, da CLT, o reajustamento salarial coletivo, determinado no curso do aviso prévio, beneficia o empregado pré-avisado da despedida, mesmo que tenha recebido antecipadamente os salários correspondentes ao período do aviso, que integra seu tempo de serviço para todos os efeitos legais.

Observações:

Para informar a rescisão complementar das diferenças pagas e que estão sendo geradas meses depois do acordo coletivo, será necessário gerar uma GFIP, no código de recolhimento 650. E as informações completas e detalhadas sobre como gerar essa GFIP estão disponíveis no Manual da SEFIP 8.4, a partir da página 125, item 8.

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Verificar também o Boletim INFORMARE nº 27/2014 “RESCISÃO COMPLEMENTAR Informações e Recolhimento do FGTS e INSS”, em assuntos trabalhistas.

7. EXEMPLOS PRÁTICOS

Seguem abaixo 3 (três) exemplos, referentes a aviso prévio trabalhado ou indenizado.

Ressalta-se, que os exemplos abaixo citados se referem a aviso prévio antes de completar um ano o contrato de trabalho, pois para cada ano completo o aviso acrescenta três dias, então deverá observar a projeção do aviso prévio independente de quantos dias ele for, conforme a Lei n° 12.506/2011.

Exemplo 1:

O empregado com aviso prévio (trabalhado ou indenizado), concedido pelo empregador em 01.03.2015. Data-base: abril de 2015

Os 30 dias antecedentes à data-base: 01.03.2015 a 30.03.2015 (alguns entendimentos até 31.03.2015) Início do aviso prévio: 01.03.2015

Término do aviso prévio: 30.03.2015

Neste caso, o empregado fará jus à indenização adicional, pois o aviso prévio termina dentro dos 30 (trinta) dias antecedentes à data-base, ou seja, dentro do mês de março e a data base é no mês de abril/2015.

Exemplo 2:

O empregado com aviso prévio (trabalhado ou indenizado) recebeu a comunicação do empregador a partir do dia 04.03.2015.

Data-base: abril de 2015

Os 30 dias antecedentes à data-base: 02.03.2015 a 31.03.2015 Início do aviso prévio: 04.03.2015

Término do aviso prévio: 02.04.2015

Neste caso, o empregado não fará jus à indenização adicional, pois o aviso prévio indenizado contado como tempo de serviço termina dentro do mês da data-base, ou seja, dentro do mês de abril.

Exemplo 3:

O empregado com aviso prévio (trabalhado ou indenizado) recebeu a comunicação do empregador a partir do dia 27.02.2015.

Data-base: maio de 2015

Os 30 dias antecedentes à data-base: 01.04.2015 a 30.04.2015 Início do aviso prévio: 27.02.2015

Término do aviso prévio: 28.03.2015

Neste caso, este empregado não fará jus à indenização adicional, pois o aviso prévio termina antes dos 30 (trinta) dias antecedentes à data-base, ou seja, dentro do mês de março.

Observação: Convém mencionar que nos exemplos “1 e 2” foi levado em consideração exatamente o que a

Legislação estabelece, ou seja, a projeção do aviso prévio dentro dos 30 (trinta) dias que antecedem a data-base, mas as empresas devem verificar o que a Convenção Coletiva da Categoria fala a respeito, pois muitas determinam que é devida a indenização adicional nos casos de rescisão sem justa causa em que o término do aviso ou sua projeção ficarem dentro do mês que antecede a data-base.

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8. NÃO-INCIDÊNCIA DE ENCARGOS

A Lei nº 8.213/1991 exclui do salário-de-contribuição as parcelas recebidas a título da indenização de que trata o artigo 9º da Lei nº 7.238, de 29.10.1984, acrescentado pela Lei nº 9.711/1998, ou seja, a parcela recebida pelo trabalhador a título da indenização adicional pela dispensa sem justa causa, no período de 30 (trinta) dias que antecede a data de sua correção salarial.

Conforme a Legislação em vigor, a indenização adicional, como tem caráter indenizatório, não integra o salário-de-contribuição, para fins previdenciários, tampouco para efeito de depósito do FGTS, e está isenta do Imposto de Renda na Fonte.

INCIDÊNCIAS TRIBUTÁRIAS Quadro Sinótico

VERBAS IR-FONTE INSS FGTS

Indenização adicional -Empregado dispensado no período de 30 dias que antecede a data de sua correção salarial (Lei nº 6.708/79, art. 9º e Lei nº 7.238/84, art. 9º). NÃO Lei nº 7.713/88, art. 6º, inciso V. NÃO Lei nº 8.212/91, art. 28, § 9º, letra "e", Lei nº 9.711/98.

NÃO

IN MTE 25/01, art. 13, VII

a) INSS:

“Lei n° 8.213/1991, artigo 25, § 9º Não integram o salário-de-contribuição para os fins desta Lei, exclusivamente: (Redação dada pela Lei n° 9.528, de 10.12.97)

...

e) as importâncias: ...

9. recebidas a título da indenização de que trata o art. 9º da Lei n° 7.238, de 29 de outubro de 1984 (Redação dada pela Lei nº 9.711, de 1998)”.

b) FGTS:

Instrução Normativa do MTE n° 15, de 20.12.2001, artigo 13, inciso VII:

“Art. 13 Não integram a remuneração, para fins do disposto no art. 8º, exclusivamente: ...

VII - indenização relativa à dispensa de empregado no período de trinta dias que antecede sua data base, de acordo com o disposto no art. 9º da Lei n.º 7.238, de 29 de outubro de 1984”.

c) Imposto de Renda:

Lei nº 7.713, de 22.12.1988, artigo 6º, inciso V:

“Art. 6º Ficam isentos do imposto de renda os seguinte rendimentos percebidos por pessoas físicas: ...

V - a indenização e o aviso prévio pagos por despedida ou rescisão de contrato de trabalho, até o limite garantido por lei, bem como o montante recebido pelos empregados e diretores, ou respectivos beneficiários, referente aos depósitos, juros e correção monetária creditados em contas vinculadas, nos termos da legislação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço”.

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REGISTROS PROFISSIONAIS No Ministério Do Trabalho E Emprego

Sistema Informatizado (Sirpweb) Atualização

Sumário

1. Introdução 2. Competências

2.1 - Coordenação De Identificação E Registro Profissional 2.2 - Superintendências E Gerências Do Trabalho E Emprego 3. Registro Profissional (Conceito, Finalidade E Importância) 3.1 - Profissões Regulamentadas

4. Solicitação De Registros Profissionais

4.1 - Sistema Informatizado De Registro Profissional (Sirpweb) 4.1.1 – Procedimentos

4.2 - Documentos Básicos Para A Solicitação Do Registro Profissional 4.3 - Formas De Obtenção Do Registro Profissional

4.4 – Prorrogação De Registro De Provisionado 4.5 – Recuperar Número De Solicitação

4.6 – Emissão De Cartão De Registro Profissional - Portaria MTPS Nº 89/2016 4.6.1 - Modelo De Cartão De Registro Profissional

5. Solicitação De Registro Profissional Por Meio De Curso Superior

6. Solicitação De Registro Profissional Por Meio De Curso Técnico De Nível Médio

7. Solicitação De Registros Profissionais Com Base Em Atestados Ou Certificados Emitidos Pelos Sindicatos Ou Pelas Empresas Contratantes 8. Outras Formas De Comprovações Estabelecidas Em Lei

1. INTRODUÇÃO

A Portaria do MTE nº 1.166, de 18.08.2015 (D.O.U.: 19.08.2015) dispõe sobre a concessão de registros profissionais, e dá outras providências.

O Ministro de Estado do Trabalho e Emprego, no uso das competências que lhe conferem o art. 87, parágrafo único, inciso II, da Constituição Federal, e tendo em vista o disposto no art. 3º, inciso IV, do Decreto nº 5.063, de 03 de maio de 2004, resolve: estabelecer os procedimentos para a concessão de registros profissionais e a concessão de registros profissionais obedecerá ao disposto nas Portarias citadas e nos normativos que tratam sobre o assunto.

E a Portaria MTPS nº 89, de 22.01.2016 (DOU: 27.01.2016) dispõe sobre a substituição das anotações dos registros profissionais nas Carteiras de Trabalho e Previdência Social pelo cartão de registro profissional.

Nesta matéria será tratada sobre o Sistema Informatizado de Registro Profissional (Sirpweb), conforme e também sobre a emissão de cartão de registro profissional, conforme as Portarias citadas acima.

2. COMPETÊNCIAS

2.1 - Coordenação De Identificação E Registro Profissional

Conforme o artigo 5º da Portaria do MTE nº 1.166/2015 à Coordenação de Identificação e Registro Profissional compete:

a) coordenar e orientar as atividades relacionadas à concessão de registro profissional;

b) orientar e acompanhar a concessão de registro profissional, de competência das unidades descentralizadas do Ministério, padronizando os procedimentos de acordo com a legislação em vigor; e

c) analisar e informar, quando em grau de recurso, os processos de registro profissional.

2.2 - Superintendências E Gerências Do Trabalho E Emprego

Conforme o artigo 6º da Portaria do MTE nº 1.166/2015 às Superintendências e Gerências do Trabalho e Emprego compete:

a) coordenar, supervisionar, acompanhar e avaliar a execução das atividades relacionadas à concessão de registro profissional;

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b) processar o cadastramento, controle e emissão de registro profissional, conforme legislação em vigor;

c) receber e encaminhar à Coordenação de Identificação e Registro Profissional os recursos contra indeferimento de pedidos de registro profissional; e

d) emitir certidões de registro profissional.

3. REGISTRO PROFISSIONAL (CONCEITO, FINALIDADE E IMPORTÂNCIA)

O Registro Profissional é a habilitação necessária para o exercício de algumas profissões regulamentadas.

O Registro Profissional tem por finalidade garantir que os profissionais das categorias regulamentadas atendam os requisitos legais.

É importante obter o Registro Profissional, para as categorias regulamentadas é uma exigência estabelecida pelas legislações profissionais.

O registro profissional é condição indispensável ao exercício da profissão, pois tem o objetivo de organizar e identificar todos os profissionais atuantes nas atividades regulamentadas por lei. (Extraído do site do MTE

-http://portal.mte.gov.br/delegacias/ce/registro-profissional.htm).

Observação: As informações acima também foram extraídas do site do Ministério do Trabalho e Emprego, em

Perguntas Frequentes, (http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/consultas/acompanharSolicitacaoEmpresa.seam) e (file:///C:/Users/Infomare1/Downloads/Perguntas%20frequentes%20(1).pdf).

3.1 - Profissões Regulamentadas

Segue abaixo as categorias regulamentadas por lei que devem realizar o registro profissional no MTE são: a) Arquivista e Técnico de Arquivo;

b) Artista e Técnico em espetáculos de diversão; c) Atuário;

d) Guardador e lavador de veículos autônomo; e) Jornalista;

f) Publicitário e Agenciador de Propaganda; g) Radialista;

h) Secretário e Técnico em secretariado; i) Sociólogo; e

j) Técnico de segurança do trabalho

Além dos registros dos profissionais, o MTE tem a competência de realizar o registro daqueles interessados em contratar artistas. Essa competência é determinada pela Lei nº. 6.533, de 24 de maio de 1978, e Decreto nº. 82.385, de 05 de agosto de 1978. (Extraído do site do MTE - http://portal.mte.gov.br/delegacias/ce/registro-profissional.htm).

Observação: As informações acima também foram extraídas do site do Ministério do Trabalho e Emprego, em

Perguntas Frequentes, (http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/consultas/acompanharSolicitacaoEmpresa.seam) e (file:///C:/Users/Infomare1/Downloads/Perguntas%20frequentes%20(1).pdf).

4. SOLICITAÇÃO DE REGISTROS PROFISSIONAIS

O atendimento aos cidadãos interessados na solicitação de registros profissionais será feito pelas Superintendências, Gerências e Agências Regionais do Trabalho e Emprego (Artigo 3º da Portaria do MTE nº 1.166/2015).

(19)

A concessão dos registros profissionais será realizada pelas Superintendências e Gerências Regionais do Trabalho e Emprego (Artigo 4º da Portaria do MTE nº 1.166/2015).

A concessão dos registros profissionais poderá ser desempenhada pelas Agências Regionais do Trabalho e Emprego, mediante delegação do Superintendente Regional do Trabalho e Emprego (Parágrafo único, do artigo 4º da Portaria da do MTE nº 1.166/2015).

O registro profissional é condição indispensável ao exercício da profissão, pois tem o objetivo de organizar e identificar todos os profissionais atuantes nas atividades regulamentadas por lei. (Extraído do site do MTE

-http://portal.mte.gov.br/delegacias/ce/registro-profissional.htm).

“A prestação de serviço referente à análise de pedido de registro profissional pelas Unidades Regionais do Trabalho e Emprego requer o agendamento de data e horário do atendimento no Sistema de Atendimento Agendado - SAA.

Dessa forma, recomenda-se que, antes do preeenchimento da sua solicitação de registro profissional, acesse o Sistema SAA para agendar a data e o horário de seu atendimento em uma das Unidades Regionais do Trabalho e Emprego. Após a finalização do seu agendamento eletrônico, retorne a esse Sistema de Registro Profissional - SIRPWEB e prossiga com o seu pedido”. (http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/principal.seam)

Importante: Todas as informações para a solicitação do registro informatizado, se encontra no Manual “SISTEMA

INFORMATIZADO DE REGISTRO PROFISSIONAL – SIRPWEB”, no site do MTE

(http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/consultas/imprimirSolicitacao.seam).

Observação: As informações do item “4” e os subitens “4.1” a “4.6”, foram extraídas de Perguntas Frequentes, no

site do Ministério do Trabalho e Emprego

(http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/consultas/acompanharSolicitacaoEmpresa.seam).

Segue abaixo passo a passo, para solicitar o registro profissional dentro do site do Ministério do Trabalho e Emprego (http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/solicitacoes/solicitarRegistro.seam):

- Solicitações

Registro Profissional Registro de Contratante

Prorrogação de Registro de Provisionado Renovação de Registro de Contratante Apresentação de Diploma

Apresentação de Publicação Recuperar Número da Solicitação

- Consultas

Situação do Registro Profissional Situação do Registro de Contratante

- Acompanhar Solicitação

Registro Profissional Registro de Contratante

- Imprimir Solicitação

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- Fale conosco

- Perguntas frequentes

- Manual do usuário

Solicitar Registro Profissional

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CPF: * Confirmar

Parte inferior do formulário

4.1 - Sistema Informatizado de Registro Profissional (Sirpweb)

O interessado deverá realizar o cadastro do pedido no Sistema Informatizado de Registro Profissional (Sirpweb) e protocolar os documentos necessários em uma das Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego ou Gerências e Agências Regionais do Trabalho e Emprego. Alguns sindicatos podem realizar esse procedimento. No entanto, recomendamos que o interessado entre em contato com o sindicato para se informar.

Observação: Verificar todas as informações e procedimento no Manual do Sirpweb. O Manual encontra-se no site

do Ministério do Trabalho e Emprego (http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/solicitacoes/solicitarRegistro.seam).

4.1.1 – Procedimentos

Segue abaixo os artigos 7º a 9º da Portaria do MTE nº 1.166/2015:

A versão 2.0 do Sistema Informatizado de Registro Profissional - Sirpweb é a aplicação para processamento das atividades de concessão dos registros profissionais, ficando aprovados os modelos de documentos emitidos pelo sistema.

Os cidadãos deverão acessar o Sirpweb por meio do endereço eletrônico http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/, disponível no sítio eletrônico do Ministério do Trabalho e Emprego, http://www.mte.gov.br, para registrar as solicitações, realizar consultas, acompanhar o andamento da solicitação ou obter informações.

Os servidores lotados nos setores de registro profissional das unidades emissoras, responsáveis pela análise dos pedidos, deverão acessar o Sirpweb por meio do endereço eletrônico http://sirpweb.mte.gov.br/sirpwebintra/, disponível na Intranet do Ministério do Trabalho e Emprego, para realizar os procedimentos de concessão de registros profissionais.

4.2 - Documentos Básicos Para A Solicitação Do Registro Profissional

O interessado deverá providenciar os seguintes documentos: a) Requerimento em 2 (duas) vias, devidamente assinado;

b) Fotocópia autenticada do documento de identificação que será apresentado ao órgão; c) Fotocópia autenticada do Cadastro de Pessoa Física (CPF);

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d) Fotocópia autenticada do número, série e qualificação civil da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS); e

e) Documentos de capacitação específicos da profissão.

Importante: As fotocópias poderão ser autenticadas em cartório ou poderão ser autenticadas por um servidor do

órgão do MTE, desde que o interessado apresente, juntamente com a fotocópia, o documento original. Em caso de alteração de nome, deverá ser apresentada, também, fotocópia autenticada da certidão de casamento ou o documento que motivou a alteração do nome.

Observação: Não há custo financeiro para a obtenção do registro profissional. Basta apresentar a documentação

exigida.

4.3 - Formas De Obtenção Do Registro Profissional

Os documentos que dão direito ao registro profissional variam de acordo com as legislações profissionais. As formas de capacitação mais conhecidas são:

a) Curso Superior;

b) Curso técnico de nível médio; c) Atestados sindicais; e

d) Comprovações estabelecidas em lei específica.

4.4 – Prorrogação De Registro De Provisionado

O Provisionado é aquele profissional que recebeu o registro especial, com validade máxima de 3 anos, para desempenhar as atividades na área de Jornalismo, em decorrência de não haver naquele município Jornalista disponível para contratação, de acordo com o Decreto n° 83.284, de 13 de março de 1979, que dispõe sobre o exercício da profissão de Jornalista. Assim, considerando que esse registro pode ser renovado, o menu prorrogação de registro de Provisionado foi desenvolvido para que o profissional solicite também a renovação de seu registro pela Internet. Logo, para solicitar a prorrogação desse registro, o interessado deve, inicialmente, clicar no menu prorrogação de Registro de Provisionado.

Observação: Verificar todas as informações no Manual do Sirpweb, no subitem “1.2”. O Manual encontra-se no

site do Ministério do Trabalho e Emprego

(http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/consultas/imprimirSolicitacao.seam).

4.5 – Recuperar Número De Solicitação

Para recuperar o número de solicitação de registro profissional, o interessado deve clicar no menu Recuperar número da solicitação.

Observação: Verificar todas as informações no Manual do Sirpweb, no subitem “1.5”. O Manual encontra-se no

site do Ministério do Trabalho e Emprego

(http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/pages/consultas/imprimirSolicitacao.seam).

4.6 – Emissão De Cartão De Registro Profissional - Portaria MTPS Nº 89/2016

A concessão do registro profissional por parte deste Ministério não será mais realizada com anotações nas Carteiras de Trabalho e Previdência Social - CTPS, e sim por meio da emissão de cartão de registro profissional (Artigo 1º, da Portaria MTPS nº 89, de 22.01.2016).

Segue abaixo, os §§ 1º e 2º do artigo 1º, da Portaria MTPS nº 89, de 22.01.2016:

Os solicitantes de registro profissional que tiveram o pedido do respectivo registro deferido por este Ministério deverão acessar o Sistema Informatizado de Registro Profissional - Sirpweb, por meio do endereço eletrônico http://sirpweb.mte.gov.br/sirpweb/, disponível no sítio eletrônico do MTPS, http://www.mte.gov.br, para imprimir o cartão de registro profissional.

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Referências