PREFÁCIO
Sempre é assim:
Seja através do casamento ou em relacionamentos estáveis, ou ainda em aventuras casuais...
casais se unem e as promessas e juras de amor são comuns ...
Casais apaixonados prometem fidelidade por toda vida ... na saúde ou na doença..
Formam famílias.. Geram filhos e continuam jurando amor eterno.
É sempre assim... Que surgem as famílias e as crianças.. e a felicidade é o que se busca.
É sempre assim... A felicidade apresenta-se a todos nós... e vêm a nós também as responsabilidades...
É sempre Assim...
É sempre assim que se começa uma vida a dois e uma família feliz.
Mas... muitas destas promessas são em vão, não se tornam reais e o sonho se vai...
Em determinado momento, um não serve mais para o outro.. e tudo muda... a Família formada, não
continuará mais junta.. e quais serão as consequências da separação? O que será da vida de cada um: pai, mãe e filhos?
Dependerá das decisões tomadas neste momento de rompimento e do respeito que cada um terá pelo outro, de como serão encaradas as responsabilidades e a nova situação!
Neste material, tentamos ajudar aos pais e mães separados a entenderem este momento e todas as
consequências de seus atos e decisões que terão reflexo em todas as suas vidas, inclusive e principalmente na vida dos filhos e tentamos ainda, mostrar o caminho a ser tomado e as decisões acertadas a serem tomadas.
O que lhes esperam? Quais as opções? O que fazer? Como seguir a vida sem maiores consequências e principalmente com a felicidade de todos?
É hora de cumprir as promessas do inicio do relacionamento!
Por cada um de nós, pelos nossos filhos, netos , por cada família e pela sociedade !
O autor:
Alberto Tobias Conde, é esposo, pai, avô e estudioso das causas de família, em especial em casos de separação de casais com filhos e suas consequências, o relacionamento pós-separação e o tratamento dos genitores com os filhos, os regimes de guarda no Brasil
( guarda compartilhada e guarda unilateral) a Alienação Parental e a Síndrome desta alienação, O ECA, os direitos de família, dos avós, e principalmente os direitos das crianças e idealizador da ADECRIA- ASSOCIAÇÃO EM DEFESA DAS CRIANÇAS.
A experiência própria e o conhecimento de muitos outros casos, dos procedimentos judiciais, da forma de agir dos advogados, dos agentes judicias, promotores, dos peritos e conciliadores, as decisões proferidas pelos Juízes e principalmente a forma como são tratados os genitores de filhos alienados e o sofrimento e tratamento a que são submetidas as crianças e adolescentes alienados, a forma inescrupulosa de agir dos alienadores em relação aos próprios filhos, ao ex-cônjuge, aos avós e a todos que possam lhe representar ameaça, seu modus operandi e ainda a forma que as leis existentes sobre o assunto são vistas e tratadas, consistem no conhecimento. na orientação e opinião do autor diante de situações comuns e parecidas em todos os casos.
Esta obra é formada ainda por opiniões e revisão de especialistas nos assuntos abordados e que têm o mesmo ponto de vista e ainda contribuem com as ideias do autor e no resultado da obra e ainda conta com a opinião de colaborados da
O que é a ALIENAÇÃO PARENTAL:
Segundo a lei LEI Nº 12.318, DE 26 DE AGOSTO DE 2010.
Art. 2
oConsidera-se ato de alienação parental a interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos genitores, pelos avós ou pelos que tenham a criança ou adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância para que repudie genitor ou que cause prejuízo ao estabelecimento ou à manutenção de vínculos com este.
Art. 3
oA prática de ato de alienação parental fere direito
fundamental da criança ou do adolescente de convivência familiar
saudável, prejudica a realização de afeto nas relações com genitor e
com o grupo familiar, constitui abuso moral contra a criança ou o
adolescente e descumprimento dos deveres inerentes à autoridade
parental ou decorrentes de tutela ou guarda.
PARA A ADECRIA ALIENAÇÃO PARENTAL É:
Resultado de egoísmo de um genitor, ou quem tenha
influência sobre as crianças e adolescentes, e que são
amadas, tem o carinho e respeito delas, e que usa isso,
para tentar obter vantagens em relação ao outro
genitor, seja com fins próprios de enriquecimento, de
facilidades em sua vida, ou ainda por vingança, por
não aceitar o fim do relacionamento, por sentimento
de posse sobre os filhos, ou ainda por atos de
psicopatia, a fim de mostrar maior poder sobre os
filhos e punir, ou castigar o outro genitor pelo fim do
relacionamento, ou pelas mudanças de condição de
vida, surgidas pós separação.
Quem comete alienação parental, usa o amor das crianças e adolescentes, por si mesmo, para manipula-los, e o amor do outro genitor e da família estendida pelas crianças e adolescentes, para chantagens, obter vantagens, e para atingir o outro genitor, fazendo-o sofrer com afastamento e a distância, tentando de todas as formas destruir a imagem e o relacionamento do outro genitor e de sua família estendida para com seus filhos.
É uma pessoa extremamente egoísta, que não tem sentimentos, não
sente culpa, só pensa em si, não respeita pessoas, determinações, nem autoridades e principalmente não respeita e não se preocupa com as crianças, tirando-lhes a infância, a liberdade, a espontaneidade e interferindo na sua criação, educação e desenvolvimento.
Quando o Alienador, consegue seu intuito, destrói a SÍ PROPRIO, A TODA FAMILIA E AS CIANÇAS,
ocasionando-lhes a SÍNDROME DA ALIENÇÃO
PARENTAL, que é devastadora na vida das crianças e
que falaremos posteriormente.
Segundo ainda a lei de ALIENAÇÃO PARENTAL:
Parágrafo único. São formas exemplificativas de alienação parental, além dos atos assim declarados pelo juiz ou constatados por perícia, praticados diretamente ou com auxílio de terceiros:
I - realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade;
II - dificultar o exercício da autoridade parental;
III - dificultar contato de criança ou adolescente com genitor;
IV - dificultar o exercício do direito regulamentado de convivência familiar;
V - omitir deliberadamente a genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço;
VI - apresentar falsa denúncia contra genitor, contra familiares deste ou contra avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou adolescente;
VII - mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando a dificultar a convivência da criança ou adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com avós.
A ADECRIA ENTENDE QUE DEVE SER CONSIDERADO ATO DE ALIENÇÃO PARENTAL:
Todo ato que impeça a criança de ser livre, de se expressar,
divertir, e desenvolver-se com saúde, física e mental, amar a
quem desejar e de conviver com seus pais e família estendida,
(que compreende todos os parentes próximos: avós, tios, tias,
primos, bisavós, etc. ) e ainda com as pessoas que tenham por
ela amor, cuidado, carisma e simpatia, ou ainda que a use para
obter qualquer tipo de vantagem, praticado por quem tenha a
criança sob sua responsabilidade, poder ou guarda.
Punições pela prática da alienação Parental
Art. 6o Caracterizados atos típicos de alienação parental ou qualquer
conduta que dificulte a convivência de criança ou adolescente com genitor, em ação autônoma ou incidental, o juiz poderá, cumulativamente ou não, sem prejuízo da decorrente responsabilidade civil ou criminal e da ampla utilização de instrumentos processuais aptos a inibir ou atenuar seus efeitos, segundo a gravidade do caso:
I - declarar a ocorrência de alienação parental e advertir o alienador;
II - ampliar o regime de convivência familiar em favor do genitor alienado;
III - estipular multa ao alienador;
IV - determinar acompanhamento psicológico e/ou biopsicossocial;
V - determinar a alteração da guarda para guarda compartilhada ou sua inversão;
VI - determinar a fixação cautelar do domicílio da criança ou adolescente;
VII - declarar a suspensão da autoridade parental.
SÍNDROME DE ALIENAÇÃO PARENTAL
A ALIENAÇÃO PARENTAL, além dos males ocasionados às crianças, quando se instala a SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL, traz outras graves consequências, que apesar de
terem tipificação própria, são causadas pelos atos de alienação parental e que DEVERIAM ser
agravantes para quem os
pratica.
Quem sofre com a alienação Parental?
Hoje em dia, o que entendemos uma falha da lei, esta caracteriza como vítima, apenas a criança e adolescentes que sofrem a interferência psicológica, mas entendemos que os genitores, avós, e toda pessoa que ama a criança alienada, vêm seu sofrimento e também sofrem com os atos da alienação.
Os genitores ou familiares que são proibidos do contato com as crianças alienadas, passam a sofrer várias consequências como:
Estresse, saudades, depressão, hipertensão, perda de controle emocional e
irritabilidade, entre outros, o que acaba ocasionando situações e ocorrências desde:
Desinteligência, ofensas, xingamentos, perturbação de sossego, desacatos, vias de
fato, danos ao patrimônio, até situações graves como agressões, homicídios e suicídios.
Cuidados para não agravar a situação!
É Comum os genitores, avós, e toda pessoa que sofre com os atos de alienação praticados à criança, já serem citados como ALIENADOS, sendo porém, pela lei, apenas as crianças e adolescentes as vitimas e verdadeiros alienados.
Um genitor no momento em que é proibido de ver seus filhos, de ter contato com ele, de ter informações sobre seu estado ou situação, sente-se totalmente fragilizado e sem apoio, o que na maioria das vezes, causa situações incontroláveis, e que acabam ainda, virando-se contra este genitor, pois é compreensível a perda de controle, o nervosismo e a revolta, com o alienador e ainda por falta de uma lei que lhe defenda, e o apoie, acaba se tornando um infrator e dificultando ainda mais a situação.
Por este motivo, enquanto a lei não se torna mais abrangente e punitiva, é necessário que o genitor que tem seus filhos alienados, tente ao máximo se conter, para que, não se transforme de vítima a infrator e cause ainda mais problemas e dificuldades de convivência com as crianças alienadas.
É comum, ouvir os genitores e todos que convivem com casos de alienação, inclusive advogados, assistentes sociais, psicólogas e demais envolvidos, apoiarem e até dizerem que o JUDICIÁRIO, AS POLICÍAS E OS JUIZES, são os maiores alienadores do país.
ENTENDEMOS O PORQUE DESTAS DECLARAÇÕES E DESTE ENTENDIMENTO:
Vamos ao que acontece de fato quando existe a alienação parental:
O Alienador, impede outro genitor ou pessoa que tem afinidade e amor pelas crianças que estão sendo alienadas, de manter contato com os filhos ( as crianças e adolescentes ).
O que esta pessoa, que ama estas crianças pode fazer?
Se ainda não existe nenhuma determinação judicial, ou acordo ajuizado, com
determinação de guarda e convivência, o primeiro passo será acionar o judiciário, na vara da família, para que se tenha uma decisão sobre isso.
O tempo em média, para que isso seja feito, e tenha algum efeito é de no mínimo 3 meses dependendo da comarca, podendo chegar a um ou dois anos, para que se tenha apenas a autorização de convivência mínima com as crianças ou adolescente alienados.
UM processo de guarda, sem acordo entre as partes, pode levar até 5 ou seis anos, hoje em dia.
Ou seja, durante todo este tempo, não há um meio legal, para que o genitor, que sempre conviveu com seus filhos, até a separação, possa ao menos vê-los ou contata-los.
Judiciário alienador?
É naturalmente compreensivo, que por isso, este genitor, tente de todas as formas, conseguir ver e contatar seus entes queridos, e como é comum em todo caso de alienação, o Alienador, vai impedir de todas as formas que isso seja feito, o que , sem nenhum apoio legal, só pode gerar conflitos e confusões.
O alienador, embora não tenha este direito, retém as crianças e
adolescentes consigo; e o outro genitor, que tem todo direito de
convivência com os filhos, não consegue exerce-lo, assim, que o
JUDICIÁRIO BRASILEIRO, protege o ALIENADOR e não os
interesses das crianças e adolescentes que claro, precisam e querem
a convivência com ambos genitores e toda sua família estendida com
lhe é de direito, mas com a DEMORA E BUROCRACIA DO
SISTEMA DE JUSTIÇA NO BRASIL, o protegido passa a ser o
ALIENADOR, e as vitimas, as crianças e adolescentes e os genitores
afastados destes, que não conseguem se defender ou exercer seus
direitos, sendo invertidos os valores da justiça, que passa a facilitar
e defender o infrator.
O genitor afastado, enquanto espera por uma decisão legal, tentará claro, manter o contato com seus filhos, e buscará todas as formas de ajuda e apoio, buscando a vara da infância e juventude, o conselho tutelar, a polícia e todos os órgãos possíveis, sendo que em nenhum deles terá apoio, mesmo que, não havendo nenhuma decisão judicial sobre a guarda dos filhos, entende-se que o direito dos pais sejam os mesmos, porém na prática não é o que se vê.
E assim, mesmo que seus direitos e das crianças e adolescentes
estejam flagrantemente sendo infringido, O Alienador, passa a
ter um poder que não lhe é legal e não poderia ser exercido de
forma arbitrária como passa a ser.
Esta indignação de todos envolvidos, faz muitas vezes que as consequências se agravem..
Muitas vezes o genitor impedido do convívio e contato com
seus filhos, imbuído por este indignação e desacreditando
na justiça, pois tem seus direitos simplesmente ignorados,
tentará fazer vale-los e aí serão inevitáveis os confrontos,
dos mais simples aos mais graves, pois quanto mais tempo
se estende este afastamento, mas se revolta, ou se adoenta o
genitor afastado e aos alienados.
Efeitos da demora das decisões:
Este período de demora agrava a ALIENAÇÃO PARENTAL, pois o alienador, se aproveitando da impossível devesa do genitor afastado, tem todo o ambiente favorável para a implantação de falsas memórias, do domínio psicológico, da desqualificação do outro genitor, e de sua família estendida, e assim o faz, dizendo para as crianças alienadas que o outro genitor não gosta deles, não se interessa por eles, não ajuda no sustento deles, que os abandonou e muitas outras falsas acusações e estórias a fim de que estes alienados passem a NÃO GOSTAR mais do outro genitor e demais
familiares.
E sabem-se, estas estórias e atos, são os mais baixos possíveis e abalam
demasiadamente a estas crianças e adolescentes, que pelo respeito e amor
que sentem pelo alienador, podem acreditar nestas mentiras e mesmo que
não acreditem, passam a leva-las em consideração.
Todas as ações que o genitor ou a pessoa que ama e tem afinidade com os alienados, façam para tentar contata-los ou vê-los, passam a ser tratadas como infrações, como que se estes, fossem os causadores de conflitos, os irresponsáveis, os violentos e os que NÃO MOSTRAM CONDIÇÕES DE CRIAR OS FILHOS.
Ao chegar a ação para apreciação do juiz, EMBORA A LEI SEJA CLARA E QUE DEVA SER ADOTADA A LEI DA GUARDA COMPARTILHADA PARA TODOS OS CASOS DE SEPARAÇÃO NO BRASIL, o juiz normalmente seguirá o protocolo de abrir espaço para se ouvir a outra parte, ou seja o alienador, e com isso mais uma vez, o favorece, retarda as decisões e continua a permitir o afastamento forçado do genitor e dos seus filhos alienados.
Normalmente neste ponto, já aconteceram discórdias,
desinteligências, e em casos mais graves, danos, vias de fato,
agressões e ás vezes, se torna tarde demais, pois já se aconteceram
homicídios ou suicídios.
Assim, desta forma, o Alienador tem agora para si, argumentos que o deixarão mais confortável em relação a este processo de guarda, pois usará todos os
acontecimentos para denigrir ainda mais a imagem do outro genitor, mostrará que este é agressivo, violento, irresponsável, dirá que ele não respeita as pessoas, e
assim, usando tudo e todos contra aquele que na verdade é vitima e não vilão.
Sim usando todos contra o genitor Afastado... Pois este munido da revolta da falta de leis que o defenda, e das que existem serem desrespeitadas ou ignoradas, pelo descaso das autoridades a quem ele recorrerá, e ouvirá de todos, a resposta, que ele deve aguardar... Que nada podem fazer que o outro genitor é mãe ou pai e tem seus direitos, que não há nada que impeça o ALIENADOR de ficar com os filhos, mas esquecem que até então, não há também nada que o deveria impedir de ver e conviver com seus filhos, à não ser o ALIENADOR.
Como agem os alienadores:
Este roteiro vai se agravando, o ALIENADOR, além de encher a cabeça das crianças com fatos mentirosos sobre o outro genitor, agora passa a usar fatos reais, mas distorcidos para denegri-lo ainda mais. Usa Boletins de ocorrência feitos pela não entrega de seus filhos, pela proibição de visitas e para tentar contato, como fatores agressivos, diz que esta sofrendo agressões, que o outro genitor quer tirar-lhe as crianças e que quer afasta- los dele, usa tudo o que esta fazendo de errado, e inverte os fatos dizendo que o outro genitor é que faz... diz que não aguentará ficar longe dos filhos e que JAMAIS permitira que os afastem dele, e assim, faz juras de amor, pede para que os alienados , não permitam que o outro genitor os afaste, que digam que não querem ir com o pai ou a mãe ( o outro genitor ) porque senão nunca mais ficarão juntos, ou que o verão de novo.
Colocando medo, e criando fantasmas nas crianças, fazendo com que estas
passem a temer aquele genitor que esta lutando para vê-los e para conviver
com eles, para voltar a brincar, passear, presentear... Amar.
Com tudo isso, e a lentidão da justiça, os ALIENADORES vão se tornando cada vez mais fortes, as falsas memórias vão se instalando nas crianças e uma nova realidade é implantada. Aquele genitor ( pai ou mãe ) que era amado, que era idolatrado, que tinha todo respeito dos filhos, passa a ser odiado, passa a ser rejeitado, passa a ser esquecido... agora restam apenas, mágoas, dores,
sentimentos implantados até de raiva. Quanto mais tempo se estende a
separação, mas é APAGADA da memória aquele pai ou mãe queridos e se fixam o agressor, o inimigo que quer separa-los, que quer o mal do genitor que esta com eles ( o alienador ).
Enquanto a realidade INVENTADA é que tudo o que o alienador fala de mal do pai ou da mãe ( o outro genitor ) é ele quem pratica, que todo o mal que os filhos temem do pai ou mãe que era amado, já está acontecendo, mas quem esta
fazendo é o alienador, que para as crianças é o protetor, o defensor, o bonzinho, o querido, o que os ama de verdade.
Consequências da Alienação Parental
Esta verdade invertida torna-se realidade para as crianças e adolescentes e quando então o outro genitor, consegue um tempo de convivência com os filhos, sente toda esta rejeição... Sente todo este medo, vê as negativas dos filhos em quererem ir com ele, e quando vão assustados ficam, querem voltar o mais rápido possível para ficar com o alienador, não querem se divertir, não querem abraço, não querem carinho e também nãos os dão.
Todo aquele amor e carinho, que lhes era comum e familiar, parecem não existir mais.. Parecem ser apenas lembranças do pai ou da mãe...
Que se sente e de fato é rejeitado.
Só o amor incondicional do pai ou da mãe, que sofreu e passou por tudo isso, poderá resgatar seus filhos de volta, só a convivência novamente, para fazer renascer o amor, o carinho, e o respeito que um dia foi a essência de um lar.
Mas não é isso algo fácil de acontecer..
A única forma de ser desfeita esta tragédia é uma ampla convivência com este genitor que estava afastado... Para que os filhos voltem a entender, amar e respeitar, para que os filhos vejam por si só, qual a verdade e quem são quem entre os genitores.
Mas isto não será fácil, pois o ALIENADOR continuará seu plano de vingança, de tirar vantagens ou de mostrar maior poder em relação ao outro genitor.
Mesmo que o genitor afastado, consiga agora por força de uma decisão legal, conviver com os filhos, este tempo de convivência será determinante para conseguir de volta o amor, carinho e respeito dos filhos, pois enquanto os filhos voltam para a companhia do alienador, seus atos continuarão, enquanto os filhos estão na presença do alienador, as falsas memórias dominarão o ambiente e os medos e a rejeição dos filhos ao genitor afastado voltará a assombra-los, pois o alienador fará questão de lembra-los, e de mostrar...
Como?
Continuando a praticar a alienação parental, baixa e sem escrúpulos, para fazer com que os próprios filhos aceitem o que ele impõe e façam parte da sua vingança e de seu plano para afasta-los definitivamente do outro genitor.
Agora, dependendo do tempo de convivência com o outro genitor, o alienador, traçará seu roteiro... Normalmente no Brasil ( isto precisa e esta mudando) o genitor afastado, ao conseguir uma convivência, esta fica restrita a finais de semana alternados, ou seja de 15 em 15 dias.
Com este tempo de convivência, na verdade o pai ou mãe, conviverá no máximo 6 dias ao mês com os filhos enquanto o ALIENADOR, ficará 24 dias.. Na média... Ou seja, os filhos viverão 24 dias sob o fantasma das falsas memórias e acusações e terão apenas 3 dias a cada duas semanas, para compreender o que de fato é a verdade.
O Resultado será que o alienador conseguirá seu intuito e os filhos desejarão cada vez mais se afastar do genitor “bom” e se apegará cada vez mais ao ALIENADOR.
Entre as práticas que o alienador usa constantemente, é continuar a criar falsas situações a fim de convencer os filhos que esta certo e que o outro genitor é uma pessoa má, não gosta dos filhos e quer tira-los do pai ou mãe querido( alienador) , que é o quer seu bem.
Ações comuns de Alienadores
São situações que de acordo com a idade das crianças, vai confirmando as falsas memórias implantadas pelo alienador, as mais comuns são:
Inventar que o pai ou mãe, virá buscar os filhos para leva-los à um parque, shopping ou cinema, ou algo assim, Arrumar os filhos e deixa-los esperando até se revoltarem, como o DESCASO do pai ou mãe.
Claro que o outro genitor nem esta sabendo desta situação e por isso nunca aparecerá.
Não deixar que os filhos tenham contato com o pai ou mãe via telefone ou redes sociais, é outra realidade para os alienados, a fim de dificultar o contato e poder
“armar” as situações sem os filhos poderem manter contato e descobrirem a verdade e ainda para dizer aos filhos que o outro não se importa com eles, pois nem procura contata-los.
O alienador também costuma preparar situações ou momentos imperdíveis para os filhos no dia em que o outro genitor deve pega-los a fim de que a ida com o pai ou mãe, seja para eles deixar de fazer algo que gostariam e que tinham vontade, ou ainda para que se neguem a ir, e com isso criar uma situação constrangedora, ou até desafiadora para o outro genitor, que se vê entre o direito que tem e a vontade dos filhos, qualquer decisão será ruim.
O Alienador, sempre se mostra ser vitima para os filhos, dizendo que fica doente se eles demoram... ou pedindo para ligarem sempre enquanto estão com o outro genitor, para poder controla-los, dizer que quando não estão com ele, ele passa mal ou não dorme, etc.. a fim de que os filhos se sintam mal em ir com o outro genitor.
O alienador costuma não deixar as crianças trazerem presentes do outro genitor para casa, para que ele não crie ligações com estes, se trazem, somem com eles ou estragam, e sempre tentam desprezar o presente, mesmo que os filhos gostem.
Também não deixam que os filhos levem brinquedos para o tempo que estiverem com o outro genitor, para que não brinquem e não fiquem felizes ao lado do outro, A ideia é sempre mostrar que o melhor para os filhos e estar ao seu lado.
Quanto maior a afinidade dos filhos com o outro genitor, O alienador mais tentará impedir a convivência, principalmente em dias importantes, como natal, ano novo, páscoa, carnaval, aniversários, dia do pai ou mãe, dia da criança e datas comemorativas e feriados prolongados, a fim de evitar o convívio e a integração entre os filhos e a família do outro genitor.
A solução: Guarda Compartilhada
Até hoje o maior remédio para o combate da alienação parental e convivência saudável é a GUARDA COMPARTILHADA, com a convivência equilibrada entre os dois genitores (entenda-se com as famílias estendidas dos dois genitores )
Por quê?
Porque a Alienação parental encontra grande barreira para ser praticada se os filhos tiverem convívio equilibrado entre pai e mãe, pois a implantação das falsas memórias necessita da repetição das estórias, e de muitas situações inventadas e mentirosas, que vão por agua abaixo, quando as crianças convivem igualmente com cada genitor.
Não da para se dizer que um é ruim, que não gosta dos filhos, que não se importa, se estes estiverem vendo e sentindo esses cuidados, eles não aceitarão e entenderão que se passa de mentiras e o alienador sabe disso e por isso, fica muito mais difícil ele agir.
Além disso, com a igualdade de convivência, um genitor não consegue esconder a situação dos filhos e nem omitir nada, pois o outro genitor estará acompanhando de perto, todo o que acontece com seus filhos e perceberá qualquer coisa errada.
Existe tempo certo para começar a acontecer a alienação parental?
Não existe, porém existem situações que tendem a ser o gatilho para o inicio de alienação.
Por isso importante, logo que se separe, que o ex-casal, já formalize
judicialmente a GUARDA COMPARTILHADA DOS FILHOS E TEMPO DE CONVIVÊNCIA EQUILIBRADA, para que em mudança de situação e
relacionamento, as crianças não sejam vitimas e nem usadas por um ou outro como barganha ou arma para negociação de interesses.
A alienação parental , assim como outros conflitos, pode surgir logo no após a separação, caso esta não seja em comum acordo, mas também podem se iniciar algum tempo depois, motivada por várias situações.
Quando um casal se separa, é comum não ser um rompimento amigável, mas mesmo assim os dois costumam se “entender” quanto a isso, e por isso e apesar de alguma mágoa, a tendência é que seja possível um acordo em relação ao convívio com os filhos, que sempre devem se manter à parte do motivo da separação.
Isso posto deve-se entender, que mesmo que de alguma parte haja uma
esperança de que o relacionamento seja refeito, o importante é homologar um acordo assim que possível e de imediato.
As ocorrências e pratica de alienação parental, costumam ocorrer diante de diferentes situações e divergências de opiniões, por isso, quando a separação é consensual é bem possível que haja acordo da nova situação, pois os mesmos hábitos e rotina tendem a prevalecer dentro do possível, e isto cabe também ao convívio dos filhos com a família estendida, escola, atividades, etc. e são o
momento ideal, para a formalização de acordos.
Os dois genitores, devem pensar no bem estar dos filhos e agir com bom senso, sobre todas as decisões que os envolvam, e devem também imaginar a nova situação a que enfrentarão.
Não se deve achar que tudo continuará normalmente, e que por isso, não se precise formalizar nada, achando que nenhum dos dois vai mudar, e que nunca um dos dois, poderia ou tentaria impedir os filhos da convivência com o outro.
Aproveitem enquanto se pensam assim, e formalize a convivência.
Nenhum genitor deve abrir mão da convivência equilibrada com seus filhos, imaginando sempre os seus melhores interesses, e sabendo que eles precisam tanto do pai como da mãe para seu desenvolvimento amplo e saudável; também não se devem esquecer os avós e familiares com quem os filhos têm contato e afeição.. Tudo isso deve ser mantido da melhor forma e com o mínimo de mudanças possível.
Procurem formalizar um acordo que ofereça igualdade de convivência e responsabilidade sobre os filhos, caso tenham duvidas, o ideal é procurarem um conciliador, antes de um advogado, entenderem os deveres e obrigações e os direitos dos filhos, para então se entenderem e aí procuram o advogado para formalizarem a GUARDA COMPARTILHADA, que é lei no Brasil, no fórum local, na vara da família.
Este fato é importantíssimo, para que se evite uma futura ALIENAÇÃO
PARENTAL, que pode causar sérias consequências á saúde e convivência
familiar, inclusive evitando-se a síndrome de alienação parental que tem
consequências terríveis e devem ser de conhecimento dos dois, para que a
evitem ao máximo
Quando começa a Alienação Parental ?
A alienação parental começa a ser praticada quando um dos cônjuges se sente de alguma forma prejudicado com a separação, seja pelas condições de vida, pelo rompimento da relação indesejada ou pela situação de moradia ou financeira, ou ainda por qualquer outro descontentamento.
Ao sentir que de alguma forma ficou prejudicado, o cônjuge ALIENADOR, sente a vontade de vingança, reparação ou compensação e muitas vezes, resolve utilizar os filhos para isso.
Sabendo do amor do outro genitor pelos filhos, o alienador usa-os como armas ou ferramentas para conseguir o seu objetivo.
O início da prática de Alienação Parental
Alguns gatilhos fazem surgir os descontentamentos e o inicio da alienação parental, entenda por que tão importante a definição legal da guarda compartilhada, assim que houver o rompimento da relação.
Uma moradia inferior, uma situação financeira instável, um desemprego, uma sensação de inferioridade, um sentimento de esquecimento, uma sensação de maior amor dos filhos pelo outro genitor, ou ainda qualquer arrependimento com a separação, ou ainda um novo relacionamento de uma das partes, uma nova situação financeira, ciúmes, etc..
Quando a falta de bom senso e egoísmo sobrepõe-se aos
interesses de todos, surge a alienação parental, usando os filhos
para “reparar” a perda que julga ter, ou simplesmente por
vingança inexplicável do outro cônjuge.
A primeira coisa que o alienador vai fazer, é impedir ao máximo a convivência do outro genitor com os filhos, ao mesmo tempo iniciará uma campanha difamatória contra ele, tentando convencer os filhos que devem se afastar e que sua presença não é mais bem vinda, que ele tornou-se uma ameaça contra o alienador e a família, e que não merece ter mais a companhia, o amor e o carinho deles.
Os argumentos vão desde “ele não gosta mais de nós” até as falsas acusações de abuso e agressões.
Uma vez iniciado o processo de alienação, o alienador, não tem mais
princípios, sentimentos, ética, regras ou normas a seguir; torna-se apenas
obcecado em atingir o ex-cônjuge e para isso utiliza-se dos filhos,
impedindo ao máximo a convivência do ex-cônjuge com estes.
O sentimento de posse dos filhos toma conta do alienador e ele passa a manipular a vida e situações para que seu objetivo seja atingido.
Proíbe o contato, o relacionamento, as visitas, a convivência, e faz de tudo para impedir que o outro genitor participe da vida dos filhos.
Neste momento, o acordo feito antes do inicio deste processo de alienação será fundamental para regrar os acontecimentos e resultados futuros.
Se o acordo de guarda foi mal feito, incompleto ou irregular, e não resguardar o direito de todos, a vida pode tonar-se simplesmente insuportável.