ilustrações de Mario Vale
MATERIAL DIGITAL DO PROFESSOR Autora: Cris Granville
LIVRO DO PROFESSOR
Carta à professora e ao professor ~
2i. Sobre a obra
O autor e ilustrador~
5Mario Vale
~
6A obra O elefante e a formiga
~
8Literatura na educação infan- til: leitura, BNCC e PNA
~
10Etapas de leitura da obra O elefante e a formigaAvaliação formativa
~ ~
14 13II. A leitura de
O elefante e a formiga ~
17Pré-leituraApresentação do livroExplorando elementos
~
18~
20do livro
~
20Autor e ilustrador
~
21Construção de hipóteses
~
22LeituraLeitura dialogada
~
23~
25Pós-leitura
~
31Compreensão da narrativa
~
33Ampliando e verificando as hipóteses iniciais
~
33Reconto
~
34Registro da história
~
34Para além da história
~
35Literacia familiarCiranda da leituraRecontando a históriaInteração verbal sobre a história entre
~ ~ ~
413941familiares e crianças
~
41Interação verbal sobre a formiga e o elefante na literacia familiar
~
42Fotografar formigas
~
43Colagem de uma formiga
~
43Coletando pedras e folhas
~
44III. Outras possibilidades de interações e
brincadeiras
Caminhos e apostasElefantes e formigasFormiga mandouVento forteFormiga no jardimMinha sombraDez elefantes incomodam~ ~ ~ ~ ~
49~ ~
455348514647muito mais
~
54Pata de elefante
~
56A grande aposta
~
58Outras fábulas
~
59IV.
Propostas paraimprimirFantoches de palitoDez elefantes incomodam
~
62~
63muito mais
~
65Quebra-cabeças
~
69Cenas da história –
fichas com cenas
~
75Jogo das expressões: imitando a formiga
~
86Sumário
Carta à
professora
e ao professor
A obra literária é um rico recurso para desenvolver estratégias que visem alcançar os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e promover as práticas de literacia emergente, numeracia e de literacia familiar, propostas pela Política Nacional de Alfabetização (PNA).
Para contribuir com o planejamento de momentos de leitura, de- senvolvemos este material digital baseado na obra O elefante e a for- miga, escrita e ilustrada por Mario Vale, publicada pela editora RHJ. O livro tem como tema as “Fábulas e lendas locais, nacionais e universais”
além de se estruturar também como uma fábula. É uma obra indicada para Creche II, para que o professor leia para as crianças bem pequenas, da faixa etária de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses.
O elefante e a formiga é a releitura de uma fábula, que dialoga com ilustrações em cartum e propõe uma reflexão sobre a relação entre o mais forte e o mais fraco, sobre a superação e sobre a ideia de que todos são capazes de alcançar seus objetivos.
Na primeira parte, você conhecerá sobre o escritor, ilustrador, ar- tista plástico e cartunista Mario Vale, e sobre as possibilidades que o livro O elefante e a formiga oferece para seu trabalho com crianças bem pequenas.
Na seção Literatura na Educação Infantil: leitura, BNCC e PNA, apresentamos fundamentos teóricos sobre a importância da leitura literária na primeira infância e dialogamos com os princípios de dois importantes documentos que norteiam a educação brasileira nesta faixa etária: a Base Nacional Comum Curricular e a Política Nacional de Alfabetização. Refletiremos sobre a aprendizagem e o desenvolvi- mento das crianças e sobre as práticas de literacia e numeracia.
Posteriormente, indicamos orientações para a realização das etapas de leitura, pré-leitura, leitura, pós-leitura e literacia familiar, com a obra O elefante e a formiga.
Na seção Outras possibilidades de interações e brincadeiras, dispo-
Cara professora, caro professor,
crianças bem pequenas que abarcam os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos diversos campos de experiências elencados pela BNCC para a etapa da Creche II e as práticas de literacia e de numera- cia preconizadas pela PNA. Todas as atividades vêm acompanhadas de sugestões de tempo de intervenção, forma de organização das crianças, faixa etária, objetivos e conteúdos desenvolvidos, especifi camente, na proposta.
Para complementar, lhe presenteamos com algumas propostas para imprimir. São jogos que mobilizam habilidades das crianças bem pequenas e estão alinhados à obra O elefante e a formiga. Mais um momento para encantar seus alunos com a magia da literatura e, ao mesmo tempo, possibilitar que eles aprendam brincando.
Nas Referências você encontra as obras que fundamentam este material digital. É uma oportunidade para pesquisar e aprofundar seus estudos.
Desejamos que este material digital apoie o seu trabalho com o livro O elefante e a formiga e enriqueça sua prática pedagógica. E que as crianças bem pequenas se encantem com o universo fascinante dos livros e da cultura escrita.
Bom trabalho!
Sobre a obra
I
O autor e ilustrador Mario Vale
Mario Vale é um renomado artista plástico, ilustrador e cartunista. Natural de Belo Horizonte (MG), o autor de O elefante e a formiga publicou muitas obras em que, além de autor, é também o ilustrador. Em suas ilustrações, Mario utiliza diferentes técnicas além do desenho, entre elas recorte, colagem, dobradura, modelagem.
Ele gosta de produzir seus livros na inte- gridade: texto, ilustração, projeto gráfi co e montagem.
Desde a década de 1980, Mario Vale tem contribuído com títulos para o acervo de literatura infantil no Brasil. Como chargista, colaborou para diversos jornais e revistas. Ilustrou livros de literatura infantil, par- ticipou de exposições e ganhou vários prêmios, como o prêmio Cartum, no XIII Salão Internacional de Humor de Piracicaba. Trabalha em seu estúdio desenvolvendo projetos nas áreas de artes gráfi cas, programa- ção visual e cenografi a. Faz cenários e adereços e desenvolve ofi cinas de criatividade para professores e alunos da rede pública e privada de ensino.
Em um precioso relato, o autor nos contou um pouco da sua história de vida e da sua trajetória como escritor e artista plástico. A literatura, a arte e os quadrinhos o acompanham desde pequeno, nas experiências em família:
Nasci em uma família de muitos irmãos, e meus pais nos educaram de uma forma bem cooperativa. A gente dividia as responsabilidades e as diversões, e a solidariedade era impor- tante para a manutenção de todos, principalmente nas horas das refeições. No mais, a minha casa era um imenso parque de diversões. Tinha marcenaria, laboratório de fotografi a, or- quidário e alguns bichos, como quati, bicho-preguiça, tarta- ruga, cachorro. Passarinho na gaiola não tinha. Tinha até pa- pagaio. Falando em papagaio, a gente fazia papagaios (pipas) e manivelas e eles voavam bem alto. No lugar que eu morava, a rua era cheia de amigos e a gente jogava bente altas, fi nca,
pega-ladrão e lutava espadas. Ahhh… tinha também na minha casa uma coisa muito importante: uma grande biblioteca.
Meu pai e minha mãe liam muito e a gente fi cava lendo, entre outras coisas, As aventuras de Sherlock Holmes, de Conan Doyle, Tesouro da Juventude e um tanto de outros livros.
Tinha também uma grande coleção de revistas em quadri- nhos, e a gente lia tanto que esquecia de fazer outras coisas.
Um dia, minha mãe mandou guardar os gibis sobre o teto da casa, pra gente dar um tempo dos “quadrinhos” e se dedicar mais aos estudos da escola. Acontecia que nós nos trancáva- mos no quarto que dava para o teto e subíamos até a abertura que dava para o telhado, e eu fi cava lá um bom tempo lendo Flecha Ligeira, Tom Mix, Tarzan, Príncipe Valente, Bolinha (o meu ídolo) e Luluzinha, e ainda as revistas de Walt Disney, o Pateta, Pluto, Mickey, Pato Donald e várias outras. Então, no meio dessa coisa toda, eu gostava muito de escrever e desenhar as minhas histórias e, embora não fosse um bom aluno na escola, eu gostava muito de literatura. O meu pai, percebendo este meu lado artístico, me incentivava bastante, me mostrando um tanto de coisas, como desenhos que se formavam nas paredes, nas pedras das casas etc. Um dia, meu pai – que era jorna- lista – me levou ao jornal e abriu espaço para eu publicar meus desenhos. Quando tive meus fi lhos e eles eram pequenos, eu fi cava contando histórias para eles dormirem. Quando eu não tinha mais histórias para contar, eu fi cava inventando outras.
Algumas eu transformei em livros, e foi assim que comecei a minha carreira de escritor. Acredito que, por meio da litera- tura, podemos contar histórias que nos aproximam da reali- dade do reino animal. Através das histórias, mostramos como são bonitos os bichos e como eles são importantes, como são
“inteligentes”, espertos, solidários, amigos e como conse- guem sobreviver em harmonia neste mundo de tantas espé- cies. Finalizando, você sabia que o melhor amigo do homem é o animal?
Mario Vale acredita que há uma estreita relação entre a criação do texto e das imagens. Afi nal, esses dois elementos devem necessa- riamente interagir e se complementar em uma obra infantil. Por isso
desenhando junto. Solto a imaginação e vou fazendo, procurando um resultado, uma pega… Até que surge um caminho, um livro em que texto e imagens contam a história”. O elefante e a formiga é mais um exemplo desse trabalho encantador de Mario.
A obra O elefante e a formiga
No livro O elefante e a formiga, Mario Vale faz uma releitura da conhecida fábula contada em prosa por Esopo e, mais tarde, em versos, por La Fontaine, A tartaruga e a lebre.
Esopo é considerado o criador da fábula como gênero literário, mas ninguém sabe ao certo se ele realmente existiu. Conta-se que ele era um escravo grego que viveu na ilha de Samos, na Grécia Antiga, por volta de 670 a.C. Outros estudos mostram que as pri- meiras fábulas datam o século VIII a.C. e, assim, Esopo não seria o inventor do gênero, mas, sem dúvida, o mais conhecido fabulista da antiguidade (SMOLKA, 2004).
Jean de La Fontaine, escritor e poeta francês, nascido em 1621, é outro grande autor reconhecido por suas fábulas. Escreveu mais de duzentas delas, grande parte recriações dos textos de Esopo.
Como era poeta, La Fontaine escrevia fábulas em forma de poe- mas, seguidos por uma moral.
Por esse motivo, você encontrará diversas versões da fábula A tar- taruga e a lebre, inspiração de Mario Vale para O elefante e a for- miga. Além de versões diferentes, a autoria pode estar associada tanto a Esopo quanto a La Fontaine, bem como o título pode tam- bém ser encontrado como A lebre e a tartaruga, O coelho e a tar- taruga, entre outros. Dependerá do autor, da editora e da tradu- ção feita. Sempre que escolher uma versão para a leitura, procure saber sua origem. Isso enriquecerá o seu repertório leitor e o das crianças.
exemplo desse trabalho encantador de Mario.
, Mario Vale faz uma releitura da conhecida fábula contada em prosa por Esopo e, mais tarde, em
A tartaruga e a lebre
!
A fábula é um gênero narrativo ficcional, com origem na tradição oral. São, geralmente, narrativas curtas em prosa ou em verso que, por meio de analogias, metáforas e simbologias, emitem um ensinamento ou moral. As personagens, na grande maioria das vezes, são animais que possuem características humanas relacionadas a virtudes ou a va- lores morais, por exemplo, o leão e sua força, a coruja e sua sabedoria, a lebre e sua rapidez, a raposa e sua astúcia, com a função de provocar reflexões sobre o comportamento em sociedade. A importância das fábulas era tão grande na formação das pessoas na Idade Média que, naquela época, as lições de moralidade eram escritas com letras ver- melhas ou douradas, para ressaltar os comportamentos “errados” ou
“corretos” e as mensagens de como se deveria agir.
A releitura de Mario Vale busca provocar questionamentos sobre a nossa postura em relação ao outro. Assim são as fábulas: fazem alusão ao cotidiano do ser humano e abordam a transmissão de valores mo- rais por meio de textos ficcionais em que as personagens, na maioria das vezes, são animais. Um dos ensinamentos dessa fábula refere-se ao fato de não podermos afirmar que o vencedor é sempre o mais forte.
A inteligência e a astúcia da formiga dão uma lição no elefante e mos- tram que todos são capazes de superar os obstáculos e a si mesmos.
Destacamos ainda que os diálogos e o tom descritivo do narrador se incubem de transpor para a escrita as características de um texto da tradição popular, que nasceu na oralidade. Além disso, a lingua- gem do cartum traduzida nas ilustrações de Mario Vale acrescenta ao texto sentidos, sensações, humor e leveza, expressos em linguagem não verbal, elementos que apoiam a reflexão do leitor e fornecem re- ferências para além do registro escrito. As imagens, delicadas e ex- pressivas, lembram um desenho animado, evidenciando o humor e a crítica, característica presente nos cartuns. Cada página do livro pa- rece ser um quadrinho de uma HQ.
A linguagem proposta pela ilustração de Mario Vale a torna inde- pendente do texto. Ela contribui com outros elementos, sem repetir exatamente o que a narrativa expõe. Quando uma criança ouve ou lê uma história, ela cria uma imagem mental do que escutou. Isso porque o texto literário apresenta tramas, sentidos, sentimentos, interpretações.
E a ilustração de um livro infantil também conta uma história, que pode ser interpretada de maneiras diferentes. Ela não substitui o texto, não explica, nem o completa. Ela também é texto, tecido e entrelaçado de enredos e significados. Mario nos apresenta essas características com maestria ao propor um diálogo entre a fábula e o cartum, pois os dois remetem ao cotidiano e à crítica das ações humanas.
Escrito em caixa alta, o texto propicia às crianças bem pequenas o contato com componentes essenciais de preparação para a alfabetiza- ção, como o conhecimento alfabético – nomes, traçados e sons das le- tras –, e oportuniza a ampliação do vocabulário. Além disso, promove o contato com noções elementares da matemática em relação à localiza- ção, posicionamento, espacialidade, direcionalidade, tempo, tamanho, peso e volume. São conteúdos de numeracia e literacia emergente a ser amplamente explorados por meio de interações verbais que vêm para compor aprendizagens ao articularem literatura, relações, valores e co- nhecimentos do mundo social.
O elefante e a formiga é um livro que apresenta diversas oportunida- des para o trabalho com as crianças bem pequenas: basta o olhar crítico e investigativo da professora, do professor, das famílias e dos mediado- res de leitura, e algumas crianças por perto! Aproveite!
Literatura na educação infantil:
leitura, BNCC e PNA
Percebe-se que as crianças possuem um grande interesse pela nar- ração de histórias e pelos diálogos que, a partir da narrativa e da ex- ploração de ilustrações, são construídos com os adultos. A literatura, na Educação Infantil, é uma ferramenta potente para o trabalho com a imaginação e com os conhecimentos sobre aspectos e fenômenos do mundo natural e social, é também um forte instrumento para pre- parar para a aquisição de conhecimentos sobre a escrita e as noções de matemática. A obra literária permite ampliar as percepções sobre o mundo, sendo um poderoso recurso para atender as exigências dos preceitos normativos da Educação Infantil, tanto da Base Nacional
Comum Curricular (BNCC) como da Política Nacional de Alfabetização (PNA), entre outras leis.
A BNCC, por meio dos eixos estruturantes interações e brinca- deira, e dos direitos de aprendizagens na Educação Infantil, inclui, para além de habilidades e conhecimentos, vivências que proporcio- nam às crianças a aprendizagem e o desenvolvimento nos diversos campos de experiências.
Direitos de aprendizagem: Conviver; brincar; participar; explorar;
expressar; conhecer-se.
São cinco os campos de experiências da Educação Infantil:
✓O eu, o outro e o nós (código EO)
✓Corpo, gestos e movimentos (código CG)
✓Traços, sons, cores e formas (código TS)
✓Escuta, fala, pensamento e imaginação (código EF)
✓Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações (código ET)
A PNA aprofunda e potencializa a indispensável importância das práticas precursoras da escrita e da leitura, literacia emergente, e das noções matemáticas elementares, numeracia, vivências que potencia- lizam o sucesso da aprendizagem das crianças em todas as fases subse- quentes da sua escolaridade. A PNA também favorece a capacidade de compreender e interpretar o uso da língua nas práticas sociais, mesmo antes da alfabetização. Enfatiza, ainda, que as experiências com a lei- tura e com a escrita devem estar presentes em práticas cotidianas, com intencionalidade pedagógica, tanto nos espaços das creches e pré-es- colas, como também em casa, com os familiares, literacia familiar.
O programa do MEC Conta pra Mim (BRASIL, 2019. Disponível em: http://alfabetizacao.mec.gov.br/contapramim) disponibiliza materiais com sugestões de práticas de literacia familiar que im- pactam na formação do hábito leitor e influenciam, diretamente, uma trajetória escolar de sucesso.
!
!
!
!
A PNA, fundamentada na ciência cognitiva da leitura, conceitua alfabetização como “o ensino das habilidades de leitura e de escrita em um sistema alfabético” (BRASIL, 2019, p. 18). Para ler e escrever seguindo as regras de um sistema, precisamos conhecer as letras do alfabeto e os sons da fala da língua com a qual nos comunicamos, isto é, devemos conhecer a relação grafema/fonema; fonema/grafema.
Segundo o documento, a literacia se refere a um conjunto de conhe- cimentos, habilidades e atitudes relacionados à escrita, à leitura e à sua prática/utilização, e numeracia vem para definir a capacidade de aplicar conceitos numéricos básicos e raciocínios matemáticos em si- tuações cotidianas.
Dentre os elementos propostos pela PNA, podemos citar:
✓Componentes essenciais da literacia: consciência fonológica e fonêmica, conhecimento do alfabeto, desenvolvimento de vocabulário, compre- ensão oral de textos, produção de escrita emergente.
✓Noções elementares de numeracia: contagem, quantificação, algarismos, operações concretas (somas, subtrações, multiplicações, divisões), for- mas geométricas, situações-problema, estimativas, probabilidades, noções de localização, posicionamento, tempo, espacialidade, direcio- nalidade, tamanho, peso e volume, raciocínio lógico e matemático.
A literatura infantil provoca diversas vivências que potencializam a cultura oral e escrita e despertam o interesse das crianças para o mundo letrado. Para isso, deve-se proporcionar às crianças pequenas o contato com as diferentes linguagens, formas de expressão, gêneros textuais, suportes e instrumentos, pois elas, naturalmente, mostram curiosi- dade por histórias, livros, letras, palavras, números, formas, cores. Essas experiências, presentes no cotidiano da creche, devem ser trabalhadas por meio de interações verbais e brincadeiras, que exploram tanto o tema do livro como as aliterações, as noções de matemática, o desen- volvimento do vocabulário, a compreensão de texto, entre outras mui- tas possibilidades.
Assim, os momentos de leitura tornam-se grandes aliados dos pro- fessores nas propostas de interações e brincadeira e para o desenvolvi- mento das habilidades precursoras da literacia e da numeracia. Além
disso, a literatura permite encantamento e reflexões sobre o mundo e as relações humanas.
Na próxima seção, você encontrará propostas para explorar a leitura da obra O elefante e a formiga com as crianças bem pequenas, entre 1 ano e 7 meses e 3 anos e 11 meses. Para apoiar seu trabalho, apresenta- mos propostas para quatro momentos de leitura (pré-leitura, leitura, pós-leitura e literacia familiar) e atividades – interações e brincadei- ras – alinhadas aos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento da BNCC, bem como aos elementos da literacia e da numeracia propostos pela PNA, que, certamente, irão enriquecer seu planejamento e esti- mular as habilidades precedentes à escrita e à leitura.
Aproveite o material ao máximo em seu planejamento. Adapte con- forme ao seu contexto, às necessidades da sua instituição, aos projetos estruturados por você e seus colegas, e também às necessidades das crianças, pensando sempre na inclusão e participação de todas.
Desejamos um ótimo trabalho!
Etapas de leitura da obra O elefante e a formiga
Neste tópico propomos uma metodologia de exposição das pro- postas de atividades com a obra O elefante e a formiga em quatro eta- pas: pré-leitura, leitura, pós-leitura e literacia familiar. Na prática, as propostas ocorrem sequencialmente, de maneira fluida. Você pode adequar as sugestões de acordo com a sua realidade e o seu plano de aula, faixa etária e as características das crianças da sua turma: escolher algumas, dar maior ênfase a outras e até criar outras propostas a partir dessas.
Ao introduzir cada etapa, apresentamos uma breve explicação sobre o conjunto de atividades, os objetivos de aprendizagem e desenvolvi- mento da BNCC e elementos da PNA mobilizados nas propostas. Em alguns momentos, citaremos especificidades por faixa etária, já que a leitura para uma criança bem pequena de 1 ano e 7 meses se difere, em
certas intervenções e encaminhamentos, da leitura para uma criança bem pequena de quase 4 anos.
Todas essas práticas lúdicas são adequadas à faixa etária das crian- ças bem pequenas, que podem acontecer na Creche II, bem como no convívio familiar. Por meio dessas interações e brincadeiras, buscamos contribuir para o desenvolvimento de habilidades importantes para as aprendizagens futuras, tornando as crianças mais motivadas para o co- nhecimento. Este é o papel da creche: proporcionar um ambiente rico em estímulos, oferecer o que precisam para desvendar curiosidades, construir aprendizagens e se preparar para fases posteriores do ensino escolar.
Antes de iniciarmos as propostas da pré-leitura, pontuaremos ques- tões relativas à avaliação, que deverá perpassar todos os momentos de desenvolvimento das etapas de leitura: pré-leitura; leitura; pós-leitura e literacia familiar.
Avaliação formativa
Considerando que a verificação e o acompanhamento das apren- dizagens e desenvolvimentos das crianças precisam ser feitos con- comitantemente à realização da atividade, a avaliação formativa deve ser realizada pelo professor durante todas as etapas de leitura.
Acompanhar, observar e avaliar o desenvolvimento das crianças, tanto em relação à compreensão da narrativa quanto em suas aprendiza- gens, em uma perspectiva não classificatória e contínua dos avanços, conquistas e possibilidades, permite adequar o planejamento, repen- sar as intervenções e buscar subsídios nos contextos escolares e fami- liares para as questões identificadas.
Desse modo, você, professor(a), com base no registro sobre cada criança e da turma, poderá acompanhar, monitorar e, sempre que pre- ciso, readequar o planejamento pedagógico. Os dados registrados por você permitirão que se reflita sobre o que cada uma aprendeu, quais os avanços reais, quais potencialidades são evidenciadas e quais pontos precisam de maior atenção e investimento.
Uma das estratégias para a avaliação formativa é a organização de um portfólio de cada criança, com o arquivamento das atividades/re- gistros realizados. Nele são anotadas as experiências vividas por cada criança, bem como as aprendizagens conquistadas: fotos, transcrições de falas e trabalhos gráficos podem fazer parte desses registros, tanto para ilustrar as evidências, como para marcar pontos importantes e do- cumentar o desenvolvimento da criança.
Temos ainda uma outra forma de acompanhar e registrar, que é o preenchimento de fichas, que permite o monitoramento do professor durante as propostas. Estas devem ser preenchidas cotidianamente.
Veja alguns exemplos de observações e registros que você pode fazer durante as etapas de leitura e de atividades sobre a obra O elefante e a formiga:
⬤ A criança foi participativa durante as atividades propostas? (sim, não, observação)
⬤ A criança exigiu atenção/intervenção individualizada? (sim, não, observação)
⬤ Houve necessidade de mudança de estratégia ou intervenção para atender a especificidade da criança? (sim, não, observação)
⬤ Quais potencialidades a criança demonstrou frente aos componentes da literacia/numeracia? (citar)
⬤ Quais pontos necessitam maior intervenção em relação aos componentes da literacia/numeracia? (citar)
O monitoramento, a partir dos objetivos de aprendizagem e de- senvolvimento previstos em cada proposta, deve ser feito por meio da verificação de indicadores individuais, com intervenções diretas do(a) professor(a) com a criança. Para a verificação individual, o(a) pro- fessor(a) deve preparar materiais gráficos ou momentos individuais com as crianças, para que elas respondam o que foi solicitado ou, até mesmo, realize tarefas que demonstrem as suas capacidades e habili- dades adquiridas. Os dados coletados nos indicadores são valiosos para demarcar o desenvolvimento e podem justificar possíveis necessidades de apoio dos gestores e familiares para futuras propostas com a criança.
Aseguir, apresentaremos a primeira etapa com as nossas suges- tões e orientações para contribuir com o seu trabalho de leitura do livro O elefante e a formiga.
A leitura de O elefante e a formiga
II
PRÉ-LEITURA
Antes de iniciar a leitura da obra, propomos atividades de pré-lei- tura para que as crianças possam se familiarizar com o livro e a história, antes mesmo de conhecer o enredo. Neste momento, deve ser explo- rado o objeto livro, os aspectos da capa, do título e da quarta capa, e, ainda, levantar hipóteses a respeito da narrativa. A pré-leitura exige planejamento com intencionalidade pedagógica, clara e bem elabo- rada, a partir do estudo detalhado e do conhecimento prévio da obra.
Para apoiar o seu trabalho e garantir que os objetivos previstos sejam alcançados, pontuamos algumas sugestões e orientações, que poderão ser desenvolvidas de acordo com o seu critério durante, aproximada- mente, 20 minutos, e variar conforme o tempo de concentração da sua turma, a faixa etária e as características das crianças. Muitas das inter- venções terão que ser diferenciadas para o grupo de crianças que tem entre 1 ano e 7 meses e 2 anos e 11 meses. Na medida que crescem, por volta dos 3 anos, o tempo de concentração e os interesses se modifi cam e você pode mediar a leitura utilizando outras estratégias. A seguir, es- pecifi caremos algumas sugestões. Fique à vontade para adaptá-las ao contexto dos seus alunos, ao espaço onde se encontra sua escola e aos recursos disponíveis, bem como para inovar, aprimorar e criar outras.
Ambiente/organização: em sala de aula, no espaço de leitura e de brincadeiras ou na biblioteca da escola.
Recursos: livro O elefante e a formiga.
Tempo de duração: cerca de 20 minutos.
aSpEctoS da Bncc E da pna dEMandadoS daS cRiançaS na pRÉ-LEituRa oBjEtiVoS Bncc
(ei02eo04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
(ei02ef01) Dialogar com crianças e adultos, expres- sando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
(ei02ef03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orienta- ção do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita).
(ei02ef06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.
(ei02ef08) Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
(ei02et01) Explorar e descrever semelhanças e dife- renças entre as características e propriedades dos ob- jetos (textura, massa, tamanho).
(ei02et07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos.
contEÚdoS pna
Conhecimento alfabético; desenvolvimento de voca- bulário; reconhecimento de algarismos; quantifi ca- ção; contagem oral; noções de localização, posicio- namento, direcionalidade; identifi cação de padrões e sequências; raciocínio lógico.
Prepare a turma para o momento de leitura. Organize as crianças sentadas sobre um tapete, tatame ou almofadas, de forma que todas possam enxergar bem o livro e ouvir claramente a sua voz. Se sua escola tiver biblioteca ou cantinho da leitura e brincadeira, faça desse espaço um lugar aconchegante e motivador, com cestos com livros, fantoches, fantasias e adereços que despertem o imaginário infantil. Esse será um local bem apropriado para realizar os momentos de leitura e de brinca- deiras com o fantástico. Quanto menores as crianças, menor deve ser o grupo no momento da contação. De 1 ano e 7 meses até 2 anos e 11 meses, dê preferência por organizar grupos de até 4 alunos enquanto os outros, sob a orientação de outro adulto, realizam outras atividades.
Os menores precisam de uma interação mais direta com o livro, o me- diador e a leitura para se envolverem no enredo.
Apresentação do livro
Apresente a obra O elefante e a formiga para as crianças. Estimule que observem todos os elementos do livro: capa, contracapa, título, cores, personagens, entre outros que você julgar importantes. Esses elementos são ferramentas significativas de motivação para a leitura.
1 ano e 7 meses a 2 anos e 11 meses: mostre a capa, aponte os animais ilustrados – o elefante e a formiga – repita o nome dos animais apontando o dedo para cada um, diga a cor da capa, leia o título, o nome do autor e da editora, sempre mostrando as palavras com o dedo. Questione: sobre quem será essa história? Quem já viu um elefante? E uma formiga? Quem é maior?
A partir dos 3 anos: além de mostrar os elementos, incentive os pe- quenos a fazerem inferências a partir do título e da ilustração da capa. Faça perguntas que despertem a imaginação e a criação de hipóteses e acolha as ideias com afeto, curiosidade e outros ques- tionamentos, sem confirmar ou negar suas afirmações.
⬤ O que vocês veem na capa desse livro?
⬤ Que animais aparecem aqui?
⬤ Como ele são? Qual é o maior? Qual é o menor?
⬤ Quem é o mais leve? E o mais rápido?
⬤ O que vai acontecer com o elefante e com a formiga?
Apontando para o título, leia em voz alta e mostre o movimento da esquerda para a direita. Trabalhe a consciência fonológica perguntando:
⬤ Quantas palmas devemos bater para falar as palavras do título deste livro?
O elefante e a formiga = 5 palmas.
Explorando elementos do livro
Depois de apresentar a capa do livro, continue as primeiras explora- ções com interações verbais em relação aos elementos da história. Faça novas perguntas, explore cores, letras, numerais, ilustrações. Lembre-se
de diferenciar as perguntas de acordo com as características das crian- ças e de cada faixa etária. Para crianças de até 2 anos e 11 meses, é inte- ressante focar em cores e tamanhos.
⬤ Qual é a cor da capa do livro? E do elefante da capa? E da formiga?
⬤ Este livro é do tamanho de qual livro que temos na sala?
⬤ O que podemos ver na capa deste livro?
⬤ Quem será que escreveu essa história? Quem fez esses desenhos?
A partir dos 3 anos, além das perguntas indicadas para crianças meno- res, leia o nome da editora e mostre a informação escrita. Converse sobre o que é uma editora e faça novas perguntas:
⬤ Onde está escrito o título do livro? Leia o título, passando o dedo da direita para a esquerda.
⬤ Onde está o nome do autor/ilustrador? Leia o nome.
⬤ Onde está o nome da editora? Ler o nome da editora e mostrar o logotipo.
Conclua, aproveitando esse momento com crianças a partir de 3 anos para mobilizar conhecimentos prévios de literacia e numeracia:
⬤ Quantas páginas esse livro possui? Ele é fino ou grosso? Vamos contar?
⬤ Com que parece a forma deste livro? Da mesa? Da bola? Da janela? Do caderno?
⬤ Nesta sala temos colegas com nomes que começam com o mesmo som do nome do autor, Mario Vale? (Maria, Marina, Marcelo)
⬤ Quais palavras rimam com elefante? (elefante, barbante)
⬤ E quais palavras rimam com formiga? (barriga, lombriga)
⬤ Quantos sons tem a palavra elefante? Vamos contar? E-LE-FAN-TE.
⬤ E formiga? Vamos contar? FOR-MI-GA.
Autor e ilustrador
Leia o nome do autor e ilustrador, converse sobre seu papel na criação do livro. A biografia de Mario Vale se encontra no livro, e também neste material há informações sobre ele. Converse sobre aspectos relevantes para a criança, como o lugar onde nasceu, o que faz, seus trabalhos.
Construção de hipóteses
Neste momento, depois de explorar a capa, com as crianças de até 3 anos, leia o texto da quarta capa e explore as hipóteses das crianças.
⬤ Quais são os animais que fazem parte desta história?
⬤ O que irá acontecer com o elefante e a formiga?
Para as crianças a partir dos 3 anos, leia o texto da quarta capa e questione:
⬤ O que vocês acham que vai acontecer nessa história?
⬤ O que o elefante e a formiga combinaram?
⬤ Que disputa será essa?
⬤ Quem você acha que será o vencedor nessa história?
⬤ O que será que o vencedor ganhará?
Acolha as hipóteses e anote cada uma em uma folha. Guarde para comparar, posteriormente, com a impressão após a leitura.
Depois disso, é hora de contar a história. Mostre a importância da atenção, certifique-se de que todos conseguem ver as ilustrações do livro e escutar bem a sua voz. Vamos à narrativa!
LEMBRE-SE!
Se você tiver algum aluno em regime de inclusão escolar, é fun- damental fazer as adaptações necessárias para seu acolhimento e para que possa integrar-se ao momento de leitura e aprendizagem.
!
!
LEITURA
Dando sequência ao trabalho com a obra O elefante e a formiga, nesta etapa, você, professor(a), irá convidar as crianças para escutarem a leitura da história e participarem das diversas interações verbais que serão propostas. A disposição das crianças no espaço e a maneira como elas se assentam precisam ser cuidadosamente pensadas, para garantir que todas consigam ver o texto e as ilustrações do livro, bem como lhe ouvir adequadamente.
Explore, durante a leitura, ritmo, modulação da voz, imitação, ex- pressividade, onomatopeias e suas habilidades de linguagem não ver- bal: franzir sobrancelhas, fechar os olhos, sorrir, mudar o tom de voz, movimentar o corpo. Mostre as ilustrações a cada página. É importante que as crianças apreciem e construam imagens mentais a partir da his- tória narrada. Essas são estratégias que farão as crianças atentarem-se ainda mais à história.
É muito importante que a leitura seja um momento prazeroso de troca, aconchego, olho no olho, tranquilidade, ludicidade, fanta- sia e vínculo. Preocupe-se em preparar um lugar acolhedor para as leituras. Atente-se para o tempo de concentração das crianças, res- peitando-o: quanto maiores, mais tempo permanecem envolvidas na história. Quanto menores, mais atenção necessitam e menor o grupo deve ser. Talvez seus alunos precisem de um tempo entre as atividades de pré-leitura e leitura, para voltarem a ter foco e concentração.
Ambiente/organização: em sala de aula, no espaço de leitura ou na biblioteca da escola.
Recursos: livro O elefante e a formiga. Tempo de duração: entre 10 e 15 minutos.
aSpEctoS da Bncc E da pna dEMandadoS daS cRiançaS na LEituRa oBjEtiVoS Bncc
(ei02ef03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orienta- ção do adulto-leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita)
(ei02ef07) Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus usos sociais.
(ei02ef08) Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.).
contEÚdoS pna
Desenvolvimento de vocabulário; compreensão oral de textos; reconhecimento de algarismos; identifi ca- ção de padrões e sequências.
Para a leitura de O elefante e a formiga, sugerimos:
PREPARAÇÃO – Prepare-se para ler a história com antecedência, do- mine o enredo, leia algumas vezes em voz alta antes de ler para a turma.
Lembre-se de que você será o modelo de leitor para as crianças e sua pos- tura garantirá o encanto e o envolvimento com a história.
TEMPO – Organize um momento entre 10 e 15 minutos.
OS MENORES – De 1 ano e 7 meses a 2 anos e 11 meses: contar histó- rias para os menores exige mediações diferenciadas. Um grupo bem pe- queno de, no máximo, quatro crianças, é mais efi ciente para as media- ções do professor nessa idade, para que se possa realmente interagir com a história. Você pode organizar uma dinâmica em que as outras crianças do grupo brincam com materiais diferentes, manuseiam os livros que estão no espaço ou envolvam-se com outras experiências planejadas, su- pervisionados por monitores.
OS MAIORES – A partir dos 3 anos: nessa idade, um grupo maior já con- segue estar junto no momento da contação de história, com cerca de 8 a 15 crianças. Certifi que-se de que a turma está organizada confortavel- mente e de que todos conseguem ver o livro que está em suas mãos, bem como lhe ouvir adequadamente.
!
Leitura dialogada
A leitura dialogada, conforme a PNA (BRASIL, 2019), propõe traba- lhar os elementos do texto, o vocabulário, a temática da história e as ilustrações durante a leitura da narrativa, encorajando as crianças a interagirem, a mostrarem seus conhecimentos e a realizarem novas descobertas. Essas estratégias, chamadas de interações verbais, se fun- damentam na literacia emergente e na numeracia e favorecem a compreensão do texto, a ampliação do vocabulário, o desenvolvimento da consciência fonológica e do conhecimento alfabético, assim como os conhecimentos elementares de matemática.
Convide as crianças para a leitura da história, mas, nesse momento, você vai se preocupar em explorar cada página, cada frase, cada ilustra- ção, promovendo conversas sobre as impressões e os sentimentos que foram despertados, fazendo perguntas sobre os elementos do texto e das ilustrações e sobre o vocabulário, encorajando as crianças a interagirem.
iMpoRtantE
Na leitura dialogada, as interações verbais precisam acontecer de forma fluida e natural. Os aspectos sugeridos acima são ideias para enriquecer seu repertório. Com as crianças, vá realizando a leitura página a página, promovendo diálogos, realizando as per- guntas e as interações. Veja um exemplo a seguir.
aSpEctoS paRa SEREM conSidERadoS na LEituRa diaLogada
Propor as interações considerando a faixa etária e interesse das crianças.
✓ Personagens: características de cada um, cor, onde vivem.
✓ Ambiente: árvores, montanhas, sol, vento, rio.
✓ Sentimentos: que expressões mostram os personagens do livro: alegria?
Desconfiança? Pressa?
✓ Noções matemáticas: contagem das antenas da formiga, patas do elefante,
folhas das árvores; formas; cores; longe, perto, rápido, devagar, maior, menor, leve, pesado, dentro, fora, ao lado, linha reta, linha curva.
✓ Onomatopeia: hahahahaha.
✓ Pontos de vista das ilustrações, sombra, perspectiva.
✓ Ao perguntar sobre os conceitos de tamanho, posição e tempo, use refe- renciais concretos. Faça experimentações como, por exemplo, pegar uma pedra e uma folha e ver qual é a mais pesada.
Dialogue conforme o interesse, o contexto, os conhecimentos e a atenção das crianças. Tome cuidado para não tornar a atividade cansa- tiva por excesso de exploração. É muito importante, também, conside- rar a concentração, interesse e participação das crianças. Seja apenas um motivador e incentivador para a participação e não exija ou cobre respostas corretas.
oRiEntaçõES E SugEStõES
Preparação/ambientação: Para criar um clima favorável, leve, para a roda de conversa, a imagem, ou escultura, de um elefante e de uma formiga com diferença de tamanho suficiente para que as crianças tenham a percepção da realidade (um elefante é muito maior que uma formiga). Se tiver à disposição, podem ser bonecos tridimen- sionais de um elefante e de uma formiga. Levar, também, uma folha de planta, parecida com a da ilustração do livro, e uma pedra. Esses elementos ajudarão os pequenos a explorarem os conceitos de grande e pequeno, ágil e lento, forte e fraco, pesado e leve, necessá- rios para a compreensão da história.
Para crianças de 1 ano e 7 meses a 2 anos e 11 meses
Realizar a leitura, com o apoio de imagens, bonecos, folhas e pedras.
A cada página, ler e mostrar as ilustrações, ou os elementos, e promover diálogos. Alguns exemplos:
✓ P. 5 – Mostrar as figuras ou bonecos do elefante e da formiga.
✓ P. 6 – Mostrar a pedra e a folha.
✓ P. 7 – Colocar o elefante nas costas da formiga. E a formiga nas costas do elefante.
Além desses recursos, realizar interações verbais como:
✓ Quem é maior / quem é mais forte / quem é mais pesado: o elefante ou a formiga?
✓ O que é mais pesado: a pedra ou a folha?
✓ A formiga consegue carregar o elefante nas costas? E a pedra, ela consegue?
Para crianças de 3 anos a 3 anos e 11 meses
Leia a narrativa explorando os aspectos e elementos do texto e das ilustrações. A seguir, propomos interações verbais para o trabalho de exploração. Uma possibilidade é utilizar as interações propostas para as crianças menores, aprofundando alguns conceitos. Você, professor(a), deve analisar essas interações e adaptá-las, pois nessa fase há significa- tivas diferenças que devem ser avaliadas, e as propostas de atividades devem ser adaptadas por quem conhece a turma.
Leia, mostre as páginas do livro e pergunte:
Página 5
⬤ O que vocês veem nesta página?
⬤ Como é o elefante? E como é a formiga?
⬤ Quem é maior? Quem é mais pesado: o elefante ou a formiga? Como vocês sabem?
⬤ O que eles estão fazendo?
⬤ O que será que o elefante está conversando com a formiga? Vou ler para vocês.
Página 6
⬤ E agora, o que o elefante e a formiga estão fazendo?
⬤ O que mais aparece nesta página? O dia está chuvoso ou ensolarado?
⬤ Vou ler o que está escrito nesta página.
⬤ O que mesmo o elefante disse?
⬤ Você acha que foi bom esse combinado?
⬤ O que o elefante disse para a formiga?
⬤ Por que será que o elefante disse isso para a formiga?
⬤ A formiga vai carregar uma pedra ou uma folha?
⬤ O elefante vai carregar o quê?
Página 7
⬤ O que esta ilustração nos faz pensar?
⬤ Por que o ilustrador colocou esse desenho?
⬤ Então, agora que vocês já sabem sobre o prêmio, o que acham que quis dizer a ilustração?
⬤ Qual parte do elefante nós podemos ver?
⬤ Vamos imitar a expressão da formiga nesse momento?
Página 8
⬤ E agora, onde está o elefante? Qual parte dele a gente vê?
⬤ Como está a expressão facial, a cara, da formiga? Vamos imitá-la. Por que será que ela está com essa expressão?
⬤ Vou ler: Será que a formiga tem razão de estar com esta cara? Com o que ela ficou preocupada?
Página 9
⬤ Onde está o elefante nesta página?
⬤ O que é mais alto, as árvores ou o elefante?
⬤ Quais árvores são iguais? Quais são as diferenças entre elas?
⬤ O elefante está em cima, embaixo ou entre as árvores?
⬤ Quem sabe caminhar até a parede em linha reta? (uma criança deve demonstrar)
⬤ Quem sabe caminhar até a porta fazendo curvas? (uma criança deve demonstrar)
Página 10
⬤ O que a formiga está fazendo?
⬤ Por que você acha isso? O(a) professor(a) mostra os balões e depois lê o texto.
Página 11
⬤ Como a formiga está se sentido agora?
⬤ Por que ela está se sentindo assim? Agora vou ler o texto.
Página 12
⬤ O que o elefante está fazendo?
⬤ O que significa hahahaha?
Página 13
⬤ E agora, o que vai acontecer?
⬤ O que está acontecendo nesta página?
⬤ O que o elefante está carregando? Por que ele está carregando esta pedra?
⬤ A pedra é grande ou pequena?
⬤ A formiga conseguiria carregar essa pedra?
⬤ Será que ele acha que chegará no rio antes da formiga? Por que será?
Página 14
⬤ A formiga achou uma folha pequena ou uma folha grande?
⬤ A folha é maior ou menor que a formiguinha?
⬤ A formiga ficou triste ou alegre com a folha que ela encontrou?
⬤ Alguém já viu uma formiga carregando uma folha?
Página 15
⬤ A que horas do dia o elefante e a formiga iniciaram a aposta? De manhã, de tarde ou de noite?
⬤ Por que você pensa assim? Como você pode ver na ilustração a que horas a aposta aconteceu?
⬤ Quem saiu na frente?
Página 16
⬤ Onde a formiga subiu?
⬤ Por que a formiga está no alto da árvore?
Página 17
⬤ Como a formiga seguiu em frente?
⬤ A que hora do dia a formiga subiu na árvore? Foi na mesma hora que a (corrida) aposta começou? Como podemos verificar a hora do dia nesta página?
⬤ Em vez de seguir em frente, o que a formiga fez?
⬤ Por que será que ela subiu na árvore?
Página 18
⬤ Por que a formiga esperou um vento forte?
⬤ Como ela usou a folha grande?
Página 19
⬤ Ela ultrapassou o elefante?
⬤ Por que será?
⬤ O que será que o elefante pensou?
Página 20
⬤ O que aconteceu com a formiga?
⬤ Quem chegou por último?
⬤ O elefante esperava acontecer isso? Por quê?
Página 21
⬤ Como a formiga comemorou?
⬤ Ela pulou de alegria dentro da água ou nadou até a margem?
⬤ Qual será o prêmio da formiga? Vamos virar a página?
Página 22
⬤ Qual foi a lição que o elefante aprendeu?
⬤ Será que a formiga está feliz? Como ela está se sentindo?
⬤ Você pensava que a formiga iria ganhar essa disputa?
Ao final da leitura dialogada, comentar sobre o que acharam da his- tória e o que mais gostaram. Se achar necessário, repassar as páginas para eles retomarem a narrativa.
PÓS-LEITURA
Finalizada a etapa de leitura, é hora de trabalhar estratégias para a etapa de pós-leitura, em que se verifi ca a compreensão da história pela criança, o que acharam dela e se as hipóteses iniciais sobre o enredo foram confi rmadas.
As propostas de atividades que se seguem poderão ser desenvolvi- das na ordem em que são apresentadas ou como o professor achar que é mais adequado para a sua turma. São sugestões que envolvem es- tratégias de interação verbal e visam cumprir as orientações da PNA, para motivar a curiosidade e desenvolver habilidades precursoras da al- fabetização, como: desenvolver o vocabulário, aprimorar a compreen- são oral e ampliar os conhecimentos sobre consciência fonológica, alfabética, produção da escrita emergente e de noções de numeracia.
As sugestões de atividades também visam desenvolver o eixo estrutu- rante proposto pela BNCC, interações e brincadeira, e os direitos de aprendizagem, que são materializados nos campos de experiência, deste mesmo documento, para essa faixa etária.
Para desenvolvê-las, no caso das crianças a partir dos 3 anos, você poderá continuar no mesmo espaço que organizou para a leitura da história, desde que as crianças estejam bem acomodadas. Ou, se pre- ferir, poderá também organizá-las sentadas em cadeiras, dispostas em mesas que formem um grande círculo ou meia lua, para que todos pos- sam se enxergar e dialogar melhor.
Em se tratando das crianças bem pequenas, com idade entre 1 ano e 7 meses e 2 anos e 11 meses, levando em conta que sua capacidade de concentração é baixa para as atividades longas, sugerimos que a pós- -leitura ocorra no dia seguinte à leitura, ao retomar a história, ou em um momento posterior do mesmo dia: depois do lanche, de uma brin- cadeira corporal, de uma atividade artística. É o tempo necessário para os pequenos voltarem a ter foco e interesse pelo livro. Deve-se, com essa faixa etária, adequar as interações verbais para conseguir interagir com as crianças.
Nesta etapa, em algumas propostas, sugerimos a adaptação da atividade de acordo com a faixa etária do seu grupo de crianças. Você,
coerentes, além de saber avaliar o que foi mais interessante e motiva- dor na história para as crianças.
Ambiente/organização: em sala de aula, no espaço de leitura ou na biblioteca da escola.
Recursos: livro O elefante e a formiga.
Tempo de duração: entre 15 e 20 minutos.
aSpEctoS da Bncc E da pna dEMandadoS daS cRiançaS na pÓS-LEituRa oBjEtiVoS Bncc
(EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solida- riedade na interação com crianças e adultos.
(EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender.
(EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expres- sando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões.
(EI02EF02) Identifi car e criar diferentes sons e reco- nhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e tex- tos poéticos.
(EI02EF04) Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identifi cando cenários, per- sonagens e principais acontecimentos
(EI02EF05) Relatar experiências e fatos aconteci- dos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais as- sistidos etc.
(EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos.
(EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e su- portes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráfi cos.
(EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e dife- renças entre as características e propriedades dos ob- jetos (textura, massa, tamanho).
(EI02ET02) Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.).
(EI02ET03) Compartilhar, com outras crianças, situa- ções de cuidado de plantas e animais nos espaços da instituição e fora dela
(EI02ET04) Identifi car relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois).
(EI02ET05) Classifi car objetos, considerando deter- minado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.).
(EI02ET06) Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar).
(EI02ET07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos.
(EI02ET08) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza (bone- cas, bolas, livros etc.).
contEÚdoS pna
Consciência fonêmica e fonológica; desenvolvimento de vocabulário; compreensão oral de textos; reconhe- cimento de algarismos; quantifi cação; contagem oral;
operações matemáticas; noções de localização, posi- cionamento, direcionalidade, tempo, tamanho, propor- ção; identifi cação de padrões e sequências; raciocínio lógico.
Compreensão da narrativa
Após a leitura, proponha um momento de conversa com as crianças sobre o que acharam da história O elefante e a formiga. Sugerimos per- guntar quais impressões tiveram, o que sentiram, se gostaram ou não, o porquê desses sentimentos e impressões. Para apoiar e aprofundar as reflexões, faça perguntas que estimulem a participação e os argumen- tos das crianças:
⬤ Quais animais participam da história?
⬤ O que o elefante propôs à formiga?
⬤ Por que o elefante riu da formiga depois de eles combinarem a corrida?
⬤ O que ele pensava que ia acontecer? Por quê?
⬤ O que o elefante carregou durante a corrida?
⬤ O que a formiga carregou durante a corrida?
⬤ Onde era o ponto de chegada?
⬤ Onde a formiga subiu durante a corrida?
⬤ Quem ganhou a aposta? Por quê?
⬤ Qual seria o prêmio para o vencedor?
Ampliando e verificando as hipóteses iniciais
Esta proposta é voltada para as crianças a partir dos 3 anos. Convide a turma para retomar as hipóteses levantadas, quando eles ainda não conheciam a história O elefante e a formiga. Releia, para as crianças, as anotações que vocês fizeram nas folhas e faça perguntas que as ajude a comparar o que pensavam sobre a narrativa e a fábula lida:
⬤ Aconteceu o que vocês pensaram antes de ler a história?
⬤ Quem ganhou a corrida foi quem vocês imaginaram que ganharia?
⬤ Por que será que vocês imaginaram outro ganhador?
⬤ Será que vocês já sabiam que isso ia acontecer, mesmo sem terem lido?
⬤ O que fez vocês pensarem esses fatos?
Reconto
Convide as crianças para recontarem a história. Utilize algumas es- tratégias, de acordo com as características da sua turma:
✓ Você mostra as ilustrações do livro, página a página, e as crianças recon- tam com o auxílio do suporte.
✓ As crianças recontam, com seu suporte, utilizando o recurso dos fantoches de palito, a pedra e a folha.
✓ Reconte a história, com a ajuda das crianças e das cenas do livro. Para isso, imprima as fichas com cenas da fábula, que estão no final do material, e utilize-as como suporte para o reconto. As crianças precisam organizar os fatos na ordem em que aconteceram na história.
✓ Convide as crianças, a partir dos 3 anos, para escreverem os nomes dos personagens da história: ELEFANTE e FORMIGA. Você atuará como es- criba, escrevendo no quadro negro ou em um cartaz, de modo que todos possam observar sua produção. Você também poderá oferecer folhas para as crianças fazerem os seus próprios registros espontâneos, desenhando os personagens e/ou copiando os seus nomes.
Em qualquer das possibilidades de exploração, converse com as crianças e construa a ideia com elas. Retome a sequência dos fatos, re- lembre o vocabulário mais complexo.
Registro da história
Proponha às crianças da faixa etária de 3 anos a 3 anos e 11 meses que registrem a história. Você vai precisar de folhas A3 120 g; mate- riais diversos para desenho: lápis, caneta hidrocor, giz de cera; mate- riais para colagem: retalhos de tecidos e papéis coloridos e de revista;
tesoura e cola.
Oriente-as a desenharem a partir do enredo da história O elefante e a formiga, explorando os materiais disponíveis. Mostre a ilustração do livro novamente, para que possam observar o trabalho de Mario Vale e se inspirar. Depois, incentive-as a escreverem o título da história a partir do que você deixou escrito no quadro para eles copiarem ou se orienta- rem. Você, antes, deve ler o título do livro, escrito no quadro, marcando
a leitura da esquerda para a direita. Depois, incentive as crianças a es- creverem seus próprios nomes na produção, de forma espontânea (es- crita emergente). Organize uma exposição com os desenhos.
Para além da história
Esse é o momento em que você vai explorar o contexto da fábula, buscando ampliar os conhecimentos das crianças e compreender o que elas já conhecem sobre os animais da história e sobre os conceitos de tamanho, massa, posição, tempo.
Ao mostrar o elefante e a formiga, em diferentes ilustrações do livro, pergunte:
⬤ Vocês conhecem elefantes?
⬤ Quem já viu um elefante?
⬤ Onde ele estava?
⬤ Quem conhece formigas?
⬤ Onde podemos ver as formigas?
⬤ O que vocês acham que elas comem?
⬤ Quantas patas têm um elefante? E uma formiga?
⬤ De que cor é a formiga? E o elefante?
⬤ O elefante cabe na cadeira do(a) professor(a)? E a formiga?
⬤ Vocês conhecem um rio?
⬤ Quais as formas de uma pedra?
⬤ Como são as folhas que vocês conhecem?
Enfim, as possibilidades de exploração são enormes. Você pode anotar as curiosidades e as dúvidas que surgirem para, posterior- mente, desenvolver um projeto de trabalho com o tema dos animais.
Isso vai depender do local onde vivem seus alunos e da curiosidade que apresentarem.
Aproveite também para explorar as sombras que aparecem nas ilus- trações de Mario Vale, em especial nas páginas 11 e 19. Mostre o fenô- meno em um dia de sol, brinquem com a sombra de objetos.
Explore também as expressões faciais das personagens, a partir do modo como foram criadas na linguagem do cartum: o sufoco da
formiga, na página 7, pensativa, na página 10, ou eufórica, na página 11. Brinque com as crianças, peça que imitem a formiga, diferenciem cada emoção. Além de explorar a onomatopeia da gargalhada do ele- fante, na página 12.
Todas as investigações poderão ser mais ou menos longas e apro- fundadas. Irão depender da faixa etária e maturidade das crianças, con- texto em que sua escola está inserida, interesse e envolvimento da sua turma. Aproveite essas ideias e as extrapole, conforme sua realidade.
Práticas de literacia e numeracia
Aproveite as estratégias da leitura dialogada e das interações verbais, durante todas as atividades propostas na pós-leitura, para desenvolver habilidades específicas da literacia e da numeracia, com as crianças da faixa etária de 3 anos e 11 meses, também de forma natural e fluida. Conforme os diálogos forem acontecendo, faça perguntas que busquem explorar e aprimorar o conhecimento alfabético, a consciência fonológica, a ampliação do vocabulário, a observação da leitura da esquerda para a direita, a distinção do som das palavras (aliterações e rimas) e das palavras de uma frase.
Algumas investigações de numeracia, como as interações que abordam os conceitos de maior, menor, muito, pouco, perto, longe, em cima, embaixo, ao lado, à frente, leve, pesado, antes, durante, depois, agora, alto, baixo, rápido, devagar; as onomatopeias; as cores; os numerais da paginação; a contagem e o reconhecimento de formas geométricas.
Lembre-se de que as crianças nessa idade não precisam saber o que é letra e número, mas têm consciência fonológica. Os nú- meros e as letras podem ser apresentados para reconhecimento perceptivo.
Literacia
⬤ Quantas palmas devemos bater para falar o nome desse livro? Mostre indi- cando o movimento da leitura da esquerda para a direita.
⬤ Onde está escrito o título do livro?