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Rev. adm. empres. vol.52 número6

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Academic year: 2018

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RAE n S ã o P a u l o n v . 5 2 n n . 6 n n o v. / d e z . 2 0 1 2 n 7 0 7 - 7 0 7 7 0 7 I S S N 0 0 3 4 - 7 5 9 0

INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS

ESTRATÉGIAS POLÍTICAS

Empresas e governo são dois agentes fundamentais na dinâmica de qualquer sociedade. A relação empresa-governo também era considerada um dos elementos centrais na economia. A ameaça do comunismo e a saturação do modelo intervencionista do Estado en-gendraram uma reação ideológica em favor da relação entre empresas em um mercado livre que tomou força no fi nal da década de 1980. Como consequência, o governo foi retirado da equação para explicar

a estratégia e vantagem competitiva das empresas. No Brasil, onde o Estado controla recursos importantes para as empresas, a relação entre estas e governo deve ser fortemente considerada nas agendas de pesquisa e na prática da estratégia no Brasil. Pesquisando essa temática desde 2002, o professor Rodrigo Bandeira-de-Mello

(FGV-EAESP) apresenta cinco sugestões de leitura sobre a relação empresa-governo e suas implicações na pesquisa em estratégia.

BUSINESS AND THE STATE IN DEVELOPING COUNTRIES. Sylvia Maxfi eld e Benn Ross Schneider (Orgs.). Ithaca: Cornell University Press, 1997. 360 p. Na primeira parte do livro, as lentes teóricas sobre a relação empresa-governo nos países em desenvolvimento são apresentadas. Na segunda e na terceira partes, os organizadores discutem essa relação em Estados fortes e fracos. São apresentados exemplos de vários países, como Brasil, Coreia, Taiwan e Chile. De origem na ciência política, a obra tem uma tendência Estado-cêntrica, mas não enviesa ideologicamente a temática e serve aos propósitos da estratégia empresarial.

THE OXFORD HANDBOOK OF BUSINESS AND GOVERNMENT. David Coen, Wyn Grant e Grahan Wilson. New York: Oxford University Press, 2012. 787 p. Seguindo a linha dos handbooks da Oxford, a obra traz uma série de capítulos que abrangem gestão, economia, história econômica, direito e ciência política. Apesar de também tender para uma visão centrada no Estado, o compêndio oferece uma visão interessante para um leitor da área de estratégia, que pode se benefi ciar ao considerar as variedades de capitalismo que estruturam e são estruturadas por essa relação.

BIG BUSINESS AND ECONOMIC DEVELOPMENT: Conglomerates and economic groups in developing countries and transition economies under globalisation. Alex Jilberto e Barbara Hogenboom. New York: Routledge, 2007. 428 p. Apesar de não ser uma obra específi ca sobre a relação empresa-governo, o livro aborda os grupos empresariais, ou business groups, a forma organizacional típica de países em desenvolvimento. Os grupos empresariais são um instrumento importante para o governo implementar políticas industriais e de desenvolvimento. Entre os tópicos abordados, o livro ressalta a questão da legitimidade dos grupos e o papel do governo na gênese e desenvolvimento dessas formas organizacionais.

WHY NATIONS FAIL: The origins of power, prosperity, and poverty. Daron Acemoglu e James Robinson. New York: Crown Business, 2012. 529 p.O livro traz uma abordagem institucional econômica para explicar as diferenças observadas na riqueza das nações. Um dos pontos centrais é a lógica dos incentivos que os governantes tiveram para desenvolver determinadas estruturas que inibiram ou facilitaram o desenvol-vimento. O governo, como um dos formuladores das instituições formais, defi ne regras do jogo e, como conse-quência, a disponibilidade de recursos para o crescimento e vantagem competitiva das empresas em nível global.

Referências

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