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O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A MENINA PRODÍGIO?

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Academic year: 2022

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O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM A MENINA PRODÍGIO?

Kayciane Assunção Alencar Instituto Federal do Ceará [email protected]

Lucélia Fernandes de Almeida Lima Instituto Federal do Ceará [email protected]

Resumo

O presente trabalho explicita um estudo de caso que conta a história de uma jovem que sofre de ansiedade no ambiente escolar. Esta proposta poderá ser explorada de forma transversal nas turmas do Ensino Médio. O estudo de caso propõe discorrer acerca da ansiedade e pode gerar interesse nos estudantes, visto que é uma temática atual e relevante. Destaca-se que o estudo de caso se configura como uma estratégia de ensino eficiente, uma vez que oportuniza a participação ativa dos alunos no processo de aprendizagem. É oportuno mencionar que o estudo de caso pode ser uma ferramenta útil para abordar problemas da atualidade, inclusive explorar temas vinculados à promoção da saúde mental. O presente caso traz a narrativa de Luciane, aponta soluções e sugestiona como pode ser aplicado no contexto remoto, além de apresentar critérios que permitam a avaliação dos estudantes. Acredita-se que a proposta possa contribuir no enfrentamento da problemática, favorecendo uma consciência que a escola também pode ser um local de discussão e realização de ações no processo de saúde mental dos discentes.

Palavras-chaves: Estudo de caso; Ansiedade; Saúde Mental.

WHAT'S HAPPENING WITH THE PRODIGY GIRL?

Abstract

The present work explains a case study that tells the story of a young woman who suffers from anxiety in the school environment. This proposal can be explored across the board in high school classes. The case study proposes to talk about anxiety and can generate interest in students, since it is a current and relevant topic. It is noteworthy that the case study is configured as an efficient teaching strategy, since it allows the active participation of students in the learning process. It is worth mentioning that the case study can be a

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useful tool to address current problems, including exploring themes linked to the promotion of mental health. The present case brings Luciane's narrative, points out solutions and suggests how it can be applied in the remote context, in addition to presenting criteria that allow the evaluation of students. It is believed that the proposal can contribute to facing the problem, favoring an awareness that the school can also be a place for discussion and carrying out actions in the students' mental health process.

Keywords: Case study; Anxiety; Mental health.

Introdução

O estudo de caso é uma estratégia de ensino que tem o potencial de auxiliar na construção do conhecimento, e que por se tratar de uma situação real, gera interesse e envolvimento dos sujeitos educativos. Queiroz (2015, p. 09) aponta que:

O método se pauta na aproximação dos alunos com problemas reais e busca a promoção do aprendizado de conceitos científicos, o fomento ao pensamento crítico e à habilidade de resolução de problemas.

Esta proposta metodológica consiste na resolução de um problema tem o potencial de favorecer o desenvolvimento de habilidades como a criatividade, autonomia e a capacidade de argumentação, por mobilizar os estudantes a uma tomada de decisão.

O estudo de caso pode abordar conteúdos relacionados ao cotidiano dos alunos, possibilitando uma aprendizagem contextualizada e significativa.

A narrativa que será apresentada trata sobre ansiedade no ambiente escolar. O presente enredo poderá ser explorado nas turmas do Ensino Médio de forma transversal, podendo favorecer a desmistificação da saúde mental aliada ao incentivo à pesquisa, apresentação de vídeo e ricas discussões acerca de como minimizar a ansiedade nos espaços educativos.

Estanislau e Bressan (2014) ressaltam que a maioria das pessoas cresce recebendo informações de como se prevenir em relação às infecções sexualmente transmissíveis, a importância da prática de atividades físicas e o que é necessário para manter seu colesterol e glicemia em níveis saudáveis, mas não é educada para compreender a sua saúde mental nos seus aspectos positivos e negativos. Diante dessa lacuna, a socialização deste estudo

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de caso junto à outras metodologias tem o potencial de superar estigmas e tabus em torno da ansiedade e outros transtornos mentais.

Não é demais ratificar a necessidade da introdução de temas ligados à saúde mental nos currículos oficiais por ser tão relevante e urgente nos dias atuais.

Contextualização do caso

Segundo a OMS (2018), a ansiedade é a segunda condição mental, depois da depressão, com maior incidência na maioria dos países avaliados e o Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros, ou seja, 9,3%

da população convivem com o transtorno.

Vários estudos apontam que os transtornos de ansiedade têm uma taxa mais elevada em estudantes do que na população geral.

E costuma ser na escola onde os principais sintomas ou mudanças de comportamento se manifestam, porque muitas vezes as crianças e jovens passam mais tempo com professores e a equipe escolar do que com a família.

É comum também que a fonte de problemas esteja na própria casa dos estudantes, ou que as famílias não saibam bem como ajudar. (MATUOKA, 2019, n.p).

Cabe as instituições de ensino promoverem ações na promoção da saúde mental, visto que o currículo deve estar centrado no homem como ser holístico em suas múltiplas dimensões: afetiva, emocional, cultural e social.

A literatura em saúde mental tem identificado o sistema escolar como um espaço estratégico e privilegiado na implementação de políticas de saúde pública para jovens, passando a destacá-lo como principal núcleo de promoção e prevenção de saúde mental para crianças e adolescentes, atuando no desenvolvimento de fatores de proteção e na redução de riscos ligados à saúde mental. (Vieira et al, 2014 p.16)

Reitera-se que a abordagem desta temática deve ocorrer continuamente e não em meros momentos pontuais, possibilitando assim a disseminação das informações necessárias para favorecer a prevenção e promoção da saúde mental.

Caracterização da narrativa do caso

O caso é bem estruturado, uma vez que o problema delineia-se no enredo, e os alunos são encarregados de apontar alternativas que estimulem práticas que contribuam para uma boa saúde mental. Sá (2010, p.115) define os casos bem estruturados:

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Se caracterizam por apresentar de forma bem definida no contexto da narrativa o problema a ser resolvido, podendo o mesmo apresentar múltiplas alternativas de solução. Cabe ao estudante a tarefa de analisa-las e optar pela mais viável.

Neste cenário, os educandos são instigados a refletir em ações que podem ser realizadas para prevenir a ansiedade no ambiente escolar

Discussão sobre os dados

O estudo de caso narra a história da Luciane, uma aluna do Ensino Médio que sofre com a ansiedade no ambiente escolar devido a cobrança excessiva dos pais e o medo de não atender as expectativas da família. A jovem se preocupava em sempre atingir a nota máxima nas avaliações, além de não se integrar com sua turma. Estes fatores desencadearam reações em seu organismo como desconforto respiratório, palpitações e suor generalizado provocando desmaio.

A narrativa desperta o interesse e curiosidade do leitor, visto que ansiedade é uma temática tão relevante que provoca empatia com a personagem central, pois pode fazer parte da vida de muitos alunos. É um caso atual, uma vez que vários estudos apontam que os transtornos de ansiedade têm uma taxa mais elevada em estudantes do que na população geral.

O enredo constitui-se de diálogos entre Luciane, sua mãe, a colega Dani e a enfermeira Dona Caroline.

É oportuno pontuar que a ansiedade no ambiente escolar pode comprometer o êxito discente, podendo levar o educando a desistir dos estudos. O enredo incita a importância desta temática ser explorada nas instituições de ensino, ressaltando os cuidados com a saúde mental dos estudantes.

Fontes de inspiração na produção do caso

As principais fontes de inspiração são decorrentes da experiência profissional das autoras que cotidianamente atendem alunos com transtornos de ansiedade, além de ouvir relatos dos professores que vivenciam diretamente casos semelhantes aos da Luciane, personagem principal do estudo de caso. É bastante comum os alunos abandonarem seus cursos devido ao sofrimento mental.

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O caso

Luciane era uma jovem de 15 anos que tinha uma família bem estruturada. Morava com os pais e um irmão 3 anos mais jovem. Luciane estava cursando o 1º ano do Ensino Médio e sempre se destacou como uma excelente aluna, daquelas que sempre ganhavam medalhas nas Olímpiadas de Ciências. Nunca fez birra para ir à escola, pelo contrário, antes do despertador alarmar, Luciane já pulava da cama.

O sonho de Luciane era exercer a profissão de química ou farmacêutica e para isso tinha muito incentivo do pai, um farmacêutico apaixonado pela profissão, que fazia questão de explicar para a filha a fascinante composição das estrelas e mostrar a ela em uma tabela periódica para crianças onde cada elemento se encontrava. Brincar de bonecas? Não mesmo! A diversão de Luciane era assistir programas de ciências para o público infantil que eram exibidos na TV por assinatura.

Os pais de Luciane, assim como todos os professores e amigos, admiravam a inteligência e a dedicação da “menina prodígio”. Uma nota inferior a 8,5 a deixava sempre cabisbaixa. E foi dessa forma, nessa atmosfera de vitórias, orgulho e superações pessoais, que Luciane começou a fazer a transição da infância para a adolescência, do Ensino Fundamental para o Ensino Médio.

Então, veio o tão esperado Ensino Médio! Luciane aguardava ansiosa esse momento. Ela sentia um misto de alegria e medo. Alegria, porque ela sabia o quanto aprenderia. Medo, do novo e de não atender às expectativas.

Como já era previsto, Luciane sentiu o impacto da mudança: escola, professores, colegas, biblioteca e a tia da cantina não eram mais os mesmos. O ambiente seguro, acolhedor e que reconhecia os seus talentos não estava mais ali. Era um Universo novo.

Um Universo que ela ainda teria que conquistar. Na nova escola, Luciane era igual às estrelas que ela tanto gostava de admirar: apenas mais uma entre as incontáveis estrelas que povoam um imenso Universo.

A nova escola exigia de Luciane uma disciplina que jamais havia sido exigida a ela.

Não que ela não fosse disciplinada, era e muito! Mas era porque gostava, não porque exigiam. Estudar agora para ser a melhor não era apenas diversão. Passou a ser obrigação, o que aumentava ainda mais a sua insegurança e o medo de fracassar.

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Luciane começou a ter dificuldades em se concentrar nos estudos. A cada dia, ela se encontrava mais esquiva. Agir “normal” na escola estava ficando cada vez mais difícil.

Só fez amizade com uma moça, a Dani, que achava estranho o comportamento da amiga:

- Ei, Luciane, vamos para a cantina, lanchar alguma coisa?

- Ah, não, Dani, prefiro lanchar aqui na sala mesmo. Não me sinto muito bem.

- Você está sentindo alguma coisa? Parece meio pálida mesmo…

- Sinto uns enjoos de vez em quando, falta de ar... Meus pais me levaram ao médico, mas ele disse que sou forte como um touro.

Então, em um determinado dia, a professora de Biologia avisou que uma avaliação seria por meio de um seminário. O grupo de Luciane ficou responsável por apresentar o funcionamento da célula animal, e coube a Luciane explicar o funcionamento das mitocôndrias. Ela mesma fez questão de escolher o tema.

Nos dias que se seguiram antes do seminário, Luciane praticamente esqueceu que havia outras disciplinas para estudar e dedicou-se com afinco a entender e ensaiar todo o conteúdo referente às mitocôndrias. Para ela, tornou-se uma questão de honra fazer uma excelente apresentação.

Enfim, o tão esperado dia chegou. Luciane acordou cedo, como sempre, mas não se sentia disposta para tomar o café da manhã. A mãe indagou:

- Filha, não quer comer nada?

- Não, mãe, estou um pouco enjoada. Tenho medo de comer e passar mal na hora do seminário.

Chegando ao colégio, Luciane logo se dirigiu para a sala de aula, a fim de organizar a apresentação. O grupo dela seria o primeiro a apresentar, para o seu alívio, pois ela nunca gostou de ter que esperar. Quando todos os colegas estavam sentados, esperando o início do seminário, Luciane sentiu que o seu estômago “embrulhou” mais ainda, a visão começou a ficar embaçada, calafrios subiram por suas pernas, as vozes ficaram cada vez mais distantes, a respiração ofegante, o coração disparou e ela desmaiou!

Ao abrir os olhos, uma luz forte no teto a fez fechá-los novamente, e apenas uma voz suave ela escutou:

- E então, como você se sente? Parece que acabou desmaiando de emoção. Já aconteceu isso com você antes? Perguntou a enfermeira da escola, Dona Caroline.

- Desmaiar de emoção? Não, não!

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- Mas, tudo bem, isso não é tão raro de acontecer por aqui, principalmente no período de provas! Enfim, a moçada fica muito ansiosa! Bom, seus pais foram avisados e estão vindo te buscar.

Nos dias que se sucederam após o fatídico episódio, Luciane fez algumas tentativas de voltar à rotina escolar, mesmo envergonhada ainda com o ocorrido; porém, várias foram às vezes que sentia a mesma sensação de embrulho no estômago e mundo girando.

Assim, logo se dirigia a Dona Caroline e solicitava que seus pais fossem pegá-la. E foi em uma ocasião dessas que a enfermeira escolar aconselhou aos pais de Luciane que a levasse a um atendimento psicológico. E, assim, eles fizeram, pois estavam exaustos de levar a filha aos médicos e os mesmos não detectaram nenhum problema de origem física.

Ao ser avaliada por um psicólogo, o profissional constatou que Luciane sofria de um elevado grau de ansiedade e o seu mal estar físico era uma consequência da ansiedade.

Foi difícil para Luciane aceitar a realidade, mas ela também sabia que não conseguiria voltar a ter uma vida “normal” na escola.

A partir daquele dia, Luciane afastou-se da escola por 15 dias e passou a fazer terapia toda semana. Dependendo da sua evolução, o psicólogo veria a necessidade de encaminhá-la para um psiquiatra e iniciar um tratamento medicamentoso. Mas uma coisa, contudo, ficou acertada: a “menina prodígio” tinha que dar uma desacelerada.

Considere que a turma da Luciane irá conversar com a Direção da escola e propor algumas ações que podem ser realizadas para prevenir a ansiedade no âmbito escolar.

Quais seriam? Argumente a favor de uma delas.

Aplicação do caso em ambiente de ensino remoto

Em virtude do atual contexto de pandemia da Covid-19, as aulas serão realizadas por meio do ensino remoto, através da plataforma Google Meet, que possibilita aulas remotas interativas e dinâmicas, como apresentações de vídeos e slides. As aulas acontecerão nos mesmos horários e dias em que eram realizadas as aulas presenciais. O docente ficará responsável pela criação da sala virtual. Os alunos terão acesso ao ambiente por meio de um e-mail institucional. Além disso, também será criado um Fórum de Discussão virtual com a finalidade de ser um espaço onde os alunos possam interagir, expor dúvidas, compartilhar materiais, etc.

O caso poderá ser estudado em 05 aulas com duração de 50 minutos da seguinte forma:

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Aula 1: será realizado um levantamento prévio sobre o que os alunos pensam/

conhecem sobre saúde mental. Então, será feita uma explanação sucinta, baseada na literatura oficial, sobre os conceitos de saúde mental. Em seguida, será realizado um novo levantamento sobre o que eles pensam sobre a saúde mental depois da explanação do professor.

Como tarefa de casa, os alunos serão divididos em dois grupos, buscarão mais informações sobre o tema realizando reuniões virtuais entre eles: deverão pesquisar sobre os fatores que contribuem de forma positiva para a saúde mental e o outro irá pesquisar sobre os fatores que contribuem de forma negativa para a saúde mental.

Aula 2: haverá uma roda de conversa onde os membros de cada grupo irão expor sobre o que pesquisaram, falar sobre as suas impressões e se houve mudança na forma como eles pensavam sobre o que seria a saúde mental. Como tarefa de casa, pesquisar e fazer um breve resumo de como os doentes mentais eram tratados no passado e como é o tratamento preconizado hoje em dia.

Aula 3: exibição do vídeo: Saúde Mental e Adolescência: Desmistificando a Saúde Mental. (20 minutos). Roda de Conversa sobre o que foi apresentado no vídeo. Como atividade, pesquisar e fazer um resumo sobre como a escola pode afetar a saúde mental do estudante, tanto de forma positiva como de forma negativa.

Aula 4: exposição feita pelo professor, utilizando slides com ilustrações, dos principais transtornos da ansiedade (20 minutos). Em seguida, os transtornos da ansiedade serão divididos entre os grupos, que ficarão responsáveis por pesquisar de forma mais aprofundada sobre cada um deles, como as principais características e o que pode acontecer com o corpo durante uma crise de ansiedade.

Aula 5: apresentação do Estudo de Caso: “O que está acontecendo com a menina prodígio?”. Depois da exposição do caso, os alunos terão que identificar, de acordo com o que eles pesquisaram, quais os sintomas que a personagem principal apresentava como sendo característica de uma alta ansiedade. Em seguida, os dois grupos terão que elaborar estratégias de como a escola e a comunidade estudantil podem ajudar a amenizar a ansiedade entre os estudantes.

Como as aulas serão através do ensino remoto, será necessário computador com acesso à internet. Todo o material utilizado para a exposição das aulas e pesquisas estarão

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disponíveis no Fórum de Discussão em formato digital na internet: cartilhas, manuais, vídeos, filmes, etc.

Espera-se desenvolver as seguintes habilidades com a aplicação do caso: perceber a importância da saúde mental; aprender que existem diversas formas de adoecimento mental; desenvolver o hábito de expor sua opinião e argumentação; estimular a pesquisa;

fazer conexões entre o atual estilo de vida e as suas consequências para a saúde mental;

estimular a empatia, a compreensão e a solidariedade.; abolir e/ou minimizar preconceitos e estigmas e refletir sobre alternativas que possam colaborar para uma boa saúde mental e redução da ansiedade.

Soluções para o caso

A turma será dividida em duas equipes que irão trabalhar estratégias que visam contribuir para esclarecer sobre a problemática da ansiedade e também alternativas para reduzi-la no ambiente escolar.

Na primeira alternativa, uma equipe deve refletir e pesquisar sobre as várias formas de estimular práticas que contribuam para uma boa saúde mental, como meditação, técnicas de relaxamento, rodas de conversas.

O ambiente escolar também tem o papel fundamental para criar estilos preventivos e protetores para esses jovens, visto que participa na construção de comportamentos e personalidades do estudante (CORREA, 2018).

A segunda equipe deverá promover a realização de um evento que venha a fornecer informações sobre ansiedade, suas formas e como cuidar melhor da saúde mental.

Os alunos poderão optar pela realização de uma semana dedicada à saúde mental, com oficinas, palestras com profissionais da área, distribuição de material educativo sobre saúde mental nos fóruns com dúvidas.

Avaliação do caso

A avaliação priorizará aspectos qualitativos e terá caráter formativo, visando o acompanhamento contínuo dos estudantes. Considerando que as aulas se realizarão remotamente devido o contexto pandêmico, os alunos serão avaliados através da plataforma Google Meet e serão utilizados alguns critérios como envolvimento e participação do alunos nos fóruns de discussão e nas atividades que exijam produção individual e em equipe; coerência de ideias e clareza na exposição das alternativas dadas

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ao problema levantado; criatividade, engajamento e trabalho em equipe na aplicação do caso.

Referências

CORRÊA, A. S. (In)disciplina e bullying nas práticas escolares de diretores, coordenadores, docentes e alunos: uma análise à luz da Teoria Crítica. Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo, Brasil, 2017. Acesso em: 20 dez. 2021.

ESTANISLAU, G. M.; BRESSAN, R. A. (Orgs.). 2014. Saúde Mental na Escola: o que os educadores devem saber. 1. ed. São Paulo: Artmed, 2014.

MATUOKA, Ingrid. A importância de debater saúde mental na escola. Centro de

Referências em Educação Integral. Disponível em:

https://educacaointegral.org.br/reportagens/saude-mental-na-escola/ Acesso em 24 nov.

2019.

OMS, Organização Mundial de Saúde. Depression and other common mental disorders: global health estimates [Internet]. Geneva: WHO; 2017.

QUEIROZ, Salete Linhares. Estudo de Casos Aplicados ao Ensino de Ciências da Natureza. São Paulo: Centro Paula Souza, Setec/MEC, 2015. ISBN 978-85-99697-49-8.

Disponível em: http://www.gpeqsc.com.br/sobre/manuais/natureza_estudo_casos.pdf Acesso em: 30 nov. 2020.

SÁ, Luciana Passos. Estudo de casos na promoção da argumentação sobre questões sócio-científicas no ensino superior de química. Tese de Doutorado, Universidade Federal de São Carlos, Brasil, 2010. Acesso em: 13 nov. 2021.

VIEIRA, Marlene et al. Saúde mental na escola. In: ESTANISLAU, Gustavo M.;

BRESSAN, Rodrigo Affonseca. Saúde mental na escola: o que os educadores devem saber.

Porto Alegre: Artmed, 2014. p. 13-23.

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