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Agrupamento de Escolas da Quinta do Conde SESIMBRA

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Academic year: 2021

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Agrupamento de Escolas

da Quinta do Conde

S

ESIMBRA

Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo da IGE

Avaliação Externa das Escolas

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I – INTRODUÇÃO

A Lei n.º 31/2002, de 20 de Dezembro, aprovou o sistema de avaliação dos estabelecimentos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, definindo orientações gerais para a auto-avaliação e para a avaliação externa.

Após a realização de uma fase-piloto, da responsabilidade de um Grupo de Trabalho (Despacho Conjunto n.º 370/2006, de 3 de Maio), a Senhora Ministra da Educação incumbiu a Inspecção-Geral da Educação (IGE) de acolher e dar continuidade ao programa nacional de avaliação externa das escolas. Neste sentido, apoiando-se no modelo construído e na experiência adquirida durante a fase-piloto, a IGE está a desenvolver esta actividade, entretanto consignada como sua competência no Decreto Regulamentar n.º 81-B/2007, de 31 de Julho.

O presente relatório expressa os resultados da avaliação externa do

Agrupamento de Escolas da Quinta do Conde – Sesimbra, realizada pela equipa de avaliação, na sequência da visita efectuada entre 17 e 19 de Maio de 2010.

Os capítulos do relatório – Caracterização do Agrupamento,

Conclusões da Avaliação por Domínio, Avaliação por Factor e Considerações Finais – decorrem da análise dos documentos

fundamentais do Agrupamento, da sua apresentação e da realização de entrevistas em painel.

Espera-se que o processo de avaliação externa fomente a auto-avaliação e resulte numa oportunidade de melhoria para o Agrupamento, constituindo este relatório um instrumento de reflexão e de debate. De facto, ao identificar pontos fortes e pontos fracos, bem como oportunidades e constrangimentos, a avaliação externa oferece elementos para a construção ou o aperfeiçoamento de planos de melhoria e de desenvolvimento de cada escola, em articulação com a administração educativa e com a comunidade em que se insere.

A equipa de avaliação externa congratula-se com a atitude de colaboração demonstrada pelas pessoas com quem interagiu na preparação e no decurso da avaliação.

ESCALA DE AVALIAÇÃO

Níveis de classificação dos cinco domínios

MUITO BOM – Predominam os pontos fortes, evidenciando uma regulação sistemática, com base em procedimentos explícitos, generalizados e eficazes. Apesar de alguns aspectos menos conseguidos, a organização mobiliza-se para o aperfeiçoa-mento contínuo e a sua acção tem proporcionado um impacto muito forte na melhoria dos resultados dos alunos.

BOM – A escola revela bastantes pontos fortes decorrentes de uma acção intencional e frequente, com base em procedimentos explícitos e eficazes. As actuações positivas são a norma, mas decorrem muitas vezes do empenho e da iniciativa indi-viduais. As acções desenvolvidas têm proporcionado um impacto forte na melhoria dos resultados dos alunos.

SUFICIENTE –Os pontos fortes e os pontos fracos equilibram-se, revelando uma acção com alguns aspectos positivos, mas pouco explícita e sistemática. As acções de aperfeiçoamento são pouco consistentes ao longo do tempo e envolvem áreas limitadas da escola. No entanto, essas acções têm um impacto positivo na melhoria dos resultados dos alunos.

INSUFICIENTE – Os pontos fracos sobrepõem-se aos pontos fortes. A escola não demonstra uma prática coerente e não desenvolve suficientes acções positivas e coesas. A capacidade interna de melhoria é reduzida, podendo existir alguns aspectos positivos, mas pouco relevantes para o desempenho global. As acções desenvolvidas têm proporcionado um impacto limitado na melhoria dos resultados dos alunos.

O texto integral deste relatório está disponível no sítio da IGE na área

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II – CARACTERIZAÇÃO DO AGRUPAMENTO

O Agrupamento de Escolas da Quinta do Conde, constituído em 1999, está localizado na freguesia da Quinta do Conde, concelho de Sesimbra e integra aEscola Básica Integrada com Jardim-de-Infância da Quinta do Conde (sede) e a Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim-de-Infância do Casal do Sapo. A área geográfica em que está inserido abrange uma freguesia com uma elevada densidade populacional e a população é muito heterogénea sob o ponto de vista social e económico. Frequentam o Agrupamento 71 crianças na educação pré-escolar (três grupos), 429 alunos no 1.º ciclo (16 turmas), 285 no 2.º ciclo (12 turmas) e 488 no 3.º ciclo (18 turmas), num total de 1273 crianças e alunos. Dos 49 grupos e turmas existentes, uma é de percurso curricular alternativo (2.º ciclo) e duas são dos cursos de educação e formação tipo 2 e 3. No ensino nocturno, 26 formandos frequentam o curso de educação e formação de adultos de nível secundário, 90 as unidades de formação de curta duração e 25 Língua Portuguesa para estrangeiros. O estabelecimento de uma parceria com o Centro de Recursos Educativos e Formação do Concelho de Sesimbra resultou na abertura de um Centro Novas Oportunidades para o reconhecimento, validação e certificação de competências. Os alunos com computador e internet em casa correspondem a 80,5%. No que diz respeito à diversidade cultural, constata-se que 6,4% dos alunos são naturais de outros países, nomeadamente Brasil, Angola e Moldávia. O número de alunos que beneficia de auxílios económicos, no âmbito da Acção Social Escolar, é de 411 (34,2%), distribuindo-se 266 pelo escalão A e 145 pelo escalão B. Quanto às habilitações académicas dos pais e encarregados de educação, 10,2% têm formação superior, 23,5% o ensino secundário, 65,9% a escolaridade básica (destes, 50,4% correspondem ao 3.º ciclo) e 0,4% sem habilitações. Em relação às suas ocupações profissionais as áreas que registam um maior número de activos estão relacionadas com as categorias: Pessoal dos Serviços Directos e Particulares, de Protecção e Segurança (11,7%), Operários, Artífices e Trabalhadores Similares das Indústrias Extractivas e da Construção Civil (10,2%) e Empregados de Escritório (7,0%). Exercem funções no Agrupamento 113 docentes, dos quais 91 (80,5%) pertencem ao quadro e 22 (19,5%) são contratados. Quanto ao pessoal não docente 22 (51,2%) exercem funções públicas com contrato de trabalho por tempo indeterminado, 15 (34,8%) a termo resolutivo certo e seis (14,0%) estão colocados através do programa Contrato Emprego - Inserção num total de 43 profissionais. Na Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim-de-Infância do Casal do Sapo funciona uma Unidade de Ensino Estruturado para a Educação de Alunos com Perturbações do Espectro do Autismo.

III – CONCLUSÕES DA AVALIAÇÃO POR DOMÍNIO

1. Resultados

BOM

A reflexão sobre as práticas e o reconhecimento dos principais elementos que determinam os casos de sucesso e de insucesso têm sido desenvolvidos, de forma intencional e sistemática. Na educação pré-escolar, a observação e a avaliação do desempenho das crianças, ao longo do ano e o estudo comparativo de diferentes anos lectivos, têm sido realizados de forma a facilitar o conhecimento do seu desenvolvimento global. Da análise dos resultados escolares nos 1.º e 2.º ciclos, referentes ao último triénio, conclui-se que as taxas de sucesso se situam, globalmente, próximo da média nacional e mostram evolução, ainda que com flutuação no 1.º ciclo. O mesmo não tem acontecido no 3.º ciclo, dado que as taxas de sucesso mostram involução e valores abaixo da média nacional. O trabalho de acompanhamento e encaminhamento de alunos e das famílias, no âmbito do Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, decorrente de protocolos estabelecidos com a Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Sesimbra e com o Instituto de Apoio à Criança tem sido uma mais-valia para a redução do abandono escolar. O desenvolvimento cívico dos alunos constitui, para o Agrupamento, uma aposta com vista à qualidade educativa. Neste sentido, o envolvimento das crianças e dos alunos em exposições e participações em torneios, mostras de teatro e outras iniciativas locais, regionais e nacionais tem sido uma estratégia intencional de promoção dos seus sucessos. Os alunos, de um modo geral, têm um comportamento disciplinado e mostram conhecer as regras de funcionamento. Contudo, na Escola-Sede, ocorrem alguns casos de comportamentos desadequados e de indisciplina. O Agrupamento tem sido reconhecido como uma referência para a comunidade, para o que tem contribuído o esforço e o empenho dos

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docentes na valorização gradual das aprendizagens, desde a educação pré-escolar ao 3.º ciclo. No entanto, a oferta da rede de educação pré-escolar mostra-se desadequada face à procura existente.

2. Prestação do serviço educativo

BOM

A articulação intradepartamental expressa-se ao nível do planeamento, da definição de critérios específicos de avaliação e da elaboração conjunta de instrumentos de avaliação e de outros materiais, enquanto a inter-departamental passa por algumas práticas de articulação de conteúdos e da organização de actividades. É no entanto de referir um fraco investimento em práticas que se adeqúem a uma escola básica integrada com jardim-de-infância, com vista à interiorização da lógica de ciclo de ensino ao nível das competências a desenvolver nos alunos e a uma efectiva gestão do seu currículo. É desenvolvido um trabalho de gestão curricular horizontal que, no entanto, não consta do Projecto Curricular de Agrupamento que se revela incipiente no que respeita à sua organização e estrutura, com vista a uma gestão contextualizada do currículo nacional. A este nível são pouco expressivas a emergência de lideranças participativas dos órgãos de gestão intermédia e a assunção plena da gestão curricular do ensino básico, por parte do Conselho Pedagógico. No mesmo sentido está uma menor articulação curricular entre os 2.º e 3.º ciclos com reflexo ao nível dos resultados educativos. É de realçar o trabalho cooperativo entre professores titulares de turma e directores de turma e também entre os técnicos das actividades de enriquecimento curricular e os professores do 2.º ciclo das áreas disciplinares correspondentes. A priorização por ciclo das competências essenciais do ensino básico constantes do Projecto Curricular de Agrupamento, de forma a permitir um trabalho mais profícuo ao nível dos projectos curriculares de turma, não está estabelecida. A interdisciplinaridade é assegurada ao nível dos conselhos de turma. O Agrupamento não tem instituído mecanismos de supervisão interna da prática lectiva dos professores. Contudo, existem casos pontuais de observação, com o intuito de presenciar o desenvolvimento de algumas actividades. É desenvolvido um trabalho multidisciplinar e em rede no apoio aos alunos com necessidades educativas especiais. São também disponibilizadas diversas formas de apoio aos alunos com dificuldades de aprendizagem, contudo, as práticas de diferenciação pedagógica em sala de aula têm pouca expressão ao nível dos 2.º e 3.º ciclos, como contributo para a melhoria do processo de ensino e de aprendizagem e consequente qualidade do sucesso. É de destacar uma oferta educativa diferenciada e alargada, potenciadora de aprendizagens em áreas variadas como, a música, o teatro, o desporto e a saúde, entre outras, com impacto na motivação e no envolvimento dos alunos. Desta forma, o trabalho desenvolvido afirma-se como uma resposta complementar a uma comunidade com uma oferta pouco significativa ao nível cultural, com vista à formação integral dos alunos. Destaca-se, também, o relevo dado às actividades experimentais em contexto de leccionação do currículo, com repercussão na motivação para o desenvolvimento do espírito científico, com expressão igualmente na educação pré-escolar.

3. Organização e gestão escolar

BOM

O Projecto Educativo, em vigor de 2009-2010 a 2012-2013, identifica as estratégias de actuação para dar resposta aos objectivos definidos como prioritários. Os documentos orientadores estão articulados entre si. Existem critérios para a atribuição dos cargos e para a formação das turmas dos diferentes tipos de oferta educativa. Tem sido realizada alguma formação a nível interno, contudo não foi elaborado um plano de formação que permita o desenvolvimento da organização escolar e dos seus profissionais. O Agrupamento, face ao elevado número de alunos, encontra-se a funcionar em regime duplo. É na Escola-Sede que a sobrelotação torna as dificuldades mais evidentes, sobretudo ao nível dos espaços, condicionando a oferta das actividades de enriquecimento curricular para o 1.º ciclo. A escola básica do 1.º ciclo possui uma biblioteca que se encontra condicionada, tal como outros espaços físicos, em resultado do efeito de uma intempérie. O Agrupamento tem desenvolvido algumas iniciativas, como a Escola de Pais, no sentido de contrariar o fraco envolvimento dos pais e encarregados de educação, mas ainda sem os resultados esperados. Os responsáveis desenvolvem iniciativas que promovem a equidade e justiça, como são o apoio e a integração dos alunos que manifestam necessidades educativas especiais e a criação do Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família.

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4. Liderança

BOM

A Directora assume uma liderança determinada e revela uma grande capacidade de trabalho. No entanto, esta liderança mostra-se pouco profícua no que respeita à emergência de lideranças intermédias, o que pode, a longo prazo, comprometer a visão do Agrupamento. A missão e a visão deste estão expressas nos documentos orientadores e são apropriadas por todos. São de destacar o bom acolhimento e a integração dos técnicos das actividades de enriquecimento curricular nas dinâmicas do Agrupamento, o que tem permitido a disponibilidade e o empenho destes, num efectivo trabalho de articulação com os 1.º e 2.º ciclos, com vista ao sucesso dos alunos nas áreas respectivas. São de realçar o clima e as relações interpessoais positivas entre os diferentes elementosda comunidade educativa alicerçados na disponibilidade, no empenho e na capacidade de trabalho dos seus profissionais. No mesmo sentido, está o Conselho Geral pelo contributo positivo, disponibilidade e empenho consubstanciados numa percepção efectiva do papel de cada parceiro, das respectivas áreas de intervenção e do trabalho a desenvolver, com vista ao cumprimento da missão do Agrupamento e à sua consolidação como unidade de gestão, para o bem-estar e sucesso dos alunos. O Agrupamento revela inovação, sobretudo, numa oferta diversificada e abrangente de actividades extra-curriculares para os três ciclos do ensino básico e no investimento na utilização de meios informáticos, com grande adesão e envolvimento por parte dos alunos. As parcerias, protocolos e projectos existentes constituem uma mais-valia para a consecução da missão do Agrupamento. Contudo,o reforço de conexões com o movimento associativo da região e outras entidades externas, não está totalmente aproveitado, de forma a favorecer o desenvolvimento de projectos motivadores para os alunos, tal como a exploração das potencialidades de uma freguesia com uma população jovem, em que 25% dos habitantes possui menos de 30 anos. Não tem existido um trabalho em rede com outras escolas do concelho com vista à partilha de boas práticas, à procura de soluções para problemas identificados e à rentabilização de experiências que potenciem a formação interna.

5. Capacidade de auto-regulação e melhoria do Agrupamento

BOM

A análise dos resultados académicos surgiu em 2002-2003 como a área-chave mais importante. Porém, a auto-avaliação tem vindo a evoluir desde a constituição do Agrupamento em 1999-2000. Neste sentido, os procedimentos de auto-avaliação têm incidido no processo de ensino e de aprendizagem, na gestão e nos factores contextuais, revelando intencionalidade, apesar de o projecto não estar formalizado no que concerne às formas de acompanhamento e avaliação das medidas de melhoria já implementadas, de forma a permitir o seu desenvolvimento numa perspectiva estratégica, focada e progressiva. A realização de um diagnóstico organizacional, levado a cabo pela equipa de auto-avaliação, permitiu a elaboração, em Julho de 2009, do relatório de auto-avaliação, que propõe medidas de melhoria, com vista à promoção do sucesso educativo. A auto-regulação pelos resultados educativos conjugada com o relançamento da dinâmica de funcionamento do Agrupamento e o empenho das estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica poderão ser indicadores de que a auto-avaliação será orientada para o desenvolvimento, de modo a permitir uma maior sustentabilidade da acção e do progresso.

IV – AVALIAÇÃO POR FACTOR

1. Resultados

1.1 Sucesso académico

A reflexão sobre as práticas e o reconhecimento dos principais elementos que determinam os casos de sucesso e de insucesso têm sido realizados, de forma intencional e sistemática, com base em informação qualitativa e quantitativa, como o demonstram os dados resultantes da aplicação de questionários e o tratamento estatístico dos resultados escolares. A evolução destes, a sua comparação com as médias nacionais e, por exemplo, a análise do percurso de uma coorte de alunos do 1.º ciclo, de 2005-2006 a 2008-2009, tem permitido identificar causas de insucesso, como o aumento de comportamentos desadequados dos alunos conjugado com a

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dificuldade em fazer cumprir as normas e alguma dificuldade dos docentes em trabalhar de forma cooperativa, e factores de sucesso, como a diversidade da oferta educativa. Na educação pré-escolar, a observação e a avaliação do desempenho das crianças, ao longo do ano, e o estudo comparativo de diferentes anos lectivos têm sido realizados de forma a facilitar o conhecimento do seu desenvolvimento global. A análise dos dados relativos a este estudo, disponibilizados pelo Agrupamento, mostra que, em média, apenas 3,0% das crianças revela dificuldades nas áreas de conteúdo das Orientações Curriculares. Da análise dos resultados escolares disponibilizados pelo Agrupamento, nos 1.º e 2.º ciclos referentes ao triénio 2006-2007 a 2008-2009, conclui-se que as taxas de sucesso (transição/conclusão) mostram evolução, ainda que, com flutuação no 1.º ciclo e conclui-se situam, globalmente, próximo da média nacional (1.º ciclo: 95,0%; 97,5%; 96,3%. 2.º ciclo: 88,0%; 90,0%; 91,2%). A análise da coorte do 1.º Ciclo (2005-2006 a 2008-2009) mostra que, num universo de 134 alunos, apenas 4 alunos não concluíram o ciclo naquele período. A menor articulação curricular entre os 2.º e 3.º ciclos não tem conduzido aos resultados esperados pelo Agrupamento para o 3.º ciclo. Efectivamente, a análise das taxas de sucesso, no referido triénio, mostra involução e valores abaixo da média nacional (86,0%; 84,0%; 80,6%). Nas Provas de Aferição dos 4.º e 6.º anos as classificações obtidas, no último triénio, em Língua Portuguesa e em Matemática, mostram flutuação e não atingiram a média nacional. Nos exames nacionais do 9.º ano os resultados obtidos em Língua Portuguesa mostram flutuação e em Matemática sofreram evolução. Apesar de não terem atingido os valores nacionais, estes resultados reflectem o trabalho desenvolvido no âmbito do Plano da Matemática. A diferença entre as médias das classificações internas e as de exame, nestas disciplinas e no último triénio, situa-se entre -1,3 e 0,0. Tal poderá significar que o trabalho desenvolvido, no âmbito da aferição da avaliação, ainda não é suficiente. É de salientar, no triénio em análise, a inexistência de abandono, no 1.º ciclo, e a redução significativa das taxas de abandono nos 2.º e 3.º ciclos no ano lectivo 2008-2009 (0,0%; 0,4%). Estes resultados foram conseguidos com a adopção de diferentes tipos de apoio e pela criação de turmas de percursos curriculares alternativos e de cursos de educação e formação. É de realçar, nestes últimos, uma taxa de sucesso que, em média, atinge os 100%. O trabalho de acompanhamento e encaminhamento de alunos e das famílias, no âmbito do Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, decorrente de protocolos estabelecidos com a Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Sesimbra e com o Instituto de Apoio à Criança (Projecto SOS Criança) tem sido, também, uma mais-valia para a redução do abandono escolar.

1.2 Participação e desenvolvimento cívico

O desenvolvimento cívico dos alunos constitui, para o Agrupamento, uma aposta com vista à qualidade educativa. Neste sentido, pretende criar um ambiente escolar positivo centrado no desenvolvimento de valores e atitudes de tolerância, na divulgação de regras comportamentais e na humanização dos espaços físicos. O Agrupamento salienta, como ponto fraco, a dificuldade em pôr em prática a uniformização de critérios de actuação e o cumprimento de normas que tem estado associado, nos últimos anos, à sobrelotação da Escola-Sede. Para dar resposta a esta situação tem desenvolvido nos alunos o respeito mútuo e as regras de convivência, em cada turma, nomeadamente com o debate de diferentes temáticas na Área de Formação Cívica. O espírito de solidariedade, a responsabilidade, a convivência democrática e os sentimentos de pertença e de identificação com o Agrupamento têm sido estimulados, de diferentes maneiras: através de actividades como a angariação, pelos alunos, de alguns bens, nomeadamente roupas e material escolar para Timor e Moçambique, e de concursos de âmbito nacional com a atribuição de prémios, como «A História da Carochinha», a Tree Parade e o xadrez com a obtenção de uma medalha de ouro. Apesar de a sua participação não incidir tanto na programação das actividades, o envolvimento das crianças e dos alunos tem sido uma estratégia intencional de promoção dos seus sucessos através de exposições e participações em torneios, mostras de teatro e outras iniciativas locais, regionais e nacionais.

1.3 Comportamento e disciplina

De um modo geral, os alunos têm um comportamento disciplinado e mostram conhecer as regras de funcionamento do Agrupamento. Contudo, na Escola-Sede, ocorrem alguns casos de comportamentos desadequados e de indisciplina. No ano lectivo 2006-2007 foram alvo de medidas disciplinares suspensivas 32 alunos (18 do 2.º ciclo e 14 do 3.º ciclo) e aplicados 112 dias de suspensão, no ano lectivo 2007-2008 foram aplicados a 10 alunos (5 do 2.º ciclo e 5 do 3.º ciclo) 25 dias de suspensão e no ano lectivo 2008-2009 foram

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aplicados a 44 alunos (34 do 2.º ciclo e 10 do 3.º ciclo) 38 dias de suspensão. A redução, em 2008-2009, do número de dias aplicados, mostra uma melhoria para a qual têm contribuído algumas estratégias adoptadas, nomeadamente a implementação das tutorias e a criação do Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família. A incidência no 2.º ciclo mostra uma maior dificuldade dos alunos em cumprir regras e respeitar os outros, pelo que o Agrupamento tem promovido a disciplina, a assiduidade e a pontualidade, como componentes da educação, no Desporto Escolar, sendo escola de referência em Ginástica de Grupo. O cumprimento das regras é incrementado nas áreas não disciplinares, no trabalho realizado pelos directores de turma e na participação dos pais na escola.

1.4 Valorização e impacto das aprendizagens

O Agrupamento tem sido reconhecido como uma referência para a comunidade, proporcionando aos alunos, para além das actividades curriculares, um conjunto de projectos, clubes e actividades variadas, apesar das dificuldades inerentes a um funcionamento em regime duplo. Tem contribuído para este reconhecimento, o esforço e o empenho dos docentes na valorização gradual das aprendizagens, desde o pré-escolar ao 3.º ciclo. No entanto, a oferta da rede de educação pré-escolar mostra-se desadequada face à procura. O Agrupamento conhece a comunidade que serve e, por isso, sabe quais as suas dificuldades, nomeadamente o reduzido acompanhamento prestado aos seus educandos e a quase inexistência de estruturas que ocupem os jovens fora da escola. Neste sentido, são desenvolvidas actividades educativas na Biblioteca, na sala de estudo e nos clubes. De salientar a oferta formativa que, para além de turmas de percursos curriculares alternativos e de cursos de educação e formação integra também a formação modular certificada e de Português para estrangeiros, tal como cursos de reconhecimento, validação e certificação de competências, tendo em conta as necessidades do meio e as expectativas dos alunos e das suas famílias. Os cursos de educação e formação têm proporcionado alguma articulação com o tecido empresarial local e permitido a interacção com o meio envolvente, por exemplo, na procura de estágios profissionais. A valorização do conhecimento e da aprendizagem contínua nos alunos é realizada com recurso ao reforço individual e aos Quadros de Valor e de Mérito.

2. Prestação do serviço educativo

2.1 Articulação e sequencialidade

A articulação intradepartamental é sustentada, ao nível do grupo disciplinar e de equipas de trabalho por ano de escolaridade, pelo trabalho de planificação, de definição de critérios de avaliação específicos por disciplina e de elaboração de alguns materiais conjuntos. Ao nível da articulação interdepartamental existem algumas práticas, nomeadamente, entre os Departamentos de Matemática e Ciências Experimentais e de Expressões e entre este e o Departamento de Línguas, no âmbito do planeamento de conteúdos e da organização de actividades. Se é de realçar a abrangência do trabalho desenvolvido ao nível das diferentes actividades e iniciativas, da educação pré-escolar ao 3.º ciclo, é também de referir um fraco investimento em práticas que se adeqúem a uma escola básica integrada com jardim-de-infância, com vista à interiorização da lógica de ciclo de ensino ao nível das competências a desenvolver nos alunos e a uma efectiva gestão do seu currículo.

Em sede da flexibilização curricular foi desenvolvido um trabalho de articulação curricular horizontal, vertido num documento que serve de orientação, contudo, este trabalho não transparece no Projecto Curricular de Agrupamento que se revela incipiente no que respeita à sua organização e estrutura, com vista a uma gestão contextualizada do currículo nacional. Neste âmbito, não são significativas a emergência de lideranças participativas dos órgãos de gestão intermédia, nem a assunção plena da gestão curricular do ensino básico, por parte do Conselho Pedagógico. No mesmo sentido está uma menor articulação curricular entre os 2.º e 3.º ciclos com reflexo ao nível dos resultados educativos. São de realçar, a reunião de início do ano entre os professores titulares de turma e os directores de turma e, também, o trabalho cooperativo entre os técnicos das actividades de enriquecimento curricular e os professores do 2.º ciclo das áreas disciplinares correspondentes, que tem potenciado um trabalho de articulação curricular que permita a melhor preparação dos alunos em termos de pré-requisitos e de competências com vista ao sucesso. A priorização por ciclo das competências essenciais do ensino básico constantes do Projecto Curricular de Agrupamento, de forma a permitir uma melhor

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articulação com o trabalho desenvolvido ao nível dos projectos curriculares de turma, não está estabelecida. Contudo, é realizada a priorização daquelas competências por turma, em sede dos respectivos projectos curriculares, onde estão, também, previstas actividades de interdisciplinaridade.

2.2 Acompanhamento da prática lectiva em sala de aula

O trabalho cooperativo, fomentado pelos coordenadores de departamento, tem permitido, por um lado, o planeamento por ano de escolaridade, a partilha de materiais e a definição de critérios de avaliação e, por outro, que se realize o acompanhamento e alguma monitorização da prática lectiva. O Agrupamento não tem instituído práticas de observação de aulas entre pares, enquanto estratégia formativa para a qualidade do sucesso educativo dos alunos. Contudo, existem casos pontuais de observação, com o intuito de presenciar o desenvolvimento de algumas actividades, por exemplo, na disciplina de Educação Física, nas disciplinas experimentais e no âmbito dos projectos curriculares de turma. Os coordenadores de directores de turma dos 2.º e 3.º ciclos desenvolvem um trabalho conjunto importante, no que respeita à organização e preparação, com os directores de turma, das diferentes actividades, nomeadamente, no âmbito dos projectos curriculares de turma. Estes assumem-se como orientadores do trabalho a desenvolver com as turmas, potenciando, a partir da avaliação prevista, a operacionalização e a redefinição de estratégias e de procedimentos comuns com vista à resolução dos problemas detectados. A implementação generalizada da avaliação diagnóstica no início do ano, a aplicação de testes comuns em algumas disciplinas e de testes globais por ano de escolaridade, a elaboração de matrizes comuns e a realização dos testes intermédios de avaliação da responsabilidade do Gabinete de Avaliação Educacional são um contributo válido para a regulação da avaliação das aprendizagens.

2.3 Diferenciação e apoios

O Agrupamento dá uma resposta adequada aos alunos com necessidades educativas especiais, fruto de uma acção concertada entre as cinco docentes da Educação Especial, os professores, os directores de turma e os pais. Este trabalho conta, ainda, com a colaboração de técnicos da Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Sesimbra, bem como com os serviços de saúde, contribuindo para o desenvolvimento de um trabalho em rede que assegura a referenciação e a avaliação necessárias e os melhores acompanhamento e encaminhamento dos alunos. É de realçar o trabalho realizado pela Unidade de Ensino Estruturado para a Educação de Alunos com Perturbações do Espectro do Autismo, cujos técnicos procedem, também, ao seu apoio em sala de aula, para uma melhor inclusão. Aos alunos com dificuldades de aprendizagem é disponibilizado apoio que, no 1.º ciclo, é assegurado pelos professores de apoio e pelos professores titulares e, nos restantes ciclos, se concretiza em planos de recuperação, de acompanhamento e de desenvolvimento, sala de estudo e apoio pedagógico individual. Contudo, as práticas de diferenciação pedagógica em sala de aula têm pouca expressão ao nível dos 2.º e 3.º ciclos, como contributo para a melhoria do processo de ensino e de aprendizagem e consequente qualidade do sucesso. A eficácia dos apoios prestados e da sua organização é avaliada pelas taxas de sucesso obtidas no último triénio pelos alunos com necessidades educativas especiais (92%; 89%; 80%), registando-se uma ligeira descida, e pelos alunos com dificuldades de aprendizagem (planos de recuperação: 75,0%; 78,3%; 76,7% e planos de acompanhamento: 87,0%, 76,0%, 82,3%), onde se verifica alguma oscilação.

2.4 Abrangência do currículo e valorização dos saberes e da aprendizagem

O Agrupamento desenvolve um trabalho de destaque ao proporcionar uma oferta educativa diferenciada e alargada, potenciadora de aprendizagens em áreas variadas, com impacto na motivação e no envolvimento dos alunos. Neste âmbito, é de referir, ainda, um conjunto de clubes, projectos e iniciativas que permitem aos alunos vivências em áreas como a música, o teatro, o desporto e a saúde, entre outras. São de referir, a título de exemplo, pelo envolvimento que induzem e pelo impacto que têm na formação das crianças e alunos, o clube de Xadrez, as Danças Antigas e as iniciativas desenvolvidas no âmbito do Plano Nacional de Leitura, sobretudo na educação pré-escolar. Desta forma, o trabalho desenvolvido afirma-se como uma resposta complementar a uma comunidade com uma oferta pouco significativa ao nível cultural, com vista à formação integral dos alunos. Destaca-se, também, o relevo dado às actividades experimentais em contexto de leccionação do currículo com repercussão na motivação para o desenvolvimento do espírito científico, com expressão igualmente na educação pré-escolar. O Agrupamento fomenta nos alunos a valorização do conhecimento e da aprendizagem

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contínua através de exposições dos seus trabalhos e da participação em iniciativas, como a Mostra de Teatro dinamizada pela Câmara Municipal de Sesimbra. Promove igualmente o profissionalismo, a exigência e a prestação de contas, sobretudo, através do trabalho desenvolvido nos estágios dos cursos de educação e formação.

3. Organização e gestão escolar

3.1 Concepção, planeamento e desenvolvimento da actividade

O Projecto Educativo, em vigor de 2009-2010 a 2012-2013, Crescer com a Escola, identifica as estratégias de actuação para dar resposta aos objectivos definidos como prioritários que visam melhorar os comportamentos e o sucesso escolar dos alunos. O Projecto Educativo articula com os outros documentos orientadores, nomeadamente, o Projecto Curricular e o Plano Anual de Actividades. Estes são divulgados nas reuniões de início do ano lectivo, pelos directores de turma e colocados na plataforma Moodle para consulta pelos diferentes elementos da comunidade educativa. A participação desta na elaboração daqueles documentos fez-se através dos seus representantes, que têm assento nos diversos órgãos de direcção, administração e gestão. O trabalho desenvolvido em Área de Projecto fomenta a articulação de saberes das áreas curriculares, organizados em torno de diferentes temas, nomeadamente das artes. O Estudo Acompanhado reforça as aprendizagens ao nível da Matemática e da Língua Portuguesa visando melhorar o desempenho dos alunos nestes domínios.

3.2 Gestão dos recursos humanos

A Directora procede à distribuição de serviço, tendo em conta, sempre que possível, a continuidade pedagógica e as competências pessoais e profissionais, com vista a um desempenho adequado às características dos alunos. No que diz respeito ao pessoal não docente são tidas em conta as suas competências, pelos respectivos coordenadores com o apoio da Direcção, procurando ajustá-las aos interesses de cada profissional, com vista a um melhor desempenho. Existem critérios definidos para a atribuição dos cargos, áreas curriculares não disciplinares e para a formação das turmas dos diferentes tipos de oferta educativa. No que respeita à formação contínua, o Projecto Educativo identifica as áreas a privilegiar. É de realçar o desenvolvimento de formação, a nível interno, na área das tecnologias de informação e comunicação para o pessoal docente e não docente e, ainda, nas áreas da gestão de conflitos e da sexualidade para os assistentes operacionais. Quanto aos assistentes técnicos, o Centro de Formação disponibilizou formação nas respectivas áreas funcionais. Contudo, não foi elaborado um plano de formação de acordo com as necessidades identificadas e que contribua para o desenvolvimento da organização escolar e dos seus profissionais. Existem procedimentos de acolhimento e apoio de forma a facilitar a integração de novos docentes e não docentes.

Os professores que apresentem dificuldades no desempenho profissional são acompanhados pelos coordenadores de departamento e pela Directora, o que permite uma maior qualidade da actividade lectiva. Os serviços administrativos estão organizados por áreas funcionais e respondem às necessidades do Agrupamento. Em matérias ligadas à Acção Social Escolar é garantida a privacidade no atendimento a pais e alunos.

3.3 Gestão dos recursos materiais e financeiros

As unidades educativas apresentam boas instalações, espaços e equipamentos para o desenvolvimento da actividade educativa. Os espaços específicos encontram-se devidamente organizados e apetrechados para o fim a que se destinam, sendo exemplo disso, a unidade de ensino estruturado na Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim-de-infância do Casal do Sapo, ou as salas adaptadas para as actividades laboratoriais, a sala de educação musical, o ginásio e a sala de informática na Escola-Sede. O espaço desportivo exterior da Escola Básica do 1.º Ciclo não tem condições para a prática desportiva. Esta Escola, face ao elevado número de alunos encontra-se a funcionar em regime duplo, tal como a Escola-Sede. É nesta que as dificuldades são mais evidentes, sobretudo ao nível da escassez de espaços, da oferta das actividades de enriquecimento curricular para o 1.º ciclo e de uma eficaz vigilância dos recreios. A instalação da rede informática, no âmbito do Plano Tecnológico da Educação, na Escola-Sede, e a existência de computadores na Escola Básica do 1.º Ciclo e nas salas do Jardim-de-Infância teve impacto positivo na melhoria da comunicação com a comunidade educativa e na utilização de metodologias dinâmicas e motivadoras do processo de ensino e de aprendizagem. A

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Escola-Sede possui uma biblioteca escolar integrada na Rede de Bibliotecas Escolares, sendo um espaço acolhedor e bem equipado que dinamiza um conjunto diversificado de actividades, quer de apoio ao processo de ensino e de aprendizagem quer às actividades de enriquecimento curricular e dos tempos livres dos alunos. A Escola Básica do 1.º Ciclo possui igualmente uma biblioteca, também integrada na Rede, mas que se encontra condicionada, tal como outros espaços físicos, em resultado do efeito de uma intempérie. Estão implementadas medidas preventivas de segurança, nomeadamente, o controlo das entradas e saídas dos alunos, a criação de um clube da Protecção Civil e a realização de simulacros.

Os planos de emergência estão aprovados, no entanto, carecem de actualização. O Agrupamento angaria receitas próprias através da candidatura a projectos e pontualmente de donativos provenientes de pequenas empresas do concelho.

3.4 Participação dos pais e outros elementos da comunidade educativa

O Agrupamento tem procurado responder ao fraco envolvimento dos pais no acompanhamento e nas actividades escolares dos seus educandos, sobretudo no 2.º e 3.º ciclos, desenvolvendo algumas iniciativas, como por exemplo, a Escola de Pais, mas ainda sem os resultados esperados. Por outro lado, ao nível da educação pré-escolar e do 1.º ciclo a participação é elevada, sendo exemplo disso, a colaboração na comemoração de dias festivos, através da construção de presépios, de máscaras de Carnaval e na festa de final de ano. É de realçar a opinião positiva que os pais têm do Agrupamento, pelo apoio e atenção prestados pelos professores aos seus educandos, bem como a facilidade de comunicação e atendimento por parte dos directores de turma. Existem duas associações de pais e encarregados de educação, salientando-se a colaboração e participação da Associação de Pais da Escola Básica do 1.º Ciclo com Jardim-de-infância nas actividades desenvolvidas. A comunidade representa um recurso importante ao proporcionar estágios aos alunos dos cursos de educação e formação e apoio às deslocações dos grupos-equipa do Desporto Escolar.

3.5 Equidade e justiça

Tendo em conta o meio em que se insere, o Agrupamento tem desenvolvido iniciativas que promovem equidade e justiça, como são o apoio e a integração dos alunos que manifestam necessidades educativas especiais e dos alunos estrangeiros que têm o Português como Língua não Materna. A criação do Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família como forma de prevenção do absentismo/abandono escolar, indisciplina e comportamentos de risco é também um exemplo da promoção destes princípios. De realçar a diversidade da oferta educativa disponibilizada, nomeadamente no ensino nocturno, única na freguesia, como forma de inclusão socioescolar dos alunos e das famílias. Contudo, o facto de nem todas as turmas disporem da oportunidade de ter aulas nas salas adaptadas para actividades laboratoriais, na sala de educação musical ou no ginásio, devido à sobrelotação da Escola-Sede, constitui um aspecto menos conseguido na prossecução dos referidos princípios.

4. Liderança

4.1 Visão e estratégia

A missão e a visão do Agrupamento estão enunciadas nos seus documentos orientadores e revelam-se apropriadas pelos diferentes órgãos de direcção, administração e gestão. As metas a atingir permitiram estabelecer planos de acção de melhoria, decorrentes do processo de auto-avaliação implementado. A Directora assume uma liderança determinada e revela uma grande capacidade de trabalho, o que permite ter disponibilidade para ouvir os outros e decidir, com ponderação, na procura de soluções para os problemas identificados. No entanto, esta liderança mostra-se pouco profícua no que respeita à emergência de lideranças intermédias que pode, a longo prazo, comprometer a visão do Agrupamento. Esta traduz-se em objectivos que apontam para a promoção do sucesso, para a prevenção do abandono escolar e para a aproximação dos pais à escola. O Agrupamento tem uma política de diferenciação consubstanciada nas metas a atingir e tem como áreas de excelência os projectos, clubes e actividades e a oferta educativa que lhe permite ser conhecido e reconhecido interna e externamente. Neste sentido, o bom acolhimento e integração dos técnicos das actividades de enriquecimento curricular nas dinâmicas do Agrupamento têm permitido a disponibilidade e o

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empenho destes, num efectivo trabalho de articulação com os 1.º e 2.º ciclos, com vista ao sucesso dos alunos nas áreas respectivas.

4.2 Motivação e empenho

O pessoal docente e não docente conhece as suas áreas de intervenção e é movido pela dedicação ao Agrupamento patente no comprometimento, na responsabilidade e na motivação para participar nos vários projectos e actividades e para propor e abraçar novas iniciativas. São de destacar o clima e as relações interpessoais positivas entre os diferentes elementos da comunidade educativa alicerçados na disponibilidade, no empenho e na capacidade de trabalho dos seus profissionais. A actuação dos órgãos de direcção, administração e gestão, orientada para a consecução dos objectivos traçados, é marcada pela capacidade de integração e mobilização dos diferentes actores. A articulação entre os órgãos concretiza-se em reuniões e em trabalho informal denotando práticas de trabalho colaborativo. É de destacar o Conselho Geral pelo contributo positivo, disponibilidade e empenho consubstanciados numa percepção efectiva do papel de cada parceiro, das respectivas áreas de intervenção e do trabalho a desenvolver, com vista ao cumprimento da missão do Agrupamento e à sua consolidação como unidade de gestão, para o bem-estar e sucesso dos alunos. O bom entendimento, aliado a uma atitude responsável, tem contribuído para um absentismo pouco expressivo, ao nível do pessoal não docente. Foi implementado um sistema de permutas e de compensação de aulas com o objectivo de atenuar os efeitos do absentismo docente.

4.3 Abertura à inovação

A abertura à inovação transparece sobretudo numa oferta diversificada e abrangente de actividades extra-curriculares, nos três ciclos do ensino básico, que representa, por um lado, um esforço interno de encontrar respostas adequadas às necessidades dos alunos e da comunidade e, por outro, uma atitude proactiva com vista à consecução dos objectivos expressos no Projecto Educativo. No mesmo sentido, está o alargamento da oferta educativa com o propósito de oferecer novas vertentes curriculares, como os cursos de educação e formação, e também de captar a população adulta proporcionando cursos de educação e formação de adultos e formações modulares certificadas. O Agrupamento tem investido ainda na utilização de meios informáticos, como o correio electrónico, a plataforma Moodle e a página Web, de forma a facilitar a comunicação e a divulgação de iniciativas. A este nível são ainda de destacar os vários blogs de turmas, particularmente no 1.º ciclo, com grande adesão e envolvimento por parte dos alunos.

4.4 Parcerias, protocolos e projectos

O Agrupamento desenvolve as suas actividades com o apoio de parceiros da comunidade, para facilitar a integração e o desenvolvimento pessoal e social dos alunos. Estabeleceu parcerias com a Câmara Municipal de Sesimbra e com a Junta de Freguesia da Quinta do Conde, Centro de Saúde de Sesimbra – Extensão da Quinta do Conde, Comissão de Protecção de Crianças e Jovens, Escola Segura e pequenas empresas locais, entre outros. O Agrupamento encara como oportunidade o reforço de conexões com o movimento associativo da região e outras entidades externas, de forma a favorecer o desenvolvimento de projectos motivadores para os alunos. Da mesma forma considera uma mais-valia a exploração das potencialidades de uma freguesia com uma população jovem, em que 25% dos habitantes possui menos de 30 anos. Destaca-se o protocolo com o Instituto de Apoio à Criança, enquadrado no projecto SOS Criança, pela importância que assume no acompanhamento e encaminhamento de alunos e famílias que deles necessitem. No entanto, não tem existido um trabalho em rede com outras escolas do concelho com vista à partilha de boas práticas, à procura de soluções para problemas identificados e à rentabilização de experiências que potenciem a formação interna. O Agrupamento, tendo em vista a formação integral dos alunos, está envolvido em projectos nacionais, como a Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano Nacional de Leitura, o Plano da Matemática II e o Projecto de Educação Para a Saúde, assumindo particular relevância e sucesso o trabalho desenvolvido no âmbito do Desporto Escolar.

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5. Capacidade de auto-regulação e melhoria do Agrupamento

5.1 Auto-avaliação

A auto-avaliação tem vindo a evoluir desde a constituição do Agrupamento em 1999-2000. A análise dos resultados académicos surgiu em 2002-2003 como a área-chave mais importante. Os procedimentos de auto-avaliação têm incidido, ainda, no processo de ensino e de aprendizagem, na gestão e nos factores contextuais, revelando intencionalidade, apesar de o projecto não estar formalizado no que concerne às formas de acompanhamento e avaliação das medidas de melhoria já implementadas, de forma a permitir o seu desenvolvimento numa perspectiva estratégica, focada e progressiva. A equipa de auto-avaliação formou-se em 2008-2009, recolhendo e tratando informação qualitativa e quantitativa, de acordo com as áreas consideradas mais prioritárias. A realização de um diagnóstico organizacional que, para além de inquéritos por questionário aplicados à comunidade educativa e da análise dos diferentes registos das estruturas educativas, permitiu a elaboração, em Julho de 2009, do relatório de auto-avaliação. É de realçar neste, a análise SWOT (Strengths; Weaknesses; Opportunities; Threats) e as medidas de melhoria propostas, com vista à promoção do sucesso educativo.

5.2 Sustentabilidade do progresso

O Agrupamento, com o trabalho realizado ao longo dos últimos anos, com a formação da equipa de auto-avaliação e com a elaboração do relatório final, tem demonstrado uma forte determinação em organizar e dispor de um dispositivo de monitorização do seu progresso. Efectivamente, este permitiu, por um lado, conhecer os pontos fortes e fracos, as oportunidades e os constrangimentos do Agrupamento e, por outro, concluir que poderá focalizar o projecto de auto-avaliação nas áreas de prioridade educativa, como elemento orientador dos vários documentos de planeamento e na operacionalização e monitorização dos planos de acção de melhoria. A auto-regulação pelos resultados educativos conjugado com o relançamento da dinâmica de funcionamento do Agrupamento e o empenho das estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica poderão ser indicadores de que a auto-avaliação será orientada para o desenvolvimento, de modo a permitir uma maior sustentabilidade da acção e do progresso.

V – CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste capítulo, apresenta-se uma selecção dos atributos do Agrupamento de Escolas da Quinta do Conde

(pontos fortes e fracos) e das condições de desenvolvimento da sua actividade (oportunidades e constrangimentos). A equipa de avaliação externa entende que esta selecção identifica os aspectos estratégicos que caracterizam o Agrupamento e define as áreas onde devem incidir os seus esforços de melhoria.

Entende-se aqui por:

• Pontos fortes – atributos da organização que ajudam a alcançar os seus objectivos;

• Pontos fracos – atributos da organização que prejudicam o cumprimento dos seus objectivos;

• Oportunidades – condições ou possibilidades externas à organização que poderão favorecer o cumprimento dos seus objectivos;

• Constrangimentos – condições ou possibilidades externas à organização que poderão ameaçar o cumprimento dos seus objectivos.

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Pontos fortes

Trabalho realizado na educação pré-escolar no âmbito da observação e da avaliação do desempenho das crianças, ao longo do ano, e o estudo comparativo de diferentes anos lectivos, de forma a facilitar o conhecimento do seu desenvolvimento global;

Trabalho de acompanhamento e encaminhamento de alunos e das famílias, no âmbito do Gabinete de Apoio ao Aluno e à Família, decorrente de protocolos estabelecidos;

Estratégia intencional de promoção dos sucessos dos alunos através de exposições e participações em torneios, mostras de teatro e outras iniciativas locais, regionais e nacionais;

Oferta educativa diferenciada e alargada, potenciadora de aprendizagens em áreas variadas, com impacto na motivação, no envolvimento e na promoção do sentimento de pertença dos alunos e conducente a uma efectiva formação integral destes;

Relevo dado às actividades experimentais em contexto de leccionação do currículo com repercussão na motivação para o desenvolvimento do espírito científico;

Bom acolhimento e integração dos técnicos das actividades de enriquecimento curricular nas dinâmicas do Agrupamento e disponibilidade e empenho destes num efectivo trabalho de articulação com os 1.º e 2.º ciclos, com vista ao sucesso dos alunos nas áreas respectivas;

Clima e relações interpessoais positivas entre os diferentes elementos da comunidade educativa alicerçados na disponibilidade, no empenho e na capacidade de trabalho de docentes e não docentes;

Contributo positivo, disponibilidade e empenho do Conselho Geral, consubstanciados numa percepção

efectiva do papel de cada parceiro, das respectivas áreas de intervenção e do trabalho a desenvolver.

Pontos fracos

Fraco investimento em práticas que se adeqúem a uma escola básica integrada com jardim-de-infância, com vista à interiorização da lógica de ciclo de ensino ao nível das competências a desenvolver nos alunos e a uma efectiva gestão do seu currículo;

Incipiente Projecto Curricular no que respeita à sua organização e estrutura, com vista a uma gestão contextualizada do currículo nacional;

Reduzida articulação curricular entre os 2.º e 3.º ciclos com reflexo ao nível dos resultados educativos;

Inexistência de priorização por ciclo das competências essenciais do ensino básico, constantes do

Projecto Curricular de Agrupamento, de forma a permitir uma melhor articulação com o trabalho desenvolvido ao nível dos projectos curriculares de turma;

Liderança pouco profícua que permita a emergência de lideranças participativas dos órgãos de gestão intermédia e a assunção plena da gestão curricular do ensino básico, por parte do Conselho Pedagógico;

Práticas de diferenciação pedagógica com pouca expressão ao nível dos 2.º e 3.º ciclos, em sala de

aula, como contributo para a melhoria do processo de ensino e de aprendizagem e consequente qualidade do sucesso;

Projecto de auto-avaliação que não está formalizado no que concerne às formas de acompanhamento e avaliação das medidas de melhoria já implementadas, de forma a permitir o seu desenvolvimento numa perspectiva estratégica, focada e progressiva.

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Oportunidades

Reforço de conexões com o movimento associativo da região e outras entidades externas, de forma a favorecer o desenvolvimento de projectos motivadores para os alunos;

Exploração das potencialidades de uma freguesia com uma população jovem (25% abaixo dos 30 anos);

Desenvolvimento de um trabalho em rede com outras escolas do concelho com vista à partilha de boas práticas, à procura de soluções para problemas identificados e à rentabilização de experiências que potenciem a formação interna.

Constrangimentos

Desadequação da oferta da rede de educação pré-escolar face à procura existente;

Comunidade com oferta pouco significativa ao nível cultural;

Sobrelotação da Escola-Sede com implicações ao nível dos espaços;

Condicionantes de espaços físicos resultantes do efeito da intempérie nas instalações da Escola Básica do 1.º Ciclo do Casal do Sapo.

Referências

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