MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
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Relatório Anual de Atividades de
Auditoria Interna
R A I N T / 2 0 1 5
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2 Sumário
1. Introdução 4
2. Descrição dos trabalhos de Auditoria Interna realizados de acordo com o PAINT e
as que não se realizaram (Incisos I e IV, artigo 15, IN CGU nº 24/2015) 4
a. Auditorias Operacionais 4
b. Assessoramento à Administração Superior 6
3. Descrição dos trabalhos de Auditoria Interna realizados sem previsão no PAINT.
(Inciso III, artigo 15, IN CGU nº 24/2015) 6
a. Analise do Plano de Desenvolvimento Institucional: A pedido da alta gestão foi feita a analise do PDI vigente, encaminhado através do memorando nº
099/AUDIN/2015. 6
b. Acórdão TCU 1015/2015: Através do Acórdão nº 1015/2015-Plenário foi
determinada que esta IFES fizesse o levantamento dos valores adquiridos pela Uniselva, embasado no contrato nº 49/2013, com recursos repassados pela UFMT
e de possível dano ao erário. 6
c. OFÍCIO Nº17122/2015/DESEDU/DE/SFC/CGU-PR: 7
d. Analise dos encargos didáticos: 7
4. Das Recomendações (Item VII, artigo 15, IN CGU nº 24/2015) 7
a) Tribunal de Contas da União 7
b) Controladoria Geral da União 9
c) Auditoria Interna – Benefícios da atuação da Auditoria Interna (Inciso VIII, artigo 15,
IN CGU nº 24/2015) 13
I. Relatório de Auditoria nº 001/2015 – Formalização de processos Uniselva. 13 II. Relatório de Auditoria nº 002/2015 – Acúmulo de ilegal de cargos. 13 III.Relatório de Auditoria nº 003/2015 – Progressão funcional dos professores. 14 IV.Relatório de Auditoria nº 004/2015 - Execução do contrato de terceirizados/limpeza
e de manutenção de veículos. 14
V. Relatório de Auditoria nº 005/2015 – Adequação contábil. 14
VI. Relatório de Auditoria nº 006/2015 - Acompanhamento da Execução do Convênio
para a Construção do Novo Hospital da Universidade Federal de Mato Grosso. 14 VII. Relatório de Auditoria nº 007/2015 – Concessão de diárias e passagens. 15 VIII. Relatório de Auditoria nº 008/2015 – Conservação de bens imóveis. 15 IX.Relatório de Auditoria nº 009/2015 – Concessão de bolsas e cumprimento PDI
(PRAE) 16
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3 X. Relatório de Auditoria nº 010/2015 – Obras (licitação, contrato e execução). 16 XI.Relatório de Auditoria nº 011/2015 – Acompanhamento no atendimento às
diligências expedidas pela Controladoria Regional da União – Regional MT
referente a processos de Admissão, Aposentadoria e Pensão. 16
XII. Relatório de Auditoria nº 012/2015 – Dedicação Exclusiva. 16 XIII. Relatório de Auditoria nº 013/2015 – Contratação de professores substitutos. 16 XIV. Relatório de Auditoria nº 014/2015 – Adicionais diversos. 17 5. Da analise consolidada acerca dos controles internos (Inciso II, artigo 15, IN CGU
nº 24/2015) 17
6. Capacitação da Auditoria Interna ( Inciso VI, artigo 15, IN CGU nº 24/2015) 19 7. Descrição dos fatos relevantes que impactaram positiva ou negativamente nos
recursos e na organização da unidade de auditoria interna e na realização das
auditorias. (Inciso V, artigo 15, IN CGU nº 24/2015) 20
8. OFÍCIO Nº17122/2015/DESEDU/DE/SFC/CGU-PR 21
9. Considerações Finais 23
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4 1. Introdução
A Auditoria Interna da FundaçãoUniversidade Federal de Mato Grosso apresenta o Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna do Exercício de 2015 - (RAINT/2015), com base no seu Regimento Interno aprovado pela Portaria nº 185/83 - R, de 14 de Junho de 1983 e atualizado pela Resolução CD nº 13, de 15 de agosto de 2014 e na Instrução Normativanº 24/SFC/CGU, de 17 de novembro de 2015.
- Atualmente a Auditoria Interna é composta por 07 (cinco) servidores técnicos administrativos, sendo 03 (três) contadores, 02 (um) administrador, 01 (um) economista e 01 (um) auxiliar administrativo.
- As principais atividades desenvolvidas pela AUDIN/UFMT em 2015 referiram-se às ações programadas no Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna (PAINT) para o exercício de 2015, aprovado pelo egrégio Conselho Diretor da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso pela Decisão CD nº 111/2014;aos encaminhamento e acompanhamentos interno das comunicações, diligências, solicitações de auditorias, relatório de auditoria, recomendações/determinações emanadas da Controladoria Regional da União no Estado de Mato Grosso e/ou do Tribunal de Contas da União; à coordenação na elaboração dos expedientes firmados pelo Reitor comunicando medidas adotadas, prestando esclarecimentos e/ou encaminhando informações e documentos originários das diversas unidades da UFMT à CGU/MT e/ou ao TCU; à auditoriasolicitadaem áreas específicas; e ao acompanhamento das equipes de auditoria da CGU/MT e do TCU e do saneamento das pendências apontadas nos Relatórios de Auditoria Interna.
- Atendendo o disposto no art. 4° da Instrução Normativa n° 07, de 29 de dezembro de 2006 enviamos o Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna referente ao exercício de 2016, para manifestação da CGU/MT e, concomitantemente, ao Conselho Diretor/FUFMT, para apreciação e aprovação.Ressalta-se que, quando do envio do PAINT, estava vigente norma diferente.
- Respeitando o disposto no art. 15da IN Nº 24/SFC/CGU/2015, remetemos à Controladoria- Regional da União no Estado de Mato Grosso o Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna do Exercício de 2015 e os Relatórios das Auditorias Operacionais realizadas no exercício de 2015.
2. Descrição dos trabalhos de Auditoria Interna realizados de acordo com o PAINT e as que não se realizaram (Incisos I e IV, artigo 15, IN CGU nº 24/2015)
a. Auditorias Operacionais
As auditorias foram realizadas em total obediência ao previsto no PAINT referente ao exercício de 2015.
Das ações programadas, apenas uma não foi concluída no ano de 2015, o que representou 92% do cumprimento das ações previstas. Mas foi iniciada em Dez/2015e se encontra em estágio avançado, tendo sido encaminhado o Relatório Preliminar em
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5 30/12/2015, para entrega definitiva ao Conselho Diretor e à CGU-Regional/MT até Jan/2016.Ao fazer o comparativo do cronograma, encaminhado junto com o PAINT, observa-se um atraso na consecução das atividades, sendo quea greve deflagrada em 2015, com duração de três meses, foi o principal fator do atraso. Segue abaixo tabela resumida do tema e do número do Relatório:
ADEQUACIDADE CONTÁBIL
Rel. 005/2015 Ofício nº 126/2015/GR/U FMT
CONSTRATOS DE MANUTENÇÃO DOS VEÍCULOS E
TERCEIRIZADOS/LIMPE ZA
Rel. 004/2015 Ofício nº
165/2015/GR/UFMT
DIÁRIAS E PASSAGENS Rel. 007/2015 Ofício nº 188/2015/GR/U FMT
ATOS DE ADMISSÃO/
APOSENTADORIA/
PENSÃO
Rel. 011/2015 Proc.:
457/2015/GR/UFMT
LICITAÇÃO E EXECUÇÃO DOS
CONTRATOS DE OBRAS
Rel. 010/2015 Proc.
23108.120047/
2015-81
CONSERVAÇÃO DAS INSTALAÇÕES
PREDIAIS
Rel. 008/2015 Ofício nº
361/2015/GR/UFMT
ATENDIMENTO AO PDI Rel. 009/2015 Proc.:
451/2015/GR/U FMT
PROGRESSÃO DO CORPO DOCENTE
Rel. 003/2015 Ofício nº
065/2015/GR/UFMT
INSALUBRIDADE E PERICULOSIDADE
Rel. 014/2015 (Em execução)
CONTRATAÇÃO PROFESSOR SUBSTITUTO
Rel. 013/2015 Ofício nº
507/2015/GR/UFMT PROJETOS
DESENVOLVIDOS NO ÂMBITO DA FUNDAÇÃO UNISELVA
Rel. 001/2015 Ofício nº 034/2015/GR/U FMT
DEDICAÇÃO EXCLUSIVA Rel. 012/2015 Ofício nº
480/2015/GR/UFMT
CONVÊNIO DA CONSTRUÇÃO DO NOVO HUJM
Rel. 006/2015 Ofício nº 147/2015/GR/U FMT
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6 b. Assessoramento à Administração Superior
-A Auditoria Interna utilizando-se da sua característica principal de Assessoramento à Administração Superior, acompanhou e ajudou na elaboração de respostas e/ou justificativas às recomendações e determinações oriundas dos órgãos de controle interno, externo e outros, e emitiu despachos diversos em processos administrativos, em sua maioria oriundos da CGU-Regional/MT.
Ressaltamos que o assessoramento desta Unidade na obtenção de respostas aos questionamentos não se restringe apenas a emissão de Ofícios aos setores auditados, mas também ao acompanhamento minucioso de informações com respectivas documentações comprobatórias e encaminhamento aos órgãos de controle interno e externo.
3. Descrição dos trabalhos de Auditoria Interna realizados sem previsão no PAINT. (Inciso III, artigo 15, IN CGU nº 24/2015)
Foram realizados quatro trabalhos abaixo descritos:
a. Analise do Plano de Desenvolvimento Institucional:
A pedido da alta gestão foi feita a analise do PDI vigente, encaminhado através do memorando nº 099/AUDIN/2015.
O objetivo principal da análise do PDI 2013 – 2018 foi obter uma visão mais objetiva e prática da proposta no plano. Na análise é possível identificar uma tendência subjetiva no período estabelecido. Utilizando o relatório de gestão e o relatório feito pela CPA, podemos ter acesso aos indicadores que respaldam o que é proposto nas sete políticas estruturantes do PDI, mas não se pode confrontar os resultados apontados nestes dois relatórios com o cronograma que consta no plano devido à supracitada subjetividade. A quantificação das metas em um determinado período de tempo poderia auxiliar no controle interno realizado pela CPA, obtendo assim um panorama das ações que estão surtindo efeito e as que precisam ser aprimoradas. Ademais, ressalta-se que, sendo constatada uma taxa de sucesso baixa, as políticas utilizadas no PDI não são efetivas para o atual panorama.
Sugere-se assim a criação de um PDI mais objetivo e que apresente políticas estruturantes voltadas para o combate dos casos insucesso acadêmico. Entendemos que existe um novo perfil para o aluno desta universidade após alguns critérios advindos da forma de ingresso, tal como reserva de vagas para alunos de escola pública, e que isso deve ser levado em consideração quando da elaboração de um novo PDI.
b. Acórdão TCU 1015/2015:
Através do Acórdão nº 1015/2015-Plenário foi determinada que esta IFES fizesse o levantamento dos valores adquiridos pela Uniselva, embasado no contrato nº 49/2013, com recursos repassados pela UFMT e de possível dano ao erário.
Informamos que dos 15 itens elencados por esse e. Tribunal apenas 8 foram adquiridos com recursos da Universidade, sendo que a média de aquisição foi de 15 unidades por item. Cumpre enfatizar que houve a exclusão dos itens elencados pelo Tribunal para apuração do dano ao erário, pelos seguintes fatores: 1. do julgamento do
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7 Tribunal, que entendeu que não houve má-fé e arquivou o processo 016.543/2013-0.; 2. da comparação de itens diferentes pelo tribunal, visto que foram adquiridos originais para atender a questão da garantia; 3. do fato de ter sido encontrado esses itens no Comprasnet com valores assemelhados com os adquiridos (segue em arquivo digital); 4. dos valores estarem condizentes com a pesquisa de preço feito antes da licitação; 5. de que no próprio relatório do TCU é ressalvado que os valores ali apresentados não levaram em consideração diversos itens (frete, disponibilidade para atender em MT, taxa de entrega, ICMS).
diante da decisão do Tribunal de não responsabilizar os gestores, de não ter sido comprovado um possível dano ao erário e da alteração da conduta da Uniselva, entendemos como superado a recomendação do acórdão 1015/2015 - Plenário e aguardamos manifestação do e. Tribunal.
c. OFÍCIO Nº17122/2015/DESEDU/DE/SFC/CGU-PR:
O ofício informa da denúncia protocolada na Controladoria Geral da União, feita pela Empresa RM 7 Brasil Ltda – ME em desfavor desta universidade. De acordo com o Ofício, de 22 de julho de 2015, caberia à Universidade apurar a situação apontada, através da Auditoria Interna, e encaminhar o resultado apurado da analise no RAINT, sendo cumprido o solicitado, conforme item 8 do RAINT.
d. Analise dos encargos didáticos:
a pedido da alta gestão e em função do Relatório de Auditoria da CGU-Regional/MT nº 201410703, foi designado dois servidores técnicos-administrativos para verificar as demandas geradas pelos encargos didáticos e a disponibilidade do quadro de professores para atenderem as mesmas, bem como os controles estabelecidos. Os trabalhos iniciaram- se em 18/Nov/2015 com previsão de término para 31/Jan/2016.
4. Das Recomendações (Item VII, artigo 15, IN CGU nº 24/2015) a) Tribunal de Contas da União
Acórdão nº 1070/2015 – TCU – 1ª Câmara – Processo TC – 019.390/2014-9 (Prestação de Contas – Exercício 2013), que visa dar ciência, em especial das impropriedades previstas nos itens 1.7 e 1.8, bem como para que seja dado conhecimento de seu teor aos responsáveis que tiveram suas contas julgadas regulares, arrolados no item 1.1. Também acompanha uma cópia da instrução inicial que fundamentou o acórdão.
- As informações foram recebidas e encaminhadas à AGU, Auditoria Interna, STI, PROCEV, PROPLAN e PROAD e demais pró reitorias pertinentes, conforme indicação por escrito da Reitora em 28/04/2015.
Ofício nº 64/2015-TCU/SeinfraUrbana de 04/02/2015, que, com objetivo de levantar informações sobre empreendimentos selecionados para receber recursos federais para obras de edificação, solicita orçamento analítico de contrato atualizado e o último boletim
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8 de medição das obras de reestruturação e expansão de instituições federais de ensino superior, no estado de Mato Grosso.
- As informações solicitadas, com a respectiva documentação comprobatória, foram encaminhadas, tempestivamente, através do Ofício nº 069/2015/GR/UFMT de 23/02/2015.
Ofício nº 1063/2015-TCU/SECEX-MT de 19/08/2015, que visa informar sobre relatório produzido por aquele tribunal que tem como objetivo orientar unidades jurisdicionadas, localizadas no estado de Mato Grosso, sobre o correto cumprimento das formalidades mínimas exigidas na publicação de avisos de licitação, de extratos de contrato e de dispensa/inexigibilidade, conforme as leis Complementar 101 (de 4 de maio de 2000) e 8.666 (de 23 de junho de 1993).
- As informações foram recebidas e encaminhadas às unidades desta IFES:
PROPLAN (Pró reitoria de Planejamento), PROAD (Pró reitoria Administrativa) e também para a Auditoria Interna para acompanhamento, como consta em despacho de 08 de setembro de 2015.
Ofício nº 0346/2015-TCU/SECEX-MT de 27/03/2015 (Processo nº 23108.093403/2015-86), que comunica que o tribunal conheceu do Recurso de Reconsideraçãointerposto pela Senhora Lillian Sanchez Lacerda Moraes contra o Acórdão 5601/2013 - TCU-2ª Câmara de 17/09/2013, proferido em processo de Prestação de Contas, TC 040.392/2012-0, que trata de Prestação de Contas anual da FUFMT e do HUJM, relativos ao exercício de 2011, para, no mérito, dar-lhe provimento, tornando insubsistente a determinação do item 1.7 do Acórdão 5.601/2013 – TCU – 2ª Câmara.
- As informações foram recebidas pela Reitoria, conforme indicação à folha 01 dos autos, na data de 06/04/2015. Foram encaminhadas cópias ao HUJM e a Auditoria Interna da UFMT na data de 27/04/2015, conforme despacho de mesma data, constante na página 06 do processo.
Ofício nº 1211/2015-TCU/SECEX-MT de 29/09/2015 (Processo nº 23108.114620/2015-17), que prorroga prazo em 30 dias para resposta à diligência objeto do Ofício 496/2015 de 09/09/2015.
- As informações solicitadas, com a respectiva documentação comprobatória, foram encaminhadas, tempestivamente, através dos Ofícios nº 405/2015/GR/UFMT de 16/10/2015 e Ofício 246/2015/CG/UFMT de 22/10/2015.
Ofício nº 1064/2015-TCU/SECEX-MT de 19/08/2015, que encaminha relatório referente à Acompanhamento de Publicações de Licitações e Contratos Administrativos no Diário Oficial da União, APUBLIC/MT, referente ao período de maio a junho de 2015. Este relatório tem por iniciativa fomentar a Administração Pública transparente, identificando vícios em avisos de licitação, extratos de contrato e de dispensa e inexigibilidade, divulgados no DOU.
- As informações foram recebidas na data provável de 26/08/2015.
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9 b) Controladoria Geral da União
Várias recomendações foram consideradas adimplidas pela CGU-Regional/MT, que não foram reportadas nos Relatórios Anuais de Auditoria Interna anteriores.
Através do Ofício nº 33413/2014/NAC3/CGU-Regional-MT, do Ofício nº 14741/2015/NAC3/CGU-Regional-MT e Ofício nº 27125/2015/ NAC3/CGU-Regional-MT, foram consideradas atendidas:
I. Celebrar acordos de níveis de serviços nos futuros contratos celebrados entre a Unidade e fornecedores de bens e serviços de TI.
II. Em se tratando de serviços terceirizados, instruir o procedimento licitatório com informações e elementos que comprovem a relação entre a demanda prevista e a quantidade de serviço a ser contratada.
III. Instruir o procedimento licitatório com informações e elementos que justifiquem o enquadramento dos serviços terceirizados contratados como continuados.
IV. Na fase de planejamento de contratação de serviços terceirizados, justificar a contratação por meio de postos de trabalho, quando não utilizada outra unidade de medida.
V. Estabelecer processo de capacitação contínua dos servidores participantes de equipes de planejamento de contratações nos normativos e na jurisprudência envolvidos, pois além da complexidade desses conhecimentos, frequentemente há publicação de novos normativos e jurisprudência sobre o assunto.
VI. Fazer o levantamento dos servidores lotados na Biblioteca do Campus Cuiabá que realizam atendimento ao público e aqueles que não realizam, a fim de apurar o quantitativo de servidores necessário ao funcionamento da Biblioteca de acordo com as necessidades da instituição e com a carga horária em consonância com o Decreto nº 1.590/1995, solicitando aos órgãos competentes a recomposição do quadro de pessoal, caso necessário.
VII. Reestruturar a equipe de servidores lotados na Coordenação de Patrimônio, de forma que as atividades de gerência e consolidação dos resultados das ações relacionadas ao patrimônio imobiliário possam ser desenvolvidas adequadamente nessa unidade.
VIII. Inserir em seus normativos a obrigatoriedade de que os engenheiros responsáveis pela análise de custos dos convênios elaborem memorial de cálculo que apresente planilha comparativa dos preços verificados com os de referência.
IX. Promover o devido cadastramento das obras do REUNI no SIMEC.
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10 X. Anotar em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução dos contratos, notificando o contratado quando necessário à regularização de falhas detectadas.
XI. Exigir, quando se tratar de obras de construção civil, que o contratado apresente a matrícula CEI e Anotação de Responsabilidade Técnica do Responsável pela obra.
XII. Adotar ações contínuas de informação e educação para que o código de ética e conduta seja plenamente divulgado e assimilado pelos servidores da organização, tais como termo de conhecimento e adesão pelos servidores, campanhas, palestras, envio aos diferentes grupos de interesse, citações em documentos e normas internos etc, assim como estabelecer canais para recebimento de denúncias e promover uma efetiva gestão de ética, nos termos dos Decretos nº 1.171/97 e 6.029/2007.
XIII. Considerando que falhas nos controles internos administrativos da UFMT deram causa a esses fatos, não é possível desconsiderar a responsabilidade dos próprios servidores (Professores de 3º Grau, Médicos, Mestres e Doutores). Portanto, no que se refere aos valores recebidos indevidamente pelos servidores relacionados em fase do regime de dedicação exclusiva do cargo de professor, faz-se necessário que a UFMT, adote as medidas necessárias com vista a apurar os fatos, e se for o caso, obter o ressarcimento dos valores indevidamente recebidos no período de acumulação ilegal, conforme relação constante do relatório.
XIV. Proceder ao registro das informações relativas aos processos disciplinares no sistema CGU-PAD, conforme estabelecido na Portaria CGU nº 1.043, de 24/07/2007.
XV. Adotar critérios de sustentabilidade ambiental nas aquisições de bens ou contratação de serviços ou obras, em conformidade com a Portaria SLTI/MPOG nº 01/2010.
XVI. Avaliar a composição do quadro da Auditoria Interna no que se refere ao quantitativo e perfil dos servidores, promovendo as alterações no regimento interno e preenchendo as vagas existentes.
XVII. Solicitar o acesso dos servidores da Auditoria Interna aos sistemas utilizados pela FUFMT necessários ao planejamento das ações de auditoria.
XVIII. Providenciar a disponibilização dos sistemas corporativos à Auditoria Interna para auxiliá-la no planejamento e execução de suas ações, tais como: Siafi, Siasg, Siape, Siconv, Simec, dentre outros.
XIX. Estabelecer orientações e rotinas para organização dos papéis de trabalho dos relatórios de Auditoria Interna da FUFMT, no sentido de possibilitar a
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11 rastreabilidade das evidências que suportam os achados e arquivar apenas os documentos necessários ao suporte dos achados (impropriedades/irregularidades), evitando o arquivamento de documentos em excesso
XX. Incluir nos normativos internos da Unidade critérios para a concessão de regime de dedicação exclusiva próximo ao período previsto para aposentadoria do docente, nos termo do Acórdão TCU nº 2519/2014-Plenário.
São consideradas pendentes, conforme a última manifestação realizada pela CGU- Regional/MT em Novembro de 2015:
I. Implementar rotina para a destinação dos resíduos recicláveis descartados para as associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis, conforme disposto no Decreto nº 5.940/2006.
II. Realizar acompanhamento das etapas e prazos de duração da realização da licitação, de modo a identificar o tempo médio gasto em cada e etapa e avaliar os obstáculos que possam impactar o andamento regular do processo licitatório.
III. Realizar acompanhamento das etapas e prazos de duração das atividades executadas pelo grupo de trabalho definido para equalizar as pendências existentes em relação às instalações imobiliárias, visando individualizar o registro contábil dos bens imóveis.
IV. Desenvolver estudos com vistas a revisar o normativo de distribuição de encargos dos docentes, a fim de implementar mecanismos de controle e aferição.
V. Instituir normas que disciplinem a utilização do sistema do registro e planejamento de encargo dos docentes adotado pela IFE.
VI. Aprimorar o Sistema de Registro de Projetos de Pesquisa (SGPP) no sentido de contemplá-lo com formalidades que permitam a extração de informações gerenciais sobre as metas/execução das pesquisas e a produção de indicadores.
VII. Elaborar regimento interno estabelecendo normas, procedimentos e demais elementos operacionais necessários à sua adequada administração, assim como normatizar/manualizar os fluxos de processos disciplinando a tramitação destes internamente e junto aos órgãos encarregados da concessão do direito de proteção.
VIII. Incluir nos normativos internos da Unidade regulamentação dos casos de docentes em regime de 20 (vinte) horas temporariamente vinculados ao regime de 40 (quarenta) sem dedicação exclusiva
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12 IX. Incluir nos normativos internos da Unidade limites máximos de carga horária
de aulas, na forma do art. 10 da Portaria MEC nº 475/87.
X. Incluir nos normativos internos da Unidade critérios para a distribuição, acompanhamento e avaliação da carga horária dos docentes na graduação e pós-graduação, relativamente ao regime de tempo parcial.
XI. Definir e implementar procedimento para acompanhar e garantir o cumprimento da carga horária mínima de ensino pelos docentes de oito horas semanais.
XII. Implementar mecanismos efetivos de controle da execução das atividades docentes, de forma a possibilitar que as informações das atividades de ensino, pesquisa e extensão sejam consolidadas e integradas.
XIII. Promover a devida atualização das avaliações dos Bens Imóveis registrados no SPIUnet, em atendimento à Orientação Normativa GEADE-004, de 25/02/2003.
XIV. Buscar meios junto aos órgãos competentes para a regularização patrimonial dos bens imóveis não cadastrados no SPIUnet.
XV. Atualizar os laudos periciais de insalubridade e de periculosidade no âmbito da FUFMT.
XVI. Implementar política de gerenciamento de riscos, com identificação dos processos críticos, assim como diagnóstico dos riscos nas áreas de licitação.
XVII. Abster-se de utilizar percentual fixo para remunerar à Fundação Uniselva estabelecendo critérios específicos para a remuneração dos serviços prestados por essa Fundação, conforme disposto no subitem 1.4.3.1 do Acórdão TCU nº 5450/2012- 2ª Câmara.
XVIII. Mapear e normatizar as ações relacionadas ao patrimônio imobiliário visando organizar o fluxo de atividades entre os setores envolvidos, designando responsáveis para a execução e para o acompanhamento das ações mapeadas.
XIX. Realizar acompanhamento das etapas e prazos de duração das atividades executadas pelo grupo de trabalho definido para equalizar as pendências existentes em relação às instalações imobiliárias, visando individualizar o registro contábil dos bens imóveis.
XX. Proceda o levantamento das causas que levaram à ocorrência de bens móveis não localizados pela Comissão de Levantamento de Bens Móveis e adote mecanismos de controle patrimonial para evitar a impossibilidade de localização dos bens.
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13 Diante do exposto, há que se fazer uma analise critica sobre os apontamentos. A primeira é de que foram adimplidas várias recomendações, de acordo com a CGU- Regional/MT, que se perduraram por vários exercícios. E a segunda que elas estão mais ligadas às áreas meio da entidade, ou seja, pouco se relacionaram com ensino, pesquisa e extensão propriamente dita. Diferente ocorre com as recomendações pendentes que são ou situações crônicas ou analises recentes sobre a área fim.
c) Auditoria Interna – Benefícios da atuação da Auditoria Interna (Inciso VIII, artigo 15, IN CGU nº 24/2015)
I. Relatório de Auditoria nº 001/2015 – Formalização de processos Uniselva.
No Relatório constatou-se fragilidades formais no Processo, devido a possível dificuldadesno controle interno e desvio de recursos de projeto para finalidade diversa do seu objeto. Após o encaminhamento, foi feita nova analise nos processos da Fundação Uniselva, sendo que foram apresentados documentos que evidenciam adoção de procedimentos para aprimoramento da formalização dos processos e da execução e controle dos projetos, tais como: modelo padronizado de ofício para solicitação de apoio da Fundação; carta circular direcionada aos coordenadores de projetos sobre novos procedimentos para solicitações diversas; documento direcionado aos professores com orientações para formalização de propostas para a execução dos diversos tipos de projetos;
exemplo de DESPACHO restituindo processo incompleto para providências do requerente;
roteiro de verificação de projeto para formalização de instrumento jurídico (check-list pré- contrato).
II. Relatório de Auditoria nº 002/2015 – Acúmulo de ilegal de cargos.
Através da execução dos trabalhos foram verificados indícios de acumulação de cargos, empregos ou funções públicas, bem como de outras atividades remuneradas, com jornadas excessivas de trabalho; e descumprimento da carga horária de trabalho no âmbito da FUFMT, sendo que os casos mais preocupantes são de servidores lotados na Faculdade de Medicina. Fragilidades nos registros e nas ferramentas de controle dos encargos dos docentes foram encontradas nas três Faculdades analisadas. Em acompanhamento posterior o Diretor da Faculdade de Medicina informou que tais constatações foram devidas por falhas formais e que os professores apontados laboram conforme o que se espera de um servidor público. Uma vez que existe autonomia administrativa dentro dos Institutos/faculdades, a AUDIN acatou a manifestação da Direção e ressaltou a necessidade de aprimoramentos do controles. Um processo administrativo foi instaurado a fim de verificar o indício de descumprimento de Dedicação Exclusiva, sendo apontado a restituição ao erário.
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14 III. Relatório de Auditoria nº 003/2015 – Progressão funcional dos
professores.
No Relatório constatou-se que os interstícios estão sendo respeitados, em conformidade cm a Lei. Esse é o principal foco do trabalho, demonstrando boas práticas da gestão quanto aos controles instalados. Foi observado atraso no trâmite do processo, mas observou-se boa prática do gestor da Secretaria de Gestão de Pessoas ao emitir o ofício sobre o prazo legal aos responsáveis do setor pela execução dos processos de progressão funcional e promoção.
A situação mais preocupante foram indícios da existência de processos protocolados antes de estarem completos, com o intuito de aproveitar os efeitos financeiros das progressões funcionais e promoções, que de acordo com a praxe da administração, considerada fonte indireta do direito administrativo por parte da doutrina, tais efeitos vigoram a partir do registro do protocolo, podendo, portanto, retroagir a essa data. Em acompanhamento realizado junto à Comissão Permanente de Progressão de Docentes, os mesmo alegaram que estavam solicitando esclarecimento formais dos processos cuja data de protocolo e a entrada na CPPD fosse maior que 6 meses e, havendo inconsistência na manifestação do professor, a data retroage a partir da entrada do processo na CPPD. Foi feita a minuta de Resolução CONSEPE para regular institucionalmente tal situação, no entanto o Governo Federal assinou o Termo de Acordo nº 19/2015 com a PROIFES- Federação, que pretende regular a situação.
IV. Relatório de Auditoria nº 004/2015 - Execução do contrato de terceirizados/limpeza e de manutenção de veículos.
SMJ, não houve constatações na execução do contrato de terceirizados e limpeza, sendo observado o processo de pagamento do serviço, planilhas de custos e formação de preços referentes aos termos aditivos e os processos de glosa. O mesmo não ocorreu com a execução dos contratos de manutenção de veículos. As fragilidades dos controles no setor de transporte foram apontadas, sendo observada sensível melhora nos mesmos, mas não pode ser considerada sanadas as recomendações.
V. Relatório de Auditoria nº 005/2015 – Adequação contábil.
De forma geral a Universidade demonstra bons controles referentes aos registros contábeis, com boa estrutura no setor contábil e com diferente nível de segregação de função. Os problemas encontrados são de conhecimento da CGU-Regional/MT, sendo de caráter mais crônico devido à dimensão
VI. Relatório de Auditoria nº 006/2015 - Acompanhamento da Execução do Convênio para a Construção do Novo Hospital da Universidade Federal de Mato Grosso.
Foram detectadas pequenas falhas, sendo todas saneadas logo que emitida Nota Técnica e antes da conclusão dos trabalhos, demonstrando boas práticas da gestão.
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15 VII. Relatório de Auditoria nº 007/2015 –Concessão de diárias e passagens.
Após estudo do processo de solicitação de passagens e diárias e a análise dos relatórios e informações disponíveis no SCDP e considerando o número global de processos, observa-se que o percentual em aberto, abaixo de 5%, a princípio, não impactou significativamente em outras atividades que dependem de sua conclusão.
Quanto aos valores de passagens não reembolsados, constata-se que não houve impacto nos limites orçados para a despesa em questão, porém considera-se que os mesmos são significativos para a gestão pública e que poderiam ser minimizados por normatização que abranja tanto as justificativas a serem acatadas pelos ordenadores dos gastos com passagens, quanto às responsabilidades dos propostos e ordenadores no que tange ao ressarcimento ao erário público.
Durante o processo de auditoria foi constatado o acompanhamento e a conferência, por parte dos fiscais de contrato, dos reembolsos realizados pela agência de viagens.
Supõe-se que a quantidade de operadores seja um dos fatores das pendências apresentadas, face maior dificuldade de controle, capacitação e/ou reciclagem dos mesmos.
Esta Auditoria tem ciência da mudança de procedimentos que ocorrerá no segundo semestre acerca do tema abordado neste trabalho, como também da iniciativa da PROAD em montar uma comissão multissetorial para tratar do assunto. Considera-se oportuna a edição dos normativos citados anteriormente, a revisão do cadastro de usuários, bem como sua capacitação e/ou reciclagem como forma de prevenção ao agravamento das situações apresentadas.
VIII. Relatório de Auditoria nº 008/2015 – Conservação de bens imóveis.
Em geral, os ambientes visitados estão condizentes com os objetivos institucionais e pontos abordados no Acórdão TCU Plenário 53/2015 de 21/01/2015. O resultado da manutenção e conservação predial na maioria dos aspectos observados é positivo, apresentando situações pontuais a serem corrigidas.
Dos itens avaliados o que mais apresentou observações foi a pintura, com ocorrências em 25% dos locais vistoriados (vide apontamentos). A falta de uma estrutura de manutenção preventiva e falha nos projetos ou no recebimento são os fatores que levaram à constatação. No entanto, no que pese à manutenção preventiva, entende-se a tamanho da estrutura da FUFMT, a idade dos prédios e a falta de pessoal. Já quanto aos projetos a PROPLAN informou que os projetos foram revistos e que a informação será repassada aos fiscais de contrato. Assim, esta auditoria constatou boas práticas da gestão ao acatar as recomendações e pela adequação dos prédios para a demanda gerada por esta universidade.
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16 IX. Relatório de Auditoria nº 009/2015 – Concessão de bolsas e cumprimento
PDI(PRAE)
Foi constatado que os recursos estão conseguindo atingir os objetivos que se propõe e que estão em consonância com o Plano de Desenvolvimento Institucional. Foram encontradas falhas quanto aos controles de ingresso e de pagamento, mas nada que indicasse danos ao erário. Os principais achados podem ser atribuídos devido à recente estruturação de uma Pró-Reitoria de Assistência Estudantil. As recomendações foram acatadas e em última analise já estavam reformulando questionários para o ingresso dos estudantes.
X. Relatório de Auditoria nº 010/2015 – Obras (licitação, contrato e execução).
Foram encontradas boas práticas de controle, tais como: aplicação de check-list para licitações e contratos ao final dos processos, exigências contratuais a fim da sustentabilidade, fiscalização das obras, entre outros. Os problemas mais contundentes estão ligados à falhas nos projetos. Novos acompanhamentos serão realizados a partir de março de 2016.
XI. Relatório de Auditoria nº 011/2015 – Acompanhamento no atendimento às diligências expedidas pela Controladoria Regional da União – Regional MT referente a processos de Admissão, Aposentadoria e Pensão.
Não foram encontrados falhas de controle, observa-se que as diligências são atendidas com exceção daquelas que aguardam o julgamento por parte do Tribunal de Contas da União quanto à parcela da VPNI (28,86%) suprimida dos proventos de aposentadoria dos servidores.
XII. Relatório de Auditoria nº 012/2015 – Dedicação Exclusiva.
Foram analisados os docentes que ingressaram na FUFMT no ano de 2013 e 2014 sob regime de dedicação exclusiva, totalizando 343 servidores. Desses, só 3 apresentaram indício de descumprimento da dedicação exclusiva, sendo que a Secretaria de Gestão de Pessoas imediatamente já fez os devidos encaminhamentos. Assim a situação reflete bons controles adotados por esta instituição.
XIII. Relatório de Auditoria nº 013/2015 – Contratação de professores substitutos.
O trabalho de auditoria teve como objeto as contratações de professores substitutos no exercício de 2014, sendo selecionados, através da técnica de amostragem, de forma aleatória entre os cursos de todos os campi, 28 (vinte e oito) processos para a análise, o que representa 30% da população.Observa-se boas práticas de gestão sobre o cumprimento da vedação de reingresso de contratados antes de decorridos 24 meses do contrato anterior e além de que esta IFES não ultrapassa os limites para contratação.
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17 XIV. Relatório de Auditoria nº 014/2015 – Adicionais diversos.
Foram encontradas falhas de controle de diversos tipos. Mas nada que impactasse substancialmente. Foram falhas formais, sendo que se faz necessário uma analise do engenheiro do trabalho.A SGP acatou as manifestações, sendo informado a abertura de processo para adoção de medidas.
5. Da analise consolidada acerca dos controles internos (Inciso II, artigo 15, IN CGU nº 24/2015) Com base nos trabalhos realizados, a Auditoria Interna avalia positivamente os controles internos da entidade, que cumpriu adequadamente,no decorrer do exercício de 2015, os seus objetivos de ensino, pesquisa e extensão. Logicamente que existem aprimoramentos a serem desenvolvidos, sendo apontados em relatório.
Conforme se vislumbra nos item acima, as principais falhas de controle estão voltadas na área fim e nos problemas administrativos crônicos.
Os problemas administrativos crônicos estão ligados à grande estrutura desta universidade, trata-se da atualização de bens móveis e imóveis. Essas situações são de longa data e difícil regularização, sendo inclusive motivo de aprovação com ressalvas da prestação de contas das Pró-Reitoras de Administração e Planejamento. Observa-se grande esforço da alta gestão em regularizar tais pendências, mas a mesma esbarra em alguns contratempos: falta de pessoal, falta de recurso, processos independentes da universidade, dimensão, rodízio de gestor responsável, greve,etc.
A área fim, que é ensino, pesquisa e extensão, possui problemas quanto aos encargos docentes, sendo inclusive motivo de demanda da CGU-Regional/MT. Observa-se fragilidades nos diversos níveis de componentes de controle apontado no COSO, desde o ambiente de controle até ao monitoramento. Segue abaixo as principais falhas, demonstradas através de situações que se constatou no controle de encargos dos docentes, tanto pela CGU-Regional quanto pela experiência dos auditores internos:
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18 Ambiente de
Controle
É um conjunto de normas, processos e estruturas que fornece a base para a condução do controle interno por toda a organização.
Observa-se uma Resolução falha e com lacunas. As estruturas hierárquicas são bem definidas dentro de cada Instituto/Faculdade, mas inexiste uma unidade de estrutura única que define-se em âmbito institucional.. O ponto positivo é a tentativa da alta gestão da conscientização e discussão sobre o tema, tentado consolidar valores éticos em diversas ações.
Avaliação de Riscos
Processo dinâmico e interativo para identificar e avaliar os riscos à realização dos objetivos.
Existe uma analise macro dos riscos, a nível de alta gestão existe bem definido as metas e objetivos. No entanto, dentro das Faculdades/Institutos não há uma analise crítica dos processos desenvolvidos.
Atividades de Controle
As atividades materiais e formais implementadas pela
gestão para
assegurar que as respostas aos riscos sejam executadas com eficácia e que a organização consiga alcançar os objetivos Estabelecidos.
Observa-se que a alta gestão tentou colocar em prática uma ferramenta de controle, via Sistema de Gerenciamento de Encargos. Só que não há respaldo na Resolução para obrigatoriedade de um controle específico. Assim, existemmúltiplos mecanismos de controle e/ou inexistem.
Os processos não são formalizados, vez que não há unificação de procedimentos. A positividade é a existência de segregação de função bem estabelecida dentro dos Institutos/Faculdades, só que muitas vezes as linhas de revisão não são atuantes em função de serem desenvolvidos por colegas.
Informação e
Comunicaçã o
Deve identificar,
armazenar e
comunicar toda informação
relevante, na forma e no período determinados.
Embora exista o SGE, nem todos estão utilizando, assim as informações relevantes ficam arquivadas dentro de cada unidade acadêmica. É preocupante uma vez que as informações são relevantes e no sistema ficaria mais resguardada e por não conseguir formar relatórios e dados com uma visão sistêmica de toda FUFMT. Não existe publicidade dos Planos Individuais de Atividade. A comunidade externa tem pouco espaço para debater sobre o apresentado. A informação e a comunicação interna também são falhas. As estruturas acadêmicas não entendem os processos administrativos e nem a quem recorrer em caso de problemas comos servidores neles vinculados, isso por causa da mitificação de que professor não é um servidor comum e que o controle não é perda de direito.
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19 Atividades
de
Monitorame nto
Avaliar, certificar e revisar a estrutura de gestão de riscos econtroles internos de uma organização para saber se estão sendo efetivos ou não paracontribuir com o alcance dos objetivos
institucionais.
A inexistência de sistematização dos processos e de controles estabelecidos dificulta mais ainda o monitoramento. Essa área fim começou a ser monitorada recentemente, apresentando certa resistência por falta de conhecimento da atuação de Auditorias.
6. Capacitação da Auditoria Interna( Inciso VI, artigo 15, IN CGU nº 24/2015)
O Plano de Capacitação desta IFES é elaborado seguindo às diretrizes traçadas pelo Plano de Carreira dos Cargos Técnicos Administrativos em Educação (PCCTAE).
A Universidade Federal de Mato Grosso realiza ações de capacitação para os servidores, incluindo os servidores lotados na Auditoria Interna, com o objetivo de promover o desenvolvimento permanente dos conhecimentos e habilidades necessárias ao desempenho profissional, assim como de valores e atitudes voltados ao crescimento integral do servidor, contribuindo para a melhoria da eficiência, eficácia e qualidade dos serviços públicos prestados à sociedade.
Todo o planejamento de capacitação é baseado no levantamento de necessidades informado pelas unidades administrativas da UFMT no final de cada ano através da ferramenta de Avaliação de Desempenho. Além disso, são inclusos cursos identificados pela GCDH e demandados por demais setores.
Servidores:
Álex Luna Prates – SIAPE 2229101
a. ENAP – Gerência de Projetos - Teoria e Prática - 40 horas b. ENAP - Microeconomia - 20 horas
c. ENAP - Ética e Serviço Público - 20 horas
d. 1° Fórum Qualidade em Foco - Obras Rodoviárias - 12 horas Anne Cristine Betoni Cardoso – SIAPE 2162350
a. IFMT – Gerenciamento de Riscos e Avaliação de Controles Internos em Licitação, Segundo a Metodologia COSOII – 16h
b. CFC – Conselho Federal de Contabilidade –IV Semana Contábil e Fiscal p/ Estados e Municípios – 40 horas
Cendyi Aparecida Paes de Barros do Prado – SIAPE 2032903
a. IFMT – Gerenciamento de Riscos e Avaliação de Controles Internos em Licitação, Segundo a Metodologia COSOII – 16h.
b. UFMT - Aprimoramento dos Controles Internos na Atividade de Licitações –8 horas.
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20 c. CFC – Conselho Federal de Contabilidade –IV Semana Contábil e Fiscal p/ Estados e
Municípios – 40 horas.
d. ILB – Orçamento Público – 40 Horas.
Douglas de Alencar – SIAPE 2032236
a. ENAP - Gestão de Contratos de TI - 30h
b. ENAP - A Previdência Social dos Servidores Públicos - 30h c. ENAP - Divulgação de Compras - 20h
d. ENAP - Ética no Serviço Público - 20h Natália Aguena Arakaki – SIAPE 1849359
a. ENAP - Orçamento Público: conceitos básicos- 20 horas b. ENAP - Ética e Serviço Público - 20 horas
c. ESAF - Educação Financeira-Gestão de Finanças Pessoais - 20 horas Vinícius da Silva Almeida – SIAPE 2161114
a. Instituto Serzedello Corrêa (TCU) - Controles na Administração Pública – 30 horas b. ENAP – Orçamento Público: Conceitos Básicos – 30 horas
c. CFC – IV Semana Contábil e Fiscal para Estados e Municípios – 40 horas d. 1° Fórum Qualidade em Foco - Obras Rodoviárias - 12 horas
Walace Lino Souto – SIAPE 2161132
a. IFMT – Serviços Terceirizados no IFMT – 14horas.
b. IFMT - Gerenciamento De Riscos E Avaliação De Controles Internos Em Licitação, Segundo A Metodologia COSO II – 16 horas.
c. ESAF - Nova Regra Ortográfica – 20 horas.
d. ENAP -Análise e Melhoria de Processos - Metodologia MASP Siglas:
CFC – Conselho Federal de Contabilidade
ENAP – Escola Nacional de Administração Pública ESAF - Escola de Administração Fazendária
7. Descrição dos fatos relevantes que impactaram positiva ou negativamente nos recursos e na organização da unidade de auditoria interna e na realização das auditorias. (Inciso V, artigo 15, IN CGU nº 24/2015)
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21 O aspecto positivo foi a entrada de dois servidores na unidade: um economista e uma administradora, que nos auxiliaram na consecução das nossas atividades. O fato de não estarmos em prestação de contas, conforme o TCU, também reduziu os trabalhos de assessoramento.
Destacamos que em função da equipe técnica ser nova ajudou na renovação da atuação da Auditoria.Foi disponibilizadoo site da auditoria interna, uma forma de publicidade ativa desta universidade. Em função da greve, inserimos os relatórios e realizamos melhoramentos para os usuários internos.
Negativamente é importante ressaltar os seguintes aspectos:
- Greve: a greve durou mais de três meses e, muito embora a equipe de auditoria não tenha aderido, atrapalhou pela insuficiência de pessoal nos setores auditados e consequente dificuldade de levantamento de dados.
- Falta de computadores: esta unidade de auditoria interna protocolou diversos processos solicitando computadores e solicitação via SISREQ, encaminhamos para STI, PROAD e PROPLAN. Estamos com equipe maior e nossos computadores em sua maioria são de 2007, dificultando o desenvolvimento de nossos trabalhos. Ademais trabalhamos na INTRANET com uma gama de informações importantíssimas para esta universidade, e, ainda que seja feito backupbimestralmente, entendemos que não pode arriscar perder tais dados por deficiência tecnológica. Nossos pedidos de computadores vem desde 2013 e até o presente momento não foi atendida.
- Capacitação: conforme demonstrado acima esta equipe envidou esforços para se capacitar.
No entanto observa-se que a maioria dos cursos foram locais e gratuitos ou a distância. A falta de recursoe o corte de despesas, em especial com passagens e diárias, no exercício de 2015 foi em âmbito nacional, restando à gestão e à equipe da auditoria interna se adequarem à realidade apresentada.
8. OFÍCIO Nº17122/2015/DESEDU/DE/SFC/CGU-PR
O ofício supracitado informa da denúncia protocolada na Controladoria Geral da União, feita pela Empresa RM 7 Brasil Ltda – ME em desfavor desta universidade. De acordo com o Ofício, de 22 de julho de 2015, caberia à Universidade apurar a situação apontada, através da Auditoria Interna, e encaminhar o resultado apurado da analise no RAINT.
O Formulário da Denúncia nº 51031-90, de 10/1/2014, contestou a atitude do Pregoeiro,no Pregão Eletrônico nº 80/2014, em solicitar documentos que, teoricamente, são ilegais e de que lhe foi vedada a entrada com recurso.Ao analisar a situação descrita na denúncia e documentação comprobatória, inclusive troca de e-mails entre empresa e pregoeiro, observou-se os seguintes aspectos:
I. O processo do PE nº 80/2014 possui número interno 23108.045586/14-0.
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22 II. Os documentos solicitados pelo pregoeiro, motivo da denúncia, encontram respaldo na Legislação (Art. 43, § 3º, Lei 8.666/93) e no Edital de Convocação (item 3.3.1.1.).
III. A solicitação demonstrou diligência do pregoeiro demandado na Denúncia. Havia situação de possibilidade de impraticabilidade do preço apresentado pela empresa e os serviços alegados como prestados pela empresa não condiz com o ramo da cliente que contratou os serviços da RM7. A RM 7 Brasil Ltda – ME, vende materiais agrícolas e alegou que era possível praticar o preço lançado no Pregão Eletrônico, uma vez que já o tinha feito para outra empresa, ocorre que a suposta empresa mencionada pela RM7 é uma empresa com CNPJ de prestação de serviço de comunicação. Assim, não teria lógica aparente entre uma empresa que vende materiais agrícolas e uma prestadora de serviços de comunicação. Momento em queosr. Pregoeiro solicitou uma Nota Fiscal, que seria suficiente para atestar a mencionada relação entre a RM 7 e a sua cliente. No entanto, a RM 7 recusou veementemente, pois prezava pelo sigilo de seu cliente e que não enviaria tal documento.
IV. Constatou-se perseverança do pregoeiro em tentar resolver a situação.
V. No que pese a alegação da RM 7que lhe foi negado a possibilidade de recurso e que teria que entrar com ação judicial, constatou-se que em momento algum a empresa realmente efetuou o recurso em si. Só declarando a intenção de recurso, negada preliminarmente pelo pregoeiro em função de que já havia sido debatido exaustivamente o tema,e não houve a entrada com ação judicial contra esta universidade. Inclusive na troca de e-mails o pregoeiro assim se manifestou, diante da manifestação da empresa de que não apresentaria documentos comprobatórios e de que entraria com recurso e com processo judicial e denúncia no TCU, em 17 de outubro de 2014: “ Senhora, vivemos em um país que preza pela liberdade de ações. Anseio profundamente que vossa senhoria mude de ideia e possamos resolver este impasse de forma amistosa. Caso não seja possível, procederemos com os trâmites do certame e todos os prazos de recurso serão garantidos à todos os licitantes de forma igualitária”.
VI. Assim, na situação apresentada, SMJ, o pregoeiro agiu com diligência e teve fundamentos para a solicitação feita. A Denúncia realizada foi medida que a empresa tomou de ímpeto, não tendo dado continuidade administrativamente ou judicialmente. Ademais esse é um caso específico e não representariapossibilidade de questionamentos de forma institucional.
VII. O setor de aquisições, em especial as licitações, passa por auditorias constantes da AUDIN e da CGU. Inexiste recomendação pendente na CGU-Regional/MT ou da Auditoria Interna em função de documentação exigida indevidamente ou por impossibilitar a fase recursal para o setor de compras.