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Palestra do
Secretário-Geral da Secretaria de Planejamento da Presidência da República, JOSÉ F LÁ V IO PÉCORA, na Escola de Guerra Naval, • em 25 de junho de 1981 (
Presidência da República Secretaria de Planejamento
Coordenadoria de Comunicação Social Publicação 0 9 /8 1
Presidência da República S ecretaria de Planejam ento
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SISTEMA DE
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Palestra do Secretário-Geral da Secretaria de Planejamento da Presidência da República, JOSÉ FLÁVIO PÉCORA, na Escola de Guerra Naval, em 2 5 de junho de 1 9 8 1
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1. Introdução
2. Sistema de Planejamento Federal A. Descrição Geral
B. Estrutura C. Instrum entos 3. Estrutura da SEPLAN
A. C onfiguração A nterior B. C onfiguração A tual
C. A Secretaria-Geral como Órgão Central do Sistema de Planejamento Federal
4. O III PND e as Grandes Prioridades do Governo 5. Conclusão
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1. INTRODUÇÃO
Sempre houve de parte de todos os Governos a preocupação de melhorar a eficiência da A dm inistração Pública, através de m edi
das tendentes a perm itir tra ta m e n to sistem ático e coerente ao de
senvolvim ento nacional. O esforço de planejam ento, todavia, so
mente com eçou a tom ar corpo a partir de 1 9 6 7 , com o Decreto-lei n .° 2 0 0 . Este diploma legal criou o M inistério do Planejamento e Coordenação Geral e possibilitou a im plantação do Sistema de Pla
nejam ento Federal, o qual passou, posteriorm ente, por força da re
gulam entação objeto do Decreto n .° 7 1 .3 5 3 , de 0 9 .1 1 .7 2 , a com preender as atividades de Planejam ento, O rçam entação e M o
dernização A d m in istra tiva .
O ano de 1 9 7 4 assinala um marco im portante para o sistema que, jà consolidado e em pleno funcio nam ento, garantia a execu
ção eficiente do O rçam ento Federal, com a liberação autom ática das dotações orçam entárias, oferecendo, tam bém , razoável con
sistência em relação ao que se program ava e executava, assim co
mo no tocante à condução dos Programas Setoriais e do Plano Ge
ral de Governo.
Os resultados até então obtidos indicavam já ser possível dar- -se novo passo adiante nas diretrizes abertas pelo Decreto-lei 2 0 0 , de 1 9 6 7 , principalm ente quanto à adm inistração da política econô
mica, com vistas a conferir-lhe conform ação mais global e orgâni
ca, sob a supervisão da Presidência da República.
Essa orientação se m ostrava inteiram ente coerente com a pró
pria natureza da política econôm ica, cuja adm inistração, dentro de
uma concepção moderna, era de molde a exigir maior coordenação no uso de instrum entos com o as políticas fiscal, monetária, de pre
ços, de salários e de balanço de pagamentos, bem com o na ação dos M inistérios mais diretam ente envolvidos no esforço de cresci
mento da Economia.
Dessa form a, e para a preservação da orientação geral de Go
verno, consubstanciada no Plano Nacional de Desenvolvim ento, entendeu-se conveniente fosse a Presidência da República dotada de dois novos órgãos de assessoramento im ediato: o Conselho de D esenvolvim ento Econôm ico (CDE) e a Secretaria de Planejamento da Presidência da República (SEPLAN), esta últim a pela tran sform a
ção do então M inistério do Planejamento e Coordenação Geral.
Com a criação desses dois órgãos, através da Lei n .° 6 .0 3 6 , de 1 .° de maio de 1 9 7 4 , passou o Governo Federal a dispor dos instrum entos que viriam perm itir a obtenção da necessária fle x ib ili
dade e am plitude de ação dos órgãos governam entais e, bem as
sim, do assessoramento coordenado para a form ulação da política econôm ica.
Ao Conselho de D esenvolvim ento Econômico, incum biu-se a tarefa de assessorar o Presidente da República na form ulação da política econôm ica e, especialmente, na coordenação das ativid a des dos M inistérios Setoriais.
Ao absorver as atribuições e as entidades que com punham o e x tin to M inistério do Planejamento e Coordenação Geral, a Secre
taria de Planejamento da Presidência da República teve pautadas as suas atividades nas seguintes grandes linhas de atuação:
a) coordenação do sistema de planejam ento, orçam ento e
m odernização adm inistrativa; . ., „ .
b) coordenação das medidas relativas à política de desenvolvi
m ento econôm ico e social;
c) coordenação da política de desenvolvim ento cie n tífico e te cnológico, p rincipalm e nte em seus aspectos econôm ico- -financeiros, ressalvada a com petência deferida à Secretaria-Geral do Conselho de Segurança Nacional;
d) coordenação de assuntos afins ou interdependentes que in
teressassem a mais de um M inistério.
Para melhor compreensão do papel que desempenha a SE
PLAN com o Órgão Central de Planejamento, julgam os oportuno te cer algumas considerações de ordem conceituai, estrutural e ins
trum ental sobre o Planejamento de Governo no Brasil, com o função e produto do Sistema de Planejamento Federal.
A. Descrição Geral
Em sentido amplo, o Planejamento no Brasil pode ser entendi
do como um processo permanente de racionalização de decisões, que se desdobra em Planejamento Indicativo — destinado a orien
tar a atividade privada para a consecução dos objetivos de desen
vo lvim e n to — e Planejamento de Governo propriamente dito — v o l
tado para a atuação dos órgãos e entidades que constituem o S iste
ma de Planejamento Federal.
Quando se trata de orientar a atividade privada — Planejamen
to Indicativo — são acionados in strum entos de políticas monetária, cambial, creditícia, tributária e de incentivos fiscais, prom ovendo- se, ainda, o financiamento de programas prioritários de desenvolvi
mento através dos bancos oficiais, ou associando-se o poder públi
co a grupos empresariais privados na realização de empreendimen
tos de grande porte.
Q uanto ao Planejamento Público, é exercido através de co m plexa estrutura técn ico -a d m in istra tiva , envolvendo graus variados de articulação, descentralização e desconcentração das ações de Governo. A existência de esferas de poder autônom o, ca racterísti
ca do federalism o, determ ina m ultiplicidade de planos de decisão, com níveis d istin to s de autonom ia e de com petência. Essa com ple
xidade orientou a concepção, pelo G overno da União, de um Siste
ma de Planejamento que apresenta caráter normativo, quando se trata de program ar as ações de Governo que cabem à União, e cará
ter intergovernamental, transitivo, quando busca integrar, com vis-
tas à unidade de objetivos que deve presidir a atuação dos poderes públicos, no seu todo, as ações de Governo dos Estados e dos M u
nicípios com as da União; ou quando procura a cooperação interna
cional, de outros Governos ou Organismos Transgovernam entais.
Dentro desse quadro, o Sistema de Planejamento Federal tem como função prim ordial a racionalização das decisões e a coorde
nação das ações de Governo.
A consecução desse objetivo maior, hoje, m uito mais do que antes, fortem ente condicionada à superação dos desequilíbrios in
ternos e externos, impõe outras funções ao Sistema, tais como:
— a pesquisa, a produção de informações e o treinamento de recursos humanos para o Planejamento;
— o planejam ento, a program ação e o acom panham ento da execução a níveis diversos de centralização, desconcentração e descentralização, segundo a natureza global, setorial-regional ou particularizada de sua abrangência;
— a orçam entação e o acom panham ento da execução orça
mentária;
— a modernização adm inistrativa dos organism os governa
m entais;
— a articulação com os Estados e M unicípios e a coordenação da cooperação internacional;
— o controle dos dispêndios do Setor Público, notadam ente das empresas estatais;
— o controle de preços e a regularização do abastecim ento no mercado interno.
B. Estrutura
A estrutura do Planejamento Governam ental no Brasil está concebida sob a form a de Sistema, visando ao exercício das fu n ções anteriorm ente indicadas, valendo nela destacar:
I — ÓRGÃOS DE DECISÃO SUPERIOR, diretam ente subordi
nados ao Presidente da República.
a) o Conselho de D esenvolvim ento Econôm ico (CDE), presidi
do pelo Presidente da República e com posto pelos M inistros da área econôm ica e mais o M inistro do Trabalho, com a incumbência de assessorar o Presidente da República na form ulação da política econôm ico-financeira e na coordenação de sua execução;
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b) o Conselho de Desenvolvimento Social (CDS), também pre
sidido pelo Presidente da República e com posto pelos M inistros da área social, além dos M inistros da Fazenda e da Justiça, com a in
cum bência de assessorar o Presidente da República na form ulação da política social e na coordenação de sua execução;
c) a Secretaria de Planejamento, órgão de assessoramento im ediato da Presidência da República, a quem incumbe, particular
mente, assistir o Presidente da República na coordenação do Siste
ma de Planejamento e das medidas relativas ao desenvolvimento econômico e social. O M inistro-C hefe da Secretaria de Planejamen
to é, tam bém , Secretário-Geral do CDE e do CDS;
II - ÓRGÃOS DO SISTEMA DE PLANEJAMENTO FEDERAL PROPRIAMENTE DITO.
a) Órgão central — a Secretaria-Geral da Secretaria de Plane
jam ento;
b) Órgãos setoriais — as Secretarias-Gerais dos M inistérios Civis e os órgãos equivalentes dos M inistérios M ilitares;
c) Órgãos seccionais — aqueles que, nas Superintendências Regionais, demais autarquias, empresas públicas e sociedades de econom ia m ista, centralizam as funções de planejam ento.
C. Instrumentos
A atividade de planejam ento governam ental no Brasil dispõe de um conjunto de instrum entos, com andado pelos seus diversos órgãos, particularm ente pela Secretaria de Planejamento:
I - INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO - fundam entalm en
te, os Planos Nacionais de Desenvolvim ento (PND), elaborados por toda a A dm inistração Federal, cujas diretrizes e prioridades são aprovadas pelo Congresso Nacional. O PND co n stitu i docum ento de program ação qüinqüenal, que se desdobra:
a) em programações setoriais e regionais detalhadas, elabora
das pelos órgãos setoriais do Sistema de Planejamento, analisadas, revistas e com patibilizadas pelo órgão central;
b) em planos específico«;: o Plano Básico de Desenvolvim ento C ientífico e Tecnológico;
c) em programas especiais de desenvolvimento, regional ou setorial;
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II — MECANISMOS DE ACOMPANHAMENTO permanente dos Planos Nacionais de D esenvolvim ento e dos planos e progra
mas com plem entares;
III - ELABORAÇÃO E ACOMPANHAMENTO DOS ORÇAMEN
TOS DA UNIÃO:
a) os Orçamentos Anuais, subm etidos ao Congresso Nacio
nal;
b) os Orçamentos Plurianuais, trienais, atualizados anualm en
te, dentro do horizonte qüinqüenal da programação dos Planos Na
cionais de D esenvolvim ento (tam bém subm etidos à apreciação do Congresso Nacional);
c) os Programas Gerais de Dispêndios, docum entos trienais de program ação que envolvem as aplicações de toda a A d m in istra ção Federal, inclusive empresas e entidades governam entais que não recebem recursos do Tesouro Nacional (excluídas dos Orça
m entos);
IV - INSTRUMENTOS DE EXECUÇÃO DA REFORMA E M O DERNIZAÇÃO ADMINISTRATIVA (apoio técnico e financeiro);
V - INSTRUMENTOS DE ARTICULAÇÃO COM OS ESTADOS E MUNICÍPIOS:
a) administração das transferências federais aos Estados e Municípios;
b) apoio técnico aos Estados e Municípios no campo do Plane
jamento;
c) apoio financeiro a programas e projetos de desenvolvimen
to, de responsabilidade dos Estados e Municípios;
VI - MECANISMOS DE COORDENAÇÃO DA COOPERAÇÃO TÉCNICA E ECONÔMICA INTERNACIONAL (em articulação com o M inistério das Relações Exteriores);
VII - SUPERVISÃO E DESTINACÃO DE RECURSOS ORÇA
MENTÁRIOS NÃO DISCRIMINADOS E DOS DIVERSOS FUNDOS ESPECIAIS DE DESENVOLVIMENTO DO GOVERNO DA UNIÃO.
3. ESTRUTURA DA SEPLAN
A. Configuração Anterior
A estrutura básica da Secretaria de Planejamento está concebi
da de form a a possibilitar-lhe o exercício das diversas funções do Planejamento G overnam ental. É evidente que essa estrutura vem sendo atualizada ao longo do tem po, a fim de m elhor desempenhar a sua missão fre n te a novos obstáculos que, freqüentem ente, se antepõem à trajetória do desenvolvim ento econôm ico e social do País.
A té março de 1 9 7 9 , a estrutura da SEPLAN estava, em linhas gerais, assim constituída: (Tabela 3).
I - ÓRGÃOS DE ASSISTÊNCIA DIRETA E IMEDIATA AO M I
NISTRO
— Gabinete do M inistro
— C onsultoria Jurídica
— Divisão de Segurança e Inform ações
— Coordenação de Relacões-Públicas
II - Ó R G Ã Ò S D I R E T A M E N T E S U B O R D I N A D O S À SECRETRIA-GERAL
— Secretaria de Planejamento — SEPLAN
— Secretaria de O rçam ento e Finanças — SOF
— Secretaria de M odernização e Reforma A d m in istra tiva — SEMOR
— Secretaria de A rticulação com os Estados e M unicípios — SAREM
— Secretaria de Cooperação Econômica e Técnica Internacio
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III - OUTROS ÓRGÃOS E ENTIDADES
— de assessoria (Assessoria de A ssuntos Parlamentares)
— de pesquisa (In stitu to de Pesquisas — INPES, do In stitu to de Planejamento Econôm ico e Social — IPEA)
— de produção de inform ações (Fundação In s titu to Brasileiro de Geografia e Estatística — IBGE)
— de treinam ento de recursos humanos para o Planejamento (Centro de Treinam ento para o D esenvolvim ento Econôm ico — CENDEC, do IPEA)
— de apoio a programas e projetos de interesse para o desen
volvim ento do País (Financiadora de Estudos e Projetos — FINEP e Conselho Nacional de Desenvolvim ento C ientífico e Tecnológico — CNPq)
B. Configuração Atual
Como processo dinâm ico — e sem perder de vista a perspecti
va de longo prazo — deve o Planejamento, sobretudo em face da di
nâmica dos dias atuais, levar também em conta as contingências de curto prazo. Diante dessa evidência é que o atual Governo pro
curou atualizar e reforçar a estrutura básica da Secretaria de Plane
jam ento, proporcionando-lhe maior flexibilidade para as decisões que constantem ente se fazem necessárias à adequada condução da política econôm ico-financeira. Assim , foram instituídos, no âm bito da SEPLAN, ou transferidos para a sua área de atuação, os se
guintes órgãos: (Tabela 4).
— Conselho Interministerial de Preços: colegiado responsável pelo sistema regulador de preços no m ercado interno, cuja presi
dência, anteriorm ente exercida pelo M inistro da Fazenda, está hoje confiada ao M inistro-C hefe da SEPLAN, por forca do Decreto n .°
8 3 .9 4 0 , de 1 0 -0 9 -7 9 ;
— Secretaria Especial de Assuntos Econômicos, criada pelo Decreto n .° 8 4 .0 2 5 , de 2 4 -0 9 -7 9 , diretam ente subordinada ao M inistro-C hefe da SEPLAN, com a finalidade de assessorá-lo na form ulação da política econôm ica e no acom panham ento de sua execução;
— Secretaria Especial de Abastecimento e Preços, criada pelo Decreto n .° 8 4 .0 2 5 , de 2 4 -0 9 -7 9 , diretam ente subordinada ao M inistro-C hefe da SEPLAN, com a finalidade de assessorá-lo na form ulação e supervisão da política nacional de abastecim ento e preços e coordenar a sua execução;
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PROGRAMAÇÃO E ORÇAMENTO
— Secretaria de Controle de Empresas Estatais, instituída pe
lo Decreto n .° 84.1 2 8 , de 2 9 -1 0 -7 9 , diretam ente subordinada ao Secretário-Geral, com a finalidade básica de exercer o controle dos recursos e dispêndios das empresas estatais, assim consideradas as empresas públicas, as sociedades de econom ia m ista, suas sub
sidiárias e todas as empresas controladas, direta ou indiretam ente, pela União, bem com o as autarquias e fundações instituídas ou m antidas pelo poder público e, ainda, os órgãos autônom os da ad
m inistração direta de que trata o artigo 1 7 2 do Decreto-lei n .°
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— Superintendência Nacional do Abastecimento, ora vin cula
da à SEPLAN, nos term os do Decreto n . 0 8 4 .3 4 4 , de 2 7 -1 2 -7 9 , e ■ cuja finalidade é dar execução à política nacional de abastecim en
to;
— Secretaria Central de Controle Interno, órgão central dos sistem as de adm inistração financeira, contabilidade e auditoria, criado pelo Decreto n .° 8 4 .3 6 2 , de 31-1 2 -7 9 , e diretam ente su
bordinado ao M inistro-C hefe da SEPLAN;
— Secretaria de Controle Interno, órgão setorial dos sistem as de adm inistração financeira e de contabilidade, in stituído por tran s
form ação da antiga Inspetoria-Geral de Finanças da SEPLAN, pelo Decreto n .° 8 4 .3 6 2 , de 31-1 2 -7 9 , e diretam ente subordinado ao M inistro-C hefe da SEPLAN;
— Comissão de Coordenação do Controle Interno — INTERCON, criada por transform ação da antiga Comissão de C oor
denação das Inspetorias-Gerais de Finanças — INGECOR, pelo De
creto n .° 8 4 .3 6 2 , de 3 1 -1 2 -7 9 , e presidida pelo M inistro-C hefe da SEPLAN;
— Conselho Interministerial do Programa Grande Carajás, ins
titu íd o pelo Decreto-lei n .° 1.81 3, de 24-1 1 -8 0 , com a finalidade de coordenar, prom over e executar as medidas necessárias à via b i
lização do Programa Grande Carajás e à concessão de incentivos fiscais aos em preendim entos que vierem a integrar o m encionado Programa; o colegiado é presidido pelo M inistro-C hefe da SEPLAN.
Tem sua com posição, com petência e funcio nam ento regulados pe
lo Decreto n . 0 8 5 .3 8 7 , de 24-11 -8 0 , e dispõe de uma Secretaria- -Executiva.
C. A Secretaria-Geral Como Órgão Central do Sistema de Planeja
mento Federal
Como órgão central do Sistema de Planejamento Federal e se
torial do Sistema de Programação Financeira, incumbe à Secretaria- -Geral da Secretaria de Planejamento da Presidência da República desenvolver uma série de atividades, notadam ente as seguintes:
— coordenar a elaboração dos planos e programas gerais de Governo e prom over a integração dos planos regionais e setoriais;
— acom panhar a execução desses planos e programas;
— assegurar, mediante normas e procedim entos orçam entá
rios, a aplicação de critérios técnicos, econôm icos e adm in istra ti
vos para o estabelecim ento de prioridades entre as atividades go
vernam entais;
— modernizar as estruturas e procedim entos da A d m inistra
ção Federal, objetivando seu contínuo aperfeiçoam ento e maior e fi
ciência na execução dos programas de Governo;
— estabelecer fluxos permanentes de inform ação entre as unidades com ponentes do Sistema de Planejamento Federal, a fim de fa cilita r os processos de decisão e coordenação das atividades governamentais;
— prom over o acom panham ento físico e financeiro dos proje
tos, atividades e programas estratégicos governam entais;
— coordenar as atividades relativas à integração do planeja
m ento do Setor Público dos Estados com o do Setor Público Fede
ral;
— coordenar as atividades relativas ao controle de recursos e dispêndios das empresas estatais passíveis de ajustam ento à pro
gramação governam ental;
— coordenar as atividades relativas à cooperação econôm ica e técnica internacional;
coordenar a execução da política cartográfica nacional.
Compõem, atualm ente, a estrutura da Secretaria-Geral da SEPLAN os seguintes órgãos: (Tabela 5).
1 — o Gabinete do Secretário-Geral, ao qual incumbe, dentre outras atribuições, prestar assistência ao Secretário-Geral no acom panham ento e na coordenação dos trabalhos da Secretaria- Geral e nas suas atividades de representação social, inclusive pre
parando o seu expediente pessoal; coordenar a participação de re-
SEPLAN- SITUAÇÃOATUAL
presentantes da SEPLAN em órgãos colegiados; e controlar a tran s
ferência de recursos sob a supervisão da SEPLAN;
2 — a Secretaria-Geral Adjunta I, à qual com pete assessorar o Secretário-Geral nos assuntos relacionados com o Conselho de De
senvolvim ento Econômico — CDE, inclusive oferecendo suporte técnico e adm inistrativo ao Colegiado e organizando sua docum en
tação com: área de agricultura e crédito rural, especialmente nos assuntos encaminhados à apreciação do Conselho M onetário Na
cional; política m onetária; prom oção de exportações; política ta ri
fária e de balanço de pagamentos; política industrial; e inform ações conjunturais sócio-econôm icas, envolvendo a elaboração de qua
dros estatísticos e relatórios de acom panham ento;
3 — a Secretaria-Geral Adjunta I I , que tem por finalidade pres
tar apoio ao Secretário-Geral na coordenação, no controle e na su
pervisão dos órgãos e entidades vinculados à SEPLAN;
4 — a Assessoria Especial, com a incumbência de orientar a elaboração de estudos especiais a serem desenvolvidos no âm bito da Secretaria-Geral;
5 — a Secretaria de Planejamento — SEPLAN, que se utiliza da estrutura do In s titu to de Planejamento — IPLAN, do In s titu to de Planejamento Econôm ico e Social — IPEA, e cuja atribuição é auxi
liar o Secretário-Geral na coordenação do Sistema de Planejamento Federal quanto ao preparo dos planos e programas gerais do Gover
no, ao acom panham ento e à avaliação dos resultados e à integra
ção dos planos regionais e setoriais;
6 — a Secretaria de Orçamento e Finanças — SOF, que se u ti
liza da estrutura do In s titu to de Programação e O rçam ento — INOR, do IPEA, exercendo as atribuições de órgão central do Subsistema de O rçam ento e do Subsistema Gerencial de A com panham ento Físico-Financeiro;
7 — a Secretaria de Modernização e Reforma Administrativa
— SEMOR, que tem com o atribuições básicas:
— id e n tifica r obstáculos à consecução dos Pragramas de Go
verno e co n trib u ir para a sua remoção;
-- acom panhar e avaliar o desempenho dos Sistemas in s titu í
dos na A dm inistração Federal e co n trib u ir para o seu aperfeiçoa
m ento;
— aprim orar estruturas e procedim entos da A dm inistração Federal, objetivando eficácia na execução dos Programas de Go
verno;
— prom over a capacitação de recursos humanos necessários ao desempenho de atividades gerenciais na A dm inistração Pública;
— prom over programas de cooperação técnica com órgãos e entidades da A dm inistração Federal, em articulação com os órgãos setoriais do Subsistema de Modernização A d m in istra tiva , e com as adm inistrações estaduais e m unicipais, em articulação com a SAREM;
8 — a Secretaria de Articulação com os Estados e Municípios
— SAREM, com as seguintes atribuições:
— coordenar, com patibilizar e integrar o planejam ento da ação do Setor Público dos Estados com o do Setor Público Federal;
— prestar assistência técnica aos Estados e M unicípios na fo r
mulação de diretrizes gerais, planos e programas de ação, com vis
tas a assegurar sua com patibilização com as diretrizes estabeleci
das pelo Governo Federal;
— preparar e tra n sm itir aos Estados e M unicípios normas e instruções para a form ulação de programas de trabalho a serem de
senvolvidos com recursos sob supervisão da SEPLAN, adm inistra
dos pela SAREM;
— co n trib u ir para o estabelecim ento nos Estados e M unicípios de eficazes sistem as de acom panham ento e reajustam ento de pla
nos, programas e orçam entos;
— e m itir parecer sobre a capacidade de endividam ento e pa
gam ento do interessado, para fins de contratação ou renovação de operações de crédito externo ou interno, inclusive operações de ar
rendam ento m ercantil, e de obtenção de garantias a essas opera
ções, em nome da União, por parte de órgãos centralizados da A d m inistração dos Estados, D istrito Federal, Territórios e M unicípios;
— e m itir parecer sobre o reconhecim ento de prioridade nas operações de crédito interno e nos casos de propostas de emissão de quaisquer títu lo s da dívida pública, por parte de órgãos ce n tra li
zados da A dm inistração dos Estados, D istrito Federal, Territórios e M unicípios;
— e m itir parecer sobre o reconhecim ento de prioridade para
fins de contratação ou renovação de operações de crédito externo, por parte de órgãos centralizados da A dm inistração dos Estados, D istrito Federal, Territórios e M unicípios, após pronunciam ento da SEST quanto ao m érito da utilização de recursos externos, em face da política governamental de controle de endividam ento externo do setor público do País;
9 — a Secretaria de Controle de Empresas Estatais — SEST, à qual incumbe:
— coordenar, por delegação do M inistro-C hefe da SEPLAN, as atividades das empresas estatais que envolvam recursos e dis
pêndios passíveis de ajustam ento à programação governam ental, tendo em vista os objetivos, as políticas e as diretrizes constantes do Plano Nacional de D esenvolvim ento — PND;
— assessorar o Secretário-Geral da SEPLAN, em assuntos re
ferentes ao Subsistem a de Controle de Recursos e Dispêndios de Empresas Estatais:
• na orientação norm ativa do órgão central do Sistema de Pla
nejamento;
• na expedição de instruções necessárias ao funcionam ento do Programa de Acom panham ento do PND;
• na elaboração anual do Programa Geral de Aplicações;
— elaborar, com base nas inform ações fornecidas pelas em presas estatais, propostas de fixação de lim ites m áxim os de dis
pêndios globais a serem aprovados pelo Presidente da República, no âm bito do Conselho de D esenvolvim ento Econôm ico (CDE);
— acom panhar a gestão das empresas estatais no que tange à sua eficiência, desempenho, operacionalidade, rentabilidade eco
nômica e situação econôm ico-financeira;
— em itir parecer sobre o reconhecim ento de prioridade do em preendim ento, projeto ou programa específico, a destinação da operação de crédito e a capacidade de endividam ento e pagamento ou disponibilidade orçam entária do interessado, para fins de con
tratação ou renovação de operações de crédito externo ou interno, inclusive operações de arrendam ento m ercantil, e de obtenção da concessão de garantias a essas operações, em nome da União ou de entidade da A dm inistração Indireta Federal, por parte das em presas estatais, bem com o de órgãos da A dm inistração Direta Fe
deral, entidades descentralizadas da A dm inistração dos Estados, D istrito Federal, Territórios e M unicípios e de fundações por eles m antidas, to ta l ou parcialm ente;
— pronunciar-se — antes do parecer final da SAREM sobre o reconhecim ento de prioridade para fins de contratação ou renova
ção de operações de crédito externo, por parte de órgãos centrali
zados da A dm inistração dos Estados, D istrito Federal, Territórios e M unicípios — quanto ao m érito da utilização de recursos externos pelos referidos órgãos, em face da política governam ental de con
trole de endividam ento externo do setor público do País;
— auxiliar a Secretaria Especial de A bastecim ento e Preços da SEPLAN (Decreto n .° 8 4 .0 2 5 /7 9 ) em matéria de fixação ou reajus
tam ento de preços e tarifas de bens ou serviços das empresas esta
tais;
— propor critérios, a serem aprovados pelo Presidente da Re
pública, no âm bito do Conselho de Desenvolvim ento Econômico (CDE), para a fixação ou reajustam ento da remuneração dos d iri
gentes das empresas estatais, observada a legislação aplicável;
— elaborar propostas de fixação de lim ites globais de valor, a serem aprovadas pelo Presidente da República, no âm bito do Con
selho de D esenvolvim ento Econômico (CDE), para im portação dire
ta de bens e serviços e para compra e locação ou arrendamento m ercantil de bens de origem externa no mercado interno, por parte das empresas estatais e dos órgãos da Adm inistração Direta Fede- ral;
— elaborar propostas de fixação de lim ites globais, a serem aprovadas pelo Presidente da República, no âm bito do Conselho de Desenvolvim ento Econômico (CDE), para aquisição de com bustí
veis destinados a veículos autom otores, por parte das empresas es
tatais e dos órgãos da Adm inistração Direta Federal;
— exercer o controle do recolhim ento dos resultados atribuí
veis à União, apurados nos balanços anuais das empresas públicas e sociedades de economia m ista federais, de que trata o Decreto-lei n. 0 1 .5 2 1 , de 26 de janeiro de 1 9 7 7 ;
— m anifestar-se a respeito de quaisquer propostas de aumen
to de capital de empresas estatais, antes de serem subm etidas à apreciação do Presidente da República, bem com o de emissão de debêntures, conversíveis ou não em ações, ou de quaisquer outros títu lo s e valores m obiliários de empresas estatais, de entidades descentralizadas da A dm inistração dos Estados, D istrito Federal, Territórios e M unicípios, e de fundações por eles m antidas, to ta l ou parcialm ente;
— e m itir parecer sobre quaisquer propostas de criação de em presas estatais, ou de assunção do controle por estas de empresa
privada, bem com o de liquidação ou incorporação de entidades descentralizadas em crítica situaçã o e co n ô m ico -fin a n ce ira (Decreto-lei n .° 2 0 0 /6 7 , art. 1 7 8 ), antes de serem subm etidas à.
apreciação do Presidente da República;
— organizar de form a sistem ática e m anter atualizado o Ca
dastro Nacional de Empresas Estatais;
— propor critérios, em articulação com a SUBIN, para id e n tifi
car os programas e projetos passíveis de obterem financiam ento externo ju n to aos organismos financeiros internacionais;
— participar, em articulação com a SUBIN, das fases de elabo
ração, análise, negociação e execução de projetos e programas que contem plem financiam entos de organism os financeiros in terna cio
nais, particularm ente com vistas a id entificar as necessidades de contrapartida federal e sua inclusão nos respectivos orçam entos, e prom over a avaliação final dos programas e projetos após sua im plantação;
10 — a Secretaria de Cooperação Econômica e Técnica Inter
nacional — SUBIIM, cujas atribuições básicas são:
— estabelecer a política interna de cooperação técnica in te r
nacional;
— participar das negociações bilaterais e m ultilaterais, para e fe ito de colaboração externa, principalm ente no tocante a com ér
cio, financiam ento e cooperação técnico-científica;
— a Comissão de Cartografia — COCAR, que tem por in cum bência coordenar a execução da política cartográfica nacional.
Cabe, ainda, uma referência ao Instituto de Planejamento Eco
nômico e Social — IPEA, cuja estrutura compreende três Institutos:
Instituto de Planejamento — IPLAN, Instituto de Programação e Or
çamento — INOR e Instituto de Pesquisas — INPES.
Conform e assinalamos, as atividades de planejam ento e orça- m entação, no âm bito da SEPLAN, encontram suporte nos In s titu tos de Planejamento — IPLAN e de program ação e O rçam ento — INOR, os quais correspondem , na prática, respectivam ente, à Se
cretaria de Planejamento e à Secretaria de O rçam ento e Finanças da SEPLAN.
Os Planos Nacionais de Desenvolvim ento constituem os in stru m entos básicos definidores das grandes linhas do Planejamento G overnam ental. Para a gestão do Presidente João Figueiredo foi aprovado o III PND, sobre o qual julgam os oportuno tecer alguns com entários.
A econom ia brasileira tem , hoje, com o principal lim itação ao seu crescim ento acelerado, o desequilíbrio do Balanço de Paga
m entos, m otivado, sobretudo, pela dependência de vultosas im por
tações de petróleo.
Este quadro impõe a necessidade do ajustam ento estrutural da economia à realidade da escassez daquele produto. Nesse sentido, a estratégia contida no III PND, visando a conciliar o nosso cresci
m ento com a redução dos grandes desequilíbrios m acroeconôm i
cos, consiste em atribuir prioridade máxima ao setor agropecuário, ao aum ento das exportações e ao desenvolvim ento de fontes alter
nativas ao uso do petróleo.
C om plem entarm ente, a ação do Governo se volta, também, de form a prioritária, para a prom oção do desenvolvim ento social e das regiões mais carentes do País.
Com efeito, o III PND contem pla, em suas grandes diretrizes, um conjunto harm ônico e consistente de medidas capazes de ade
quar a ação do governo às m utações do cenário econôm ico interna
cional, de tal form a que se possa a ting ir os objetivos em vista, so
bretudo no tocante ao plano interno.
Segundo os setores considerados prioritários, merecem ser destacadas, a seguir, as mais im portantes das medidas a que aca
bamos de aludir.
I — Setor Agropecuário
C onstitui uma das preocupações básicas o aum ento acelerado da produção agrícola em geral, dentro de um quadro de estabilidade e de menores custos. Esse objetivo deverá ser alcançado através de rápida incorporação de novas áreas ao processo produtivo, da elevação dos índices de produtividade das lavouras e da criteriosa aplicação do crédito rural.
Com vistas à melhoria das condições de abastecim ento alim en
tar e de suprim ento de m atérias-primas às indústrias, bem com o de escoam ento da produção destinada aos mercados interno e e xter
no, distintas ações deverão ser articuladas, dentre as quais se des
tacam a adoção de política adequada de estoques reguladores, o aum ento da capacidade de armazenamento e a melhoria do sistema de transportes.
No cam po em que a agricultura participa da produção de com bustíveis, a atuação do Governo buscará o melhor aproveitam ento dos cerrados com o im portante fo n te de m atérias-prim as para a pro
dução de álcool e carvão vegetal; o aprim oram ento do processo p rodu tivo da cana-de-açúcar e da mandioca; o aperfeiçoam ento do processo p rodu tivo da madeira destinada à produção de etanol, m etanol e carvão vegetal; a intensificação de pesquisas destinadas a viabilizar a produção de óleos vegetais para su b stitu ir o óleo die- sel; e o estudo de outras fontes produtoras de álcool e/ou carvão vegetal, tais com o o sorgo, o babaçu, entre outros.
II — Setor Energético
Ainda hoje o petróleo continua sendo a principal fo n te de ener
gia. Por isso mesmo, e tendo em vista a excessiva dependência de suprim entos externos desse produto, torna-se necessária a con
centração de esforços no sentido de, paralelamente à in te n sifica ção dos trabalhos de prospecção visando ao aum ento da produção interna, viabilizar a utilização de fontes alternativas de energia, re
nováveis e não-renováveis.
As principais definições da política energética para o período 1 9 8 0 /8 5 têm em vista:
— o estabelecim ento de um quadro in dica tivo de preços rela
tivo s das principais fontes de energia sob controle governam ental (petróleo e derivados, carvão mineral, álcool e energia elétrica), cóm um horizonte de m édio prazo, objetivando-se ajustar a econo-
mia brasileira a novo modelo energético, com atenuação da depen
dência externa;
— a concessão de prioridade e apoio integral à substituição do uso de derivados do petróleo, concentrando-se os Programas espe
cíficos nas alternativas com provadam ente viáveis, a exemplo do carvão com o s u b stitu to da nafta para gás, ou do óleo com bustível na indústria cim enteira, ou do álcool em relação à gasolina;
— a intensificação dos trabalhos de pesquisa e exploração de petróleo, através da PETROBRÁS, bem com o a expansão das áreas abertas aos contratos com cláusula de risco;
— a execução de projetos voltados para o aum ento da capaci
dade de geração hidrelétrica;
— a am pliação da pesquisa relacionada com o aproveitam en
to do xisto e de fontes não-convencionais, particularm ente da ener
gia solar, eólica e do hidrogênio e de com bustíveis extraídos da ma
deira e de outros vegetais, tendo-se sempre em conta as políticas de proteção e prfeservação dos recursos naturais do País.
Finalmente, ênfase especial é conferida ao Programa Nacional do Á lcool, cuja meta para 1 9 8 5 , em term os de produção, será de 1 0 ,7 bilhões de litros, com a seguinte destinação: 6,1 bilhões de li
tros de álcool hidratado para 1 .7 0 0 mil carros, sendo 1 .2 2 5 mil de linha e 4 7 5 mil convertidos; 3,1 bilhões de litros de álcool anidro para adição à gasolina (1 2% ) e 1,5 bilhão de litros de álcool para a álcool-quím ica.
III — Setor Exportador
A vantagem com parativa do País na produção agrícola em face da abundância relativa do solo, conjugada às dificuldades com que se defrontam nossos parceiros com erciais, em virtude de pressões inflacionárias e do elevado custo unitário registrado na agricultura, pela expressiva participação dos derivados de petróleo, abre boas perspectivas de am pliação do mercado internacional para produtos agrícolas brasileiros. Acresce, ainda, com o aspecto favorável ao desenvolvim ento do nosso setor exportador, a capacidade de cres
cim ento das exportações de m anufaturados observada nos últim os cinco anos, a despeito da crise internacional.
Dentro desse quadro, a atuação do Governo com vistas à pro
m oção das exportações, além de atribuir particular im portância ao desempenho dos segm entos industriais considerados co m p e titi
vos, procura enfatizar o apoio às exportações de serviços e à me-
Ihoria das condições de com ercialização dos nossos produtos no exterior.
IV — D esenvolvim ento Social
A realidade social existente e o objetivo de desenvolver e de
m ocratizar a sociedade brasileira tornam o desenvolvim ento social uma das grandes prioridades definidas pelo III PIMD.
Assim, no que tange à Educação e Cultura, Saúde e Sanea
m ento, Previdência Social, Habitação Popular e ao Desenvolvim en
to Com unitário, estabeleceu o Governo as seguintes metas:
— am pliação do nível de o ferta de habitação, especialmente para as faixas de renda fam iliar mensal igual ou inferior a cinco salá
rios mínimos, para o que o Sistema Financeiro da Habitação procu
rará financiar, no período 1 9 8 0 /8 5 , cerca de 4 ,8 milhões de unida
des habitacionais, das quais 4 ,5 milhões no meio urbano e 3 0 0 mil no meio rural, sendo que, na área urbana, cerca de 8 0 % dos fin a n ciam entos serão efetivado s através de programas de interesse so
cial, destinados a atender à demanda habitacional das classes mais pobres da população;
— realização de serviços regulares de abastecim ento de água, de obras de prevenção de enchentes e de projetos destinados a ins
talar, com pletar ou expandir serviços de esgoto, com ênfase nas áres urbanas mais densam ente habitadas;
— execução de projetos para prevenir ou com bater problemas atuais ou im inentes, relacionados com a poluição das águas e do ar, sobretudo no interesse da população dos maiores núcleos indus
triais e urbanos;
am pliação e m elhoram ento dos serviços de saúde pública, com a intensificação do com bate às endemias e o fortalecim ento das atividades relacionadas com a m edicina preventiva; e redução dos custos, agilização e expansão das atividades previdenciárias e de assistência social, objetivando a universalização da proteção so
cial e a melhoria dos planos de benefícios;
articulação dos diversos graus de ensino, com ênfase para o ensino de 1. ° grau, o profissionalizante, a alfabetização e o ajus
tam e nto e dim ensionam ento das Universidades ao m ercado de tra balho e sua evolução, devendo, paralelamente, ser apoiadas as a ti
vidades culturais e artísticas;
prom oção de medidas de proteção ao trabalhador, visando a m elhorar sua qualidade de vida, elevar o seu nível de renda e a
assegurar-lhe m aior estabilidade no emprego, condições de trab a
lho seguras, proteção e assistência social à sua família em caso de riscos e acidentes, inclusive regulam entação profissional para ga
rantir os benefícios da legislação trabalhista e previdenciária às vá
rias categorias.
V - DESENVOLVIMENTO REGIONAL
A política de desenvolvim ento regional para o período 1 9 8 0 /8 5 tem em vista reduzir substancialm ente as disparidades inter-regionais de renda e de bem-estar. Ao mesmo tem po, busca corrigir as desigualdades existentes a nível intra-regional. Para a consecução desses objetivos, estão definidas as seguintes diretri
zes:
— adoção de menores encargos para os financiam entos con
cedidos no Nordeste e na Am azônia, de molde a estim ular a locali
zação de atividades econôm icas nessas Regiões;
— apefeiçoam ento do sistema de estím ulo aos bancos com er
ciais, para que am pliem sua oferta de crédito às Regiões mais atra
sadas;
— aperfeiçoam ento dos incentivos fiscais do FINOR e do FINAM , reforçando-se seus O rçam entos de A plicações e estim ulando-se a interiorização dos benefícios associados a esses in centivos no Nordeste e na Amazônia;
— im plantação de programas regionais de industrialização, tendo em vista a descentralização industrial em função da disponi
bilidade de m atérias-prim as, de mão-de-obra, de mercados e de ou
tros aspectos de interesse regional ou nacional;,
— regionalização da política agropecuária, estabélecendo-se in centivos diferenciados, por produtos, em cada região do País, em função da vocação agrícola dos solos, dos recursos hídricos e das
condições clim aticas; . ..
— regionalização da política social, de acordo com deficiên
cias existentes em cada região no que concerne à Saúde, à Educa
ção e à Previdência e Assistência Social.
5. CONCLUSÃO
A nossa exposição está claram ente dividida em duas partes:
Na primeira, procuram os dar-lhes uma idéia, mais com pleta quanto possível, do Sistema de Planejamento Federal, de sua estru
tura básica, de sua concepção institucional.
Na segunda, abordamos o III PND, concentrando nossa aten
ção nas principais políticas ali enunciadas, nas quais se deve pautar a gestão do Presidente João Figueiredo, bem com o dos m ecanis
mos capazes de viabilizar a execução de tais políticas.
As constantes m utações da conjuntura internacional, com re
flexos im ediatos em nossa econom ia interna, exigem que o Planeja
m ento se desenvolva com o atividade perm anente e flexível em to dos os níveis de funcionam ento da máquina governam ental.
Planejamento que, pelo seu caráter em inentem ente setorial e in dica tivo, procure harm onizar a descentralização com a necessária unidade de objetivos.
Planejamento em que os aspectos q u a litativo s e de coordena
ção assumem, cada vez mais, papel de crescente relevância.
SISTEMA DE PLANEJAMENTO FEDERAL
Legislação Básica
CONSTITUIÇÃO FEDERAL
— C onstituição Federal, com a redação dada pela Emenda C o n stitu cio n a l n .° 1, de 1 7 .1 0 .6 9 , e as alterações feitas pelas Emendas C onsti
tucionais n. °s 2 a 17 ATOS E LEIS
COMPLEMENTARES
— A to C om plem entar n .° 4 3 , de 2 9 .0 1 .6 9 (com as altera
ções introduzidas pelo A to Com plem entar n .° 7 6 /6 9 e Lei Com plem entar n. 0 9 /7 0 ) LEIS
— Lei n .° 4 .1 3 1 , de 0 3 .0 9 .6 2
- Lei n .° 4 .3 2 0 , de 1 7 .0 3 .6 4 - Lei n .° 5 .0 0 0 , de 2 4 .0 5 .6 6
— A rtigos 8., itens V e XVII, le
tra c; 13., item IV; 25; 4 3 ., itens II e IV; 57, item IV, 6 0 .° , 6 1 .° , 6 2 . ° , 6 3 .° , 6 5 .° , 6 6 .° , 8 1 .° , itens I, V e XIX e parágrafo único e 8 2 . ° , item VI.
— Dispõe sobre a elaboração do Plano Nacional de Desenvol
vim ento e do Orçam ento Plu- rianual de Investim entos.
— Disciplina a aplicação do ca
pital estrangeiro e as remes
sas para o exterior (art. 37 a 39).
— Estatui normas para elabora
ção orçamentária.
— Condiciona a garantia do Te
souro Nacional para emprés
tim os externos ao julgam en
to, pelo M inistério do Planeja
m ento e Coordenação Geral, do grau de prioridade do pro
je to dentro dos planos do Go
verno.
— Inclui na com petência do M i
nistério do Planejamento e Coordenação Geral, a trib u i
ção do e x tin to Conselho Na
cional de Economia.
- Lei n .° 5 .7 2 7 , de 0 4 .1 1 .7 1
- Lei n .° 6 .0 3 6 , de 0 1 .0 5 .7 4
- Lei n .° 6.1 1 8, de 0 9 .1 0 .7 4
DECRETOS LEIS
— D e c re to -le i n .° 2 0 0 , de 2 5 .0 2 .6 7 (com as alterações do Decreto-lei n .° 9 0 0 , de 2 9 . 0 9 . 6 9 ; 9 9 1 , de 2 1 . 1 0 . 6 9 e 1 .0 9 3 , de
1 7 .0 3 .7 0 )
— D e cre to -le i n .° 7 1 9 , de 3 1 .0 7 .6 9
— D e c re to -le i n .° 8 3 5 , de 0 8 .0 9 .6 9
— Condiciona a im plantação do novo Plano de Classificação de Cargos à im plantação da Reforma A d m inistra tiva (art.
7 e 8).
— Dispõe sobre o Primeiro Pla
no Nacional de D esenvolvi
m ento (PND), para o período de 1 9 7 2 a 1 9 7 4 .
— Dispõe sobre a criação, na Presidência da República, do Conselho de Desenvolvim en
to Econôm ico e da Secretaria de Planejamento, sobre o desdobram ento do M inistério do Trabalho e Previdência Social e dá outras providên
cias.
— Dispõe sobre a criação do Conselho de Desenvolvim en
to Social e dá outras p ro vi
dências.
— Dispõe sobre a organização da A dm inistração Federal, estabelece diretrizes para a Reforma A d m inistra tiva, e dá outras providências (Títulos I a VII, XIII e XV e art. 1 7 9 , 1 8 0 , 1 8 9 , 1 9 0 , 191 e 1 9 9 ).
— Cria o Fundo Nacional de De
senvolvim ento C ientífico e Tecnológico.
— Disciplina a aplicação dos re
cursos do FPE, FPM e FE, em conform idade com as d ire tri
zes e prioridades dos PND.
— Decreto-lei 0 1 .1 0 .8 0
— Decreto-lei 24.1 1 .8 0
DECRETOS
— Decreto n . 0 1 7 .0 2 .6 5
— Decreto n .°
2 4 .0 7 .6 7
— Decreto n . 0 1 9 .0 9 .6 7
— D ecreto n. ° 0 9 .0 2 .6 8
— D ecreto n .°
1 5 .0 5 .6 8
. 0 1 .8 0 5 , de — Dispõe sobre a transferência, aos Estados, D istrito Federal, Territórios e M unicípios, das parcelas ou q u o ta s-p a rte s dos recursos tributários arre
cadados pela União e dá ou
tras providências.
,° 1 .8 1 3 , de -r Institui regime especial de in
centivos para os em preendi
mentos integrantes do Pro
grama Grande Carajás e dá outras providências.
5 5 .7 6 2 , de - R e g u la m e n t a a Lei n .°
4.1 3 1 , de 0 3 .0 9 .6 2 , m o d ifi
cada pela Lei n .° 4 .3 9 0 , de 2 9 .0 8 .6 4 (art. 33 a 35).
6 1 .0 5 4 , de — Aprova os estatutos do IPEA.
6 1 .3 8 3 , de — Organiza o Escritório da Re
form a A dm inistrativa.
6 2 .2 5 2 , de — Delega ao M inistério do Pla
nejam ento e Coordenação Geral as atribuições previstas nos art. 3 8 e 39 da Lei n .°
4 .1 3 1 , de 0 3 .0 9 .6 2 .
6 2 .7 0 0 , de — Inclui entre os requisitos pré
vios para a contratação de crédito externo, por órgãos ou entidades integrantes da A dm inistração Pública, o ju l
gam ento do grau de priorida
de do projeto pelo M inistério
Decreto n .° 6 3 .0 0 2 , de 1 7 .0 7 .6 8
D e c re to -le i 6 5 . 4 7 6 , de 2 1 .1 0 .6 9
Decreto n .° 67.1 5 4 , de 1 0 .0 9 .7 0
D ecreto n .° 6 8 .8 8 5 , de 0 6 .0 7 .7 1
Decreto n .° 6 9 .7 7 5 , de 1 3 .1 2 .7 1
D ecreto n .° 7 0 .5 5 3 , de 1 7 .0 5 .7 2
D ecreto n .° 7 0 .7 9 3 , de 0 4 .0 7 .7 2
D ecreto n .° 7 0 .8 5 2 , de 2 0 .0 7 .7 2
do Planejamento e Coordena
ção Geral.
Determina que o dirigente da SUBIN pertença à carreira de Diplomata.
Dispõe sobre as atividades de cooperação técnica interna
cional e dá outras providên
cias.
Transfere à SUBIN as a trib u i
ções e os recursos da COCAP.
Dispõe sobre medidas rela
cionadas com a Reforma A d m inistrativa.
Estabelece normas para a en
trega e aplicação, em 1 9 7 2 e 1 9 7 3 , dos recursos do FPE e FPM.
Define as áreas de com petên
cia no Setor de Ciência e Tec
nologia.
Transfere oara a Secretaria- -Geral as atribuições da Re
form a A d m in istra tiva .
Dispõe sobre o Programa de Acom panham ento do PND.
C ondiciona a transform ação ou a reclassificação dos car
gos de Direção Superior à im plantação prévia da Reforma
— D ecreto n .° 7 2 .0 6 2 , de 0 6 .0 4 .7 3
— Decreto n .° 7 3 .6 2 7 , de 1 3 .0 2 .7 4
— Decreto n .° 8 3 .3 6 7 , de 2 5 .0 4 .7 9
— D ecreto n .° 8 3 .4 7 8 , de 2 1 .0 5 .7 9
— Decreto n .° 8 3 .5 5 6 , de 0 7 .0 6 .7 9
— D ecreto n .° 8 3 .9 4 0 , de 1 0 .0 9 .7 9
Dispõe sobre o Sistema de Planejamento Federal e dá outras providências.
Cria o Fundo de Desenvolvi
mento de Programas Integra
dos (FDPI).
Dispõe sobre a estrutura bá
sica do M inistério do Planeja
m ento e Coordenação Geral e dá outras providências.
Dispõe sobre a composição do Conselho de Desenvolvi
m ento Econômico — CDE.
Dispõe sobre a composição do Conselho de Desenvolvi
m ento Social — CDS.
Dispõe sobre a liberação e aplicação dos recursos do Fundo de Participação dos Estados, do D istrito Federal e dos Territórios, do Fundo de Participação dos Municípios, do Fjjndo Especial e dá ou
tras providências.
Dispõe sobre a transferência do Conselho Interm inisterial de Preços - CIP para a Se
cretaria de Planejamento da Presidência da República, e dá outras providências.
Cria, na Secretaria de Plane
jam ento da Presidência da