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Academic year: 2023

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NÚMEROS E CÁLCULOS DA DESIGUALDADE SOCIAL

Categoria: Ensino Fundamental – Anos Finais

Modalidade: Matemática Aplicada e/ou Inter-relação com outras disciplinas

FONSECA, Antonela F. da.; COLLA, Joana A. T..; TENFEN, Maurício M.

Instituição participante: Centro Educacional Sebastião Back – Rio do Sul/SC.

INTRODUÇÃO

A desigualdade social por vezes pode parecer um tema distante e sem necessidade de discussão. Porém, em situações do nosso cotidiano vemos ou ouvimos contextos relacionados a desigualdade social. Em questões financeiras, na educação (escola), na saúde, na questão assistencial, enfim, em vários campos podemos perceber a desigualdade presente. Essa temática, desigualdade social, nos despertou o interesse para o estudo sobre a matemática que pode estar presente e a importância de compreensão desse cenário presente em nossa realidade desde quando o ser humano, ao longo da história, começa a estabelecer relação tanto de convívio quanto de relações comerciais.

Questionamentos que impulsionaram o desenvolvimento do trabalho, afinal: Será que é possível reduzir a desigualdade social? Existe alguma forma de contribuir para minimizar esse problema social? De que forma a matemática está envolvida nessa temática e pode contribuir para compreender nosso papel na sociedade? Qual o percentual de pessoas que vivem na extrema pobreza e daqueles que acumulam riquezas? Quais são os países mais e menos desenvolvidos? Qual o cálculo utilizado para analisar a desigualdade social? O que é o IDH?

Como calculá-lo? Que conteúdos matemáticos podemos relacionar com esse tema?

A fim de obter respostas para nossas interrogações, o trabalho teve início e é parte do projeto da Feira de Matemática, desenvolvido a partir de maio do corrente ano com as turmas de 6º a 9º ano, trabalho esse que ainda está em desenvolvimento. Ao longo da execução do trabalho objetivamos entender o conceito de desigualdade social e como ela ocorre no Brasil e no mundo, buscando analisar em nossa realidade escolar, a partir da identificação da renda familiar mensal, se ela está presente em nosso meio.

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CAMINHOS METODOLÓGICOS, RESULTADOS E DISCUSSÃO

Onde tudo iniciou? Fomos istigados pelo nosso professor a envolver-nos em um projeto intitulado Feira de Matemática, um espaço de socialização de conhecimentos matemáticos que iniciou em sala de aula e foi se ampliando para outros espaços. Primeiramente fomos divididos em grupos, em que cada um deles, a partir da explicação do projeto, pode escolher uma temática para buscar perceber a matemática relacionada. Nosso grupo escolheu então a temática desigualdade social. Apresentamos em sala e nosso trabalho foi escolhido, baseado nos critérios indicados no regimento da 24º Feira Regional de Matemática de Rio do Sul (comunicação oral do trabalho, conteúdo matemático, qualidade científica, relevância científico-social), pelo professor, para apresentar na Feira Interna de Matemática de nossa escola.

A Feira Interna de Matemática reuniu alunos de quatro turmas, do 6º ao 9º ano. As apresentações aconteceram no pátio interno de nossa escola e das oito apresentações realizadas um trabalho seria selecionado para a Feira Regional de Matemática de nossa Regional (Rio do Sul). A partir de então, como o professor já havia orientado, o trabalho passou a ser de toda nossa turma do 7º ano composta de 31 estudantes e todos puderam contribuir com ideias e ações para melhorar e aperfeiçoar o trabalho.

Com o intuito de organizar o trabalho e buscando seguir uma metodologia apropriada para aquilo que tínhamos como objetivo, desenvolvemos nosso trabalho da seguinte maneira:

estudo na internet, em livros e outros materiais pertinentes, construção de materiais complementares como cartazes e maquetes para entendimento e apresentação do que foi trabalhado, apresentação na sala de aula e na Feira Interna de Matemática, pesquisa de campo (através de elaboração e aplicação de um questionário) e realizar uma campanha de arrecadação de alimentos e/ou roupas para moradores de rua.

Buscamos então repensar nosso trabalho e entender o conceito de desigualdade social.

Göran (2010, apud SILVA; GOMES; PIAI, 2016, p. 2-3) nos apresenta três tipos de desigualdade.

Göran, ao propor três tipos de desigualdade, em sua obra Os campos de extermínio da desigualdade, diferencia-os claramente através de formas básicas: a desigualdade vital, aquela que pode ser verificadas através da saúde e da longevidade humana, sendo mais acentuada nos países e classes pobres e em menor medida nos países ricos e nas classes ricas. Em outro momento define desigualdade existencial como “a negação de (igual) reconhecimento e respeito, e é um forte gerador de humilhações para os negros, ameríndios, mulheres em sociedades patriarcais, imigrantes pobres, membros de castas inferiores e grupos étnicos estigmatizados” (GÖRAN, 2010 p.146), reafirmando então a discriminação de determinados grupos hierarquizando-os por meio de status. Por fim, há a desigualdade material, ou como o autor costuma chamar a desigualdade de recursos. Na qual as pessoas têm menos acesso ao “capital social”, que é representado pela dificuldade de alcance à educação, consequentemente

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a uma carreira. Quer dizer, que as pessoas têm menos recursos do que as outras e esta desigualdade pode se expressar por distribuição de renda e de riqueza.

A partir do conceito trazido por Göran, nosso trabalho teve como foco a desigualdade material ou também chamada de desigualdade de recursos e buscamos entender a relação desigual que existe em nosso país e no mundo. Por que alguns poucos têm muito e muitos acabam ficando com o resto (com o pouco que sobra)? Segundo a OXFAM BRASIL (2022), se a situação continuar do jeito que está, ainda em 2022 o mundo pode chegar ao número de mais 250 milhões de pessoas vivendo na extrema pobreza. O site UOL Economia ainda informa que segundo dados de 2021, 1% da população brasileira concentra cerca de 50% da riqueza produzida no país. Isso reafirma a situação trazida acima da desigualdade que existe.

Se analisarmos em nível mundial novamente, temos, em 2021, conforme indica Luhby – CNN Brasil (2021), os 10% mais ricos da população global controlando 76% da riqueza mundial e os 50% mais pobres com apenas 2% da riqueza mundial. Essa realidade é preocupante e ao mesmo tempo indignante. Os números nos ajudam a revelar e entender melhor essa triste situação que muitas vezes não é tratada ou fica escondida e a matemática nos permite compreender com mais clareza essa problemática social.

Nossa pesquisa também trouxe os países considerados com maior desigualdade de renda. Segundo Pereira (2021), do Instituto Claro, os dez países mais desiguais são (nessa ordem): África do Sul, Namíbia, Zâmbia, República Centro-Africana, Lesoto, Moçambique, Brasil, Botsuana, Suazilândia e Santa Lúcia. Enquanto, segundo o site Mundo Educação da UOL, os três países menos desiguais são Hungria, Dinamarca e Japão. Chama nossa atenção nesses países que, oito são do continente africano, um da América do Norte e um da América do Sul, no caso o Brasil. Para considerar esses dados é desenvolvido um cálculo chamado coeficiente de Gini, o qual o mesmo site1 indica que foi desenvolvido por um matemático italiano, chamado Corrado Gini. Esse coeficiente é definido por um número entre 0 e 1, sendo o número zero ou próximo de zero um país “igualitário” e quando o valor é um ou próximo de um, indica um país desigual onde uma pequena parcela da população concentra quase toda a renda existente (MUNDO EDUCAÇÃO UOL).

O assunto desigualdade também nos trouxe outro conceito que buscamos compreender que é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Segundo PENA (2013) esse índice é calculado a partir de três aspectos, renda, educação e saúde. O IDH é um dado estatístico feito pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Trouxemos esse conceito

1 MUNDO EDUCAÇÃO UOL, disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/coeficiente-gini.htm

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pois, o mesmo se relaciona a temática escolhida.

Ao analisar os conteúdos matemáticos presentes em nosso livro didático elencamos os seguintes conteúdos/conceitos relacionados à temática da desigualdade social: cálculo de porcentagem, regra de três simples, tabelas e gráficos, equação e inequação de 1º grau. O cálculo de porcentagem e regra de três foi necessário para a apresentação dos dados coletados na pesquisa de campo. Sendo que no recolhimento dos questionários aplicados com as turmas fizemos a análise das informações e utilizamos a regra de três como forma de calcular os valores percentuais de cada valor numérico obtido.

As tabelas e gráficos consideramos, a partir da explicação do professor, uma forma eficaz e organizada para apresentar os resultados. Tendo as informações coletadas organizadas utilizamos o Excel para representar por meio das tabelas e gráficos as situações observadas nos resultados colhidos.

A parte de equação e inequação foi relacionado a partir do próprio conceito de igualdade/desigualdade na matemática e que se aproxima do conceito de desigualdade social.

Dentro desse último conteúdo (equação/inequação), desenvolveremos questões relacionadas a situações do cotidiano com a desigualdade social e buscaremos a solução a partir dos conceitos e cálculos relacionados a essa parte da Álgebra.

A pesquisa de campo tinha como pretensão entrevistar alunos/famílias do 6º ao 9º ano.

Foram elaborados 6 questionamentos, sendo 5 questões objetivas e uma questão aberta. Foram entrevistados no total 99 estudantes. Esse número não reflete todos os estudantes de 6º ao 9º ano, alguns não devolveram o questionário e outros simplesmente não quiserem participar da pesquisa. Na primeira questão buscamos perceber o quantitativo da composição familiar. Os dados estão apresentados na Tabela 1, que está localizada ao fim dos resultados e discussão sobre a pesquisa de campo. Ainda relacionado a composição familiar, buscamos perceber o número de pessoas que contribuem com a renda familiar. Assim tivemos os seguintes percentuais, 22,2% das famílias tem uma única pessoa que trabalha, 53,5% das famílias tem duas pessoas que trabalham, 19,2% das famílias tem 3 pessoas que trabalham e 4,0% das famílias tem quatro pessoas que ajudam na renda familiar e 1,0% dos entrevistados não responderam essa pergunta.

Tivemos dois questionamentos relacionados a renda familiar mensal das famílias. Uma das questões buscava perceber a média da renda familiar mensal. Nessa situação tivemos os seguintes resultados: 6,1% das famílias dos entrevistados recebe um salário mínimo, 42,4% das famílias recebe entre 1500 e 3500 reais mensais, também 30,3% das famílias entrevistadas recebe entre 3500 e 5500 reais mensais, 13,1% das famílias recebem entre 6000 e 9000 reais

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mensais, 5,1% das famílias recebem mais de 9000 reais mensais e 3,0% das famílias não responderam esse questionamento. É importante analisar que a renda é muito relativa ao número de pessoas que compõe cada família. Essa análise necessita de um estudo maior e infelizmente não conseguimos trazer nesse relato, porém, pretende-se apresentar esses resultados no dia da Feira Regional. Relacionado a renda ainda questionamos as famílias se a renda familiar mensal que tinham era suficiente para os gastos que possuem. 73,7% das famílias responderam que é suficiente o que recebem para lidar com os gastos mensais e 23,2% disseram que não e 3,0%

não responderam o questionário. Em relação aos que não tem o valor suficiente para suprir as necessidades mensais, nos trouxe um dilema, será que o salário realmente é insuficiente ou a partir de um planejamento financeiro essa situação poderia ser revertida? Será que as famílias desenvolvem um planejamento financeiro?

Por fim buscamos perceber, através da pesquisa de campo, a localização de onde moram as famílias de nossa turma. Nossa escola está localizada, num bairro central de nossa cidade, chamado Bairro Santana. Com isso embora tenhamos alunos que vêm de localidades mais distantes, mas, grande parte dos alunos vem da região central da cidade. Sendo, 42,4% das famílias do bairro Santana, 13,1% do bairro Canta Galo, 8,1% do bairro Centro, 6,1% do bairro Jardim América, 5,1% do bairro Taboão, 3,0% do bairro Bela Aliança e Eugênio Schneider, 2,0% do bairro Boa Vista, Laranjeiras, Fundo Canoas, Sumaré e Barragem, 4,0% relacionado a outros bairros e 5,1% não responderam. Outra questão relacionada a localidade da residência de cada família, foi se alguém já sofreu algum tipo de preconceito/discriminação pela localização de onde mora, 86,9% sinalizaram que não sofreram nenhum tipo de preconceito/discriminação devido a esse motivo e 13,1% disseram que sim. Nisso analisamos que como, citado anteriormente, por serem bairros centrais e não periféricos não temos essa situação evidenciada. Porém, já percebemos que mesmo não tendo um número tão expressivo alguns identificaram que já passaram por essa situação.

Tabela 1 – Quantitativo da composição familiar das turmas de 6º ao 9º ano do Centro Educacional Sebastião Back

Quantidade de pessoas por família

Número de alunos Porcentagem (%)

2 9 9,1

3 25 25,2

4 33 33,3

5 17 17,2

Mais de 5 15 15,2

Total 99 100

Fonte: Os autores (2022)

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CONCLUSÕES

Com relação a temática desigualdade social abordada neste trabalho destacamos que foi importante para percebermos de forma prática e aplicada a matemática envolvida nesse tema.

Números e cálculos estão frequentemente relacionados às informações sobre a desigualdade.

Compreender porcentagem, tabelas e gráficos é muito relevante nesse processo. Mesmo com todo aprendizado adquirido ainda ficaram vários questionamentos que precisamos investigar.

Nossa pesquisa de campo nos trouxe um pouco da realidade vivenciada pelas famílias de nossa escola. Perceber a situação da renda média familiar mensal e como cada família se estrutura é importante para percebermos como a desigualdade social está presente. Muitas vezes algumas pessoas por receberem uma quantia que consideram “alta”, em relação a renda média familiar mensal, se consideram superiores a outras pessoas, porém, não percebem a relação com o todo, chegar a classe rica é praticamente impossível. Muitas vezes parece esse ser o intuito de alguns e menosprezar aqueles que não tem o mínimo para sobreviver.

Em relação a apresentação sobre os países mais e menos desenvolvidos, nesse trabalho só foi apresentado de forma textual, porém com a continuidade do trabalho se pretende atualizar as informações e apresentar os mesmos, conforme um dos objetivos desse trabalho em tabelas e gráficos.

Portanto, notamos o quanto é desproporcional a distribuição de renda no Brasil e no mundo, o quanto a “balança está em desiquilíbrio”, conforme usávamos esse instrumento (balança) em nossa apresentação na Feira Interna de Matemática. Na matemática as equações e inequações nos falam de igualdade e desigualdade, sendo uma a oposta da outra. Na vida real o contrário da desigualdade não deve ser a igualdade, mas, sim a equidade, conceito este que apareceu em nossa pesquisa e que ainda precisamos explorar com maior profundidade.

REFERÊNCIAS

LUHBY, Tami. CNN Brasil: 10% mais ricos controlam 76% da riqueza global; 50% mais pobres ficam com 2%. Disponível em: < https://www.cnnbrasil.com.br/business/10- mais- ricos-controlam-76-da-riqueza-global-50-mais-pobres-ficam-com-2/>. Acesso em: 10 jun.

2022.

MUNDO EDUCAÇÃO UOL. Coeficiente Gini. Disponível em: <

https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/coeficiente-gini.htm>. Acesso em: 15 jun. 2022.

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OXFAM BRASIL. Primeiro a crise, depois a catástrofe. Disponível em:

<https://www.oxfam.org.br/justica-social-e-economica/primeiro-a-crise-depois-a-catastrofe/>.

Acesso em: 05. Jun. 2022.

PENA, Rodolfo F. Alves. "Como é feito o cálculo do IDH?"; Brasil Escola. Disponível em:

https://brasilescola.uol.com.br/geografia/desenvolvimento-humano.htm. Acesso em 20 de junho de 2022.

PEREIRA, Thaylisse G. N. Estudar em casa: os países mais desiguais do mundo.

INSTITUTO CLARO, 2021. Disponível em: <

https://www.institutoclaro.org.br/educacao/para-aprender/roteiros-de-estudo/estudar-em-casa- os-paises-mais-desiguais-do-mundo/ >. Acesso em: 30 maio 2022.

SILVA, Rafael M.; GOMES, Daiane A. A.; PIAI, Maria A. L. A matemática como instrumento para o desenvolvimento humano e emancipação social. In: XII ENEM, 2016, São Paulo/SP. Anais do XI Encontro Nacional de Educação Matemática. Disponível em: <

http://www.sbem.com.br/enem2016/anais/pdf/6463_3191_ID.pdf>. Acesso em: 05. Jun. 2022.

UOL ECONOMIA. Desigualdade aumenta no Brasil, e 1% da população concentra 50%

da riqueza. 2021. Disponível em:

<https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2021/06/24/distribuicao-riqueza-nacional--- brasil.htm>. Acesso em: 30 maio 2022.

Trabalho desenvolvido com a turma do 7º ano 1, do Centro Educacional Sebastião Back, pelos alunos: Agatha Bevilacqua Schumolheer; Antonela Felix da Fonseca; Arthur Braz Jorge;

Brenda Carolina Beckhauser de Sousa; Caua Brandalize Scur; Daniel Bianchi Ayres; Eloa Caroline Tamanini da Silva; Enzo Bernardo da Silva; Evelin Eduarda da Fonseca Moreira;

Gabriel Henrique Rothbarth; Gustavo da Silva; Gustavo de Sousa Schneider; Henrique Krieser Schlemper; Igor Schwambach Correa; Isabela Ribeiro Roveda; Isadora Pinheiro; Isael Isaque Theiss Flôres; Joana Alice Thiesen Colla; João Vitor Damasceno dos Anjos; Julia Nasario Spindola; Karla Eduarda de Oliveira Silva; Kauan Parma de Jesus; Lucas de Sousa Schneider;

Marcelo Gonçalves; Nathan Albano Comper; Nayara Ferreira de Araujo; Rafaela Alves Correia; Renan Guedes de Souza; Renata Rodrigues de Mello; Sophia Heinz Jarduzim; Taila Eduarda Koch Cellarius.

Dados para contato:

Expositor: Antonela; e-mail: [email protected];

Expositor: Joana; e-mail: [email protected];

Professor Orientador: Maurício; e-mail: [email protected].

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