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2º ano do Ensino Médio

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Academic year: 2021

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2º ano do Ensino Médio

Ciências Humanas e suas Tecnologias

Geografia

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Agricultura

De acordo com as projeções de 2000 da

Organização das Nações Unidas para Agricultura

e Alimentação (FAO), mais da metade da força de

trabalho da

África e Ásia

está empregada na

agricultura. Nesses continentes, a

população

rural chega a 60%

.

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Agricultura

Extensiva

versus

Intensiva

Solo:

•processo rudimentar

•Processo racional

•esgotamento do solo

•Rotação de cultivos

Propriedade:

•latifúndio

•Pequena e média

Dano ambiental:

•desflorestamento

•Uso de fertilizantes

•queimada

•Transgênicos

Mão-de-obra:

•desqualifica

•mecanização

•produção familiar

•qualificada

•processo agroind.

Processo:

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Sistemas agrícolas

“Plantation” (produtos tropicais)

latifúndio

monocultura

produção voltada para exportação

elevado emprego de mão de obra (boias-frias)

Produtos:

Brasil: algodão, banana, café, cacau, e cana-de-açúcar, tabaco;

Antilhas: cana-de-açúcar;

América Central (continental): banana; Colômbia: café;

Equador: banana;

África: cacau, amendoim e café; Índia e Ceilão: chá;

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Sistemas agrícolas

Jardinagem (Sudeste Asiático, Ásia das Monções)

• prática milenar, curvas de nível e terraços

• Pequena propriedade • Grande mão-de-obra

• cuidado meticuloso, pessoal (jardim)

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Roça (agricultura de subsistência)

técnicas rudimentares

emprego da queimada

baixa produtividade

antieconômica

policultura rudimentar

destaque para milho, feijão, mandioca e árvores frutíferas

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Sistemas agrícolas

Agricultura européia

• pequenas e médias propriedades

• associação da agricultura a pecuária

• excelente infra-estrutura (cilos, armazéns...) • culturas de cereais

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Sistemas agrícolas

“Belts” (cinturões agrícolas)

• pequenas e médias propriedades em zonas, faixas de produção agrícola

• baixo emprego de mão de obra • altamente mecanizada

• biotecnologia, transgênicos

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“Belts” Produto Áreas de produção Características Dairy Belt Leitehortigranjeiros e

NE dos EUA, costa do Atlântico (de Boston a Washington)

Pequenas propriedades (50 ha) Alto rendimento, pecuária intensa e policultura intensa Corn Belt Milho, aveia, soja,alfafa, porcos S dos Grandes Lagos(Mississipi aos

Apalaches)

Pequenas e médias propriedades (50 a 100 ha). Policultura intensa.

Wheat Belt Trigo Planícies férteis doMississipi (Great Plains)

Grandes propriedades,

superam 500 ha. Presença de solos negros (ricos em matéria orgânica). Clima continental seco. Agricultura extensiva, monocultura altamente

mecanizada. Cotton Belt Algodão S e SE dos EUA

Grandes propriedades, uso de técnicas extremamente modernas, como mecanização intensa. Ranching Belt Dry-farming Criação de bovinos e ovinos de corte. Frutas, legumes, algodão

W dos EUA e grande vale central da Califórnia.

Áreas irrigadas (W dos EUA)

Presença de clima árido, culturas irrigadas.

Grandes propriedades, com mais de 1.000 ha, pecuária extensiva - área responsável por 40% da produção de legumes e 60% da fruticultura.

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Revolução Verde

Após a Segunda Guerra Mundial, e com o processo de descolonização (marcado pela plantation) em marcha, os países desenvolvidos criaram uma estratégica para de elevação da produção agrícola mundial: a Revolução Verde.

Concebida nos EUA, objetivava combater a fome e a miséria dos países pobres, por meio da introdução de técnicas mais aprimoradas de cultivo, mecanização, uso de fertilizantes, defensivos agrícolas e sementes selecionadas.

No entanto, as sementes

selecionadas, produzidas em

laboratórios dos países

desenvolvidos não eram

geneticamente capazes de

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Revolução Verde

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Rodada de Doha

(Catar, novembro de 2001)

A rodada de Doha era uma das principais negociações da OMC*

visava diminuir as barreiras comerciais em todo o mundo, com foco no livre comércio para os países em desenvolvimento. As conversações centravam-se na segregação entre os países ricos, desenvolvidos, e os maiores países em desenvolvimento (representados pelo G20**). Os subsídios agrícolas foram/são o principal tema de controvérsia nas negociações.

A rodada de Doha começou em Doha (Catar), e negociações subseqüentes tiveram lugar em: Cancún (México), Genebra (Suíça), Paris (França), Hong Kong (China) e Potsdam (Alemanha).

*Organização Mundial do Comércio (Genebra, Suíça);

**O G-20, ou Grupo dos 20, é um grupo de países emergentes criado em 20 de agosto de 2003, em Cancún, México. A atuação está mais concentrada na agricultura.

Seus países membros respondem por 60 % da população mundial, 70 % da população rural do mundo e 26% das exportações agrícolas mundiais.

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Obs.: a grande crítica é que áreas originalmente destinadas a produção agrícola estariam sendo transformadas em fazendas de biocombustível, favorecendo a crise mundial de alimentos mundiais;

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Culturas tropical versus temperada

Culturas Climas Tropicais Clima Temperado Cereais arroz*(RS),sorgo, milhete milho*, trigocevada, aveia(PR), centeio, Tubérculos mandioca,doce, inhame batata batatinha,rabanete cenoura, Leguminosos feijões* soja*(MT), ervilha

Industriais algodão* (BA), cana-de-açúcar*(SP), fumo, amendoim,

beterraba, azeitona, linho, girassol

Bebidas Café*(SP),cacau, laranja chá, vinho, champagne

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Produção agrícola nacional

(-) modernizada

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Produtos

agrícolas Observações Região de maior produção Algodão Nordeste –introduzido no século XVIII, clima

quente e úmido. W de SP, N do PR, MG e BA. Arroz Originário da Ásia, Rio Grande do Sul (arroz de

várzea) e na região Centro-Oeste (arroz sequeiro).

RS, MT, GO, MA, MG, MS, SC e SP.

Cacau Originário da Amazônia, BAplantation BA (90% da produção), ES, AM, RO e PA.

Café Originário da África/Ásia, Brasil séc. XVIII –

Ciclo do Café. SP, PR, BA e MG. Cana-de-açúcar Nativo da Ásia, introduzido no séc XVI, e

fomentada na década de 70 pelo Pró-Álcool . Zona da Mata (NE), SP (maiorprodutor) PR e GO. Feijão Largamente cultivado em todo país, para o

autoconsumo. PR, MG, SP, SC e RS. Milho Cereal americano, difundido em todo país. PR, RS, SP, MG, SC e GO. Soja Introduzido em larga escala a partir dos anos

70 MT, MS PR, RS e GO. Trigo Cereal de clima temperado, introduzido no

continente americano juntamente a colonização européia.

PR, RS, SP, MS, MG e SC.

Laranja Monopólio mundial SP (maior produtor e destaque nacional).

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É o modo de organização do espaço agrícola e do uso da terra, caracterizado pela forma, dimensão e disposição das parcelas que constituem o espaço explorado por um grupo de agricultores.

Estrutura Fundiária

Os pequenos produtores não conseguem obter rendimentos significativos, pois lhes falta o essencial para a produção primária - a terra. Esse sistema histórico, também se explica pela ótica governamental voltada aos grandes proprietários e visando a exportação do insumo agrícola produzido em detrimento do pequeno proprietário, sendo que esses são quem realmente abastece o mercado interno, leva comida até nossa mesa.

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De acordo com o

Estatuto da Terra

(Lei Federal n.º

4504, de 30 de Novembro de 1964) classificou os

imóveis rurais segundo o módulo rural.

O que é módulo rural?

é uma área suficiente para

garantir ao trabalhador e à sua família

(

média de 4

pessoas adultas

)

o rendimento mínimo necessário

para a sua sobrevivência

(utilizado como base para

reforma agrária).

Obs.:

a extensão do módulo varia de uma região

para outra, de forma que uma zona hortigranjeira

ou de policultivo comercial terá um módulo rural

muito menor que uma zona de pecuária extensiva;

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Categoria

do imóvel

Caracterização

Áreas

Atividades

Minifúndio quando a extensão de terra é inferior a um módulo rural e, portanto, antieconômico colonização por imigrantes; colonização recente; áreas decadentes; agricultura de subsistência ; Latifúndio por dimensão quando independente de seu uso, a propriedade possui mais de 600 vezes o módulo rural da região NE/BR (Sertão e da Zona da Mata) Centro-Oeste (Norte do Paraná e Pampa gaúcho); Cana-de-açúcar, café, soja, arroz, algodão, criação de gado (plantation);

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Classificação dos imóveis rurais

Categoria

do imóvel

Caracterização

Áreas

Atividades

Latifúndio por exploração

quando o imóvel, que possui mais de 1 e menos de 600 vezes o módulo regional, não é

explorado convenientemente e apresenta problemas de ordem econômica ou social; Amazônia Região Nordeste e Centro-Sul inexplorado Empresa rural quando a propriedade possui de 1 a 600 vezes o

módulo rural da região e é explorado racional e convenientemente, com

bons resultados econômicos e sem

tensões sociais

Sul Soja, arroz, café;

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Estrutura Fundiária

Imóveis Rurais Porcentagem sobre o Total

Número Área Minifúndios 71,8 11,4 Empresas Rurais 4,8 9,5 Latifúndios por exploração 23,4 73,9 Latifúndios por dimensão 0,005 5,2

Obs: O Brasil apresenta uma das estruturas agrárias mais viciadas e concentradas do mundo.

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Trabalho no campo

Atualmente, a forma de trabalho mais característica da área rural é a sazonal que é feita por trabalhadores temporários, os chamados bóia-frias

(residentes na periferia das áreas de trabalho). As regiões mais desenvolvidas

apresentam o chamado

proletário rural

(trabalhador rural vende sua força de trabalho em troca de salário).

Obs.: nas regiões menos desenvolvidas (Norte e Nordeste) com grande predominância de latifúndios, a relação de trabalho é majoritariamente tradicional, e em alguns casos bem próximo da escravidão (ainda hoje, é comum escravidão por dívida ou peonagem).

Mão-de-obra rural no Brasil Condição do

trabalhador trabalhadoresTotal de Porcentagem do total Posseiro 654.615 4,2 (invasão) Parceiro 366.995 2,3 Pequeno proprietário 2.437.001 15,6 Arrendatário 101.409 0,8 Assalariado permanente 975.150 6,3 Assalariado

temporário 6.844.849 44,0 (bóia-fria)

Não

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•bóia-fria: trabalho sazonal, época, período de colheita safra

(podendo ainda em áreas mais desenvolvidas ser um trabalhador rural).

•escravidão por dívida/peonagem (gato): apreensão do trabalhador mediante coação.

•arrendatário: as propriedades são arrendadas, ou seja,

alugadas.

•parceiros: após o uso da terra, divide-se a produção com o proprietário de acordo com a proporção estipulada em contrato escrito ou verbal.

•posseiros: devido à existência de grandes espaços ociosos no país, muitos agricultores, sem ter onde trabalhar, acabam tomando posse de lotes de terra (MST).

•grileiros: grupos, empresas ou pessoas que falsificam certidões de terra e/ou ainda usam a força (na figuras de capangas e jagunços) para apropriação ou desapropriação da terra.

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Pecuária

A pecuária no Brasil apresenta basicamente duas formas de produção (tanto a pecuária de corte como a pecuária leiteria) são elas:

•pecuária extensiva: grande propriedade, gado “solto” e pouco controle de veterinário;

•pecuária intensiva: pequena a média propriedade, gado confinado e rigoroso controle veterinário;

Principais rebanhos brasileiros

Rebanho Principal Região ou Estado

Bovino Região Centro-Oeste (maior produção), MT (maior produtor para corte), MG (maior produtor de laticínios), MS, GO e RS;

Suíno Região Sul (maior produção), MG (maior produtor), PR, SC, RS, Bahia, São Paulo

Ovinos Rio Grande do Sul (mais de 50% da produção)

Aves São Paulo, Minas Gerais (maiores produtores) e Região Sul

Caprino Nordeste (Agreste e Sertão)

Eqüino Minas Gerais e Rio Grande do Sul

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Rebanhos nacionais (vantagens e origem)

Pecuária

Rebanho Número de cabeças Participação no total mundial

Principais

aproveitamentos

econômicos Raças destaques no Brasil Bovino 160 milhões 12% Corte, leite e derivados

De origem européia:

Holandesa, jersey, hereford (inglesa). De origem indiana

(zebu): gir (corte e leite) e Melore (corte).

Suíno 30 milhões 3,2% Carne e banha Canastra (a de melhor qualidade)

Ovino 15 milhões 1,5% Lã, carne, leite e derivados

Merino (australiano) para lã

Italiana para leite e derivados (queijos tipo roquefort e gorgonzola)

Neozeolandesa para carne. Caprino 8 milhões 2% Carne, pele, leite e derivados

Nacionais: moxotó e canindé.

Suíça (maior produção leiteira mundial com 3l/ dia)

Eqüino 5 milhões 9% Sela, montaria e tração

Quarto de milha árabe, persa e os

nacionais manga-larga e compolina, para sela e montaria.

Shire, inglesa, para tração

Obs.: raça crioula no Rio Grande do Sul Muar 2 milhões 13% Transporte de carga São animais estéreis, híbridos de macho asinino (jegue) e fêmea eqüina (égua) Asinino 1,5 milhão 4% Montaria, transporte de carga Grande capacidade de sobrevivência em ambiente hostil (Serão, Agreste) Bufalino 1,5 milhão 1% Carne, leite, couro e tração

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Referências

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