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THOMAZ MAROSTEGAN/METRO CAMPINAS
Com luta, sem vitória
Ponte Preta joga bem em casa, mas Fluminense ganha por 2 a 1 {pág 16}
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CAMPINAS
Segunda-feira,
23 de julho de 2012 Edição nº 553, ano 3
ROGÉRIO
MENEZES (PV)
Farei um choque de gestão e tirarei os esqueletos
do armário.”
“ O OCEANÓGRAFO FALA AO METRO
SOBRE SUA CANDIDATURA À
PREFEITURA DE CAMPINAS
{págs 04 e 05}Só 1 em cada 4
jovens vai votar
Dos 31,9 mil adolescentes entre 16 e 17 anos, apenas 8,2 mil possuem título de eleitor Especialista afirma que a não obrigatoriedade do voto provoca o distanciamento Crise política em Campinas contribuiu
{pág 02}Empregada pode custar mais 9,33%
Sousas ‘ganha’
20 mil pessoas
Festa de Sant’Ana muda cenário bucólico de distrito
{pág 03}Congresso discute equiparar direitos de domésticas aos dos trabalhadores com CLT Se aprovada a PEC, patrões terão de pagar adicional noturno
{pág 08}FGTS
Polícia diz que atirador agiu só
Estudante matou 12 e planejou
o crime durante 2 meses
{pág 10}Crise política e escândalos na administração não atraíram eleitores Das eleições de 2008 para 2012, evolução foi pequena na cidade
Do total de jovens de 16 e 17 anos, 26% votam na cida- de. De 31.908 pessoas nessa faixa etária, os que possuem título de eleitor são 8.257, ou seja, um em cada quatro.
O número mudou pouco em quatro anos. Em 2008, eram 5.633 eleitores de 16 e 17 anos, ou seja, 0,7% do total. Em 2012, os 8.257 eleitores na faixa estária somam 1,02%.
Para o professor de ciên- cias políticas da Unicamp, Valeriano Costa, o panora- ma pode ser considerado ra- zoável. Segundo ele, a crise política que o município en- frentou nos últimos dois anos pode refletir de duas formas nos jovens. “Depen- de muito da pessoa. Alguns podem se interessar mais, só que outros podem ficar desiludidos com os políti- cos”, disse. Segundo ele, o fato do voto não ser obriga- tório nessa idade também provoca esse distanciamen- to, até pelo momento de normalidade na política.
“Quando há um grande mo- vimento, como a redemo- cratização, nos anos 80, é
normal que os jovens este- jam mais engajados, te- nham visão mais crítica.
Mas quando há um cenário sem grandes mudanças, é normal uma queda no inte- resse”, disse Costa.
Equilíbrio
A quantidade de jovens mu- lheres que votam é extre- mamente equilibrada em comparação aos homens.
Em Campinas, são 4.190 mulheres e 4.047 homens.
No total, Campinas tem 31.908 pessoas entre 16 e 17 anos.
Diego Rodrigues
17, ATLETA
“Não penso em votar antes dos 18. Todos os políticos prometem, mas vão roubar
do mesmo jeito.”
Daniela Glan
16, ESTUDANTE
“Vou votar porque quero aju- dar a eleger uma boa pessoa.
Não podemos só reclamar.”
Vox pop
Votar divide opiniões entre os jovens da cidade:
Momento sem grandes mudanças políticas provoca queda de interesse dos jovens
THOMAZ MAROSTEGAN/METRO CAMPINAS
Apenas 26% dos jovens da cidade querem votar
CARLOS GIACOMELI
METRO CAMPINAS
1 foco
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SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012
02 campinas
Os prefeituráveis aproveitaram o fim de semana pa- ra fazer o corpo a corpo com os eleitores. Bingos, feijoadas, quermesses e vi- sitas a cultos evangélicos fi- zeram parte da agenda dos candidatos a prefeito de Campinas.
Pedro Serafim (PDT) e Marcio Pochmann (PT), por exemplo, ficaram frente a frente no sábado durante a feijoada do Crami, no Tênis Clube. Já Jonas Donizette
(PSB) participou da Festa de Sant’Ana, em Sousas.
A campanha começou a esquentar após a divulga- ção da primeira pesquisa Ibope de intenção de voto a prefeito em Campinas. O levantamento, encomen- dado pela EPTV, colocou Donizette e Serafim à fren- te da corrida eleitoral.
Na estimulada, Jonas tem 43% das intenções de votos. Serafim ficou com 17% da preferência do elei- torado. Já Dr. Campos
(PRTB), Pochmann e Rogé- rio Menezes (PV), apare- cem empatados com 1%.
Arlei Medeiros (PSOL) e Silvia Ferraro (PSTU) não pontuaram. Outros 21% dis- seram que irão votar em branco ou anular o voto. Já 16% disseram que “não sa- bem/não responderam”. A pesquisa foi feita entre os dias 16 e 19. Foram entrevis- tadas 602 pessoas. A mar- gem de erro é de 4 pontos percentuais, para mais ou para menos. METRO CAMPINAS
Jonas está à frente na corrida eleitoral, segundo Ibope
DIVULGAÇÃO
Prefeitos começam corpo a corpo
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Veja o que pensam candidatos pelo Brasil.
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O Metro publica, todas as segundas- feiras, entrevistas com candidatos à prefeitura das cidades onde circula
José Serra (PSDB)
Metro São Paulo
Quem quer ser
prefeito?
Luiz Marinho (PT)
Metro ABC São Bernardo
Luiz Antônio Xavier (PSTU)
Metro Santos
Cotações
Dólar
+ 0,49%
(R$ 2,02)
- 0,71%
(R$ 2,46) Euro
Bovespa Selic (8%) Salário mínimo (R$ 622) - 2,08%
(54.194 pts)
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SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012
campinas 03
Pelo menos 20 mil pessoas estiveram ontem, no encer- ramento da Festa de Sant’Ana e São Joaquim, padroeiros do distrito de Sousas. A estimativa é da Guarda Municipal e da Em- dec, empresa que gerencia o trânsito da cidade.
O evento começou na sexta-feira e contou com diversas barracas de comi- das típicas, bebidas quen- tes e brincadeiras.
Durante os três dias, o público também era ani- mado por shows musicais, no palco montado na praça Beira Rio. Ontem, às 15h, uma procissão com ando- res dos padroeiros percor- reu ruas próximas da igreja e reuniu centenas de fiéis.
Segundo o pároco do dis- trito, padre Paulo Roberto Emiliano, a festa deste ano superou as expectativas.
“É uma festa em prol dos trabalhos desenvolvi- dos pela paróquia de Sant’Ana e teve adesão de
muitos fiéis de toda a Re- gião Metropolitana de Campinas”.
METRO CAMPINAS
Internet chega a terminal
A partir de hoje o Termi- nal Metropolitano Magalh- ães Teixeira terá uma sala do programa ‘Acessa São Paulo’, equipada com com- putadores conectados à in- ternet.
O local fica aberto de segunda a sexta-feira, das 9h às 15h. Cada usuário tem direito a um período de meia hora de navega- ção grátis. Para a utilizar o posto é necessário apre- sentar RG. Crianças meno- res de 11 anos devem es- tar acompanhadas dos res- ponsáveis.
METRO CAMPINAS
4
postos do programa‘Acessa São Paulo’
estão em operação em Campinas. Cidade tam- bém tem o ‘Acessinha’
voltado para o público infantil.
Festa em Sousas
atrai 20 mil pessoas
Evento superou expectativas da paróquia
THOMAZ MAROSTEGAN/METRO CAMPINAS
H1N1 tem mais três casos em Campinas
GRIPE. A Covisa (Coorde- nadoria de Vigilância em Saúde) confirmou mais três novos casos da gripe H1N1, no município. Ao todo já são nove infecta- dos pelo vírus.
De acordo com a Secre- taria Municipal de Saúde, os pacientes são três crianças de seis meses, um e dois anos. Agora a Covisa investiga se elas receberam vacina. Ape- nas uma menina de 16 anos continua internada.
METRO CAMPINAS
Julho é o mais frio em 12 anos
TEMPO. Apesar da cidade ter registrado 27º graus ontem, Campinas já vive o mês de julho mais frio dos últimos 12 anos, de acordo com o Cepagri da
Unicamp. Na madrugada do último dia 15, por exemplo, a mínima regis- trada foi de 5,8º – um dos dias mais frios do ano.
Em 2011, a temperatura mínima mais baixa foi de 7,1ºC.
Conforme boletim di- vulgado ontem pela Defe- sa Civil, Campinas está em estado de atenção, já que a umidade relativa do ar atingiu 28,56% na região Norte, segundo o IAC. A previsão do tempo para os próximos dias é de elevação gradativa das temperaturas, que devem oscilar entre 14ºC e 28ºC até o próximo domingo.
Com isso, a umidade rela- tiva do ar deverá perma- necer baixa. Não há previ- são de chuvas. As míni- mas devem ficar em tor- no dos 13º.
METRO CAMPINAS
Breves
THOMAZ MAROSTEGAN / METRO CAMPINAS
Além de participar de missas e procissão, visitantes
festejaram Sant’Ana Praça Beira Rio ficou lotada
R
ogério Menezes, candidato a prefei- to pelo PV, está em Campinas há sete anos, mas diz que ficará na cidade pelo resto da vida. Ele afirma que o seu compromisso é com quem não tem creche para colocar o filho, com o professor an- gustiado, com a sobrecarga de trabalho na rede munici- pal. Diz ainda que a sua coli- gação será com “as pessoas que estão indignadas com a má gestão pública”. E por fa- lar em gestão, ele promete criar a Comissão da Verdade e rever todos os contratos da administração porque des- confia que “muitos descala- bros ocorreram na máquina pública”. Entre os seus pro- jetos, está a implantação de um programa de Ecofrota para reduzir a poluição do ar. Quanto à adoção de ter- ceirização do serviço públi- co, ele afirma que o seu par- tido não tem uma posição ideológica contra a parceria com a iniciativa privada. O importante, para o prefeitu- rável, é o resultado final, que deve ser um atendimen- to de qualidade para a popu- lação. Por fim, garante que a sua administração não terá secretários “estrangeiros”.O senhor está há quanto tem- po no PV?
Eu me filiei ao PV em 1997, meu único partido até hoje.
Já disputou algum cargo polí- tico?
Sim, fui candidato recente- mente a vice-governador do Estado, na chapa com o am- bientalista Fábio Feldmann.
A expectativa que Campinas ti- nha era que o PV entrasse em uma coligação ou que lançasse o deputado estadual Feliciano, que é um nome bastante co- nhecido. Por que não saiu o Feliciano?
Em todas as eleições ante- riores, ou em maior parte delas, o PV teve candidatura própria. Essa é a terceira candidatura própria do PV.
Na eleição passada, o depu- tado Feliciano foi o nosso candidato. Se a gente fosse pensar do ponto de vista de pesquisas eleitorais, a candi- datura Feliciano talvez fosse a mais viável, mas significa- ria ao deputado paralizsar seu projeto de implantação de uma política de proteção aos animais durante a cam- panha. E como a orientação do partido continuava sen- do de candidatura própria, ele decidiu me apoiar para que pudéssemos, com a ex- periência que eu tenho em gestão pública, colocar o projeto de governo do PV à serviço da população.
Qual é a expectativa hoje do
PV neste primeiro turno, ten- do seu nome como candidato?
A expectativa é a melhor possível. O primeiro turno na democracia serve para que todos possam ouvir as ideias, as propostas e as vi- sões de mundo, que não são as mesmas. O primeiro tur- no serve para escolher quem é o mais preparado. O PV e eu nos preparamos pa- ra essa eleição. Ocupo há 12 anos cargos importantes na
gestão pública. Fui secretá- rio de Meio Ambiente de Marília e de Diadema; coor- denador de Recursos Hídri- cos do Estado de São Paulo, nomeado pelo governador Mário Covas. Recentemente, fui nomeado secretário-ad- junto de Saneamento e Re- cursos Hídricos do Estado de São Paulo.
O PV tem expectativa de ir pa- ra o segundo turno?
Me pergunto isso a todo o momento, talvez porque ainda haja um desconheci- mento em relação a nossa candidatura, mas não esta- mos preocupados com isso no momento. Isso é um pro- cesso. As pessoas têm a ma- nia de querer decidir a elei- ção antes do eleitor. Quem decide é o eleitor no dia 7.
Vamos discutir o segundo turno depois. Nossa candi- datura não é temática, não é
apenas para esverdear a dis- cussão. Temos um projeto e queremos discutir.
O senhor é de Campinas?
Moro há sete anos em Cam- pinas, mas a minha ligação é muito forte com a cidade e vem da minha infância.
Meu avô foi morador da ci- dade. Escolhi Campinas pa- ra criar meus filhos e morar com minha família.
Então não ser de Campinas não será um problema?
A população espera ideias consistentes, que melho- rem a sua realidade. Nós já assumimos que os secretá- rios municipais serão de Campinas e serão os melho- res possíveis em cada área de atuação. Precisamos qua- lificar a gestão municipal e iremos utilizar todas as pes- soas de carreira da prefeitu- ra priorizando a ocupação dos cargos em comissão com pessoas qualificadas.
Precisamos de um choque de gestão na prefeitura. E eu posso demonstrar escala- bros que estão acontecendo por ineficiência de gestão: a prefeitura assinou um con- vênio com o governo fede- ral em 2007 do Programa Nacional de Segurança com Cidadania, o Pronasci. Só agora em 2012 saiu uma medida burocrática da pre- feitura nomeando o conse- lho gestor para poder rece- ber esses recursos. Já em 2007, era para as câmeras de segurança que monito- ram as ruas terem aumenta- do de 370 para 720. Cinco anos depois, nenhuma câ- mera foi instalada porque não houve eficiência.
Foi a crise política que gerou a ineficiência ou a máquina pú- blica é mesmo emperrada?
Experiência em gestão pública, o candidato a prefeito Rogério Menezes (PV)diz ter de sobra. Ele diz que sua primeira missão será tirar ‘todos os esqueletos’dos armários da Prefeitura de Campinas e promete fazer um choque de gestão que inclui auditoria,
redução de secretarias e corte de 20% nos cargos comissionados
CANDIDATO
ROGÉRIO MENEZES
‘A PRIORIDADE É COLOCAR A CASA EM ORDEM’
ANDRÉ AMERICO/METRO ABC
04
BRACAMP_2012-07-23_4-5.qxp:BRAZIL 7/22/12 5:08 PM Page 1
Acho que essa história de máquina emperrada é falta de liderança e de acompa- nhamento de gestão. O que acontece é que fazem coli- gações do tipo “cruzamento de jacaré com avestruz”. E desse cruzamento sai a par- tilha, depois a gestão públi- ca. Precisamos da chance de ter as melhores pessoas, as mais preparadas ocupan- do os cargos. A Prefeitura de Campinas devolveu R$ 4 milhões para o governo do Estado para merenda esco- lar. Foi repassado R$ 5,6 mi- lhões. Sabe qual é a justifi- cativa? Burocracia. Não teve tempo de fazer a licitação.
Outro exemplo esclarece- dor: a prefeitura pagou, apesar de ter decisão judi- cial em contrário, supersa- lários na prefeitura desde junho de 2009, pagando in- devidamente mais de R$
100 milhões. E vem querer me convencer que está difí- cil pagar? Pode estar difícil porque a gestão foi inefi- ciente.
O PV tem candidato em São Paulo ou está coligado?
Não está com candidato pró- prio porque tem um históri- co de participação. O Eduar- do Jorge, secretário do Meio Ambiente de São Paulo, é uma pessoa extremamente qualificada. É o pioneiro do Sistema Único de Saúde. E ele é um dos possíveis candi- datos, ele é pré-candidato a vice-governador na chapa do PSDB em São Paulo. En- tão, em São Paulo, nós esta- mos em uma coligação que foi feita em termos de pro- grama de governo.
O senhor citou a questão das coligações que acabam sendo cruzamento de “jacaré com avestruz”. Os partidos, em ge- ral, não se mostram ideológi- cos. Eles são bastante pragmá- ticos e vão por esse caminho...
Eu tenho uma história dife- rente para mostrar. O PV fez um acordo com o gover- nador Geraldo Alckmin em São Paulo, após disputar a eleição no primeiro turno com a candidatura própria de Fábio Feldmann e de Ro- gério Menezes. Ao compor a aliança com o PSDB no Estado, apresentamos 43 pontos na visão do Partido Verde que precisariam ser incorporados pela futura gestão para receber nosso apoio. Reunimos todos os deputados, os candidatos e fechamos uma coligação programática. A questão não é não coligar nunca, mas porque coligar. É ina- ceitável esse cruzamento de avestruz com jacaré. Po- de impactar na qualidade da gestão e realmente im- pacta. O erro começa quan-
do o jacaré tenta cruzar com o avestruz.
Como o senhor vê a herança do ex-prefeito Hélio?
Reconhecemos que, em um primeiro momento, houve investimentos. Houve uma conjuntura política favorá- vel. Se fez obras importan- tes, como a rodoviária, en- tre outras. O que aconteceu no processo é que esse gru- po que estava no poder foi tomado por uma sensação de arrogância sem prece- dentes. Somado a essa arro- gância, as pessoas começa- ram a misturar o público com o privado. O gestor pú- blico é um funcionário da população. Ele está lá para fazer a melhor gestão pos- sível. Ética é obrigação. O gestor público não pode misturar os interesses. Esse talvez seja o maior desafio.
Quem faz assim, vai bem, é reconhecido. Eu participo da gestão pública há 12 anos e não tenho telhado de vidro. Campinas sempre foi exemplo positivo de li- derança. Infelizmente, nos envergonha o que vem acontecendo. Não adianta investir em propaganda na TV dizendo que tudo está uma maravilha porque não é o que a gente observa. Em 2008, a gestão Hélio gastou R$ 5 milhões em propagan- da. Em 2011, Campinas já gastava R$ 16 milhões em propaganda, três vezes o orçamento da Secretaria de Meio Ambiente. A proposta do PV é que a melhor pro- paganda é a boa gestão: é a dona de casa satisfeita com o atendimento no hospital, é qualidade de vida. Não va- mos fazer propaganda.
Quais serão as prioridades do Partido Verde em Campinas?
A primeira prioridade é bo- tar a casa em ordem. Isso significa tirar todos os es- queletos que, por ventura, estejam nos armários, e tra- balhar em conjunto com uma força-tarefa, sem para- lisar a administração, com auditores independentes.
Faremos um levantamento geral do que aconteceu por- que pelos sinais que temos, foi um descalabro.
Foi ou tem sido? A sua crítica se estende também ao atual prefeito?
Não vou fazer crítica ao Pe- dro Serafim porque ele aca- bou de assumir. Não é corre- to da minha parte. E duran- te a campanha, o PV não vai criticar as pessoas.
Você considera que ele está ti- rando os esqueletos do armá- rio ou não?
Não tenho condições de di- zer ainda. O que eu vejo é
propaganda na televisão. Ao longo do tempo vamos ver.
Mas tenho que dar um voto de confiança. Não vou sair criticando. Não vou criticar ninguém, nem Pedro Sera- fim, nem Jonas Donizette, que são pessoas preparadas e não posso julgá-las. Os ou- tros candidatos também têm meu respeito. Quere- mos fazer um debate de al- to nível. O Partido Verde vem para contribuir.
E quanto às prioridades?
Primeiro faremos um cho- que de gestão. Vamos reor- ganizar as secretarias, en- xugar a máquina e cortar 20% dos cargos em comis- são. Segundo, uma audito- ria externa com acompa- nhamento do Ministério Público. Peito aberto, não tem problema. Só vai pagar quem deve e não podemos paralisar a gestão. Vamos fazer uma força-tarefa, cha- mar a sociedade para fisca- lizar e fazer uma Comissão da Verdade na Prefeitura
de Campinas. Faremos um pente-fino em todos os contratos para que a gente possa ter dinheiro para as outras prioridades. Investi- remos no serviço de saúde.
E começaremos por repen- sar a saúde sob a ótica da prevenção. Não tem como a criança não ficar doente se 14% da população mora com esgoto na frente da sua residência, sem coleta regular de lixo. Outra prio- ridade é na questão do transporte urbano, que es- tá chegando ao caos. Com o crescimento econômico vai havendo uma inclusão.
Isso é bom, mas precisa- mos entender que esse mo- delo de cidade que vem sendo construindo não é viável. Precisamos ter forte investimento em transpor- te público. Vamos substi- tuir a frota que circula hoje e fazer um programa de ecofrota, como São Paulo está fazendo, para dimi- nuir a poluição do ar. O que acontece? Hospitais so-
brecarregados porque têm poluição, as pessoas estão nervosas, o trânsito trava.
A outra prioridade é a sus- tentabilidade como um te- ma transversal. É colocar o tema no gabinete do pre- feito com todos os secretá- rios, de forma transversal para que cada pasta dê sua contribuição para uma ci- dade mais justa, mais hu- mana, mais transparente, mais sustentável.
Como o PV vê as terceirizações na saúde e na educação para evitar o inchaço da folha de pagamento?
Nós não temos uma posição ideológica contra as privati- zações. Existem cidades que eu conheço que os sistemas têm funcionado bem, mas em outros casos, não. O que a gente precisa é trabalhar junto com todos os setores e especialistas da área de saú- de, redimensionar o proble- ma. Ver o que a gente conse- gue melhorar no atendi- mento direto e que tipo de
serviço precisaria ser com- plementado com as terceiri- zações. Não temos uma vi- são ideológica contra.
O que importa, na minha visão, não é a discussão ideológica, mas o resultado final, que é um atendimen- to de qualidade para a po- pulação.
Acontece que hoje a gente sa- be que se mostrar para o elei- tor é cada vez mais difícil. O tempo de TV do PV vai ser de 2min20, um tempo muito re- duzido para explorar tudo o que se pretende. Isso não con- ta a favor. Com o que vocês es- tão contando para expor as propostas do PV e para se tor- narem mais conhecidos?
Vai ter uma desigualdade a partir da televisão. Até lá, nós estaremos rodando a ci- dade com 50 candidatos a vereador e ouvindo intensa- mente a sociedade. Vamos fazer um pacto e trabalhar fortemente as ideias que acreditamos estar corretas.
Acreditamos nesse plano de governo que estou relatan- do. Vamos conversar com a sociedade. Esse nosso tem- po é inferior a três candida- tos, mas é superior a outros três candidatos. Posso ga- rantir que é o dobro do tempo que o PV teve na eleição nacional passada, com a senadora Marina Sil- va. Nós acreditamos que Campinas respondeu a isso.
Não quero me comparar à senadora, mas digo que já vi muitas eleições ganhas que foram perdidas. Não so- mos donos da verdade, nem nos consideramos ilu- minados, mas acreditamos nas teses que defendemos.
Acreditamos que a política pode voltar a ser um debate de ideias e não um concur- so de quem é mais conheci- do ou de quem consegue juntar mais tempo de tele- visão. Como disse, tem mui- to avestruz cruzando com jacaré...
Quais serão os compromissos assumidos?
O meu compromisso é com quem não tem creche para colocar o filho, com o pro- fessor angustiado, com a so- brecarga de trabalho na re- de municipal. Temos difi- culdades enormes e quere- mos fazer uma proposta de coligação com as pessoas que estão indignadas com a má gestão pública. Com as pessoas que estão se sentin- do subtraídas do recurso que deveria ir para a me- renda e não vai; com as pes- soas que estão se sentindo subtraídas porque os super- salários, que a Justiça deci- diu que deveriam ser corta- dos, ainda não foram corta- dos. METRO CAMPINAS
As coligações devem ser fechadas em razão dos programas. A questão não é coligar nunca, mas
porque fechou a aliança. É inaceitável esse cruzamento ‘de avestruz com jacaré’. Pode impactar
na qualidade da gestão, e realmente impacta”
“
Idade:44 anos
Partido:PV (Partido Verde)
Nascido em:São Paulo, capital, em 8 de maio de 1968
Família:casado, pai de dois filhos É:oceanógrafo
Já foi:secretário-adjunto de Sanea- mento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo; secretário Municipal de Meio Ambiente de Marília e de Dia- dema; coordenador de Recursos Hí- dricos do Estado de São Paulo. Foi também professor universitário
Formação:oceanógrafo pela Univer- sidade Federal de Rio Grande (RS) (1989), mestre em ciências/ecologia pela mesma universidade (1992)
História política:militou a favor das causas ambientais. Foi presidente de
Centro Acadêmico.
Foi membro da dire- toria da Associação Nacional de pós-gradua-
dos (1990/1992). Brigou pela estadua- lização da Faculdade de Medicina de Marília e é membro das executivas es- tadual e nacional do PV
Eleições já disputadas:Em 2010, foi candidato a vice-governador do Es- tado na chapa do PV, encabeçada por Fabio Feldmann. Também dispu- tou uma vaga a senador em 2006.
Dois anos depois, candidatou-se a vice-prefeito de Marília
Principais metas, se reeleito prefei- to de Campinas:Eficiência, qualida- de de vida para todos, sustentabili- dade e economia verde
QUEM É ROGÉRIO MENEZES
ANDRÉ AMERICO/METRO ABC
05 www.readmetro.com
SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012
eleições 2012
Facebook: Rogério Menezes twitter: @rogerio_menezes (118 seguidores)
Site: www.pvcampinas.com.br
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SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012
06 brasil
Comissão da Verdade só acumula arquivos
Criada em 16 de maio pela presidente Dilma Rousseff, a Comissão da Verdade conse- guiu apenas reunir tonela- das de documentação nos primeiros dois meses de tra- balho. Nos encontros, pro- movidos a cada 15 dias, hou-
ve apenas um depoimento, do ex-delegado do Dops (De- partamento de Ordem Polí- tica e Social) Cláudio Antô- nio Nogueira Guerra.
A indefinição sobre os ri- tos de trabalho foi causada pela demora em publicar o
decreto com o regimento interno.
A partir desta semana, 14 assessores começam a auxiliar os sete integrantes da comissão. Serão monta- das duas subcomissões. A primeira cuidará da monta-
gem do catálogo de infor- mações e da sistematização dos documentos. Será o
‘Acervo em homenagem à memória e à verdade histó- rica’. Um segundo grupo fi- cará responsável pelo aten- dimento ao público, locali-
zação de pessoas e coleta de depoimentos. As reu- niões passarão a ser públi- cas. Só serão fechadas quando houver discussões que possam comprometer a honra e a privacidade dos envolvidos. METRO BRASÍLIA
Apesar do prazo para a conclusão do Plano de Ges- tão de Resíduos Sólidos es- tar nos últimos dias, a maioria dos Estados e mu- nicípios brasileiros ainda não elaborou o projeto. A partir de 2 de agosto, a ci- dade que não tiver o pla- nejamento adequado para o manejo do lixo ficará impedida de solicitar re- cursos federais para limpe- za urbana.
De acordo com o Minis- tério do Meio Ambiente, até agora foram registra- dos apenas 47 pedidos de verba para a elaboração dos planos. Porém, o nú-
mero não significa que só estes locais têm um plano, já que Estados e cidades não são obrigados a pedir auxílio da União para ela- borar os projetos. Mesmo assim, a pasta acredita que o interesse pela cria- ção dos planos de gestão é muito baixo.
Pela lei que institui a Po- lítica Nacional de Resíduos Sólidos, as cidades e Esta- dos tiveram dois anos para construir seus planos de tratamento do lixo. Estados e municípios que não se- guirem a legislação serão punidos.
“Segundo a legislação,
até 2014 devem ser elimi- nados todos os lixões do Brasil. As cidades e estados que não tiverem plano de gestão não vão poder solici- tar recursos para fazer is- so”, afirmou Saburo Taka- hashi, gerente de projetos da Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urba-
no do Ministério do Meio Ambiente, em entrevista à Agência Brasil.
Takahashi reconhece, porém, que a verba dispo- nível para ajudar na elabo- ração dos planos é escassa.
No ano passado, foram destinados R$ 42 milhões.
Destes, R$ 36 milhões fo- ram usados. Este ano, o go- verno não disponibilizou nenhum recurso. Apenas liberou os R$ 6 milhões que não haviam sido usa- dos em 2011.
O representante ressal- ta, no entanto, que o mi- nistério fez um manual de orientação e firmou convê-
nio com a e-Clay, institui- ção de educação a distância que pode treinar gratuita- mente gestores para a cria- ção dos planos.
O presidente da CNM (Confederação Nacional dos Municípios), Paulo Zi- luldoski, criticou a falta de auxílio financeiro. Segun- do ele, são necessários R$
70 bilhões para transfor- mar todos os lixões em aterros sanitários até 2014.
A estimativa da CNM é de que mais de 50% das ci- dades brasileiras ainda não elaboraram os planos de gestão de resíduos.
METRO
Estados ainda não
têm plano para lixo
Lixões serão eliminados até 2014, segundo a legislação
NILTON CARDIN/ FOLHA PRESS
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é o número de pedidos que o Ministério do Meio Ambiente recebeu até agora para auxiliar no projeto.
Cidades também não estão preparadas, segundo ministério A partir do dia 2, quem não tiver concluído plano ficará sem recursos federais Fim dos lixões demanda R$ 70 bilhões
Só 1/3 dos policiais já saíram do Detran
Quase um ano e meio de- pois da administração do Detran sair da SSP (Secreta- ria de Segurança Pública), apenas 450 dos 1.350 poli- ciais que trabalhavam no órgão voltaram às ativida- des policiais na rua, ou se- ja, um terço do total.
Os outros 900 policiais, entre delegados e escri- vães, continuam trabalhan- do nos setores de pontua- ção e como avaliadores nas provas práticas de direção.
Na capital são 270 agentes.
Em março do ano passa- do, quando o Detran pas- sou a ser administrado pela Secretaria de Gestão Públi- ca, o governador Geraldo Alckmin afirmou que os policiais voltariam a traba- lhar nas ruas, fortalecendo as investigações de crimes.
Um ano depois, a gestão do Detran foi transferida novamente, dessa vez, para o Planejamento. A ideia do governo é transformar o órgão em autarquia, mas is- so depende de aprovação na Assembleia Legislativa.
Segundo a coordenado- ra-adjunta do Detran, Vera Schmidt, a substituição to- tal dos policiais, por funcio- nários contratados pelo ór- gão, deve acontecer apenas no início do segundo se- mestre do ano que vem.
“Não podemos simples- mente tirá-los do Detran e colocar um terceirizado no lugar. Precisamos de um planejamento antes de fa- zer a substituição”, diz.
Vera afirma que os poli- ciais atuam apenas nas uni- dades que já existiam no Estado antes da mudança.
“Nos novos postos de Ame- ricana, Aparecida, São Ber- nardo do Campo, Aricandu- va e Interlagos, temos ape- nas funcionários próprios”, afirma.
Unidade Armênia do Detran
ANDRÉ PORTO/METRO
MARCIO ALVES
METRO SÃO PAULO
BRACAMP_2012-07-23_6.qxp:BRAZIL 7/22/12 9:17 PM Page 1
DILMA PODE REPENSAR RELAÇÃO COM O PARA- GUAI.O vexame da políti- ca externa brasileira, rea- gindo ao impeachment do ex-presidente Fernando Lugo, acendeu luz amare- la no Planalto: a retirada do embaixador, a exclusão do Paraguai do Mercosul e a constatação de que o próprio Lugo admitiu a le- galidade de sua saída, po- derão aliviar pendências com o vizinho, de olho no mercado chinês e nas pro- metidas parcerias do Para- guai com a União Euro- peia e EUA.
FEZ-SE A LUZ. Além das parcerias comerciais, en- tram também na balança a parceria estratégica com Itaipu Binacional e o combate ao crime na fronteira.
EL COMANDANTE.O gover- no concluiu que “foi mal”
a ruidosa insensatez do assessor top-top da Presi- dência, Marco Aurélio Garcia, comandante da trapalhada.
OS TRAPALHÕES.O gover- no estaria até topando confrontação com os par- ceiros na ação desastra- da: os presidentes Kirch- ner (Argentina) e Mujica (Uruguai).
‘É MAROLA’. Líder do PSD, Guilherme Campos (SP) diz que “é marola” a pro- messa do governador Eduardo Campos (PE) de que o PSB não disputará a Presidência da Câmara.
Para ele, o tema voltará à tona após as eleições, já com nomes fortes – Már- cio França e Júlio Delgado.
OLHO EM 2014.O deputado Fernando Francischini (PR) deixou o PSDB para ingressar em nova legen- da: o Partido Ecológico Na- cional (PEN). A ideia, se- gundo ele, é enfrentar eleição majoritária sem depender de legenda.
CONTA OUTRA.Hugo Chá- vez comemorou no Twit- ter a entrada do país no Mercosul: “Eso sí es lo nuevo! Uma nueva Vene- zuela, uma nueva geopo- lítica”.
PODER SEM PUDOR
Pavio curtíssimo
REUTERS/JORGE SILVA
A
dhemar de Barros estava sempre às voltas com repórte- res e suas pergun- tas nem sempre com- preendidas. Na campanha presidencial de 1960, du- rante uma coletiva, um jornalista perguntou se a sua candidatura, no fun- do, não beneficiaria a de Jânio Quadros (UDN). Ad-hemar não suportou a provocação. Arrancou o microfone das mãos do repórter e afirmou:
– Primeiro, não permi- to que pronuncie o nome do demônio na minha frente. E depois, como médico, posso dizer que o senhor é um débil men- tal.
E encerrou a entrevista.
COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS WWW.CLAUDIOHUMBERTO.COM.BR
CLÁUDIO HUMBERTO Política
“Não vou passar o resto do
mandato dando explicação.”
CIRO NOGUEIRA (PP-PI), SOBRE DEMISSÃO DE ASSESSORA QUE
APARECE EM VÍDEO DE SEXO
Hugo Chávez
COM ANA PAULA LEITÃO E TERESA BARROS WWW.CLAUDIOHUMBERTO.COM.BR
07 www.readmetro.com
SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012
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SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012
08 economia
Quem conta com o traba- lho de uma empregada do- méstica pode preparar o bolso. Tramita em uma co- missão especial da Câmara uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que equipara os direitos dessas trabalhadoras aos dos que são protegidos pela CLT. Caso seja aprovada, a lei vai encarecer os custos dos empregadores em, pelo menos, 9,33%, segundo um levantamento feito pelo au- ditor Carlos Alberto Tavei- ra, colaborador da Devout Auditoria e Contabilidade.
Conforme o texto da PEC, os empregados domés- ticos terão acesso a direitos como o FGTS, o seguro-de- semprego, a hora extra e o adicional noturno. Taveira fez um cálculo básico, su- pondo uma trabalhadora que ganha R$ 700 e que tra- balha, no máximo 40 horas semanais (veja quadro ao la- do). Mas esse valor pode ser muito maior, caso a funcio- nária faça horas extras, por exemplo.
A proposta já gerou in- tensos debates entre o sin- dicato da categoria e o dos
patrões, que prevê uma on- da de demissões com a aprovação da PEC. O audi- tor Carlos Taveira aposta no aumento expressivo da in- formalidade, até que os empregadores se adaptem à nova realidade.
“Quem não tiver con- dições de sustentar essa no- va conta vai considerar a possibilidade de adotar o serviço das diaristas”, afir- ma. Ele lembra, porém, que decisões judiciais já conside- ram o vínculo empregatício quando a trabalhadora vai ao emprego mais de duas vezes por semana.
Ainda assim, Taveira a-
credita que as famílias vão se adaptar à nova lei, que tem grandes chances de ser aprovada nos próximos me- ses. “As mães deixam seus filhos em casa e, muitas ve- zes, a empregada é a pessoa de confiança para cuidar das crianças”, observa.
O Brasil tem cerca de 7,2 milhões de domésticas. Mu-
itas se beneficiarão com a PEC, mas um grande con- tingente seguirá na infor- malidade, aposta o auditor.
Com as regras atuais, mais brandas, já há dois terços delas na ilegalidade.
Banco Central lança duas novas cédulas
A partir de hoje, entram em circulação as novas cédulas de R$ 10 e de R$ 20. De acordo com o BC (Banco Central), as notas foram criadas para incluir elemen- tos antifalsificação mais modernos e para aumentar a acessibilidade às pessoas
com deficiência visual.
O lançamento faz parte de um calendário do BC, que prevê, ainda, a troca das cédulas de R$ 5 e de R$
2 no ano que vem. As notas velhas continuam valendo e serão trocadas à medida que se desgastarem. METRO
Governo reduz previsão de crescimento
Procon divulga ranking de
cancelamento de voos no país
O governo reduziu a previ- são de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 4,5% para 3% em 2012. A re- visão da estimativa foi feita após o agravamento da cri-
se financeira na Europa, que tem afetado o comér- cio internacional.
Mesmo com a nova esti- mativa, o governo segue mais otimista que o merca-
do e que o Banco Central. A previsão de ambos para o crescimento do PIB este ano é de 2,5% e 1,9%, res- pectivamente.
METRO COM AGÊNCIAS
Uma análise do Procon de São Paulo sobre dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostra que a Gol lidera, em termos abso- lutos, o ranking de cancela- mentos de voos no país no mês de maio.
De todos os voos opera- dos pela empresa, 2.601 fo-
ram cancelados, o equiva- lente a 10%. Proporcional- mente, porém, a Avianca li- dera o ranking, com 13%
de seus voos cancelados.
A rota mais afetada por esse tipo de problema é a que vai de Manaus para Fortaleza. As viagens nesse trecho, operadas pela
Gol/Varig, foram cancela- das em 97% das vezes. O se- gundo lugar ficou com o caminho inverso (Fortale- za/Manaus), com 94%.
A avaliação não conside- rou trechos que tiveram 100% dos voos cancelados, como o que vai de Chapecó a Florianópolis. METRO
Crise faz
dólar fechar em alta
A moeda norte-america- na encerrou a semana pas- sada cotada a R$ 2,02, alta de 0,49%. O avanço ocorreu após uma série de quedas registradas até a última quinta-feira.
A valorização foi causada pela crise internacional. O mercado europeu segue ten- so após o anúncio do resgate à Espanha. Além de encare- cer o dólar, o nervosismo derrubou as bolsas. METRO
Auditor trabalhista prevê que custos serão, pelo menos, 9,33% maiores
PEC dos empregados vai pesar aos patrões
Operadoras investiram pouco nas redes, diz Anatel
Novas notas têm mais recursos contra falsificação
JAMES FRENCH / IMAGE SOURCE / FOLHAPRESS
JALALO DE ALMEIDA / FOLHAPRESS BANCO CENTRAL / DIVULGAÇÃO
Lei valerá para todos os trabalhadores domésticos
: JOE RAEDLE / GETTY IMAGES
Começa a valer hoje a pu- nicão aplicada pela Anatel (Agência Nacional de Tele- comunicações) a três ope- radoras de telefonia celu- lar. As companhias, que, juntas, representam 70%
do mercado, estão impedi- das de vender chips até que apresentem um plano de investimentos para a melhoria de suas redes. O planejamento de cada uma delas precisa passar por aprovação da Anatel. Em Minas Gerais, a Tim está proibida de atuar.
A Claro está impedida de aceitar novos clientes em três Estados, a Oi, em cinco e a Tim, em outros 17, mais o Distrito Federal.
Na sexta-feira, a Tim en- trou com um mandado de segurança para tentar bar- rar a punição. Uma fonte da Anatel disse à agência Reuters que havia conver- sas sobre a precariedade da rede há um ano. “Eles não foram surpreendidos. Tal- vez achassem que não fôs- semos tomar essa medida”, comentou. METRO
Punição a teles começa hoje
Compare
Como ficarão os gastos do empregador com uma doméstica que ganha R$ 700 mensais (sem contar adicionais) Custo mensalO QUE ESTÁ INCLUIDO
SITUAÇÃO TOTAIS
Hoje Com a PEC
Sálario, vale-transporte* e INSS (20%) FGTS (8%) e provisão FGTS para eventual demissão (3,2%)
R$ 960 R$ 1.038,40
Custo com as férias Hoje
Com a PEC
Salário + 1/3 de férias e INSS (20%) FGTS (8%) e provisão FGTS para eventual demissão (3,2%)
R$ 1.120 R$ 1.224,53
Custo 13º salário Hoje
Com a PEC
Sálario, vale-transporte* e INSS (20%) FGTS (8%) e provisão FGTS para eventual demissão (3,2%)
R$ 840 R$ 918, 40
Total anual hoje
R$ 12.520
Total anual com a PEC
R$ 13.565,33
Aumento de
9,33%
*R$ 3 para 20 dias úteis
CAROLINA VICENTIN
METRO SÃO PAULO
Gol é a companhia com o maior número de viagens canceladas, em números absolutos BRACAMP_2012-07-23_8.qxp:BRAZIL 7/22/12 7:26 PM Page 1
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SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012
mundo
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A guerra entre as tropas leais ao ditador Bashar Al Assad e os opositores do governo se intensificou em Aleppo, no norte, a segun- do maior cidade da Síria. O Observatório Sírio dos Di- reitos Humanos reportou mais de 550 mortes ao lon- go do fim de semana.
Com os combates, os re- beldes conquistaram um posto na fronteira com a Turquia, mais ao norte de Aleppo, na cidade de Bab Al-Salam. Um oficial turco confirmou a tomada de po-
der do lado sírio. É a tercei- ra vez que os opositores conseguem o controle de um posto de fronteira, em- bora, nas proximidades com o Iraque, o Exército sí- rio tenha conseguido re- verter a situação.
“Tomar postos fronteiri- ços não tem uma impor- tância estratégica, mas tem um impacto psicológico porque desmoraliza as for- ças de Assad”, disse Faiz Amr, um brigadeiro que desertou do Exército.
METRO COM AGÊNCIAS
Os noruegueses homena- gearam, ontem, as 77 víti- mas do massacre da ilha de Utoeya e da explosão no centro de Oslo, a capi- tal do país. O duplo aten- tado ocorreu há um ano pelas mãos do extremista Anders Breivik, que ainda
aguarda o veredicto do jul- gamento.
Amigos e parentes visi- taram a ilha, e a população cobriu a lateral da catedral de Oslo com flores. A sen- tença de Breivik deve ser conhecida até o fim de agosto. METRO COM AGÊNCIAS
James Holmes, o jovem que matou 12 pessoas em um cinema da cidade de Auro- ra, no Estado do Colorado, agiu sozinho, segundo as investigações da polícia. O ex-estudante de medicina também continua susten- tando ser o Coringa, o vilão do filme “Batman”. Fontes da penitenciária em que ele está detido disseram à im- prensa norte-americana que Holmes não demonstra remorso pelo crime.
“Vamos dizer que ele ainda não mostrou ne- nhum remorso pelo que fez. Ele acha que está atuan-
do em um filme”, contou um policial ao site "Daily News”. “Ele está cuspindo em tudo. O cara é maluco”, acrescentou.
Holmes entrou em uma sala de cinema onde passa- va a estreia do filme “Bat- man, o Cavaleiro das Trevas Ressurge” na madrugada de sexta-feira. Ele lançou bom- bas de gás e atirou na pla- teia. Doze pessoas morre- ram e 58 ficaram feridas (uma dezena delas em esta- do grave). Ao ser preso, ele disse ter agido como o ini- migo de “Batman”.
No sábado, a polícia de- sarmou explosivos que esta- vam na casa de Holmes. Os agentes ficaram impressio- nados com a quantidade de arsenal destruitivo que ha-
via no apartamento.
Holmes era estudante de medicina até o mês passado.
Em um vídeo exibido pela emissora ABC, ele aparece apresentando um trabalho acadêmico. Mesmo nervoso, Holmes demonstra ter do- mínio sobre o assunto.
A tragédia chocou os Es- tados Unidos. Ontem, o pre- sidente Barack Obama via- jou ao Colorado para visitar as famílias das vítimas. O lo- cal do massacre fica perto de Columbine, onde, em 1999, dois estudantes atira- ram e mataram colegas e um professor. METRO
Rebeldes sírios
combatem em Aleppo
Noruega lembra vítimas de Breivik
Brasileiros abastecem paraísos fiscais
População levou flores à catedral de Oslo
NTB SCANPIX / REUTERS
Na fronteira, opositores rasgam foto de Assad
UMIT BEKTAS / REUTERS
Atirador dos EUA agiu sozinho
Polícia diz que James Holmes planejou o crime ‘deliberadamente’ por dois meses Ele disse ser o ‘Coringa’ e não demonstrou remorso pela ação
Americanos visitam memorial das 12 vítimas
SHANNON STAPLETON / REUTERS
Um levantamento inédi- to da Tax Justice Network mostra que os ricos brasi- leiros somaram, até 2010, mais de R$ 1 tri- lhão em contas offshore em paraísos fiscais. Nesse tipo de conta, os gover-
nos não têm nenhum controle ou forma de co- brar impostos.
A soma coloca os brasi- leiros em quarto lugar no ranking dos que mais en- viam dinheiro para esses lugares. METRO
STRINGER / REUTERS
Artista inglês cria ‘ônibus-atleta’
No clima dos jogos olímpicos, que começam nesta semana, em Londres, um artis- ta transformou o tradicional ônibus vermelho da capital inglesa em um “robô- atleta”. David Cerny deu braços e bumbum ao veículo, que faz flexões. Durante a atividade física, a obra emite sons que demonstram o “esforço”.
Olimpíadas
Veículo ganhou formas humanas Obama embarcou com a
Força Aérea para o Colorado
LARRY DOWNING / REUTERS
EUROPA
Incêndio mata três espanhóis
Um incêndio florestal fora de controle na fronteira da Espanha com a França matou três pessoas e deixou outras 22 feridas.
As autoridades espa- nholas precisaram fe- char rodovias e reco- nheceram que há uma catásfrofe na região. O fogo já destruiu 12,5 mil hectares. METRO
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cultura
cultura www.readmetro.com
SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012
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A cantora Taïs Reganelli abre sua nova turnê no Al- manaque Café, em Barão Geraldo, nesta quarta-feira.
Campinas é a primeira cidade a receber a turnê co- memorativa de 10 anos do primeiro álbum, que irá percorrer o Estado de São Paulo e alguns países da Europa.
Para o repertório, Taïs selecionou suas canções preferidas dos três álbuns,
“MPB e Companhias”, “An- tes que a canção acabe” e, o mais recente, “Leve”. Pa- ra acompanhá-la no palco, os músicos que sempre es- tiveram ao seu lado desde o início da carreira.
A cantora, nascida na Suíça, mudou-se para Cam-
pinas aos nove anos. Aqui construiu sua carreira mu- sical e se firmou como can- tora de um estilo, definido por ela, como “world mu- sic”. “Tenho muitas in- fluências europeias e uso elementos diferentes na minha música”, explica.
A artista já abriu gran- des shows da MPB, como:
Toquinho, Guilherme Arantes e Maria Gadú.
Agora, comemora os 10 anos de lançamento do pri- meiro CD nesta quarta, às 21h, no Almanaque Café – avenida Albino José Barbo- sa de Oliveira, 1240, Barão Geraldo. A entrada custa R$ 15. Informações: (19) 3249-0014.
METRO CAMPINAS
Coração campineiro
Artista suíça construiu carreira musical na cidade
DIVULGAÇÃO
Em show intimista, cantora Thaïs Reganelli abre turnê comemorativa em Campinas nesta quarta-feira Evento também passará pela Europa
Toquinho:
ingressos esgotados
Os ingressos para a apre- sentação de Toquinho, no próximo domingo, às 15h30, no Sesc Campinas, estão esgotados.
O evento traz uma compilação de todo o tra- balho produzido pelo compositor que permeia o universo infantil. As- sim, a apresentação é ela- borada e destinada espe- cialmente às crianças. Es- timulado por Vinicius de Moraes, Toquinho come- çou a musicar poemas e lançou discos para o pú- blico infantil.
Mais informações sobre a apresentação pe-
lo telefone do Sesc: (19) 3772- 4184.
METRO CAMPINAS
“Campinas é onde está meu público.
Sempre que posso, abro minhas turnês
aqui.”
THAÏS REGANELLI, CANTORAvariedades
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SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012
Pergunta
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@jornal_metroCPS
Você é a favor do serviço prestado pelos ‘guardadores de carros’ nos bairros da cidade? Por quê?
@LuizAntonioCps:Serviços prestados? Eu sempre entendi isso como contravenção.
@paulopinheiro__:Não tem como ser a favor de um cara que ameaça seu carro se você não pagar para estacionar em via pública.
@r_coeIi:Contra! Pagar para estacionar o carro na rua? Já bastam os impostos e o seguro!
@alceujr20:Não!
Leitor fala
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Web
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Possíveis novos distritos A elevação das regiões do Ouro Verde e Campo Grande à condição de distrito traria alguns impactos que considero positivos. O status de subprefeitura pressupõe condições estruturais e administrativas dife- rentes de uma regional, as necessi- dades passariam a pressionar os futuros prefeitos. Além disso, poder- se-ia efetivamente desenvolver a descentralização administrativa, com uma adaptação nos moldes propostos pelo então Prefeito Ma- galhães Teixeira, que poderia regio- nalizar as políticas públicas e dar mais atenção às demandas locais.
Na minha visão, essa seria uma pos- sibilidade de reorganização dessa ultrapassada e pesada máquina es- tatal municipal.
Luiz Rossini – Campinas, SP Os invasores
Cruzadas
Sudoku
ABC DIGIPRESS
MARCOS SILVESTRE
Na ponta do lápis
Prof. Marcos Silvestre é economista com MBA em Finanças e Controladoria pela Uni- versidade de São Paulo. Há 21 anos atua como educador e planejador financeiro espe- cializado. Idealizou na Unicamp o PROF® Programa de Reeducação e Orientação Fi- nanceira. É fundador da SOBREDinheiro® Sociedade Brasileira de Estudos sobre Di- nheiro e autor dos best-sellers “12 Meses para Enriquecer: o plano da virada” e “In- vestimentos à Prova de Crise”. Dirige o site www.oplanodavirada.com.br e apresenta a coluna diária e o programa semanal Na Ponta do Lápis na BandNews FM.
COM NOVA QUEDA NOS JUROS BÁSICOS, FUNDOS DI DE VAREJO PAGAM MENOS QUE POUPANÇA
Q
uem tem algum dinheiro poupado e deseja aplicar de forma conservadora, deve ficar atento: a Poupança, mesmo pagando um pou- quinho menos com a nova queda nos juros bá- sicos, vem dando um "surra" em alternativastradicionais como Fundos DI e CDB's, que podem estar rendendo ainda menos.
Qualquer fundo de investimento financeiro (FIF) funciona essencialmente assim: um administrador (banco ou administradora independente) reúne di- versos investidores, compondo um certo patrimônio.
Então, o gestor (profissional encarregado pela gestão do fundo) aplicará estes recursos em certos ativos fi- nanceiros (chamados de "papéis"), visando rentabili- zar e dar bom retorno aos quotistas do fundo.
De acordo com as regras do Banco Central/CVM, um FIF do tipo DI só pode aplicar em papéis pós-fi- xados muito seguros e conservadores, como CDBs pós-fixados de grandes bancos, debêntures de sóli- das empresas, e títulos da dívida pública pós-fixa- dos, como as LFTs - Letras Financeiras do Tesouro.
Na realidade, as LFTs costumam compor 3/4 da car- teira de um fundo DI, e elas remuneram justamente a taxa Selic (taxa básica), que está hoje em 8% ao ano. Imaginando que os outros ativos financeiros do fundo também paguem próximo da Selic (já que são similares no quesito segurança), digamos que a car- teira do fundo pague, em média, estes 8% brutos ao ano da Selic (0,64% ao mês).
Antes de repassar o ganho aos aplicadores do fundo, o administrador subtrai sua taxa de adminis- tração, comumente de 1% ao ano para um fundo de varejo (com milhares de cotistas), e retém também o Imposto de Renda de, por exemplo, 22,5% do ganho bruto (para o prazo de aplicação de até seis meses).
Portanto, em termos líquidos, a rentabilidade deste fundo DI ficará em 5,20% ao ano ou 0,42% ao mês. Já a rentabilidade da Caderneta de Poupança, mesmo pela nova regra, está próxima de 0,50% ao mês. Conclusão: um fundo DI nestas condições – co- muns no mercado – pode vir a lhe bem pagar menos.
Horóscopo Está escrito nas estrelas www.estrelaguia.com.br
Áries (21/3 a 20/4)
Assuntos pedentes com pessoas importantes e poderosas devem ser resolvidos com seriedade e muito tato para garantir o seu sucesso pessoal nos próximos dias.
Touro (21/4 a 20/5)
Fique mais disponível, principalmente se você está esperando novas alianças e acordos que dependam de mais diálogos para aumentar a sinergia do grupo.
Gêmeos (21/5 a 20/6)
Momento de expectativas diante de situações que precisam ser melhor organizadas ou devidamente lideradas para que possam apresentar resultados positivos.
Câncer (21/6 a 22/7)
Boas negociações e conversas agradáveis que podem trazer novas oportunidades para você. Mas tudo realmente só acontece com a sua presença e participação.
Leão (23/7 a 22/8)
Dia de garimpar as companhias e ser mais exigente com as pessoas, você está precisando de um retorno melhor delas e talvez seja preciso dizer isso a elas.
Virgem (23/8 a 22/9)
Dependência de outras pessoas para poder atingir as suas metas, vai ser preciso realizar negociações. O mesmo pode acontecer no amor, é preciso conversar.
Libra (23/9 a 22/10)
Picuinhas atravessando o seu caminho, não dê tanta importância a coisas pequenas que podem roubar o seu bom humor, concentre-se em manter o equilíbrio.
Escorpião (23/10 a 21/11)
Dúvidas e inseguranças entre o amor e seus os negócios, procure a orientação de pessoas mais experientes para poder encontrar o seu ponto de equilíbrio.
Sagitário (22/11 a 21/12)
Novos objetivos podem exigir conhecimentos mais profundos e o apoio de outras pessoas para serem plenamente atingidos.
Explique detalhadamente as suas ideias.
Capricórnio (22/12 a 20/1)
Dia de exigir mais garantias e provas de que certas propostas tem fundamentos sólidos, não dá de sair apostando em qualquer coisa que lhe apresentarem.
Aquário (21/1 a 19/2)
Dia de grande generosidade, tenha cuidado para não ser otimista demais em relação a oportunidades e às pessoas, tente fazer as coisas com os pés no chão.
Peixes (20/2 a 20/3)
Altruísmo um pouco exagerado, é bem capaz das pessoas não entenderem ou não quererem embarcar nas suas ideias, pegue mais leve, seja menos sentimentalista..
REPRODUÇÃO DA INTERNET
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Mulheres no comando
Veja outras séries em que elas detêm os papéis mais fortes e interessantes
‘Homeland’
Exibida na HBO Vencedora de um Globo de Ouro pela série, Claire Danes vive Carrie, uma agente do governo americano que investiga o suposto envolvimento de um ex-marine com terroristas
‘Homeland’
Exibida na HBO Vencedora de um Globo de Ouro pepela série, Claire DaDanes vive Carrie, uma aa agente doo governo amamericano que investstiga o suposto eenvolvimento o de um exx-marine com terroristaas
‘The Good Wife’
Exibida no Universal Channel
Julianna Margulies é Alicia, que retoma uma carreira de advogada há muito abandonada após ser traída pelo marido. O trabalho garantiu à atriz um Emmy no ano passado
‘Nurse Jackie’
Exibida no Studio Universal Conhecida por ter feito
“Família Soprano”, Edie Falco ganhou um Emmy em 2010 pelo papel da enfermeira viciada em analgésicos
‘Smash’
Exibida no Universal Channel
Katharine McPhee e Megan Hilty encarnam duas atrizes de personalidades opostas que disputam o papel de Marilyn Monroe em um musical da Broadway
Elas são poderosas
Com três meses de atraso, duas das mais comentadas novidades da TV paga dos Estados Unidos estreiam, enfim, no Brasil. A partir de hoje, a HBO exibe
“Veep” e “Girls”.
As duas comédias refor- çam uma tendência cres- cente entre as séries ame- ricanas: se antes os papéis mais interessantes e de destaque ficavam com os homens, a vez agora é das mulheres.
“Veep” é a nova emprei- tada de Julia Louis-Dreyfus - a eterna Elaine, de “Sein- feld” – após cinco bem-su- cedidas temporadas de sua série “The New Adven- tures of Old Christine”.
Dessa vez, ela encarna Selina Meyer, vice-presi- dente dos Estados Unidos, cujo dia a dia é acompa- nhado por meio de uma câmera bisbilhoteira à la
“The Office”.
A graça da série está em
brincar com a suposta in- significância do cargo, re- legado à sombra das ques- tões realmente relevantes, com piadas ágeis e um elenco afinado, que inclui Tony Hale (de “Arrested Development”) como as- sessor de Meyer.
Já “Girls” vem sendo apontada como uma “Sex and the City” para a atual geração de 20 e poucos anos – mas com bem me- nos glamour e mais pé no chão. Produzida por Judd Apatow (diretor de “O Vir- gem de 40 Anos”) e criada, dirigida e protagonizada por Lena Dunham, a série acompanha o périplo de Hannah para conseguir se manter em Nova York após ter a mesada cortada pelos pais.
A jornada dela é dividi- da com as amigas Jessa, Marnie e Shosanna, cada uma bem diferente da ou- tra. O que dá personalida-
de à série é sua alta dosa- gem de sarcasmo, dirigida a um público que facil- mente se identificaria com as situações vividas por alguma das persona- gens.
Ambas as séries tive- ram temporadas curtas, de oito e dez episódios, respectivamente, mas o sucesso foi tanto que elas já foram renovadas. A boa repercussão também é atestada pela lista de can- didatos ao Emmy Awards, revelada semana passada:
as duas concorrem entre si na como melhor comé- dia do Emmy Awards e, também, na categoria de melhor atriz. As mulheres estão mesmo com tudo.
Hoje, na HBO. “Girls”, às 22h.
“Veep”, às 22h30.
Julia Louis-Dreyfus será vice-presidente dos EUA na série “Veep”
DIVULGAÇÃO
AMANDA QUEIRÓS
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Indicadas ao Emmy, “Veep” e “Girls” estreiam hoje
Novas séries reforçam presença feminina na televisão
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ALMEIDA ROCHA/FOLHAPRESS
Palmeiras: Bruno; Cicinho (Artur), Leandro Ama- ro, Wellington e Juninho; Márcio Araújo, Henrique, João Victor e Valdivia (D. Carvalho); Mazinho e Obi- na (Betinho).Técnico: Luiz Felipe Scolari
• Gols: Obina aos 18 e Mazinho aos 29 minutos do 1otempo; Márcio Araújo aos 5 minutos do 2otempo • Arbitragem: Edivaldo Elias da Silva (PR) auxiliado por José Carlos Dias Passos (PR) e Ivan Carlos Bohn (PR)
Náutico: Felipe; Alessandro, Jean Rolt, Márcio Rosá- rio, Gustavo (Ramirez) e Lúcio (João Paulo); Elicar- los, Glaydson e Araújo; Kieza e Rhayner (Cleverson).
Técnico: Alexandre Gallo
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SEGUNDA-FEIRA, 23 DE JULHO DE 2012
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Helinho é vice-líder da Indy
CHRIS TROTMAN/GETTY IMAGES
Castroneves vence em Edmonton
Helio Castroneves venceu a etapa de Edmonton, no Ca- nadá. O piloto da Penske as- sumiu a ponta quando o en- tão líder Alex Tagliani foi aos boxes. A segunda colo- cação ficou com Takuma Sa- to, seguido por Will Power, Rahal. O líder Hunter-Heay terminou em oitavo, com Rubens Barrichello em 15º e Tony Kanaan em 19º.
Com o resultado, o brasi- leiro, que largou em 5o, so- ma 26 vitórias e entra na briga direta pelo título do Campeonato Mundial de Fórmula Indy. METRO
Centroavante marcou seu primeiro gol desde que retornou ao Verdão A tarde deste domingo
marcou a presença de Obi- na entre os titulares do Palmeiras pela primeira vez desde que retornou ao clube. E foi justamente a novidade da escalação que decidiu a vitória do Verdão sobre o Náutico por 3 a 0 na Arena Barueri.
Com um gol e participa- ção nos outros dois tentos do Verdnao, o atacante foi preponderante para o ti- me a vencer a segunda no Campeonato Brasileiro e sair da zona de rebaixa- mento da competição.
No primeiro tempo, Obi- na concluiu bom passe de
João Vitor para abrir o pla- car e, no segundo, o ata- cante deu ótimo lança- mento para Mazinho – que só escorou para o gol.
Na etapa final, o artilhei- ro continuou se apresen- tando bem no jogo e, após sua finalização na trave, Márcio Araújo pegou o re- bote e só teve o trabalho de empurrar para as redes e dar números finais ao confronto.
O próximo compromis- so do Palmeiras pela com- petição nacional, quinta- feira às 21h, na mesma Arena Barueri, é contra o Bahia. METRO
Fator
Obina Atacante reestreia como titular, marca um e dá assistência na vitória do Palmeiras sobre o Náutico por 3 a 0
BRACAMP_2012-07-23_14.qxp:BRAZIL 7/22/12 8:32 PM Page 1