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Ocupações no Agronegócio - MG

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Academic year: 2021

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Ocupações no

Agronegócio - MG

Centro de Inteligência em Gestão e Mercado

Departamento de Gestão Agroindustrial – Campus Universitário – UFLA Lavras/MG, 37200-900

(35) 3829.1443 [email protected]

cimufla.com.br Jun/2021– Boletim nº: 05

Mercado de trabalho: perfil das ocupações no agronegócio de Minas Gerais no

primeiro trimestre de 20211

1. APRESENTAÇÃO

Esta resenha objetiva caracterizar, mensurar e analisar o perfil da população ocupada, no mercado de trabalho do agronegócio no estado de Minas Gerais, com ênfase nos aspectos socioeconômicos dos trabalhadores dos diferentes segmentos que compõem a mão-de-obra do setor.

As informações levantadas tem como fonte de dados a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (PNADC) (IBGE, 2021) e a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) (BRASIL, 2019).

2. ANÁLISE DOS RESULTADOS

2.1 Cálculo dos indicadores

Estimou-se que, no primeiro trimestre de 2021, o agronegócio correspondeu a 26,4% do total da população ocupada no estado de Minas Gerais, empregando 2,4 milhões de pessoas (Tabela 1). O segmento que mais empregou foi o primário de base agrícola, com 1,2 milhão de trabalhadores, correspondendo a 49,5% do total do agronegócio. Em seguida estão os segmentos dos agrosserviços (33,9%), da agroindústria (16,3%) e o produtor de insumos para a agropecuária (0,3%).

Tabela 1. Distribuição das pessoas ocupadas no agronegócio e em seus segmentos, Minas Gerais, primeiro trimestre de 2021

Segmentos Pessoas Relação 1°

tri de 2020 Homens Relação 1° tri de 2020 Mulheres Relação 1° tri de 2020 Insumos 8.369 -58% 4.911 -64% 3.458 -45% Primário 1.207.952 9% 996.879 8% 211.073 12% Indústria 399.040 -9% 254.135 -9% 144.905 -8% Serviços 826.704 -8% 462.898 -9% 363.806 -7% Agronegócio 2.442.065 -1% 1.718.823 -1% 723.242 -2% Fonte: elaboração própria com base em dados da PNADC (IBGE, 2021).

Em relação ao primeiro trimestre de 2020, a queda da população total empregada no agronegócio foi pequena, de apenas 1%. Dentre os segmentos, a queda mais acentuada foi verificada no produtor de insumos (58%) seguida pela agroindústria (9%) e pelos agrosserviços (8%).

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O único segmento que apresentou aumento na quantidade de trabalhadores foi o primário de base agrícola, com 9% a mais que no mesmo período do ano anterior. As atividades com maior crescimento do número de empregados foram a apicultura (452%), a aquicultura (355%) e o cultivo de algodão (242%). As atividades de criação de bovinos e cafeicultura continuaram concentrando o maior número de trabalhadores, com 378 mil e 342 mil postos de trabalho, respectivamente.

Nos agrosserviços, as ocupações que se destacaram foram a de comércio de produtos alimentícios, bebidas e fumo, com 66 mil trabalhadores, restaurantes e estabelecimentos de alimentação e bebidas, com 65 mil trabalhadores, supermercados e hipermercados, com 49 mil trabalhadores e transporte rodoviário de carga, com 41 mil trabalhadores.

Os destaques, no segmento da agroindústria, foram as atividades de produção de móveis de madeira, com 72 mil ocupados, fabricação de laticínios, com 66 mil trabalhadores e abate e fabricação de produtos de carne e pescado, empregando 48 mil trabalhadores. As ocupações que cresceram em relação ao ano anterior foram curtimento e preparações de couro (265%) e torrefação e moagem de café (221%). Por outro lado, apresentaram queda a fabricação de óleos vegetais e gorduras vegetais e animais (100%) e moagem e fabricação de produtos amiláceos (66%).

A produção de insumos para a agropecuária foi a que menos empregou trabalhadores dentro do agronegócio em termos relativos, contribuindo apenas com 0,3% do total da população ocupada no setor. Neste segmento, as atividades que se ressaltaram foram a de fabricação de alimentos para animais e a produção de medicamentos veterinários, com 4 mil e 2 mil trabalhadores, respectivamente. Este foi o segmento que mais diminuiu em relação ao ano de 2020, de modo que todas as suas ocupações apresentaram queda na quantidade de trabalhadores, particularmente para a produção de fertilizantes e defensivos agrícolas com redução de 77% e a fabricação de alimentos para animais com queda de 66%.

Os homens, em sua maioria, estiveram alocados no segmento das atividades primárias, com 58% do total dos empregados no agronegócio. Já as mulheres, por sua vez, foram empregadas majoritariamente nos agrosserviços, com 50% do total das trabalhadoras do agronegócio. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, as mulheres perderam 2,3% dos empregos no agronegócio, enquanto para os homens esta redução foi de 0,55% (Tabela 1).

No segmento primário, tanto os homens quanto as mulheres estiveram, em sua maioria, alocados no cultivo de café e na criação de bovinos. Nesta primeira atividade, observou-se um aumento de 53% do número de trabalhadoras, contra um aumento de 15% para os trabalhadores.

As maiores quedas na quantidade de postos de trabalho ocupados por homens ocorreram no cultivo de fumo, no cultivo de uva e na criação de caprinos e ovinos, as

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quais não registraram mão-de-obra masculina nos três primeiros meses de 2021. Já as atividades que obtiveram maior quantidade trabalhadores homens em relação ao ano anterior foram a apicultura (531%), a pesca (296%) e o cultivo de algodão (242%).

O cultivo de uva e a apicultura foram as atividades com maior queda no número de trabalhadoras, uma vez que não registraram ocupações femininas no primeiro trimestre de 2021. Por outro lado, a aquicultura e o cultivo de cana de açúcar aumentaram os postos de trabalho feminino em comparação com o mesmo período de 2020 em 1012% e 378%, respectivamente.

Nos agrosserviços, a maioria dos trabalhadores esteve alocada na atividade de transporte rodoviário de carga, com queda de 10% em relação ao ano anterior, e a maioria das trabalhadoras foi empregada em restaurantes e outros estabelecimentos de comércio de alimentos e bebidas, com queda de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Dentro da agroindústria, as atividades de produção de laticínios e de abate e fabricação de produtos de carne e pescado foram as que empregaram a maior parte dos trabalhadores homens, de modo que a primeira teve aumento de 39% e a segunda, queda de 41% em relação ao ano anterior. Já a maioria das trabalhadoras mulheres esteve empregada na produção de laticínios e na confecção de artigos do vestuário de acessórios, a primeira com aumento de 5% e a segunda com uma queda de 31% em relação ao mesmo trimestre de 2020.

Por fim, todas as atividades do segmento produtor de insumos apresentaram queda na quantidade de postos de trabalho ocupados tanto por homens quanto por mulheres. As trabalhadoras perderam, em termos relativos, menos postos de trabalho do que os homens, exceto na fabricação de maquinário agrícola.

2.2 Perfil da população ocupada

A população ocupada no agronegócio mineiro no primeiro trimestre de 2021 esteve composta em mais da metade por homens (62%). Esta diferença é maior dentro do agronegócio do que no estado e no país como um todo, onde as mulheres ocupadas foram a maioria (Figura 1).

No agronegócio, essa diferença foi menos acentuada no primeiro trimestre de 2021 do que no mesmo período de 2020, de modo que a proporção de trabalhadoras mulheres aumentou cerca de 2%.

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Figura 1. Distribuição das pessoas ocupadas no agronegócio e em seus segmentos por gênero, Minas Gerais e Brasil, primeiro trimestre de 2021

Fonte: elaboração própria com base em dados da PNADC (IBGE, 2021).

O segmento com maior diferença entre a alocação de trabalhadores em relação ao gênero foi o primário, visto que este empregou 83% de trabalhadores homens e apenas 17% de mulheres. Em seguida está o segmento produtor de insumos, com 66% de mão-de-obra masculina, contra 34% de feminina. Na agroindústria e nos agrosserviços esta diferença foi menor, sendo que o primeiro contou com 43% de empregadas mulheres, e o segundo, com 44%.

No que tange a posição na ocupação no trabalho principal, observou-se um aumento na quantidade de trabalhadores formais em relação ao ano anterior, tanto no agronegócio quanto no estado de Minas Gerais como um todo. Os trabalhadores ocupados no agronegócio com carteira assinada corresponderam a 42% do total, conformando 4 pontos percentuais a mais do que no mesmo período do ano anterior. Em seguida, estiveram aqueles que trabalham por conta própria (27%), de maneira informal (19%) e que são empregadores (5%), com aumento apenas da categoria informal.

De acordo com a Figura 2, estas proporções são semelhantes aquelas referentes à Minas Gerais como um todo, contudo é possível observar que a quantidade de trabalhadores formais foi maior e a de informais menor no agronegócio, de modo que o aumento da primeira categoria também foi proporcionalmente maior dentro do setor. O segmento com a maior proporção de trabalhadores formais foi o produtor de insumos, sendo 86% de ocupados com carteira assinada e apenas 5% de trabalhadores informais. A agroindústria correspondeu ao segundo segmento com a maior taxa de formalidade (59%) e menor taxa de informalidade (11%).

Por outro lado, a informalidade apareceu de maneira mais expressiva nas atividades primárias, estando 23% dos trabalhadores deste segmento atuando na informalidade e apenas 18% como formais. Neste mesmo segmento também se verifica uma presença expressiva de trabalhadores por conta própria (42%), de modo que este

66% 83% 57% 56% 62%

48% 47%

34% 17% 43%

44% 38% 52% 53%

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é o segmento com a maior parte de trabalhadores nesta posição. Em comparação com o mesmo período de 2020, a informalidade cresceu dentro das atividades primárias e a formalidade diminuiu.

Figura 2. Distribuição das pessoas ocupadas no agronegócio e em seus segmentos por categoria de emprego, Minas Gerais e Brasil, primeiro trimestre de 2021

Fonte: elaboração própria com base em dados da PNADC (IBGE, 2021).

Em relação ao nível de instrução2, no agronegócio do estado, predominaram

trabalhadores com nível médio (39%), seguidos por aqueles sem instrução (27%), com formação superior (18%) e com nível fundamental (16%). Observou-se que a proporção de trabalhadores sem qualificação diminuiu e a proporção dos três níveis de instrução com qualificação aumentou em relação ao ano anterior, de modo que os postos de trabalho ocupados por indivíduos com formação superior, proporcionalmente, foram os que mais cresceram, apresentando um aumento de 5 pontos percentuais.

Na Figura 3 observa-se uma quantidade expressiva de trabalhadores sem instrução tanto no Brasil (40%) como no estado de Minas Gerais (44%), contudo, no agronegócio estadual, essa proporção é menor (27%). Também verifica-se que no agronegócio a proporção de trabalhadores com nível médio e com ensino superior é maior do que aquela percebida a níveis estadual e nacional.

A diminuição proporcional de postos de trabalho ocupados por empregados sem qualificação e o aumento daqueles ocupados por trabalhadores mais qualificados também se verificou no estado e no país como um todo.

Os segmentos dos agrosserviços e da agroindústria foram os que obtiveram mais postos de trabalho ocupados por indivíduos com nível médio (45% e 42%, respectivamente). Já a proporção de trabalhadores com formação superior foi mais elevada no segmento produtor de insumos (45%).

2 Segundo o IBGE, nível de instrução é o indicador que capta o nível educacional alcançado por cada

pessoa, independentemente da duração dos cursos por ela frequentados (IBGE, 2020).

86% 18% 59% 47% 42% 40% 37% 5% 23% 11% 13% 15% 19% 18% 5% 5% 6% 6% 6% 5% 4% 3% 42% 22% 23% 27% 25% 28% 1% 12% 2% 11% 10% 11% 13%

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Figura 3. Distribuição das pessoas ocupadas no agronegócio e em seus segmentos por nível de instrução, Minas Gerais e Brasil, primeiro trimestre de 2021

Fonte: elaboração própria com base em dados da PNADC (IBGE, 2021).

Nota: Para o nível “sem instrução” considerou-se indivíduos sem nenhuma instrução e com fundamental incompleto ou equivalente; para o “nível fundamental”, aqueles com fundamental completo ou equivalente e com médio incompleto ou equivalente; para o nível “médio”, pessoas com ensino médio completo ou equivalente e com superior incompleto; e para o nível “superior”, indivíduos com superior completo.

2.3 Análise dos rendimentos

Ressalta-se que na análise dos rendimentos, os cálculos realizados consideraram apenas a população que recebe alguma renda proveniente de sua ocupação, excluindo, portanto, trabalhadores sem remuneração direta.

Nesta seção, as comparações realizadas entre as remunerações auferidos no primeiro trimestre de 2021 com aquelas auferidas no primeiro trimestre de 2020 foram feitas a partir dos salários corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tendo como base o mês de março de 2021 (IPEADATA, 2021).

O rendimento salarial médio do trabalhador do agronegócio em Minas Gerais foi de R$ 2.097 mensais no primeiro trimestre de 2021, valor 3,7% superior ao rendimento médio auferido pelos trabalhadores dos demais setores econômicos. Dentre os seus segmentos, destacaram-se o produtor de insumos e os agrosserviços com rendimentos médios mais elevados (Figura 4).

Os trabalhadores das atividades primárias apresentaram as piores remunerações (R$ 1.587) no período analisado, seguidos pelos ocupados nas atividades da agroindústria (R$ 1.1642).

Em relação ao primeiro trimestre de 2020, o salário do trabalhador do agronegócio teve um aumento de 1,5%, de modo que o maior crescimento foi verificado no segmento primário (3,2%) e a maior queda ocorreu nas remunerações dos trabalhadores do segmento produtor de insumos (15,3%).

11% 57% 28% 16% 27% 44% 40% 9% 19% 21% 14% 16% 15% 15% 35% 20% 42% 45% 39% 28% 30% 45% 4% 9% 25% 18% 13% 15%

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Ao contrastar as remunerações auferidas por gênero, fica evidente que os homens receberam mais do que as mulheres em todos os cenários apresentados, com uma diferença de 44% na agroindústria, 39% no segmento de insumos, 36% nos agrosserviços e 27% nas atividades primárias. No agronegócio como um todo, essa diferença foi de 20% e nas demais atividades econômicas de 37% favorável aos homens.

A diferença entre as remunerações por gênero foi menos acentuada no primeiro trimestre de 2021 do que no mesmo período de 2020. No ano anterior, os homens trabalhadores do agronegócio auferiram cerca de 29% a mais que as mulheres, tendo em vista que o salário dos homens apresentou decréscimo em 1% e o das mulheres, aumento de 7% no período analisado (Figura 4).

Figura 4. Rendimento médio mensal (em R$) habitual da população ocupada no agronegócio, em seus segmentos e em outros setores econômicos por gênero, Minas Gerais, primeiro trimestre de 2021

Fonte: elaboração própria com base em dados da PNADC (IBGE, 2021).

No que diz respeito à posição de ocupação no trabalho principal, o maior rendimento médio observado no agronegócio foi aquele auferido pelos empregadores (R$ 4.704), seguido pelos empregados com carteira de trabalho assinada (em média R$ 1.877). Como esperado, os trabalhadores informais que não possuem carteira de trabalho assinada foram os piores remunerados dentro do agronegócio (R$ 1.485) (Figura 5).

Em comparação com o primeiro trimestre de 2020, os salários que tiveram aumento foram dos trabalhadores formais (0,1%) e dos informais (9%). Já as remunerações dos empregadores e dos trabalhadores por conta própria diminuíram em 5% e 4%, respectivamente (Figura 5). 3.293 1.623 1.882 2.720 2.220 2.342 2.375 1.275 1.305 2.003 1.855 1.715 2.971 1.587 1.642 2.406 2.097 2.019

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Figura 5. Rendimento médio mensal (em R$) habitual da população ocupada no agronegócio, em seus segmentos e em outros setores econômicos por categoria de emprego, Minas Gerais, primeiro trimestre de 2021

Fonte: elaboração própria com base em dados da PNADC (IBGE, 2021).

Ao analisar os segmentos individualmente, a diferença salarial entre os trabalhadores formais e os informais – com remunerações sempre favoráveis aos primeiros – deu-se de maneira mais expressiva na produção de insumos, com uma diferença de 269%. Em seguida estiveram os segmentos primário (62%) e da agroindústria (29%). Já nos agrosserviços, diferentemente do ano passado, o salário dos informais foi 1% maior que o salário dos trabalhadores formais (Figura 5).

Quando comparados os rendimentos auferidos pelos trabalhadores do agronegócio com aqueles auferidos pelos trabalhadores dos demais setores econômicos, os primeiros apresentaram remunerações favoráveis apenas para os trabalhadores informais (24% superior) e por conta própria (1% superior). Já os trabalhadores formais e os empregadores apresentaram melhores remunerações em atividades econômicas externas ao agronegócio (15% e 26% superiores, respectivamente).

Em relação ao nível de instrução dos trabalhadores, ao comparar os rendimentos auferidos pelos trabalhadores do agronegócio com os rendimentos dos ocupados nos demais setores econômicos, os primeiros tiveram rendimentos superiores para todos os níveis de instrução (Figura 6).

As remunerações aumentaram conforme a escolaridade aumenta. Nos níveis fundamental, médio e superior os rendimentos auferidos foram de R$ 1.552, R$ 1.792 e R$ 4.519, respectivamente. Já os trabalhadores que não possuem instrução receberam, em média, R$ 1.366 mensais (Figura 6).

No agronegócio, verificou-se que trabalhadores com ensino fundamental receberam em média 27% a mais do que aqueles sem instrução; trabalhadores com nível médio tiveram remuneração 29% superior àquela dos trabalhadores com ensino

3.25 8 1.639 1.756 1.930 1.877 2.160 882 1.010 1.363 1.943 1.485 1.197 2.400 5.909 3.604 4.411 4.704 5.940 748 1.414 1.10 0 1.909 1.620 1.609

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fundamental; e aqueles que possuem ensino superior auferiram aproximadamente 127% a mais do que os com nível médio (Figura 6).

Em relação ao mesmo período do ano anterior, apenas trabalhadores sem instrução obtiveram aumento na remuneração média (3%). Trabalhadores com instruções fundamental, média e superior receberam cerca de 8%, 7% e 3% a menos (Figura 6).

Figura 6. Rendimento médio mensal (em R$) habitual da população ocupada no agronegócio, em seus segmentos e em outros setores econômicos conforme nível de instrução, Minas Gerais, primeiro trimestre de 2021

Fonte: elaboração própria com base em dados da PNADC (IBGE, 2021).

Dentro dos segmentos, observa-se que os trabalhadores com nível médio foram melhores remunerados no segmento dos insumos e aquelas com instrução superior, nas atividades primárias. Já os trabalhadores sem instrução e com nível fundamental foram melhor remunerados nos agrosserviços e na agroindústria, respectivamente.

Referências

BRASIL. Ministério da Economia. Relação Anual de Indicadores Sociais: RAIS. Brasília, 2020. Disponível em: <http://pdet.mte.gov.br/rais>. Acesso em: 12 set. 2020.

GARCIAS, M. de O.; BUTURI, D.K.; JÚNIOR, L.G. de C.; DA COSTA, J.S. Procedimentos metodológicos utilizados para calcular os indicadores do mercado de trabalho no agronegócio de Minas Gerais. Nota metodológica n. 1. Centro de Inteligência em Gestão e Mercados (CIM). Lavras, 2020. Disponível em: <https://cimufla.com.br>. Acesso em 15 mar. 2021.

IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Trimestral. Rio de Janeiro, 2021. Disponível em:

<https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/9173-pesquisa-nacional-por-1.324 1.67 1.347 1.206 1.441 1.366 1.235 5 1.453 1.682 1.586 1.552 1.255 2.158 1.675 1.596 1.840 1.792 1.656 4.905 6.583 3.205 4.472 4.519 3.74 1

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______. Educação 2019 – informativo PNAD Contínua. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em:

<https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101736_informativo.pdf>. Acesso em: 14 set. 2020.

IPEADATA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Dados macroeconômicos e regionais. Rio de Janeiro, 2021. Disponível em: <http://www.ipeadata.gov.br>. Acesso em 14 abr. 2021.

Equipe técnica:

Luiz Gonzaga de Castro Júnior Coordenador Geral do CIM

Jaqueline Severino da Costa

Coordenadora Técnico-científico do CIM

Marcos de Oliveira Garcias (elaboração)

Professor de Economia/UNILA/Pesquisador do CIM Debora Kassem Buturi (elaboração)

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