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Aula SAÚDE DA MULHER II

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Academic year: 2022

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Aula SAÚDE DA MULHER II

Curso Regular em Enfermagem

Prof. Lígia Carvalheiro

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Sumário

SUMÁRIO ... 2

EXAMESPRÉ-NATAISPORTRIMESTRE ... 4

DIRETRIZESPARAOPARTONORMAL ... 4

TERMINOLOGIAS ... 5

QUEIXASCOMUNSNAGESTAÇÃO ... 5

CÁLCULODAIDADEGESTACIONAL ... 7

CÁLCULODAIDADEPROVÁVELDOPARTO ... 9

AVALIAÇÃODOESTADONUTRICIONAL ... 11

PALPAÇÃOOBSTÉTRICA ... 12

ALTURAUTERINA ... 16

AUSCULTADOSBATIMENTOSFETAIS ... 18

REGISTRODOSMOVIMENTOSFETAIS ... 20

FATORRH ... 21

ADMINISTRAÇÃODESUPLEMENTOS ... 25

CARACTERÍSTICASDOLÍQUIDOAMINIÓTICO ... 26

PERÍODOSCLÍNICOSDOPARTO ... 27

MECANISMOSDOPARTO ... 32

PARTOGRAMA ... 34

PARTONORMAL ... 36

PARTOCESÁREA ... 38

PUERPÉRIO... 39

DIFICULDADESNAAMAMENTAÇÃO... 42

DEPRESSÃOPUERPERAL ... 43

DIABETESGESTACIONAL ... 45

INTERCORRÊNCIAS OBSTÉTRICAS ... 47

QUESTÕES COMENTADAS PELO PROFESSOR ... 53

LISTA DE QUESTÕES ... 68

GABARITO ... 78

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Apresentação

E, seja bem-vindo(a) na nossa parte II de Saúde da Mulher.

O foco aqui é o pré-natal (continuação), gestação em si, parto, puerpério e até as principais intercorrências deste período.

Ou seja, teremos diversos pontos do pré-natal de risco habitual e alguns pontos do pré-natal de alto risco.

Observe, na sua banca, qual ponto cai mais e separe esse tópico para fazer as revisões com maior ênfase.

De onde esse conteúdo saiu?

Caderno de Atenção Básica de, pré-natal, artigos científicos (Ex. Revista Saúde em Foco e outros encontrados como resposta de questões), Diretrizes do parto normal (MS), Sociedade Brasileira de Diabetes, Rastreamento e diagnóstico de diabetes mellitus gestacional no Brasil (MS), etc..

Ótima aula!!!

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SAÚDE DA MULHER II

EXAMES PRÉ-NATAIS POR TRIMESTRE

Como estamos chegando no assunto do parto e correlatos, em si, quero só te relembrar os exames de cada período do pré-natal, por trimestre!

1º TRIMESTRE 2º TRIMESTRE 3º TRIMESTRE

• Hemograma

• Tipagem sanguínea e fator Rh

• Coombs indireto (se for Rh negativo)

• Glicemia em jejum

• Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL

• Teste rápido diagnóstico anti- HIV Anti-HIV

• Toxoplasmose IgM e IgG

• Sorologia para hepatite B (HbsAg)

• Eletroforese de hemoglobinas

• Urocultura + urina tipo I

• Ultrassonografia obstétrica

• Citopatológico de colo de útero (se for necessário)

• Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica)

• Teste de tolerância para glicose com 75g, se glicemia acima de 85mg/dl ou se houver fator de risco (realize este exame preferencialmente entre a 24ª e a 28ª semana)

• Coombs indireto (a partir da 24ª semana, repetir a cada 4 semanas se resultado negativo)

• Hemograma

• Glicemia em jejum

• Coombs indireto (se for Rh negativo)

• VDRL

• Anti-HIV

• Sorologia para hepatite B (HbsAg)

• Repita o exame de

toxoplasmose se o IgG não for reagente

• Urocultura + urina tipo I

DIRETRIZES PARA O PARTO NORMAL

Esse documento do Ministério da Saúde é bem cobrado. O conteúdo estará distribuído ao longo da aula, por isso, farei menção pela cor amarela, SEMPRE que for um trecho dessas diretrizes.

Essas diretrizes:

SE DESTINAM A: NÃO SE DESTINAM:

• mulheres em trabalho de parto com parto normal planejado (espontâneo ou induzido) entre 37 e 42 semanas de gestação com feto único, vivo e em apresentação cefálica;

• gestantes com ruptura prematura de membranas no termo ou imediatamente antes do parto;

• parturientes que apresentarem eliminação de mecônio imediatamente antes ou durante o trabalho de parto;

• anormalidades ou complicações mais comuns encontradas na assistência ao trabalho de parto e parto em todas as suas fases;

• mulheres em trabalho de parto prematuro (antes de 37 semanas de gestação);

• conduta em outras anormalidades ou complicações do trabalho de parto e parto não constantes das diretrizes;

• mulheres com diagnóstico de morte fetal ou com complicações da gestação tais como desordens hipertensivas, diabetes, gravidez múltipla, restrição de crescimento fetal, apresentações anômalas etc.;

• métodos e técnicas de indução do parto;

• técnicas de parto vaginal operatório ou cesariana;

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• recém-nascido normal imediatamente após o parto e nas primeiras horas de vida;

• recém-nascido imediatamente após o parto na presença de líquido meconial;

• recém-nascido normal em alojamento conjunto e no momento da alta; e

• aleitamento materno e estímulo à amamentação.

• mulheres que necessitem de cuidados adicionais por infecção pelo HIV, herpes genital, estreptococo do grupo B ou outras infecções;

• tratamento da hemorragia pós-parto.

Antes de seguirmos o pré-natal, acho bom você conferir se se sente familiarizado com essas definições, afinal, além de poderem ser o alvo de uma questão, fará parte dos textos do Ministério da Saúde.

TERMINOLOGIAS

Final “para”, se refere ao parto

Nulípara (0) Primípara (1) Secundípara (2) Multípara (3)*

A maioria dos autores, a partir de 3 partos, já denomina multípara.

Final “gesta”, se refere ao parto

Nuligesta (0) Primigesta (1) Secundigesta (2) Tercigesta (3) Multigesta (4)

TREINE COMIGO

MetroCapital Soluções / Prefeitura de Laranjal Paulista - SP / 2020 Que nome se dá a uma paciente que deu à luz pela primeira vez?

A multípara.

B primípara.

C nuligesta.

D multigesta.

E nulípara.

COMENTÁRIOS

Gesta de gestação e final “para” de parto. Assim, não confunde mais!

RESPOSTA: B

QUEIXAS COMUNS NA GESTAÇÃO

Estávamos falando de pré-natal, no final da aula passada. Dou início com as queixas comuns nas gestações e, claro, algumas sugestões de condutas.

Náuseas, vômitos e tonturas

✓ Fracionamento da dieta ( 6 refeições leves ao dia) e escolha por alimentos que não contenham gorduras, nem cheiros fortes.

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✓ Optar pela ingesta hídrica (e outros líquidos) nos intervalos das refeições.

✓ Ingestão de alimentos gelados.

Pirose (azia) ✓ Fracionamento da dieta ( 6 refeições leves ao dia) e escolha por alimentos que não contenham gorduras, nem cheiros fortes.

✓ Evitar café, chá preto, mate, doces, álcool e fumo Sialorreia ✓ Idem orientação de náuseas, vômitos e tonturas

✓ Aumento da ingesta de líquidos.

Fraquezas e desmaios

✓ Mudar de posição de forma mais lenta

✓ Evitar jejum prolongado

✓ Orientar que ela se sente com a cabeça abaixada ou deite em decúbito lateral na vigência do sintoma.

Dor abdominal, cólica, flatulência ou obstipação intestinal

✓ Certificar que não são contações uterinas

✓ Orientar dieta com mais fibras

✓ Aumento da ingesta hídrica

✓ Estímulo à movimentação

✓ Avaliação do benefício do uso de medicações como simeticona e supositórios.

Hemorroida ✓ Alimentação adequada e movimentação para evitar a obstipação.

✓ Avaliação do benefício do uso de supositórios.

✓ Higiene anal com água e sabão ao invés de papel higiênico Corrimento Vaginal ✓ Oriente que o aumento do fluxo vaginal é comum na gestação

✓ Só prescreva cremes vaginais, conforme protocolos da instituição associados à infecções vaginais

Queixas urinárias ✓ Esclarecer que o aumento do número das micções é comum no início.

✓ Alerte para que agende consultas na presença de disúria ou hematúria.

Dificuldade para respirar

✓ Esclarecer que o aumento do útero, associado ou não com a ansiedade, podem gerar esse sintoma

✓ Recomende o decúbito lateral esquerdo na vigência do sintoma

✓ Atente-se para outros sintomas associados como tosse, chiado e sibilância;

Cefaleia ✓ Afastar hipóteses de hipertensão arterial e pré-eclâmpsia (se > 24 semanas de gestação) Mastalgia ✓ Orientar quanto a ser fisiológico (desenvolvimento da glândula)

✓ Orientar o uso de sutiã com melhor sustentação

✓ Descartar intercorrência mamária

Varizes ✓ Orientar quanto a necessidade de alterar a posição em pé e sentada

✓ Repouso intercalado ao longo do dia

✓ Roupas mais confortáveis

✓ Uso de meia compressiva para gestante

Câimbra ✓ Calor local

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✓ Massagem local

✓ Alongamento frequente Cloasma (manchas

escurecidas no rosto)

✓ Orientar que costuma desaparecer após o parto (em tempo variável)

✓ Orientar quanto ao uso de protetor solar

Edema ✓ Observar associação com a hipertensão arterial para detectar pré-eclâmpsia

✓ Investigar fenômenos trombóticos

✓ Se fisiológico, orientar elevação de membro, apenas, evitando diuréticos.

TREINE COMIGO

CONTEMAX / Prefeitura de Vista Serrana - PB / 2021

Sobre as terminologias utilizadas, na assistência de enfermagem, Cloasma é conceituado como:

A manchas escuras na pele, principalmente, na face da gestante.

B introdução de pequena quantidade de água, medicamento ou alimento no intestino.

C perda exagerada de líquido no organismo.

D ligeira perda dos sentidos.

E estiramento de alguma fibra muscular, intumescimento ou expansão.

COMENTÁRIOS

Essas alterações hiper pigmentares, quando acontece no período gravídico são chamadas de cloasma.

RESPOSTA: A.

CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL

Você precisa da data da última menstruação (DUM) para esse cálculo, que seria a data do primeiro dia de sangramento do último ciclo menstrual referido pela mulher.

DUM CONHECIDA E CERTA DUM DESCONHECIDA

*mas se conhece o período do mês que ocorreu.

DUM DESCONHECIDA TOTALMENTE Adequado para ciclos menstruais

regulares e sem uso de métodos contraceptivos hormonais.

CALENDÁRIO:

Somar o número de dias entre a DUM e a data da consulta e divida por sete, para ter o resultado em semanas.

USO DO GESTOGRAMA:

Se o período foi no início, meio ou fim do mês, considere como data da última menstruação os dias 5, 15 e 25, respectivamente.

Assim, proceda como o método anterior.

A data provável do parto serão, inicialmente, determinadas por aproximação, basicamente pela medida da altura do fundo do útero e pelo toque vaginal, além da informação sobre a data de início dos movimentos fetais, que habitualmente ocorrem entre 18 e 20 semanas.

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Colocar a seta sobre a DUM e observar o gráfico do

gestograma.

Veja uma informação a mais, sobre a idade gestacional pelo USG, através do exercício abaixo:

TREINE COMIGO

FCM / Prefeitura de Caranaíba - MG / 2019

Gestante de 19 anos comparece à Unidade Básica de Saúde para iniciar pré-natal. Relata ciclos menstruais irregulares devido à síndrome dos ovários policísticos e, por isso, não sabe informar DUM (data da última menstruação).

Nesse caso, em relação ao cálculo da idade gestacional, é correto afirmar que

A a datação da idade gestacional por ultrassonografia deverá sempre ser baseada na primeira ultrassonografia realizada e nunca ser recalculada por ultrassonografias posteriores, sendo que, quanto maior o tempo de gestação, maior a margem de erro no cálculo da idade gestacional.

B a datação da idade gestacional por ultrassonografia deverá sempre ser baseada na primeira ultrassonografia realizada entre a 11ª e a 13ª semana de gestação com medida da translucência nucal, o que reduz a margem de erro no cálculo da idade gestacional em 75%.

C apesar de o Ministério da Saúde preconizar a realização de 1 (uma) ultrassonografia obstétrica por gestante, o rastreamento de anomalias e malformações fetais deverá ser realizado em todas as gestantes.

D no segundo trimestre, o desvio esperado no cálculo da idade gestacional é de três a sete dias; dessa forma, o recálculo da idade gestacional deverá ser feito pela ultrassonografia realizada entre 18 e 22 semanas.

COMENTÁRIOS

Acerca do cálculo da IG pelo USG, tem-se que, quando ele é feito no comecinho da gestação (até a 12ª semana), a margem de erro é de apenas 8%. Para determinar essa idade, medimos o comprimento do feto da cabeça até as nádegas

No primeiro trimestre, o desvio no cálculo é de três a sete dias; no segundo, já pula para de sete a dez dias; e, após a 30ª semana, salta para de duas a três semanas.

RESPOSTA: A.

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CÁLCULO DA IDADE PROVÁVEL DO PARTO

Para o cálculo deve levar em consideração uma duração média de 280 dias ou 40 semanas, a partir da DUM.

Utiliza-se a Regra de Näegele Faz assim:

→ Soma 7 ao dia da DUM e

→ Se entre abril e dezembro: subtrair 3 do mês da DUM e acrescentar 1 ano.

→ Se entre janeiro e março: somar 9 ao mês da DUM.

Observações:

✓se na soma do dia, ultrapassar o número de dias do mês, acrescente 1 mês!

Vamos fazer isso, na prática para ficar mais claro:

Exemplo 1 DUM 13/09/2019

A data é entre abril e dezembro, então...

+7 no dia da DUM, – 3 no mês + 1 ano.

DPP = 20/06/2020

Exemplo 2 DUM 10/2/2020

A data é entre janeiro e março, então...

+7 no dia da DUM, + 9 meses DPP = 17/11/2020

Exemplo 3 DUM27/01/2021

A data é entre janeiro e março, então...

+7 no dia da DUM, + 9 meses Nessa soma, os dias extrapolaram o mês vigente, por isso, foi somado mais 1 mês.

DPP = 03/11/2021

TREINE COMIGO

IBADE / Prefeitura de Ministro Andreazza - RO / 2020

J. M. de 28 anos encontra-se em sua segunda gestação, e buscou a unidade de saúde que é inscrita, no dia 12/08/2020 para saber sobre a sua data provável de parto (DPP). Ao iniciar a consulta de enfermagem, a paciente informou que a data da sua última menstruação (DUM) foi dia 02/04/2020. Após a realização do método recomendado pelo Ministério da Saúde (MS), o enfermeiro informa a paciente que sua DPP é:

A 09/01/2021.

B 09/04/2021.

C 05/01/2021.

D 05/04/2021.

E 10/02/2021.

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COMENTÁRIOS DUM: 02/04/2020

Se foi em abril, basta somar 7 no dia, subtrair 3 no mês e acrescentar 1 ano.

02 + 7 = 9 >> dia 9 04 – 3 = 1 >> mês 01

2020 + 1 = 2021 >> Ano 2021 DUM = 09/01/2021

RESPOSTA: A.

CCV-UFC / UFC / 2018

Gestante XXX deu entrada na emergência Obstétrica no dia 05/11/2018 e relata não lembrar da data da última regra e somente realizou um Ultrassom no dia 06/09/2018 com 13 semanas. Diante dos dados, calcule a idade gestacional e a data provável do parto para este dia de atendimento:

A IG: 21 semanas e 4 dias - DPP: 14/03/2019 B IG: 23 semanas e 4 dias - DPP: 14/04/2019 C IG: 24 semanas e 6 dias - DPP: 24/02/2019 D IG: 24 semanas e 4 dias - DPP: 14/12/2018 E IG: 25 semanas e 3 dias - DPP: 16/02/2019 COMENTÁRIOS

IG, primeiro:

Set: faltam 24 dias Out: 31 dias Nov: 5 dias

Soma tudo e divide por 7: 60 dias

Isso dá 8 semanas e 4 dias. Somando com as 13 semanas já constatadas = 21 semanas e 4 dias.

DPP:

O USG diz que são 13 semanas em 06/09/2018 Volte essas 13 semanas subtraindo de 7 em 7:

30/08, 23/08, 16/08, 09/08, 02/08, 26/07, 19/07, 12/07, 05/07, 28/06, 21/06, 14/06, 07/06.

07/06/2018 foi a DUM.

Soma 7 no dia, subtrai 3 no mês e acrescenta 1 ano.

14/3/2019 RESPOSTA: A.

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AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL

Vamos ver peso e altura!

A altura deve ser aferida só uma vez (adulto) e trimestralmente (adolescente), mas o peso, em todas as consultas.

Daí, vamos ao IMC que é o peso sobre a altura ao quadrado.

IMC = PESO ALTURA x ALTURA

Lembrando que, para o primeiro trimestre, o ganho foi agrupado para todo o período, enquanto, para o segundo e o terceiro trimestre, o ganho é previsto por semana.

Existe uma tabela de avaliação do estado nutricional, de acordo com o IMC, da gestante acima de 19 anos, recomendação de ganho de peso (que não precisa estudar para a prova), mas que a classifica como:

BAIXO PESO: IMC menor que 18.5 kg/m2 PESO ADEQUADO: IMC18.5 e 24.9 kg/m2 SOBREPESO: IMC entre 25.0 e 29.9 kg/m2 OBESIDADE: maior que 30.0 kg/m2

Condutas segundo a avaliação do estado nutricional encontrado:

Baixo peso (BP) – investigar história alimentar, hiperêmese gravídica, infecções, parasitoses, anemias e doenças debilitantes; dar orientação nutricional, visando à promoção do peso adequado e de hábitos alimentares saudáveis; remarcar consulta em intervalo menor que o fixado no calendário habitual.

Adequado (A) – seguir calendário habitual, explicar à gestante que seu peso está adequado para a idade gestacional, dar orientação nutricional, visando à manutenção do peso adequado e à promoção de hábitos alimentares saudáveis.

Sobrepeso e obesidade (S e O) – investigar obesidade pré-gestacional, edema, polidrâmnio, macrossomia, gravidez múltipla e doenças associadas (diabetes, pré- eclâmpsia, etc.); dar orientação nutricional, visando à promoção do peso adequado e de hábitos alimentares saudáveis, ressaltando que, no período gestacional, não se deve perder peso; remarcar consulta em intervalo menor que o fixado no calendário habitual.

Baseado nisso, segue a recomendação de ganho de peso, de acordo com o IMC inicial e período da gestação:

Estado Nutricional (IMC)

Ganho de peso semanal (kg)

Ganho de peso semanal por semana no 2º e 3º

trimestre

Ganho de peso total (kg) durante a gestação

Baixo Peso 2,3 0,5 12,5 - 18

Adequado 1,6 0,4 11 - 16

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Sobrepeso 0,9 0,3 7 – 11,5

Obesidade 0 0,2 5 - 9

TREINE COMIGO

FUNCAB / EMSERH / 2016

Em uma consulta de enfermagem à gestante, a avaliação do estado nutricional e do ganho de peso gestacional tem o objetivo de acompanhar o estado nutricional da gestante para identificar as gestantes em risco nutricional (baixo peso, sobrepeso e obesidade) no início da gestação e detectar as gestantes com ganho de peso baixo ou excessivo para a idade gestacional. Para isso é importante realizar o cálculo do IMC na primeira consulta e seguir acompanhando o peso da gestante nas consultas posteriores. Com relação ao primeiro trimestre de gestação, a gestante considerada com sobrepeso apresenta IMC:

A entre 20-25 B >25

C >30 D < 20 E entre 28-32 COMENTÁRIOS

BAIXO PESO: IMC menor que 18.5 kg/m2 PESO ADEQUADO: IMC18.5 e 24.9 kg/m2 SOBREPESO: IMC entre 25.0 e 29.9 kg/m2 OBESIDADE: maior que 30.0 kg/m2 RESPOSTA: B.

PALPAÇÃO OBSTÉTRICA

Objetivos:

→Identificar o crescimento fetal;

→Diagnosticar os desvios da normalidade a partir da relação entre a altura uterina e a idade gestacional;

→Identificar a situação e a apresentação fetal.

A palpação obstétrica deve ser realizada ANTES da medida da altura uterina.

A percepção materna e a constatação objetiva de movimentos fetais, além do crescimento uterino, são sinais de boa vitalidade fetal.

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Técnica para palpação abdominal (Manobras de Leopold):

Consiste em um método palpatório do abdome materno em 4 passos:

Para fins de prova, observe as imagens e elas já te trarão os passos, visualmente.

1º tempo 2º tempo 3º tempo 4º tempo DESCRIÇÃO

1º TEMPO: Delimite o fundo do útero com a borda cubital de ambas as mãos e reconheça a parte fetal que o ocupa;

2º TEMPO: Deslize as mãos do fundo uterino até o polo inferior do útero, procurando sentir o dorso e as pequenas partes do feto;

3º TEMPO: Explore a mobilidade do polo, que se apresenta no estreito superior pélvico, além disso, determina o tipo de apresentação do concepto.

4º TEMPO: Determine a situação fetal, colocando as mãos sobre as fossas ilíacas, deslizando-as em direção à escava pélvica e abarcando o polo fetal, que se apresenta.

TREINE COMIGO

IBADE / Prefeitura de Ministro Andreazza - RO / 2020

A manobra de Leopold se constitui por um conjunto de técnicas realizadas através de manobras de palpação abdominal, sendo uma das possibilidades para diagnóstico da apresentação e posição fetais. A imagem abaixo demonstra uma das possíveis manobras que são realizadas pelo enfermeiro durante a consulta de pré-natal:

A manobra representada na imagem acima, corresponde à:

A 1ª manobra: delimitação do fundo do útero.

B 2ª manobra: tenta-se palpar o dorso fetal e os membros, de um ou outro lado do útero.

C 3ª manobra: determina o tipo de apresentação do concepto.

D 4ª manobra: conhecida como manobra de Leopold ou Pawlick, serve para explorar a mobilidade do polo fetal.

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E 5ª manobra: tentando identificar o dorso do fetal e o polo fetal.

COMENTÁRIOS Só revendo.

1º TEMPO: Delimite o fundo do útero com a borda cubital de ambas as mãos e reconheça a parte fetal que o ocupa;

2º TEMPO: Deslize as mãos do fundo uterino até o polo inferior do útero, procurando sentir o dorso e as pequenas partes do feto;

3º TEMPO: Explore a mobilidade do polo, que se apresenta no estreito superior pélvico, além disso, determina o tipo de apresentação do concepto.

4º TEMPO: Determine a situação fetal, colocando as mãos sobre as fossas ilíacas, deslizando-as em direção à escava pélvica e abarcando o polo fetal, que se apresenta.

RESPOSTA: C.

Agora, observe bem para não se confundir:

SITUAÇÃO APRESENTAÇÃO

→ Longitudinal: ou seja na vertical. (Aqui, pode ter a apresentação cefálica e pélvica),

→ Transversa: na horizontal

→ Oblíqua: na diagonal.

Parte fetal que ocupa o estreito superior materno da pelve materna onde se insinuará.

Cefálica (cabeça para baixo) * Pélvica (sentada).

Córmica (ombros)

POSIÇÃO

ATITUDE

Esquerda: quando o dorso do feto se apresenta à esquerda do abdome materno.

Direita: quando o dorso do feto se apresenta à direita do abdome materno.

Anterior: quando o dorso do feto é voltado para diante do abdome materno.

Posterior: quando o dorso do feto é voltado para trás do abdome materno.

Relação das diversas partes do feto entre si.

Ex. Atitude da cabeça:

A Fletida

B Bregma

C Fronte

D Face

A situação transversa e a apresentação pélvica, ao final da gestação, podem significar risco no momento do parto.

(15)

Nestas condições, a mulher deve ser referida para a unidade hospitalar de referência que tenha condições de atender caso de distócia.

TREINE COMIGO

INSTITUTO MAIS / Prefeitura de Santana de Parnaíba - SP / 2016 Observe a figura abaixo para responder à questão.

O feto pode estar em várias situações ou apresentações. De acordo com a figura acima, assinale a posição em que se encontra o feto.

A Longitudinal.

B Transversal.

C Pélvica.

D Cefálica.

COMENTÁRIOS

Ele está sentado, logo, pélvica.

ALTERNATIVA: C.

FEPESE / Prefeitura de Palhoça - SC / 2014

Com relação à Manobra de Leopold, assinale a alternativa correta.

A A situação fetal encontrada pode ser longitudinal, transversa ou oblíqua.

B A apresentação fetal encontrada pode ser longitudinal ou transversa.

C A posição fetal encontrada pode ser longitudinal, transversa ou oblíqua.

D A situação fetal encontrada pode ser cefálica ou pélvica.

E A posição fetal encontrada pode ser esquerda, direita ou transversa.

RESPOSTA A Certa

B Errada. Apresentação: cefálica ou pélvica.

C Errada. Posição é a posição do dorso.

D Errada. A situação pode ser longitudinal, transversa ou oblíqua.

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E Errada. Transversa é descrição da situação.

ALTERANTIVA: A.

UECE-CEV / Prefeitura de Quixeramobim - CE / 2020

Considerando as manobras de Leopold, que têm por finalidade a identificação da situação e a apresentação fetal, atente para os itens apresentados a seguir e numere-os, de 1 a 4, de acordo com a sequência correta:

( ) Realiza o diagnóstico da apresentação fetal (cefálico ou pélvico).

( ) Realiza o diagnóstico da posição fetal em: longitudinal (a mais comum), oblíqua e transversa.

( ) Determina a altura do útero e sua relação com os pontos de referência no abdômen materno: sínfise púbica, cicatriz umbilical e rebordos costais.

A sequência correta, de cima para baixo, é:

A 2, 1, 4, 3.

B 1, 3, 4, 2.

C 3, 2, 1, 4.

D 4, 1, 3, 2.

COMENTÁRIOS

1 Determina a altura do útero e sua relação com os pontos de referência no abdômen materno: sínfise púbica, cicatriz umbilical e rebordos costais.

2 Realiza o diagnóstico da posição fetal em: longitudinal (a mais comum), oblíqua e transversa.

3 Realiza o diagnóstico da apresentação fetal (cefálico ou pélvico).

4 Determina a altura do polo cefálico e seu grau de flexão e deflexão, e o preenchimento das escavas.

RESPOSTA: C.

ALTURA UTERINA

A medida da altura uterina deve ser realizada em todas as consultas, após a 12ª semana de gestação.

Visa estimar o crescimento fetal, correlacionando-se a medida da altura uterina com o número de semanas de gestação.

1. Posicione a gestante em decúbito dorsal, com o abdome descoberto;

2. Delimite a borda superior da sínfise púbica e o fundo uterino;

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3. Por meio da palpação, procure corrigir a comum dextroversão uterina;

4. Fixe a extremidade inicial (0 cm) da fita métrica, flexível e não extensível, na borda superior da sínfise púbica com uma das mãos, passando-a entre os dedos indicador e médio.

5. Deslize a fita métrica entre os dedos indicador e médio da outra mão até alcançar o fundo do útero com a margem cubital da mesma mão;

6. Proceda à leitura quando a borda cubital da mão atingir o fundo uterino;

7. Anote a medida (em centímetros) na ficha e no cartão e marque o ponto na curva da altura uterina.

ATENÇÃO!

Até a 6ª semana, não ocorre alteração do tamanho uterino;

Na 8ª semana, o útero corresponde ao dobro do tamanho normal;

Na 10ª semana, o útero corresponde a 3 vezes o tamanho habitual;

Na 12ª semana, o útero enche a pelve, de modo que é palpável na sínfise púbica;

Na 16ª semana, o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical;

Na 20ª semana, o fundo do útero encontra-se na altura da cicatriz umbilical.

A partir da 20ª semana, existe relação direta entre as semanas da gestação e a medida da altura uterina.

Porém, este parâmetro torna-se menos fiel a partir da 30ª semana de idade gestacional.

Quando não for possível determinar clinicamente a idade gestacional, solicite o mais precocemente possível a ultrassonografia obstétrica.

Foram desenvolvidas curvas de altura uterina em função da idade gestacional, nas quais os percentis 10 e 90 marcam os limites da normalidade.

Se a medida está dentro dessas duas linhas:

Segue o calendário habitual, pois o peso está adequado à idade gestacional.

Se a medida está abaixo das duas linhas:

O peso está insuficiente para a idade gestacional e pode indicar desnutrição. Verificar história alimentar, hiperêmese gravídica. As consultas devem ser em intervalos menores.

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Se a medida está acima das duas linhas:

O peso está superior para a idade gestacional, o que indica sobrepeso. Avaliar obesidade, edema, gravidez múltiplas etc. As consultas devem ser em intervalos menores.

TREINE COMIGO

INSTITUTO AOCP / EBSERH / 2015

Sobre a altura uterina, é correto afirmar que

A visa verificar a posição fetal à detecção precoce de alterações.

B durante a técnica para medida da altura uterina, deve-se a gestante em decúbito lateral, com o abdome descoberto.

C deve ser realizada com sonar, após 12 semanas de gestação.

D a extremidade inicial da fita métrica deve ser fixada no fundo do útero com uma das mãos, passando-a entre os dedos indicador e médio até chegar a sínfise púbica.

E durante a técnica deve-se fixar a extremidade inicial da fita métrica, flexível e não extensível, na borda superior da sínfise púbica com uma das mãos, passando-a entre os dedos indicador e médio.

COMENTÁRIOS Se atente ao enunciado!

A Errada. Isso é para a palpação.

B Errada. Decúbito ventral!

C Errada. Sonar é para auscultar os batimentos, nada tem a ver com a altura.

D Errada. Fixa na sínfise pública e vai até o fundo do útero, não ao contrário.

E Certa.

RESPOSTA: E.

AUSCULTA DOS BATIMENTOS FETAIS

Constatar a cada consulta a presença, o ritmo, a frequência e a normalidade dos batimentos cardíacos fetais (BCF).

→ SONAR: após 10 - 12 semanas de gestação

→ PINARD: após 20 semanas.

É considerada normal a frequência cardíaca fetal entre 120 a 160 batimentos por minuto.

(19)

Observação:

Após uma contração uterina, a movimentação fetal ou o estímulo mecânico sobre o útero, um aumento transitório na frequência cardíaca fetal é sinal de boa vitalidade. Por outro lado, uma desaceleração ou a não alteração da frequência cardíaca fetal, concomitante a estes eventos, é sinal de alerta, o que requer aplicação de metodologia para avaliação da vitalidade fetal. Nestes casos, recomenda-se referir a gestante para um nível de maior complexidade ou à maternidade.

TÉCNICA PARA AUSCULTA DOS BATIMENTOS CARDIOFETAIS - decúbito dorsal, com o abdômen descoberto;

- identificar o dorso fetal.

Além de realizar a palpação, deve-se perguntar à gestante em qual lado ela sente mais os movimentos fetais; o dorso estará no lado oposto.

- O Pinard deve ser posicionado no dorso fetal;

- Quando disponível, utilize o sonar doppler;

- Procure o ponto de melhor ausculta dos BCF na região do dorso fetal;

Controle o pulso da gestante para certificar-se de que os batimentos ouvidos são os do feto, já que as frequências são diferentes.

- Conte os batimentos cardíacos fetais por um minuto, observando sua frequência e seu ritmo;

- Registre os BCF na ficha perinatal e no Cartão da Gestante;

- Avalie resultados da ausculta dos BCF.

Atenção

- realizar a ausculta antes, durante e imediatamente após uma contração, por pelo menos 1 minuto e a cada 30 minutos, registrando como uma taxa única;

- registrar acelerações e desacelerações se ouvidas;

TREINE COMIGO

FUNCAB / Prefeitura de Ji-Paraná – RO / 2014

Qual o quadrante adequado de ausculta da frequência cardíaca fetal, caso o feto esteja com apresentação cefálica, situação longitudinal, com dorso voltado à esquerda e o polo cefálico fletido?

A Inferior esquerdo.

B Inferior direito.

C Superior direito.

(20)

D Superior esquerdo.

E Lateral esquerdo.

COMENTÁRIOS

A ausculta é feita no dorso. Se está à esquerda, logo, será colocado o equipamento na esquerda. Se está em apresentação cefálica, o posicionamento será mais inferior!

RESPOSTA: A

FEPESE / Prefeitura de Videira - SC / 2018

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação à consulta de Enfermagem no Pré- natal.

( ) A medida da altura uterina deve ser realizada em todas as consultas, após a 12ª semana de gestação.

( ) Para medir a altura uterina, deve-se fixar a fita métrica inelástica na borda inferior da sínfise púbica e deslizá-la pela linha mediana do abdome até́ o fundo uterino.

( ) Na 12ª semana de gestação, o fundo uterino encontra-se entre a sínfíse púbica e a cicatriz umbilical.

( ) Na 20ª semana de gestação, o fundo do útero encontra-se na altura da cicatriz umbilical.

( ) Os batimentos cardiofetais são audíveis com o uso de sonar doppler a partir da 10ª /12ª semana de gestação.

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

A V V F V F B F V F V V C V V F F F D F F F V V E V F F V V COMENTÁRIOS I – Certa

II – Errada. Na borda superior da sínfise púbica!

III – Errada. Na 16ª semana, o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical;

IV – Certa V – Certa.

RESPOSTA: E.

REGISTRO DOS MOVIMENTOS FETAIS

(21)

No início, os movimentos são mais fracos e pouco frequentes, podendo ser confundidos pela gestante com outros fenômenos, como o peristaltismo. Gradativamente, à medida que prossegue, a integração do sistema nervoso central com o sistema muscular do feto, os movimentos tornam-se rítmicos, fortes e contínuos.

O registro dos movimentos fetais, com o objetivo de promover uma avaliação clínica do bem-estar fetal na gravidez, deve ser realizado a partir da 34ª semana (RISCO HABITUAL) ou a partir da 26ª semana (ALTO RISCO).

Método de registro diário de movimentos fetais (RDMF) 1) Alimente-se antes de começar o registro;

2) Fique em posição semissentada, com a mão no abdome;

3) Marque o horário de início;

4) Registre seis movimentos e marque o horário do último;

5) Se, em uma hora, o bebê não se mexer seis vezes, pare de contar os movimentos. Repita o registro. Se persistir a diminuição, procure a unidade de saúde.

Quando ouvir falar em feto ativo: pense em 5 - 6 movimentos por hora!

O ritmo da atividade fetal pode sofrer interferência tanto de fatores endógenos (como a presença de insuficiência placentária, Isoimunização pelo fator Rh ou malformações congênitas) quanto de fatores exógenos (como a atividade materna excessiva, o uso de medicamentos sedativos, álcool e nicotina, entre outros).

TREINE COMIGO

Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ / Prefeitura de Rio de Janeiro - RJ / 2016

Na atenção ao pré-natal de baixo risco, o registro dos movimentos fetais, com o objetivo de promover uma avaliação clínica do bem-estar fetal na gravidez, deve ser realizado a partir da seguinte semana gestacional:

A 20ª B 24ª C 30ª D 34ª

COMENTÁRIOS

O registro dos movimentos fetais, com o objetivo de promover uma avaliação clínica do bem-estar fetal na gravidez, deve ser realizado a partir da 34ª semana (RISCO HABITUAL) ou a partir da 26ª semana (ALTO RISCO).

RESPOSTA: D.

FATOR RH

(22)

A Doença Hemolítica Perinatal (DHP) caracteriza-se pela hemólise fetal, com suas múltiplas e graves repercussões sobre a vitalidade do feto. É decorrente da incompatibilidade sanguínea materno-fetal, em que anticorpos maternos atravessam a barreira placentária e agem contra antígenos eritrocitários fetais.

Ocorre, neste caso, uma reação antígeno-anticorpo que promove a hemólise eritrocitária.

Isso representa, em maior ou menor grau, o principal determinante das diversas manifestações clínicas da doença (anemia, hipóxia).

Também conhecida como isoimunização (produção de anticorpos em resposta a antígenos provenientes de um ser da mesma espécie), a DHP tem como pré-requisito a transfusão de sangue com fator Rh positivo para a mulher com fator Rh negativo.

Dos vários antígenos que o Sistema RH possui, o “D” é o de maior imunogenicidade, ou seja, tem maior capacidade de estimular a produção de anticorpos.

Em princípio, as células do sangue materno e fetal não se misturam, mas, de fato, pequenos sangramentos podem São necessários 2 contatos do sangue materno com o fetal:

RESPOSTA PRIMÁRIA: No primeiro, são produzidor IgM, que não atravessam a placenta.

RESPOSTA SECUNDÁRIA: No segundo contato são produzidos IgG, que ULTRAPASSAM a placenta. É uma resposta rápida e de alta intensidade.

Por isso, o segundo filho é que sofre da doença hemolítica perinatal.

Observe a fisiopatologia:

FASE INTRAUTERINA

• Anticorpos entram na placenta e causam HEMÓLISE

• Aumento da bilirrubina não conjugada (indireta) que é metabolizada pelo fígado materno (por isso não há icterícia fetal)

• Aumento da eritropoietina na medula (local habitual).

• Eritropoieses extramedular, que é a produção de eritropoietina no fígado, rins e baço.

• Hepatoesplenomegalia

• Hepatomegalia leva a hipoalbuminemia e ascite

FASE PÓS NASCIMENTO

• A bilirrubina indireta que era metabolizada pelo fígado materno, agora será metabolizada pelo fígado do RN, que gera a ICTERÍCIA.

• A bilirrubina indireta não tratada atravessa a barreira hematoencefálica e se acumula no cérebro, o que leva a um quadro de encefalopatia bilirrubínica

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• Acúmulo de líquido no terceiro espaço no feto, com edema generalizado = hidropsia fetal.

As principais formas de exposição materna ao sangue fetal são:

Espontânea: Momento do parto; Deslocamento prematuro de placenta; Abortamento espontâneo; Morte fetal intraútero; Gestação ectópica; Mola hidatiforme.

Traumática: Amniocentese; Biópsia de vilosidades coriônicas; Cordocentese; Abortamento induzido; Transfusão sanguínea intrauterina; Versão externa; Manipulação obstétrica; Trauma abdominal.

É imprescindível que o diagnóstico se antecipe à Doença Hemolítica Perinatal (DHP). Isso significa que, ao se firmar o diagnóstico de DHP, reconhecemos que medidas importantes deixaram de ser tomadas antes da atual gestação.

São recomendadas as seguintes atitudes preventivas:

Período pré-gestacional: detecte a mulher com risco de desenvolver isoimunização maternofetal, pela solicitação da tipagem sanguínea com definição do fator Rh. Caso se identifique fator Rh negativo, deve-se pesquisar a presença do anticorpo anti-D, por meio do teste de Coombs indireto;

Período pré-natal: adote medidas recomendadas para o período pré-gestacional, caso ainda não tenham sido realizadas. A preocupação nesta fase é a instalação da DHP.

É muito importante avaliar se houve alguma das principais formas de exposição materna ao sangue fetal, como:

deslocamento prematuro de placenta; abortamento espontâneo; morte fetal intraútero; gestação ectópica; mola hidatiforme; amniocentese; biópsia de vilosidades coriônicas; cordocentese; abortamento induzido; transfusão sanguínea intrauterina; versão externa; manipulação obstétrica e trauma abdominal.

Ao fazer o Rh materno:

Fator Rh positivo: registrar no prontuário e no cartão da gestante o resultado e informar à gestante sobre seu tipo sanguíneo.

Se forem identificados anticorpos anti-D (Coombs indireto positivo), as gestantes devem ser encaminhadas ao pré-natal de alto risco, no qual se determinará a intensidade da hemólise provocada no feto e poderão ser indicados procedimentos invasivos com maior brevidade.

Fator Rh negativo e parceiro com fator Rh positivo e/ou desconhecido: solicitar teste de Coombs indireto.

Se o Coombs indireto for negativo, repeti-lo mensalmente.

Se o Coombs indireto for positivo, encaminhar a gestante ao pré-natal de alto risco. Se parceiro Rh negativo, não é necessário acompanhar o Coombs indireto materno.

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PROFLAXIA DA ISOIMUNIZAÇÃO

A administração da imunoglobulina anti-D no período de pós-parto reduz significativamente o risco de aloimunização materna.

A administração de 300 mg da imunoglobulina anti-D por via intramuscular em dose única, será dada de acordo com os critérios abaixo:

* Mulheres Rh-D negativas com coombs indireto positivo não devem receber imunoglobulina anti-D, pois não será eficaz uma vez que a isoimunização já ocorreu e não impedirá um aumento no título materno.

*Mulheres Rh-D negativas com coombs indireto negativo deverão receber a profilaxia nas situações descritas:

• 28 a 34 semanas de gestação (não disponível no serviço)

• Pós-parto de RN RhD positivo (idealmente até 72 horas; máximo: 28 dias)

• Submetidas a procedimentos diagnósticos invasivos (biopsia de vilo, amniocentese, cordo- centese)

• Doença trofoblástica gestacional

• Abortamento Gestação ectópica

• Trauma abdominal

• Sangramento na gestação

Após a aplicação da imunoglobulina, o Coombs indireto pode ficar positivo por até 4 semanas.

TREINE COMIGO IADES / SES-DF / 2020

Uma puérpera encontra-se em centro obstétrico, 15 minutos após o parto normal, primípara e com tipagem sanguínea A negativo. O recém-nascido (RN) é colocado em contato pele a pele com a mãe, e a enfermeira realiza avaliação do Apgar de primeiro minuto, na qual o RN se encontrava chorando, com FC > 100 bpm, com cianose em extremidades e membros flácidos. Após estímulo tátil, o RN evolui com movimento corporal ativo e mantém todos as outras características citadas. De forma concomitante, a enfermeira obstetra realiza assistência à dequitação, por meio do manejo ativo. Logo após, faz a palpação abdominal e percebe que o útero não formou o globo de Pinard. A enfermeira realiza a estimativa visual de perda sanguínea pós-parto, com contagem de quatro compressas encharcadas. A paciente se encontra desorientada, levemente hipocorada, sem força muscular, com PA = 70 mmHg x 55 mmHg; FR = 29 irpm; FC = 120 bpm; e SatO2 = 97%.

Acerca desse caso clínico e dos conhecimentos correlatos, julgue o item a seguir.

(25)

A puérpera deve receber a dose da imunoglobulina anti-D em até 72 horas após o parto, e, mesmo após esse procedimento, o respectivo Coombs indireto será positivo na próxima gestação.

COMENTÁRIOS

O período de 72 horas está ok, mas após a aplicação da imunoglobulina, o Coombs indireto pode ficar positivo por até 4 semanas.

RESPOSTA: ERRADA.

ADMINISTRAÇÃO DE SUPLEMENTOS

ÁCIDO FÓLICO:

A dose indicada para evitar má formação no tubo neural do feto é de 0,4 à 0,8mg/dia, mas a dose atualmente ofertada, de (5mg, VO/dia, durante 60 a 90 dias antes da concepção e durante o primeiro trimestre de gestação) é praticamente 10 vezes maior que o recomendado.

Mulheres que tiveram fetos ou neonatos com defeitos abertos do tubo neural têm que usar folato continuamente se ainda desejam engravidar.

SULFATO FERROSO:

Dose: 40 mg/dia, 1 vez ao dia 30 minutos antes do almoço, de preferência com suco de frutas cítricas, até três meses após o parto.

Se anemia presente, a dose será maior, em geral, entre 120 a 240 mg / dia.

Consumir 1 vez ao dia 30 minutos antes do almoço, de preferência com suco de frutas cítricas, até três meses após o parto.

TREINE COMIGO

VUNESP / EBSERH / 2020

Para a prevenção de defeitos do tubo neural e alterações na divisão celular recomenda-se que as gestantes sejam orientadas a consumirem vegetais folhosos verdes, legumes, bife de fígado e frutas cítricas devido o conjunto desses alimentos serem ricos em

A ferro.

B ácido fólico.

C cálcio.

D vitamina D.

E vitamina A.

COMENTÁRIOS

(26)

A palavra-chave para você não errar é o fechamento do tubo neural. Pode correr para o abraço da alternativa que diz “ácido fólico”.

RESPOSTA: B

CARACTERÍSTICAS DO LÍQUIDO AMINIÓTICO

A bolsa amniótica normalmente forma-se a partir da segunda semana de gestação e é ela que coleciona em seu interior o líquido amniótico.

Produção de líquido amniótico

Primeiro trimestre. O líquido amniótico, no início da gravidez, é isomolar com o plasma fetal e o materno, como já mencionado. Água e eletrólitos transitam livremente através da pele antes da queratinização epitelial, e essa trajetória representa a maior rota de formação do líquido amniótico na primeira metade da gravidez. Os rins começam a excretar urina com cerca de 10 a 11 semanas de vida. Após esse período, desempenham papel importante na composição do líquido amniótico.

Segundo e terceiro trimestres. Caracteriza-se por produção de urina.

A avaliação da quantidade do líquido amniótico por meio da ultrassonografia tornou-se um importante método de acompanhar a vitalidade e o desenvolvimento anatômico fetal e é, hoje em dia, um exame de rotina no acompanhamento pré-natal.

Quando esse líquido está em menor ou maior quantidade do que deveria (oligodrâmnio ou polihidrâmnio, respectivamente) indica problemas para a mãe e para o bebê e requer correção.

Causas do oligodrâmnio? Causas do polihidrâmnio?

• Desidratação materna;

• Ruptura parcial da bolsa amniótica;

• Malformações interferindo na produção de urina do bebê etc.

Diabetes;

Gestação múltipla etc.

TREINE COMIGO

CESPE / CEBRASPE / EBSERH / 2018

Acerca de assuntos relacionados a anatomia e fisiologia da gestação, julgue o próximo item.

Decorridas vinte semanas de gestação, o líquido amniótico consiste, em grande parte, em urina fetal.

COMENTÁRIOS

Segundo e terceiro trimestres. Caracteriza-se por produção de urina.

RESPOSTA: Certa.

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PERÍODOS CLÍNICOS DO PARTO

São eles:

DILATAÇÃO EXPULSÃO DEQUITAÇÃO GREENBERG

Vamos um a um:

PERÍODO DE DILATAÇÃO

É a transição do período de pré-parto, com início difícil de precisar.

Ela começa mesmo antes do próprio trabalho de parto.

Inicia com as “contrações de treinamento” que preparam o colo e o modificam: dilatação e esvaecimento.

Em geral, as parturientes já acham que estão em franco trabalho de parto, principalmente quando tiveram saída do tampão mucoso mas você verá que temos a fase de latência e ativa do trabalho do parto, como visto no capítulo anterior.

A hora de internar é na fase ativa!

Pois é nessa fase que se tem um padrão esperado de evolução que será registrado no partograma.

Para fins das Diretrizes do MS, utilizar as seguintes definições de trabalho de parto:

• Fase de latência do primeiro período do trabalho de parto quando:

- há contrações uterinas dolorosas E

- há alguma modificação cervical, incluindo apagamento e dilatação até 4 cm.

• Trabalho de parto estabelecido (fase ativa) quando:

- há contrações uterinas regulares, em geral, pelo menos 2 - 3 contrações em 10 minutos (o que é a mesma coisa que 1 contração a cada 3 a 5 minutos), aproximadamente, que também aumentam em intensidade, em geral de 20 a 60 segundos.

- há dilatação cervical progressiva a partir dos 3 - 4 cm. (MS traz 4). Nesta fase, tende a chegar nos 10 cm.

(28)

Outros sinais, como perda de tampão mucoso, discreto sangramento transvaginal (trabalho de colo) ou formação da bolsa das águas podem acompanhar o TP, porém, são sinais variáveis e não devem ser usados como critérios diagnósticos.

Detalhe:

As contrações de Braxton Hicks acontecem durante a gestação e são indolores não ocasionam trabalho de parto.

A duração do trabalho de parto ativo pode variar:

- nas primíparas dura em média 8 horas e é pouco provável que dure mais que 18 horas;

- nas multíparas dura em média 5 horas e é pouco provável que dure mais que 12 horas.

Temos diferença entre a primípara e multípara!

Na primípara, primeiro o colo afina e depois ocorre a dilatação. Na multípara, ocorre junto!

Registrar as seguintes observações no primeiro período do trabalho de parto:

- frequência das contrações uterinas de 1 em 1 hora;

- pulso de 1 em 1 hora;

- temperatura e PA de 4 em 4 horas;

- frequência da diurese;

- exame vaginal de 4 em 4 horas ou se houver alguma preocupação com o progresso do parto ou em resposta aos desejos da mulher (após palpação abdominal e avaliação de perdas vaginais).

PERÍODO EXPULSIVO

Início: dilatação cervical total (10 cm) Término: saída do feto

• Intensidade máxima das contrações que impele a apresentação para o canal do parto

• distensão das fibras musculares da vagina

• períneo abaulado e o ânus entreaberto até que o feto é expulso.

DISTÓCIA DE OMBROS

O perímetro cefálico é o maior! Em geral, após a cabeça exteriorizar, o ombro pode não ser um problemas, mas às vezes, o ombro pode ficar retido na sínfise púbica, o que necessita de algumas manobras para o parto seguir:

MANOBRAS:

1ª LINHA

• Manobra de Mc Robert: hiperflexão das coxas da paciente contra o abdome pois o ângulo da bacia e feto ficam mais retilíneos nessa nova posição e facilita a descida.

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• Pressão suprapúbica 2ª LINHA

• Manobra de Woods: reverter a posição fetal para que o ombro que estava anterior virar o posterior.

Atenção!

Diretrizes no MS: a manobra de Kristeller não deve ser realizada no segundo período do trabalho de parto.

Você sabe que manobra é essa?

Trata-se de técnica obstétrica obsoleta executada durante o parto. Consiste na aplicação de pressão na parte superior do útero com o objetivo de facilitar a saída do bebê.

Outros tópicos dessas diretrizes:

Após confirmados os 10 cm de dilatação, não se deve incentivar a gestante a realizar puxos, exceto se tardiamente (sugere- se no mínimo após 1 hora de dilatação total) ou quando a cabeça fetal se tornar visível e SEMPRE durante a contração.

Após constatado 10 cm de dilatação, devem ser estabelecidas estratégias para que o nascimento ocorra em até 4 horas, independente da paridade.

Ambiente de assistência, posições e imersão em água

Deve-se desencorajar a mulher a ficar em posição supina, decúbito dorsal horizontal, ou posição semi-supina no segundo período do trabalho de parto.

A mulher deve ser incentivada a adotar qualquer outra posição que ela achar mais confortável incluindo as posições de cócoras, lateral ou quatro apoios.

Informar às mulheres que há insuficiência de evidências de alta qualidade, tanto para apoiar como para desencorajar o parto na água.

EPISIOTOMIA

Antes era feito de forma rotineira, mas HOJE, É SELETIVA.

Corte médio lateral, direcionada para o lado direito, com um ângulo do eixo vertical entre 45 e 60 graus, que evita a laceração, principalmente no sentido anal, gerando muitas complicações.

Indicações:

• Distócia de ombros

• Fetos macrossômicos

• Fórceps (com as devidas indicações, também!)

• Sofrimento fetal

• Período expulsivo prolongado

• Variedade de posição

Cuidados com o períneo

(30)

• Não se recomenda a massagem perineal durante o segundo período do parto.

• Considerar aplicação de compressas mornas no períneo no segundo período do parto.

• Não se recomenda a aplicação de spray de lidocaína para reduzir a dor perineal no segundo período do parto.

• Tanto a técnica de ‘mãos sobre’ (proteger o períneo e flexionar a cabeça fetal) quanto a técnica de ‘mãos prontas’ (com as mãos sem tocar o períneo e a cabeça fetal, mas preparadas para tal) podem ser utilizadas para facilitar o parto espontâneo.

• Se a técnica de ‘mãos sobre’ for utilizada, controlar a deflexão da cabeça e orientar à mulher para não empurrar nesse momento.

• Se uma episiotomia for realizada, a sua indicação deve ser justificada, recomendando-se a médio-lateral originando na fúrcula vaginal e direcionada para o lado direito, com um ângulo do eixo vertical entre 45 e 60 graus.

• Assegurar analgesia efetiva antes da realização de uma episiotomia.

PERÍODO DE DEQUITAÇÃO Início: após a expulsão fetal

Término: após a saída da placenta pela vagina

→ duração: até 30 minutos

→ contrações: intensidade de 50 mmHg (indolores)

Se não ocorrer, pode ser feito a curagem uterina que é introduzir a mão e auxiliar o desprendimento da placenta.

→ Mecanismo de descolamento:

Baudelocque-Schultze (75%): mais comum! Baudelocque-Duncan (25%)

Observe que é a face fetal desce reta e, portanto, o sangramento é posterior.

Observe que a inserção é lateral, e o descolamento, causa sangramento concomitante.

A conduta fisiológica no terceiro período do parto envolve um conjunto de cuidados que inclui os seguintes componentes:

- sem uso rotineiro de uterotônicos;

- expulsão da placenta por esforço materno (IDEAL)

A tração controlada do cordão, como parte da conduta ativa, só deve ser realizada após administração de ocitocina e sinais de separação da placenta.

(31)

Não usar injeção de ocitocina na veia umbilical rotineiramente.

Cuidados com o períneo

O trauma perineal ou genital deve ser definido como aquele provocado por episiotomia ou lacerações, da seguinte maneira:

Primeiro grau Segundo grau Terceiro grau Quarto grau

Lesão apenas da pele e mucosas

Lesão dos músculos perineais sem atingir o esfíncter anal

3a – laceração de menos de 50% da espessura do esfíncter anal

3b – laceração de mais de 50% da espessura do esfíncter anal

3c – laceração do esfíncter anal interno.

Lesão do períneo envolvendo o

complexo do esfíncter anal (esfíncter anal interno e externo) e o epitélio anal.

Durante o reparo perineal:

- assegurar analgesia efetiva com a infiltração de até 20 ml de lidocaína 1% ou equivalente ou;

- realizar nova dose de anestésico peridural se a mulher estiver com cateter, ou realizar uma anestesia espinhal.

PERÍODO GREENBERG Primeira hora após a dequitação

Aqui tem grande risco de hemorragia!

Procede-se com a revisão da placenta e membranas ovulares quanto à integridade, forma e aspecto da placenta, inserção do cordão umbilical, presença do âmnio e cório, odor.

E então, se inicia a INVOLUÇÃO UTERINA:

Na involução uterina, a altura diminui 1 cm por dia no parto normal e 0,5cm nas cesarianas.

1-2horas: a altura do fundo uterino deve estar na linha média entre a cicatriz umbilical e a sínfise pubiana.

12 horas: deve estar na altura da cicatriz umbilical ou 1 cm acima.

3 dias: aproximadamente 3 cm abaixo da cicatriz umbilical.

TREINE COMIGO

UFU-MG / UFU-MG / 2016

Assinale a alternativa que NÃO apresenta sinal(is) de desencadeamento do trabalho de parto.

A Contrações uterinas irregulares, com duração variável de 5 a 15 segundos.

B Perda de tampão mucoso.

(32)

C Discreto sangramento.

D Alterações da cérvice, amolecimento, apagamento e dilatação progressiva.

COMENTÁRIOS

A mulher pode supor que esteja em trabalho de parto caso apresente contrações de 3 em 5 minutos, ritmadas, isto é, que se repetem periodicamente há algum tempo, por exemplo há 1 hora, e acompanhadas de dores do tipo cólicas.

RESPOSTA: A.

INSTITUTO AOCP / EBSERH / 2015

Assinale a alternativa INCORRETA, em relação ao trabalho de parto.

A O terceiro estágio é o período de Greenberg.

B O primeiro estágio leva à dilatação do colo do útero em até 10 cm.

C O segundo estágio se inicia com a dilatação máxima e termina com a expulsão do feto.

D No terceiro estágio, ocorre o desprendimento da placenta e membranas.

E O quarto período, que ocorre na primeira hora pós-parto, objetiva a parada do sangramento genital.

COMENTÁRIOS

Ele quer a incorreta! O terceiro estágio é a quitação e a letra “a” diz que é o “Greenberg”. Lembra dos períodos:

Dilatação Expulsão Dequitação Greenberg.

RESPOSTA: A.

MECANISMOS DO PARTO

É o caminho do feto até sua total expulsão propulsionado pelas CONTRAÇÕES UTERINAS, que provoca, também, a dilatação do colo uterino.

1º - Insinuação

É a passagem do maior diâmetro da apresentação pelo estreito superior da bacia materna. Nas apresentações cefálicas, este diâmetro é o biparietal (DBP).

O assinclitismo pode ocorrer neste momento que é uma flexão lateral da cabeça do feto.

2º - Descida ou progressão

É a passagem do polo cefálico do estreito superior para o estreito inferior da pelve materna. Esse é um processo que ocorre concomitantemente à insinuação, assim como a rotação interna. A divisão dos tempos é feita apenas para fins de aprendizado.

(33)

Se cair algo sobre o plano de Lee, saiba que é um parâmetro para avaliar a descida.

O ponto zero é o parâmetro base. Acima dele, a pontuação é negativa (bebê está alto ainda) e abaixo dele, positiva.

3º - Flexão da cabeça

O objetivo é diminuir o diâmetro e facilitar a passagem.

4ª - Rotação interna (cabeça)

A sutura sagital se posiciona no diâmetro ântero-posterior da pelve materna.

O lambda vai se posicionar abaixo do pube.

5º - Desprendimento cefálico (extensão)

A cabeça do feto se desprende do estreito inferior pelo movimento de deflexão. Ocorre uma retropulsão coccígea, a fronte do bebê rechaça o cóccix, causando um aumento do diâmetro anteroposterior.

O feto é impulsionado para fora do canal de parto por meio das contrações uterinas e da resistência perineal, quando esta resistência é vencida, a cabeça fetal faz um movimento de extensão, exteriorizando o bregma, a fronte, o nariz e o mento.

6º - Rotação externa (cabeça)

Já fora da genitália, a cabeça faz um movimento retornando o occipital para onde se encontrava na insinuação (geralmente lambda), simultaneamente, ocorre rotação interna das espáduas, esse processo é chamado de restituição ou rotação externa da cabeça.

7º - Desprendimento dos ombros e troncos.

O movimento ocorre para que o ombro anterior se posicione sob a arcada púbica e o posterior se volte para o assoalho pélvico, empurrando o coccige materno para trás.

TREINE COMIGO FUNRIO / AL-RR /2018

A dequitação corresponde ao terceiro período clínico do parto e se caracteriza por ser

A o período de dilatação total do colo, cabeça do bebê visível, contrações de expulsão ou esforço materno ativo.

B o período em que as contrações uterinas ainda possuem intensidade e frequência mínimas.

C a primeira hora após o nascimento da criança.

D o momento desde o nascimento da criança até a expulsão da placenta e anexos fetais.

(34)

COMENTÁRIOS

A dequitação corresponde ao terceiro período clínico do parto, se caracteriza por ser o momento desde o nascimento da criança até a expulsão da placenta e membranas.

RESPOSTA: D.

PARTOGRAMA

Trata-se de uma representação gráfica do trabalho de parto que possibilita acompanhar a sua evolução, documentar, diagnosticar alterações e indicar a tomada de condutas apropriadas para a correção dos desvios, evitando intervenções desnecessárias.

O esperado é a evolução de 1 cm a cada hora!

No partograma tem a linha de alerta e a linha de ação.

Não, você não precisa aprender a preencher um partograma na prática para fazer a prova do seu concurso, mas uma noção básica cabe!

Os triângulos representam a dilatação que se estima que ela deve andar na linha de alerta ou dentro do intervalo, visto que a segunda linha já indica uma outra intervenção.

Os círculos são a representação da cabeça, ou seja, da apresentação! Observe que temos a Linha de Lee na direita com as marcações que vão de menos 3 a mais 3 e isso representa a descida em direção a vulva!

(35)

Já na parte de baixo, nos batimentos fetais, terá o registro de hora em hora. A marcação é com um ponto (bolinha preta, no valor dos batimentos.

Já nas contrações onde tem o desenho dos quadrado preto preenchido por inteiro e pela metade, é a intensidade das contrações.

Por fim, há o registro da bolsa, quanto a sua integridade ou se está rota, registrando as características do líquido.

Distocias no período de dilatação:

1. Fase ativa prolongada

Na fase ativa prolongada ou distócia funcional, a dilatação do colo uterino ocorre lentamente, numa velocidade menor que 1cm/hora. A curva da dilatação ultrapassa a linha de alerta e, às vezes, a linha de ação. Essa distócia geralmente decorre de contrações uterinas não eficientes.

2. Parada secundária da dilatação

A parada secundária da dilatação é diagnosticada por dois toques sucessivos, com intervalo de 2 horas ou mais, estando a mulher em trabalho de parto ativo. Nesse tipo de distócia, a dilatação cervical permanece a mesma durante duas horas ou mais, ultrapassa a linha de alerta e, por vezes, a linha de ação. Há risco de sofrimento fetal, agravando o prognóstico perinatal. A causa principal é a desproporção céfalo-pélvica (DCP).

3. Parto precipitado

O parto precipitado ou taquitócico é diagnosticado quando a dilatação cervical e a descida e expulsão do feto ocorrem num período de 4 horas ou menos. O padrão da contratilidade uterina é de taquissistolia e hipersistolia e, caso a placenta esteja no limite de sua função, pode ocorrer o sofrimento fetal. Lacerações do trajeto também são mais frequentes nesse tipo de parto, pois não há tempo para acomodação dos tecidos pélvicos, ocorrendo descida e expulsão do feto de modo abrupto.

Distocias no período pélvico:

1. Período pélvico prolongado

O período pélvico prolongado manifesta-se no partograma com a descida progressiva da apresentação, mas excessivamente lenta. Nota-se dilatação completa do colo uterino e demora na descida e na expulsão do feto. Essa distócia geralmente está relacionada à contratilidade uterina deficiente, e sua correção pode ser obtida pela administração de ocitocina, rotura artificial da bolsa das águas e, ainda, pela utilização do fórcipe.

2. Parada secundária da descida.

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Considera-se que há parada secundária da progressão da apresentação quando ocorre cessação da descida por pelo menos 1 hora após o seu início. Deve ter pronta correção. Há necessidade de se reavaliarem as relações feto- pélvicas, pois a causa mais frequente desse tipo de distócia é, novamente, a DCP relativa ou absoluta. A presença de desproporção absoluta leva à indicação de cesárea.

TREINE COMIGO

INSTITUTO AOCP / EBSERH / 2015 O partograma a seguir indica:

A período pélvico prolongado.

B parto preciptado.

C parada secundária da dilatação.

D parada secundária da descida.

E fase ativa prolongada.

COMENTÁRIOS

Olhe os triângulos, que representam a dilatação. Eles ultrapassam a linha de ação, que significa que está dilatando menos que o esperado e demandam outra conduta.

Agora olha os círculos que representam a apresentação. Eles estão ainda acima do “0”, logo, a descida está

demorada.

Isso é a fase ativa (já está em trabalho de parto) mas está mais demorado que o esperado.

RESPOSTA: E.

PARTO NORMAL

Este capítulo provém das Diretrizes do MS, citadas lá no início do documento:

Entende-se como parto normal ou espontâneo aquele que não foi assistido por fórceps, vácuo extrator ou cesariana, podendo ocorrer intervenções baseadas em evidências, em circunstâncias apropriadas, para facilitar o progresso do parto e um parto vaginal normal, tais como:

• estimulação do trabalho de parto com ocitocina;

• ruptura artificial de membranas;

• alívio farmacológico da dor (peridural, opioides, óxido nitroso);

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• alívio não farmacológico da dor; ou

• manobra ativa no terceiro período.

Local de assistência ao parto

• A assistência ao parto no domicílio não faz parte das políticas atuais de saúde no país, tendo em vista o maior risco de complicações para a criança.

• Assegurar que todas as mulheres que optarem pelo planejamento do parto fora do hospital tenham acesso em tempo hábil e oportuno a uma maternidade, se houver necessidade de transferência.

Dieta durante o trabalho de parto

• Podem ingerir líquidos, de preferência soluções isotônicas ao invés de somente água ou se não estiverem sob efeito de opioides ou não apresentarem fatores de risco iminente para anestesia geral, podem ingerir uma dieta leve.

• Os antagonistas H2 e antiácidos não devem ser utilizados de rotina para mulheres de baixo risco para anestesia geral durante o trabalho de parto, mas somente aquelas que recebem opioides.

Medidas de assepsia para o parto vaginal

• A água potável pode ser usada para a limpeza vulvar e perineal se houver necessidade, antes do exame vaginal.

• Medidas de higiene, incluindo higiene padrão das mãos e uso de luvas únicas não necessariamente estéreis, são apropriadas para reduzir a contaminação cruzada entre as mulheres, crianças e profissionais.

ALÍVIO DA DOR NO TRABALHO DE PARTO

Não é recomendado: É recomendável, se a mulher desejar:

Injeção de água estéril

Estimulação elétrica transcutânea

Imersão em água Massagem Músicas Aromaterapia

ANALGESIA

Inalatória Intramuscular e endovenosa Regional Óxido nitroso a 50% em veículo

específico.

Não devem ser realizados de rotina pelos efeitos colaterais para a mulher, tais como

Os tipos de anestesia regional mais utilizados são:

Referências

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