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Rev. Bras. Reumatol. vol.47 número2

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Academic year: 2018

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121

Rev Bras Reumatol, v. 47, n.2, p. 121-122, mar/abr, 2007

P

AUSAENTRE

C

ONSULTAS

B

ETWEEN

A

PPOINTMENTS RESPONSÁVEL: SAUL SHAF

Os indivíduos com doenças reumáticas, dentre elas a artrite reumatóide (AR), terão graus variados de compro-metimento em sua performance nas atividades de vida diárias

(AVDs), trabalho e lazer, resultando em limitações de seu desempenho e baixa de auto-estima(1,2).

A intervenção da terapia ocupacional em pacientes com AR tem como principais objetivos melhora da performance

nas AVDs, prevenção das perdas de função, manutenção da função manual, atuando, diretamente, na manutenção da qualidade de vida dessas pessoas(3). Dessa maneira, faz

parte da abordagem terapêutica ocupacional, além dos pro-gramas de educação do paciente quanto às orientações de proteção articular, treino de habilidades para a performance

nas AVDs, manejo da fadiga e técnicas cinesioterápicas, indicação/confecção de órteses(3). O emprego de órteses

tem como metas a sustentação das articulações acometidas em uma posição ideal para a função e a redução da infla-mação, proporcionando, assim, repouso articular(1), sendo

o tratamento mais efetivo para diminuição da dor(4). Em

concordância com a International Standards Organization in Redford (1995)(5), a órtese é um equipamento aplicado

externamente ao corpo humano para modificar as carac-terísticas funcionais ou estruturais do sistema musculoes-quelético. Tendo como objetivo principal, dentre outros, a aplicação ou diminuição de forças sobre o corpo, de maneira controlada, visando à proteção do segmento corporal e à possibilidade de cicatrização de estruturas(5).

Durante o quadro álgico(4), as articulações dolorosas

da mão assumem a posição antálgica, o que, por sua vez, contribui para o aumento do estresse articular e, por con-seguinte, para a piora da dor. Dessa maneira, o repouso articular é de fundamental importância; as articulações inflamadas devem ser deixadas em repouso, evitando-se posições viciosas antálgicas, sendo tal objetivo alcançado por meio do uso de órteses, que, além de melhorarem o quadro álgico, atuam na redução do espasmo muscular.

A órtese estática de apoio ventral (Figura 1) mantém os tecidos em um estado antiestresse, visando à facilitação do processo cicatricial e um mínimo de atrito na região(5).

Conforme ilustrado na Figura 1, a correta posição do pu-nho na órtese é 30° de extensão sem dor (quando esta se encontrar presente, a extensão deverá ser de 20o), com 5o

a 10o de desvio ulnar (sendo este o alinhamento funcional

do punho normal). As articulações metacarpofalangeanas (MCF) devem estar a 35o a 45o de flexão. As

interfalan-geanas proximais (IFP) devem ser posicionadas em ligeira flexão ou 45o de flexão, enquanto as interfalangeanas distais

(IFD), em ligeira flexão. Já a articulação do polegar deve se encontrar em abdução palmar e em oposição(6).

O material adequado para a confecção da órtese é o termo moldável. Entretanto, caso este não se encontre disponível, devido ao seu elevado valor comercial, o splint

pode ser feito de gesso, forrado com algodão ortopédico e recoberto por malha tubular, com tiras de velcro para o fechamento, conforme explicitado na Figura 1.

É relevante considerar, ainda, os aspectos concernentes à educação e à orientação do paciente, uma vez que o splint

tem somente valor quando é usado corretamente. Assim, orientar, informar e fornecer instruções ao paciente sobre o uso adequado e sobre como colocar e tirar o aparelho, bem como os métodos de higienização deste, é essencial(6).

Declaramos a inexistência de conflitos de interesse.

Departamento de Terapia Ocupacional da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais.

1. Terapeuta ocupacional, professora do Departamento de Terapia Ocupacional da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do Projeto de Extensão Programa de Orientação aos Indivíduos Acometidos por Doenças Reumáticas. 2. Terapeuta ocupacional e supervisora clínica do Curso de Graduação em Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Endereço para correspondência: Johanna Noordhoek, Rua Mármore, 362, ap. 404, Santa Tereza, CEP 31010-220, Belo Horizonte, MG, e-mail: [email protected]

Órtese de Repouso para Fase Aguda de Artrite Reumatóide

Custom-Designed Hand Orthosis in Acute Rheumatoid Arthritis

Johanna Noordhoek(1), Fabricia Quintão Loschiavo(2)

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122 Rev Bras Reumatol, v. 47, n.2, p. 121-122, mar/abr, 2007

REFERÊNCIAS

1. Buckner WS: Artrite. In: Pedretti W, Early MB: Terapia ocupacional: capacidades práticas para disfunções físicas. São Paulo: Roca, 2004.

2. Noordhoek J, Loschiavo FQ: Intervenção da terapia ocupacional no tratamento de indivíduos com doenças reumáticas utilizando a abordagem da proteção articular. Rev Bras Reumatol 45(4): 242-44, 2005.

3. Hammond A, Young A, Kidao R: A randomised controlled trial of occupation therapy for people with early rheumatoid arthritis. Ann Rheum Dis 63: 23-30, 2004.

4. Moreira C, Carvalho MA: Noções Práticas de Reumatologia. Belo Horizonte: Livraria e Editora Health, 1996. cap. 32. 5. Rodrigues A: Estudo de Materiais e Desenvolvimento de Técnicas

para Serem Utilizados no Processo de Confecção de Órteses de Membros Superiores. (f.) 106. Belo Horizonte: Escola de Engenharia, UFMG, 2002.

6. Melvin JL, Ferrell KM: Rheumatology Rehabilitation Series. Adult Rheumatic Diseases. The American Occupational Therapy Association, Inc, 2000. inc. www.aota.org

Imagem

Figura 1 – Órtese de repouso ventral.

Referências

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