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Curitiba/PR, 12 de agosto de 2015.

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Curitiba/PR, 12 de agosto de 2015.

Ref.: Manifestação acerca da cartilha publicada no site da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, intitulada como “Prevenção à Fraude Tributária com Títulos Públicos Antigos” em 29 de junho de 2012.

(http://www.pgfn.fazenda.gov.br)

Nos últimos anos os órgãos de arrecadação de receitas e administração da dívida pública do país, quais sejam, Receita Federal do Brasil e Secretaria do Tesouro Nacional têm apresentado alertas referentes a fraudes envolvendo “títulos públicos antigos”.

Com o intuito de exaurir possíveis questionamentos envolvendo o tema, traremos a seguir os principais pontos controvertidos de forma direta e transparente.

Visando regularizar as dívidas do país no exterior, o Governo Federal levou a termo ampla negociação com credores internacionais, representados por duas entidades de detentores de títulos públicos no exterior, sendo eles, The Council of the Corporation of Foreign Bondholders, de Londres, e Foreign Bondholders Protective Council, Inc, de Nova York.

Assim, foi publicado em 1943 o Decreto-Lei 6.019 autorizando e estabelecendo novas regras para a retomada dos pagamentos da dívida mobiliária em dólares e libras do Governo Federal, Estados, Municípios e outras entidades públicas brasileiras então suspensas. Os títulos em libras ainda estão em circulação em estoque reduzido.

O crédito financeiro apresentado e originado pelo Decreto-Lei 6.019/43 teve a repactuação do Crédito da Dívida Externa do Governo Brasileiro e posteriormente foi incluído a Lei das Diretrizes Orçamentárias sob o título de “refinanciamento da Dívida

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Pública Externa decorrente de acordos de reestruturação”, em conformidade com a lei 10.179/2001 (art. 1º, inc. III; 2º inc. III e 6º), Decreto 3.859/2001 (art. 6º e 7º), Portaria 55/1999 MF (art. 1º) e a Lei 10.181/2001, ratificada pela Lei 11.803/2008.

O trabalho de planejamento tributário, objetivando uma maior economia no pagamento de tributos por meio da elisão fiscal, mecanismo lícito que busca por intermédio da aplicação e estudos aprofundado das normas constantes no Sistema Tributário Nacional, não raras vezes tem sido utilizado por profissionais que não são do ramo com escopo unicamente de fraudar e obter vantagens ilícitas, manchando o nome de bons juristas, contabilistas, auditores e empresas de consultoria sérias, que possuem embasamento legal e compromisso social para a atuação no mercado.

Desse modo, visando à defesa do nosso trabalho que possui embasamento legal fundamentado, manifestamos acerca da notícia veiculada no site da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional, fundamentando os principais pontos para melhor entendimento da matéria.

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Primeiramente cabe esclarecer que nossas operações são realizadas por PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO, que obtém como base o princípio da Legalidade, conforme o art. 37 da Constituição Federal/1988, e NÃO JUDICIAL, o qual está suscetível a deliberalidade de cada Magistrado em um processo judicial.

Nota-se que o texto descreve a cobrança de valores relativos ao resgate destes supostos títulos, distanciando-se da operação realizada por esta empresa, que visa o pagamento de tributos federais.

A Portaria nº 55/1999 do Ministério da Fazenda estabelece o processo de conversão dos títulos emitidos em decorrência dos acordos de reestruturação da dívida externa brasileira por Notas do Tesouro Nacional série A - NTN-A que pode ser encontradas no Decreto nº 2.701/98, que demonstra o respaldo legal dessa operação.

Ao normatizar este procedimento de substituição de título, o Governo Federal deu margem ao poder liberatório para os pagamentos de tributos federais de responsabilidade de seu titular ou de terceiros pelo seu valor de resgate, com registro na BOVESPA e com o código ISIN (Internacional Securities Identification Number), sem que a Receita Federal

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do Brasil ou a Procuradoria da Fazenda possa questioná-los porque esses ativos são devidamente reconhecidos pelo Tesouro Nacional e a partir desse reconhecimento se passaram a ser convertidos em ATIVOS FINANCEIROS e utilizados para o pagamento de Tributos, Impostos e Contribuições Sociais administrados pela RFB, ante os regramentos contidos na Legislação Tributária Federal. Conforme demonstrado:

Portanto, não cabe à RFB ou a PGFN questionar esses ATIVOS FINANCEIROS quanto à veracidade dos registros feitos por uma Instituição idônea como a BOVESPA.

É certo que, com o advento da Lei 10.179/2001 houve a expressa autorização da circulação deste ativo em território nacional com o fim específico, conforme o art. 6º, poder liberatório para PAGAMENTO de tributos administrados pela SRF, vencidos ou vincendos, o que dá ainda mais força legal a alicerçar o trabalho por nós desenvolvido. É importante esclarecer que o crédito por nós utilizado tem natureza jurídica de CRÉDITO FINANCEIRO e NÃO TRIBUTÁRIO.

Nesse sentido, observamos que como em qualquer trabalho é normal que exista o bom trabalho e o trabalho de má qualidade.

Acreditamos que essa manifestação da PGFN é um tanto quanto temerária, pois alega de maneira generalizada, sem possibilitar a separação do "joio do trigo", colocando os bons e os maus profissionais em uma única situação, assim como utiliza dados e informações de maneira parcial e totalmente tendenciosa.

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Seria prudente que o rigoroso levantamento por parte dos Órgãos de arrecadação e administração de tributos fosse feito de forma contínua, pois, isso evitaria danos aos cofres públicos.

Por outro lado, seria interessante identificar com mais clareza qual o trabalho está sendo objeto do levantamento, pois a manifestação da matéria em tela está em sentido amplíssimo, gerando desconforto, dificultando o entendimento e assim confundindo ainda mais o contribuinte de boa-fé.

Por força desta manifestação, colocamo-nos à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas que possam surgir, demonstrando os documentos que fundamentam nosso trabalho.

Sendo o que tínhamos para o momento, renovamos nossos préstimos de estima e consideração.

Referências

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