Relatório
O
RGANIZAÇÃO DO
A
NO
L
ETIVO
2015
FICHA TÉCNICA
Título
Organização do Ano Letivo 2015-2016 — Relatório
Autoria
Inspeção-Geral da Educação e Ciência
Elaboração: Ana Márcia Pires e Manuel Branco Silva
Edição
Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) Av. 24 de Julho, 136 1350–346 LISBOA Tel.: 213 924 800 / 213 924 801 Fax: 213 924 950 / 213 924 960 e-mail: [email protected] URL: www.igec.mec.pt
Coordenação editorial, copidesque, design gráfico, revisão e divulgação
IGEC — Divisão de Comunicação e Sistemas de Informação (DCSI) Junho de 2016
I/00110/DSAG/19
Homologado pelo Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, por despacho de 08 de janeiro de 2019.
SUMÁRIO EXECUTIVO
A atividade Organização do Ano Letivo (OAL) 2015-2016 da Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) teve como finalidades a verificação da conformidade legal do funcionamento das escolas1,
a identificação de fatores condicionantes da sua eficiência e eficácia, considerando os meios disponíveis e os serviços prestados, e a promoção da melhoria das práticas de gestão.
Esta atividade foi desenvolvida em três fases e decorreu em 186 escolas públicas, tendo como principais áreas de incidência a constituição de grupos/turmas, a organização das matrizes curriculares e dos horários dos alunos e a gestão dos recursos humanos docentes.
A Fase I foi realizada em 34 escolas, em julho de 2015, coincidindo com a preparação do ano letivo 2015-2016. Na generalidade, os processos inerentes à constituição dos grupos/turmas, à elaboração de horários e à distribuição do serviço docente estavam a decorrer dentro da normalidade expectável. Visando o aperfeiçoamento dos procedimentos em curso e a prevenção de irregularidades, foram formuladas 191 recomendações às escolas.
A Fase II abrangeu 138 escolas e realizou-se nos meses de outubro e novembro de 2015. Permitiu analisar e verificar as condições de aprendizagem das crianças/alunos, mormente na constituição dos grupos/turmas, nas opções de gestão das cargas curriculares, na organização dos horários, bem como na distribuição do serviço docente. Os dados recolhidos nesta fase da atividade serão objeto de tratamento e análise globais no capítulo VI do presente relatório.
A Fase III da OAL foi desenvolvida em 30 escolas, nos meses de fevereiro, março e abril de 2016. Compreendeu a Intervenção 1, que visou analisar e verificar as condições de aprendizagem dos alunos do 1.º CEB, bem como a distribuição do serviço e a mobilidade do pessoal docente, e a Intervenção 2, focada na verificação do cumprimento das recomendações formuladas às escolas na Fase II da atividade.
Na Intervenção 1 (Fase III) foram identificados 106 incumprimentos, dos quais 17 foram corrigidos durante a intervenção, 29 na fase de contraditório e os restantes mantiveram recomendação na Ficha da Atividade.
Na Intervenção 2 (Fase III) verificou-se que as recomendações formuladas às escolas na fase anterior da atividade, na generalidade, foram respeitadas, tendo sido corrigidos os incumprimentos respetivos.
A atividade OAL de 2015-2016 foi objeto de avaliação por parte das escolas. A análise dos resultados dos questionários devolvidos pelas escolas intervencionadas na Fase II evidencia uma apreciação globalmente muito positiva da atividade, quer quanto aos seus aspetos organizativos, quer quanto ao seu impacto, nomeadamente em termos de contributo para a melhoria das práticas de gestão.
Ao desdobrar-se em diferentes momentos do ano escolar, a OAL permitiu à IGEC assegurar, de uma forma mais sustentada, a conformidade legal do funcionamento das escolas e identificar fatores condicionantes da sua eficiência e eficácia, tendo subjacente a equidade nas condições de aprendizagem das crianças/alunos, enquanto garantia de qualidade na prestação do serviço educativo e da racionalidade na gestão dos recursos humanos docentes.
ÍNDICE
SUMÁRIOEXECUTIVO ... 3
I–INTRODUÇÃO ... 7
II–CARACTERIZAÇÃOEOBJETIVOSDAATIVIDADE ... 8
1. Fase I ... 8
2. Fase II ... 8
3. Fase III ... 9
III–METODOLOGIADAATIVIDADE ... 10
IV–EXECUÇÃODAATIVIDADE ... 12 1. Fase I ... 12 2. Fase II ... 12 3. Fase III ... 12 V–RESULTADOSDAATIVIDADE ... 14 1. Resultados globais ... 14
2. Conformidade normativa/Condições de aprendizagem das crianças e dos alunos... 15
2.1. Acesso à educação pré-escolar ... 15
2.2. Constituição de grupos e turmas ... 16
2.2.1. Critérios ... 16
2.2.2. Dimensão dos grupos/turmas ... 16
2.2.3. Constituição de grupos/turmas com crianças/alunos com NEE ... 17
2.2.4. Constituição de turmas do 1.º CEB com três ou mais anos de escolaridade. ... 18
2.3. Regime de funcionamento das atividades no 1.º CEB ... 18
2.4. Horários dos alunos ... 19
2.4.1. Definição e aplicação de critérios de elaboração de horários dos alunos ... 19
2.4.2. Intervalo entre o final do período de almoço e o início das aulas de Educação Física ... 19
2.5. Matrizes curriculares ... 20
2.5.1. Cumprimento das matrizes curriculares no 1.º ciclo do ensino básico ... 20
2.6. Distribuição do serviço docente e elaboração de horários ... 21
2.6.1. Critérios e equilíbrio global na distribuição do serviço ... 21
2.6.2. Distribuição do serviço e horários de trabalho ... 21
2.6.3. Requisição/colocação de docentes ... 22
2.7. Avaliação da atividade OAL pelas escolas ... 22
VI–CONCLUSÕESERECOMENDAÇÕES ... 24
1. Conclusões ... 24
2. Recomendações/Propostas ... 25
3. Propostas ... 26
LEGISLAÇÃO ... 27
ANEXOI–QUADROSDEDADOS(GUIÕES)RELATIVOSÀFASEIIDAATIVIDADE ... 33
A – Quadros Prévios ... 33
B – Critérios ... 34
C – Educação Pré-Escolar ... 39
D – 1.º Ciclo do Ensino Básico ... 42
E – 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e Ensino Secundário ... 49
F – Crédito Horário ... 66
G – Mobilidade do Pessoal Docente ... 69
ANEXO II – AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS/ESCOLAS NÃO AGRUPADAS INTERVENCIONADAS .... 72
I – INTRODUÇÃO
A atividade OAL, integrada no Plano de Atividades da IGEC, no Programa II – Controlo, teve por finalidades verificar a conformidade legal do funcionamento das escolas da rede pública do continente, identificar fatores condicionantes da sua eficiência e eficácia, considerando os meios disponíveis e os serviços prestados, e promover a melhoria das práticas de gestão.
A autonomia pedagógica e organizativa das escolas que ministram a educação pré-escolar e os ensinos básico e secundário requer uma atuação da IGEC no âmbito da regulação das diversas soluções adotadas nestes estabelecimentos, visando, igualmente, a garantia da equidade na distribuição dos recursos.
No ano escolar de 2015-2016, num contexto em que, nos termos do Despacho normativo n.º 10-A/2015, de 19 de junho, se pretendeu melhorar as condições do exercício da autonomia pedagógica das escolas e conferir maior flexibilidade na organização das atividades letivas, incentivando-as a tornarem-se mais exigentes nas suas decisões, bem como a estabelecer compromissos de responsabilização pelas opções tomadas e pelos resultados obtidos, a continuidade desta atividade tornou-se indubitavelmente necessária. Assim, exigiu-se da IGEC a realização de intervenções focadas e estratégicas, no sentido de garantir racionalidade na gestão dos recursos humanos, por forma a contribuir para a melhoria da prestação do serviço educativo e da qualidade das aprendizagens das crianças e dos alunos.
A atividade OAL tem vindo a ser desenvolvida pela IGEC há largos anos e tem constituído, também, uma mais-valia na melhoria progressiva da organização e do trabalho dos órgãos de administração e gestão das escolas.
II – CARACTERIZAÇÃO E OBJETIVOS DA ATIVIDADE
A atividade OAL 2015-2016 visou os seguintes objetivos operacionais:
Assegurar o controlo da legalidade no âmbito da organização e gestão do sistema educativo;
Analisar as condições de aprendizagem das crianças/alunos, como garantia da qualidade da educação e do ensino;
Garantir a racionalidade e a eficácia na organização e na gestão dos recursos humanos;
Aferir da adequação do quadro normativo à realidade e identificar eventuais constrangimentos legais, com vista à elaboração de propostas de alteração.
A atividade desenvolveu-se ao longo de todo o ano escolar, concretizando-se, à semelhança dos últimos anos, em três fases que a seguir se caracterizam, no que respeita aos seus objetivos e às respetivas áreas de incidência.
1. Fase I
A Fase I, entendida como preparatória do novo ano letivo, decorreu em julho de 2015 e teve os seguintes objetivos operacionais:
Verificar a definição de critérios pedagógicos para a constituição de grupos/turmas e a sua inclusão nos documentos estruturantes;
Analisar o processo de constituição de grupos/turmas e de elaboração dos respetivos horários, à luz do disposto na lei;
Assegurar a definição e aplicação das matrizes curriculares, de acordo com o estipulado nos normativos;
Apreciar as decisões subjacentes à distribuição do serviço docente, em função do grau de concretização da mesma, e a sua adequabilidade ao previsto na lei;
Identificar eventuais dúvidas e/ou constrangimentos decorrentes da aplicação dos normativos em vigor.
2. Fase II
A Fase II assumiu-se como verificação da gestão pedagógica e da utilização dos recursos disponíveis pelas escolas, no sentido de garantir a melhoria da qualidade nos diferentes níveis de educação e ensino, dos resultados da aprendizagem dos alunos e das condições que incrementem o combate ao abandono escolar, com vista à promoção do sucesso educativo. Desenvolveu-se nos meses de outubro e novembro de 2015, e orientou-se pelos objetivos operacionais seguintes:
Assegurar o controlo da legalidade no âmbito da organização e gestão do sistema educativo;
Analisar as condições de aprendizagem das crianças/alunos, como garantia da qualidade da educação e do ensino;
Aferir da adequação do quadro normativo à realidade e identificar eventuais constrangimentos legais, com vista à elaboração de propostas de alteração.
3. Fase III
A Fase III compreendeu duas intervenções. A Intervenção 1, realizada em fevereiro e março de 2016, consistiu na realização, em novas escolas, de ações similares à da fase anterior, mas de âmbito mais restrito, incidindo particularmente no 1.º CEB. A Intervenção 2, levada a cabo durante os meses de março e de abril de 2016, visou a verificação do cumprimento das recomendações formuladas às escolas visitadas na Fase II da atividade.
Os objetivos operacionais desta fase foram os seguintes:
Assegurar o controlo da legalidade no âmbito da organização e gestão do sistema educativo;
Verificar o cumprimento das recomendações apontadas às Escolas na Fase II da atividade;
Apreciar a constituição de turmas no 1.º CEB;
Analisar as matrizes curriculares do Ensino Básico e do Ensino Secundário, e os horários dos alunos do 1.º CEB;
Analisar os horários dos docentes do 1.º CEB;
Verificar a atribuição do crédito horário nos horários dos docentes – componente para a gestão (CG) e componente para a atividade pedagógica (CAP).
III – METODOLOGIA DA ATIVIDADE
A atividade OAL 2015-2016 foi estruturada num Roteiro que engloba os objetivos, as áreas de incidência, a metodologia e procedimentos, a calendarização, a legislação e os instrumentos de trabalho relativos a cada uma das suas fases.
As intervenções nas escolas abrangeram a realização de entrevistas e, sobretudo, a análise documental, designadamente:
Projeto educativo;
Regulamento interno;
Contrato de autonomia;
Rede escolar 2015-2016;
Protocolo estabelecido com as escolas de ensino artístico;
Matrizes curriculares adotadas;
Atas do conselho pedagógico e do conselho geral de preparação do ano letivo 2015-2016;
Listagem de grupos/turmas;
Listagem de crianças/alunos com necessidades educativas especiais (NEE) de carácter permanente cujo programa educativo individual (PEI) preveja e o grau de funcionalidade exija a sua integração em grupos/turmas reduzidos e PEI correspondentes;
Listagens de pessoal docente (programa informático de vencimentos);
Planificação das atividades de enriquecimento curricular;
Comprovativos da MISI relativos às parcelas DIR (parte) e KxCapG da componente para a gestão do crédito horário2;
Indicação da componente letiva (ICL) – DGAE;
Listagem dos horários a indicar para a satisfação das necessidades temporárias;
Distribuição de serviço docente e respetivos horários;
Sumários em formato de papel ou digital.
Os dados recolhidos e a respetiva análise foram registados em Guiões e Fichas. No final de cada intervenção, as equipas inspetivas reuniram com o diretor da escola para apresentar as conclusões do trabalho realizado.
Na Fase II da atividade, os elementos recolhidos foram objeto de tratamento e análise global, visando a elaboração do presente relatório.
Nas Fases II e III – Intervenção 1, além do preenchimento do Guião, os inspetores registaram as situações de incumprimento dos normativos no Projeto de Ficha da Atividade. As situações de incumprimento não sanadas durante a intervenção inspetiva foram objeto de recomendações, tendo em vista a sua correção por parte das escolas. O Projeto de Ficha foi enviado à escola, para efeitos de contraditório, nos termos do Regulamento do Procedimento de Inspeção da IGEC. Após
2 Despacho normativo n.º 10-A/2015, de 19 de junho. DIR é a parcela que resulta da estrutura de apoio ao diretor; K é
a análise do contraditório, foi elaborada e remetida à escola a Ficha da Atividade, onde se incluíram recomendações caso ainda subsistissem situações de incumprimento por regularizar. As situações de incumprimento graves foram apresentadas superiormente, para decisão.
O planeamento da atividade compreendeu, além da conceção dos instrumentos de trabalho – Roteiro, Guiões e Fichas –, a formação dos inspetores que desenvolveram as ações nas escolas e a colaboração e articulação com outros serviços do Ministério da Educação (ME), nomeadamente a DGAE, a DGE, a DGEEC e a DGEstE.
A definição do conjunto de escolas que integraram cada uma das fases da atividade obedeceu a critérios previamente definidos no Roteiro.
Foram os seguintes os universos de intervenção: ESCOLAS
Áreas Territoriais da IGEC
Total
Norte Centro Sul
Fase I 11 8 15 34
Fase II 51 36 51 138
Fase III Intervenção 1 7 4 6 17
IV – EXECUÇÃO DA ATIVIDADE
1. Fase I
A Fase I decorreu entre 22 e 31 de julho de 2015, coincidindo com os trabalhos inerentes à preparação do novo ano letivo pelas escolas. As ações foram realizadas por equipas de dois inspetores, com a duração de um dia.
As Equipas Multidisciplinares das Áreas Territoriais da IGEC – Norte, Centro e Sul (EMN, EMC e EMS), com cinco dias úteis de antecedência, enviaram um e-mail aos diretores das escolas, informando da data da intervenção e das áreas de incidência da mesma: constituição de grupos/turmas, elaboração de horários, definição e aplicação das matrizes curriculares e distribuição do serviço docente.
Os inspetores procederam, nas escolas, à análise dos elementos disponibilizados, de acordo com a Ficha de Observação, e elaboraram uma Ficha/Relatório com a apreciação global da ação, eventuais recomendações à escola e constrangimentos ao processo de organização do novo ano letivo, identificados pelos diretores.
As Equipas Multidisciplinares das Áreas Territoriais da IGEC, após análise da documentação, enviaram a Ficha/Relatório, por correio eletrónico, à escola.
Na realização das intervenções nas escolas, participaram 38 inspetores (12 da EMN, 9 da EMC e 17 da EMS).
2. Fase II
A Fase II iniciou-se em 9 de outubro e terminou em 13 de novembro de 2015. As intervenções foram realizadas por equipas de dois inspetores, durante três a cinco dias, de acordo com as características de cada escola, nomeadamente a sua dimensão.
As Equipas Multidisciplinares das Áreas Territoriais da IGEC, cinco dias úteis antes da intervenção, enviaram um e-mail aos diretores das escolas, informando da data da intervenção e das áreas de incidência da mesma: constituição de grupos/turmas, elaboração de horários, definição e aplicação das matrizes curriculares, distribuição do serviço docente, bem como aspetos de eficácia e eficiência, analisando-se o seu grau de conformidade com os normativos em vigor.
Para o desenvolvimento da ação, as equipas inspetivas tiveram acesso prévio a informação relativa a cada uma das escolas a intervencionar, disponibilizada pela DGEEC e pela DGEstE, designadamente acerca da distribuição do serviço docente efetuada e crédito horário, e sobre a constituição dos grupos/turmas e respetiva homologação pela DGEstE.
No desenvolvimento desta fase da atividade nas escolas, participaram 111 inspetores (48 da EMN, 21 da EMC e 42 da EMS).
A Fase III abrangeu a Intervenção 1, realizada nas escolas entre os dias 15 de fevereiro e 10 de março de 2016, e a Intervenção 2, executada entre os dias 1 de março e 21 abril de 2016. Ambas as intervenções foram desenvolvidas por equipas de dois inspetores. A primeira teve uma duração de três dias e a segunda de dois dias.
As Equipas Multidisciplinares das Áreas Territoriais da IGEC, com cinco dias úteis de antecedência, enviaram um e-mail aos diretores das escolas informando sobre a data da intervenção e as áreas de incidência.
Na Intervenção 1, os inspetores analisaram a constituição dos grupos/turmas, a definição e aplicação das matrizes curriculares adotadas, os horários dos alunos do 1.º CEB, a distribuição do serviço docente, bem como aspetos de eficiência e eficácia.
Na Intervenção 2, os inspetores verificaram o cumprimento das recomendações formuladas na Ficha da Atividade da Fase II. Com base nos registos efetuados no Guião de Observação/Relatório, nos casos em que as recomendações foram cumpridas, as Equipas Multidisciplinares enviaram um ofício às escolas com uma apreciação global da ação. As demais situações, residuais, foram submetidas à apreciação e decisão superiores.
Nesta fase, realizaram as intervenções nas escolas 38 inspetores, 13 da EMN, 10 da EMC e 15 da EMS.
V – RESULTADOS DA ATIVIDADE
Tendo presentes o universo de escolas abrangido por cada uma das fases que integram a atividade OAL 2015-2016 e o momento do ano letivo em que as mesmas se desenrolaram, ponderados também critérios de economia e de oportunidade, considerou-se adequado abordar neste capítulo somente os resultados referentes à Fase II, realizada em 138 escolas.
Assim, a partir do vasto conjunto de elementos recolhidos, apresentam-se os resultados globais da atividade e destacam-se os aspetos de incumprimento dos normativos mais significativos, quer do ponto de vista do seu impacto potencial nas condições de aprendizagem das crianças/alunos, quer na perspetiva da conformidade legal, racionalidade e eficácia das soluções de gestão adotadas pelas escolas, designadamente em matéria de constituição de turmas, definição e aplicação das matrizes curriculares e de distribuição do serviço docente.
Além dos dados recolhidos através do Guião da Atividade, este capítulo apoia-se, igualmente, na informação registada nas Fichas da Atividade das escolas intervencionadas.
1. Resultados globais
Foram registadas 949 situações de incumprimento dos normativos, o que representa um valor médio de 6,9 incumprimentos por escola.
As escolas corrigiram 21,9% destas situações durante as intervenções inspetivas e 36,5% no prazo estipulado para o contraditório. Em 31.05.2016, data da última atualização de dados, apenas 3,1% das recomendações formuladas não tinham sido cumpridas, sendo que, em alguns casos, as escolas aguardavam resposta a pedidos formulados superiormente.
Numa apreciação global sobre os níveis de incumprimento, por cada área de incidência da atividade OAL, desenvolvidos no ponto 2 do presente capítulo, sobressai o seguinte:
Em 21,7% das escolas intervencionadas foram identificados incumprimentos dos normativos no respeitante à definição de critérios de constituição de grupos/turmas e em 92,1% à respetiva integração no projeto educativo e no regulamento interno;
O processo de constituição de turmas apresentou irregularidades frequentes, observadas no 1.º CEB em 45% das escolas, e nos 2.º e 3.º CEB e ensino secundário em 52,2% das escolas intervencionadas. Estas situações respeitavam predominantemente à constituição de turmas com alunos com necessidades educativas especiais (NEE) com mais de 20 alunos, ou mais de dois alunos com NEE ou ainda mais de 20 alunos e mais de dois com NEE, sem autorização do conselho pedagógico;
A organização dos horários dos alunos dos 2.º e 3.º CEB e do ensino secundário continha irregularidades em 39,1% das escolas intervencionadas, sendo o incumprimento mais relevante o desrespeito pelo intervalo mínimo de uma hora entre o fim do período definido para almoço no horário da turma e o início da aula da disciplina de Educação Física;
As matrizes curriculares não foram integralmente cumpridas num conjunto significativo de escolas: no 1.º CEB, em 24,4%, e nos 2.º e 3.º CEB e ensino secundário em 18,1% das escolas intervencionadas. As irregularidades são bastante diversificadas. De entre os aspetos mais frequentes e relevantes, sobressai a não oferta da disciplina de Educação
Moral e Religiosa no 1.º CEB e o não cumprimento integral da carga horária da disciplina de Apoio ao Estudo do 2.º CEB.
A distribuição do serviço docente e/ou a elaboração dos respetivos horários apresentou desconformidades em 63% das escolas intervencionadas, como poderá ser verificado com mais detalhe no ponto 2.6. do presente capítulo.
As situações de inconformidade legal foram objeto de recomendações por parte da IGEC, exaradas nas Fichas da Atividade, com prazo estipulado para a respetiva correção e envio da documentação comprovativa à Área Territorial de Inspeção competente. Em geral, as recomendações foram no sentido do cumprimento pelas escolas dos normativos violados, com um prazo variável, consoante a natureza do incumprimento, inferior a 60 dias. Sempre que foram identificados incumprimentos não passíveis de correção (p. ex., contratação irregular de docentes) ou cuja correção, em 2015-2016, se considerou extemporânea, não representando uma mais-valia pedagógica e/ou organizativa para a escola, optou-se por recomendar o cumprimento do normativo no ano letivo seguinte, sem prejuízo, nos casos justificáveis, de submissão das situações para apreciação e decisão superiores.
De acordo com os critérios definidos no Roteiro da Atividade, foram apurados factos em 15 escolas que justificaram proposta de apreciação e decisão superiores, e sobre os quais recaíram sete despachos de arquivamento com recomendações à escola, três despachos de arquivamento, três despachos de instauração de procedimento disciplinar e ainda duas situações em fase de conclusão do respetivo procedimento.
2. Conformidade normativa/Condições de aprendizagem das
crianças e dos alunos
2.1. Acesso à educação pré-escolar
Os artigos 1.º e 4.º da Lei n.º 85/2009, de 27 de agosto, consagram a universalidade da educação pré-escolar para as crianças a partir dos cinco anos de idade, regime que, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 65/2015, de 3 de julho, passará a aplicar-se às crianças com quatro anos, a partir do próximo ano letivo (2016-2017). Por seu lado, o n.º 1 do artigo 3.º da Lei n.º 5/97, de 10 de fevereiro, determina que compete ao Estado contribuir ativamente para a universalização desta oferta educativa.
De acordo com os dados recolhidos, 3,7% das crianças inscritas nos jardins de infância das escolas intervencionadas não foram admitidas por falta de vaga, sendo esta percentagem mais significativa nos escalões etários mais baixos (3 e 4 anos de idade). Na análise por Direção de Serviço Regional, observa-se que a limitação ao acesso foi mais acentuada nas regiões do Algarve e de Lisboa e Vale do Tejo, respetivamente, 6,1% e 11,5% de crianças não admitidas. Tal restrição abrange igualmente crianças com cinco anos, embora de uma forma residual (0,1%).
Por extravasar o objeto desta atividade, não se recolheram dados no sentido de aferir se as crianças não admitidas se candidataram, por opção dos pais, e obtiveram vaga noutros jardins de infância das redes pública ou privada ou se, por falta de capacidade destes, ficaram excluídas da frequência desta importante etapa da sua formação. O alargamento da universalidade da
educação pré-escolar às crianças de quatro anos de idade, já a partir do ano letivo de 2016-2017, torna premente uma solução para as dificuldades de acesso indiciadas pelos dados referidos, particularmente na região do Lisboa e Vale do Tejo.
2.2. Constituição de grupos e turmas
2.2.1. Critérios
Nos termos do n.º 1 do artigo 17.º do Despacho normativo n.º 7-B/2015, de 7 de maio, na constituição das turmas devem prevalecer critérios de natureza pedagógica definidos no projeto educativo e no regulamento interno das escolas.
Verifica-se que 8,7% das escolas intervencionadas não definiram critérios de constituição de turmas e que 21,7% não definiram tais critérios para, pelo menos, um dos níveis de educação e ensino.
Observa-se, igualmente, que das escolas que definiram critérios para todos os níveis de educação e ensino ministrados, 92,1% não os integraram no projeto educativo e no regulamento interno, embora constem, frequentemente, de um destes documentos.
As evidências colhidas apontam no sentido de que este elevado nível de inconformidade resulta de uma interpretação dos diretores das escolas segundo a qual bastaria a inclusão dos critérios no projeto educativo ou no regulamento interno, evitando as vicissitudes burocráticas das revisões frequentes de ambos os documentos orientadores.
De acordo com o artigo 2.º do Decreto-Lei n.º 43/89, de 3 de fevereiro, o projeto educativo traduz-se, designadamente, na formulação de prioridades de desenvolvimento pedagógico, em planos anuais de atividades educativas e na elaboração de regulamentos internos para os principais sectores e serviços escolares. Assim, o regulamento interno da escola, ao congregar os regulamentos dos diferentes setores e serviços, integra necessariamente o projeto educativo, afigurando-se, salvo melhor opinião, eventualmente redundante a exigência de que os critérios de constituição de turmas constem no projeto educativo e no regulamento interno.
2.2.2. Dimensão dos grupos/turmas
Nas escolas intervencionadas, a constituição de grupos/turmas com um número de crianças/alunos superior ao previsto no Despacho n.º 7-B/2015, de 7 de maio, foi globalmente residual. Dos 8830 grupos de educação pré-escolar e de turmas dos ensinos básico geral, cursos científico-humanísticos e cursos profissionais do ensino secundário constituídos, apenas 1,3% apresentaram um número de crianças/alunos superior ao estabelecido na lei. Deste universo, sobressaem os cursos científico-humanísticos do ensino secundário, pela maior ocorrência de turmas com elevado número de alunos (no caso, mais de 30) e que atinge 5,1% das turmas constituídas.
Inversamente, a percentagem de grupos/turmas com reduzido número de crianças/alunos foi bastante significativa em todos os níveis de educação e ensino: foram constituídos por 19 ou menos crianças/alunos 43,1% dos grupos na educação pré-escolar, 36,2% das turmas no 1.º CEB, 28,3% no 2.º CEB e 31,2% no 3.º CEB. No ensino secundário, 47% das turmas dos cursos científico-humanísticos apresentaram menos de 26 alunos e 72,7% das turmas dos cursos profissionais, menos de 24 alunos. Ressalva-se, porém, que estas situações, na generalidade, estavam devidamente autorizadas ao abrigo do disposto no n.º 4 do artigo 22.º do Despacho n.º 7-B/2015, de 7 de maio.
De facto, a percentagem de grupos/turmas que não dispunha da referida autorização representou apenas 0,9% do conjunto dos grupos/turmas constituídos.
Apesar das dificuldades conhecidas em assegurar, em muitas escolas, sobretudo do interior do país, por falta de alunos, uma oferta educativa diversificada, com turmas de dimensão equilibrada, parece existir margem para a melhoria da Rede Escolar tendo em vista uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis, sem pôr em causa a equidade no acesso ao serviço educativo.
2.2.3. Constituição de grupos/turmas com crianças/alunos com NEE
O Despacho normativo n.º 7-B/2015, de 7 de maio, estabelece que a constituição de grupos da educação pré-escolar e de turmas no ensino básico e nos cursos profissionais do ensino secundário, que integrem crianças/alunos com NEE cujo PEI o preveja e o respetivo grau de funcionalidade o justifique, são constituídas por 20 crianças/alunos, não podendo incluir mais de duas crianças/alunos nestas condições.
Este regime específico funda-se na necessidade de adequar a dimensão destes grupos/turmas às suas características específicas, que exigem aos docentes uma maior diversificação de estratégias, possíveis de concretizar com mais sucesso em grupos/turmas de dimensão reduzida. Ainda assim, o normativo admite a constituição de grupos/turmas com mais de 20 crianças/alunos, mediante proposta fundamentada e autorização do conselho pedagógico.
A análise dos dados demonstra que a aplicação desta norma, de caráter excecional, é bastante frequente nas escolas intervencionadas:
Na educação pré-escolar, 21% dos grupos constituídos incluem crianças com NEE e, destes, 10,5% têm mais de 20 crianças, ou mais de duas com NEE ou mais de 20 crianças e mais de duas com NEE, sem autorização do conselho pedagógico (correspondentes a 2,2% do total de grupos);
No 1.º CEB, 52,2% das turmas constituídas incluem alunos com NEE e, destas, 12,9% têm mais de 20 alunos, ou mais de dois com NEE ou mais de 20 alunos e mais de dois com NEE, sem autorização do conselho pedagógico (correspondentes a 6,7% do total de turmas);
No 2.º CEB, 65,7% das turmas constituídas incluem alunos com NEE e, destas, 12,9% têm mais de 20 alunos, ou mais de dois com NEE ou mais de 20 alunos e mais de dois com NEE, sem autorização do conselho pedagógico (correspondentes a 8,4% do total de turmas);
No 3.º CEB, 54% das turmas constituídas incluem alunos com NEE e, destas, 13,7% têm mais de 20 alunos, ou mais de dois com NEE ou mais de 20 alunos e mais de dois com NEE sem autorização do conselho pedagógico (correspondentes a 7,4% do total de turmas);
Nos cursos profissionais do ensino secundário, 28% das turmas constituídas incluem alunos com NEE e, destas, 23% têm mais de 20 alunos, ou mais de dois com NEE, ou mais de 20 alunos e mais de dois com NEE, sem autorização do conselho pedagógico (correspondentes a 6,4% do total de turmas).
As evidências recolhidas junto dos diretores das escolas indiciam que a existência de um número significativo de turmas com estas características não decorre, na generalidade dos casos, de
opções pedagógicas casuisticamente ponderadas, mas sim de situações para as quais as escolas dizem não encontrar alternativa, no conjunto das suas turmas. Este constrangimento, que poderia ser mitigado em alguns casos por uma mais ponderada distribuição das crianças/alunos pelos diferentes estabelecimentos de educação e ensino que integram cada uma das escolas, aquando da matrícula, merece reflexão, considerando nomeadamente o seu provável impacto negativo nas condições de aprendizagem das crianças/alunos e no trabalho dos respetivos docentes.
2.2.4. Constituição de turmas do 1.º CEB com três ou mais anos de escolaridade.
O Despacho normativo n.º 7-B/2015, de 7 de maio, determina no seu artigo 19.º que as turmas com mais de dois anos de escolaridade são constituídas por 18 alunos nos estabelecimentos de ensino de lugar único e por 22 alunos nos estabelecimentos de ensino com mais de um lugar. Ao fixar tais limites, o legislador procurou adequar os níveis de exigência colocados aos docentes titulares destas turmas e assegurar condições de sucesso aos respetivos alunos.
A partir das observações registadas nos Guiões da Atividade, realizou-se uma análise da constituição destas turmas utilizando dados facultados pela DGEstE - plataforma SINAGET - relativos às 138 escolas intervencionadas na Fase II da OAL.
Verifica-se que 4,1% das turmas do 1.º CEB integram alunos de mais de dois anos de escolaridade e que cerca de metade destas (2,0%) são constituídas por alunos dos quatro anos de escolaridade. Por outro lado, observa-se que 13,1% dos estabelecimentos de ensino do 1.º CEB têm menos de 21 alunos; isto é, são escolas de lugar único ou de dois lugares docentes. Assim, estes professores, além da exigência adicional de fazer a gestão dos programas das disciplinas nos vários anos de escolaridade, têm menos condições para se apoiar no trabalho colaborativo entre pares, tendo em vista o desenvolvimento profissional contínuo e a promoção de aprendizagens de maior qualidade junto dos seus alunos.
2.3. Regime de funcionamento das atividades no 1.º CEB
A Portaria n.º 644-A/2015, de 24 de agosto, determina no n.º 3 do artigo 2.º que devem ser organizadas em regime normal as componentes do currículo no 1.º CEB, definindo como «regime normal» a distribuição pelo período da manhã e da tarde, interrompida para almoço, da atividade curricular. Estabelece ainda que, a título excecional, poderá a componente curricular ser organizada em regime duplo, com a ocupação da mesma sala por duas turmas, uma no turno da manhã e outra no da tarde, dependente da autorização da DGEstE.
Com base nos dados recolhidos, constata-se que 6,9% das escolas intervencionadas ainda têm turmas organizadas em regime duplo e que 3,4% do total das turmas constituídas funcionam em regime duplo. A análise por Direção de Serviço Regional mostra que este regime de funcionamento é mais frequente na área de Lisboa e Vale do Tejo, atingindo 7,9% das turmas.
A organização da componente curricular em regime duplo, fundamentada na carência de instalações e, regra geral, autorizada pela Administração, tem como consequência, em muitos casos, o incumprimento das 30 horas semanais de atividades educativas, previstas para este ciclo de ensino. Assim, do universo de turmas a funcionar em regime duplo (96 turmas, em nove escolas)
84,4% dispunha de autorização para o efeito e em 72,9%, as atividades de enriquecimento curricular não cumpriam o número de horas previsto na lei3.
Esta alegada insuficiência de instalações poderá ser mais bem gerida pelos diretores das escolas, sobretudo se os alunos matriculados condicionalmente num determinado estabelecimento de ensino para além do limite da sua capacidade, em regime normal, forem considerados nos procedimentos de distribuição pelos estabelecimentos de educação ou de ensino, conforme previsto no Despacho normativo n.º 7-B/2015, de 7 de maio. Uma mais equilibrada distribuição de alunos contribuirá para mitigar os défices da Rede Escolar porventura existentes em determinados territórios, reduzir as situações de implementação do regime duplo e melhorar a equidade no acesso dos alunos à oferta das atividades educativas.
2.4. Horários dos alunos
2.4.1. Definição e aplicação de critérios de elaboração de horários dos alunos
Nos termos dos n.os 5 e 7 do artigo 13.º do Despacho normativo n.º 10-A/2015, de 19 de junho,
compete ao conselho pedagógico definir os critérios gerais a que obedece a elaboração dos horários dos alunos e ao diretor da escola supervisionar a respetiva elaboração.
Observa-se que 89,1% das escolas intervencionadas definiu critérios de elaboração de horários dos alunos para os ciclos e níveis de ensino que ministram, mas que apenas 44,9% o fizeram relativamente a todos os itens exigidos pelo normativo.
O grau de cumprimento pelas escolas dos critérios nesta matéria foi verificado, por amostragem, nos horários das turmas dos 2.º e 3.º CEB e dos cursos científico-humanísticos do ensino secundário. Os resultados indicam que em 26,3% das escolas com 2.º e 3.º CEB e em 33,1% das escolas com ensino secundário não foram respeitados integralmente os critérios definidos para a elaboração dos horários dos alunos, afetando, no primeiro caso, 18,7% das turmas e, no segundo, 9,2%. Tudo indica que a definição, pelas escolas, de critérios fechados – sem admitir a possibilidade de exceções – e a insuficiente monitorização interna do cumprimento dos mesmos, aquando da elaboração dos horários, estarão entre os principais fatores explicativos deste disfuncionamento no exercício da autonomia das escolas.
2.4.2. Intervalo entre o final do período de almoço e o início das aulas de Educação
Física
O n.º 5 do artigo 23.º do Despacho normativo n.º 7-B/2015, de 7 de maio, determina que as aulas de Educação Física só poderão iniciar-se uma hora depois de findo o período definido para almoço no horário da respetiva turma.
Verifica-se que 4,5% dos horários das turmas dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico geral, dos cursos científico-humanísticos e dos cursos profissionais do ensino secundário das escolas intervencionadas não respeita o intervalo de uma hora definido na lei, sendo a incidência deste incumprimento mais elevada nos 2.º e 3.º CEB (respetivamente, 5,3% e 5,9%).
3 A carga horária semanal do currículo dos 1.º, 2.º e 4.º anos pode variar entre 22,5 e 25 horas e a das Atividades de Enriquecimento
Curricular entre 5 e 7,5 horas. Para o 3.º ano, a carga horária semanal do currículo pode variar entre 24,5 e 27 horas e a das atividades de enriquecimento curricular entre 3 e 5,5 horas.
Uma parte significativa destas situações parece decorrer de uma menos cuidada definição das horas de início e de termo de cada um dos períodos de funcionamento das atividades (manhã e tarde) e do período para o almoço de cada turma, e da sua articulação com os horários dos refeitórios escolares. Efetivamente, 19,6% das escolas intervencionadas não estabeleceram os horários de início e de termo de cada um dos períodos de funcionamento das suas atividades escolares, ao contrário do determinado no n.º 5 do artigo 13.º do referido Despacho normativo. Estando em causa a segurança dos alunos, a verificação do cumprimento da lei neste domínio tem integrado sistematicamente o Guião da atividade da OAL ao longo dos anos, e as situações detetadas são corrigidas, frequentemente, ainda no decurso das intervenções inspetivas.
2.5. Matrizes curriculares
O Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 91/2013, de 10 de julho, e pelo Decreto-Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro, define as matrizes curriculares para os ensinos básico e secundário.
2.5.1. Cumprimento das matrizes curriculares no 1.º ciclo do ensino básico
No 1.º CEB, as matrizes curriculares não foram integralmente cumpridas em 24,4% das escolas intervencionadas. As irregularidades observadas são diversas, afetando, consoante os casos, o cumprimento das 30h de carga horária semanal total, a carga horária semanal mínima fixada na lei para cada uma das disciplinas ou a oferta da disciplina de EMR.
A carga horária semanal total (somatório da componente curricular com as AEC) não era cumprida em 6% das turmas. Não existem elementos que permitam quantificar as turmas em que a violação do normativo ocorreu na parte respeitante à componente curricular e aquelas em que ocorreu ao nível das AEC.
Verifica-se o não cumprimento da carga horária semanal mínima em 0,5% das turmas a Português; 0,3% a Matemática; 0,1% a Estudo do Meio; 1,9% a Expressões Artísticas e Físico-Motoras; 0,6% a Inglês (3.º ano); 0,2% a Apoio ao Estudo e 1,5% a Oferta Complementar.
Em 7,6% das escolas intervencionadas, identificou-se a existência de alunos que manifestaram, expressa e positivamente, através dos seus encarregados de educação, o desejo de frequentar a disciplina de Educação Moral e Religiosa, mas a quem a mesma não foi oferecida, apesar de se verificarem as condições legalmente estipuladas para a constituição das respetivas turmas. Nos termos do artigo 19.º e dos anexos I a V do Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho, e sucessivas alterações, a disciplina de Educação Moral e Religiosa é uma componente do currículo nacional, de oferta obrigatória. A denegação deste direito prejudica a equidade no acesso à educação e ensino destes alunos.
2.5.2. Cumprimento da matriz curricular no 2.º ciclo do ensino básico
No 2.º CEB, a carga horária semanal da disciplina de Apoio ao Estudo não foi respeitada em 12,2% das escolas intervencionadas, afetando 10,7% das turmas.
Observa-se que os diretores das escolas tendem a interpretar esta componente do currículo, de oferta obrigatória, como uma medida de promoção do sucesso escolar (facultativa), implementando-a de acordo com a avaliação que fazem das suas necessidades, designadamente
com uma carga horária inferior ao tempo mínimo estabelecido na matriz nacional. Este incumprimento legal põe em causa o princípio da equidade nas condições de aprendizagem dos alunos.
2.6. Distribuição do serviço docente e elaboração de horários
2.6.1. Critérios e equilíbrio global na distribuição do serviço
As normas respeitantes à distribuição do serviço docente encontram-se consagradas no Decreto-Lei n.º 139-A/98, de 28 de abril, na redação dada pelo Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro (ECD) e no Despacho normativo n.º 10-A/2015, de 19 de junho. Concretamente, o n.º 1 do art.º 78.º do ECD refere que na organização da componente letiva será tido em conta o máximo de turmas disciplinares a atribuir a cada docente, de molde a, considerados os correspondentes programas, assegurar-lhe o necessário equilíbrio global, garantindo um elevado nível de qualidade ao ensino. Por sua vez, o n.º 3 do artigo 4.º do Despacho normativo referido anteriormente estabelece que os critérios subjacentes à distribuição do serviço docente visam a gestão eficiente e eficaz dos recursos disponíveis, tanto na adaptação aos fins educativos a que se destinam como na otimização do potencial de formação de cada um dos docentes.
De acordo com os dados recolhidos, 14,5% das escolas intervencionadas não estabeleceram critérios de distribuição de serviço para o 2.º CEB, 14% não o fizeram para o 3.ºCEB e 11,1% para o ensino secundário.
Um dos aspetos mais salientes observados na distribuição de serviço destes docentes, com possível impacto na qualidade do ensino ministrado, reside no facto de 40,4% terem atribuídas cinco ou mais turmas, e de 7,7% lecionarem oito ou mais turmas o que, neste caso, corresponde a uma média de, pelo menos, 174 alunos por docente. Os grupos de recrutamento onde é mais frequente a atribuição de oito ou mais turmas por professor são, por ordem crescente, de Educação Tecnológica (530), Educação Visual e Tecnológica (240), Inglês (330), Educação Física (260), Geografia (420), Educação Musical (250), Informática (550), Artes Visuais (600) e Educação Moral e Religiosa Católica (290).
Sabemos que o número de turmas atribuídas a alguns docentes está normalmente associado à carga horária semanal das disciplinas que ministram e ao serviço letivo disponível nos respetivos grupos de recrutamento, para completamento dos seus horários de trabalho. Todavia, a prevalência de uma percentagem significativa de professores nas condições acima referidas parece indiciar, também, uma certa desvalorização, por parte das escolas, da necessidade de ponderar e definir adequados critérios de distribuição de serviço, visando assegurar aos docentes o necessário equilíbrio global e garantir um elevado nível de qualidade ao ensino.
2.6.2. Distribuição do serviço e horários de trabalho
O n.o 3 do artigo 76.º do ECD estabelece que no horário de trabalho do docente é obrigatoriamente
registada a totalidade das horas correspondentes à duração da respetiva prestação semanal de trabalho, com exceção da componente não letiva destinada a trabalho individual e da participação em reuniões de natureza pedagógica, convocadas nos termos legais, que decorram de necessidades ocasionais e que não possam ser realizadas nos termos da alínea c) do n.º 3 do artigo 82.º.
Observa-se que em 24,4% das escolas intervencionadas existiam docentes do 1.º CEB cujo horário não tinha registada a totalidade das horas correspondentes à duração da respetiva prestação semanal de trabalho, carecendo de marcação de serviço da componente letiva (2,3%) ou da componente não letiva de trabalho a nível do estabelecimento (21,4% das escolas e 8,4% dos docentes). Este incumprimento foi detetado, igualmente, nos horários dos docentes dos 2.º e 3.º CEB e do ensino secundário em 21,7% das escolas, relacionando-se, frequentemente, com a gestão dos minutos remanescentes da componente letiva em escolas com currículo organizado em tempos de 45 minutos.
A existência de parcelas do horário de trabalho dos docentes sem serviço atribuído, num número significativo de escolas, indicia dificuldades na gestão dos recursos humanos disponíveis, que poderiam ser utilizados no reforço das condições de aprendizagem dos alunos.
2.6.3. Requisição/colocação de docentes
Um aspeto final que justifica destaque, enquanto indicador da racionalidade e eficácia na gestão dos recursos humanos, respeita à requisição de docentes pelas escolas e respetiva colocação. Os dados revelam que em 17,2% das escolas intervencionadas ocorreram incumprimentos no âmbito da requisição de docentes, em pelo menos um dos níveis de educação e ensino. Estas situações traduziram-se num total de 287 horas indevidamente requisitadas. A irregularidade mais relevante refere-se à indicação de horas para apoio educativo no 1.º CEB, observada em 6,1% das escolas, num total de 161 horas. Nem todas as 287 horas apuradas traduzem um prejuízo direto para o erário público, dado que uma parte dos horários correspondentes foi preenchida por docentes de carreira.
2.7. Avaliação da atividade OAL pelas escolas
No sentido de melhorar o desenvolvimento da atividade, foi solicitado às escolas intervencionadas na Fase II o preenchimento de um questionário de avaliação.
O questionário foi organizado por quatro grupos de questões. Os três primeiros consistiram em questões fechadas, referentes às etapas da atividade: Antes da intervenção, que aprecia a informação recebida pelas escolas sobre a atividade; Durante a intervenção, que incide sobre a atuação das equipas de inspeção nas escolas; e Depois da intervenção, que se reporta ao processo do contraditório e à eficácia da intervenção junto das escolas. O último grupo destina-se à recolha de Outras observações de carácter geral e Sugestões.
As respostas às questões fechadas foram classificadas, utilizando uma escala de avaliação de 1 a 5, em que 1 corresponde a «discordo totalmente» e 5 a «concordo totalmente».
Do universo das 138 escolas intervencionadas, 115 (83,3%) responderam ao questionário. O Quadro seguinte apresenta os resultados obtidos, em percentagem.
1. Antes da Intervenção
Escala de avaliação 1 2 3 4 5
1.1 A informação recebida pela unidade orgânica foi clara quanto a:
1.1.1 Objetivos 0,9 0,0 0,0 23,5 75,7
1.1.2 Procedimentos 0,9 0,0 3,5 26,1 69,6
1.1.3 Documentação solicitada 0,9 0,0 2,6 26,1 70,4
2. Durante a intervenção
Escala de avaliação 1 2 3 4 5
2.1 A duração da intervenção foi adequada 0,9 0,0 2,6 33,0 63,5
2.2 A quantidade de aspetos analisados foi apropriada 0,9 0,0 4,4 28,1 66,7
2.3 A diversidade de aspetos analisados foi pertinente 0,9 0,0 4,4 29,8 64,9
2.4 A equipa de inspeção revelou capacidade de diálogo com os seus
interlocutores 0,9 1,0 1,7 8,7 87,8
2.5 A equipa de inspeção teve em conta as especificidades do Agrupamento 0,9 2,2 5,2 25,2 67,0
2.6 A informação de retorno da equipa de inspeção, no final da intervenção,
foi ajustada 0,9 2,1 1,7 17,4 78,3
3. Depois da Intervenção
Escala de avaliação 1 2 3 4 5
3.1 O envio da Ficha/Relatório foi atempado 0,9 1,0 0,9 17,4 80,0
3.2 A Ficha/Relatório correspondeu ao referido no final da intervenção 0,9 1,0 2,6 13,0 82,6
3.3 A intervenção contribuiu para o desenvolvimento do trabalho do órgão
de administração e gestão 0,0 3,1 0,9 19,1 77,4
3.5 A intervenção contribuiu para a melhoria das práticas de gestão 0,9 2,1 3,5 20,9 73,0
Como se observa, verifica-se em todos os itens uma percentagem de classificações de nível 5 superior a 63% e de níveis 4 e 5, agregados, acima dos 92%. A apreciação da atividade por parte das escolas pode considerar-se, assim, globalmente muito positiva, quer quanto aos seus aspetos organizativos, quer quanto ao seu impacto, nomeadamente em termos de contributo para a melhoria das práticas de gestão nas escolas.
Relativamente às observações e sugestões das escolas sobre o desenvolvimento da atividade, as mesmas enfatizaram predominantemente aspetos positivos e propostas de melhoria.
VI – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES
1. Conclusões
Apresentam-se as principais conclusões relativas à Fase II da atividade OAL 2015-2016, desenvolvida em 138 escolas:
Das situações de incumprimento dos normativos registadas, mais de metade foi corrigida pelas escolas antes da elaboração das respetivas Fichas da Atividade e as restantes, salvo situações residuais, foram solucionadas dentro dos prazos estipulados pela IGEC. Estes resultados evidenciam o potencial da atividade OAL na identificação e ponderação das soluções organizativas implementadas pelas escolas, à luz do quadro normativo vigente, e a sua capacidade para induzir boas práticas de gestão, com impacto, designadamente, na melhoria das condições de aprendizagem das crianças e dos alunos. Demonstram, também, o elevado grau de aceitação das recomendações formuladas pela IGEC e a disponibilidade das escolas para as implementar de forma célere.
Os jardins de infância da rede pública parecem não ter capacidade para acolher todas as crianças que neles foram inscritas no ano letivo de 2015-2016, incluindo as da faixa etária dos 5 anos de idade. Esta restrição de acesso é particularmente visível nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e do Algarve.
A grande maioria das escolas definiu critérios de constituição de turmas, mas, regra geral, não os integrou no projeto educativo e no regulamento interno, ao contrário do que determina o normativo.
Em todos os níveis de educação e ensino, verifica-se uma percentagem bastante significativa de grupos/turmas, maioritariamente autorizados, com reduzido número de crianças/alunos, apontando para a possibilidade e necessidade, por razões de eficácia e eficiência, de aperfeiçoamento dos procedimentos em sede de definição da Rede Escolar.
No 1.º CEB, 4,1% das turmas constituídas integram alunos de mais de dois anos de escolaridade, em escolas de lugar único ou de dois lugares docentes, o que não favorece as condições de aprendizagem dos alunos e o desenvolvimento do trabalho colaborativo dos respetivos professores.
Do total das escolas intervencionadas, 6,9% ainda tem turmas do 1.º CEB organizadas em regime duplo e 3,4% do total das turmas constituídas funciona em regime duplo, o que põe em causa, frequentemente, o princípio da equidade no acesso dos alunos à oferta de atividades educativas.
Mais de metade das escolas intervencionadas não definiu critérios de elaboração de horários dos alunos relativamente a todos os itens fixados pelo normativo. Das escolas que definiram critérios, uma parte significativa nem sempre os aplicou.
Detetaram-se 4,5% de turmas dos 2.º e 3.º CEB, dos cursos científico-humanísticos e dos cursos profissionais do ensino secundário, em que a disciplina de Educação Física se inicia antes de decorrida uma hora depois de findo o período definido para almoço no horário da respetiva turma, pondo em risco a segurança dos alunos.
No 1.º CEB, as matrizes curriculares não eram integralmente cumpridas em 24,4% das escolas intervencionadas. Estas irregularidades, bastante diversificadas, afetaram o cumprimento das 30h de carga horária semanal total e/ou da carga horária semanal mínima de cada uma das disciplinas. Também, em algumas escolas, não foi oferecida a disciplina de Educação Moral e Religiosa aos alunos que manifestaram o desejo de a frequentar, apesar de estarem preenchidos os requisitos legais para a constituição das respetivas turmas, o que coloca em causa a equidade no acesso à educação e ensino.
No 2.º CEB, em 12,2% das escolas verificou-se que a carga horária semanal da disciplina de Apoio ao Estudo era inferior à fixada pelo normativo, o que afeta a equidade nas condições de aprendizagens dos respetivos alunos.
A distribuição do serviço docente e/ou a elaboração dos respetivos horários apresenta irregularidades em 62,3% das escolas intervencionadas. Os incumprimentos mais significativos, na perspetiva da racionalidade e eficiência na gestão dos recursos humanos, correspondem à falta de registo, nos semanários-horários, da totalidade das horas da componente não letiva de trabalho a nível do estabelecimento dos docentes do 1.º CEB e dos minutos remanescentes da componente letiva dos professores dos 2.º e 3.º CEB e do ensino secundário das escolas organizadas em tempos de 45 minutos. Respeitam, também, à requisição indevida de docentes.
Na distribuição de serviço docente, 7,7% dos professores leciona oito ou mais turmas, com prevalência em determinados grupos de recrutamento, tais como Informática (550), Artes Visuais (600) e Educação Moral e Religiosa Católica (290), o que poderá merecer ponderação por parte da tutela atenta a natureza e a diversidade das atividades desenvolvidas pelos docentes ao nível das componentes letiva e não letiva.
2. Recomendações/Propostas
Em face dos resultados da atividade Organização do Ano Letivo 2015-2016, descritos no capítulo V do presente relatório, e das conclusões apresentadas anteriormente, formulam-se as seguintes recomendações:
A adoção de medidas visando avaliar as necessidades de alargamento da rede nacional de educação pré-escolar e estimular a oferta nas regiões onde se revele necessário, tendo presentes, designadamente, os objetivos de universalização desta oferta educativa fixados na Lei n.º 65/2015, de 3 de julho;
A ponderação da adequação da norma contida no n.º 1 do artigo 17.º do Despacho normativo n.º 7-B/2015, de 7 de maio, alterado pelo Despacho normativo n.º 1-H/2016, de 14 de abril, que obriga à inclusão dos critérios de constituição de turmas simultaneamente no projeto educativo e no regulamento interno da escola;
A melhoria dos procedimentos em sede de definição da Rede Escolar, tendo em vista uma gestão mais eficiente dos recursos disponíveis e o reforço das condições de aprendizagem dos alunos, sem pôr em causa a equidade no acesso ao serviço educativo;
O alerta oportuno às escolas, por parte da Administração, para a necessidade de cumprirem, no ato da matrícula das crianças/alunos, os procedimentos de distribuição previstos no Despacho normativo n.º 7-B/2015, de 7 de maio, alterado pelo Despacho normativo n.º 1-H/2016, de 14 de abril, de modo a reduzir o número de turmas do 1.º CEB
a funcionar em regime duplo e a constituição de grupos/turmas com crianças/alunos com NEE, cujo PEI o preveja e o respetivo grau de funcionalidade o justifique, com mais de 20 crianças/alunos e/ou mais de 2 crianças/alunos nestas condições;
Que a Administração faça depender as autorizações excecionais às escolas para a organização da componente curricular do 1.º CEB em regime duplo, do cumprimento da oferta de 30 horas semanais de atividades educativas.
3. Propostas
A continuidade da atividade Organização do Ano Letivo nas escolas com as finalidades definidas, valorizando dimensões estratégicas preventivas (Fase I da atividade) e de controlo (Fase II e III) e as áreas de incidência com maior impacto nas condições de aprendizagem das crianças e dos alunos e na racionalidade, eficácia e eficiência da gestão dos recursos por parte das escolas.
LEGISLAÇÃO
Constituição de grupos/turmas
Despacho normativo n.º 1-H/2016, de 14 de abril Despacho normativo n.º 7-B/2015, de 7 de maio Decreto-Lei n.º 92/2014, de 20 de junho Despacho n.º 5945/2014, de 7 de maio Portaria n.º 59-C/2014, de 7 de março Decreto-Lei n.º 70/2013, de 23 de maio Portaria n.º 276/2013, de 23 de agosto Decreto-Lei n.º 176/2012, de 2 de agosto
Despacho normativo n.º 20/2012, de 3 de outubro Despacho n.º 334/2012, de 11 de janeiro
Portaria n.º 272/2012, de 4 de setembro
Portaria n.º 1100/2010, 22 de outubro, alterada pela Portaria n.º 216-C/2012, de 18 de julho Portaria n.º 1262/2009, 15 de outubro, alterada pela Portaria n.º 216-B/2012, de 18 de julho Decreto-Lei n.º 3/2008, de 7 de janeiro, retificado pela Declaração de Retificação n.º 10/2008, de 7 de março, e alterado pela Lei n.º 21/2008, de 12 de maio
Portaria n.º 230/2008, de 7 de março, alterada e republicada pela Portaria n.º 283/2011, de 24 de outubro
Despacho normativo n.º 1/2006, de 6 de janeiro
Despacho normativo n.º 7/2006, de 6 de fevereiro, alterado pelo Despacho normativo n.º 12/2011, de 22 de agosto
Despacho Conjunto n.º 453/2004, de 27 de junho, alterado pelo Despacho n.º 9752-A/2012, 18 de julho
Despacho n.º 14758/2004, de 23 de julho, alterado pelo Despacho n.º 9815-A/2012, de 19 de julho
Despacho Conjunto n.º 948/2003, de 25 de agosto
Esclarecimento DGEstE disponibilizado em 03/07/2015 na área reservada das escolas - Constituição de turmas de Latim e Grego no Ensino Secundário
NOTA INFORMATIVA DA DGEstE - Candidatura para constituição de turma de Percurso Curricular Alternativo (PCA) 2015-2016
DGEstE – Projeto de constituição de turmas de PCA 2015-2016 DGEstE – Regulamento de PCA 2015-2016
Horários/Matrizes curriculares
Despacho n.º 7031-A/2015, de 24 de junho Portaria n.º 644-A/2015, de 24 de agosto Portaria n.º 201-C/2015, de 10 de julho
Despacho normativo n.º 13/2014, de 15 de setembro Despacho n.º 9265-B/2013, de 15 de julho
Portaria n.º 74-A/2013, de 15 de fevereiro
Portaria n.º 74-A/2013, de 15 de fevereiro alterada pela Portaria n.º 165-B/2015, de 3 de junho Decreto-Lei n.º 139/2012, de 5 de julho alterado pelo Decreto-Lei n.º 91/2013, de 10 de julho e pelo Decreto-Lei n.º 176/2014, de 12 de dezembro
Portaria n.º 242/2012, de 10 de agosto
Portaria n.º 243/2012, de 10 de agosto, retificada pela Declaração de Retificação n.º 51/2012, de 21 de setembro
Portaria n.º 243-A/2012, de 13 de agosto
Portaria n.º 225/2012, de 30 de julho, e respetiva Declaração de Retificação Portaria n.º 243-B/2012, de 13 de agosto
Portaria n.º 292-A/2012, de 26 de setembro
Portaria n.º 265/2012, de 30 de agosto, alterada pela Portaria n.º 44/2014, de 20 de fevereiro
Distribuição de serviço
Lei n.º 84/2015, de 7 de agosto Lei n.º 35/2014, de 20 de junho
Decreto-Lei n.º 127/2015, de 7 de julho Decreto-Lei n.º 169/2015, de 24 de agosto
Despacho n.º 9488/2015, de 20 de agosto Despacho n.º 4773/2015, de 8 de maio Despacho 5291/2015, de 21 de maio
Despacho n.º 8861-A/2015, de 10 de agosto Despacho n.º 2384-A/2015, de 6 de março Despacho n.º 6984-A/2015, de 23 de junho Portaria n.º 192-A/2015, de 29 de junho Aviso n.º 2505-B/2015, de 6 de março
Decreto-Lei n.º 79/2014, de 14 de maio retificado pela Declaração de Retificação n.º 32/2014, de 27 de junho
Decreto-Lei n.º 83-A/2014, de 23 de maio retificado pela Declaração de Retificação n.º 36/2014, de 22 de julho
Portaria n.º 260-A/2014, de 15 de dezembro Portaria 135-A/2013, de 28 de março
Despacho n.º 9612-B/2013, de 27 de julho
Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho republicado pelo Decreto-Lei n.º 83-A/2014, de 23 de maio
Portaria n.º 141/2011, de 5 de abril
Decreto-Lei n.º 212/2009, de 3 de setembro Decreto-Lei n.º 281/2009, de 6 de outubro Portaria n.º 212/2009, de 23 de fevereiro
Portaria n.º 756/2009, de 14 de julho, alterada pela Portaria n.º 558/2010, de 22 de junho, pela Portaria n.º 76/2011, de 15 de fevereiro, pela Portaria n.º 230-A/2013, de 19 de julho, e retificada pela Declaração de Retificação n.º 37/2013, de 21 de agosto
Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, alterado pelo Decreto-Lei n.º 224/2009, de 11 de setembro, e alterado pelo Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho
Decreto-Lei n.º 27/2006, de 10 fevereiro
Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de abril, republicado pelo Decreto-Lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro
AVISO – DGAE relativo à certificação da qualificação profissional para a docência no grupo de recrutamento 120 − Inglês do 1.º Ciclo do Ensino Básico – 22 de maio de 2015
Notas Informativas da DGAE relativas ao grupo de recrutamento 120 – 8 de janeiro e 25 de maio 2015
DGAE - Circular B15094774S de 27 de fevereiro de 2015
DGAE NOTA INFORMATIVA - BOLSA DE CONTRATAÇÃO DE ESCOLA (CANDIDATURA) 2015-2016, de 22 de julho de 2015
DGAE NOTA INFORMATIVA - CONCURSO ANUAL COM VISTA AO SUPRIMENTO DAS NECESSIDADES TEMPORÁRIAS DE PESSOAL DOCENTE – ANO ESCOLAR DE 2015-2016 - INDICAÇÃO DA COMPONENTE LETIVA, de 17 de julho de 2015
ANEXO I – QUADROS DE DADOS (GUIÕES) RELATIVOS À
FASE II DA ATIVIDADE
A – QUADROS PRÉVIOS
CELEBRAÇÃODECONTRATODE AUTONOMIACOMOMEC
DSR Total de A/E Contrato de autonomia N.º N.º % DSR-Alg 8 0 0,0% DSR-A 14 5 35,7% DSR-C 36 13 36,1% DSR-LVT 29 6 20,7% DSR-N 51 15 29,4% TOTAL 138 39 28,3%
OFERTADEENSINOARTÍSTICO ESPECIALIZADOEMREGIMEARTICULADO
DSR
Total de A/E
A/E com ensino artístico N.º N.º % DSR-Alg 8 3 37,5% DSR-A 14 2 14,3% DSR-C 36 13 36,1% DSR-LVT 29 8 27,6% DSR-N 51 25 49,0% TOTAL 138 51 37,0%
PROGRAMATEIPNAESCOLA
DSR
Total de
A/E Programa TEIP
N.º N.º % DSR-Alg 8 0 0,0% DSR-A 14 4 28,6% DSR-C 36 2 5,6% DSR-LVT 29 7 24,1% DSR-N 51 8 15,7% TOTAL 138 21 15,2%
B – CRITÉRIOS
CRITÉRIOSDECONSTITUIÇÃODEGRUPOS/TURMAS
DSR
Total de A/E Pré-escolar 1.º CEB 2.º CEB 3.º CEB ES
N.º N.º Definiram critérios % N.º Definiram critérios % N.º Definiram critérios % N.º Definiram critérios % N.º Definiram critérios %
DSR-Alg 8 5 4 80,0% 7 7 100,0% 7 7 100,0% 7 7 100,0% 4 4 100,0% DSR-A 14 14 9 64,3% 14 10 71,4% 14 12 85,7% 14 12 85,7% 6 5 83,3% DSR-C 36 34 29 85,3% 34 34 100,0% 34 34 100,0% 35 35 100,0% 23 23 100,0% DSR-LVT 29 27 21 77,8% 28 25 89,3% 28 25 89,3% 29 27 93,1% 14 12 85,7% DSR-N 51 48 36 75,0% 48 38 79,2% 48 40 83,3% 51 43 84,3% 33 30 88,2% TOTAL 138 128 99 77,3% 131 114 87,0% 131 118 90,1% 136 124 91,2% 80 74 91,4%
INCLUSÃODOSCRITÉRIOSPARAACONSTITUIÇÃODETURMAS NOPROJETOEDUCATIVOENOREGULAMENTOINTERNO
DSR Total de A/E
A/E em que os critérios constam do PE e do RI N.º N.º % DSR-Alg 8 1 12,5% DSR-A 14 3 21,4% DSR-C 36 7 19,4% DSR-LVT 29 5 17,2% DSR-N 51 6 11,8%
CRITÉRIOSDEELABORAÇÃODOSHORÁRIOSDOSALUNOS
DSR
Total de A/E 1.º CEB 2.º CEB 3.º CEB ES
N.º N.º Definiram critérios % N.º Definiram critérios % N.º Definiram critérios % N.º Definiram critérios %
DSR-Alg 8 7 6 85,7% 7 6 85,7% 7 6 85,7% 4 4 100,0% DSR-A 14 14 14 100,0% 14 14 100,0% 14 14 100,0% 6 5 83,3% DSR-C 36 34 34 100,0% 34 34 100,0% 35 35 100,0% 23 24 100,0% DSR-LVT 29 28 21 75,0% 28 23 82,1% 29 24 82,8% 14 11 78,6% DSR-N 51 48 42 87,5% 48 44 91,7% 51 47 92,2% 33 31 93,9% TOTAL 138 131 117 89,3% 131 121 92,4% 136 126 92,6% 80 75 92,6%
EMISSÃODEPARECERPELOCONSELHOGERALSOBRE CRITÉRIOSDEELABORAÇÃODEHORÁRIOSDOSALUNOS
DSR Total de A/E
O conselho geral emitiu parecer N.º N.º % DSR-Alg 8 6 75,0% DSR-A 14 12 85,7% DSR-C 36 32 88,9% DSR-LVT 29 21 72,4% DSR-N 51 40 78,4% TOTAL 138 111 80,4%
HORA DE INÍCIO E DE TERMO DE CADA UM DOS PERÍODOS DE FUNCIONAMENTO DAS ATIVIDADES
LETIVAS (MANHÃ, TARDE E NOITE) DSR Total de A/E Definiram critérios
N.º N.º % DSR-Alg 8 5 62,5% DSR-A 14 12 85,7% DSR-C 36 31 86,1% DSR-LVT 29 21 72,4% DSR-N 51 42 82,4% TOTAL 138 111 80,4%
LIMITE DE TEMPO MÁXIMO ADMISSÍVEL ENTRE AULAS DE DOIS TURNOS DISTINTOS DO DIA
DSR Total de A/E Definiram critérios
N.º N.º % DSR-Alg 8 5 62,5% DSR-A 14 8 57,1% DSR-C 36 24 66,7% DSR-LVT 29 17 58,6% DSR-N 51 35 68,6% TOTAL 138 89 64,5%
DISTRIBUIÇÃO DOS TEMPOS LETIVOS DSR Total de A/E Definiram critérios
N.º N.º % DSR-Alg 8 6 75,0% DSR-A 14 11 78,6% DSR-C 36 23 63,9% DSR-LVT 29 21 72,4% DSR-N 51 41 80,4% TOTAL 138 102 73,9%
ATRIBUIÇÃO DOS TEMPOS DE DISCIPLINAS CUJA CARGA CURRICULAR SE DISTRIBUI POR TRÊS OU
MENOS DIAS DA SEMANA DSR
Total de A/E Definiram critérios
N.º N.º % DSR-Alg 8 6 75,0% DSR-A 14 10 71,4% DSR-C 36 30 83,3% DSR-LVT 29 22 75,9% DSR-N 51 40 78,4% TOTAL 138 108 78,3%