Analgesia preemptiva em histeroscopia diagnóstica

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Texto

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nalgesia PreemPtiva em histeroscoPia

diagnóstica

Walquíria quida sallEs pErEira primo,1 jEffErson rosa Cardoso,2 GuttEnBErG rodriGuEs pErEira primo,3 EtElvinodE souza trindadE,1 Carlos roBErtodE rEsEndE miranda2

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rtigo

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bsbm

brasíliamédica

ResUMO

Objetivo. Avaliar o efeito analgésico preemptivo do rofecoxib durante a realização da histeroscopia diagnóstica. Métodos. Estudo aleatorizado, duplo-cego e controlado com placebo. Estudaram-se 55 pacientes; 27 tomaram

rofecoxib e 28 tomaram placebo duas horas antes do início do procedimento. O instrumento usado para medir a dor foi uma escala de gradação numérica de zero a dez, com o zero correspondendo a “nenhuma dor” e dez correspondendo a “pior dor possível”. A paciente selecionou um número para descrever a intensidade da dor em cinco momentos: antes do procedimento, durante a passagem do histeroscópio pelo orifício interno, na distensão da cavidade uterina, na biópsia e no momento da alta. Foram utilizados os testes ANOVA, teste F e Mann-Whitney U. Significância estatística foi estipulada em 5% (p < 0,05).

Resultados. Não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos nos cinco momentos avaliados

quando analisados em conjunto (F = 1,477; p > 0,231). No momento da passagem do histeroscópio pelo orifício interno do colo do útero a mediana das notas dadas pelas pacientes foi 3 no grupo rofecoxib e 5 no grupo-controle, e 50% das notas distribuídas entre os quartis inferior e superior, no grupo rofecoxib foram de 3 a 5, e no grupo-con-trole de 3,5 a 6,5. Portanto, nas pacientes do grupo rofecoxib foi encontrada diferença com significância estatística no momento “orifício interno” do colo do útero (p = 0,004), assim como, nas participantes que não se encontravam na menopausa (p = 0,002) e nas que tiveram parto normal (p = 0,004).

Conclusão. O uso de 50 mg de rofecoxib não foi superior ao placebo para aliviar a dor durante a histeroscopia

diagnóstica. Contudo, o rofecoxib foi superior ao placebo, reduzindo a dor no momento da passagem do histeros-cópio pelo orifício interno do colo do útero, nas pacientes que não se encontravam na menopausa e nas que tiveram antecedentes de parto normal.

Palavras-Chave. Histeroscopia diagnóstica; controle da dor; rofecoxib.

aBstRact

PReeMPtive analgesia fOR diagnOstiC hysteROsCOPy

Objective. The purpose of this study was to assess the preemptive analgesic effect of rofecoxib in minimizing

pain during diagnostic hysteroscopy.

Methods. A randomized, double-blind, and placebo-controlled trial. The study included 55 women, twenty seven took

rofecoxib and twenty eight took placebo two hours before diagnostic hysteroscopy. We measured referred pain in numeric rating scale, as patients indicated how intense it was from zero to ten, where zero was “no pain” and ten “the worst pain already experienced”. The patients selected a number to describe the intensity of the pain in five moments: before the procedure, during the passage of the hysteroscope through the internal orifice, at gas filling of the uterine cavity, in the biopsy and at the discharge. The ANOVA test, F test and Mann-Whitney U were utilized. Significance was estimated in 5% (p<0.05).

Results. There were no statistically significant difference between groups at the five moments (F test = 1.477;

p > 0.231). However, patients taking rofecoxib referred less pain than those taking placebo during the passage of the instrument through the internal orifice, the median of the notes given for the patients of rofecoxib group, was 3, while in the placebo group it was 5. Inside that, 50% of notes distributed between the inferior and superior quartiles had been of 3 and 5 in the rofecoxib group and 3.5 and 6.5 in the placebo group. So, in rofecoxib group patients, difference was found at the moment “internal orifice” (p = 0.004), as well as in patients before menopause (p = 0.002, F test), and those who had vaginal delivery (p = 0.004).

Conclusion. The usage of 50 mg of rofecoxib was not superior to the placebo as to reduce the pain during the

diagnostic hysteroscopy. However, rofecoxib was superior to the placebo to reduce the pain at the moment of the passage of the instrument through the internal oriffice into the uterus, in the pacients who was not in the menopause and the pacients with a vaginal delivery in the past.

Key words. Diagnostic hysteroscopy; pain control; rofecoxib.

1 Trabalho premiado em 1.o lugar como o melhor em Ginecologia no 39.o Congresso de Ginecologia e Obstetrícia de Brasília em 2006. Dissertação de

Mestrado em Ciências da Saúde pela UnB, em 2004. Hospital de Base do Distrito Federal, Brasília. Correspondência: SHIS QI 21, conjunto 4, casa 7, Lago Sul, CEP: 71655-240, Brasília, DF. Tels.: (61) 3366 4861 e 9968 7340. Internet: walquiriaqspp@uol.com.br

2 Universidade Estadual de Londrina, Londrina, PR.

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brasíliamédica

introdução

uso de analgésico antes de início do estímulo nociceptivo é um novo conceito clínico no tra-tamento da dor aguda, denominado de analgesia preemptiva. Com o objetivo de prevenir a sensibi-lização central e periférica que ocorre em resposta aos estímulos dolorosos, enquanto intacta à res-posta fisiológica a dor, evitando a dor crônica.1-3

A histeroscopia diagnóstica é ferramenta va-liosa para o exame visual do canal endocervical e da cavidade uterina e está indicada na inves-tigação das principais causas de sangramento uterino anormal, no diagnóstico e seguimento das hiperplasias, no diagnóstico e seguimento da doença trofoblástica, na indicação e no controle de cirurgia uterina, nas alterações müllerianas, na amenorréia, na esterilidade e na localização de corpos estranhos.4-7 O uso do histeroscópio no

consultório ou no ambulatório substitui os proce-dimentos de maior risco e custo, ou seja, tem papel importante para evitar a internação e a realização da curetagem uterina “às cegas” em pacientes sem alterações na cavidade uterina.8-11

Yang e Vollenhoven7 referiram que a principal

queixa das pacientes submetidas à histeroscopia diagnóstica ambulatorial é a dor e igualmente a razão mais comum de falha na realização desse exame.4,5,12

Vários métodos de analgesia sistêmica e anestesia local foram testados para reduzir o des-conforto associado à histeroscopia diagnóstica am-bulatorial, porém, com resultados controversos.7

Downes & Al-Azzawi13 utilizaram um sistema de

pontuação de 1 a 10 para avaliar a aceitabilidade da histeroscopia ambulatorial. Em outro estudo, foi injetada lidocaína a 1% com adrenalina no colo do útero e não mostrou ser superior ao uso do placebo. Nenhuma técnica de anestesia local foi convincentemente eficaz.5,14-17

O analgésico rofecoxib foi suspenso do mer-cado, em setembro de 2004, em razão dos efeitos colaterais quando indicado para dor crônica. Foi um inibidor seletivo da enzima ciclooxigenase-2 (COX-2), que oferece alívio à dor aguda, similar aos outros analgésicos do grupo do AINE que

não inibem a enzima ciclooxigenase-1 (COX-1) responsável por funções fisiológicas. Além disso, não comprometeu a agregação plaquetária, não causou toxicidade gástrica, dependência física ou psíquica e depressão respiratória. Por conseguinte, apresentou baixo índice de complicações no trata-mento da dor aguda.18,19 A sua eficácia analgésica

foi observada em vários modelos clínicos de dor aguda, ou seja, após cirurgia dentária, após cirurgia ortopédica e durante a dismenorréia primária.19,20

Para Bracco e colaboradores,21 o início da

anal-gesia foi em 31 minutos, pós-cirurgia dentária, com dose única de 50 mg de rofecoxib e em 45 minutos no estudo de Ehrich e colaboradores.22

A dose indicada para o tratamento da dor aguda foi 50 mg por via oral e com duração do efeito analgésico de 24 horas.20

Não existe forma direta e objetiva para avaliar com precisão a intensidade da dor. Contudo, pela necessidade de interpretar o quanto vale a dor para aquela pessoa, existem alguns instrumentos que podem ser usados para tentar mensurar algo subjetivo. A escala de gradação numérica é sim-ples e a mais usada. Em uma escala numérica de zero a dez, com zero correspondente a “nenhuma dor” e dez correspondente a “pior dor possível”, a doente seleciona um número para descrever a intensidade da sua dor.23

O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia do rofecoxib na redução da intensidade da dor durante a histeroscopia diagnóstica ou em qualquer fase do procedimento e avaliar a intensidade da dor em rela-ção ao estado hormonal e à paridade da paciente.

métodos

No período de 30 de janeiro de 2003 a 29 de janeiro de 2004, pacientes atendidas em um dos ambulatórios de histeroscopia diagnóstica do Hos-pital de Base do Distrito Federal foram avaliadas usando-se questionário elaborado para a pesquisa, no qual constaram os dados pessoais da doente, ou seja, nome, telefone, endereço, data de nascimento e idade; da verificação da elegibilidade: os critérios de inclusão (sangramento uterino anormal, corpo estranho, amenorréia secundária, investigação

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de infertilidade, alteração ultra-sonográfica em doente assintomática e alterações müllerianas) e os critérios de exclusão (pacientes grávidas, com infecção pélvica, com sangramento uterino agu-do, com perfuração uterina aguda, com câncer do colo do útero, com insuficiência renal avançada, sensíveis ao rofecoxib, em uso de analgésicos e exclusão das histeroscopias insatisfatórias); da história menstrual; da quantidade de partos vagi-nais, cirúrgicos e abortamento; das medicações hormonais e não-hormonais em uso.

Foram alocadas aleatoriamente 60 pacientes. Os números foram criados em uma tabela aleatória e a ocultação da alocação foi garantida por meio de envelopes selados e lacrados. Cinco histeroscopias diagnósticas foram insatisfatórias. Foram incluí-das, então, 55 pacientes, 27 no grupo rofecoxib e 28 controles. Sete outras pacientes não assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido e, por conseguinte, não participaram do estudo. Contudo, foram submetidas à histeroscopia diagnóstica sem prejuízo ao seu tratamento.

Após a explicação sobre a escala de gradação numérica, a doente foi interrogada sobre qual a maior dor sentida em sua vida; qual a nota dada para a sua maior dor, entre 0 e 10; qual a sua expectativa de dor, em relação à histeroscopia, de 0 a 10; qual a nota dada, entre 0 a 10, referente a dor sentida na histeroscopia pela passagem do histeroscópio pelo orifício interno do colo do útero; referente à distensão uterina com CO2; referente à biópsia e na alta. Foram também registrados as complicações, o diagnóstico histeroscópico, o laudo do exame e o resultado da avaliação anatomopatológica.

Com a paciente na posição de litotomia, foi realizado o exame bimanual para avaliar o tama-nho e a posição do útero. Seguiu-se a inserção do espéculo para exposição do colo do útero e anti-sepsia com povidine.

Utilizado um histeroscópio rígido, de 2,9 mm de diâmetro, camisa histeroscópica de 3,7 mm e óptica com ângulo de 30° STORZ (Tuttlingen, Alemanha), que foi introduzido no orifício externo do colo do útero, dando-se início ao procedimento. A cavidade uterina foi distendida com infusão do

CO2, com histeroinsuflador STORZ (Tuttlingen, Alemanha) com fluxo de 50 ml/min e pressão de 75 mmHg.

O exame consistiu na visão panorâmica da cavi-dade uterina, dos cornos uterinos, dos orifícios tubá-rios e o aspecto das glândulas endometriais e do canal endocervical. O tempo total do procedimento foi cronometrado desde a introdução do histeroscópio no orifício externo do colo do útero até a retirada do aparelho. O último passo consistiu na realização da biópsia com pinça do tipo saca-bocado de 3,5 mm.

Durante o procedimento, a paciente foi inqui-rida quanto à intensidade de dor em cinco fases do exame, ou seja, antes da introdução do instrumento (expectativa de dor), durante sua passagem do histeroscópio através do orifício interno do colo uterino, durante a distensão da cavidade uterina e na biópsia (primeiro fragmento) e após trinta mi-nutos do procedimento, já na sala de recuperação. A medida da dor foi baseada na escala de gradação numérica de zero a dez.

A distribuição de freqüência das indicações da histeroscopia diagnóstica nos dois grupos mostrou que a indicação predominante foi o achado ultra-sonográfico alterado, com sangramento uterino anormal ou não, em 81,4% das doentes, no grupo rofecoxib e em 89,2%, no grupo-controle. O achado histeroscópico mais encontrado, nos dois grupos, foi endométrio funcional, ou seja, cavidade uterina sem alteração orgânica. Em seguida, endométrio atrófico, pólipo, espessamento endometrial difuso e mioma submucoso, no grupo rofecoxib. No grupo-controle, o segundo achado histeroscópico mais freqüente foi pólipo endometrial, em seguida, espessamento endometrial difuso e endométrio atrófico.

O estudo foi aprovado pela Comissão de Ética em Pesquisa da UnB, atendendo-se à Resolução 196/96 CNS/MS. Todas as pacientes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

Análise estatística

Os autores acreditam na redução da dor para 50%, e foi estimada uma amostra total de 60, com poder de 80% e erro do tipo 1(α) de 0,05. A análise estatística foi calculada utilizando-se o Statcalc.

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Como os resultados da escala numérica não seguiram os pressupostos de normalidade (teste de Shapiro-Wilk), a análise descritiva foi apresentada por meio da figura box plot – mediana, quartis, valor máximo e mínimo e outliers.

Para verificar a diferença da percepção da dor entre os grupos, em cada momento (expectativa, orifício interno, distensão, biópsia e alta), foi usado o teste de análise de variância de medidas repetidas. O teste de Greenhouse-Geisser Epsolon foi usado para os ajustes de graus de liberdade quando os pressupostos de esfericidade não foram encontrados. Por interesse específico, o momento orifício interno foi investigado separadamente dos outros momentos por meio do teste de Mann-Whitney U.

Para comparar a diferença da percepção da dor, entre as participantes que estavam ou não na menopausa, como também as que tiveram ou não parto normal, no momento da passagem do histeroscópio através do orifício interno do colo uterino, foi usado também o teste de Mann-Whit-ney U. A significância estatística foi adotada em 5% (p < 0,05). Para a análise dos dados, foi usado o programa Statistical Package for the Social

Sciences (SPSS) versão 11.5 para Windows.

resultados

A média de idade das pacientes estudadas foi 45,1 anos para o grupo rofecoxib e 41,5 anos para o grupo-placebo; 25,9% e 17,8% estavam na pós-menopausa e 11,1% e 10,7% eram nulíparas, no grupo rofecoxib e controle respectivamente. Em

relação à via de parto das pesquisadas 74% tiveram partos normais, no grupo rofecoxib e 78,5%, no grupo-controle. Não houve diferenças significati-vas entre os dois grupos em relação à duração da histeroscopia diagnóstica (tabela 1).

Em relação a pior dor previamente sentida pela doente, no grupo rofecoxib, foi em razão do traba-lho de parto em 62,9% das estudadas e, em seguida, foi por cólica da vias biliares e dismenorréia em 7,4%. No grupo-controle, 53,5% das estudadas, a pior dor previamente sentida, também foi devido ao trabalho de parto, vindo em segundo lugar o pós-operatório de cesariana com 14,2% (tabela 2).

Na tabela 3, nota-se que do percentil 25 até ao 75, nos momentos relativos à expectativa da dor, a distensão da cavidade uterina, a realização da biópsia e na alta a distribuição das notas são semelhantes. A mediana, das notas dadas pelas pacientes na escala numérica, foi 5, quanto à expectativa de dor nos dois grupos; na distensão foram 2 no grupo rofecoxib e 2,5 no grupo-con-trole; na realização da biópsia foi 5 no grupo rofecoxib e 6 no grupo-controle e, na alta, foi 1, nos dois grupos. Todavia, o mesmo não ocorre no momento orifício interno do colo do útero, ou seja, a mediana foi 3 no grupo rofecoxib e 5, no grupo-controle, sendo 50% das notas dadas pelas pacientes, distribuídas entre os quartis inferior e superior, no grupo rofecoxib foram de 3 a 5 e no grupo-controle de 3,5 a 6,5. Portanto, os resultados obtidos na análise descritiva dos valores da escala numérica, em centímetros, dos grupos rofecoxib e controle, nas cinco fases do estudo, analisadas em

Características Rofecoxib Controle

n = 27 n = 28

Idade [anos (extremos)] 45,1 (32-60) 41,5 (24-65)

Estado hormonal, n (%)

Pré-Menopausa 20 (74,0) 23 (81,1)

Pós-Menopausa 7 (25,9) 5 (17,8)

Via de parto, n (%)

Parto vaginal 20 (74,0) 22 (78,5)

Sem parto vaginal 7 (25,9) 6 (21,4)

Duração da histeroscopia (média) 2 min 39 s 2 min 44 s

Tabela 1. Características das pacientes e duração da histeroscopia nos grupos rofecoxib e controle. brasíliamédica

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Fases do estudo Rofecoxib Placebo

Expectativa da paciente quanto a dor 5 (4-7) 5 (4,2-7,7)

Momento orifício interno 3 (1,5-4,5) 5 (3,2-6,7)*

Momento da distensão da cavidade uterina 2 (1-4) 2,5 (1,2-4,7)

Durante a realização da biópsia 5 (3-8) 6 (5-8)

Na alta 1 (1-2) 1 (1-2)

conjunto, mostraram que não houve diferença es-tatisticamente significante entre os grupos, nesses cinco momentos (teste de esfericidade p > 0,801; F = 1,477; p > 0,231). Porém, considerando-se o momento da passagem do histeroscópio pelo orifício interno do colo do útero, isoladamente, foi encontrada uma diferença com significância estatística a favor do grupo rofecoxib (p = 0,004) (figura 1).

Na figura 2, no momento orifício interno do colo do útero, das participantes que não es-tavam na menopausa, a mediana foi 3 no grupo rofecoxib e 5, no grupo-controle. As notas dadas pelas doentes, distribuídas entre os quartis inferior e superior, no grupo rofecoxib foram de 1 a 4 e, no grupo-controle, de 3,5 a 6 e na análise descritiva também foi encontrada diferença com significân-cia estatística a favor das participantes que não se encontravam na menopausa e que pertenciam

ao grupo rofecoxib (p = 0,002). Todavia, não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre as participantes que estavam na menopausa, quando comparada entre os grupos (rofecoxib e controle) (p = 0,561).

A análise descritiva dos valores da escala numérica, em centímetros, das participantes (rofe-coxib versus controle) que tiveram parto normal, na fase orifício interno, foi encontrada diferença com significância estatística a favor das partici-pantes que tiveram parto normal e que pertenciam ao grupo rofecoxib (p = 0,004), com 50% das notas distribuídas entre 1 e 4 e mediana de 3. No grupo-controle, 50% das notas ficaram entre 4 e 6 e mediana de 5, por conseguinte, não foi encon-trada diferença estatisticamente significante entre as participantes que não tiveram parto normal, quando comparada entre os grupos (rofecoxib e controle) (p = 0,628) (figura 3).

Pior dor sentida Rofecoxib Grupo-Controle

n % n %

Trabalho de parto 17 62,9 15 53,5

Pós-operatório cesariana 1 3,7 4 14,2

Cólica renal 1 3,7 2 7,1

Cólica das vias biliares 2 7,4 1 3,5

Dismenorréia 2 7,4 1 3,5 Dor de dente 1 3,7 2 7,1 Pancada na cabeça 1 3,7 - -Infecção puerperal 1 3,7 - -Histerossonografia 1 3,7 1 3,5 Dor de ouvido - - 1 3,5 Trabalho de abortamento - - 1 3,5 Totais 27 100 28 100

Tabela 2. A pior dor previamente sentida pela paciente conforme os grupos rofecoxib e grupo-controle.

Tabela 3. Mediana e amplitude interquartil dos valores da escala numérica, em centímetros, dos grupos tratado com rofecoxib (n = 27) e placebo (n = 28) nas cinco fases do estudo.

analGEsiaprEEmptivaEmhistErosCopiadiaGnóstiCa

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Figura 1. Análise descritiva dos valores da escala numérica, em centímetros, das participantes do grupo rofecoxib e controle na fase da histeroscopia no orifício interno.

discussão

A proposta deste estudo foi avaliar o efeito analgésico do rofecoxib durante a realização da histeroscopia diagnóstica, com o intuito de dimi-nuir a dor causada pelo exame. As conseqüências

da dor não tratada ou inadequadamente tratada manifestam-se no psiquismo e repercutem nos principais sistemas do organismo. Do ponto de vista emocional, a dor provoca insônia, ansie-dade, irritabilidade e a paciente pode chegar à

Figura 2. Análise descritiva dos valores da escala numérica, em centímetros, das participantes (rofecoxib versus controle) que não estavam na menopausa na fase da histeroscopia no orifício interno.

Brasília Med 2007;4(1): 7-16 brasíliamédica *p = 0,004 * *p = 0,002 *

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-depressão. A liberação de catecolaminas leva à taquicardia com aumento do volume sistólico, do trabalho cardíaco, do metabolismo e do consumo de oxigênio. Pode ainda prolongar a permanência da paciente no hospital ou retardar seu retorno às atividades habituais e, conseqüentemente, acarre-tar repercussões econômicas negativas.23

A dor provocada por lesões semelhantes é experimentada de maneira diferente em cada pessoa. A plasticidade relacionada à dor repre-senta alteração funcional persistente ou memória somática produzida no organismo por danos ou outros eventos patológicos. A complexidade e a plasticidade neuronal da dor envolvem os media-dores fisiológicos, como a causa e o nível de lesão, e os mediadores psicossociais, tais como os situa-cionais, que envolvem expectativas, relevância e controle da situação; os emocionais, relacionados ao estresse, estilo de enfrentamento, medo e frus-tração e os pessoais, baseados na história pregressa de dor, nível cognitivo e cultural.24

A pior dor previamente sentida pelas pacientes da presente investigação foi conseqüente ao traba-lho de parto em 62,9% no grupo rofecoxib e 53,5%

no grupo-controle. Todas as pacientes do estudo tiveram experiências passadas significativas rela-cionadas à dor. Foi questionado sobre o passado de dor das pacientes do estudo para efetuar o resgate da memória de dor e fazer comparação com a ex-periência do exame de histeroscopia diagnóstica. Os sistemas neuronais supra-espinhais permitem ao organismo utilizar a experiência passada para controlar a sensibilidade nas várias estruturas do neuroeixo e reagir de modo variado e autode-terminado diante de ameaças.24 Como ambos os

grupos tiveram história prévia de dor intensa na mesma proporção, esse dado não influenciou no resultado do estudo.

O uso de analgésico antes de início do estí-mulo nociceptivo é um novo conceito clínico, no tratamento da dor aguda, denominado de analgesia preemptiva. Com o objetivo de prevenir a sensibi-lização central e periférica que ocorre em resposta aos estímulos dolorosos, enquanto intacta à resposta fisiológica à dor, evitando-se a dor crônica.25 Os

ini-bidores seletivos da COX-2 têm mostrado eficácia e segurança no alívio da dor pós-operatória (dor aguda) para a analgesia preemptiva.20

Figura 3. Box plot dos valores da escala numérica, em centímetros, das participantes (rofecoxib versus controle), que tiveram parto normal na fase da histeroscopia orifício interno.

analGEsiaprEEmptivaEmhistErosCopiadiaGnóstiCa

*p = 0,004

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O meio de distensão usado neste estudo tam-bém não influenciou na intensidade de dor expe-rimentada pelas doentes. Litta e colaboradores,26

ao avaliarem o desconforto causado nas pacientes após histeroscopia diagnóstica com CO2 ou com solução salina, usando-se a escala visual analógica (0 = sem dor; 100 = pior dor imaginável), consta-ram que, de um total de 415 pacientes (CO2, n = 201; solução salina, n = 214), depois da histerosco-pia, o desconforto pélvico foi maior nas nulíparas (índice de dor 39,0 ± 26,5) do que nas multíparas (30,4 ± 25,9), especialmente na pré-menopausa. Para todas as pacientes, o desconforto pélvico foi geralmente mínimo, contudo foi mais acentuado naquelas submetidas à histeroscopia diagnóstica, usando-se como meio distensor a solução salina do que com CO2. Neste estudo, foi usado o CO2 para distender a cavidade uterina, porém o meio de distensão não contribuiu para aumentar o des-conforto das pacientes, além do habitual.

A análise descritiva dos valores da escala numérica, em centímetros, dos grupos rofecoxib e controle, nas cinco fases do estudo, constata-ram que não houve diferença estatisticamente significante entre os grupos, quando analisados em conjunto (teste de esfericidade p > 0,801; F = 1,477; p > 0,231).

Um estudo semelhante realizado com 50 mg de diclofenaco sódico, em 92 pacientes, e o placebo, em 89, o índice de intensidade de dor na inserção do histeroscópio foi 4,3 ± 3,0 e 3,6 ± 2, 7, durante o exame 3,0 ± 2,5 e 3,0 ± 2,9, na biópsia 4,3 ± 3,0 e 4,8 ± 3,2 e na alta 1,1 ± 1,3 e 1,2 ± 1,7, no grupo diclofenaco e controle respectivamente. Nesse estudo, a biópsia foi o momento mais doloroso do exame, nos dois grupos. Portanto, esses pesquisa-dores não encontraram efeito benéfico do diclofe-naco sódico no alívio da dor, em nenhum momento da histeroscopia, incluindo-se a biópsia.5

Outros pesquisadores, ao analisarem 60 pacientes aleatorizados em três grupos, com o objetivo de investigarem o efeito analgésico de 50 mg do rofecoxib, por via oral, uma hora antes da realização da artroscopia ambulatorial, com-parando-se com doentes que receberam 50 mg do

rofecoxib por via oral depois do procedimento e com pacientes que receberam placebo mostrou-se que o uso do rofecoxib uma hora antes da cirurgia resultou em índices de dor mais baixo do que no grupo que recebeu o rofecoxib depois da cirurgia e no grupo-placebo.27

Vários estudos com anestesia local intra-uteri-na transcervical, bloqueio paracervical, spray de lidocaína e lidocaína gel não foram eficazes para reduzir a dor na realização da biópsia endometrial. Por isso, não afetam a parte do exame que freqüen-temente é considerada mais dolorosa.7,11,12,28

De Iaco e colaboradores29 mostraram que

34,8% das pacientes submetidas à histeroscopia diagnóstica experimentam dor intensa, mesmo quando realizada com técnica atraumática e por cirurgiões experientes. A biópsia é considerada a parte mais dolorosa do exame na maioria dos trabalhos, sendo compatível com os achados desta investigação. Os antiinflamatórios não-esteróides não são eficazes no tratamento da dor intensa, a menos que sejam associados a algum opiáceo.30

O presente trabalho mostrou que, no momento da passagem do histeroscópio através do orifício interno do colo uterino, na análise descritiva, foi encontrada diferença com significância estatística a favor das participantes que não se encontravam na menopausa, a favor do grupo rofecoxib (p = 0,002). De fato o estado hormonal influencia a intensidade da dor, porque as doentes na meno-pausa, em razão do hipoestrogenismo, cursam com atrofia genital e não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre as participantes que estavam na menopausa, quando se compara com os grupos rofecoxib e controle (p = 0,561).

Ao analisar as pacientes que tiveram parto nor-mal com as que não tiveram, no momento da pas-sagem do histeroscópio através do orifício interno do colo uterino, os autores encontraram diferença com significância estatística a favor das partici-pantes que tiveram parto normal e que pertenciam ao grupo rofecoxib (p = 0,004). Essas pacientes experimentaram menos dor que as doentes com as mesmas características do grupo-controle.

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referências

No momento da realização da biópsia, 66,6% das pacientes do grupo rofecoxib e 89,2% das pacientes do grupo-controle experimentaram dor moderada e intensa, ou seja, a biópsia é considerada a parte mais dolorosa do exame na maioria dos trabalhos, sendo compatível com os achados deste estudo. Os antiinflamatórios não-esteroidais não são efetivos no tratamento da dor intensa, a menos que sejam associados com algum opiáceo.

A principal desvantagem da escala numérica é a suposição de que a dor é uma experiência unidimensional. Embora, a intensidade da dor seja uma dimensão importante, a palavra “dor” refere-se nitidamente a uma variedade interminável de atributos.24

Este estudo permite concluir que, apesar de o rofecoxib ser útil como analgésico preemptivo no momento da passagem do histeroscópio atra-vés do orifício interno do colo do útero, não foi encontrada diferença estatisticamente significante entre os grupos, nos cinco momentos avaliados em conjunto.

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brasíliamédica

bsbm

brasíliamédica

Brasília Med 2007;44(1):7-16

A analgesia preemptiva tem como princípio básico a adminis-traçäo de analgésicos antes da ocorrência de estímulos do-lorosos, reduzindo ou prevenindo a dor e diminuindo a dose analgésica requerida, comparada com a dose usada após a ocorrência do estímulo doloroso. Há reduçäo ou prevençäo da “memória” da dor no sistema nervoso central. A analgesia preemptiva permite atenuar ou prevenir o desenvolvimento da sensibilizaçäo central induzida pela cirurgia.

Fonte: Alves AS e outros, Ciênc Rural; 2001;31(3):439-44.

Revista BRasília Médica

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COMENTÁRIO

roberto CAvALCAntIde souzA, doCentedA FACuLdAdede MedICInAdA FundAçãode ensInoe PesquIsAeM CIênCIAsdA sAúde (FePeCs).

A Medicina é uma ciência criada nos pri-mórdios da civilização para eliminar ou aliviar o sofrimento dos seres humanos. Desde cedo, os médicos concluíram que, para atingir essa finalidade, a tarefa inicial seria descobrir a causa do sofrimento ou seja estabelecer o seu

diagnóstico. Numerosas técnicas foram esta-belecidas e, nas últimas décadas, houve uma enorme evolução, principalmente com a intro-dução das sofisticadas e modernas tecnologias eletrônicas.

Em ginecologia, um grande passo foi dado, quando se descobriu o espéculo vaginal, que per-mitiu a visão direta do colo uterino. Para desvendar os mistérios da cavidade uterina, contava-se ape-nas com a dilatação cervical, a curetagem uterina e a histerografia.

Recentemente, foi criada a histeroscopia, uma cânula cervical ligada a uma câmara de vídeo, o que permite visão direta da cavidade uterina.

Essa técnica, consideravelmente importante e esclarecedora, esbarra, entretanto num grande obs-táculo: é muito dolorosa, mesmo considerando-se a dor um sentimento altamente subjetivo.

Dessa forma, é extremamente oportuno o trabalho científico ora analisado, que conclui não haver diferença significativa entre as pacientes usuárias de analgesia preemptiva ou não quando da realização do procedimento.

Julgamos o trabalho de excelente qualidade e extremo valor prático, pois torna mais forte o argumento, apesar de muitos estudos contrários, de que a histeroscopia é um procedimento a ser rea-lizado no centro cirúrgico e sob analgesia, não se justificando causar sofrimento físico e psicológico a pacientes já profundamente vulneráveis.

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Referências

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