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ESTIMA-SE UM AUMENTO DE 11,8%* PARA O RENDIMENTO AGRÍCOLA DE 2001.

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Academic year: 2022

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(1)

Informação à

Comunicação Social

2ª Estimativa

RENDIMENTO AGRÍCOLA

2001

ESTIMA-SE UM AUMENTO DE 11,8%* PARA O RENDIMENTO AGRÍCOLA DE 2001.

A segunda estimativa do Rendimento Agrícola, para o ano civil de 2001, regista uma subida de 11,8%*, relativamente ao ano anterior.

Este resultado é influenciado, principalmente, pelas variações da Produção do Ramo Agrícola e do Consumo Intermédio, que apresentam subidas, em valor, de 6,9% e de 4,0%, respectivamente, face a 2000.

Como deflator, utilizou-se a previsão para 2001, divulgada pelo Eurostat, do índice de preços implícito no PIB, relativa a Portugal (3,9%).

Variação do Volume e do Preço de Base para alguns produtos agrícolas (Variação entre 2000 e 2001)

* Medido pelo Indicador de Rendimento A (Rendimento dos Factores, real, por Volume de Mão- -de-Obra Agrícola Total), com base na informação disponível até 25 de Janeiro de 2002.

-20,0

3,0

7,1 10,0

-6,4 -4,3

6,6

-4,6 26,2

21,0

0,4

-6,8

7,5

23,5

-4,2

7,7

-25 -15 - 5 5 15 25 35

Cereais Vegetais e Hortícolas

Frutos Vinho Bovinos Suínos Aves de

Capoeira

Leite (%)

Variação do Volume Variação do Preço de Base

1 de Fevereiro de 2002

(2)

A subida do valor da Produção do Ramo Agrícola, a preços correntes, justifica-se pelo comportamento positivo da Produção Vegetal (+8,0%), onde se destacam os Vegetais e Produtos Hortícolas e os Frutos, que registam subidas, em valor, de 24,6% e de 7,5%, respectivamente.

Analisando as evoluções em volume e em preços, regista-se uma quebra acentuada na produção de Cereais, a qual foi compensada por um significativo aumento do preço de base, influenciado por uma subida do nível de ajudas aos Cereais, face ao ano anterior.

A evolução positiva dos Vegetais e Produtos Hortícolas deve-se, igualmente, a uma subida do preço de base.

A Produção Animal também apresenta um comportamento positivo, registando uma subida, em valor, de 5,5%, com os Suínos a subirem 18,2%, as Aves de Capoeira 2,1% e o Leite 2,8%.

Os Bovinos sobem 0,6% em valor, devido a uma subida acentuada dos subsídios. Retirando o efeito dos subsídios, a produção de Bovinos desceria, em valor, 12,3%, evolução justificada pela retirada do consumo público de animais com mais de 30 meses, decorrente do programa de combate à BSE.

Os Suínos e o Leite têm uma evolução positiva, explicada pela forte subida do preço de base.

Em relação aos Suínos, o aumento de preços deve-se, principalmente, à maior procura deste tipo de carne, enquanto a subida do preço do Leite se justifica, não só devido às condições de pagamento mais relacionadas com a qualidade do produto, mas também pela pressão na procura de leite por parte de compradores externos.

Produção do Ramo Agrícola, Consumo Intermédio e VABpb na Agricultura (Preços Correntes)

A estimativa do Valor Acrescentado Bruto a Preços de Base (VABpb), obtido pela diferença entre a Produção do Ramo Agrícola e o Consumo Intermédio, regista uma variação nominal, de +10,0%, relativamente a 2000.

0 750 000 1 500 000 2 250 000 3 000 000 3 750 000 4 500 000 5 250 000 6 000 000

1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001

103 Eur

Produção do Ramo Agrícola a Preços de Base Consumo Intermédio VABpb

(3)

Subsídios aos produtos

Registou-se, em 2001, um acréscimo de 17,6% no total dos Subsídios, face ao ano anterior.

Em termos de subsídios aos produtos, o seu valor subiu 10,7%, registando-se aumentos nos subsídios aos cereais (+21,2%) e bovinos (+47,7%). Enquanto nos Cereais se registou uma subida generalizada em todas as componentes da ajuda, nos Bovinos o aumento justifica-se pelo facto de também terem sido pagas, em 2001, ajudas de 2000 respeitantes ao prémio especial aos novilhos.

Relativamente à azeitona para azeite, houve uma quebra significativa da ajuda, pois os adiantamentos da campanha, que geralmente são pagos no final de cada ano, foram transferidos para 2002.

A rubrica “Outros” sofreu um significativo incremento devido ao facto de, a partir da campanha 2001/2002, passar a ser a contabilizada como subsídio ao produto a ajuda ao tomate destinado à transformação, de acordo com a nova OCM do sector das frutas e produtos hortícolas.

Estrutura dos Subsídios aos produtos

Verifica-se, em 2000 e 2001, que as ajudas aos Cereais e aos Bovinos representam cerca de dois terços do total dos subsídios aos produtos atribuídos à Agricultura.

2001

Outros 9%

Azeitonas 4%

Bovinos 26%

Ovinos e Caprinos

7%

Cereais 44%

Oleaginosas 3%

Tabaco 4%

Frutos Tropicais 3%

2000

Frutos Tropicais 3%

Tabaco 4%

Oleaginosas 5%

Cereais 41%

Ovinos e Caprinos

11%

Bovinos 19%

Azeitonas 14%

Outros 3%

0 40 000 80 000 120 000 160 000 200 000

Cereais Oleaginosas Tabaco Frutos Tropicais

Azeitonas Bovinos Ovinos e Caprinos

Outros

(103 Eur) 2000 2001

(4)

RENDIMENTO DA ACTIVIDADE AGRÍCOLA 2001 (

2ª Estimativa

)

2000 2001

103 Eur Volume Preços Valor 103 Eur

1 2 3 4 5 6

Cereais 378 563 80,0 126,2 100,9 381 973

Plantas Industriais 108 876 94,5 102,4 96,7 105 278

Plantas Forrageiras 277 676 88,8 101,1 89,8 249 288

Vegetais e Produtos Hortícolas 979 036 103,0 121,0 124,6 1 219 599

Batatas 132 730 97,2 108,2 105,2 139 605

Frutos 705 621 107,1 100,4 107,5 758 541

Vinho 461 783 110,0 93,2 102,6 473 570

Azeite 72 166 60,2 90,0 54,2 39 100

Outros Produtos Vegetais 8 230 110,0 93,6 103,0 8 474

PRODUÇÃO VEGETAL 3 124 681 99,4 108,7 108,0 3 375 428

Animais 1 619 288 98,7 108,7 107,2 1 736 364

Produtos Animais 808 528 96,5 105,9 102,2 825 981

PRODUÇÃO ANIMAL 2 427 816 97,9 107,8 105,5 2 562 345

PRODUÇÃO DE SERVIÇOS AGRÍCOLAS 5 996 100,0 104,2 104,2 6 248

PRODUÇÃO DO RAMO AGRÍCOLA

A PREÇOS DE BASE 5 558 493 98,8 108,3 106,9 5 944 021

TOTAL DO CONSUMO INTERMÉDIO 2 845 322 98,7 105,3 104,0 2 958 398

VALOR ACRESCENTADO BRUTO

A PREÇOS DE BASE 2 713 171 98,8 111,4 110,0 2 985 623

Índices

(5)

INDICADOR DE RENDIMENTO A = Variação em % (n+1)/n do Rendimento dos Factores, real, por Volume de Mão-de-Obra Agrícola Total = + 11,8%

2000 2001

103 Eur Volume Preços Valor 103 Eur

1 2 3 4 5 6

VALOR ACRESCENTADO BRUTO

A PREÇOS DE BASE 2 713 171 98,8 111,4 110,0 2 985 623

- Consumo de Capital Fixo 683 404 101,0 103,3 104,4 713 406

VALOR ACRESCENTADO LÍQUIDO

A PREÇOS DE BASE 2 029 767 98,1 114,1 111,9 2 272 217

- Outros Impostos sobre a Produção 6 983 107,1 7 477

+ Outros Subsídios à Produção 284 933 126,8 361 364

RENDIMENTO DOS FACTORES 2 307 717 113,8 2 626 104

- Remuneração dos Assalariados 542 418 103,2 559 596

EXCEDENTE LÍQUIDO DE EXPLORAÇÃO

OU RENDIMENTO MISTO 1 765 299 117,1 2 066 508

- Rendas 51 920 96,2 49 960

- Juros a Pagar 191 379 99,7 190 855

RENDIMENTO EMPRESARIAL LÍQUIDO 1 522 000 120,0 1 825 693

VOLUME DE MÃO-DE-OBRA AGRÍCOLA TOTAL

(1 000 UTA) 536,3 98,0 525,4

Índices

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