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I
I
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C
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REDE URBANA PARA A
COMPETITIVIDADE E A
INOVAÇÃO DO PINHAL LITORAL
Cidades de Leiria, Marinha
Grande e Pombal e Vilas da
Batalha e Porto de Mós
SUMÁRIO EXECUTIVO
Consciente das suas realidades próprias e das oportunidades geradas pelo instrumento de política Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação, a Associação de Municípios do Pinhal Litoral decidiu apresentar uma candidatura ao Programa Política de Cidades, orientada para os núcleos urbanos estruturantes do território regional.
De acordo com o Regulamento Específico Política de Cidades – Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação (RUCI), artigo 3º, ponto 2, a RUCI do Pinhal Litoral é uma “Rede de cidades cooperando numa base territorial na formulação e concretização de uma estratégia comum de reforço dos factores de criatividade e de promoção do conhecimento, inovação e internacionalização, tendo por objectivo o seu reposicionamento nacional e internacional.”. Com base nesta tipologia de RUCI, o Programa Estratégico corresponde essencialmente a uma estratégia de “Consolidação de dinâmicas colectivas de desenvolvimento urbano centradas na inovação e no conhecimento, na promoção das condições de atracção e fixação de actividades inovadoras, recursos humanos qualificados e profissionais criativos”.
A rede é constituída pelas cidades de Leiria, Marinha Grande e Pombal e pelas vilas da Batalha e Porto de Mós, com uma população global directamente beneficiada de 94888 habitantes.
Destaca-se nesta RUCI o potencial empreendedor da população e a forte dinâmica empresarial, com especial concentração no eixo urbano Leiria- Marinha Grande. A sustentação da RUCI numa sub-região administrativa, já com dinâmicas de cooperação e procura de consensos em torno do desenvolvimento equilibrado do território, permite-nos delinear uma estratégia baseada na conceptualização dos sistemas regionais de inovação, ou seja, na progressiva referência à escala regional como espaço de eleição para o desenvolvimento da competitividade e da inovação. A rede urbana do Pinhal Litoral tem demonstrado a sua capacidade de cooperação ao nível do desenvolvimento territorial, económico e social. A cooperação entre os seus centros urbanos é o ponto de partida para a criação de mais um projecto comum, a Rede Urbana para a Competitividade e a Inovação do Pinhal Litoral e cuja
instaladas no território do Pinhal Litoral, fruto da organização em rede e da prioritização dos objectivos comuns.
onsiderando o exposto é prioritário trabalhar num novo ciclo de desenvolvimento, com um tecido económico mais aberto aos desafios globais, com maior capacidade de inovação e com uma rede urbana que, fruto da presença de um tecido económico robusto, instituições de IDI, da envolvente natural e da proximidade aos centros de decisão, se afirma como espaço de alavancagem e robustecimento do capital social. Neste contexto, o desafio da economia baseada no conhecimento (Figura 25) assume-se de forma transversal às políticas de desenvolvimento, e mais especificamente ao programa estratégico agora desenhado para a RUCI do Pinhal Litoral. Com base neste conceito importa garantir duas projecções funcionais da RUCI:
- “Business and innovation friendly region”.
- Destino turístico emergente.
A estratégia da RUCI do Pinhal Litoral assenta na seguinte visão:
A Rede Urbana para a Competitividade e Inovação do Pinhal Litoral deve assumir o seu papel de alavancagem da inovação e do desenvolvimento tecnológico. Uma Região na Economia do Conhecimento, maximizando a transferência de conhecimento ao serviço do tecido produtivo e dos espaços urbanos.
Ter em 2012 uma imagem consolidada internacionalmente como região de referência na economia do conhecimento, ancorada no aumento das sinergias entre as instituições de ensino superior e IDI, neste território essencialmente representadas pelo Instituto Politécnico de Leiria e Centimfe) e os sectores empresariais existentes (representados por associações empresariais como o NERLEI, a CEFAMOL, a CRISFORM, a ADILPOM) e emergentes. A gestão em rede dos espaços de suporte à aposta na inovação empresarial e a melhoria da qualidade de vida através da criação de espaços urbanos mais inclusivos são os objectivos de base da presente visão. Assim sendo, a visão preconizada para a RUCI do Pinhal Litoral é a seguinte:
Rede Urbana do Pinhal Litoral – Uma rede ao serviço do conhecimento. Apostar na aproximação entre as instituições de investigação e o tecido económico regional
criando um ambiente facilitador da Inovação, Competitividade e
Empreendedorismo, ampliando o potencial internacional do Eixo urbano industrial Leiria Marinha Grande a toda a rede urbana do Pinhal Litoral.
O cumprimento da visão implica a existência de um contexto favorável, incluindo a afirmação de uma cultura regional integradora de desenvolvimento estratégico, que possa estender-se a todos os sectores da sociedade, em particular às empresas, instituições de ensino e formação, instituições de IDI e à administração pública.
A visão estratégica para a rede urbana do Pinhal Litoral é suportada e afirmada em torno de três linhas estratégicas.
Linha 1. Reforçar e dinamizar a competitividade industrial e empresarial da rede;
Linha 2. Promover o turismo na rede urbana, pela sua diversidade e pelo seu potencial de excelência;
Linha 3. Valorizar as cidades e vilas da rede como âncoras - núcleos vibrantes da rede.
Neste programa estratégico é proposta uma carteira de quinze projectos, numa lógica de complementaridade e de aposta transversal na prossecução da visão e linhas de orientação estratégica. Assumem-se como projectos âncora da RUCI do Pinhal Litoral, pela imprescindibilidade na prossecução do sucesso de implementação da estratégia, os Projectos Rede Integrada de Competitividade e Inovação empresarial do Pinhal Litoral (P3) e Plataformas de Transferência de Conhecimento (P4). Estes dois projectos, vocacionados para a capacitação do tecido económico da Rede, capitalizando factores distintivos como a presença de entidades de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI), Ensino Superior e de uma forte capacidade empreendedora apoiada por estruturas de suporte à actividade económica, têm como promotores as entidades mais representativas na RUCI, nestes domínios, que em estreita colaboração com a AMPL, garantirão a implementação
Os projectos âncora possuem um elevado grau de maturação, uma vez que se constituem como projectos de continuidade da Rede, alavancados por projectos já em execução e/ou projectados para implementação a curto prazo. No primeiro caso afirmam-se, entre outros, a Rede Regional de Inovação, Desenvolvimento e Tecnologia já existente, fruto de uma parceria entre o Centimfe, a Cefamol, o IPL, a ADI, entre outros agentes públicos e privados, e a OTIC – Oficina de Transferência de Tecnologia e Conhecimento, que deu origem ao Centro de Transferência e Valorização do Conhecimento criado no âmbito dos novos Estatutos do IPL. No segundo caso de projectos a implementar a curto prazo o destaque principal é o Pólo de Competitividade e Tecnologia, promovido pelo Centimfe.
O programa estratégico da RUCI do Pinhal Litoral é constituído pela seguinte carteira de projectos, cuja execução depende de um conjunto alargado de parceiros.
PROJECTOS
ID
NOME
PROMOTOR
Tipo de projecto
1 Plano de Marketing/branding regional e estratégia de
internacionalização da rede AMPL Suporte/Base
2 Programa de Animação e Monitorização da rede AMPL Suporte/Base
3 Rede Integrada de Competitividade e Inovação empresarial do Pinhal Litoral
3.1. Gestão em Rede e Núcleos de Competências NERLEI
3.2. Rede de Inovação "Engineering and Tooling" CENTIMFE
Âncora
4 Plataformas de Transferência de Conhecimento IPL Âncora
5 Rede TIC
5.1
Redes Municipais de Banda Larga
AMPL (Leiria
digital) Complementar
5.2
Mobinet - net móvel
AMPL (Leiria
digital) Complementar
5.3
Plataforma de suporte e difusão de conteúdos digitais
AMPL (Leiria
digital) Complementar
6 Residência de Estudantes e Investigadores na Batalha
Câmara Municipal da
Batalha
Complementar
7 Programa de Valorização do Turismo na Rede
7.1 Rede Virtual de Turismo ERTLF Complementar
7.2 Rota da Industria Histórica ERTLF Complementar
7.3 Rota da Natureza ERTLF Complementar
7.4 Rota do Património ERTLF Complementar
8 Eventos na Rede
8.1 Bienal Internacional de Design Industrial "Promoting design
inspired innovations"
Câmara Municipal da Marinha Grande
Âncora
8.2 Festival Internacional de Cinema de Animação AMPL Complementar
água
11 Sistema multimodal com viaturas movidas a combustíveis
não fossilizados AMPL Complementar
12 Projecto Intermunicipal para as alterações climáticas
12.1 Plano Intermunicipal para as alterações climáticas ENERDURA Complementar
12.2 "Centros Eléctricos" - projecto-piloto de Postos de carregamento
de energia eléctrica para veículos ENERDURA Complementar
13 Rede de Pistas cicláveis
Câmara Municipal de Porto de Mós
Complementar
14 Normalização da sinalética, esplanadas, publicidade, e
Mobiliário Urbano Agência para o Desenvolvimento dos Centros Históricos Complementar
15 Requalificação de espaços envolventes ao Mosteiro da
Batalha
Câmara Municipal da
Batalha
Complementar
A carteira de projectos do Programa estratégico da RUCI do Pinhal Litoral preconiza um investimento global de 15.161.600€, correspondente a um volume de financiamento de 9.855.040€, a uma taxa de comparticipação de 65%.
ÍNDICE
1. Objectivos da Rede e Contexto Territorial ...14
1.1 Tipologia da Rede segundo o Regulamento Específico das RUCI (RERUCI)... 15
1.2 Entidade Líder do Projecto ... 16
1.3 Quantitativos Demográficos para cumprimento do RERUCI... 16
1.4 Rede de cidades âncora e outros aglomerados - objectivos de partida da criação da rede ... 17
2. Enquadramento nas Políticas de Desenvolvimento Territorial – Sustentação Estratégica Supra – Local ...20
2.1 Política de Cidades Polis XXI... 20
2.2 Programa Nacional da Política do Ordenamento do Território (PNPOT) ... 24
2.3 Planos Sectoriais ... 26
2.4 Programa Regional de Ordenamento do Território para a Região Centro .... 29
2.5 Estudos Estratégicos Regionais... 31
3. A Rede Urbana do Pinhal Litoral...39
3.1 O historial de cooperação regional ... 40
3.2 Análise sócio-demográfica... 43 3.2.1 Dinâmica Populacional ... 43 3.2.2 Educação e Formação ... 46 3.3 Análise territorial ... 48 3.3.1 Caracterização biofísica ... 48 3.3.2 Património Cultural... 49 3.4 Análise económica ... 52
3.5 Acessibilidades regionais e transportes... 62
3.6 Equipamentos de Utilização Colectiva... 64
3.9 Elementos e factores diferenciadores em que se apoia a definição da
estratégia ... 68
4. Estratégia para a Rede Urbana para a Competitividade e Inovação do Pinhal Litoral ...72
4.1 Introdução... 72
4.2 Conceitos e Paradigmas de Desenvolvimento... 74
4.3 Boas práticas e exemplos inspiradores... 77
4.4 Foco Temático e Foco Territorial... 80
4.5 Visão Estratégica para a Rede Urbana do Pinhal Litoral ... 81
4.6 Linhas de orientação estratégica ... 83
4.7 Actores e Membros da Rede ... 85
5. Carteira de Projectos ...86
5.1 Projectos Mobilizadores ... 87
5.2 Relação da Carteira de Projectos com outros instrumentos de política... 89
6. Efeito Multiplicador do Programa Estratégico ...91
6.1 Participação dos Parceiros Privados na execução do Programa Estratégico 91 6.2 Desenvolvimento Económico ... 92
6.2.1 Situação actual ... 92
6.2.2 Programa de Incentivos à Modernização da Economia – PRIME ... 93
6.2.3 Objectivos ... 99
6.2.4 Tipologias de Incentivos... 100
6.2.5 Avaliação do investimento previsto para colmatar as necessidades detectadas ... 103
7. Descrição dos procedimentos de preparação do Programa Estratégico...108
7.3 Etapa III. Desenvolvimento da carteira de projectos/operações... 111
7.4 Etapa IV. Desenvolvimento e entrega da componente técnica da candidatura... 111
8. Potencial e Coerência do Programa Estratégico ...113
8.1 Pertinência da Rede de Cidades para a Cooperação... 113
8.2 Carácter inovador da metodologia de trabalho... 115
8.3 Potencial dinamizador das acções propostas ... 116
8.4 Maturação da reflexão e rapidez de arranque das acções... 116
8.5 Custos da operação face às metas objecto de compromisso... 117
9. Indicadores, Metas de Realização, Resultados Esperados ...119
9.1 Indicadores de Realização... 119
9.2 Indicadores de Sucesso e Metas de Realização ... 120
9.3 Indicadores de Resultado ... 122
10. Plano de monitorização do Programa Estratégico e do funcionamento da Rede Urbana ...123
10.1 Organização da rede urbana ... 123
10.2 Responsabilidades dos parceiros e da AMPL ... 124
10.3 Estrutura de Implementação do Programa Estratégico... 125
11. Plano de Divulgação e Comunicação ...127
11.1 Missão e Objectivos... 127
11.2 Públicos-Alvo... 128
11.3 Imagem... 129
11.4 Acções de Comunicação... 130
11.5 Obrigações de Informação e Publicidade dos Beneficiários ... 132
11.6 Entidade Responsável pela Execução ... 132
12. Anexo ...134
ÍNDICE DE FIGURAS
Figura 1. O território do Pinhal Litoral... 18Figura 2. A rede de cidades - âncora do Pinhal Litoral ... 18
Figura 3. Política de cidades Polis XXI – Configuração geral... 21
Figura 4. Modelo Territorial – Sistema Urbano e Acessibilidades. ... 26
Figura 5. Objectivos para o número de turistas estrangeiros na Região Centro e respectiva receita gerada (2006 – 2015). ... 29
Figura 6. Síntese do Diagnóstico Sub-regional ... 31
Figura 7. A rede urbana do Pinhal Litoral... 39
Figura 8. Imagem da ADAE... 42
Figura 9. Imagem do Projecto Leiria Região Digital... 42
Figura 10. Pirâmide etária do Pinhal Litoral... 45
Figura 11. Mapa da NUT III Pinhal Litoral... 48
Figura 12. Plano da bacia hidrográfica do Rio Lis... 49
Figura 13. População empregada por conta de outrem, por sectores de actividade, 2006... 54
Figura 14. Empresas (N.º) por actividade económica no Pinhal Litoral (2006). ... 55
Figura 15. Valor acrescentado bruto a preços de base e emprego e actividade económica no Pinhal Litoral, 2004... 56
Figura 16. Empresas por actividades no sector dos Moldes associadas à CEFAMOL. .... 58
Figura 17. Distribuição do número de empresas de moldes por concelho, em 2005. .... 59
Figura 18. Distribuição dos trabalhadores das empresas de moldes por concelhos, em 2005... 60
Figura 20. Explorações de suínos e bovinos na área de intervenção da SIMLIS, 2006. ... 66
Figura 21. As Regiões, as cidades e os factores de competitividade e atractividade... 69
Figura 22. Elementos de uma rede urbana. ... 72
Figura 23. Tipologia das Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação... 73
Figura 24. Níveis de definição do Programa Estratégico... 74
Figura 25. Interaçções de primeira ordem para a criação de uma economia baseada no conhecimento. ... 76
Figura 26. Foco temático e domínios de intervenção. ... 81
Figura 27. Síntese da Visão proposta. ... 83
Figura 28. Grau de Envolvimento dos Parceiros. ... 91
Figura 29. Apoios do PRIME na Região do Pinhal Litoral, por número, montante de incentivo e montante de investimento. ... 94
Figura 30. Distribuição do investimento e incentivo do PRIME por concelho. ... 96
Figura 31. Logótipo. ... 129
ÍNDICE DE TABELAS
Tabela 1. População das vilas e cidades e dos concelhos da NUT III Pinhal Litoral em 2006 ... 17Tabela 2. Política de Cidades Polis XXI: caracterização do instrumento de política “Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação”. ... 23
Tabela 3. Orientações estratégicas definidas no PNPOT para os sistemas urbanos que abrangem a área de intervenção Pinhal Litoral... 25
Tabela 4. Síntese dos pilares e factores de sustentação da estratégia de desenvolvimento da Comunidade Urbana de Leiria. ... 36
Tabela 5. População e área das vilas e cidades e dos concelhos da NUT III Pinhal Litoral ... 44
Tabela 6. Densidade populacional e índice de envelhecimento no Pinhal Litoral, 2006. ... 46
Tabela 7. Variação da taxa de analfabetismo na Região Centro e no Pinhal Litoral
(1991 – 2001)... 46
Tabela 8. Distribuição da população residente por nível de ensino, em 2001... 47
Tabela 9. Principal património edificado da Vila da Batalha. ... 50
Tabela 10. Principal património edificado da Cidade de Leiria... 51
Tabela 11. Principal património edificado da Cidade da Marinha Grande... 51
Tabela 12. Principal património edificado da Cidade de Pombal ... 52
Tabela 13. Principal património edificado da Vila de Porto de Mós. ... 52
Tabela 14. Indicadores do Produto Interno Bruto, em 2006. ... 53
Tabela 15. Taxa de Actividade e Taxa de Desemprego, no Pinhal Litoral. ... 53
Tabela 16. Estruturas de apoio às especialidades económicas e industriais do Pinhal Litoral. ... 57
Tabela 17. Evolução da distribuição do número de empresas de moldes por concelho entre 2000 e 2005. ... 59
Tabela 18. Evolução da distribuição do número de trabalhadores de moldes por concelho entre 2000 e 2005. ... 59
Tabela 19. Espaços de localização e suporte à actividadee económica regional. ... 61
Tabela 20. Análise SWOT da Rede Urbana do Pinhal Litoral... 67
Tabela 21: Carteira de Projectos. ... 87
Tabela 22. Matriz de impactos das linhas estratégicas sobre os documentos de orientação estratégica nacional. ... 90
Tabela 23. Avaliação das Necessidades em Sistemas de Incentivos para o desenvolvimento económico da Área de Intervenção. ... 102
Tabela 24. Investimento médio por tipologia de incentivo. ... 104
Tabela 25. Investimento médio estimado na área de intervenção por tipologia de incentivo. ... 105
Tabela 26: Investimentos Privados, projectados para a Área de Intervenção. ... 106
Tabela 29. Bateria de indicadores para monitorização e métricas de sucesso... 120
Tabela 31: Bateria de indicadores de resultado. ... 122
1. Objectivos da Rede e Contexto Territorial
Entende-se por “Rede Urbana para a Competitividade e a Inovação” (RUCI), uma parceria correspondente a um processo estruturado de cooperação entre municípios, entidades públicas e entidades privadas, que se propõem a elaborar e implementar em conjunto um Programa Estratégico de desenvolvimento urbano centrado nos factores territoriais de competitividade e inovação.
Esta tipologia de redes inscreve-se no Eixo 2 – Desenvolvimento das Cidades e dos Sistemas Urbanos do Programa Operacional Regional do Centro, tendo por objectivos:1
- Qualificar e integrar os distintos espaços de cada cidade;
- Fortalecer e diferenciar o capital humano, institucional, cultural e económico de cada cidade;
- Qualificar e intensificar a integração da cidade na região envolvente; - Inovar nas soluções para a qualificação urbana.
São objectivos específicos deste instrumento:
- Apoiar a afirmação das cidades enquanto nós de redes de inovação e competitividade de âmbito nacional ou internacional;
- Promover o reforço das funções económicas superiores das cidades, através da obtenção em rede de limiares e sinergias para a qualificação das infra-estruturas tecnológicas e o desenvolvimento de factores de atracção de actividades inovadoras e competitivas;
- Estimular a cooperação entre cidades portuguesas para a valorização partilhada de recursos, potencialidades e conhecimento, valorizando os factores de diferenciação;
- Promover a inserção das cidades em redes internacionais e afirmar a sua imagem internacional;
- Optimizar o potencial das infra-estruturas e equipamentos, numa perspectiva de rede.
O projecto de RUCI que agora se apresenta, tem uma abrangência territorial englobando os cinco concelhos da NUT III Pinhal Litoral.
Para além de já existir uma forte cooperação entre os municípios que englobam esta rede, as actividades económicas deste território, tal como o património natural e construído, assumem uma importância crucial, sendo um elemento de continuidade, capaz de potenciar complementaridades entre os concelhos. Assim, garante-se através de uma abordagem macro, a força do enfoque territorial e temático da RUCI do Pinhal Litoral.
1.1
Tipologia da Rede segundo o Regulamento Específico das RUCI
(RERUCI)
O Programa Estratégico elaborado para o Pinhal Litoral corresponde a uma estratégia de “Consolidação de dinâmicas colectivas de desenvolvimento urbano centradas na inovação e no conhecimento, na promoção das condições de atracção e fixação de actividades inovadoras, recursos humanos qualificados e profissionais criativos”.2
A RUCI do Pinhal Litoral apresenta-se como uma “Rede de cidades cooperando numa base territorial na formulação e concretização de uma estratégia comum de reforço dos factores de criatividade e de promoção do conhecimento, inovação e internacionalização, tendo por objectivo o seu reposicionamento nacional e internacional.” (RERUCI). Neste sentido o Programa Estratégico visa a “Consolidação de dinâmicas colectivas de desenvolvimento urbano centradas na inovação e no conhecimento, na promoção das condições de atracção e fixação de actividades inovadoras, recursos humanos qualificados e profissionais criativos.”
1.2
Entidade Líder do Projecto
A entidade líder do projecto, responsável pelo encaminhamento e implementação dos projectos, é a Associação de Municípios do Pinhal Litoral (AMPL). Esta estrutura administrativa, criada em Novembro de 2007, englobando os cinco municípios da NUT III Pinhal Litoral, tem como principal objectivo o desenvolvimento integrado deste território através da mobilização de diferentes agentes e da gestão eficiente de fundos de financiamento, nomeadamente, no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN).
1.3
Quantitativos Demográficos para cumprimento do RERUCI
A elegibilidade de uma rede urbana depende do cumprimento dos requisitos definidos no âmbito do Instrumento de Política “Redes Urbanas para a Competitividade e inovação, ou seja, os centros urbanos estruturantes do modelo territorial definido no PNPOT, com as respectivas adaptações introduzidas a nível regional pelos PROT. Deste modo, uma rede urbana elegível terá de incluir pelo menos três aglomerados urbanos com estatuto de “cidade” e que, a rede, no seu conjunto, atinja, pelo menos, os 30 mil habitantes. 3
A Tabela 1 indica a população por concelho e nas respectivas sedes, tal como a dimensão territorial de cada concelho.
Tabela 1. População das vilas e cidades e dos concelhos da NUT III Pinhal Litoral em 2006 Batalha Leiria Marinha Grande Pombal Porto de Mós TOTAL Pop. Vila/cidade 7500 42785 28372 10031 6200 94888
Estatuto Vila Cidade Cidade Cidade Vila REDE Fonte: Instituto Nacional de Estatística Anuário Estatístico do INE para a Região Centro 2006
Ancorado num trabalho de pré-identificação territorial e de mobilização dos municípios, a RUCI projectada para o Pinhal Litoral, engloba as cidades e vilas de Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós.
Desta forma, a rede em questão respeita as condições referidas anteriormente, pelo facto de incluir três cidades e dois aglomerados urbanos de menor escala, e em conjunto atingem mais de 30 mil habitantes, como se pode observar no quadro apresentado, onde a cidade de Leiria por si só, tem uma população de 42.785 habitantes.
1.4
Rede de cidades âncora e outros aglomerados - objectivos de
partida da criação da rede
Apesar da dispersão populacional no território do Pinhal Litoral, é notória a concentração em volta dos principais núcleos urbanos notável, principalmente o eixo Leiria – Marinha Grande, tal como se verifica na Figura seguinte que ilustra o território do Pinhal Litoral.
Figura 1. O território do Pinhal Litoral
Fonte: Plano Estratégico e de Acção – Pinhal Litoral (adaptado).
Desta forma, as sedes dos cinco concelhos que constituem o território do Pinhal Litoral, na sua nomenclatura de Sub-região NUT III, foram identificadas para a criação da RUCI do Pinhal Litoral, tal como é demonstrado na Figura 2:
Este esquema de rede foi definido consoante a posição geográfica de cada sede de concelho no território do Pinhal Litoral, e os seus principais canais de comunicação ou acessibilidades, que ligam estes aglomerados.
O foco temático da criação e desenvolvimento desta Rede Urbana, é, em primeiro lugar o desenvolvimento económico local, para que a economia do território se torna mais competitiva e inovadora, ligada em rede através dos núcleos urbanos que constituem a rede.
Estamos perante um território onde se destacam:
- A grande presença de indústrias e empresas (na sua maioria PME) em sectores de especialidade com grande potencial de desenvolvimento;
- Uma rede de cooperação intermunicipal já bastante desenvolvida na candidatura e na implementação de projectos comuns, entre os municípios do distrito de Leiria, e nomeadamente no âmbito desta rede, os municípios que integram o Pinhal Litoral (sub-região NUT III);
- Uma grande diversidade paisagística, com um grande potencial turístico em grande parte das suas vertentes.
Desta forma, através deste Programa Estratégico, pretende-se mobilizar todos os actores deste território, nomeadamente a sua rede urbana, para cooperarem em rede e promover o seu desenvolvimento, através de um conjunto de projectos de cooperação.
2. Enquadramento nas Políticas de Desenvolvimento
Territorial – Sustentação Estratégica Supra – Local
2.1
Política de Cidades Polis XXI
A “Política de Cidades POLIS XXI” tem como objectivo principal o relançamento de uma “Política de Cidades forte e coerente” associada a medidas inovadoras de financiamento e de modelos adequados de gestão e governação. Trata-se de uma política que estabelece uma visão mais ampla à dimensão intra-urbana, através da criação de “redes urbanas”, espaços de coesão social, competitividade económica e qualidade ambiental.
O “POLIS XXI” baseia-se em instrumentos de política e fontes de financiamento complementares, garantindo a concretização da ambição e dos objectivos por ela prosseguidos, no quadro dos domínios de intervenção definidos para esse efeito.
Para uma melhor compreensão sobre a tipologia de espaço abrangida para estes efeitos, a Error! Reference source not found. demonstra quais são os territórios - alvo, quais as dimensões de intervenção e seus instrumentos de política, e quais as fontes de financiamento elegíveis.
Figura 3. Política de cidades Polis XXI – Configuração geral. Fonte: MAOTDR - SEOTC, Política de Cidades Polis XXI (2007).
Tendo em conta a Figura 3, no âmbito de uma candidatura a uma rede urbana para a competitividade e a inovação para a sub-região NUT III Pinhal Litoral, destaca-se a segunda coluna referente à “Cidade/rede de cidades”,.
A criação da RUCI do Pinhal Litoral consolida um longo percurso de cooperação entre cinco concelhos, cujas sedes correspondem a três cidades – Leiria, Marinha Grande e Pombal e duas vilas – Batalha e Porto de Mós. Esta candidatura é assim a formalização de uma rede de cooperação natural em torno de objectivos comuns de desenvolvimento.
De uma forma transversal, a presente candidatura responde às quatro principais ambições para uma política de cidades bem-sucedida:
Afirmação das cidades como territórios de inovação e competitividade, através da valorização dos aspectos diferenciadores presentes neste território e que favorecem a criatividade e a inovação, ancorada numa rede de aglomerados urbanos mais abertos ao exterior
e competitivos, tirando partido de sinergias e complementaridades entre diferentes sectores económicos existentes e potenciais;
Afirmação das cidades como territórios de cidadania e coesão social, considerando o longo historial de cooperação e partilha de objectivos comuns entre estes aglomerados que, em temáticas como o desenvolvimento de espaços de baixa densidade, são já geridos em rede;
Afirmação das cidades como territórios de qualidade de ambiente e de vida, desafio que se assume na integra nesta candidatura e cuja materialização passa pela valorização das complementaridades entre aglomerados, entre espaços urbanos e envolvente natural com um valor exemplar (Serra de Aire, Zonas costeira e ribeirinha) e pela afirmação de conceitos de sustentabilidade de forma transversal a diferentes domínios de actuação;
Afirmação das cidades como territórios bem planeados e governados que, de forma transversal procura assegurar a implementação dos três pontos anteriores, e que no caso do Pinhal Litoral é assegurado como já referido anteriormente pelo historial de cooperação na gestão e planeamento de objectivos e fins comuns (veja-se o exemplo do processo de negociação da subvenção global do Programa Operacional Regional do Centro).
Em síntese, no âmbito da sub-região Pinhal Litoral, a nível industrial, uma das mais desenvolvidas do país, cada aglomerado urbano representa um pólo dinamizador importante enquanto espaço de serviços e apoio estrutural às áreas e unidades empresariais existentes e futuras. É com esta base de cooperação duradoura que se construiu esta candidatura, tirando partido da Política de Cidades que aliás, já tem os primeiros projectos aprovados neste território, com as Parcerias para a Regeneração Urbana da Cidade de Leiria.
Relativamente às dimensões de intervenção, destaca-se a “competitividade e diferenciação” que, assumindo as cidades como nós de redes de inovação e
afirmação nacional e internacional, a criação de equipamentos urbanos e infra-estruturas diferenciadoras em termos de inserção em redes nacionais e internacionais, e a cooperação entre as cidades para a valorização partilhada de recursos, potencialidades e conhecimento. A Tabela 2 explica em mais pormenor, quais as acções a desenvolver no âmbito das redes urbanas para a competitividade e inovação.
Tabela 2. Política de Cidades Polis XXI: caracterização do instrumento de política “Redes Urbanas para a Competitividade e a Inovação”.
Instrumento de Política REDES URBANAS PARA A COMPETITIVIDADE E A INOVAÇÃO
Âmbito territorial Centros urbanos estruturantes do modelo territorial do PNPOT, com as adaptações introduzidas a nível regional pelos PROT
Tipologia de acções
Programas Estratégicos de cooperação que visem o reforço da competitividade e da projecção nacional e internacional da cidade ou da rede de cidades e que sejam coerentes com o Programa Nacional da Política de Ordenamento do
Território (PNPOT).
Estes Programas Estratégicos incluem o seguinte tipo de projectos:
Criação de equipamentos urbanos e de infra-estruturas relevantes para a inserção diferenciada das cidades em redes nacionais e internacionais; Acções de cooperação em grande escala com cidades estrangeiras e de
promoção da imagem internacional;
Criação de estruturas de cooperação urbana de apoio à troca de conhecimentos e à inovação;
• Projectos de valorização de recursos partilhados e de marketing territorial das cidades.
Procedimento concursal Concursos regionais
Concursos nacionais (para redes urbanas de âmbito inter-regional)
Candidatura
1. Acções preparatórias: linhas gerais de um Programa Estratégico para uma rede de actores urbanos ou uma rede de cidades.
2. Programas Estratégicos integrando projectos estruturantes a desenvolver no quadro de uma estratégia cooperativa de reforço dos factores de competitividade, inovação e internacionalização de cidades ou redes de cidades.
Beneficiários
Actores (municípios, instituições de ensino superior, centros de I&D, empresas associações empresariais, etc.) envolvidos numa estratégia partilhada de competitividade, inovação e internacionalização de cidades ou redes de cidades.
Compromissos e avaliação
O Governo definirá uma lista de indicadores de realização e de resultados, competindo às parcerias locais seleccionar aqueles relativamente aos quais pretende comprometer-se e fixar as respectivas metas. Os compromissos assumidos e a coerência das acções relativamente às metas definidas serão critérios fundamentais de selecção das candidaturas.
Metas até 2015 31 Cidades envolvidas em redes e/ou com programas estratégicos para a competitividade, inovação e internacionalização. Programa Operacional Programas operacionais regionais
2.2 Programa Nacional da Política do Ordenamento do Território
(PNPOT)
O Programa Nacional da Política do Ordenamento do Território (PNPOT) define um modelo territorial para os sistemas urbanos com quatro aspectos fundamentais, que coincidem em grande medida com as orientações definidas no POLIS XXI :
um espaço sustentável e bem ordenado;
uma economia competitiva, integrada e aberta;
um território equitativo em termos de desenvolvimento e bem-estar; uma sociedade criativa com sentido de cidadania.
No PNPOT existem orientações e recomendações concretas para a área abrangida pela Rede Urbana do Pinhal Litoral, das quais se destacam as seguintes opções para o desenvolvimento territorial:
“Reforçar as dinâmicas industriais que valorizem competências em sectores de alto valor acrescentado e susceptíveis de elevados ganhos de produtividade;
Promover a estrutura policêntrica dos sistemas urbanos do litoral, reforçando os eixos urbanos centrados em Leiria - Marinha Grande e Coimbra - Figueira da Foz e a constelação urbana de Aveiro
Fomentar o desenvolvimento do eixo de ensino, ciência e inovação tecnológica de Aveiro – Coimbra -Leiria como elemento fundamental para sustentar dinâmicas de competitividade e inovação territorial
Favorecer o reordenamento industrial, sobretudo nas áreas do Pinhal Litoral e do Baixo Vouga, no sentido de criar espaços de localização empresarial que contribuam para o reforço da estrutura policêntrica do sistema urbano e que promovam factores potenciadores da inovação e do desenvolvimento tecnológico;
Promover a valorização integrada dos recursos do litoral e gerir a pressão urbano-turística na zona costeira, de forma a assegurar a
exploração sustentável dos recursos naturais, a qualificação da paisagem e a adequada prevenção dos riscos;
Valorizar os recursos hídricos e concluir os projectos de despoluição integrada das bacias do Liz, do Mondego e do Vouga e ainda da Ria de Aveiro.
Em termos nacionais valoriza-se o papel estratégico do polígono Leiria – Coimbra – Aveiro – Viseu, para a afirmação internacional de Portugal. Para estes efeitos, recomenda-se a estruturação dos sistemas urbanos sub-regionais, de forma a constituir pólos de competitividade regional e a promoção de redes de cidades e subsistemas urbanos locais policêntricos que, numa perspectiva de complementaridade e especialização, permitam a qualificação dos serviços prestados à população e às actividades económicas (destaque para o caso do Plano Estratégico de Acção para o território do Pinhal Litoral e, à posteriori, a presente candidatura para o desenvolvimento da rede urbana de inovação e competitividade). A Tabela 3 mostra as orientações estratégicas definidas no PNPOT e a Figura 4 mostra o modelo territorial (sistema urbano e acessibilidades).
Tabela 3. Orientações estratégicas definidas no PNPOT para os sistemas urbanos que abrangem a área de intervenção Pinhal Litoral.
• Promover a estrutura policêntrica dos sistemas urbanos do Litoral, reforçando os eixos urbanos centrados em Leiria – Marinha Grande, Coimbra – Fig. da Foz e constelação urbana de Aveiro.
• Promover a cooperação interurbana de proximidade para criar a escala e a integração funcional necessárias ao desenvolvimento e sofisticação dos serviços e valorizar o novo quadro de acessibilidades para concorrer com as actividades terciárias instaladas em Lisboa e no Porto.
• Fomentar o desenvolvimento do eixo de ensino, ciência e inovação tecnológica de Aveiro – Coimbra – Leiria como elemento fundamental para sustentar dinâmicas de competitividade e inovação territorial.
• Sustentar o dinamismo de Viseu, reforçando a sua articulação com cidades do Centro Litoral (entre elas, Leiria e Pombal), e valorizar o seu papel estratégico para a estruturação de um eixo de desenvolvimento que se prolongue para o interior até à Guarda.
Figura 4. Modelo Territorial – Sistema Urbano e Acessibilidades.
Fonte: PNPOT (2007).
2.3
Planos Sectoriais
do Ordenamento do Território, a Estratégia de Lisboa, o Plano Tecnológico e o Plano Estratégico Nacional do Turismo. Os programas e planos de âmbito nacional aqui mencionados contêm, tal como a Política de Cidades Polis XXI, recomendações e objectivos fundamentais, abrangendo linhas de orientação para as várias áreas e temáticas económicas e sociais, que contribuem para um programa estratégico bem-sucedido, e que se enquadram na sub-região Pinhal Litoral.
O plano de desenvolvimento estratégico da União Europeia, conhecido como Estratégia de Lisboa, ou Agenda de Lisboa, envolve em termos nacionais, no âmbito do Plano Tecnológico, quatro temáticas de grande importância, ou seja, quatro Objectivos Estratégicos com recomendações para o desenvolvimento, entre os quais: a “Competitividade e Empreendedorismo”, e a “Investigação, o Desenvolvimento e a Inovação”. No âmbito da “Competitividade e Empreendedorismo”, existem quatro grandes reformas definidas na Estratégia de Lisboa, a dinamização do investimento empresarial, o estímulo ao empreendedorismo e ao desenvolvimento competitivo das Pequenas e Médias Empresas (PME), o estabelecimento de parcerias em clusters para o reforço do tecido empresarial, e a melhoria da competitividade externa, com reflexo num mais forte acesso a mercados e no aumento das exportações.
Assim, para o território em destaque, no âmbito da dinamização do investimento empresarial, destaca-se como medida a “implementação de soluções de micro credito e micro capital de risco, de modo a proporcionar às empresas e empreendedores um mix adequado de financiamento (...) e apoiando a concretização de projectos com forte conteúdo de inovação, negócios de pequena dimensão e iniciativas empresariais de interesse regional”. Nas medidas destinadas à melhoria das condições para o desenvolvimento competitivo das PME e do Empreendedorismo, destaca-se a “criação das primeiras Áreas de Localização Empresarial (ALE)” e a “promoção e divulgação de boas práticas para apoio à sua utilização por parte das PME, nomeadamente através da expansão e desenvolvimento do Índice Português de Benchmarking”. Relativamente ao estabelecimento de parcerias e dinamização de clusters, reforçando a sua competitividade internacional, destaca-se como medida o “Fomento da Cooperação Empresarial” e o “reforço do cluster do Turismo por via do desenvolvimento da atractividade e competitividade de produtos turísticos compósitos e sustentáveis,
através da dinamização de parcerias entre entidades públicas e privadas na engenharia do produto e no seu acesso e colaboração nos mercados”. Finalmente, as medidas ligadas à melhoria da competitividade externa, são medidas ligadas ao desenvolvimento nacional e da projecção internacional de Portugal.
O Plano Tecnológico tem várias medidas e programas concretos, dos quais alguns são de grande interesse para a criação de uma rede urbana de competitividade e inovação para o Pinhal Litoral, no eixo estratégico da Inovação. Neste âmbito, destaca-se a Plataforma de Protecção e Comercialização de Direitos de Propriedade Industrial, a Criação de uma Rede Nacional de Serviços dinamizada a partir dos Centros Tecnológicos, a Criação de uma “Via Verde” para a Inovação nas decisões públicas, a Dinamização de Pólos de Competitividade Regional, o Estimulo à Consultoria e a Formação para as PME, a Extensão e Criação de Capacidades de Clusterização de Sectores Relevantes da Economia, a Plataforma Inovar (Inovação, Exportação e Competitividade), Projectos de Inovação em Turismo (I&D aplicados), a Promoção de uma Política de Cidades (RURCI) e a Promoção de Turismo da Natureza.
Finalmente, o Plano Estratégico Nacional do Turismo (PENT), engloba também as medidas concretas ligadas ao turismo, mencionadas anteriormente no âmbito do Plano Tecnológico, e que reiteram a prioridade de criar uma estratégia turística para o Pinhal Litoral, no âmbito da rede urbana.
A visão definida no PENT para o Turismo nacional, salienta que Portugal é um dos destinos de maior crescimento na Europa, alavancando numa proposta de valor suportada em características distintivas e inovadoras do país. O desenvolvimento do Turismo deve ser baseado na qualificação e competitividade da oferta, alavancando na excelência ambiental/urbanística, na formação dos recursos humanos e na dinâmica/modernização empresarial e das entidades públicas.
Finalmente, a importância crescente na economia, constituindo-se como um dos motores do desenvolvimento social, económico e ambiental, a nível regional e nacional. No PENT também está definido que os elementos que qualificam os
deverão ser tidos em conta na elaboração da estratégia para o aproveitamento dos potenciais turísticos no território do Pinhal Litoral. Para a Região Centro, onde se situa o território Pinhal Litoral, o PENT prevê que os objectivos de crescimento turístico para toda a região até 2015 ambicionam entre 2,2 a 2,3 milhões de dormidas de estrangeiros, crescendo a uma taxa média anual de 7,3%, e um aumento anual do número de turistas de 6,2% (Figura 5).
Figura 5. Objectivos para o número de turistas estrangeiros na Região Centro e respectiva receita gerada (2006 – 2015).
Fonte: PENT (2007
).
Também está previsto o crescimento do número de turistas em valor para toda a região Centro, e prevê-se o cross-selling com as regiões vizinhas, Lisboa, Porto e Norte. Especial ênfase e atenção são dadas aos produtos de Touring e Turismo de Natureza. Para a contribuição e para o alcance destes resultados para o total da Região Centro, a candidatura para a rede urbana de competitividade e inovação do Pinhal Litoral poderá acelerar e reforçar a elaboração de estratégias turísticas regionais.
2.4
Programa Regional de Ordenamento do Território para a Região
Centro
Entre os principais objectivos do Plano Regional de Ordenamento do Território para a Região Centro (PROT-C), destaca-se em primeiro lugar o potencial de internacionalização do sistema urbano da Região Centro, com relevo para a
capitalidade terciária da Cidade de Coimbra, e para o potencial exportador dos sistemas produtivos regionais, entre eles, o Pinhal Litoral.
Para promover a atractividade regional, o PROT-C defende por um lado a criação de unidades que promovam o dinamismo empresarial existente a partir das relações com instituições do Sistema Científico e Tecnológico que colmatem as carências internas na produção de conhecimento, e por outro a criação de estruturas com capacidade para aproveitar as vantagens associadas a grandes investimentos. Além disso propõe-se a compatibilização do modelo de urbanização e de industrialização rural difusa com a preservação e valorização do potencial de desenvolvimento das actividades agro-pecuárias e do turismo e com a salvaguarda dos valores ambientais, patrimoniais e paisagísticos. Refere também a necessidade de adequação dos suportes infra-estruturais (vias, esgoto, água, telecomunicações, gás), do controlo da urbanização e industrialização dispersa, e a importância dos pontos de ligação da malha capilar, aos nós do sistema arterial rodoviário e à qualificação urbana dos eixos das estradas nacionais continuamente urbanizados.
Um dos pontos mais importantes é o favorecimento do reordenamento industrial, destacando-se na sub-região do Pinhal Litoral a forte presença industrial (moldes, plástico, química, cerâmica e metalomecânica ligeira)com impacto directo no Produto Interno Bruto, no Valor Acrescentado Bruto, nos indicadores de emprego e nas exportações regionais.
A nível da organização territorial, tal como no PNPOT, dá-se destaque ao sistema urbano Leiria – Marinha Grande, e à criação de uma rede urbana (para a competitividade e invocação), alargando este sistema às outras sedes de concelho do território.
Ainda a nível das redes e estruturas territoriais, destaca-se a posição do Pinhal Litoral face à Área Metropolitana de Lisboa, com a necessidade de reforçar a importância urbana e funcional de Leiria, não só como sede de concelho mais populosa do Pinhal Litoral, como também à sua localização estratégica. Para dinamizar as redes e estruturas territoriais, o PROT defende a necessidade de estruturação do aglomerado urbano de Leiria (com a articulação entre vias arteriais e locais rodoviárias; articulando
a ligação IP1/IC1 e as pressões sobre a urbanização litoral a partir dos nós de conexão entre as redes arteriais e as capilaridades locais e supra - locais (Estradas Nacionais). Recomenda-se também a reciclagem da infra-estrutura de suporte à urbanização e à industrialização difusa, e do reforço das polaridades ao longo da Estrada Nacional 1 (EN1).
2.5
Estudos Estratégicos Regionais
Figura 6. Síntese do Diagnóstico Sub-regional
O Plano Estratégico e de Acção para o Pinhal Litoral (PEA-PL) contém, para além de um diagnóstico detalhado sobre o território em questão (Figura 6), que serviu de base para a elaboração do Diagnóstico ao território da rede, as grandes orientações estratégicas para a Região do Pinhal Litoral.
Em síntese, definem-se quatro grandes orientações estratégicas:
Um território atractivo e urbanizado e com grandes vantagens locativas, onde se destaca o corredor urbano-industrial do Litoral, como ponto a favor da atractividade e fixação populacional que contribuiu para a emergência de uma rede urbana desenvolvida e robusta, e que é hoje um dos maiores pilares da organização e da dinamização territorial do Pinhal Litoral.
Um território líder em diversas fileiras industriais e com propensão para a inovação e internacionalização relevando as principais actividades industriais do território, o know-how industrial local no desenvolvimento da indústria de moldes, em sintonia com a emergência da indústria das matérias plásticas e a exploração e transformação da pedra para construção civil e a produção de cerâmica estrutural, utilitária e decorativa.
Um território com valores patrimoniais relevantes e crescente apetência para o turismo, dando ênfase ao património cultural (exemplo do Mosteiro da Batalha, inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO) e valores patrimoniais naturais, histórico - monumentais e culturais oferecendo assim a oportunidade para o desenvolvimento de um grande leque de actividades e produtos turísticos.
Um território que ainda carece de um esforço continuado no investimento, com destaque para as diversas fragilidades que têm de ser estudadas para se poder utilizar todos os potenciais para o desenvolvimento do território. Isto concerne o investimento em infra-estruturas viárias e acessibilidades, à questão do saneamento básico, a produção energética através de energias renováveis, a espaços de
organizado, uma programação de equipamentos colectivos mais eficiente, tal como o reforço da competitividade económica e territorial da região e a preparação de recursos humanos qualificados para tal.
Relativamente à visão estratégica territorializada, estão definidas no PEA-PL visões específicas para cada concelho do Pinhal Litoral.
Para o Concelho da Batalha, a aposta passa pelo desenvolvimento como pólo turístico, industrial e residencial de excelência. A situação actual do Concelho é de um considerável dinamismo tanto a nível de crescimento da população como na oferta de serviços e comércio na sede concelhia, com o restante território municipal a afirmar-se na actividade agro-florestal.
Dever-se-á apostar no turismo a afirmação da Batalha como pólo turístico de projecção nacional e internacional (dá-se destaque ao mosteiro da Batalha, património mundial da UNESCO), acompanhado com o esforço de valorização urbanística e comercial da vila, e a sua dotação com alojamento turístico de grande qualidade. No quadro industrial, destaca-se o aproveitamento dos potenciais de competitividade das cadeias de valor da cerâmica industrial e das rochas ornamentais e industrias, tendo como aposta a crescente integração do sector com o denominado cluster do Habitat, incluindo um reforço das ligações com a construção e com o desenvolvimento de novos produtos para a casa, incorporando design, inovação tecnológica e qualidade.
Para o Concelho de Leiria, a ideia-chave é a valorização da sua capitalidade num quadro de concertação interurbana, de robustecimento da base económica e de qualificação urbano-industrial. Leiria é o principal pólo de concentração populacional do Pinhal Litoral, com cerca de 43 mil habitantes num raio de cinco quilómetros a partir do núcleo urbano. Trata-se também de um dos aglomerados de maior dinamismo demográfico e económico da Região Centro. Na visão para o Concelho de Leiria, é definido o fortalecimento da sua capitalidade regional que deve ser forjado num quadro de concertação interurbana com os restantes centros urbanos do Pinhal Litoral. e o robustecimento da base económica, através do melhor aproveitamento do já dinâmico tecido empresarial e industrial, num quadro de globalização e competitividade.
Para o Concelho da Marinha Grande, a ideia-chave é afirmar o Concelho como pólo de excelência de inovação e tecnologia. O centro urbano, cuja génese e desenvolvimento têm estado intimamente ligados à indústria, tem registado um crescimento notável nos últimos dez anos, tendo-se preservado um valioso património no domínio da arqueologia industrial. Paralelamente, existe um crescimento significativo de actividades terciárias, oferendo boas perspectivas para a expansão dos serviços de apoio à produção. A visão para o Concelho aposta na valorização como pólo de excelência de inovação e tecnologia, aproveitando as grandes unidades industriais e as infra-estruturas de apoio às indústrias e empresas (Centimfe, Cefamol, Crisform, Open, entre outras). Dá-se importância ao aprofundamento do conceito de marca regional certificada, Marinha Grande Mglass, essencial de ser acompanhada através de apostas no design, certificação de qualidade, internacionalização, criação de redes de distribuição alargadas e procura de maior eficiência energética. Importa também salientar as condições existentes no eixo Leiria/Marinha Grande para a criação de um tecnopólo, TECNOPOLIS, onde se podem concentrar diversas actividades e competências avançadas e de alta tecnologia, bem como um espaço de divulgação científica e tecnológica.
Para o Concelho de Pombal, a ideia-chave da estratégia é a valorização de Pombal como concelho de indústria e logística, charneira entre o Litoral e o Interior e porta dos lazeres activos e de natureza da Serra do Sicó. O Concelho de Pombal possui não só uma dimensão demográfica significativa, como também um património rico(ex. Castelo de Pombal). A actividade económica sustenta-se principalmente na indústria envolvente a Pombal, e nas actividades agrícolas e agro-florestais. A visão para o Concelho sustenta-se na localização estratégica do concelho para uma maior diversificação, mais inovação tecnológica e internacionalização. Destaca-se a aposta no turismo, urbano e rural, acompanhada pela preservação ambiental dos recursos naturais e paisagísticos, recuperação de pedreiras e valorização da Mata Nacional do Urso e das principais linhas de água. Outros aspectos mencionados são a promoção da renovação e requalificação urbanística, principalmente do centro histórico da cidade, e a preservação do papel da agricultura e da floresta, aproveitando os trechos de ruralidade do concelho, como factor de equilíbrio e flexibilidade no mercado de trabalho.
Finalmente, para o Concelho de Porto de Mós, definiu-se como ideia-chave a valorização como pólo das indústrias e cultura da pedra e do barro, e como porta dos lazeres activos e de natureza do Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros. Em termos de situação actual, o Concelho teve um notável crescimento urbano e industrial no noroeste do seu território, desempenhando uma função de charneira na ligação dos sistemas urbanos da Alta Estremadura e do Oeste. O Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros abrange a generalidade do restante território municipal. A visão estratégica para o Concelho é o aprofundamento da Vila e do Concelho no contexto do sistema territorial da Alta Estremadura, em particular, no eixo Leiria/Batalha/Porto de Mós, valorizando as suas potencialidades e especificidades, evitando fenómenos de peri-urbanização face a Leiria. Dá se destaque também à implementação de acções de valorização urbana e ambiental, que deve constituir uma mais-valia para o desenvolvimento integrado e sustentado da Vila e do Concelho. Outro ponto prioritário será o desenvolvimento industrial, solucionando as limitações existentes a nível de ordenamento do solo industrial, qualificando estes espaços com serviços a empresas, lojas de empresa e sua gestão integrada, e através de uma parceira entre a Câmara Municipal e o NERLEI (Associação Empresarial da Região de Leiria). Em termos de apostas empresariais, dá se ênfase à extracção e transformação de rochas ornamentais e industriais e à diversificação do têxtil na área de Mira de Aire. A nível do turismo, apostar nas potencialidades do território pela sua localização no Parque Natural da Serra de Aire e Candeeiros, a nível de turismo de natureza e aventura. Finalmente, destaca-se ainda a recuperação e valorização do património paisagístico e ambiental, e a preservação do papel da agricultura e da floresta como factor de equilíbrio e flexibilidade no mercado de trabalho.
Tal como o PEA-PL, o Plano Estratégico e de Acção para o território da, Comunidade Urbana de Leiria (PEA-ComUrbLeiria), organização administrativa entretanto extinta, contem, para além de um diagnóstico detalhado sobre o território, as grandes linhas de orientação estratégica para o território de estudo. No entanto, abrange, para além dos concelhos que constituem a sub-região NUT III Pinhal Litoral, os concelhos de Alvaiázere, Ansião e Ourém, concelhos que, em conjunto com os restantes cinco do Pinhal Litoral, constituíam a antiga Comunidade Urbana de Leiria. Trata-se portanto, de uma estratégia e visão mais abrangente, tendo em conta as características locais dos outros concelhos.
No que respeita as linhas de orientação estratégica definidas neste plano, destaca-se a Comunidade Urbana de Leiria como território dinâmico e atractivo, com grande diversidade económica e com uma assinalável tradição de internacionalização e inovação. É caracterizada como área de grande centralidade geográfica, numa posição de intermediação entre Lisboa e Porto, servida pelas principais infra-estruturas de acessibilidades e transportes do país e, inserida no corredor urbano - industrial do Litoral, tendo desde cedo favorecido a atractividade e fixação populacional e que contribuiu para a emergência de uma rede urbana desenvolvida e robusta, hoje um dos maiores pilares da organização e dinamização territorial da Comunidade Urbana de Leiria.
Tabela 4. Síntese dos pilares e factores de sustentação da estratégia de desenvolvimento da Comunidade Urbana de Leiria.
Pilares de sustentação Factores
Posição geográfica Centralidade Geográfica, Papel de intermediação regional, Acessibilidades vantajosas
Dinamismo industrial e empresarial
Tradição industrial, Dinamismo empresarial e forte internacionalização, Forte associativismo industrial, Oferta significativa de infraestruturas e equipamentos
de apoio à actividade industrial e empresarial, Capacidade de Inovação tecnológica e de formação,
Existência de “clusters” produtivos sustentáveis e aprofundáveis, Disponibilidade de factores endógenos
de produção
Robustez urbana Rede consolidada de cidades médias, Proximidade entre os vários centros urbanos
Valia dos recursos patrimoniais e turísticos
Património Natural, Património arqueológico, histórico e construído, Património etnográfico e cultural, Pólos
de Significativa atractividade turística
Disponibilidade dos recursos humanos Em quantidade significativa, Com qualidade aceitável
Visibilidade externa dos ícones identitários Grandes referenciais patrimoniais, Grandes personalidades
Fonte: Plano Estratégico e de Acção para o Território da Comunidade urbana de Leiria, Março 2007.
Destaca-se, tal como no PEA-PL, as potencialidades regionais no sector industrial/empresarial e a crescente apetência para o turismo, nas suas diversas modalidades, também anteriormente mencionada (Tabela 4).
No que diz respeito às fragilidades do território, também se destaca a necessidade de aperfeiçoar e reforçar as acessibilidades inter e intra regionais, o saneamento básico, a produção de energias renováveis, os espaços de acolhimento de empresas, os equipamentos colectivos e, finalmente, a necessidade do reforço da competitividade económica e territorial da região, preparando os recursos humanos disponíveis e mobilizáveis para uma estratégia de desenvolvimento da comunidade urbana.
Na visão estratégica para a comunidade urbana, mencionada no Plano Estratégico e de Acção para o território da, Comunidade Urbana de Leiria (PEA-ComUrbLeiria) o território apresenta um espectro de vantagens locativas/comparativas, de recursos endógenos, de dinâmicas territoriais, demográficas, económicas e sociais, suficientemente fortes e capazes de ancorar um processo de desenvolvimento com trajectórias de competitividade, inovação, sustentabilidade, coesão e bem-estar. As orientações e os recursos financeiros consignados para o próximo período de programação constituem uma oportunidade decisiva para apoiar e concertar iniciativas estruturantes e necessárias ao processo de desenvolvimento do território. Importa aproveitar com eficácia e eficiência os potenciais endógenos e recursos financeiros para desenvolver o território como espaço coeso, competitivo, solidário, sustentável, qualificado e de bem-estar, fundado num quadro de valorização de recursos e patrimónios, de aprofundamento de articulações funcionais, de robustecimento da base económica, de garantia de emprego e formação, de crescente inovação e internacionalização, de atracção estratégica e selectiva de investimento, de promoção da cidadania e de uma governância moderna.
Neste âmbito, estão definidos três linhas de rumo:
Incrementar a competitividade económica (modernizar e robustecer as actividades industriais e de serviços, afirmar e valorizar as actividades turísticas, desenvolver as actividades agrícolas),
Valorizar o potencial humano e o desenvolvimento social (incremento da formação e empregabilidade dos recursos humanos; reforço de
equipamentos e respostas sociais; valorizar e promover a cultura e o património regional)
Valorizar o território numa óptica de sustentabilidade (melhoria da mobilidade e logística; qualificação ambiental; requalificação urbana).
3. A Rede Urbana do Pinhal Litoral
Constituída com base no tecido urbano da Subregião, a RUCI do Pinhal Litoral apresenta um forte potencial, pela sua posição de charneira entre Lisboa e Porto, os dois principais centros económicos do país, e pela capacidade instalada de fazer face a novos ciclos de desenvolvimento económico, fruto do empreendedorismo inato e da complementaridade estrutural dos centros urbanos existentes (Figura 7).
Figura 7. A rede urbana do Pinhal Litoral.
Apesar do padrão urbano tendencialmente disperso, a concentração populacional nas sedes de Concelho é notável, principalmente em volta do eixo urbano - industrial Leiria – Marinha Grande, e em Pombal. A concentração do capital social nas cidades e vilas da rede é um factor de maximização da sua competitividade e inovação.
Complementarmente às três cidades, mas com uma relação de complementaridade clara com a sede distrital, as vilas da Batalha e Porto de Mós têm também registado aumentos populacionais.
Tal como será reforçado a posteriori neste documento (no ponto 3.2 do presente documento), Leiria, Marinha Grande e Pombal têm estatuto de cidade, sendo a Batalha e Porto de Mós os dois aglomerados de menor escala, mas dos quais depende em igual medida o equilíbrio do território da Rede. Desta forma, as cinco sedes de concelho do Pinhal Litoral, Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós, são os aglomerados urbanos identificados para a criação da Rede Urbana para a competitividade e inovação, tal como é demonstrado na figura anterior.
3.1
O historial de cooperação regional
Os municípios que constituem a sub-região NUT III Pinhal Litoral têm já um longo historial de cooperação, no âmbito de parcerias comerciais e de desenvolvimento comum, em diversas áreas, como o desenvolvimento económico, a educação e formação profissional, a aposta em novas tecnologias de informação e do conhecimento e o desenvolvimento territorial entre muitos outros sectores. Um exemplo concreto foi no ano da criação das áreas metropolitanas e comunidades urbanas a nível nacional, quando todos os municípios da comunidade urbana de Leiria, decidiram em conjunto mudar o seu nome para Área Metropolitana de Leiria (AMLEI), extinta em finais de 2007 quando foi criada a Associação de Municípios do Pinhal Litoral (AMPL). Esta nova estrutura, que compreende os municípios da NUT III Pinhal Litoral, tem como objectivo principal o melhor aproveitamento de fundos estruturais para o desenvolvimento da sub-região, tal como a criação de parceiras multi-municipais para alcançar estes objectivos.
Destacam-se de seguida exemplos de estratégias de desenvolvimento, parcerias multi-municipais e cooperação já definidas ou em curso, entre actores e agentes territoriais no Pinhal Litoral.
Em 2005, um conjunto de entidades públicas e privadas do Pinhal Litoral, entre elas a Associação de Municípios da Alta Estremadura (AMAE), o Centro Tecnológico da
Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) e a Agência de Inovação (ADI), juntaram-se para criar uma Rede Regional de Inovação, Desenvolvimento e Tecnologia4, com o objectivo de ligar formalmente os “nós” de Inovação e
desenvolvimento da região, ampliando a visibilidade da capacidade de Inovação Regional. Os objectivos desta rede incluem a promoção da criação de um “Ambiente de Inovação” na Região, o estímulo do contacto regular entre os agentes de inovação da região, o incremento da atracção de novos agentes de inovação à região e o estímulo de integração em Rede, numa perspectiva de actuação concentrada na ERA – European Research Area e, por fim, aproximar a comunidade científica à comunidade empresarial da região.
A Associação de Desenvolvimento da Alta Estremadura (ADAE) é uma agência de desenvolvimento regional e local, criada em 1994 e que tem como principal missão a gestão do desenvolvimento das zonas de baixa densidade, nomeadamente no que concerne à gestão do Fundo Europeu Agrícola para o Desenvolvimento Rural (FEADER). A ADAE e constituída por todos os municípios do Pinhal Litoral, à excepção de Pombal que, em matéria de gestão do espaço rural integra a Associação Terras de Sicó, pela Câmara Municipal de Ourém e por várias entidades públicas e privadas (AMAE, ACIL, ACISO, CEPAE, NERLEI e Região de Turismo Leiria - Fátima).
É objectivo da ADAE potenciar e estimular os valores e as capacidades endógenas desta Região, com particular incidência nas zonas rurais dos diversos concelhos, tendo sempre presente a importância da participação da população local como interveniente no desenvolvimento local/regional5. A Figura 8 mostra a imagem do site
da ADAE.
Entre os diversos projectos materiais e imateriais já realizados ou em curso, desenvolvidos pela ADAE constam entre outros, o Plano Director de Ensino e Formação (2003), a Feira Internacional de Artesanato da Batalha - FIABA (2003), o Festival dos Ventos em Porto de Mós (2004), a Animação Turística no âmbito do Euro 2004 (2004), as Freguesias Ecológicas em Leiria (2004), o Roteiro Percursos Pedestres em inglês, Leiria (2004), a Criação de Qualidade Alimentar e Conforto (2005), o Roteiro Municipal da Batalha (2005), a Recuperação do Percurso e Estações da Via Sacra em Porto de Mós (2005) e a Fábrica da Calçada à Portuguesa em Porto de Mós (2005).Outros projectos