B O L E T I M
Patrocinadores da Fifa forçam saída de Blatter, que não aceita
O F E R E C I M E N T O
S E G U N D A - F E I R A , 5 D E O U T U B R O D E 2 0 1 5
US$ 2,1 bi
foi o faturamento recorde da Fifa, obtido em 2014, ano que houve a
Copa do Mundo no Brasil N Ú M E R O D O D I A
E D I Ç Ã O • 3 5 4
Ganhou um novo capítulo neste final de semana a crise na Fifa.
A entidade mais importante do futebol viu seus parceiros comer- ciais se voltarem contra o presi- dente Joseph Blatter ao pedirem a renúncia imediata do dirigente, alvo de investigação policial na Suíça e que já renunciou ao cargo, mas só sairá em 26 de fevereiro.
“Pelo bem do jogo, Joseph Blatter tem de sair”, destacou o perfil do McDonald’s no Twitter, com um link para o comunicado em que defendia a renúncia ime- diata do dirigente, que está no cargo desde agosto de 1998.
A nota foi divulgada cerca de meia hora depois de um duro co- municado da Coca-Cola, parceiro da Fifa desde a Copa de 1950.
“A saída de Blatter permitiria um processo de reforma credível e sustentável para recomeçar.
Cada dia que passa, a imagem e a reputação da Fifa continua a ser manchada. A entidade precisa de uma reforma abrangente e urgen-
te e que só pode ser iniciada com uma abordagem verdadeiramente independente”, disse a empresa.
Blatter, porém, respondeu por meio de advogados que “respei- tosamente não concorda” com a opinião de seus patrocinadores, e reiterou que seguirá no cargo para comandar o processo eleito- ral de sucessão na entidade.
Após a negativa do dirigente, outras empresas engrossaram o coro de Coca e McDonald’s. Visa e Bud também pediram a saída
do dirigente, afirmando que as quatro empresas se uniram e cria- ram um grupo para participar do processo de reforma da Fifa.
A Adidas, que também tem lon- ga relação com a Fifa, não pediu a saída de Blatter, mas reforçou a necessidade de mudança nos ares da principal entidade do futebol.
A reação dos patrocinadores surgiu uma semana após Blatter ter de prestar depoimento à Jus- tiça da Suíça, que o acusa de má gestão e apropriação indevida.
POR REDAÇÃO
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O ex-jogador David Beckham sobe as escadas rolantes de shopping em Dubai. Ele foi responsável por levar uma multidão de fãs para acompanhar a inauguração de uma loja da Adidas, que tem nele uma espécie de embaixador da marca, participando de eventos sociais e campanhas publicitárias
I M A G E M D A S E M A N A
repórter da Máquina do Esporte POR PRISCILA BERTOZZI Repórter da Máquina do Esporte
Estima-se que o mercado do fu- tebol movimente anualmente mais de R$ 500 bilhões no mundo. Esse número varia, dependendo da agên- cia que o divulga. É ideia recorrente, porém, que o mundo da bola poderia girar e gerar mais ainda se a gestão fosse minimamente capacitada.
Em seu livro “Soccernomics”, os britânicos Simon Kuper e Stefan Szymanski afirmam que todas as revoluções no esporte mais popular do mundo foram gestadas de fora para dentro. Nunca são pensadas por quem comanda o futebol.
Coca-Cola e McDonald’s, em pro- nunciamentos provavelmente or- questrados, deram um passo ousado na última sexta-feira nesse sentido.
Dois dos mais tradicionais patroci- nadores da Fifa divulgaram um ulti- mato: querem Joseph Blatter, e tudo o que ele representa, fora da Fifa.
Se a cartolada tinha dado ao suíço mais um voto de confiança com sua reeleição em maio, foi graças à pres- são de patrocinadores que Blatter teve que voltar atrás e decidir abrir mão do posto em 2016 após ficar 18 anos na presidência da entidade.
A federação vive a mais séria cri- se de imagem da história desde que alguns de seus principais dirigentes foram presos na Suíça. Quem enter- ra verbas milionárias todos os anos nos gramados já percebeu isso. Não basta mais a bola na rede.
Coca-Cola e McDonald’s querem retorno do investimento em ima- gem. E isso passa pela associação dessas marcas aos bons valores do esporte, fazendo com que o negócio cresça em credibilidade junto aos consumidores. Isso hoje só pode ser assegurado com a saída de Blatter.
Ultimato na Fifa mostra que
revolução só pode vir de fora
4 Em meio a um processo de
mudança de posicionamento no mercado, a ESPN decidiu apostar num nicho diferente de cobertura de esporte. De olho num merca- do que faturou R$ 1,2 bi em 2014, a emissora anunciou a cobertura do e-esportes, que são os jogos virtuais de esporte, uma febre de cobertura, mas via internet.
Um canal dedicado ao e-espor- te será criado no portal da ESPN, trazendo a cobertura de jogos de esporte e outros famosos, como League of Legends, DOTA2 e Counter-Strike, entre outros.
O projeto inclui três novos programas semanais que serão exibidos de forma aberta no Wa- tchESPN, plataforma de vídeos on-demand. Haverá um progra- ma, chamado Matchmaking, com
notícias, análises de confrontos de torneios e debates sobre games que simulam esportes, além dos highlights dos torneios de Lea- gue Of Legend.
Nas redes sociais, serão criados perfis
no Twitter e no Facebook para interagir com esse público.
“A ESPN sempre teve uma postura pioneira em apresentar novas modalidades ao fã do esporte. Agora, inovamos ao criar uma plataforma que irá cobrir os e-sports de forma contínua numa grande empresa de conteúdo.
Estamos muito confiantes do su- cesso que teremos entre público e mercado”, afirma German Har-
tenstein, diretor geral da ESPN.
A consultoria Superdata estima que o mercado global alcançará 134 milhões de pessoas em 2015, movimentando US$ 83 bilhões. A projeção de crescimento no Brasil gira em torno de 25% e 30%.
“Atrairemos um público onde há grandes oportunidades. Tam- bém será uma chance para nos relacionarmos com novas empre- sas”, completa Alexandre Bianca- mano, diretor de mídias digitais.
POR REDAÇÃO
ESPN cria cobertura exclusiva para o mercado de games
O Cruzeiro fechou uma parceria para promo- ver o lançamento de dois novos hotéis das redes Super 8 e Travelodge em Minas Gerais. O clube fechou a Latin Hotels, responsável pelo desenvol- vimento e operação das duas marcas, para divul- gar no seu centro de treinamento a rede Super 8.
“Neste momento, o mais importante é ser visto pelo investidor como a melhor opção de marca de hotéis econômicos. Em alguns anos iremos focar na ocupação dos hotéis, dialogando com os via- jantes, por meio das nossas ações de patrocínio”, disse Dan Fonseca, sócio-fundador e diretor de marcas e produtos da Latin Hotels.
Atualmente três operações do hotel Super 8 compõem o portfólio da bandeira no Brasil, sendo duas em Minas Gerais e uma no Rio Grande do Sul. Em 2016 serão oito hotéis e em 2017, 15 ope- rações. O objetivo é alcançar 200 hotéis até 2022.
“O Cruzeiro é a vitrine perfeita para uma marca que deseja ser conhecida em todo o Brasil, co- municando-se com o mercado investidor em um primeiro momento e com o consumidor de hospe- dagem no momento seguinte. Acreditamos que o resultado para o clube e para a rede hoteleira venha a ser ótimo”, afirmou Robson Pires, diretor comercial e de marketing do Cruzeiro.
Cruzeiro fecha patrocínio com rede de hotéis
O Internacional lançou campa- nha para angariar sócios-torcedo- res em cada uma das 497 cidades do Estado do Rio Grande do Sul.
Para atingir essa marca, falta con- quistar ao menos um associado em 28 municípios gaúchos.
“Essa é a barreira que vamos ultrapassar no próximo mês: ser o primeiro clube brasileiro a possuir associados em todas as cidades de seu Estado”, afirmou o clube em seu site oficial.
A iniciativa tem dois propósi- tos. O primeiro é movimentar o torcedor em torno do programa de sócios. O Inter é o clube com maior número de associados do país, mas vê a aproximação de Palmeiras e Corinthians no ranking do Movimento por um Futebol Melhor, plataforma que reúne mais de 60 clubes no país.
O segundo movimento é ampliar o potencial de arrecada- ção do programa. A maioria dos sócios está no estado de origem
dele. No caso do Inter, ao preencher todo o Rio Grande do Sul com pelo menos um associado, ele se aproxima dos números do Barcelona, que tem cerca de 3% de toda a Catalunha como sócia. O Inter está bem próximo disso.
A identifica-
ção das cidades em que ainda não há ao menos um sócio-torce- dor colorado foi feita através do GeoInter, programa que mapeou o quadro social do clube. Como as cidades em que não há asso- ciados são algumas das menores do Estado, o próprio clube pede que seus torcedores espalhem a notícia caso tenham algum amigo
ou parente nesses municípios, como Charrua, Forquetinha, Ja- cuizinho e Toropi, entre outras.
Quem for o primeiro torcedor a se associar nestes locais ganhará uma medalha especial grafada com o nome da cidade e o núme- ro 1. A cada sócio obtido nesses locais, o clube anuncia o feito em sua conta no Twitter. Até ontem, eram 24 municípios sem sócios.
POR ADALBERTO LEISTER FILHO
Internacional lança ação para ter sócios-torcedores em todo RS
Como anunciado há dois meses na Máquina do Esporte, o Palmeiras fechou acordo com a Tecnisa para promover a venda de empreendimentos da marca na região de Perdizes, onde fica o clube.
No acordo, a empresa comprou todos os ativos de mídia online do clube, que inclui a TV Palmei- ras, o site, o aplicativo para dispositivos móveis,
os perfis nas redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e YouTube) e ações de e-mail marketing.
“Quisemos fazer algo diferente. Compramos todos os ativos de mídia digital do Palmeiras. São plataformas acessadas diariamente pelos fãs do time”, diz em comunicado Romeo Busarello, dire- tor de marketing e ambientes digitais da Tecnisa.