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J. Pediatr. (Rio J.) vol.83 número1

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Academic year: 2018

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da obesidade em crianças, junto com o aumento nos níveis de risco cardiovascular e a síndrome metabólica, apresentam um outro desafio para os pediatras darem conta dessas res-ponsabilidades. Embora haja evidências há vários anos de que a obesidade está associada ao risco cardiovascular, ainda não se identificaram os fatores etiológicos que ligam a obesi-dade a fatores que definem a síndrome metabólica. Dados re-centes sugerem que a resistência à insulina pode ser um desses fatores. Espera-se que estudos em andamento com crianças possam fornecer as informações necessárias para planejar estratégias que possam ser aplicadas durante a in-fância a fim de reduzir a incidência de DCVA precoce em adultos.

Referências

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The quality of care of very low birth

weight babies in Brazil

Qualidade de atendimento de recém-nascidos de muito

baixo peso no Brasil

Fernando C. Barros1, José Luis Diaz-Rossello2

E

ste número do Jornal de Pediatria publica um artigo in-teressante sobre a pesquisa em serviços de saúde,

anali-sando a mortalidade de recém-nascidos de muito baixo peso (MBP) que nasceram em hospitais equipados com unidades de tratamento intensivo neonatal (UTIN) em 2002 e 2003, em Fortaleza, Ceará, Brasil1. Segundo os autores, esse grupo de peso de nascimento, embora represente menos de 2% do número total de nascidos vivos, requer cuidados hospitalares altamente qualificados e é responsável por um aumento con-siderável nas taxas de mortalidade neonatal e infantil.

O artigo mostra que as taxas totais de mortalidade neo-natal e hospitalar de recém-nascidos de MBP de Fortaleza são 1. Pediatra y epidemiólogo. Consultor, Centro Latinoamericano de

Perina-tología y Desarrollo Humano (CLAP), Organización Panamericana de la Salud/Organización Mundial de la Salud (OPAS/OMS), Montevideo, Uru-guay.

2. Pediatra neonatólogo. CLAP, OPAS/OMS, Montevideo, Uruguay. Profesor, Facultad de Medicina, Universidad de la Republica, Montevideo, Uruguay.

Como citar este artigo:Barros FC, Diaz-Rossello JL. The quality of care of very low birth weight babies in Brazil. J Pediatr (Rio J). 2007;83(1):5-6.

doi:10.2223/JPED.1586

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bem mais altas que aquelas observadas numa rede de UTIN dos EUA, para todos os grupos de peso de nascimento2. A mortalidade intra-hospitalar específica para o peso de nasci-mento é um indicador da qualidade de atendinasci-mento e essa comparação inicial com as UTIN de um país altamente desen-volvido pode gerar metas muito difíceis

de serem atingidas. Todavia, os autores também mostram que as taxas de mor-talidade em Fortaleza são mais altas, para todos os grupos de peso de nasci-mento, que aquelas observadas em Mon-tevidéu, Uruguai3. Aqui, deveríamos estar mais preocupados com a

magni-tude de nossas mortes evitáveis, considerando que não exis-tem diferenças relevantes na tecnologia e recursos humanos disponíveis para o atendimento de recém-nascidos entre as duas cidades.

Após a publicação desses resultados interessantes, quais são os próximos passos para identificar falhas na qualidade de atendimento nas UTIN de Fortaleza a fim de prevenir mor-tes evitáveis? Uma primeira opção seria comparar as unida-des que participaram do presente estudo – três delas públicas e cinco privadas – investigando as suas taxas de mortalidade específicas para o peso de nascimento e idade gestacional e avaliando sua qualidade de atendimento, medida em diferen-tes domínios – áreas físicas, recursos humanos (enfermeiros, neonatologistas e outros profissionais), prevalência do uso de intervenções baseadas em evidências, equipamentos e participação da família. É bem provável que os autores se de-parem com UTIN em Fortaleza com melhor qualidade de atendimento e outras que necessitem auxílio para corrigir seus problemas. As informações encontram-se atualmente disponíveis para serem usadas de forma confidencial a fim de implementar as mudanças necessárias.

Um outro exercício interessante seria comparar, usando um grupo de dados mínimos comuns, os resultados do estudo de Fortaleza (e aqueles da futura Rede Perinatal do Norte e Nordeste) com informações semelhantes obtidas de outras UTIN brasileiras, especialmente da Rede Brasileira de Pes-quisa Neonatal4,5, que abrange um número significativo de instituições, principalmente nas regiões Sul e Su-deste. Além de comparar as caracte-rísticas das mães e seus bebês atendidos nessas unidades, este es-tudo poderia fornecer informações cruciais sobre a qualidade de atendi-mento de um grande número de UTIN no Brasil, e identificar áreas que precisam de melhorias imediatas, a fim de reduzir o grande número de recém-nascidos brasileiros que ainda morrem de causas evitáveis. Reduções maiores na mortali-dade infantil no Brasil dependem muito da redução na morta-lidade neonatal e, nesse caso, o monitoramento permanente e a melhoria na qualidade de atendimento de recém-nascidos pequenos para a idade gestacional são um elemento chave.

Referências

1. Castro EC, Leite AJ.Hospital mortality rates of infants with birth weight less than or equal to 1,500 g in the northeast of Brazil.J Pediatr (Rio J). 2007;83:27-32.

2. Horbar JD. The Vermont Oxford Trials Network 2002. Annual Report Burlington. Vermont: Network; 2003.

3. Forteza C. Morbi-mortalidad en recién-nacidos menores de 1500 g en la ciudad de Montevideo, Uruguay [dissertation]. Pelotas: Universidade Federal de Pelotas; 2000.

4. Rede Brasileira de Pesquisas Neonatais. Uso antenatal de corticosteróide e evolução clínica de recém-nascidos pré-termo. J Pediatr (Rio J). 2004;80:277-84.

5. Leone CR, Sadeck LSR, Vaz FC, Almeida MFB, Draque CM, Guinsburg R, et al. Brazilian Neonatal Research Network (BNRN): very low birth weight (VLBW) infant morbidity and mortality. Pediatr Res. 2001;49:405A.

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