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Apontamentos Jorge Duarte Pinheiro

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Academic year: 2021

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Apontamentos do Manual JDP Introdução

Preliminares

 Direito das Sucessões = conjunto das normas jurídicas que regulam a sucessão por morte enquanto instituição;  Sucessão = ocupação da posição do de cuius enquanto titular de situações jurídicas;

 Sucessão por morte = aquisição por morte de liberalidades / vinculação à custa do património do falecido  Abertura da sucessão (2031 CC) = morte do de cuius;

 Vocação = atribuição do direito de suceder, de aceitar ou repudiar a sucessão aberta;

 Pendência da sucessão / herança jacente (2046 CC) = sucessível ainda não exerceu o direito de aceitar ou recusar a sucessão;

 Aquisição da sucessão = aceitação da sucessão pelo sucessível (2050 CC).  Herança = lado activo + lado passivo = direitos, obrigações, bens e dívidas. Noção e Objecto do Direito das Sucessões

 Morte = facto jurídico instantâneo extintivo da personalidade jurídica;

 Direito das Sucessões pretende encontrar um novo titular para as situações jurídicas patrimoniais que perderam o seu titular por morte;

 Morte como facto determinante na sucessão mortis causa;

 Direito das Sucessões -> situações jurídicas patrimoniais de pessoas singulares, apesar das pessoas colectivas poderem suceder.

Âmbito da Sucessão = situações jurídicas patrimoniais. Espécies de Sucessão e Espécies de Sucessores

 Espécies de sucessão = 2026 CC

 Legítima = ausência de vontade válida e eficaz do de cuius -> 2131 CC  Cônjuge -> parentes próximos -> Estado.

 Legitimaria = porção de bens que o de cuius não pode dispor -> 2156 CC  Cônjuge -> parentes em linha recta.

 Testamentária = autonomia da vontade do de cuius

 Testamento = acto unilateral pelo qual uma pessoa singular dispõe, para depois da morte e a título gratuito, do seu património (2179 CC).

 Contratual.

 Espécies de sucessores = 2030 CC

 Herdeiro = sucede na totalidade / quota patrimonial do de cuius  Responsável pelos encargos da herança;

 Recebe passivo e activo da herança.

 Legatário = sucede em bens / valores determinados  Recebe activo da herança.

 Tipos de sucessão

 Anómala = regime regulado pelo Direito das Sucessões.

O Direito das Sucessões no Universo das Liberalidades e dos Efeitos por Morte Liberalidades

 Unilaterais = deixas testamentárias;  Contratuais = doações;

 Em inter-vivos = não causadas pela morte;

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 Objecto do Direito das Sucessões;  Sucessão voluntária.

A Identidade do Direito das Sucessões A Autonomia do Direito das Sucessões Perante o Direito da Família

 Direito das Sucessões ≠ Direito da Família

 Sucessão não opera exclusivamente em benefício dos familiares do de cuius;

 Nem sempre o cônjuge adquire hereditariamente os bens do activo patrimonial comum;  Direito das Sucessões pretende encontrar um destino para o património do de cuius;  Direito da Família regula as ligações pessoais e patrimoniais inter-vivos.

Características do Direito das Sucessões  Natureza patrimonial;

 Carácter unitário;

 Regula o fenómeno sucessório;  Tradicionalismo técnico;  Lógica formal;

 Tutela da vontade do de cuius -> sucessão voluntária (62, 1 CRP);  Tutela da família do de cuius -> sucessão legal.

A Individualidade da Situação Jurídica Paradigmática do Direito das Sucessões

 Situação jurídica + comum = direito de suceder = direito de aceitar a herança / o legado em que por lei / testamento o respectivo titular tenha sido designado

 Direito subjectivo potestativo;

 Extingue-se com a aceitação / o repúdio da sucessão (2050 – 2067 CC);  Exercício não susceptível de ser condicionado ou a termo;

 Irrevogável;

 Não anulável com fundamento em erro-vício. A Estática Sucessória Conceito de Designação Sucessória

 Noção = operação feita em vida do de cuius mediante a qual se indicam quem pode vir a suceder-lhe, após a sua morte;

 Sucessível = beneficiário de um facto designativo que ainda não foi chamado à sucessão ou que ainda não a aceitou;

 Sucessor = beneficiário de um facto designativo que aceitou a sucessão. Modalidades de Designação Sucessória

 Critérios

 Fontes / factos designativos  Sucessão legítima;  Sucessão legitimaria;  Sucessão contratual;  Sucessão testamentária.  Objecto.

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O Critério Legal de Distinção Entre Herdeiro e Legatário  2030, 2 CC

 Herdeiro = quem sucede na totalidade ou quota patrimonial do de cuius

 Quota = fracção abstracta que representa uma relação numérica com o todo hereditário.  Legatário = quem sucede em bens / valores determinados do património do de cuius

 Mesmo que suceda a todo o património do de cuius, não deixa de ser legatário -> aquisição total acidental do património.

 Legado de coisa genérica = 2253 CC = legado sem especificação -> têm que ser determináveis no momento da abertura da sucessão;

 Usufrutuário é legatário com regime semelhante ao do herdeiro;  Herança ex re certa = herdeiro sucede em bens determinados por

 Deixas categoriais dictomicas que esgotam a totalidade da herança;  Legado por conta da quota.

Os Estatutos-tipo de Herdeiro e Legatário  Herdeiro

 Direito de exigir partilha;

 Responsabilidade pelos encargos da herança  2068 CC;

 2071 CC;  2097 CC;  2098, 1 CC;

 Excepção = 2277 CC + falta de herdeiro.  Direito de acrescer

 2137, 2 CC;  2301 – 2307 CC.

 Beneficiários exclusivos da transmissão do direito de suceder (2058 CC);

 Direito de preferência na venda / dação em cumprimento do quinhão hereditário;

 Direito de requerer providências preventivas / atenuantes da ofensa à memória do de cuius (71 – 79 CC);

 Princípio da indivisibilidade da vocação  2054 CC;

 2055 CC;  2064 CC;  2250 CC.

 Sanções por sonegação de bens da herança (2096 CC);  2171 CC.

A Designação Sucessória em Razão da Fonte Factos Designativos

 Noção = circunstâncias atribuidoras da qualidade de sucessível  Negociais

 Testamento -> sucessão testamentária;  Pacto sucessório -> sucessão contratual.  Não negociais

 Relações familiares;  Relações parafamiliares;  Vínculo de cidadania.

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Modalidades de Sucessão, na Perspectiva do Facto Designativo que está na sua Origem  Tipos de herança  Legítimas;  Legitimarias;  Testamentárias;  Contratuais.  Tipos de legados  Testamentários;  Contratuais;  Legítimos;  Legitimários.

Hierarquia das Modalidades de Sucessão, Segundo o Critério do Facto Designativo 1º Sucessão Legitimária

 Carácter injuntivo -> não pode ser afastada pela vontade do de cuius;  2156 CC;

 2168 + 2169 CC. 2º Sucessão Contratual

 Pacto sucessório pode revogar testamento mas não pode acontecer o inverso  Excepto se o pacto sucessório for a favor de 3º -> 1705, 2 CC.

 1701 CC;  1705 CC;  1755 CC;  1758 CC. 3º Sucessão Testamentária; 4º Sucessão Legítima  Carácter supletivo;  2027 CC;  2131 CC;

 De cuius não dispôs válida e eficazmente dos bens que podia dispor. Noção e Espécies de Sucessão Legítima

 Noção = modalidade supletiva de sucessão legal que se verifica quando o de cuius não tenha disposto válida e eficazmente do seu património disponível, para depois da morte (2131 CC);

 Depende da sucessão testamentária;

 Espaço da sucessão legítima = área não ocupada pela sucessão legitimaria e voluntária;  Espécies

 Comum = sucessível -> herdeiro (2131 – 2155 CC)  Objecto -> herança;

 Modo de cálculo da herança

 Sucessão legítima = valor do relictum menos o valor passivo e menos o valor das liberalidades mortis causa;

 Sucessão legítima + legitimária = valor total da herança legítima é o mesmo que o valor da quota disponível menos o valor das liberalidades mortis causa válidas e eficazes (2131 CC).

 Anómala = regime que não seja o comum

 Objecto -> legado (2041, 2, c; 2250, 2 CC);  Sucessão transmissiva

 496, 4 CC = carácter supletivo;  496, 2 e 3 CC = legatários legítimos. Quota do herdeiro é

quantificada com base no montante total

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 Sucessão constitutiva / económica (só face ao cônjuge)  Direitos reais da casa de morada comum, etc.  2103-A; 2103-B.

Categorias e Classes de Sucessíveis Legítimos Comuns  Herdeiros legítimos (2132 + 2133, 1 CC)

 Cônjuge;

 Parentes linha recta;

 Parentes linha colateral até 4º grau;  Descendentes dos irmãos;

 Estado (2152 CC);

 Adopção plena (1986, 1 CC) ≈ filiação por consentimento não adoptivo;  Adopção restrita (1999, 2 e 3 CC).

Regras Gerais da Sucessão Legítima

 Preferência de classes = sucessíveis de uma classe preferem as sucessíveis das classes subsequentes (2133, 1; 2134; 2137 CC);

 Preferência de graus de parentesco = parentes + próximos ao de cuius, preferem aos parentes + afastados(2135 vs 2138 CC);

 Divisão por cabeça = sucessíveis legítimos prioritários sucedem em partes iguais (2136; 2139, 1, 1ª parte CC)  Excepções

 2139, 1, 2ª parte;  2142, 1 CC;  2146 CC;  2138 CC.

Regime da Sucessão Legítima por classes de sucessíveis  Cônjuge e descendentes

 2133, 2 CC;  1785, 3 CC;  2133, 3 CC;

 Casamento tem que ser válido, eficaz e vigente;  2139, 1 CC;  2139, 2 CC;  2140 CC;  2141 CC.  Cônjuge e ascendentes  2142, 1 CC;  1856 CC;  2142, 2 CC;  2142, 3 CC;  2144 CC;  2133, 1 + 1999, 2 CC;  2002 –B -> 2002 –D, 2;  2136 CC;  2146 CC;  2133, 1 + 1999, 3 CC;  2133, 1 + 2145 CC;  2147 CC;  2148 CC;

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 2133, 1 + 2152 CC  2155 + 2154 CC.

A Situação Jurídica dos Sucessíveis Legítimos, em Vida do de Cuius  Requerer a justificação da ausência do de cuius;

 Entrega de bens à luz do regime da curadoria definitiva (100 – 103 CC);  Requerer interdição (141, 1 CC);

 Intentar acção de nulidade / anulabilidade do testamento antes da morte do testador (2308, 1 e 2 CC);  Não há direito de suceder / expectativa jurídica enquanto o de cuius estiver vivo.

Cálculo da Massa Legítima

 VTH = Relictum – Donatum.

Sucessão Testamentária Noção de Testamento

 Facto designativo negocial no qual se baseia a sucessão testamentária;

 2179, 1 CC = negócio jurídico unilateral pelo qual alguém procede a disposições de última vontade. Caracteres do Testamento

 Conteúdo tendencialmente patrimonial;

 Negócio jurídico mortis causa, unilateral, não receptício (sem destinatário), gratuito, formal e livremente revogável;

 Negócio jurídico tendencialmente singular e pessoal, no que toca à sua autoria;

 Eficácia depende da vontade do de cuius, da sua morte e da aceitação das deixas testamentárias pelos beneficiários.

Requisitos de Fundo do Testamento  Licitude do objecto e do fim

 2186 CC;  2230 CC;  2245 CC;  280 CC.

 Capacidade testamentária activa = capacidade para testar)  De gozo  2188 CC;  160, 2 CC.  De exercício  2188 CC;  2189 CC;  2191 CC;  1604, a CC;  1649 CC;  2182, 1 CC;  2208 CC.  Suprimento da incapacidade  2297, 1 CC = substituição pupilar;  2298, 1 CC = substituição quase-pupilar -> 2299 CC. 2190 CC 2300 CC

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 Legitimidade para dispor em benefício de certas pessoas -> indisponibilidades relativas  Nominadas (2192 – 2198 CC);

 Pretendem sancionar a violação de regras sobre o 1650, 2 CC.  Consentimento

 2180 CC = vontade do testador tem que ser clara, cumprida e esclarecida;  2199 CC;  2203 CC;  240 – 257 CC com analogia;  2200 CC;  2259, 1 CC;  2187 CC;  2201 CC;  282 CC. Requisitos de Forma do Testamento

 Generalidades

 Exigência legal de forma escrita;  2204 CC;

 2210 e etc. CC;  964, 2 CC;  1704 CC.

 Formas comuns do testamento  Testamento público (2204 CC)

 Lavrado por notário;  Registado;

 Intervenção de testemunhas instrumentárias (regime geral);  Confidencial.

 Testamento cerrado (2204 CC)  2206, 1 CC;

 2206, 2 CC;

 Aprovado por notário (2206, 4 CC);

 Testamento ológrafo = testamento cerrado sem aprovação do notário -> nulidade (2206, 5 CC);

 Invalidade do testamento cerrado se só contiver legados;  2207 -> 2191 CC;

 2209, 1 CC;

 2208 CC –> incapacidade de gozo -> nulidade.  Testamento internacional

 Escrito por testador / terceiro;  Escrito em qualquer idioma;  Escrito à mão ou não;

 Regime da Lei Uniforme sobre a Forma de um Testamento Internacional;  Assinado pelo testador se o puder fazer;

 Certificado por agente competente ≈ aprovação do testamento cerrado;  Não tem que revelar o conteúdo;

 Testador decide sobre a guarda do testamento.  Formas especiais do testamento

 Militar (2210 – 2213 CC)

 2211 e 2212 CC -> 2215; 2219; 2220, 1 CC;

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 2221 e 2222 CC.  Marítimo (2214 – 2218 CC)

 Notário -> comandante do navio;  2221 e 2222 CC.

 Calamidade pública (2220 CC)

 Notário -> notário / juiz / sacerdote;  2221 e 2222 CC.

 Bordo de aeronave (2219 CC -> testamento marítimo)  Notário -> comandante da aeronave;

 2221 e 2222 CC.

 Subformas de testamento cerrado e público.

 Âmbito da forma legal: testamento per relationem (2184 CC)

 Noção = testamento que remete para outro acto que completa uma disposição testamentária de testamento anterior.

Interpretação e Integração do Testamento  Interpretação do testamento

 2187 + 236 -238 CC, caso seja necessário fazer analogia;

 Subjectivismo = determinar a vontade real do de cuius no momento da morte e não no momento em que o testamento foi redigido;

 Testamento como limite interpretativo;

 Contexto (2187, 2 CC) = teor do testamento, disposições testamentárias analisadas conjuntamente;  Texto (238, 1 CC) = sentido literal;

 2225 – 2228 CC;  2260 CC;  2262 – 2263 CC;  2274 CC.  Integração de lacunas

 2187 CC = proibição geral de integração de lacunas sobre aspectos essenciais do testamento;  239 CC se forem aspectos acessórios.

Conteúdo do Testamento  Conteúdo pessoal (2179, 2 CC)  Perfilhação  1853, b CC;  1858 CC.  Declaração de maternidade;  Designação de tutor  1928, 3 CC;  1931, 1 CC;  1928, 2 CC;  1929 CC;  1928, 3 CC;  138, 2 CC;  139 CC;  143, 1, b CC.  Sufrágios (2224 CC);  Etc.  185, 1 CC;  358, 4 CC; Analogia

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 1967 – 1968 CC;  2166, 1 CC;  2038 + 2166, 2 CC;  2312 – 2316 CC;  2320 CC.

 2179, 2 CC = princípio da liberdade negocial -> desde que seja admissível directa ou indirectamente pela lei.

 Conteúdo patrimonial  Principal

 Herança = quotas (Relictum – Passivo);  Legado = coisa concreta e determinada.  Acessório  Condições;  Termos;  Modos.  Anómalo  Conteúdo acessório;  Instituição de fundações;

 Substituição directa = substituto é chamado a suceder se o substituído não aceitar a herança / legado;

 Substituição fideicomissária = fiduciário é chamado a suceder até morrer, altura em que o fideicomissário o substitui.

 Legados

 Per vindicationem = atribuição de direito real;

 Per damnationem = atribuição de direito de crédito ao legatário contra o herdeiro;  Dispositivos = diminuem o activo da herança;

 Obrigacionais = aumentam o passivo hereditário -> aquisição de direito não constituído à custa do outro direito pré-existente na esfera jurídica do de cuius;

 Típicos = regime tipificado na lei;  Atípicos = regime não tipificado na lei.

 Disposições condicionais, a termo e modais (2229, etc CC);  Instituição de fundações  186, 1 CC;  185, 4 CC;  186, 2 CC;  187, 2 CC;  187, 3 CC;  185, 1 CC;  158, 2 CC;  188, 1 CC;  188, 2 CC;  188, 3 CC.

Ineficácia Lato Sensu do Testamento

 Inexistência = regime geral da inexistência do negócio jurídico;  Invalidade

 Causas (2179 e etc. CC);  Nulidade atípica

 2308 CC;  102 CC;

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 2310 CC;  2309 CC;

 286 CC aplica-se nos 2229 e 2245 CC;  294 CC -> regime atípico nos casos graves;  294 CC -> regime típico nos casos menos graves;  294 CC -> nulidade típica no resto.

Revogação do Testamento

 Acto jurídico do autor através do qual ele manifesta vontade de extinguir negócio jurídico anterior;  Modo de extinção e de ineficácia do negócio jurídico;

 2179, 1 CC;  2311, 1 CC;  2311, 2 CC -> nulidade típica;  Modalidades  Total;  Parcial;  Expressa (2312 CC);  Tácita (2313, 1 CC);  Real (2315 e 2316 CC).  2314 CC;

 Tem que haver intenção de revogação. Caducidade do Testamento  2317 CC;  Carácter supletivo;  188, 1 CC;  1650, 1 CC;  1704 e 1716 CC;  1706, 1 CC;  1791, 1 e 1794 CC;  2059 CC;  2222, 1 e 2 CC;  2229 CC;  2257 CC.

A Situação Jurídica dos Sucessíveis Testamentários em Vida do de Cuius  101 – 103 CC;

 289 e 2308, 1 e 2 CC;  2034, c) e d), 2035 CC;

 Não há direito de suceder ou expectativa jurídica de ser herdeiro enquanto o de cuius estiver vivo. Cálculo da massa testamentária

 VTH = Relictum – Passivo.

A Sucessão Contratual Modalidades de Pactos Sucessórios

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 Pactos renunciativos = sujeito recusa suceder a pessoa ainda viva  Nulo (285 CC).

 Pactos aquisitivos / designativos = sujeito regula a sua própria sucessão;  Pactos dispositivos = sujeito dispõe sobre sucessão alheia ainda não aberta

 Nulo (285 CC). Pacto Sucessório Designativo

 946, 1 + 2028, 2 CC;

 946, 2 + 2028, 2 CC (conversão legal: doação -> disposição testamentária;  1699, 1, a CC;  1700 CC;  1701 CC;  1705 CC;  1710 CC;  960 CC;  2286 – 2296 CC;  1707 CC;  2281 – 2285 CC;  Modalidades

 Doações por morte feitas por esposado a favor de terceiro (1700, etc. CC);  Doações para casamento por morte (1753 – 1760 CC);

 Pactos de instituição de herdeiro;  Pactos de nomeação de legatário.

 Massa de cálculo da herança contratual = bens doados em vida após pacto sucessório  1702, 1 CC + abate do passivo.

 Contraparte titula expectativa jurídica antes da abertura da sucessão  Legatário é + expectante que herdeiro.

A Sucessão Legitimária Aspectos Gerais (2156 – 2178 CC)

Legítima e Legitimários  2157 CC

 Cônjuge + parentes de linha recta;  Adopção = parentes biológicos;  Descendentes > ascendentes;

 Preferência de graus de parentesco + próximos.  2156 CC

 Legítima objectiva / global = herança legitimária = quota indisponível (2158 – 2161 CC);  Legítima subjectiva = quota indisponível pertencente a 1 sucessível.

 Partilha da quota indisponível  Regra da divisão por cabeça

 Excepções  2157 CC;  2136 CC;  2138 CC;  2139 CC;  2141 CC.

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Cálculo da Legítima

 2162, 1 CC = fixação do valor total da herança (VTH);  VTH = Relictum + Donatum – Passivo;

 Relictum = bens existentes no património do de cuius à data da sua morte, incluído legados;  Donatum = bens doados em vida e despesas sujeitas a colação

 2110 CC;

 2109, 1 CC-> analogia para colação;  2162, 2 CC.

 Passivo = encargos com herança, exceptuando legados (2068 CC);  2162 CC -> determinação da quota indisponível e da legítima subjectiva;  2131 CC.

Imputação de Liberalidades Negociais

 Quota disponível se liberalidades negociais forem a favor de sucessível que não seja legitimário primário;  Se a quota escolhida não estiver preenchida, a imputação é feita de acordo com a vontade do de cuius;  Se tal não for possível

 Liberalidades em vida -> legítima subjectiva do donatário;  Liberalidades mortis causa -> quota indisponível.

Intangibilidade da Legítima

 Qualitativa (2163 – 2165 CC);  Quantitativa (2166 – 2178 CC);

 Liberalidades inoficiosas = impedem o sucessível legitimário de obter o montante da respectiva legítima  Redutíveis o necessário para o preenchimento da legítima;

 Inoficiosidade = montante das liberalidades – quota disponível;  2168 CC;  2171 CC;  1759 CC;  1755, 2 CC;  1705, 3 CC;  2172 CC;  2173 CC.

A Tutela dos Sucessíveis Legitimários em Vida do de Cuius  242, 2 CC;

 877 CC;  2029 CC;

 1699, 2 CC -> só se aplica se há filhos de 1 só nubente;  1722, 1 CC;

 Enquanto o de cuius estiver vivo, os herdeiros legitimários têm apenas uma expectativa jurídica. Sucessão Legitimária Anómala (1106 CC)

 Objecto = legado.

A Dinâmica Sucessória Preliminares: o Fenómeno Sucessório

 Sentido amplo = herança adquirida + fenómeno sucessório em sentido restrito;  Sentido restrito

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 Abertura da sucessão;  Vocação;

 Pendência da sucessão;  Aquisição sucessória. A Abertura da Sucessão

 Momento da morte no último domicílio do falecido (2031 CC);

 Avaliação pecuniária da herança tem como ponto de referência a data da morte do falecido (2109 CC);  Efeitos da aceitação (2050, 2 CC), repúdio (2062 CC) e partilha (2119 CC) retroagem à data da morte da

colação;

 Vocação dos sucessíveis (2032 CC). Noção de Vocação Sucessória

 Atribuição ao sucessível do direito de suceder

 Direito de aceitar / repudiar a herança / legado;

 Originário = não preexistia na esfera jurídica do de cuius;

 Instrumental = permite a aquisição dos bens deixados pelo de cuius  Esgota-se automaticamente com o seu exercício;

 Não se transmite voluntariamente. Pressupostos Gerais da Vocação Sucessória

 2032 CC

 Titularidade da designação prevalente -> sucessíveis prioritários;  Capacidade.

 Existência do sucessível

 Sobrevivência do sucessível;  Personalidade jurídica

 Humanos = no momento da abertura da sucessão, excepto nascituros  2033 CC;

 66, 2 CC;  2240 CC.

 Pessoas colectivas = no momento da abertura da sucessão  158, 2 CC;  185, 1 CC.  Sociedades  2033, 2, b CC;  197 CC. A Capacidade Sucessória

 Sentido amplo = idoneidade de ser chamado a suceder como herdeiro / legatário de toda e qualquer ou certa pessoa;

 Sentido restrito = idoneidade de ser chamado a suceder como herdeiro / legatário de toda e qualquer pessoa  2033 CC.

 Legitimidade sucessória = idoneidade de ser chamado a suceder como herdeiro / legatário de certa pessoa;  Ilegitimidade sucessória = impossibilidade de suceder a certa pessoa

 Indignidade;  Deserdação.

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Indignação

 Causas de incapacidade sucessória (2034 CC);  2035 CC;

 2201 e 2308 CC;

 Tem de ser judicialmente declarada (2036 CC);  2037, 2 CC;

 Aplicável à sucessão legitimária;  2038, 1 CC.

Deserdação = acto destinado a afastar herdeiro legitimário  1705, 2 CC;  974, etc. CC;  2166, 1 CC;  2312 CC;  2167 CC. Modalidades de Vocação Vocação Originária e Subsequente

 Critério do momento da concretização do chamamento;  Vocação originária = data da morte do de cuius (2032, 1 CC)

 Regra geral.

 Vocação subsequente = momento posterior ao da abertura da sucessão  2032, 2 CC;

 Nascituros;

 2229 -> 2035, 2 + 2059, 2 + 2317, b CC;  2293, 1 e 2294 CC;

 Vocações retroactivas ao momento da abertura da sucessão  2032, 2 CC;

 2242 CC.

Vocação Pura e Vocação Condicional, a Termo ou Modal

 Critério da sujeição ou não sujeição da vocação a cláusula acessória  Vocação pura

 Vocação legal;  Regra geral.  Vocação voluntária

 Vocação condicional = sujeita a condição  Vocação testamentária (2229 CC);  Vocação contratual (270 – 279 CC).  Vocação a termo = sujeita a termo

 Vocação testamentária (2229 CC);  Vocação contratual (270 – 279 CC).  Vocação modal = sujeita a encargo

 Vocação testamentária (2229 CC);  Vocação contratual (963 – 967 CC).

(15)

Vocação Única e Múltipla

 Vocação única = sucessível é chamado a suceder num só título de vocação e numa só qualidade sucessória  Indivisível.

 Vocação múltipla = sucessível é chamado a suceder em + que 1 título de vocação ou na dupla qualidade de herdeiro e legatário

 Tendencialmente indivisível. Princípio da Indivisibilidade da Vocação

 Aceitação ou repúdio total da herança/legado;  2054, 2 CC;

 2064, 2 CC;  2055, 1 CC;  2250, 1 CC;

 Indivisibilidade da vocação única;

 Indivisibilidade da vocação múltipla = sucessão legal comum e sucessão testamentária  Excepções

 Sucessão legal anómala -> legado;

 Sucessível chamado a suceder contratualmente e via testamentária;

 Sucessível chamado a suceder num legado legal e à herança ou outros legados;  Sucessível chamado à herança por testamento e lei (2055, 1 CC);

 Sucessível legitimário chamado à herança por testamento pode repudiar a quota disponível mas aceitar a quota legitimária (2055, 2 CC);

 Sucessível chamado a suceder a várias deixas testamentárias (não sujeitas a encargos – 2250 CC);

 Sucessível chamado a suceder directamente a 1 parte e sucede a outra por acrescer, pode repudiar esta se tiver encargos (2306 CC).

Vocação Directa e Indirecta

 Critério da pessoa que serve como ponto de referência;

 Vocação directa = sucessível é chamado a suceder devido à relação que tinha com o de cuius  Regra geral.

 Vocação indirecta = sucessível é chamado a suceder ao de cuius por intermédio de terceiros  Pressupostos

 Sucessível que repudiou ou não pôde aceitar a sucessão  Impossibilidade de aceitar a sucessão

 Não sobrevivência ao de cuius;

 Não aquisição de personalidade jurídica;  Indignidade;

 Deserdação;

 Divórcio / separação de pessoas e bens do sucessível casado com de cuius e obrigado ao dever de coabitação no momento da designação;

 Caducidade do dever de suceder.

 Ligação entre sucessível que repudiou ou não pôde aceitar a sucessão.

 Efeitos = atribuição do direito de suceder ao sucessível do sucessível que repudiou ou não pôde aceitar a sucessão;

 Substituição directa;  Direito de representação;  Direito de acrescer.

(16)

Vocação Imediata e Derivada

 Critério da aquisição da vocação;

 Vocação imediata = adquirida originariamente pelo sucessível  Regra geral;

 Vocação derivada = adquirida pelo sucessível na sequência do chamamento à sucessão de outro de cuius  Transmissão do direito de suceder;

 Abertura sucessiva de 2 sucessões;  Não se aplica à sucessão contratual. Vocação Comum e Anómala

 Vocação comum = vocação originária, pura, directa e imediata;  Vocação anómala = não comum.

Vocações Anómalas em Especial Transmissão do Direito de Suceder

 Noção e pressupostos da transmissão do direito de suceder  2058 CC;

 Transmitente = 2º de cuius;

 Transmissário = sucessível do 2º de cuius;  Pressupostos gerais

 Abertura sucessiva de 2 sucessões;

 Chamamento do 2º de cuius à 1ª sucessão (2249 CC);

 Morte do 2º de cuius sem que tenha exercido o seu direito de suceder face à sucessão do 1º de cuius;

 Chamamento de 3ª pessoa à 2ª sucessão enquanto herdeiro;

 Aceitação da 2ª sucessão pelo terceiro que foi chamado como herdeiro;  Transmissário tem que ter capacidade sucessória face ao 1º de cuius.  Efeitos da transmissão do direito de suceder

 Transmissário adquire o direito de suceder que cabia ao transmitente na sucessão do 1º de cuius;  Transmissário pode aceitar ou repudiar a herança / legado do 1º de cuius nos mesmos termos que o

transmitente.

 Natureza da vocação do transmissário

 Transmissário beneficia de dupla vocação

 Vocação originária relativa ao transmitente;  Vocação derivada relativa ao 1º de cuius.  2058, 2 CC;

 Vocação do transmitente é originária face ao 1º de cuius. Vocações Indirectas

 Substituição directa = indicação feita pelo de cuius, via testamentária ou contratual, de um substituto que substitua 1 sucessível prioritário, no caso de ele repudiar ou não poder aceitar/adquirir a herança/legado

 2281, 1 CC;  Modalidades

 Expressa = feita por meio directo de manifestação da vontade;  Tácita = deduzida de factos;

 Em 1 grau = substituto do sucessível não é substituído por ninguém;  Sucessiva = substituição de substitutos;

(17)

 Singular = 1 substituto e 1 substituído;

 Plural = + que 1 substituto/substituído (2292 CC);

 Recíproca = sucessíveis designados substituem-se uns aos outros (2283 CC)  2285, 2 CC.

 Não recíproca = sucessíveis designados não se substituem uns aos outros  Pressupostos

 Substituído repudiou ou não pôde aceitar a sucessão (2281 CC);

 Sobrevivência do substituto no momento em que o substituído foi afastado da sucessão (2317, b CC).

 Efeitos

 2284 CC = substitutos sucedem nos direitos e obrigações em que sucederiam os substituídos, excepto estipulação do de cuius em contrário;

 2304 CC;  2041, 2, a CC;  1703, 2 CC.

 Não pode ir contra a sucessão legitimária (2156 e 2163 CC).  Direito de representação

 2039 CC = lei chama os descendentes do herdeiro/legatário a ocupar a posição daquele que repudiou ou não pôde aceitar a herança/legado;

 Descendentes = filiação biológica, adopção plena ou consentimento não adoptivo;  2040 CC = sucessão legal comum e testamentária

 2041 CC = pressupostos da sucessão testamentária  Pré-morte;

 Repúdio.

 2042 CC = sucessão legal comum

 Sucessível repudiou ou não pôde aceitar a herança legal;  2037, 2 CC;

 Descendentes = filhos, irmãos ou adoptados restritamente pelo de cuius (1999, 2 CC);  2040 CC = sucessão legítima;

 2160 CC = sucessão legitimária;  2145 CC.

 1703, 2 CC = sucessão contratual -> não sobrevivência do donatário ao doador

 Descendentes = nascidos do casamento a que respeita a convenção antenupcial.  Funcionamento do direito de representação

 Representante ocupa a posição do representado na sucessão do de cuius

 Representante beneficia do direito de suceder nos mesmos bens e mediante o mesmo título de vocação;

 Representante é obrigado a suportar o resultado da aplicação das regras de

imputação e colação das liberalidades que foram feitas pelo de cuius ao representado quando este era sucessível legitimário prioritário;

 Representante da sucessão legal não tem de imputar ou conferir, para efeitos de colação, as liberalidades que foram feitas pelo de cuius ao representado após ter perdido a qualidade de sucessível legitimário prioritário;

 Liberalidades feitas pelo de cuius ao representante, a partir do momento em que for sucessível legitimário prioritário, estão sujeitas às regras de imputação e colação aplicáveis aos sucessíveis legitimários prioritários.

 Chamamento do representante é excepção ao princípio da preferência de grau de parentesco na sucessão legal

 2135 CC;  2138 CC;  2157 CC.

(18)

 Descendentes representam o seu ascendente, mesmo que tenham repudiado a sua sucessão ou perante ele sejam incapazes (2043 CC)

 Representantes não sucedem ao representado mas ao de cuius cuja sucessão o representado o representado não pôde ou não quis aceitar.

 Operação mediante estirpes ou subestirpes

 Estirpe = grupo de descendentes do representado (2044 CC)

 Cada estirpe tem direito ao que sucederia ao respectivo ascendente;  Cada estirpe tem várias subestirpes

 Cada subestirpe tem direito ao que sucederia ao respectivo ascendente.

 Excepções ao princípio da divisão por cabeça na sucessão legal  2136 CC;

 2138 CC;  2157 CC.  2045 CC.

 Direito de acrescer

 Designação de vários sucessíveis para sucederem em conjunto num mesmo objecto;

 Atribuição a pelo menos 1 sucessível do direito de suceder relativo à parte que outros não quiseram ou puderem aceitar ou adquirir;

 Vocação indirecta emergente de vocação directa;  Regime geral (2301 + 2306 + 2307 CC);

 Sucessão legal hereditária  2137, 2 CC;  2157 CC;

 Designação de vários sucessíveis para sucederem em conjunto na herança legal;  Impossibilidade jurídica de aceitação/repúdio por 1 desses sucessíveis

 Não engloba a não sobrevivência;  Indignidade;

 Deserdação.

 Inexistência de direito de representação (2138 e 2157 CC).  Sucessão testamentária  2301 CC;  2302 CC;  2304 CC;  2306 CC;  2307 CC;

 Instituição de vários herdeiros ou nomeação de vários legatários quanto ao mesmo direito;  Impossibilidade jurídica de aceitação ou repúdio por 1 dos sucessíveis;

 Ausência de disposição contrária do testador;  Inexistência de direito de representação;  Legados não podem ter natureza pessoal.  Sucessão contratual (excepção)

 944 CC;

 Instituição de vários herdeiros ou nomeação de vários legatários quanto ao mesmo direito;  Impossibilidade jurídica de aquisição por 1 dos sucessíveis;

 Ausência de cláusula pactícia contrária;

 Inexistência do direito de representação do 1703, 2 CC;  Legados não podem ter natureza pessoal.

 Direito de acrescer = porção acrescida está onerada com encargo especial

 Aceitação da parte acrescida depende de aceitação do beneficiário (2036 CC).  Direito de não decrescer = porção acrescida não está onerada com encargo especial

(19)

 Porção adquirida imediatamente por força da lei (2306 CC).  Funcionamento do direito de acrescer

 Não há acrescer entre herdeiros com títulos diversos de vocação;  Vocação legal = cônjuge concorre com descendentes do de cuius

 2143 CC = relação entre cônjuge e ascendentes do de cuius.

 Vocação testamentária/contratual = tendência para funcionar entre sucessíveis com a mesma qualidade

 Entre herdeiros (2301 CC);  Entre legatários

 2302 CC;  2305 CC

 2306 CC = legatários acrescerem sobre herdeiros;

 2303 CC = caducidade da disposição testamentária que admita acrescer de herdeiros sobre legatários.

 Não decrescer (2306 CC) = regra geral, a aquisição da parte acrescida dá-se por força da lei;  2307 CC = beneficiários do acrescer sucedem nos mesmos direitos e obrigações, de natureza

não pessoal, que caberiam a quem não pôde ou não quis aceitar a sucessão;

 Repartição da parte acrescida em função das quotas dos restantes herdeiros ou no direito determinado, no caso dos legatários

 De cuius pode derrogar esta regra;

 Se houver cônjuge do de cuius, aplica-se a regra da divisão por cabeça  2139, 1 CC;

 2157 CC.

 2306 CC = acrescer de legatários sobre herdeiros

 Deixa de legado a título de herança onerada com encargo especial imposto pelo testador;  Repúdio do herdeiro instituído originariamente;

 Chamamento por acrescer de co-herdeiro testamentário à porção onerada, que a repudia.  Hierarquia das vocações indirectas

 Quota indisponível e disponível da sucessão legítima = direito de representação > direito de acrescer  2137, 2 CC;

 2138 CC;  2157 CC.

 Sucessão testamentária / contratual 1º Substituição directa (2041, 2, a CC); 2º Direito de representação (2304 CC); 3º Direito de acrescer (2304 CC). Substituição Fideicomissária

 Noção = disposição testamentária ou pactícia mediante a qual o de cuius impõe ao fiduciário o encargo de conservar a herança/legado, para que reverta, por morte deste, a favor do fideicomissário

 2286 CC;  1700, 2 CC;  2296 CC;  2293 CC.

 Âmbito da substituição fideicomissária

 Substituições fideicomissárias nas doações em vida (962 CC);  Título contratual;

 Título testamentário;  2163 + 2164 CC;  2295, 2 CC.

(20)

 Modalidades de substituição fideicomissária

 Regular = de cuius prevê o encargo de conservar a herança ou o legado e o benefício da reversão (2286 CC);

 Irregular = falta de referência ao fideicomissário ou falta da referência à obrigação de conservar o património (2295 CC)

 Disposições em que o testador proíba o herdeiro de dispor dos bens hereditários  Fiduciário = sucessível que não pode dispor dos bens;

 Fideicomissários = herdeiros legítimos do fiduciário.

 Disposições em que o testador chame alguém ao que restar da herança por morte do herdeiro  Fiduciário tem que conservar os bens (2295, 3 CC).

 Testador chame alguém aos bens deixados a pessoa colectiva, no caso de se extinguir  Fiduciário tem que conservar os bens (2295, 3 CC).

 2295 CC -> 2296 CC e pactos sucessórios.

 1 grau = fideicomissário não é fiduciário de outro fideicomissário;  + de 1 grau = fideicomissários fiduciários de outros fideicomissários

 Nulas (2287 CC) -> redução legal (2288 CC) -> 1º grau não é afectado, excepto disposições testamentárias em contrário.

 Singular = 1 fiduciário e 1 fideicomissário;

 Plural = + que 1 fiduciário e + que 1 fideicomissário  2287 CC.

 Estatuto do fiduciário

 Vocação no momento da morte do de cuius;

 Encargo de conservar os bens deixados para que revertam, por sua morte, para o fideicomissário;  Vocação a termo incerto;

 Gozo e administração dos bens sujeitos ao fideicomisso (2290, 1 CC);  2295 CC + 2291 CC = alienação e oneração de bens sujeitos ao fideicomisso;

 2292 CC = credores do fiduciário só têm de se pagar pelos frutos dos bens sujeitos ao fideicomisso;  Analogia com regime do usufrutuário (2290, 2 CC);

 Fiduciário = titular provisório dos bens sujeitos ao fideicomisso.  Estatuto do fideicomissário

 Vocação no momento da morte do fiduciário (2293, 1 CC);

 2294 CC = se tiver sido designado por testamento, pode aceitar ou repudiar a sucessão no momento da vocação;

 Enquanto o fiduciário tiver vivo, após a morte do de cuius, o fideicomissário tem expectativa jurídica sucessória

 2291, 2 CC;  2295, 3 CC.

 Se fideicomissário não sobreviver ao fiduciário, este é proprietário definitivo dos bens.  Substituição fideicomissária e outras vocações anómalas

 Substituição fideicomissária pode converter-se em directa

 2293, 3 CC -> 2296 CC e substituições fideicomissárias pactícias em que a vocação do fiduciário não se tenha concretizada.

 Afastamento do direito de representação quanto aos bens sujeitos ao fideicomisso  Exclusão de direito de representação na sucessão contratual;

 Exclui direito de representação na sucessão testamentária a favor dos descendentes do fiduciário e dos descendentes do fideicomissário.

 Pode operar a par da transmissão do direito de suceder

 Se o fiduciário sobreviver ao de cuius mas falecer sem aceitar ou repudiar a herança/legado, o fideicomissário é chamado a suceder e a sua vocação é eficaz desde o momento da morte do fiduciário (2293, 1 CC)

(21)

 Herdeiros do fiduciário beneficiam da transmissão do direito de suceder (2058 CC + 2290, 1 CC);

 Se o fiduciário sobreviver ao de cuius mas falecer ao mesmo tempo que o fideicomissário sem aceitar ou repudiar a herança/legado, os herdeiros do fiduciário adquirem o direito de suceder (2058 CC) como titulares definitivos dos bens sujeitos à substituição fideicomissária (2293, 2 CC);

 Se o fideicomissário, designado testamentariamente, sobreviver ao de cuius e ao fiduciário mas falecer sem aceitar ou repudiar a herança/legado, há uma transmissão do direito de suceder na titularidade definitiva dos bens aos seus herdeiros (2058, 1 CC).

A Vocação Legitimária Cálculo da Quota Indisponível

 Interpretação do 2162 CC

 2162 CC = modo de cálculo do VTH da legítima para apurar a legítima objectiva;  Fórmula: R + D – P = VTH;

 Responsabilidade pelos encargos da herança  2068-2069 CC;

 2071 CC.

 Legítima objectiva e o nº de sucessíveis legitimários prioritários

 Quota indisponível varia conforme a qualidade e quantidade dos sucessíveis;  1/3 = 2161, 2 CC;  1/2  2158 CC;  2159, 2 CC;  2161, 2 CC.  2/3  2159 CC;  2161, 1 CC.

 Sucessível legitimário não sobrevivo ao de cuius só releva se houver direito de representação;  Sucessível legitimário deserdado ou indigno releva para o cálculo da legítima objectiva

 Aplica-se o regime de acrescer (2137, 2 e 2157 CC). Liberalidades em Favor de Sucessíveis Legitimários

 Aspectos Gerais

 Sucessíveis legitimários também são legítimos;  Liberalidades podem ser inter vivos ou mortis causa

 Inter vivos;

 Mortis causa = pacto sucessório e testamento  Legados;

 Herança.

 Sucessíveis legitimários têm o direito de aceitar o recusar as liberalidades que lhes forem feitas;  Liberalidades inter vivos

 Doações inter vivos sujeitas a colação  Noção de colação (2104 CC)

 Instituto que visa igualar os descendentes na partilha do de cuius, mediante restituição à herança dos bens que foram doados em vida por si a um deles;  Presunção legal que o de cuius não quer avantajar um descendente legitimário em

(22)

 Na falta de manifestação de vontade do de cuius, a doação em vida preenche antecipadamente a quota que caberá ao donatário na herança do de cuius.  Âmbito subjectivo da colação

 Sujeitos a colação

 Descendentes que titulem pretensão atendível de entrada na sucessão legal e que era à data da doação presuntivos herdeiros legitimários do doador (2104, 1 e 2105 CC);

 Representantes do descendente que era à data da doação presuntivo herdeiro legitimário do doador, mesmo que não tenham beneficiado da liberalidade (2105 e 2106 CC);

 Transmissários do direito de suceder adquirido originariamente pelo descendente que era à data da doação presuntivo herdeiro legitimário do doador, mesmo que não tenham beneficiado da liberalidade;

 Adquirentes do quinhão hereditário alienado pelo descendente que era à data da doação presuntivo herdeiro legitimário do doador (2128 CC);

 Credores do descendente que tenham exercido a faculdade de subrogação do 2067 CC, mesmo que os adquirentes ou credores não tenham beneficiado da liberalidade;

 Não sujeitos a colação  Cônjuge do de cuius;  Ascendentes do de cuius;

 Descendentes do de cuius que não eram à data da doação sucessíveis legitimários prioritários;

 Donatários não sucessíveis legitimários.  Beneficiários da colação

 Descendentes concorrentes à sucessão com donatário obrigado a conferir;  Representantes de descendente não donatário que não pôde ou não quis

aceitar a herança;

 Transmissários do direito de suceder adquirido originariamente por descendente que concorreu à sucessão com o donatário;

 Adquirentes do quinhão hereditário alienado por descendente que concorreu à sucessão com o donatário e os credores subrogantes do descendente não donatário.

 Âmbito objectivo da colação  Bens sujeitos a colação

 Bens doados em vida aos descendentes que à data da doação eram sucessíveis legitimários prioritários (2104, 1 e 2105 CC);

 Bens doados em vida a sujeitos que à data da doação eram obrigados à colação;

 Despesas realizadas gratuitamente pelo de cuius em proveito dos descendentes (2104, 2 + 2110, 2 CC);

 Frutos da coisa doada.  Bens não sujeitos a colação

 Renúncia a direitos;

 Repúdio da herança/legado;  Donativos conforme a usos sociais;

 Coisa doada que tiver perecido em vida do de cuius por facto não imputável ao donatário (2112 CC).

 Valor dos bens doados = valor que tiverem na abertura da sucessão (2109, 1 CC)  Se os bens tiverem perecido por culpa do donatário, o seu valor corresponde a

quanto valia no momento do seu perecimento (2109, 2 CC);  Doação em dinheiro = 2109, 3 + 551 CC;

(23)

 Valor dos frutos dos bens doados = diferença entre o valor dos frutos na data da sua percepção e o valor das despesas que estiveram na génese da sua obtenção.

 2107 CC;

 2117 CC = colação por morte de cada doador.  Funcionamento da colação

 Presunção de pluralidade de descendentes legitimários prioritários que pretendam entrar na sucessão, desde que não sejam chamados todos a suceder como

representantes de 1 só pessoa;

 2108, 1 CC = imputação do valor da doação ou da importância das despesas na quota hereditária ou restituição dos bens doados, se houver acordo de todos os herdeiros;  Quota hereditária = parte do legitimário numa herança legal ficticiamente alargada,

resultante da soma da legítima subjectiva com quota numa massa que inclui a herança legítima e a parte da liberalidade em vida sujeita a colação imputada na quota

disponível;

 Bens ou valores doados são imputados na legítima subjectiva do beneficiário;  Se o valor da liberalidade exceder a legítima subjectiva, a diferença é imputada na

quota disponível;

 Donatário só tem direito a receber do relictum, via sucessão legal, o que faltar para preencher a sua quota hereditária;

 2108 CC;  2118 CC.

 Dispensa da colação (2113 CC)

 Carácter supletivo da colação;  Pode ser expressa ou tácita (217 CC);

 Efectuada no acto de doação ou posteriormente, pela mesma forma que foi feita a doação ou por testamento

 Feita posteriormente à doação -> dispensa tem de ser aceite pelo donatário.  2114 CC = doação dispensada de colação é imputada na quota disponível;

 Doação dispensada não é incluída na massa de cálculo que fixa a quota hereditária nem é ficticiamente restituída à herança;

 Revogação da dispensa de colação

 Dispensa feita por testamento -> unilateralmente revogável;

 Dispensa feita no acto de doação -> revogada por mútuo consentimento dos contraentes (406, 1 CC).

 Doações sujeitas a colação feitas a legitimário que não quis ou não pôde aceitar a sucessão  Regra geral = colação só abrange doações em favor dos que entrem na sucessão;  Não há colação se o donatário não quiser ou não puder aceitar a sucessão, sem ter

descendentes que o representem;

 2114, 2 CC = se o donatário repudiar a herança sem ter descendentes que o representem, a doação é imputada na quota indisponível

 Doação feita ao repudiante é imputada numa legítima subjectiva fictícia, para suportar o valor da liberalidade;

 Se for inferior à quota hereditária legal -> acrescer na sucessão legal a favor dos co-herdeiros, relativamente à diferença, nos termos gerais;

 Aplicam-se a donatário indigno ou deserdado.

 Donatário não sobrevivo ao de cuius e sem descendentes que o representem -> doações sujeitas a colação imputadas na quota disponível.

 Doações sujeitas a colação não imputadas na quota hereditária

 Doações que o de cuius tenha dispensado de colação -> imputadas na quota disponível;

(24)

 Doações sujeitas a colação cujo donatário repudiou a herança, for deserdado ou indigno e sem ter descendentes que o representem -> imputação na quota disponível;  Se a doação exceder o valor da legítima subjectiva que caberia ao donatário, o excesso

é imputado na quota disponível como liberalidade comum.  Doações inter vivos não sujeitas a colação

 Doações não sujeitas a colação a favor de terceiros

 Doações feitas a pessoas que à data da doação não eram sucessíveis legitimários prioritários são imputadas na quota disponível.

 Doações não sujeitas a colação em favor de sucessíveis legitimários prioritários

 Imputação é feita na quota disponível que o de cuius indicar desde que a quota escolhida não esteja preenchida;

 No silencio do de cuius, as doações são imputadas na quota indisponível;  2113, 3 CC.

 Partilha em vida

 Noção e natureza da partilha em vida  2029, 1 CC;

 Contrato complexo baseado numa ou + doações em vida;  Regra geral = acto com carácter definitivo;

 Reparte dos bens do doador pelos seus presuntivos herdeiros legitimários;  Evita desavenças entre herdeiros legitimários acerca da partilha sucessória.  Regime da partilha em vida (2029 CC)

 Necessidade de intervenção de todos os presumidos herdeiros legitimários;  Nulidade da partilha em vida que omita intencionalmente herdeiros legitimários

prioritários (2029 + 294 CC);

 Renúncia em vida à colação da parte que beneficiaram com a partilha;

 2170 CC = nulidade da renúncia em vida à intangibilidade quantitativa da legítima;  Se a partilha em vida não respeitar o valor das legítimas subjectivas, o legitimário

lesado por requerer a redução de liberalidades.  Liberalidades mortis causa de bens determinados

 Na falta de manifestação clara do de cuius, as liberalidades por morte imputam-se na quota disponível;

 Pré-legado

 Imputação na quota disponível;

 Feito mediante testamento ou pacto sucessório;

 Pré-legado em favor de sucessível legitimário prioritário  Pode aceitar o pré-legado e a herança;

 Pode aceitar 1 e repudiar o outro (2055, 2 e 2249 CC ou 2250, 2 CC);  Pode repudiar os 2.

 Legado por conta da legítima  Noção, regime e natureza

 2163 CC = deixa por conta da quota hereditária legal fictícia;

 De cuius designa os bens que preenchem a quota de sucessível legitimário, com o seu consentimento;

 Herança ex re certa;

 Aceitante do legado beneficia de acrescer sobre co-herdeiros;

 Aceitação do legado por conta da legítima faz com que o aceitante só possa reclamar os bens do relictum que faltem para preencher a sua quota hereditária legal fictícia.  Imputação e igualação

 Imputação prioritária na quota indisponível;

 Se exceder o valor da legítima, imputa-se na quota disponível;  Analogia com regime da colação;

(25)

 Quota hereditária = parte do legitimário numa herança ficticiamente alargada, pela soma da legítima subjectiva com uma quota numa massa que inclui a herança legítima e a parte das liberalidades sujeitas a igualação que foram imputadas na quota disponível.

 Vocações indirectas

 Aceitação de legado por conta da legítima inferior à quota hereditária implica o direito ao seu preenchimento -> vocação directa;

 Se o legitimário não puder ou não quiser aceitar a sucessão -> vocações indirectas;  Regras da sucessão legal e voluntária;

 2157 CC.

 Imputação numa quota hereditária legal fictícia;  Feito mediante testamento ou pacto sucessório;  Legado em substituição da legítima

 Noção (2165, 2 CC) = disposição mortis causa de bens determinados em benefício de sucessível legitimário que, aceitando-a, não tem direito a mais nada a título de legítima

 Opção entre legítima e legado;

 Aceitante do legado não pode reclamar diferença entre o valor do legado e o valor da legítima;

 Dúvidas sobre o sentido do testamento -> legado em substituição da legítima.  Regime e natureza

 Regras da sucessão legal e sucessão testamentária quanto ao chamamento indirecto ao legado;

 Se o sucessível legitimário não quiser ou não puder aceitar a sucessão, os seus descendentes são chamados a representá-lo perante o legado em substituição, desde que preencham os pressupostos da representação na sucessão testamentária;  2165, 2 CC;

 2170 CC = nulidade do pacto sucessório que disponha sobre legados em substituição da legítima;

 Aceitação do legado implica a perda do estatuto de herdeiro legitimário;  Legítima fictícia de montante igual ao da legítima que lhe caberia, se o legatário

aceitasse a herança;

 Imputação das doações em vida feitas ao legatário como se fosse herdeiro legitimário;  Remanescente amplia a quota disponível ou reverte para beneficiário de vocação

indirecta;

 2042 CC = descendentes beneficiam do direito de representação quanto ao valor do excesso da quota hereditária legal sobre o legado em substituição da legítima;  Aceitação do legado preenche toda a quota hereditária legal;

 Se o legado valer mais que a legítima mas menos que a quota hereditária legal -> direito de representação ou acrescer da sucessão legítima;

 Estatuto jurídico do aceitante -> legatário testamentário  Não tem direito de acrescer na sucessão legal;

 Regra geral = não pode requerer inventário nem responde pelos encargos da herança;

 Pode exigir ao herdeiro o cumprimento do legado e reivindicar de terceiro a coisa legada.

 Imputação prioritária na legítima subjectiva, com implicação da perda do valor da diferença (2165, 4 CC);

 Feito mediante testamento.  Deixas a título de herança

 Imputação das deixas a título de herança

(26)

 Imputação -> interpretação da vontade do de cuius + princípio do aproveitamento dos negócios jurídicos.

 Considerações finais acerca da imputação de liberalidades  Imputação subsidiária

 Imputação na quota disponível da parte das liberalidades prioritariamente imputáveis na quota indisponível que não caiba na legítima subjectiva do beneficiário

 2165, 4 CC;

 Legítima subjectiva livre do beneficiário não é suficiente para nesta se efectuar a imputação total das liberalidades prioritariamente imputáveis na quota indisponível.  Imputação na quota indisponível da parte das liberalidades prioritariamente imputáveis na

quota disponível que exceda o seu montante

 Liberalidades feitas em favor de sucessível legitimário imputáveis prioritariamente na quota disponível não podem ser totalmente enquadradas nela.

 Imputação e vocações indirectas

 Imputação de liberalidades na quota indisponível faz-se tendo em conta a legítima subjectiva que caiba ao beneficiário, hipoteticamente ampliada graças a vocação indirecta.

 Imputação ex se

 Legitimário prioritário tem que imputar prioritariamente as liberalidades inter vivos que lhe foram feitas na respectiva legítima subjectiva, excepto estipulação do de cuius em contrário. Tutela Quantitativa da Legítima

 Redução de liberalidades

 Redução de liberalidades inoficiosas

 2067 e 2169 CC = legitimidade para requerimento;

 2170 + 294 CC = nulidade da renúncia em vida ao direito de redução de liberalidades;  Por falta de acordo entre interessados -> redução judicial.

 Liberalidades redutíveis

 Disposições testamentárias  Deixas a título de herança;  Legados;

 2171 CC;  2172 CC.

 Doações mortis causa / inter vivos;  1705, 2 CC;  2173 CC.  Processo redutivo  2174 CC (redução em espécie);  2176 CC;  2177 CC;

 Acção de redução caduca após 2 anos da aceitação da herança pelo legitimária (2178 CC);  Direito de redução extingue-se com a sua renúncia, posterior à abertura da sucessão.  Natureza da redução de liberalidades

 Carácter pessoal (2175 e 2176 CC);

 Impugnação negocial constitutiva que implica a ineficácia relativa e superveniente da liberalidade inoficiosa;

 Inoficiosidade verifica-se na abertura da sucessão;  Redução determina a ineficácia da liberalidade;

 Ineficácia da liberalidade inoficiosa produz-se mediante o exercício pelo legitimário do seu direito potestativo de reduzir;

 Ineficácia é relativa -> só o legitimário pode invocar a redução;

(27)

 Redução não prejudica o donatário até ao pedido de redução. Tutela Qualitativa da Legítima

 Em geral

 2165, 2 CC = legitimário pode aceitar a legítima por preencher, adquirindo 1 legado que a substitui;

 1678 CC = legitimário casado titula a administração dos bens que tenham sido doados ou deixados por conta da legítima;

 1729 CC

 Bens havidos por meio de doação ou deixas testamentárias que integrem a legítima do beneficiário assumem sempre a qualidade de bens próprios;

 Bens atribuídos em preenchimento da legítima do beneficiário pertencem-lhe sempre como bens próprios.

 Cautela sociniana (2164 CC)

 Se o encargo é legado de usufruto ou pensão vitalícia e a quota disponível está total ou parcialmente livre, o legitimário pode entregar ao legatário a quota disponível;

 Aplica-se às doações de usufruto e nua-propriedade, deixas de nua-propriedade e aos fideicomissos;

 2163 + 294 CC = nulidade dos encargos sobre a legítima que não se enquadrem na cautela sociniana.

 Princípio da intangibilidade  2163 – 2165 CC;

 Testador não pode impor encargos sobre a legítima;

 Testador não pode designar os bens que preenchem a legítima sem o consentimento do herdeiro;

 Legitimário pode reclamar o preenchimento dos seus direitos com bens hereditários à sua escolha (com excepções).

Natureza do Direito à Legítima (na Sucessão Comum)  Natureza da legítima subjectiva

 Carácter hereditário;

 2158 – 2161 CC + princípio da intangibilidade qualitativa da legítima = legítima pars hereditatis = legitimários são herdeiros sucessíveis aos quais cabe uma parcela do activo e passivo hereditário para satisfação dos seus direitos injuntivos.

Da Pendência da Sucessão à Partilha A Pendência da Sucessão

 Fase da pendência da sucessão ou herança jacente

 Abertura da sucessão -> vocação -> herança jacente

 Vocação = atribuição ao sucessível do direito de aceitar ou repudiar a herança ou legado.  Pendência da sucessão = herança jacente

 Total = nenhuma das situações jurídicas patrimoniais transmissíveis por morte tiver sido adquirida;

 Parcial = algumas das situações jurídicas patrimoniais transmissíveis por morte foram adquiridas.

 Herança jacente (2046 CC) = herança aberta não aceite nem vaga para o Estado

 Tempo decorrido entre a morte do de cuius e a aquisição por outrem das situações jurídicas patrimoniais de que era titular;

(28)

 Abarca legados;

 Cessa assim que todas as situações jurídicas patrimoniais transmissíveis por morte tenham sido adquiridas;

 Natureza jurídica

 Património autónomo;

 Fenómeno de situações jurídicas sem sujeito.  Administração da herança jacente

 464 – 472 + 2047 – 2048 CC;

 Vocação em relação à herança chega para legitimar a prática de providências administrativas;  2056, 3 CC = administração não implica a aceitação dos bens;

 Qualquer sucessível chamado à herança pode administrar os bens;  Em caso de conflito, segue-se a vontade da maioria dos sucessíveis

 No caso de impasse, a administração cabe a curador

 Risco de perda ou deterioração dos bens hereditários;

 Nomeação do tribunal, mediante requerimento do Ministério Público ou interessado;  2048, 2 -> 94, 1 + 1159, 1 CC;

 Cessa assim que o fundamento de nomeação termine.

 Administração = actos de administração ordinária que seja necessários para impedir a destruição ou danificação de bens.

 Notificação do sucessível para declarar se aceita ou repudia

 2059, 1 CC = direito de suceder caduca ao fim de 10 anos, desde que o sucessível sabe que é titular;  2049 CC = mecanismo de notificação dos sucessíveis = actio interrogatoria;

 Se o sucessível chamado à herança e o souber, não aceitar nem repudiar nos 15 dias posteriores à abertura da sucessão, o tribunal notifica-o e obriga-o a declarar se aceita ou repudia, mediante requerimento do Ministério Público ou interessado;

 2249 CC = notificação quanto a legados;

Na falta de aceitação e repúdio a herança/legado têm se por aceite;

Se sucessíveis notificados repudiarem, são notificados os sucessíveis subsequentes.

Aquisição Sucessória

 Fase da aquisição sucessória

 Última fase do fenómeno sucessório;

 Repúdio = declaração de vontade mediante a qual o sucessível manifesta a intenção de não adquirir a herança/legado a que foi chamado

 Impede a aquisição sucessória;

 Efeitos retroagem à abertura da sucessão, excepto sobre representação (2062 / 2249 CC)  Aceitação = condição de sucessor requer manifestação de vontade do sucessível (2050, 1 / 2249 CC)

 Declaração de vontade mediante a qual o sucessível manifesta a intenção de adquirir a herança/legado a que foi chamado;

 Efeitos retroagem à abertura da sucessão (2050 / 2249 CC).  Excepções ao princípio da aquisição por aceitação

 Sucessão contratual = aquisição automática;

 Aquisição pelo Estado (2154 e 2155 CC) = investidura.  Aceitação e repúdio

 Aceitação da herança / legado (2249 -> 2050 – 2061 CC)  Expressa ou tácita (2056, 1 + 217, 1 CC).

 Repúdio da herança / legado (2249 -> 2062 – 2067 CC)  Negócio solene (2063 CC).

 Sucessíveis só podem aceitar ou repudiar após abertura da sucessão;

(29)

 Negócios jurídicos unilaterais de natureza não receptícia;  2051 CC = carácter singular;

 Não podem ser feitos sob condição nem a termo (2054, 1 / 2064, 1 CC) -> nulidade (294 CC);  Regra geral, não há aceitação parcial (2054, 2 / 2064, 2 CC) -> nulidade (294 CC);

 Irrevogáveis (2061 / 2066 CC);

 Anuláveis com fundamento em erro-vício qualificado por dolo e coacção (2060 / 2065 CC);  Erro-vício simples -> 2055, 2 CC;

 Não são actos pessoais.

 Aceitação pura e simples; aceitação a benefício de inventário (2052, 1 CC)

 Aceitação a benefício de inventário (2053 CC) = requerimento de inventário ou intervenção em inventário pendente

 Bens são inventariados -> respondem pelos encargos da herança, excepto 2071, 1 CC.  Legados -> aceitação pura e simples

 Excepto herança distribuída em legados.

 2071, 2 CC = o herdeiro aceitante pura e simplesmente tem que provar que o activo hereditário não chega para cumprir os encargos.

 Sub-rogação dos credores do repudiante (2067 CC)

 606 CC = integração fictícia dos bens abrangidos pela situação sucessória repudiada na esfera jurídica daquele que não quis aceitar, na medida do estritamente necessário para a efectivação do pagamento das dívidas pessoais do repudiante;

 6 meses para ser exercido, desde que se conheça do repúdio;

 Assim que os débitos sejam satisfeitos, o remanescente cabe aos herdeiros imediatos do repudiante; Regime da Herança Adquirida

 Aspectos gerais

 Herança adquirida

 Encerra o fenómeno sucessório;  Petição da herança;

 Reivindicação da coisa legada.  Prova da qualidade de sucessor

 Acções de simples apreciação;  Meios especiais

 Habilitação judicial = falecimento de parte na pendência da causa e no caso da citação de interessados incertos como condição prévia à declaração de herança vaga para o Estado;

 Habilitação extrajudicial  Habilitação notarial;

 Habilitação em procedimento simplificado; de sucessão hereditária;  Habilitação no inventário;

 Habilitação administrativa especial.  Meios de tutela do sucessor

 Enquadramento

 Herdeiro tem que entregar legado;  Herdeiro -> petição da herança;

 Legatário -> reivindicação da coisa legada.  Petição da herança

 Herdeiro pede judicialmente o reconhecimento da sua qualidade sucessória e a consequente restituição de todos os bens da herança ou de parte deles contra quem os possua como herdeiro, ou por outro título, ou sem título (2075, 1 CC)

 Sem aceitação prévia, vale como aceitação tácita.  Intentada antes da partilha;

(30)

 Prazo para ser intentada (2075, 2 + 1287, etc e 2059 CC; partilha da herança);  Qualquer herdeiro pode pedir separadamente a totalidade dos bens em poder do

demandado;

 Regime geral da herança não partilhada;  2076 – 2077 CC.

 Cumprimento do legado; reivindicação da coisa legada

 Acção de cumprimento -> instaurada contra quem deve cumprir o legado;  2265, 1 CC -> regra geral = herdeiros;

 2275 CC = despesas com cumprimento do legado fiam a encargo de quem deve satisfazê-lo;

 Legado de crédito (2261, 2 CC) -> entrega ao legatário dos títulos respeitantes ao crédito

 Entrega no lugar da abertura da sucessão (2270 CC);

 Legatário tem direito aos frutos que forem devidos a partir da mora de quem deva satisfazê-lo.

 Legado de coisa -> entrega da coisa legada

 2270 CC = entrega da coisa feita no local em que se encontrava na abertura da sucessão;

 Legatário tem direito aos frutos da coisa legada desde a abertura da sucessão (2271 CC).

 Reivindicação da coisa legada = coisa certa e determinada

 2279 CC = legatário pode reivindicar de terceiro a coisa legada, se for coisa certa e determinada (1311, etc CC).

Administração da Herança

 Administração da herança adquirida

 Aquisição sucessória não atribui poderes de administração ao adquirente;

 2079 CC = administração pertence ao cabeça-de-casal até à liquidação e partilha da herança.  Cabeça-de-casal (2079 CC) = órgão normal de administração da herança adquirida

 Designado por acordo de todos os interessados (2084 CC)  Na falta de acordo -> 2080 CC.  2080 - 2083 CC;  2322 CC;  2087 -2090 CC;  2237 – 2241 CC;  2078 CC;  2092 – 2295 CC;  2334 CC.  Testamenteiro  2080, 1, b CC;

 2320 CC = testador nomeia 1 ou + pessoas para executar ou vigiar o cumprimento do seu testamento, em todo ou em parte;

 2321 – 2331 CC;  2086, 1 CC;  2182 – 2183 CC;  2333 – 2334 CC.

 Herdeiros enquanto administradores

 2091 CC = direitos relativos à herança só podem ser exercidos conjuntamente por todos os herdeiros ou contra os herdeiros, nos casos não abrangidos pelo cabeça-de-casal, acção de petição da herança e testador;

Referências

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