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5 - ESTUDO DE CASOS:

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5 - ESTUDO DE CASOS:

A análise de dados do acervo público do CGPEG/IBAMA de alguns poços de perfuração marítima já realizados no Brasil, foi realizada antes da publicação da NT 07/11 e forneceu referência quantitativa de resíduos gerados para este enorme número de atividades previstas em função da descoberta desta nova fronteira exploratória no Brasil, conhecida como pré-sal.

Isto facilitou o entendimento e a interpretação de como o gerenciamento de resíduos está sendo administrado no Brasil e permitiu uma melhor interpretação de como a aplicação do conceito do conceito do ciclo de vida pode fazer o diferencial nas empresas em prol da sustentabilidade deste setor na prática.

Os PCPs consultados para análise de casos, foram obtidos em diversas visitas ao acervo público do órgão ambiental competente (CGEPG/IBAMA) como parte de consultas aos estudos relacionados ao licenciamento da atividade de perfuração marítima de diferentes empresas, que estavam disponibilizadas ao público exatamente no formato entregue pelas empresas. Observou-se que os casos analisados comtemplavam atividades de exploração desempenhadas em épocas distintas e consequentemente regidos por Notas Técnicas de diferentes versões e por isso com diferentes conteúdos e exigências técnicas.

Para análise dos casos apresentados neste capítulo, não foram considerados os resíduos gerados pelas embarcações de apoio ou dedicadas, já que as mesmas por suas características de atividade, apresentam em quase sua totalidade geração de resíduos diretamente ligadas ao número de pessoas na tripulação, que são bem variáveis e percentualmente pequenas em relação ao quantitativo gerado pela unidade marítima de perfuração. Assumimos portanto que conclusões sobre a aplicabilidade do CCV no gerenciamento de resíduos podem ser estendidos a estas embarcações.

A partir da análise do conteúdo da NT07/11, conhecimento das características das atividade e de análise de casos disponibilizados nas consultas ao acervo público da CGPEG, foi possível conforme ilustrado na tabela 10, elencar os possíveis impactos decorrentes da geração de resíduos sólidos,

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efluentes e emissões atmosféricas nas diferentes fases da atividade de perfuração marítima (posicionamento da unidade de perfuração, perfuração do poço, e desativação da atividade), assim como trazer à baila alguns assuntos pertinentes ao gerenciamento de resíduos identificados com o auxílio do uso do conceito do ciclo de vida na ánalíse do tema ao longo do desenvolvimento desta dissertação. Tabela 10 - Resumo dos impactos decorrentes da geração de resíduos nas fases de uma atividade de perfuração offshore.

Fase de Posicionamento da Unidade de Perfuração

Posicionamento da Unidade de Perfuração Transporte de resíduos Atividade Rotineira da

Unidade de Perfuração

Geração de efluentes domésticos – são gerados esgotos sanitários, água servida e resíduos alimentares. Os esgotos sanitários e águas servidas passam por tratamento químico e o efluente é lançado ao mar. Os resíduos alimentares são triturados e lançados ao mar.

Geração de resíduos oleosos –passam por separador água/óleo. A água limpa (<15ppm) é lançada ao mar.

Geração de resíduos sólidos –encaminhados para terra - aterro, incineração, recuperação, co-processamento ou reciclagem. Emissão de gases – decorrente do funcionamento de máquinas e motores

Transporte de resíduos

Fase de Perfuração do Poço

Atividade Rotineira da Unidade de Perfuração

Idem a Fase de Posicionamento

Perfuração do Poço Geração de cascalho e deposição ao redor da cabeça do poço – decorrente da Perfuração das duas primeiras fases

Geração da mistura cascalho/fluido – essa mistura passará por tratamento de lavagem que terá como resultado a geração de cascalho com pequeno percentual de fluido aderido (fluido base-sintética) – esta será lançada no mar, da unidade de perfuração.

Transporte de resíduos

Fase de Desativação da Unidade

Atividade Rotineira da Unidade de Perfuração

Idem a Fase de Posicionamento

Desativação da Atividade Transporte de resíduos

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A seguir encontra-se descrição sumária de três casos analisados, com observações e sugestões feitas com base no aprendizado adquirido ao longo do desenvolvimento desta dissertação.

5.1. - CASO #1 (Dados ANEXO 4)

Atividade de perfuração marítima dos poços 9-SHEL-19D-RJS (poço piloto) e 3-SHEL-20HP-RJS (POÇO HORIZONTAL) no bloco BS-4, bacia de Santos realizado pela empresa Shell Brasil Ltda. - LPper n 066/2006 – navio sonda deepwater navigator NS-23 de 12 de junho à 27 de agosto de 2006 (incluindo desmobilização). Base de apoio VOL (Vitória Offshore Logistics) em Vila Velha/ES e Gerenciamento de resíduo feito pela Vitoria Ambiental. Com exceção dos efluentes tratados e lançados ao mar, além dos resíduos alimentares e fluidos/cascalhos, os demais resíduos gerados na plataforma e embarcações de apoio foram transportados até a base de apoio em terra (VOL).

Estes resultados foram obtidos por meio do “Relatório de Implementação do Projeto de Controle da Poluição da Atividade de Perfuração Marítima” elaborado por empresa de consultoria ambiental e enviado pela empresa operadora, pois na época de sua emissão ainda não existia a exigência de prestação de informações do PCP por meios das tabelas prescritas, desde a versão da NT 08/08 e mantida pela versão atualmente vigente NT 01/11.

O relatório fornecia metas do projeto de maneira genérica:

1) Assegurar que resíduos não sejam incinerados a bordo da unidade de perfuração;

2) Segregar 100 % dos principais resíduos gerados a bordo da plataforma, em função da categoria do mesmo;

3) Tratar 100% do efluente sanitário gerado, realizando o seu descarte no mar dentro dos limites regulamentados pela legislação brasileira e acordos internacionais;

4) Tratar 100% do efluente oleoso gerado, realizando o seu descarte no mar dentro dos limites regulamentados pela legislação brasileira e acordos internacionais; PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0913881/CA

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5) Assegurar o pleno funcionamento dos motores, e do flare em caso de teste de poço, para máxima eficiência de queima, visando-se minimizar as emissões de gases poluentes para a atmosfera assim como o consumo de óleo diesel marítimo;

6) Dispor adequadamente 100 % do fluido de perfuração/cascalho utilizado nas zonas de interesse, dentro dos padrões aprovados pelo IBAMA segundo as boas práticas;

7) Dispor adequadamente 100% dos resíduos recicláveis e reutilizáveis gerados na atividade;

8) Promover destinação adequada para 100% dos resíduos não recicláveis gerados durante a atividade;

9) Promover destinação adequada para 100% dos resíduos perigosos gerados durante a atividade; e

10) Rastrear 100 % dos resíduos gerados, desde a geração até a destinação final.

Como indicadores de desempenho a empresa definiu:

1)% dos resíduos segregados a bordo, mediante análise de documentação de registro de não conformidade emitido pela base de apoio quando da chegada dos resíduos na base.;

2) % de efluente sanitário tratado adequadamente antes do seu descarte no mar;

3) % de efluente oleoso tratado adequadamente antes do seu descarte no mar;

4) % de inspeções e manutenções realizadas em relação ao previsto ;

5) % do fluido de perfuração disposto adequadamente em função do resultado do teste de verificação de óleo livre;

6) % dos resíduos destinados para reciclagem e reutilização de acordo com certificado de destinação final;

7) % dos resíduos não recicláveis destinados adequadamente de acordo com certificado de destinação final;

8) % dos resíduos perigosos destinados adequadamente de acordo com certificado de destinação final;

9) % dos resíduos gerados efetivamente rastreáveis de acordo com as fichas de controle preenchidas pelas embarcações e base de apoio

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Observou-se que um dos benefícios deste modelo de apresentação é a riqueza dos detalhes, mas por outro lado este modelo não permite fácil interpretações dos dados para uma possível análise comparativa com o quantitativo de resíduo gerado na perfuração de outros poços de exploração perfurados por outras empresas.

Este caso é anterior à publicação das NT 08/08 e NT01/11, que apresentam como modelo o foco na gestão. Desta forma o modelo adotado na época, não disponibilizava as informações relacionadas aos resíduos sólidos transportados para a terra. No entanto o quantitativo de emissões atmosféricas, efluentes líquidos, fluidos de perfuração e cascalhos gerados foram reportados.

A versão atual da nota técnica para o tema, conforme citado anteriormente, não mais exige reporte de fluidos, cascalhos e emissões.

As emissões atmosféricas foram quantificadas proporcionalmente ao período de funcionamento de seus moto-geradores, com estimativas calculadas assumindo 100% da potência instalada na unidade marítima, o que demonstra a dificuldade de comparação entre resultados de diferentes empresas, até mesmo devido condições e vida útil dos equipamentos. Estas diferenças podem ser relacionadas por exemplo à cálculos baseados em percentual distintos de potência instalada, diferentes tipos de moto-geradores e até mesmo devido à eficiência do programa de manutenção da empresa que implicam nas emissões atmosféricas.

Os efluentes líquidos gerados pela unidade de perfuração e pelas embarcações e descartados no mar foram os efluentes sanitários e efluentes do SAO. O esgoto sanitário gerado pela tripulação da unidade de perfuração foi tratado, antes do seu descarte, na Unidade de Tratamento de Esgoto (UTE). Os efluentes oleosos, águas captadas pelo sistema de drenagem presente em áreas potencialmente contaminadas com óleo, provenientes da unidade de perfuração, foram atendidos por um tanque pulmão e tratados por um SAO.

5.2. - CASO #2 (Dados ANEXO 5)

Atividade de Perfuração Marítima do poço 1-SCS-12 no Bloco BM-S-12 (Out/2004 – Jan/2005) na Bacia de Santos- Unidade de Perfuração ALLASKAN STAR-SS-39, operado pela empresa Petróleo Brasileiro S/A - Petrobras. Relatório de avaliação da implementação do PCP, elaborado com

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base nas diretrizes estabeleicdas em Parecer Técnico ELPN/IBAMA n 092/2004 em atendimento a condicionantes específica 2.4 da Licença Prévia de Perfuração n49/2004.

Da mesma maneira que no caso exposto anteriormente, as informações em questão foram prestadas através de relatório de avaliação da implementação do PCP, elaborado com base nas diretrizes estabelecidas no parecer técnico e em atendimento a condicionantes da LPper. Na época da emissão do relatório, também como no caso anterior, ainda não existia exigência de prestação de informações do PCP por meios das tabelas prescritas tanto pela NT 08/08 como pela a atualmente vigente NT 01/11. Assim como o caso anterior, o benefício deste modelo de apresentação é a riqueza dos detalhes mas que por outro lado não facilitam a interpretações dos dados, nem uma análise comparativa.

O relatório também fornecia metas do projeto mas de maneira genérica: 1) Segregar e encaminhar para a reciclagem 100% dos resíduos de papel e papelão, vidro, metal e plástico;

2) Coletar, armazenar, proceder o tratamento e disposição adequada de 100% dos resíduos sólidos e efluentes

3) Instalar 100% dos coletores previstos, com cores definidas de acordo com a legislação.

Como indicadores de desempenho a empresa definiu: 1)% de resíduos classe I, II e III gerados a bordo da unidade; 2)% de resíduos destinados adequadamente;

3)% de resíduos recicláveis segregados e encaminhados para a reciclagem 4)% de coletores instalados, acompanhados de sinalização adequada.

Neste relatório foram descritas ações de redução de emissões atmosféricas nos mesmos moldes do apresentado no caso #1. Existe também referência sobre redução de consumo de energia e recursos naturais.

O relatório foi feito no período de vigência da antiga NBR 10.004:1987 e cita que em relação aos resíduos sólidos, processos geradores já estavam sendo realizados de tal maneira que não haveriam outras possíveis formas de redução. Nesta época também se reportava o volume de fluidos utilizado por fase do poço.

Os casos #1 e #2, respectivamente de 2006 e 2004, já sugerem a aplicação do conceito de hierarquia de resíduos destas empresas pelo simples conteúdo

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adotado como metas e indicadores, que se apresentaram de maneira genérica e pouco conclusivos. Por outro lado, estes dois casos demonstram evolução do órgão ambiental no que se refere à apresentação de resultados do gerenciamento de resíduos efluentes e emissões.

De acordo com a consulta ao acervo CGPEG/IBAMA, observou-se que em 2004, os relatórios ainda não eram padronizados dificultando ainda mais uma análise comparativa. Na época as informações eram prestadas através de Fichas de Controle e Disposição de Resíduos (FCDR). Não parecia também haver nenhum tipo de incentivo ao reuso no estabelecimento de metas.

No caso #2, não houve implementação de nenhum projeto específico para controle de emissões atmosféricas, uma vez que a empresa considerou que a atividade ocorreu em um período considerado como curto, com emissões unicamente provenientes de motores da unidade, na época baseada pela resolução CONAMA 03/1990, ainda em vigor.

O conteúdo dos relatórios dos casos #1 e #2, com relação aos parâmetros de emisssão atmosférica, ilustra o aspecto negativo da falta de padrão para reporte na período contemplado neste estudo de caso. No caso #1, houve estimativa de emissão, mesmo que tenha sido de maneira genérica com base nos moto-geradores. No caso #2 a mesma situação foi interpretada como não representativa, caracterizando a falta de uniformidade na prestação de informação.

No caso #2, os efluentes foram tratados e dispostos em conformidade com as normas e padrões vigentes na época.

Figura 31 - Volume de Efluentes gerados por mês (m3) - Caso #2 (Perfuração operada pela Petrobras em 2004). PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0913881/CA

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Tabela 11 - Dados - Caso #2 (Perfuração operada pela Petrobras em 2004).

Resíduos Sólidos Classif. NBR Forma de Armazenamento Temporário Forma de Tratamento / Disposição Quantidade Gerada (kg) 10.004 /1987

out/04 nov/04 dez/04 jan/05 total

Resíduos sólidos não contaminados

II Containers Aterro 690 1320 0 0 2010

Madeira III Containers

Co-processamento 600 0 0 0 600 Óleo lubrificante usado ou queimado** I Tambores Re-refino 0 0 4500 2500 7000

Papel e Papelão III Containers Reciclagem 154 353 623 514 1644 Resíduos Sólidos contaminados com óleo I Tambores Aterro 440 6780 2530 4580 14330 Resíduo Químico Proveniente de laboratório I Tambores Aterro 0 0 2970 0 2970

Sucata Ferrosa III Containers Reciclagem 8800 2670 1810 2440 15720

Vidros III Tambores Reciclagem 0 137 133 126 396

Baterias Industriais I Containers Aterro 0 0 0 20 20 Resíduos Oleosos** I Tambores Re-refino 0 5500 0 0 5500 Embalagens Metálicas

III Containers Reciclagem 10,25 211 199 110 530,25 Embalagens

Plásticas

III Containers Reciclagem 122 612 543 1029 2306

5.3. - CASO #3 (Dados ANEXO 6)

O PCP referente ao ano-base 2010, com planilhas de registro do gerenciamento de resíduos e efluentes de unidade marítima e embarcação em em atividade na Bacia de Sergipe-Alagoas. UN-SEAL/2009 com desembarque no Terminal Marítimo Inácio Barbosa – TMIB em Barra dos Coqueiros litoral Sergipano à 15km da capital, operado pela empresa Petróleo Brasileiro S/A - Petrobras em atendimento à Nota Técnica n 08/08 – Processo IBAMA 02022.001212-05. Atividade de Perfuração Marítima no bloco SEAL-100 (Região 6) pela FPSO Sevan Piranema 01/01/2010 a 31/12/2010.

Dentre os casos analisados este foi o mais recente. O PCP do caso em questão continha em sua folha de rosto, considerações técnicas referentes à efluentes líquidos, citando inclusive a utilização de uma análise amostral em certa característica. Este é um indicativo de que a NT08/08, não esclarecia todas as peculiaridades do gerenciamento de resíduos. Percebe-se que o IBAMA ao revisar a NT referenciada neste estudo através da publicação da NT 01/11, buscou um

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melhor alinhamento destes reportes do PCP. A publicação da NT01/11, promoveu uma alteração das características do PCP, visando a adoção de um modelo mais voltado à gestão. Os principais marcos delimitados nas NT 08/08 e posteriromente pela NT01/11 foram: a) Diretrizes definidas pelo órgão ambiental, implementadas pelas empresas por meio de documento com “Texto padrão”; b) adoção de metas progressivas de redução de geração de resíduos e de disposição final; c) estabelecimento de um modelo padronizado de relatórios e d) regionalização da costa brasileira para fins de encaminhamento das informações. No entanto, ainda existe um questionamento da indústria sobre a necessidade de maior detalhamento de alguns itens requeridos na NT 01/11, que permitam que as empresas, sejam de pequeno, médio ou grande porte, tenham o mesmo grau de compreensão para se evitar diferentes interpretações garantindo a uniformidade das informações para uma análise comparativa das empresas e seus gerenciamentos de resíduos. Um maior detalhamento do que é prescrito pela nota técnica, garante a padronização das informações prestadas e o atendimento às expectativas do órgão regulador, onde questiona-se por exemplo a interpretação de “precisão” e o preciosismo da informação até mesmo devido a instabilidade de unidades marítimas, uma vez que o equipamento interpretado por uma empresa como preciso pode divergir do esperado pelo órgão regulador, dificultando a comparação com valores definidos por outro equipamento de uma outra empresa.

A análise dos resíduos sólidos do caso #3 (ilustrados através da figura 32), identificou que um percentual representativo de material foi direcionado para reciclagem, assim como para disposição final em aterros sanitários, que não se apresenta como prioridade na hierarquia de resíduos.

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Figura 33 - Principais formas de disposição de resíduos classe I nos empreendimentos de E&P de O&G offshore em 2009. Fonte: NT 07/11. IBAMA.

Com relação aos resíduos classe IIA, a NT destacou um padrão semelhante nas regiões três e quatro, onde predominaram em 2009 o aterro industrial, reuso, reciclagem e aterro sanitário como principais formas de destinação dos resíduos gerados. Nas regiões dois e nove, o co-processamento foi utilizado em maiores proporções para resíduos desta classe, em comparação com as demais regiões. Nas regiões seis, sete e nove o aterro sanitário correspondeu à principal forma de destinação final, enquanto que na região dez não foi evidenciada tal destinação.

Figura 34 - Principais formas de disposição de resíduos classe IIA nos empreendimentos de E&P de O&G offshore em 2009. Fonte: NT 07/11. IBAMA.

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Com relação aos resíduos classe IIB, o padrão geral indica a reciclagem como principal destinação final adotada.

Figura 35 - Principais formas de disposição de resíduos classe IIB nos empreendimentos de E&P de O&G offshore em 2009. Fonte; NT 07/11. IBAMA.

Figura 36 - Espacialização dos quantitativos totais de resíduos gerados segundo nos empreendimentos de E&P de O&G offshore em 2009. Fonte: NT 07/11. IBAMA.

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As análises do Relatório de Considerações sobre a implementação do Projeto e da Tabela ilustrada no anexo 10 (QUANTITATIVOS DE RESÍDUOS GERADOS E DESEMBARCADOS) do caso #3 demonstram que as metas foram atingidas e que não foram desembarcados neste período de atividades os resíduos oleosos, resíduo infecto-contagiosos e produtos químicos, já que os mesmos só são desembarcados/descartados quando se atinge uma quantidade mínima para viabilidade econômica. A falta de metas razoáveis interfere no uso do CCV para melhor gerenciamento e consequentemente sustentabilidade da operação.

Os resíduos alimentares foram triturados e lançados ao mar e os resíduos não passíveis de reciclagem foram descartados como lixo comum.

Tabela 12 - Metas e Destinação - Caso #3 (Perfuração operada pela Petrobras em 2010).

Resíduo Meta para

Disposição final Destinação Final Distância km Estados onde transitou # Viagens Resíduos oleosos Re-refino Aterro

industrial

Resíduos contaminados

Aterro industrial Re-refino Aterro industrial

40/280 SE/AL-SE

Tambor contaminado Aterro industrial Aterro industrial

280 SE/AL 4

Lâmpada fluorescente Reciclagem Reciclagem 1600 SE/BA/MG 1

Pilha e bateria Devolução ao fabricante Devolução ao fabricante 30 SE 2 Resíduo infecto-contagioso Aterro industrial Cartucho de impressão Devolução ao fabricante Madeira não contaminada Reciclagem Reciclagem 40 SE 6 Vidro não contaminado Reciclagem Reciclagem 40 SE 2 Plástico não contaminado Reciclagem Reciclagem 40 SE 14 Papel/papelão não contaminado Reciclagem Reciclagem 40 SE 14 Metal não contaminado Reciclagem Reciclagem 70 SE 10 Tambor não contaminado Reciclagem

Lata de alumínio Reciclagem Reciclagem 40 SE 2

Resíduos não passíveis de reciclagem Aterro industrial Borracha não contaminada Reciclagem

Produtos Químicos Aterro industrial Descontaminação

Lixo Comum Aterro industrial Aterro Industrial

280 SE/AL 12

Os cartuchos de impressão desembarcaram como material devido exigências contratuais específicas da empresa. Tambor/Bombona contaminadas utilizados

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para Não tratad conta MAR regiã sua g estad todo para arma arma opera veze econ tratam Figura (Perfu regiõ regis desti sanit R T L P M V P P M L L transportar houve de do/utilizado aminada. A tabela R), reflete a ão, uma vez geração em do da Bahia país teve q o transporte Imagina-s azenamento azenamento acionais e d s (casos de nômica dev mento e dis a 37 - Tipos uração operad A NT 07/ ões do país strou em 2 nação de re tário corresp Resíduos contamin Tambor contamina Lâmpada fluoresce Pilha e bateria Madeira não conta Vidro não contami Plástico não conta Papel/papelão não Metal não contami Lata de alumínio Lixo Comum r/armazenar escarte de o pela própr do PCP do a precarieda z que lâmpa Sergipe até . O metal m que percorre e terrestre d e que a f temporár temporári de logística e lâmpadas vido a quan posição fin de resíduos s da pela Petrobr /11 corrobo s e descrev 2009 a ma esíduos per pondeu à pr nados ado ente aminada nado aminado o contaminado nado produtos q lodo resi ria UTE. Ta o caso #3, ade de infra adas fluores é sua dispo mesmo para er 70km, se de todos este falta de in rio. Verifi io em algu no agendam fluorescent ntidade ge al no país. ólidos gerado ras em 2010). ora para a ve que na r aior utilizaç rigosos e e rincipal form 32% 0% 1 químicos nã idual para ambém não ilustrada n estrutura pa scentes perc sição final reciclagem em contar o e montante nfraestrutra icou-se qu uns casos mento e na d tes e bateria rada versu os nas atividad precariedad região sete ção de ate que nas re ma de destin 5% 5% ão foram ge terra, poi o houve ger no anexo 1 ara gerencia correram ce em Minas G m que geralm o número d de resíduo. sobrecarre ue não é se prolong destinação d as) até mes s disponib des de perfur de de infrae (Bacia de erro indust egiões seis, nação final. 28% 4 14% eradas nesta is todo o ração de bo 11 (DESCA amento de r erca de 1600 Gerais, pass mente é enco de viagens n egue o pr é incomum gue por di dos resíduo smo para v ilidade de ração marítim estrutura em Sergipe e trial como sete e nov 0% 4% 0% 111 a atividade. lodo foi orracha não ARTE NO resíduos na 0km desde sando pelo ontrado em necessárias rocesso de m que o ificuldades os, algumas iabilização locais de a - Caso #3 m algumas Alagoas), forma de ve o aterro 1% 1% PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0913881/CA

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A NT 07/11, também mapeou os portos, terminais marítimos e demais locais utilizados no desembarque de resíduos sólidos gerados por atividades relacionadas NBR a E&P de O&G, como pode ser observado no anexo 13. Com base nestas informações foi possível identificar que a absoluta maioria dos resíduos são desembarcados nos portos localizados na região sudeste, com destaque para os portos e terminais do estado do Rio de janeiro, localizados dentro da Baía da Guanabara (municípios do Rio de Janeiro e Niterói) e em Macaé, um outro indicativo de necessidade de melhoria para o crescimento destas atividades advindos de possíveis concessões da esperada 11 rodada de licitação de blocos exploratórios da ANP, localizados na margem equatorial brasileira (bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar), fora da região sudeste.

Grande parte dos resíduos sólidos, são os mesmos gerados nas áreas urbanas, o que demonstra e confirma a importância da Lei nº 12.305/2010 e os planos nacionais/regionais de resíduos sólidos.

No caso das emissões atmosféricas, não foram encontradas menções em nenhum dos 3 casos analisados de informações importantes para um inventário de emissões atmosféricas (tipologia das fontes, caracterização dos poluentes emitidos, quantificação em massa/tempo, metodologia padronizada pelo órgão ambiental e etc) e é grande a expectativa da indústria em relação ao conteúdo da publicação específica sobre o tema mencionada pelo órgão ambiental na NT 01/11.

Vale ratificar que ainda não foram disponibilizadas no acervo público os relatórios regidos pela NT 01/11 e portanto neste trabalho não foi analisado nenhum caso regido pela versão da NT 01/11 vigente.

A NT 07/11 em suas considerações gerais, descreve que as informações tratadas neste documento referem-se ao primeiro ano de aplicação de um novo modelo para os relatórios de implementação dos PCPs dos empreendimentos licenciados, definido previamente como um período de transição. Neste contexto, o orgão confirma que já eram esperadas lacunas ou inconsistências nos dados apresentados pelas empresas, as quais foram observadas nos pareceres técnicos que analisaram cada relatório, corrobarando para o atual caráter individualizado do processo de licenciamento ambiental no Brasil. No estudos de casos, estas lacunas ou inconsistências foram confirmadas através da dificuldade encontrada

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para uma análise comparativa da geração de resíduos sólidos, efluentes líquidos e emissões atmosféricas em diferentes poços, localidades e tempo de prospecção, devido a especificidade dos PCP na perfuração pelas unidades marítimas.

O PCP, conforme anteriormente exposto, faz parte do estudo ambiental exigido como parte do processo de licenciamento para perfuração de poços em determinada região, em um país com grande diversidade de regiões e com características técnicas bem específicas, que inclusive interfere na duração da atividade.

No caso de poço pioneiro, sem declaração de comercialidade, tivemos exemplos de operações de 3 a 4 meses, como também tivemos exemplos de operações de mais de um ano de duração, mas que devido a exigências do órgão ambiental, tiveram seu reporte em caráter anual, não totalizando o número total de resíduo efetivamente gerado pelo poço em toda sua vida útil.

O conteúdo, não só do TR, como do estudo ambiental em si e suas condicionantes são bem distintos e por não estarem disponíveis em meio eletrônico, dificultam ainda mais a análise comparativa desta que seria uma ferramenta eficiente de abordagem analítica de ciclo de vida.

A tabela 13 foi desenvolvida com o propósito de demonstrar proporcionalidade entre as operações e tempo de duração, mas conforme citado anteriormente os casos estudados refletem operações em épocas distintas, de forma que muitos dos itens não foram encontrados nos três objetos de análise. Tabela 13 - Tabela comparativa dos PCPs dos 3 casos analisados.

Caso / Duração (meses)  #1 - 2,5m #2 - 4m #3 -12m Ano da Operação 2006 2004/2005 2010

Resíduos sólidos não contaminados 2010 27060

Madeira não contaminada 600 3530

Óleo lubrificante usado ou queimado** 7000

Papel e Papelão 1644 5060

Resíduos Sólidos contaminados com óleo

14330

Resíduo Químico Proveniente de laboratório

2970

Sucata Ferrosa 15720

Vidros não contaminado 396 200

Baterias Industriais - Pilhas e Bateria 20 600

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Caso / Duração (meses)  #1 - 2,5m #2 - 4m #3 -12m

Ano da Operação 2006 2004/2005 2010

Resíduos Oleosos** 5500

Embalagens Metálicas - Metal não contaminado

530,25 30620

Embalagens Plásticas - Plástico não contaminado

2306 13600

Tambor contaminado 887

Lâmpada fluorescente 60

Efluentes sanitários e águas servidas 770 550 884

Efluentes Oleosos 4,87 25 107

Resíduos Alimentares 5889 33021

Lama e Cascalho 3406 7334 não reportados

Emissões Atmosféricas reportados não reportados não reportados

Na análise das metas apresentadas no anexo 12 (METAS DE DISPOSIÇÃO FINAL) do PCP do caso de estudo mais recente (#3), não foi possível observar a existência de algum tipo de treinamento de educação ambiental da força de trabalho da unidade marítima que abordasse a importância da redução do consumo para preservação de recursos naturais e/ou informações básicas sobre segregação, hierarquia de resíduos e técnicas de tratamento e disposição final que reduzisse os impactos ao meio ambiente.

A segregação, provavelmente por ser simples, infelizmente parece ter sua relevância menosprezada no processo do gerenciamento de resíduos das empresas. Um foco nesta fase possibilitaria o controle específico de cada tipo de resíduo, permitindo a adoção das melhores alternativas ambientais para armazenagem, transporte e disposição final desde o início do processo (na fase de projeto), uma vez que a a coleta seletiva visa separar e armazenar os resíduos de forma que não se misturem ou que não percam suas características, para não inviabilizar a reutilização/reciclagem.

Os profissionais com interface neste processo, devem estar capacitados a desempenhar suas atividades de maneira que o resíduo seja corretamente controlado e classificado, anteriormente ao seu envio à base operacional ou de seu tratamento para posterior descarte em mar. Neste caso também é de suma importância que os registros sejam bem feitos. São etapas que permitirão a definição de alternativas ambientalmente corretas para cada tipo de resíduo gerado e adoção de medidas para a redução de volumes gerados já que a partir da

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segregação os resíduos são coletados e armazenados de forma a não se misturarem aumentando a qualidade dos resíduos passíveis de reutilização/reciclagem.

Os resíduos em sua maioria nos três casos descritos, foram dispostos em recipientes adequados como bolsas plásticas, caixas de madeira/papelão, tambores plásticos e metálicos, containers metálicos, fechados e selados, identificados com o volume, instruções de segurança e de acordo com código de cores em antedimento ao padrão de cores estabelecido na Resolução CONAMA 275/01.

O conceito do ciclo de vida deixa mais claro que os fatores pessoais e de trabalho devem ser considerados no gerenciamento de resíduos para maior qualidade do PCP.

A falta de qualidade na prestação do suporte administrativo possivelmente é o fator preponderante nos seguintes pontos:

1)incorreto preenchimento de manifestos e verificação de entrada e saída de resíduos que dificulta a rastreabilidade do resíduo e demora no recebimento da 4 via Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR) INEA e CDF nas operadoras, geradoras do resíduo;

2)falta de controle de documentação. Observou-se que não existe uma rotina para o planilhamento de informações tais quais distâncias percorridas pelo resíduo e o número de viagens, melhor itinerário a ser percorrido também observou-se dificuldade de disponibilização e atualização de vigência de licenças de operação/protocolos, cartas de comprometimento e contratos;

3)Inspeção para verificação de condições de veículo para acondicionamento adequado do resíduo, checagem de documentação, dentre outros);

4)ineficiência da logística e a comunição entre as partes durante transporte e recebimento dos resíduos para monitoramento da capacidade disponível de recebimento de resíduos das empresas cadastradas no RCA para maior eficiência no transporte.

Durante a fase de pesquisa bibliográfica identificou-se que o curso de técnico ambiental, mesmo que ainda não regulamentado, é oferecido pelo Plano Nacional de Qualificação Profissional – PNQP do PROMINP e já seria um ponto de partida para contratação de profissionais melhor preparados para atuar no tema. O PROMINP estabelece como atribuições para o cargo atividade relacionadas ao tema desta dissertação, execução e participação em programa de controle de

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poluição, monitoramento e coleta de resíduos, efluentes e emissões atmosféricas e participação em processos de licenciamento e autorizações ambientais.

5.4.- PONTOS RELEVANTES DAS ENTREVISTAS COM OS PROFISSIONAIS DO SETOR

5.4.1. MONITORAMENTO

Durante o estudo dos casos observou-se que um dos benefícios da utilização do conceito de ciclo de vida é o melhor entendimento da importância do inventário dos resíduos gerados no processo de licenciamento ambiental e para o desenvolvimento sustentável.

Este inventário significa o monitoramente e registro da quantidade e emissões, efluentes e resíduos, que permite então a avaliação da qualidade do gerenciamento desta quantidade, com o objetivo de ter informações suficiente para tornar este gerenciamento mais eficiente, protegendo assim a saúde humana e o meio ambiente.

Este inventário são os indicadores de sustentabilidade dos resíduos gerados nas atividades de perfuração em território brasileiro. Assim como os indicadores internacionalmente reconhecidos, eles são ferramentas úteis ao órgão regulador na identificação de como operações das empresas operadoras pode ser melhoradas para o alinhamento com o conceito da hierarquia de resíduos e na identificação das práticas das empresas que por serem eficientes devem ser adotadas pelas outras em prol da sustentabilidade.

O órgão regulador teria um contínuo processo de aperfeiçoamentos das operações da indústria, alimentados pelos resultados apresentados nos relatórios de PCP que podem ser exigidos como parte do processo de licenciamento e suas respectivas condicionantes.

Do ponto de vista das operadoras ressalta-se a importância da documentação prescrito na NT 01/11 para controle do transporte e destinação de seus resíduos em atendimento aos documentos solicitados pelos órgão ambientais e legais (fichas de controle e manifesto de transporte de resíduos), uma vez que a empresa

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operadora tem responsabilidade final pelo planejamento, programação e implementação do PCP, incluindo custos e contratação de terceiros.

A rastreabilidade dos resíduos feita através dos manifestos, que são os instrumentos de controle que mediante o uso de formulário próprio, permitem conhecimento e controle da forma de destinação dada pelo gerador, transportador e receptor de resíduos. No caso do Estado do Rio de Janeiro a crítica vai para as informações de transportadores e receptores de resíduos industriais vinculadas ao Sistema de Licenciamento Ambiental disponíveis no site do INEA, ambos em construção sem informações para os usuários.

Observou-se também que o conceito do ciclo de vida permite que as empresas tenham claro entendimento de que é necessário monitoramento da existência e vigência das licenças específicas por parte dos prestadores de serviço. Por exemplo, aterros sanitários municipais (que recebem resíduos domésticos) precisam ter licença de operação vigente, junto ao órgão ambiental, onde esteja discriminado que este passa a ser considerado um “Aterro Industrial Classe IIA e IIB” para receber tais resíduos, uma vez que utilização inadequada de aterros sem licença faz com que tanto o gerador e o receptor cometam crime ambiental.

5.4.2. CONSULTORIA 5.4.2.1. AUDITORIAS

A auditoria ambiental é um instrumento utilizado pelas empresas para auxiliá-las a controlar o atendimento à políticas, práticas, procedimentos e/ou requistos estipulados para prevenção da saúde humana e do meio ambiente. Durante o processo de entrevistas observou-se que muitas empresas já durante as suas operações, identificaram dificuldade na observância das legislações por parte das empresas prestadoras de serviço e por isso contrataram empresas de consultoria para auditarem tais empresas, de modo a fornecer um panorama dos prestadores de serviço na região, (pré-listadas no RCA) para a garantia da escolha das melhores opções oferecidas pelo mercado. Observa-se que os resultados destas auditoria, ficam restristas as empresas que contrataram os serviços. A publicação destes resultados forneceria aos órgão ambientais e à sociedade informações relativas ao desempenho ambiental das prestadoras de serviço, auxiliando os órgão de controle ambiental no exercício de suas atribuições, sem

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eliminar a possibilidade destes exercerem a fiscalização e inspeção à empresa, além de estimular maior qualidade na prestação de serviços entre as concorrentes. Atualmente existem normas ISO que descrevem parâmetros de rotulagem ambiental (eco-labels) para produtos com padronização do ciclo de vida. Talvez exista a possibilidade de algo similar como uma “eco certificação” do gerenciamento dos resíduos das empresas de perfuração marítima a ser vislumbrado pelo órgão regulador, com base nestas análises de atingimento das metas prescritas no PCP, que geraria uma competitividade sustentável na indústria petrolífera.

5.4.3. METAS (GERAÇÃO / DESTINAÇÃO):

A NT 01/11, mesmo recente, ainda carece de esclarecimentos em alguns tópicos que dificultam o entendimento da indústria em temas de suma importância, como por exemplo nas metas estipuladas por cada uma das empresas e seus indicadores que comprovem que as metas foram atingidas. Estas metas poderiam servir como base para exigência de padrão minímo entre as empresas para uma melhoria contínua e reconhecimento das empresas que tenham desempenho excepcional.

Geralmente as empresas operadoras contratam serviços de empresas de consultoria ambiental para a implementação e acompanhamento da cadeia de geração, tratamento/disposição dos efluentes líquidos e resíduos sólidos gerados durante a operação, com foco nas metas acordadas junto ao órgão ambiental.

Estas empresas de consultoria, geralmente através de visitas periódicas à unidade de perfuração, as embarcações e à base de apoio, recolhem as informacões geradas, verificam o funcionamento de todos os procedimentos implementados e sugerem adequações quando necessário. As empresas de consultoria ambiental também auxiliam na promoção do inter relacionamento do PCP com os projetos de treinamento ambiental através de reuniões ou apresentações relativas ao funcionamento da cadeia de destinação de resíduos, incluindo a importância da segregação e da identificação adequada dos resíduos para uma gestão eficiente e elaboração de manifestos. A maioria dos resíduos oriundos da perfuração marítima, tem opção de destinação mais sustentável do que uma simples disposição em aterros.

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Neste quesito a OGP (2009) oferece uma referência para opções de gerenciamento de resíduos específicos das atividades de E&P, conforme anexo 8.

Existe uma complexidade do arcabouço legal que seria facilitado se houvesse uma Instrução Técnica para este tipo de atividade que fizesse referências para todas as legislações aplicáveis ao gerenciamento de resíduos, introduzindo através de NBR o CCV no processo. Esta instrução seria de grande valia não só para os operadores, mas como também para que os órgãos reguladores antes de publicações ou revisões de ferramentas legais que tenham influência nas atividades de perfuração marítima.

Muitas empresas contratam serviços de consultoria ambiental para garantir conformidade com toda legislação vigente inclusive para gerenciamento de resíduos. No caso de outros resíduos como a madeira, os tambores e as bombonas a destinação final que vem sendo adotada no gerenciamento dos resíduos da atividade é a reciclagem, ou melhor, a recuperação, já que a reciclagem é caracterizada quando um determinado material é reintroduzido em um processo industrial e, na maioria das vezes, o que acontece com esses materiais é um simples beneficiamento e a revenda dos mesmos. Entende-se como beneficiamento, no caso dos tambores e das bombonas, o processo de descontaminação e a posterior reforma dos mesmos. Quando se trata de outros resíduos como papel, plástico, vidro, sucata metálica, óleo vegetal, pilhas e baterias, a nomenclatura adequada para a destinação dada a esses resíduos é mesmo a reciclagem. Com a exceção destes dois últimos resíduos, a fundamentação legal para seu envio para reciclagem veio muito recentemente através da Lei 12.305/10). As pilhas e baterias são alvo da Resolução CONAMA Nº 401/2008 que estabelece os limites máximos de chumbo, cádmio e mercúrio e os critérios e padrões para o gerenciamento ambiental adequado das pilhas e baterias que passam pelo processo de reciclagem e reprocessamento para a produção de sais e óxidos metálicos alongando ao máximo o ciclo de vida de vários produtos que estariam sendo lançados diariamente no meio ambiente.

Durante as entrevistas com profissionais de grandes empresas foi reportado que algumas até se utilizam de campanhas de recolhimento promovidade por outras empresas (ex. Programa Papa Pilhas desenvolvido pelo Banco Real, atualmente Santander, que recebe basicamente as pilhas alcalinas e baterias de telefones celulares) para reciclagem das suas baterias devido a complexidade do

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processo de envio, pois as opções de reciclagem/reprocessamento são poucas e muitas vezes distante da base de apoio. Após o reprocessamento das pilhas e baterias com outros resíduos tecnológicos, produzem-se os sais e os óxidos metálicos que serão vendidos para indústrias de colorifício cerâmico; cerâmicas e refratários; químicas; tintas; além de outros produtos para metalurgia, galvanoplastia, pirotecnia e fundição. A finalidade da reciclagem do papel, do plástico, do vidro e das sucatas metálicas já é tradicionalmente conhecida, com utilização desses materiais para a produção de novos produtos desse mesmo material. A reciclagem do óleo vegetal costuma atender a demanda das indústrias de sabão por glicerina e das fabricantes de combustíveis para empregarem no processo produtivo do biodiesel.

Tabela 14 - Metas e ações sugeridas para PCPs de exploração offshore. Fonte: Workshop realizado pela empresa AECOM.

Expectativas Tipos de Resíduos Exemplos de Ações Redução Lodo residual do esgoto

tratado

Realizar manutenção na UTE Resíduo alimentar

desembarcado

Equipamentos adequados para trituração de todos os resíduos (ossos, cascas e outros). Manutenção preventiva.

Resíduos não passíveis de reciclagem

Substituir descartáveis por vidro e metal. Segregar embalagens Tetra Pak. Otimizar a segregação de resíduos.

Resíduos contaminados Otimizar a segregação de resíduos. Substituir trapos por toalha industrial.

Resíduo infecto-contagioso Treinamentos para reduzir os acidentes. Medicamentos vencidos.

Madeira não contaminada Aprimoramento dos processos de logística (aquisição, armazenamento e transporte). Utilizar pallets de plástico. Reutilização de

pallets sempre que possível.

Redução Tambores e bombonas

contaminados

Avaliar possibilidades de substituir bombonas por tanques retornáveis. Reutilizar sempre que possível.

Lâmpadas Fluorescentes Realizar manutenção adequada do sistema elétrico. Devolução ao fabricante. Armazenamento adequado (na embalagem original).

Pilha e bateria Utilizar baterias recarregáveis, sempre que possível. Devolução ao fabricante. Avaliar frequência de troca. Substituir fonte energética, sempre que possível.

Tipos de Resíduos Exemplos de Ações

Metal não contaminado Reutilizar sempre que possível.

Aumento /

Redução Plástico não contaminado Instalar máquinas de bebidas. Substituir copos plásticos por vidro/porcelana. Utilizar embalagens de maior volume.

Papel / papelão não contaminado

Substituir as caixas de papelão por caixas retornáveis ao fornecedor. PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0913881/CA

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Tipos de Resíduos Exemplos de Ações

Lata de alumínio Instalar máquina de bebidas.

Vidro não contaminado Aprimoramento do processo de logística (aquisição, armazenamento e transporte)

Aumento /

Redução Resíduos oleosos Otimizar limpeza de tanques (utilizar tecnologia que reutilize a água). Devolução ao fabricante, Realizar manutenção dos equipamentos. Segregar sistemas de águas pluviais.

Cartuchos de impressão Definir sempre que possível, configuração padrão da impressora no modo econômico ou rascunho e escala de cinza.

Produtos Químicos Aprimoramento dos processos de logística (controle de inventário, aquisição, vencimento, armazenamento e transporte). Devolução ao fabricante.

Não aplicável Pirotécnicos Devolução ao fabricante.

5.5. OBSERVAÇÕES DO PROCESSO EM MEIOS PRÁTICOS

A análise quantitativa de resíduos, efluentes e emissões de operações de perfuração marítima no Brasil através dos casos anteriormente descritos, somados às visitas técnicas e discussões com profissionais do setor atuantes na região sudeste, facilitaram um entendimento do processo, ilustrado pela figura 38 por meio de fluxogramas:

A aplicação do conceito do ciclo de vida à todas as fases do gerenciamento de resíduos em atividades de perfuração marítima offshore, facilitou a identificação de oportunidade de melhorias que podem fazer a diferença na gestão das empresas, isto é, nestas atividades de alta complexidade, com interface entre diversas outras empresas (empresas prestadoras de serviço na unidade marítima, bases de apoio operacional, embarcações de apoio para transporte de resíduos, transporte terrestre, estações de tratamento e de disposição final, empresas de consultoria ambiental, a empresa operadora) e órgãos governamentais.

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Figura 38 - Fluxograma do ciclo de vida dos resíduos.

Previamente ao desembarque, as informações sobre resíduos gerados são registrados em manifestos marítimos de resíduos que seguem com os resíduos até a base, sendo assinados pelos respectivos responsáveis na unidade de perfuração e embarcações. As desembarcarem na base de apoio, os resíduos são examinados por funcionários de empresas contratadas para o gerenciamento de resíduo, localizado na base de apoio e enviados as suas instalações para o armazenamento temporário e posterior disposição final. As saídas dos resíduos da base de apoio são sempre documentada através dos manifestos de transporte de resíduo.

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Figura 39 - Suporte Logístico fornecido pela base de operação. Fonte: Workshop AECOM.

Figura 40 - O CCV em todas as fases da atividade.

Apesar da descorberta destas novas reservas de petróleo serem recentes, o Brasil já tem bastante experiência com a indústria petrolífera, seja na cadeia de downstream como em upstream offshore. Isto permite que muitas das empresas prestadoras de serviços de transporte de de resíduos industriais já apresentem certa

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maturidade por sua experiência com terminais de distribuição, refinarias e postos de gasolina.

Observou-se também que mesmo algumas empresas receptoras e de tratamento de resíduos já apresentam avanços tecnológicos (sistema de drenagem, contenção e impermeabilização de solo de área de armazenamento, aproveitamento de biogás, reaproveitamento de percolado, reutilização de água de chuva e etc) e sistemas de gestão implementados.

Já as bases operacionais, ainda apresentam muitas oportunidades de melhoria pois estão sendo criadas praticamente devido ao crescimento repentino do setor e demanda de mercado sem tempo hábil para uma estruturação que permita o desenvolvimento de práticas e procedimentos operacionais robustos, capacitação de profissionais entre outros, demonstrando que muitas vezes apesar de ter a licença para prestação de serviços às operadoras de O&G, muitas vezes têm seus padrões e sistemas internos adequados por pressão destas grandes empresas do setor, no período em que são contratadas pelas mesmas.

Constatou-se também uma grande desigualdade no que tange a qualidade da prestação de serviços e conformidade com a legislação vigente. Quando se imagina que os profissionais entrevistados exercem suas funções em região desenvolvida do país esta dificuldade tende a se agravar quando imaginamos o cenária das regiões menos desenvolvidas onde existe potencial de atividade de perfuração marítima.

O PCP tem inter-relação com o projeto de educação ambiental dos trabalhadores, prevista para enfatizar e conscientizar as pessoas envolvidas nesta atividade à respeito da importância e a responsabilidade de cada funcionário em relação ao projeto, com ênfase na segregação de resíduos e minimização do consumo de energia e recursos naturais. No entanto não observou-se efetividade neste quesito, muitas vezes devido a falta de treinamento específicos para os profissionais envolvidos diretamente nesta atividade, que poderiam garantir uma boa interface com todos os outros envolvidos, elevando a qualidade do gerenciamento. Observou-se tanto na análise dos casos, como nas entrevistas como profissionais, que esta lacuna no país força as próprias empresas a desempenharem o papel de educadores para profissionais de formação ambiental.

Faltam legislações e instituições para capacitação de profissionais envolvidos no fluxo de resíduos das empresas, mesmo com a demanda e com o

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número crescente de profissionais atuando na área. Ainda que algumas empresas, por iniciativa própria, treinem seus funcionários, a iniciativa fica restrita aos profissionais desta empresa sem reconhecimento legal, como por exemplo por parte do Ministério da Educação (MEC). Atualmente não existe treinamento formal e os profissionais, especialmente os técnicos, são treinados no próprio dia dia da atividade de acordo com a operação que está sendo executada, sem teoria, de forma mecânica, sem a oportunidade de uma avaliação conceitual das tarefas atreladas ao gerenciamentos destes resíduos, muitas vezes com desconhecimento dos impactos de suas ações em todo o processo da atividade de tamanha complexidade e potencial de risco agregado.

Esta mecanização interfere por exemplo na falta de organização e sequenciamento das atividades de suporte administrativo ao gerenciamento. Tanto nas empresas de suporte às operações, como as bases operacionais, nas empresas de transporte terrestre e receptoras foi observado que este quesito tem grande oportunidade de melhoria.

A falta de qualidade na prestação do suporte administrativo é visível e está atrelado a falta de capacitação de pessoal, até mesmo a falta de conhecimento básico da língua inglesa, que pode gerar impactos no gerenciamento de resíduos em operações coordenadas por empresas estrangeiras, em especial nos manifestos que originalmente não são preenchidos no idioma nativo.

Outro fator peculiar observado ao longo do desenvolvimento da dissertação, é que mesmo com toda a gama de tecnologia e softwares disponíveis no mercado, a maioria das empresas controlam toda a informação de projetos, geração, transporte marítimo (unidade de perfuração, base de apoio, número e data de manifestos, tipo e descrição de resíduos, informação de acondicionamento, identificação de caçamba ou container), transporte terrestre (número de manifesto de transporte, quantidade transportada, ticket de pesagem, peso do ticket, empresa trasnportadora) e tratamento e/ou disposição final (Número de manifesto de destinação, data de destinação, quantidade destinada, forma de tratamento ou disposição, empresa destinadora, número de Certificado de Destinação Final (CDF), classificação com base na NBR 10.004, e relatório de não conformidade), por meio de planilha excel, que podem chegar em poucos meses de operações à milhares de itens. Identificou-se que algumas empresas especializadas já estão trabalhando com operadoras para desenvolvimento de software para este controle,

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facilitando a codificação dos mesmos, diminuindo o erro frenquente na classificação e quantificação dos resíduos e facilitando o controle de fácil e rápido acesso à toda essa documentação. Este é um outro exemplo de oportunidade de melhorias no gerenciamento de resíduos na atividade offshore. Uma indústria de cifras milionárias não teria dificuldade em desenvolver ou adotar modelos de software já desenvolvidos internacionalmente, caso julgasse esta atividade como relevante. No mercado internacional é comum o uso de softwares para otimização de processo, melhoria no planejamento e tomada de decisões, utilizados por diversos tipos de indústria para gestão de questões econômica, social e técnica com fácil customização para a indústria petrolífera. Estas ferramentas, como por exemplo o software Umberto, facilitariam o fluxo de informação interno e externo, com foco detalhado e ao mesmo tempo abrangente de todo o fluxo dos resíduos incluindo avaliação de impactos ambientais através de ferramentas de ciclo de vida, e comparação de diferentes cenários típicos da realidade brasileira. A própria compilação feita pelo órgão regulador para a publicação da NT 07/11, foi realizada por meio da construção de um banco de dados, desperdiçando a oportunidade do uso de ferramenta computacional específica para o tema com foco no ciclo de vida.

5.6.CONCLUSÕES DO SUB-CAPÍTULO

A indústria de O&G mesmo madura, carece de ações, uma vez que o gerenciamento de resíduos ainda está pautado em legislações que prescrevem reportes quantitativos sem que haja um compartilhamento de informação, das lições aprendidas através dos reportes requeridos pelo governos para diminuição dos impactos ambientais de maneira preventiva. As metas ou indicadores prescritos, assim como seus resultados, deveriam servir para análise de série histórica de dados de geração e destinação que pudessem ser úteis para análise do ciclo de vida de atividades posteriores. Esta série histórica disponibilizaria um mapeamento nacional dos processo de geração de resíduos e respectiva segregação que auxiliaria o poder público a priorizar suas intervenções/ fiscalização e melhorias de infraestrutura e forçaria as empresas a manter a excelência na gestão dos resíduos e manter a busca por melhoria contínua em suas operações. O ganho advindo desta compilação de dados já disponíveis do órgão

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ambiental, devido aos requerimentos do processo de licenciamento, possibilitaria uma análise de tendência de geração / destinação de resíduos que facilitaria as empresa a traçar metas de PCP atingíveis que estimulasse a competitividade sustentável entre as empresas de O&G.

A NT 07/11 pode ser considerada o passo inicial deste processo de utilização de dados de atividades já realizadas para a melhoria no controle de poluição. Mesmo abragendo as atividades realizadas somente em 2009, já forneceu indicadores de grande relevância para o setor. Este tipo de iniciativa permite auto crítica dos órgão governamentais, indústria e poder público com caráter construtivo, fornecendo parâmetros para comparação com atividades desempenhadas em outros países que vem por estimular a busca pela melhoria contínua com consequente preservação do meio ambiente e da saúde humana.

O PCP, conforme anteriormente exposto, faz parte do estudo ambiental exigido como parte do processo de licenciamento para perfuração de poços em determinada região, em um país com grande diversidade de localidades e com características técnicas bem específicas, que inclusive interfere na duração da atividade.

No caso de poço pioneiro, sem declaração de comercialidade, tivemos exemplos de operações de 3 a 4 meses, como também tivemos exemplos de operações de mais de um ano de duração, mas que devido a exigências do órgão ambiental tiveram seu reporte em caráter anual, não totalizando a quantidade de resíduos efetivamente gerada pelo poço em toda sua vida útil. O conteúdo, não só do TR, como do estudo ambiental em si e suas condicionantes são bem distintos e por não estarem disponíveis em meio eletrônico, dificultam ainda mais a análise comparativa, desta que seria uma ferramenta eficiente de abordagem analítica de ciclo de vida.

Houve uma tentativa de identificação de certa proporcionalidade entre a geração de resíduos, efluentes e emissões e as operações e tempo de duração dos casos analisados, mas conforme citado anteriormente, a estrutura de reporte exigido pelo órgão ambiental ainda apresenta algumas lacunas e inconsistências atrelados ao caráter individualizado do processo de licenciamento ambiental no Brasil. Estas lacunas ou inconsistências foram confirmadas durante o estudo de casos face a dificuldade encontrada para uma análise comparativa do fluxo de resíduos em diferentes poços, localidades e tempo de prospecção, devido a

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especificidade dos PCP na perfuração pelas unidades marítimas. Esta constatação demonstra a necessidade de indicadores e metas mais claros por parte do órgão ambiental. PUC-Rio - Certificação Digital Nº 0913881/CA

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