Interfaces de busca
A Interação Humano-Computador
Bem concebidos, os sistemas eficazes geram
sentimentos positivos em seus usuários. Quando um
sistema é bem projetado, a interface quase
desaparece, permitindo que os usuários se concentrar
em seu trabalho, realizando-o de maneira prazerosa.
Em Sistemas de Recuperação de Informação, a
função da interface de busca é auxiliar o usuário a
Interfaces de Busca
Interfaces de Busca
Interfaces de Busca
1997 - Protótipo 1999 - Beta out.2013Como as pessoas buscam informação?
tipos de usuário
Como as pessoas buscam por
informação?
Depende do tipo da necessidade, do tempo e do esforço
disponível para ser investido na tarefa;
Depende também do grau de conhecimento que o
usuário tem do domínio/assunto;
Marchionini (1997) distingue duas formas de busca:
◦ Information lookup (pesquisa por informação)
informações discretas: números, datas, nomes, arquivos ou sites; ◦ exploratory search (busca exploratória)
learning (aprendizagem)
Como as pessoas buscam por
informação?
O’Day e Jaffries (1993)
◦ O processo de busca por informação consiste de uma série
de pesquisas interconectadas;
◦ Os resultados de busca obtidos para um determinado
objetivo tendem a ser o gatilho para novos objetivos de pesquisa;
◦ O principal valor de uma busca está no aprendizado
acumulado e na aquisição de informação que ocorre durante esse processo, mais do que no resultado final;
Como as pessoas buscam por
informação?
Modelo Clássico vs Modelo Dinâmico
◦ modelo clássico (SUTCLIFFE; ENNIS, 1998)identificação do problema
articulação de necessidades de informação formulação da consulta (busca)
avaliação dos resultados
◦ A necessidade de informação do usuário é estática e o
processo de busca por informação é um refinamento
sucessivo da consulta (expressão de busca) até que todos e apenas os documentos relevantes tenham sido recuperados;
Como as pessoas buscam informação?
modelo linear (clássico)
Como as pessoas buscam por
informação?
Modelo Clássico vs Modelo Dinâmico
◦ modelo dinâmico (BATES, 1989)Enfatizam a natureza dinâmica do processo de busca;
Os usuários aprendem como pesquisar;
As suas necessidades de informações se ajustam conforme os
Como as pessoas buscam
informação?
dinâmico
a necessidade de informação varia durante o processo de busca.
Como as pessoas buscam por
informação?
Buscadores Web
◦ utiliza-se inicialmente uma expressão de busca genérica; ◦ reformular sua busca em função dos termos utilizados nos
resultados a fim de se aproximar do seu objetivo; ou
◦ visitar um determinado site e procurar (browse) a informação
Como as pessoas buscam por
informação?
Information Foraging Theory (PIROLLI, 2007)
◦ Framework teórico que utiliza uma visão evolutiva (biológica)
para modelar e fazer previsões das estratégias da pessoas na navegação por estruturas de informação.;
◦ Na década de 1970 foi desenvolvido a “Optimal Foragin
Theory” por antropólogos e ecologistas para explicar como os animais caçam para se alimentarem.
Os hábitos alimentares dos animais giram em torno de maximizar
a ingestão de energia durante um determinado período de tempo. Certas presas não valem a pena perseguir, enquanto outras resultariam pouca perda de energia.
Como as pessoas buscam por
informação?
Information Foraging Theory (PIROLLI; CARD, 2007)
◦ Os conceitos-chave que emergem dessa analogia são: afonte de alimento, o local em que ele pode ser encontrado, as estratégias para encontrá-lo, as
ferramentas disponíveis para encontrá-lo e o benefício resultante de seu consumo.
◦ O desafio é projetar interfaces que suportem estes conceitos.
Interfaces que oferecem ricas fontes de metadados, sugestões de navegação úteis, agrupamento de conteúdo eficaz e forneçam suporte a estratégias apropriadas para diferentes necessidades de informação.
Como as pessoas buscam por
informação?
Navigation vs Search
◦ Navegação, browsingPermitem que o usuário percorra algum tipo de estrutura de
informação a fim se selecionar um ponto de início para a busca;
funciona bem somente se os links entre os itens estão
apropriadamente definidos;
Browsing
Uma atividade interativa de busca na qual a direção da
pesquisa é determinada pelo usuário com base no
feedback imediato do que o sistema apresenta. (COX,
1992)
O usuário se move dentro desta estrutura com base nas
informações recebidas do sistema.
◦ Em nenhum momento se isolam os objetos para uma analise
independente.
◦ O usuário desloca-se livremente para as suas áreas de
http://digitalvaults.org/
Como as pessoas buscam por
informação?
Navigation vs Searching (Queryind)
◦ Search ou QueryDificuldade no julgamento de relevância;
depende do conhecimento do assunto que se está pesquisando; considerar relevante apenas os primeiro resultados de uma busca;
Querying
Um conjunto de documentos (corpus) representados
através de termos de indexação (palavras-chave).
O usuário formula uma busca expressando sua
necessidade informacional para que o sistema
verifique os documentos que satisfazem a expressão
de busca.
A partir disso, o usuário inspeciona os documentos
recuperados e seleciona os que lhe interessa.
Envolve a comparação entre a necessidade
informacional, formulada em uma expressão de
busca, com a representação dos objetos
http://quinturakids.com/
Browse vs Query
Julgamento de Relevância
◦ A busca por query é baseada na comparação entre termos
de busca e termos indexadores dos documentos em um nível léxico (não conceitual). Essa comparação é feita automaticamente pelo sistema, que determina a relevância de um documento, podendo ele recuperado ou não.
◦ No browsing o julgamento de relevância é completamente
realizada pelo usuário, que é baseada por meio de uma comparação conceitual. É uma busca heurística realizada em um corpus de documentos interconectados a fim encontrar informação relevante.
Browse vs Query
Continuidade
◦ Browsing é contínuo enquanto query é discreto. ◦ No browsing todo o processo de recuperação tal como
selecionar um caminho (ligação), examinar o contexto e os todos os julgamentos são contínuos e controlados pelos usuários;
◦ De certa forma query é também contínuo. Porém, após
submeter uma query (expressão de busca) a um sistema de recuperação de informação o usuário perde o controle sobre todo o processo. (parsing, ranking, etc.) é uma caixa-preta na qual os usuários não têm controle. Os usuários assumem novamente o controle somente após os resultados serem apresentados a eles.
Browse vs Query
Tempo e Custo
◦ Browsing é uma tarefa mais trabalhosa e demorada se comparado a com o query.
◦ Browsing pode ser demorado, pois os usuários tem que
decidir os caminhos para navegação, interpretar contextos e constantemente tomar decisões. Isso pode resultar em sobrecarga de informação em interfaces mal projetadas.
◦ Browsing pode não ser eficiente especialmente para buscas
exaustivas em um conjunto de dados muito grande
◦ Query envolve a seleção de termos para a formulação de
Browse vs Query
Comportamento de busca
◦ Browsing “o que você (sistema) pode oferecer” ◦ Query “O que eu (usuário) quero”
A busca por informação é similar a fazer compras
em uma loja.
◦ Quando um cliente compra em uma loja, ele prefere
perguntar ao vendedor sobre um produto que ele necessita ou ele apenas pergunta sobre um produto que está na vitrine ou no mostruário.
◦ Browsing permite aos usuários comparar dados e
informações guiados por uma variedade de controles de uma forma muito flexível.
Browse vs Query
Iteração
◦ Browsing envolve ações sucessivas de visualização, fixando
em determinado elemento para examina-lo de forma mais próxima, então movendo-se para o início do ciclo
novamente.
◦ A recuperação de informação é formada por uma série de
ações de navegação.
◦ Query envolve ações relacionadas à definição de termos de
busca, formulação da expressão de busca (consulta) e examinar os resultados de uma busca.
Browse vs Query
Granularidade
◦ Número de itens relevantes que são avaliados ao mesmo
tempo.
◦ Browsing permite ao usuário examinar a relevância de um
item por vez.
◦ Query fornece um grupo de documentos para a avaliação da
relevância;
Browse vs Query
Clareza da necessidade de informação
◦ Nem todos os usuários de um sistema de recuperação de
informação sabem claramente definir sua necessidade de informação
◦ A imprecisão da necessidade de informação pode ser resultado
de uma falta de conhecimento dos conceitos e termos relacionados a um domínio ou assunto
◦ O browsing se distingue pela ausência de um objetivo definitivo.
Browsing é especialmente apropriado em casos de um problema mal-definido
◦ Embora o uso do browsing seja caracterizado por uma atitude não planejada ou aleatória, pode-se dizer que ele pode ser
Browse vs Query
Interatividade
◦ A natureza do browsing é sua interatividade. Quase todos os
seus passos envolvem interação entre o usuário e o ambiente informacional.
◦ O querying exige menos passos para realização de uma
busca e é, portanto, menos interativo do que o browsing.
Browse vs Query
Resultados de busca
◦ Querying concentra-se principalmente na busca de itens
individuais ou documentos em um corpus.
◦ Browsing pode conduzir a uma ampla variedade de
resultados: informação contextual, estrutural, relacional e, naturalmente, documentos;
◦ Assim, os resultados da navegação são mais ricos e
diversificados do que os resultados fornecidos por uma query.
Browse vs Query
Sistemas de recuperação de informação
convencionais, como as OPACs ou buscadores Web
utilizam principalmente querys como forma de
busca, tendo limitada capacidade de browsing.
Por exemplo, a existência de um dicionário permite
ao usuário procurar sinônimos, antônimos, termos
relacionados, termos mais genéricos ou temos mais
específicos para uma expressão de busca
(consulta).
Existe um predomínio na utilização de ferramentas
de querying;
Referências
BATES, M. The design of browsing anda berrypicking techniques for the on-line search interface. Online Review, n.13, v. 5, 1989.
MARCHIONINI, G. The quest for correct information of the Web: hyper search engines. IN: Proc. of the sixth internacional conference on the Web, Santa Clara, CA, USA, 1997.
O’DAY, V.L.; JEFFRIES, R. Orienteering in an information landscape: how information seekers ger from here to there. IN: Proc. of the INTERCHI -Conference on Human Factors in Computing Systems. Amsterdam, 1993. SUTCLIFFE, A.; ENNIS, M. Towards a cognitive theory of information retrieval.