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OUTUBRO 2014

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Academic year: 2021

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ANO 11 : NÚMERO 117

B O L E T I M I N F O R M A T I V O D A E S C O L A D E D I R E I T O D E S Ã O P A U L O D A F U N D A Ç Ã O G E T U L I O V A R G A S

: DESTAQUES DO MÊS : SEÇÕES

: 01 : 02 : 03 : 04 : 05 : 06 : 07 : 08 : 09 : 10 : 11 : 12 : 13 : 14 : 15

: INSTITUCIONAL P 01

: EVENTOS ACADÊMICOS P 04

: PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS P 10

: PUBLICAÇÕES P 12

: DIREITO GV NA MÍDIA P 13

: REVISTA DIREITO GV INDICA P 14

:FGV DIREITO SP CONQUISTOU A CATEGORIA 5 ESTRELASDO GUIA DO ESTUDANTE ABRIL : FGV DIREITO SP LANÇOU O PRÊMIO

“ESDRAS BORGES COSTA”, QUE BUSCA IDENTIFICAR INOVAÇÕES NO ENSINO JURÍDICO :PROFESSORA MARIANA PARGENDLER

FOI FINALISTA DO PRÊMIO JABUTI

: ALUNOS DA FGV PARTICIPARAM DE PROJETO DE IMERSÃO URBANA NA CRACOLÂNDIA :JUSTIÇA ELEITORAL FOI TEMA DE DEBATE

NA FGV DIREITO SP RUA ROCHA, 233

SÃO PAULO SP BRASIL TEL (11) 3799.2233 (11) 3799.2231

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: ALUNOS DA FGV DIREITO SP PARTICIPARAM DE AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA PLANO GERAL DE OUTORGAS DA SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL Em abril, a Clínica de Direito Público dos Negócios da FGV DIREITO SP, coordenada pelo professor Fernando S. Mar- cato, apresentou algumas contribuições ao Plano Geral de Outorgas (PGO) para a infraestrutura aeroportuária, publi- cado pela Secretaria de Aviação Civil (SAC) do Governo Fe- deral. O PGO define diretrizes para a exploração de aero- portos em todo território nacional, inclusive os regionais.

O trabalho, que contou com a participação e orientação de Isadora Cohen, então assessora da diretoria geral da Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Dele- gados de Transporte do Estado de São Paulo), propôs alguns aperfeiçoamentos com foco na concessão de aeroportos delegados a Estados e Municípios. No total, foram recebidas 53 consultas, que resultaram na Porta- ria SAC-PR nº 183, promulgada em agosto.

No início de outubro, o Diretor de Outorgas da Secreta- ria de Aviação Civil Ronei Saggioro, revelou que a propos- ta apresentada pela Clínica de Negócios contribuiu de forma fundamental em diversos aspectos da legislação.

Um deles referiu-se ao escopo da norma. “Percebemos, por meio da observação feita pelos alunos, que a propos- ta parecia se referir apenas a uma parte dos 700 aeropor- tos públicos do Brasil, sendo que, na realidade, ela deve- ria se referir à sua totalidade, o que foi corrigido na edição da norma.”

Outro ponto levantado pela proposta foi a existência de regramentos específicos para as concessões estaduais e municipais. Segundo a legislação, os governos esta- duais e municipais trabalham com algumas limitações porque, por exemplo, o estabelecimento das tarifas é de competência federal, por meio da Anac.

Para Saggioro, a proposta captou esta peculiaridade, ao questionar qual dos entes da federação seria responsá- vel por arcar com os ônus de um eventual reequilíbrio derivado do não cumprimento de obrigações assumidas no contrato.

Por fim, o Diretor elogiou a iniciativa das clínicas, pontuan- do sobre a necessidade de se constantemente desafiar os novos talentos a se inserir dentro da realidade do ser- viço público. “Apesar de ser economista, a minha análise também é válida para o direito: o serviço público, as re- partições e os ministérios têm dificuldades de encontrar novos talentos com um perfil mais prático. A formação teó- rica é essencial, mas ainda falta treino e prática para a vida real. E os trabalhos em clínicas contribuem muito para ofe- recer esta aplicação prática do conhecimento”.

: GRUPO DE PESQUISA EM DIREITO E GÊNERO CONQUISTOU PRÊMIO DO IBGC

O GPDG (Grupo de Pesquisa em Direito e Gênero) da FGV DIREITO SP conquistou prêmio de melhor trabalho acadê- mico envolvendo assuntos de governança corporativa promovido pelo prêmio IBGC Itaú Academia...continua >>

O U T U B R O 2 0 1 4

•SOBRE A DIREITO GV

•CURSOS

•PROFESSORES

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•METODOLOGIA DE ENSINO

•GRUPOS DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

•PUBLICAÇÕES

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•PROCESSOS SELETIVOS

•CENTRO DE PESQUISA JURÍDICA APLICADA

•EVENTOS

•NOTÍCIAS

•GALERIA DE VÍDEOS

: LINKS

: INSTITUCIONAL

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Outra ganhadora foi a jornalista Cristine Prestes, consul- tora em Desenvolvimento Institucional e Estratégico da FGV DIREITO SP, na categoria imprensa, com a reportagem “Vi- gilância Reforçada”, publicada pela revista Capital Aberto e que abordou o impacto da legislação anticorrupção nas práticas de governança em empresas de capital aberto.

Durante o Congresso, o professor e coordenador do Mes- trado Profissional da FGV DIREITO SP, Mario Engler, foi pa- lestrante de painel que debateu a governança corporativo nas empresas estatais, ao lado do advogado Modesto Car- valhosa e com moderação de Emilio Carazzai.

Roberta Nioac Prado, coordenadora do Grupo de Estu- dos de Empresas Familiares da FGV DIREITO SP, coor- denou a mesa que debateu governança e competitivida- de na prática, voltada para empresas familiares, com a participação de Janete Ribeiro Vaz, cofundadora e pre- sidente do Conselho do Laboratório Sabin, e Manika Hu- fenüssler Conrads, presidente do Conselho de Adminis- tração da Duas Rodas Industrial.

: FGV DIREITO SP CONQUISTOU A CATEGORIA 5 ESTRELAS DO GUIA DO ESTUDANTE ABRIL

A Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV DIREITO SP) recebeu o conceito de 5 estre- las do Guia do Estudante, publicado pela editora Abril.

No total, foram avaliados 917 cursos de direito, entre os 1041 oferecidos no Brasil. apenas 21 universidades rece- beram a categoria 5 estrelas. Além da FGV DIREITO SP,

em São Paulo apenas os cursos de Direito da PUC- Campinas, USP Ribeirão, Mackenzie e USP.

Para Roberto Dias, coordenador de graduação da FGV DIREITO SP, a conquista do prêmio é o reconhecimento de um curso “que inovou o ensino jurídico do país e se propõe a formar juristas comprometidos com a for- mulação de propostas e soluções que respondam ao desafios econômicos, sociais e políticos do Brasil e do mundo”.

: ALUNOS DA FGV PARTICIPARAM DE PROJETO DE IMERSÃO URBANA NA CRACOLÂNDIA

Alunos da FGV DIREITO SP e do curso de Administra- ção Pública da FGV EAESP fizeram um trabalho de imer- são no dia 23 de outubro ao conheceram de perto a Cra- colândia, região que reúne grande número de usuários de drogas no centro de São Paulo.

A visita fez parte da Jornada da Administração Pública 2014, iniciativa dos alunos de Administração Pública com o objetivo de problematizar os diversos temas e assun- tos que perpassam a discussão acerca da formação dos alunos do campo de públicas.

O grupo foi monitorado por Samira Bueno, doutoranda em Administração Pública e Governo pela FGV EAESP, e acompanhado pelo tenente Gurdos, responsável pelo patrulhamento policial no Nova Luz, projeto de renova- ção urbana criado pela prefeitura de São Paulo em 2005 pelo então vice-prefeito Gilberto Kassab.

<< volta... Empresa, concedido no dia 13 de outubro,

durante o 15º Congresso de Governança Corporativa, organizado pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa).

Ângela Donaggio, Ligia Paula Pires Pinto Sica, Luciana de Oliveira Ramos e Alexandre Di Miceli concorreram com outros 55 trabalhos com o artigo “Women s participation in senior management positions: Gender social relations, Law and Corporate Governance”.

“São poucos os trabalhos apresentados que trazem con- tribuições relevantes do ponto de vista jurídico para o de- senvolvimento das melhores práticas entre o empresaria- do brasileiro”, explicou a pesquisadora Ângela Donaggio.

O trabalho parte do pressuposto de que é prejudicial às empresas não terem uma política inclusiva de mulheres em espaços de liderança dentro das empresas. O GPDG analisou 73.901 cargos de comando de 837 diferentes companhias de capital aberto entre 1997 e 2012 e con- cluiu que o percentual de mulheres em cargos de dire- toria de conselho histórico sempre esteve em torno de 8%, com tendência de estagnação nos últimos anos.

A partir desses pontos, os pesquisadores apontaram quais seriam alternativas para se reverter o quadro. Entre eles, o incentivo para as empresas a aderir voluntariamente a políticas de inclusão de mulheres em cargos de comando ou a sua obrigatoriedade, por meio de regras mais incisi- vas e uma maior intervenção do Estado, por meio da ado- ção desses programas em empresas estatais.

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“Antes os dependentes circulavam pelo bairro e a Polícia Comunitária não tinha como prever quando eles iriam se locomover em grandes grupos. Isso causava transtornos à população e ao comércio, principalmente quando con- sumiam drogas em frente a escolas. Havia um apelo da comunidade local para que algo fosse feito”, disse o sar- gento Herrera. E acrescentou ao dizer que, ao entrar em contato com os líderes do fluxo, como chamam o agru- pamento desses dependentes, a resposta que tiveram foi: “Só queremos um canto para usar nossa droga”. “A solução que encontramos, colocá-los dentro de um “cer- cadinho”, foi a que teria menos impacto”, conclui o sar- gento Herrera.

“O direito tem a capacidade de normatizar mudanças pedi- das pela sociedade como a questão dos direitos humanos.

A Polícia Comunitária, que age de forma mais humaniza- da e menos repressora, foi legitimada pelo judiciário”, disse Tomaz Aribi, aluno do 5º ano da FGV DIREITO SP.

Segundo o tenente Gurdos, a polícia realiza atualmente uma patrulha na região, pois ocorrem muitos roubos de pessoas que saem da Sala São Paulo e de empresas localizadas na região. “Os dependentes abordam as pes- soas geralmente com facas, ou fingem que estão de posse de arma de fogo e roubam o celular delas para poderem vender e comprar drogas”, complementou.

Para manter o tráfico, os policias explicaram que a cada dia os dependentes montam uma nova estratégia. “Eles não deixam estranhos entrarem no fluxo, eles têm vigias

e armam barracas para esconderem o comércio de pedras de crack dentro delas. Sabemos o que acontece lá den- tro, mas não podemos entrar. Quando identificamos um traficante, o prendemos a alguns quarteirões de distân- cia para evitar confrontos que podem acabar em mortes, e a maioria deles são mulheres”, explicou Herrera.

Uma das histórias contada pelo sargento que mais cha- mou a atenção do grupo foi a de uma usuária que vol- tou para casa. “Uma vez apareceu aqui uma menina muito bonita do interior, ela me contou que tinha vindo a São Paulo para comprar mercadoria para a loja dela, e que aqui ela conheceu o crack. Ela fumava maconha, e a primeira vez que ela usou o crack se viciou. Em três meses ela estava um trapo humano. Ela passou a viver na rua, se prostituir e até cometer pequenos furtos para sustentar o vício. Um dia eu a incentivei a procurar a famí- lia. Ela ligou para o pai dela e no dia seguinte ele a veio buscar em um carro de luxo ano 2014. O vício não dis- tingue ninguém”.

Os alunos também participaram de palestras com os pro- gramas Braços Abertos e Recomeço. O primeiro, inicia- do em janeiro deste ano, é uma parceria entre as secre- tarias de Assistência e Desenvolvimento Social, do Desen- volvimento, Trabalho e Empreendedorismo e de Saúde, e tenta ajudar os dependentes químicos oferecendo mora- dia em hotéis, três refeições diárias, oportunidade de em- prego e tratamento contra o vício com acompanhamen- to. Os alunos visitaram a sede do programa, localizada no

antigo Casarão do crack. Lá, os dependentes podem tomar banho, lavar roupa, participar de atividades recreativas e descansar.

Outra ação social na região é o Programa Recomeço, que ajuda os dependentes químicos, principalmente usuários de crack, desde a busca por tratamento, até a reinserção na sociedade. O CRATOD (Centro de Refe- rência de Álcool, Tabaco e outras Drogas) é o ponto de partida desse tratamento. Eles organizam o manejo de urgência que muitas vezes antecede a chegada do pa- ciente ao CAPS-AD (Centro de Atenção Psicossocial Ál- cool e Drogas, unidade de saúde especializada em aten- der os dependentes de álcool e drogas, cujo tratamen- to é feito em liberdade buscando a reinserção social), aprimoram o contato entre os usuários e as famílias e ofe- recem apoio psicossocial durante todas as fases do tra- tamento. Participam do trabalho instituições do Poder Judiciário, como o Ministério Público, a Defensoria Pú- blica e a Ordem dos Advogados do Brasil. “Em alguns casos, os médicos recomendam internação por questão de saúde. Mas quando o dependente não tem família nem responsáveis legais, o promotor do Ministério Pú- blico tem que encaminhar um pedido de internação com- pulsória”, explicou o médico psiquiatra Marcelo Ribeiro, diretor do Projeto Recomeço.

Ana Luiza Bandeira, aluna do 5º ano da FGV DIREITO SP e integrante da Rede de Justiça Criminal, acredita que o direito tem muito a contribuir com a questão...continua >>

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<< volta... das drogas, pois tem a função de promover

mudanças sociais, defender os direitos humanos e garan- tir acesso a direitos básico. “Quando um direito é garan- tido por lei, abre um canal para cobrança da sociedade”.

: ALUNOS DA FGV DIREITO SP RECEBERAM PREMIAÇÕES EM COMPETIÇÃO DE ARBITRAGEM Uma equipe de alunos da FGV DIREITO SP recebeu três premiações na Competição Brasileira de Arbitragem Pe- trônio Muniz, realizada entre os dias 13 e 15 de outu- bro na cidade de Belo Horizonte, e que contou com 26 faculdades e escritórios de direito dos mais diversos es- tados do país. As premiações foram: terceiro melhor ora- dor da Competição ao aluno Gustavo Chimure, menção honrosa à aluna Yumi Alves e terceiro melhor memorial para requerida, um dos documentos que todas as equi- pes devem submeter antes mesmo da competição ini- ciar. “Nossa equipe demonstrou notável desempenho e enorme evolução ao passar para as fases eliminatórias”, contou Cassia Nakano, coordenadora-adjunta da Coor- denadoria de Práticas Jurídicas e Atividades Comple- mentares da FGV DIREITO SP.

Antes de partirem para Belo Horizonte, a equipe da FGV sagrou-se campeã em um encontro pioneiro de prepara- ção para a Competição, intitulado Competição Preparatória para a Competição Brasileira de Arbitragem, organizado pela Comissão Especial de Mediação, Conciliação e Arbitragem do Conselho Federal da OAB (Cemca) e pela

competição me permitiu ter o contato com uma outra face do estudante de direito, que não é aquele que lê muito e escreve em latim, mas sim aquele que constrói uma cadeia de argumentos para escrever uma peça e depois aprende a expô-los de forma clara e concisa”.

Tal experiência proveitosa somente foi possível graças ao grande apoio dos patrocinadores e da faculdade:

THCM, Haddad, Araújo e Oliveira Sociedade de Advo- gados, Pinheiro Neto Advogados, Machado Meyer, Mel- chior, Micheletti e Amendoeira Advogados, Professor Eurico Marcos Diniz de Santi e CEJUR Júnior Direito GV.

Por fim, importante ressaltar a nova política de apoio às competições da FGV DIREITO SP, que foi essencial para o desenvolvimento do projeto.

Câmara Brasileira de Arbitragem, administrada pela Comissão especial da OAB/RS.

Outro momento marcante da preparação da equipe foi o treino aberto ocorrido na FGV DIREITO SP, contando com a presença dos professores Rabih Nasser e Alexandre Pacheco, que atuaram como árbitros, e Eliane Carvalho, sócia da área de Contencioso e Arbitragem do escritório Machado Meyer, um dos patrocinadores da Equipe. “O evento foi extremamente proveitoso, não somente para a preparação da equipe, mas também para os demais alu- nos presentes que puderam ter contato com o trabalho desenvolvido”, explicou Cássia.

Os integrantes da Equipe reconhecem a grande contri- buição que a Competição tem para sua formação aca- dêmica e profissional. Segundo o orador Edoardo Mat- tevi, aluno do 3º ano, “o aprendizado que tivemos na com- petição é mais do que simplesmente um estudo de caso e de temas atuais no direito brasileiro, como a arbitragem e a propriedade intelectual. Aprendemos a trabalhar em equipe e a se portar de maneira profissional frente a de- safios. O mais importante foi aprender a representar não apenas a nós mesmo, mas também a faculdade e nos- sos patrocinadores”.

Para Gustavo Chimure, aluno do 3º ano, “a competição representou um enorme crescimento pessoal. Até então, eu não havia participado de nenhuma outra atividade acadêmica para além das salas de aula. Minha experiên- cia universitária se restringia basicamente a estudar. A

: EVENTOS ACADÊMICOS

: JUSTIÇA ELEITORAL FOI TEMA DE DEBATE NA FGV DIREITO SP

Pelo menos de 2 em 2 anos, ouve-se falar muito dela. Porém, ainda não se havia feito uma análise profunda sobre o funcionamento da Justiça Eleitoral. Um evento realizado no dia 7 de outubro na FGV DIREITO SP reuniu especialistas para debater a participação da Justiça Eleitoral no processo político.

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Luciana Gross Cunha, professora e Coordenadora do Mestrado Acadêmico da FGV DIREITO SP, inaugurou o encontro ao debater o seu paper– escrito em coautoria com Fabiana Luci de Oliveira, professora da UFSCar – que tratou de analisar a opinião pública e o conhecimento da população em relação ao trabalho da Justiça Eleitoral.

“Ao analisar não só a confiança da população na Justiça Eleitoral, como no sistema da Justiça, é possível comprovar que existe uma relação muito controversa entre confiança nas instituições e a adesão da população na Democracia”, explicou a professora.

Este caráter institucional permeou todo o debate, sendo que os pontos altos foram a análise da Justiça Eleitoral com um órgão que ao mesmo tempo regula, resolve os litígios de caráter eleitoral e a necessidade de discussão sobre as melhorias na validade e segurança das eleições, garantindo a possibilidade de checagem e recontagem dos votos.

Teresa Cristina Vale, mestre e doutora em ciência política pelo Iuperj, falou sobre a criação da Justiça Eleitoral no Brasil do ponto de vista histórico. Ela conta que muitos políticos, na época da criação da justiça eleitoral, se opuseram alegando usurpação do Poder Legislativo. “Antes

da Justiça Eleitoral era pior. Achei registros de pessoas do século XIX que realmente votavam com uma arma na cabeça”, acrescentou.

Daniella Fernandes Cambaúva, mestre em ciências humanas e sociais pela UFABC, falou sobre o acompanhamento que fez do processo eleitoral da Bolívia e da Venezuela, contribuiu com uma análise comparativa do funcionamento da Justiça Eleitoral no Brasil com outros países da América. “Enquanto os países da América Latina estavam em golpe, a Venezuela já era democrática. A Bolívia passou pela democratização do país há pouco tempo. Nos anos 2000 foram eleitos cinco presidentes em cinco anos, até a estabilização com Evo Morales. Agora eles têm um sistema eleitoral de blindagem, recontagem de votos e antifraude”, disse.

Tatiana Braz Ribeiral, mestre em ciência política pela USP e doutora em ciências sociais e política comparada pela UNB, acrescentou uma análise sobre a Justiça Eleitoral no México, ainda nesta perspectiva comparada.

Para Marcelo Augusto Melo Rosa e Souza, professor do curso de Formação Política da Oficina Municipal de São Paulo, a formação de oligarquias dos partidos políticos no Brasil faz com que os representantes não tenham interesse em promover a informação política.

“Sem educação não há democracia. Porém, crimes políticos são cometidos por pessoas bem educadas. Não há bons exemplos para os jovens seguirem. A educação política muitas vezes é uma panaceia”, disse Humberto Dantas, professor do Insper e coordenador de pós- graduação na FESP-SP e FIPE-USP.

O evento foi transmitido ao vivo e os vídeos podem ser vistos em breve no Youtube. O livro pode ser acessado pelo link http://bit.ly/1rZz7Km.

: FGV DIREITO SP RECEBEU PROFESSOR PORTUGUÊS PARA TRATAR DE DEFESA DA CONCORRÊNCIA E PARTICIPOU DE EVENTO SOBRE INFRAESTRUTURA A FGV DIREITO SP recebeu o professor Luis Morais, especialista em Direito da Concorrência da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que falou do tema “Tratamento das Joint Ventures no direito da concorrência da União Europeia”. Morais é autor de recente obra de referência sobre o tratamento das Joint Ventures no Direito Concorrencial Europeu.

O evento é uma parceria entre a FGV DIREITO SP e o IBRAC (Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional) e debateu o tema em um momento... continua >>

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O evento foi coordenado pelos professores Fernando Araújo, da Universidade de Lisboa, Paula Andrea Forgioni, José Fernando Simão e Rodrigo Octávio Broglia Mendes, da USP.

: ÁREAS DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE FOI TEMA DE DEBATE PROMOVIDO PELO CPJA O Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (CPJA/FGV DIREITO SP) promoveu um workshop para debater o novo projeto da linha de pesquisa de Estado de Direito e Meio Ambiente, coordenada por Nelson Novaes Pedroso Júnior, sobre Áreas de Preservação Permanente (APPs).

O debate foi sobre o aproveitamento das APPs, principalmente as que estão descaracterizas ou ocupadas. “O objetivo da pesquisa é definir os limites e possibilidades de uso dos APPs no contexto urbano”, explicou Sandra Steinmetz, bióloga, consultora ambiental e uma das coordenadoras da pesquisa.

Entre alguns dos casos citados estão: a construção do Parque Global, em São Paulo, o assoreamento do rio Tamanduateí, em Mauá, e a reurbanização ou deslocamento de comunidades situadas em áreas de risco. “Quando há a reurbanização de uma favela, tem que fazer uma avaliação custo-

benefício. Quanto custaria para reurbanizar aquela área e quanto gastaria para relocar aquelas pessoas”, disse Jair Santoro, geólogo do Instituto Geológico de São Paulo.

Também participaram do workshop Paulo Shwenck, Marcio Ackermann e Gustavo Accacio, consultores ambientais, Ana Maria Nusdeo, professora de Direito Ambiental da USP, Tatiana Barreto, promotora de Justiça de São Paulo, Hélia Maria, arquiteta da Secretaria do Verde e Meio Ambiente de São Paulo, Maria Tereza Diniz, arquiteta, especialista em gestão de recursos hídricos, Sabrina Nasser, defensora pública, Tatiana Zamoner, arquiteta do Núcleo de Habitação e defensoria pública, Renato Tagnin, arquiteto urbanista, Fernanda Meirelles, coordenadora da linha de pesquisa Cidades e Metrópoles do CPJA e André de Castro, estagiário do CPJA.

O CPJA é um centro de pesquisa estratégica da FGV DIREITO SP, cuja prioridade é a integridade do Estado de Direito. É dividido nas seguintes linhas de pesquisa: Estado de Direito e Meio Ambiente, Estado de Direito e Acesso à Terra, Estado de Direito e Instituições de Justiça, Estado de Direito e Sociedade Civil, e as novas linhas em Segurança e Violência e Cidades e Metrópoles.

<< volta... em que se discute a regulamentação

da submissão de contratos associativos ao CADE (Conselho Administrativo de Defesa econômica).

Os professores da FGV DIREITO SP Arthur Barrionuevo, Wanderley Fernandes, Ronaldo Porto Macedo Jr. e Lie Uema do Carmo participam de seminário realizado em parceria entre a USP e a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, nos dias 13 e 14 de outubro.

No primeiro dia, Barrionuevo participou do debate

‘Diálogos em defesa da concorrência – Brasil e Portugal: Intervenções Antitruste – remédios e sansões”, no qual falou sobre a importância da noção de Mercado Relevante.

O tema do segundo dia foi “Contratos em direito privado”, no qual o professor Wanderley Fernandes fez apresentação do tema “Contrato como instrumento de alocação de risco: cross waiver liability e spilling over mechanism”. Ainda no mesmo dia, Ronaldo Porto Macedo Jr. falou sobre contratos relacionais e Lie Uema do Carmo sobre contratos complexos.

Antes do evento, Lie explicou que “O tema da minha apresentação será sobre a complexidade contratual, primordialmente sob a perspectiva da Teoria da Complexidade, e das potenciais implicações para o Direito”.

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Esse foi o primeiro encontro para debater o futuro da pesquisa. O próximo workshop será realizado na primeira semana de dezembro.

: FGV DIREITO SP REALIZOU DEBATE SOBRE JOINT VENTURES NO DIREITO DA CONCORRÊNCIA

A regulação de joint venturesno Direito de Concorrência da União Europeia foi tema de debate realizado no dia 14 de outubro na FGV DIREITO SP.

Luis Morais, professor da Faculdade de Direito de Lisboa começou sua apresentação explicando um pouco do conceito de joint ventures, principalmente na União Europeia, que abrange tanto a

constituição de empresas sobre controle comum de outras empresas (caráter concentrativo) como a colaboração entre competidores sem ligações societárias (caráter cooperativo). Fez também uma síntese dos conceitos abordados em seu livro “Joint Ventures and EU Competition Law”, lançado em 2013, pela Hart Publishing. O livro apresenta um panorama detalhado do tratamento de joint venturespelo direito da concorrência no contexto europeu e faz remissões ao tratamento do tema também nos EUA.

Em sua obra, além de descrever o tratamento do tema pelas autoridades europeias, Morais propõe

mereceriam ser considerados pelo CADE ao exigir a submissão de contratos associativos a sua análise prévia. Em especial, foi apontado que apenas os contratos associativos com algum impacto na estrutura do mercado deveriam ser submetidos ao CADE. Esse elemento estrutural, explicou o professor, “geralmente exige algum tipo de institucionalização da tomada de decisão conjunta pelas empresas parte do contrato associativo, assim como a afetação de ativos para a atividade comum”.

O evento foi uma parceria entre a FGV DIREITO SP e o IBRAC (Instituto Brasileiro de Estudos de Concorrência, Consumo e Comércio Internacional), e foi moderado por Caio Mario da Silva Pereira Neto, professor da FGV DIREITO SP e Diretor de Regulação do IBRAC.

: FGV DIREITO SP LANÇOU O PRÊMIO “ESDRAS BORGES COSTA”, QUE BUSCA IDENTIFICAR INOVAÇÕES NO ENSINO JURÍDICO

Em 28 de outubro, a FGV DIREITO SP promoveu um coquetel de lançamento do Prêmio Esdras Borges Costa de Ensino do Direito, com o objetivo de identificar e recompensar professores de direito que utilizam técnicas dinâmicas participativas em seus cursos.

um modelo analítico para a avaliação do impacto competitivo das joint ventures, especialmente no que se refere à aplicação do artigo 101 do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia. O modelo foi concebido para uma avaliação concreta dos quatro principais tipos de joint ventures identificados com base na sua função econômica predominante: de pesquisa e desenvolvimento, de produção, de comercialização, e de compra.

Eduardo Caminati, advogado sócio do escritório Lino, Beraldi, Belluzo e Caminati e Diretor de Concorrência do IBRAC, especialista em Direito da Concorrência, foi um dos participantes da mesa. Ele ressaltou a importância do debate neste momento de indefinição sobre o tratamento de “contratos associativos” na Lei de Defesa da Concorrência (Lei 12.529/11). “O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) lançou em consulta pública uma minuta de resolução para esclarecer o que deve ser considerado um contrato associativo nos termos do artigo 90 da lei antitruste e, assim, definir quais contratos exigem uma submissão obrigatória para fins de aprovação prévia da autoridade antitruste”, explicou Caminati.

No debate, o professor Morais contribuiu para a discussão da proposta de regulamentação brasileira, indicando alguns aspectos que

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O lançamento reuniu professores, pesquisadores, alunos e familiares do professor Esdras Borges Costa, que faleceu em 2013 após dedicar sua vida à pesquisa acadêmica. Ary Oswaldo Mattos Filho, professor sênior e fundador da FGV DIREITO SP, conta que o professor Esdras integrou, junto com os professores Antonio Angarita e Gustavo de Sá e Silva, o núcleo duro da FGV, “cujo trabalho foi fundamental para o sucesso desta Escola”.

Mattos Filho prosseguiu, lembrando as diversas facetas do professor. “Esdras foi um ser humano que se doou à missão de compreender outros seres humanos. Foi inovador na academia, ao criar um banco de casos na Escola de Administração e introduzir novas metodologias de ensino. Foi um religioso que se dedicou a compreender e a respeitar as diferenças. Ao criar um prêmio homenageando a sua contribuição, honramos a tradição da FGV de homenagear os que trabalham e trabalharam para o seu desenvolvimento.”

Oscar Vilhena Vieira, diretor da FGV DIREITO SP, lembrou que o professor Esdras era a “bússola da vanguarda” no debate metodológico da Escola, assim como cultivava uma curiosidade infinita sobre tudo o que se relacionava à pesquisa acadêmica, com uma generosidade e uma franqueza pouco vistas.

Para Vilhena, relacionar a atuação do professor Esdras à inovação faz todo sentido, ao lembrar que o professor sempre esteve à frete de todos nos debates. “E o Prêmio visa justamente identificar essas experiências radicais no ensino do direito e destacar os professores inovadores que serão reconhecidos como aqueles que mudaram o ensino jurídico do Brasil”, complementou.

Antonio Angarita, em seu discurso, lembrou a paciência do professor Esdras diante de suas

“heresias infundadas”. “A vantagem dos sobreviventes reside em poder lembrar todas as virtudes e defeitos daqueles com quem conviveu.

No caso do Esdras, só houve virtudes”.

Os familiares ficaram comovidos com a homenagem. Para Ricardo Borges Costa, filho do professor Esdras, “é gratificante conhecer a importância dada ao trabalho do meu pai por quem conviveu com ele. Ele sempre foi uma pessoa de bastidores, de pouca vaidade, mas que participou profundamente da base e da construção de diversos projetos. É muito importante conhecer o seu legado”.

Para conhecer mais sobre o Prêmio Esdras e o Núcleo de Metodologia de Ensino da FGV DIREITO SP, acesse www.ejurparticipativo.com.br.

: GRUPO DE ENSINO EM PESQUISA E INOVAÇÃO DA FGV DIREITO SP PROMOVEU DEBATE SOBRE LIBERDADE DE EXPRESSÃO

A crescente importância das mídias sociais como plataformas de exposição de ideias traz diariamente grandes desafios ao direito. Entre o dever de informar e a defesa da privacidade, os formuladores de legislações e de políticas públicas deparam-se cada vez mais com o desafio de buscar respostas jurídicas à inovação tecnológica.

Para debater o delicado equilíbrio entre novas tecnologias e liberdade de expressão, o Grupo de Ensino em Pesquisa em Inovacão (GEPI) da FGV DIREITO SP promoveu o encontro “The impact of new technologies in the freedom of expression debate in the 21st century”, no dia 17 de outubro.

Christian Möller, professor da Universidade de Ciências Aplicadas de Kiel (Alemanha) foi um dos palestrantes, e falou sobre a governança global da internet em sua relação com o tema geral do evento. “O que é legal em um país, não é necessariamente legal em outro”, disse o professor, trazendo também à discussão exemplos de países nos quais o acesso à internet é restrito. “Na China e na Arábia Saudita, por exemplo, o Facebook é proibido. Os usuários desses países usam um aplicativo para poder acessar a rede... continua >>

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<< volta... social. Como regular isto do ponto

de vista da soberania nacional e do direito das pessoas à informação?”

Marcel Leonardi, Diretor de Políticas Públicas do Google Brasil, Laura Tresca, Coordenadora de Liberdade de Expressão do Artigo 19, Dennys Antonialli, coordenador do Núcleo de Direito, Internet e Sociedade da FD-USP (NDIS) e diretor do InternetLab, e Rafael Zanatta, membro da Coordenação Acadêmica da Pós-Graduação Lato Sensu da FGV DIREITO SP (GVlaw) foram os palestrantes da segunda etapa.

Laura falou sobre direitos humanos e sobre a pesquisa que está realizando sobre liberdade de expressão junto ao Artigo 19, organização independente de direitos humanos que trabalha em vários países na promoção e proteção do direito à liberdade de expressão.

Leonardi, ao falar da criação do Marco Civil da Internet, ressaltou a importância do processo de construção da lei, que partiu de iniciativa popular.

Zanatta, por sua vez, lamentou o baixo número de pesquisas relacionadas à cultura legal da liberdade de expressão no Brasil. “O Marco Civil é apenas uma lei, não podemos mudar a cultura apenas a partir disso”.

A internet foi abordada por Mônica Rosina, professora da FGV DIREITO SP, principalmente em relação à segurança de navegação. Mônica falou sobre a preocupação das escolas com as crianças que expõem suas vidas na rede. “Nós precisamos ensinar as crianças que se expor desse modo tem consequências. As pessoas estão transferindo para o direito um papel de educação que também é da família.” E acrescentou: “estou feliz que exista o Marco Civil da Internet, mas ainda há muito que perseguir”.

: FEDERALIZAÇÃO DE VIOLAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS FOI DEBATIDA NA FGV DIREITO SP A FGV DIREITO SP promoveu, no dia 27, um debate sobre o Incidente de Deslocamento de Competência (IDC), também conhecido como federalização. O evento, organizado por Eloísa Machado, professora da FGV DIREITO SP e coordenadora do Supremo em Pauta, contou com a participação de Ubiratan Cazetta, Procurador Geral da República, Guilherme de Almeida, professor da USP e associado da Andhep (Associação Nacional de Direitos Humanos, Pesquisa e Pós-Graduação), Flávio Siqueira Junior, advogado do Conectas e de Oscar Vilhena Vieira, professor e diretor da FGV DIREITO SP.

“O IDC, também conhecido como federalização, é um mecanismo que permite o deslocamento de processo ou inquérito do âmbito estadual para o âmbito federal, desde que se esteja diante de uma grave violação aos direitos humanos e sob o risco de responsabilização internacional”, explicou Eloísa.

Flávio falou da pesquisa coordenada pelo professor Guilherme Almeida, intitulada “Estudo sobre a federalização de graves violações aos direitos humanos”, realizada pela Andhep em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Roberta Corradi Astolfi, do Núcleo de Estudos da Violência da USP e integrante da equipe da pesquisa sobre federalização, falou sobre a metodologia aplicada e apontou melhoras na realização da pesquisa. “O Judiciário está se abrindo mais para pesquisas. Conseguimos entrevistar vários procuradores, e isso sempre foi um grande desafio”, acrescentou.

Cazetta falou sobre casos de violação dos direitos humanos, entre eles, o Massacre do Carandiru, os assassinatos de Dorothy Stang e Manoel Mattos, e o recente caso do presídio de Pedrinhas, no Maranhão. Também questionou qual o papel do Procurador Geral da República na defesa dos direitos humanos e qual o procedimento adequado a ser tomado pelos Ministérios ... continua >>

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<< volta... Públicos nesses casos. “Faz sentido que processos na Justiça Estadual sejam deslocados para Justiça Federal?”, questionou.

Entre as maiores dificuldades e desafios, Cazetta citou o arquivamento de casos, o segredo de justiça, a aplicação no Brasil de procedentes de sistemas em direitos humanos e acompanhamento dos casos em tramitação e seu efeito.

Oscar Vilhena Vieira apontou a disputa de jurisdições federais e estaduais como um empecilho para o deslocamento. Citou também o caso de Tupi Paulista, onde detentos de uma Febem foram transferidos para um presídio nessa cidade do interior, no qual sofreram uma sessão de tortura coletiva, mas foram acusados pelos guardas da penitenciária de se automutilarem.

Sobre a repercussão do caso dos jovens mutilados, Eloísa afirmou: “Quando falamos de crimes, a apuração tem que ser imediata, porque senão fica impossível se recuperar e reproduzir provas”.

Essa foi a quinta mesa de debate a respeito da pesquisa sobre federalização. O relatório final será divulgado no próximo mês.

: PROFESSORA MARTA MACHADO PARTICIPOU DE CONFERÊNCIAS SOBRE DIREITOS HUMANOS E PROCESSO PENAL

A professora da FGV DIREITO SP Marta Machado par- ticipou de duas conferências em Luxemburgo e na Itá- lia. A primeira, no dia 8 de outubro foi sobre Direitos Hu- manos de presidiários e a outra, nos dias 9 e 10, sobre Processo Penal.

No dia 8, Marta foi palestrante no seminário “Protecting a Prisoner’s Human Rights: Europe vs. Brazil”, na Uni- versidade de Luxemburgo. Junto a ela, esteve o diretor do Centro Penitenciário de Luxemburgo, Vincent Thies.

O debate foi sobre a proteção dos direitos humanos bási- cos dos presos e a forma de julgamento desses casos por vários tribunais internacionais de direitos humanos, pelas perspectivas brasileira e europeia.

“Em muitos países, onde há superlotação de presídios e instalações impróprias, não é possível atender a esses di- reitos, o que gera a revolta por parte dos detentos. O Mas- sacre do Carandiru foi um exemplo disso”, explicou Marta.

Nos dias 9 e 10, a conferência foi a “Vittime di reato e gius- tizia penale”, promovida pela Universidade de Milão. No painel sobre violência de gênero, Marta falou sobre o direito processual brasileiro e sul-americano, em especial sobre a Lei Maria da Penha. Este evento faz parte do pro- jeto “Good practices for protecting victims inside and out- side the criminal process”, coordenado por Luca Lapária, professor de Processo Penal da Universidade de Milão.

: PROFESSOR JOSÉ GARCEZ GHIRARDI PARTICIPOU DE ENCONTRO SOBRE SHAKESPEARE AO LADO DE JÔ SOARES

Há duas respostas do movimento artístico para se com- bater os abusos do poder: ou pela tragédia ou pelo riso.

Entre o repertório de peças do dramaturgo William Shakespeare, Hamlet e Troilus e Créssida são dois exem- plos respectivos dessas respostas. Uma dessas peças, que trata das desventuras do Príncipe da Dinamarca, acabou sendo sobejamente encenada desde os tempos de Shakespeare. A outra precisou esperar até o século XX para ter a sua primeira montagem.

Por que essa diferença de tratamento? José Garcez Ghi- rardi, professor de Artes e Direito da FGV DIREITO SP, suspeita que a provável não encenação de Troilus e Crés- sida se deveu ao fato de que, entre todas as peças de Shakespeare, esta foi a mais maquiavélica de todas. “Troi- lus e Créssida formula a mais feroz acusação ao tempo de Shakespeare do que qualquer outra peça” analisou o professor.

Esta foi a introdução da aula especial que José Garcez Ghirardi fez em parceria com o apresentador, ator e dire- tor de teatro Jô Soares, na Casa do Saber, no dia 10 de outubro. Com a participação da atriz Maria Fernanda Cân- dido e do tradutor Mauricio Guilherme, a palestra “Sha- kespeare – a beleza de traduzir e montar um clássico” bus- cou resgatar as características da sociedade e da políti- ca na época de Shakespeare que levaram... continua >>

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: PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS

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<< volta... à criação desta peça. Durante o encontro, tre-

chos da peça foram lidos pelos participantes.

O fato de ser a peça mais maquiavélica de todas, para os expositores, reside no fato de que Shakespeare se serve de diversas teorias de Nicolau Maquiavel para reve- lar a transformação de padrões da sociedade medieval para a fundação do Estado moderno, especialmente na política. Maquiavel havia publicado, pouco antes, sua obra-prima “O Príncipe”, onde afirma, em linha sumárias, que os mandatários, para se manter no poder, precisam fingir integridade e honestidade, e agir ao contrário.

Troilus e Créssida, na opinião dos autores, expõe essa lógica. Os grandes mitos, os comandantes de guerra e os políticos são mostrados de forma ridícula e as moti- vações que os levam a agir não são pela honra, mas pela busca do poder. Os valores que sustentavam o mundo medieval, como a ética da honra, por exemplo, mostra- ram-se falsos.

Segundo Garcez, a virtude da tradução de Trolius e Créssida empreendida por Jô Soares e Maurício Gui- lherme reside justamente no respeito aos registros das falas de cada um dos personagens. “Os personagens com maior patente, aparentemente mais nobres, são os que têm a fala mais empolada e o discurso mais pron- to, ao passo que os personagens mais simples e mais desbocados são os que mostram perceber, em suas falas, uma maior noção da realidade”, complementou o professor.

: PROFESSORA DANIELA GABBAY APRESENTOU TRABALHO SOBRE ACESSO À JUSTIÇA EM CONFERÊNCIA DE PROCESSO CIVIL EM SEUL

Daniela Gabbay, professora da FGV DIREITO SP, parti- cipou da “Constitution and proceedings Seoul Conferen- ce 2014”, na Coreia do Sul. O evento foi promovido pela International Association of Procedural Law e reuniu es- pecialistas de diversos países para falar sobre a relação entre processo civil e Constituição.

Sobre a importância do evento, Daniela ressaltou a troca de experiências entre juristas e processualistas do mundo inteiro. “Esses especialistas trouxeram ao evento traba- lhos que analisam diferentes realidades e perspectivas de países sobre a relação entre Processo e Constituição”, completou.

Daniela apresentou um relatório sobre “The right to access to justice and public responsabilities” em mesa onde foi debatido o acesso à Justiça no Brasil e outros países.

O relatório sobre o Brasil parte da premissa de que o efe- tivo acesso à Justiça é aquele que gera acesso à ordem jurídica justa, o que vai além do acesso ao Judiciário.

Nessa visão mais ampla, o efetivo acesso à Justiça de- pende de múltiplos fatores, tais como a organização ju- diciária adequada à realidade do país, o tratamento ade- quado das controvérsias – inclusive com a utilização da mediação e a conciliação; a adequação dos instrumen- tos processuais à efetiva tutela dos direitos individuais e coletivos; a promoção de serviços de assistência jurídica

integral, que propicie não somente o acesso aos órgãos judiciários, como também orientação e informação jurídi- ca; além de estratégias voltadas à remoção de obstácu- los econômicos, sociais, e culturais que possam restrin- gir o acesso efetivo à justiça no país.

O relatório foi escrito em coautoria com os professores Kazuo Watanabe, Ada Pellegrini Grinover e Carlos Alber- to Salles, professores da Faculdade de Direito da USP, e Valeria Lagrasta, juíza de direito e Coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Comarca de Jundiaí/SP.

: PROFESSORA FLÁVIA SCABIN PARTICIPOU DE CONFERÊNCIA SOBRE IMPACTOS AMBIENTAIS DE GRANDES EMPREENDIMENTOS

A professora da FGV DIREITO SP Flávia Scabin participou do 2º Congresso de Avaliação de Impacto, realizado na Universidade Federal de Ouro Preto. Flávia dividiu uma mesa com representantes do Ministério do Meio Ambiente e do Ministério do Planejamento para discutir sobre os

“Desafios do licenciamento ambiental de grandes empreen- dimentos: percepção social e judicialização”.

O Congresso teve, como tema central, os “Novos Rumos da Avaliação de Impacto Ambiental”. O objetivo foi pro- mover um debate sobre as mudanças regulatórias e procedimentais aplicadas nos sistemas de avaliação de impacto do licenciamento ambiental de grandes em- preendimentos.

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Em agosto, a FGV DIREITO SP divulgou resultados do estu- do “Desafios e Oportunidades do Licenciamento Ambiental de Grandes Empresas no Brasil”, realizado pelo Centro de Pesquisa Jurídica Aplicada – CPJA, em parceria com a FGV Projetos. Segundo o estudo, a falta de planejamento pré- vio, que inclui a baixa qualidade dos estudos de impacto ambiental e a baixa eficácia dos mecanismos de partici- pação da comunidade do entorno, é um dos grandes obs- táculos do licenciamento ambiental de obras de elevado impacto ambiental.

: PROFESSORA ÉRICA GORGA DEBATEU O TRATAMENTO DE DISPUTAS SOCIETÁRIAS DE EMPRESAS BRASILEIRAS EM UNIVERSIDADES AMERICANAS

A crise financeira global de 2008, que atingiu em cheio as empresas Aracruz e Sadia, na época detentoras de contratos futuros de câmbio, os chamados “derivativos”, provocaram profundos impactos nos sistemas jurídicos brasileiro e norte-americano. Érica Gorga, professora de Direito dos Negócios da FGV DIREITO SP e Associate Research Scholar in Law da Yale Law School, dedicou esforços para pesquisar quais foram os caminhos que os dois países trilharam para solucionar os conflitos gerados para os acionistas minoritários. O trabalho foi apresen- tado pela professora em Seminários sobre corporações e litígios de valores mobiliários na Brooklyn Law School e Richmond Law School.

Érica apresentou, no dia 24 de outubro, os dados da pesquisa “Is the U.S. Law Enforcement Stronger? The Case of Securities Fraud by Brazilian Corporations and Lessons for the Private and Public Enforcement Debate”, que relata os casos das perdas bilionárias da Sadia e Aracruz Celulose com derivativos cambiais durante a crise financeira.

Para Érica, a diferença marcante é que investidores rece- beram indenizações financeiras milionárias em ambos os casos nos Estados Unidos, ao passo que no Brasil não houve nenhuma reparação dos prejuízos aos acionistas.

“A questão da transparência do Judiciário na divulgação das ações judiciais nos Estados Unidos é primordial.

Enquanto há portais e sites onde todos os acionistas podem consultar o andamento dos processos, no Brasil os processos judiciais ocorreram em segredo de justi- ça. No Brasil, diferentemente dos Estados Unidos, não são utilizados modelos de mensuração financeira que possam apurar o ‘valor justo’ em relação a indenizações por fraudes no mercado de capitais”, avaliou a profes- sora. Érica Gorga também apontou os problemas téc- nicos e a ausência de ações representativas da classe dos acionistas no Brasil.

O encontro na Brooklyn Law School ocorreu no dia 9 de outubro. Em fevereiro, Érica já havia apresentado a pes- quisa na Yale Law School.

: PROFESSORA MARIANA PARGENDLER FOI FINALISTA DO PRÊMIO JABUTI

O livro “Evolução do Direito Societário: lições do Brasil”, de Mariana Pargendler, professora da FGV DIREITO SP, foi um dos finalistas do Prêmio Jabuti 2014, a mais importante premiação editorial do país.

O livro faz parte da série Direito, Desenvolvimento e Justiça, fruto da parceria entre a Editora Saraiva e a FGV DIREITO SP. Ele vem com a missão de ajudar a preencher uma lacuna acadêmica ao apresentar a história da evolução do direito societário brasileiro nos últimos dois séculos.

O livro enriquece o conhecimento sobre a evolução conjunta do direito e das instituições econômicas, mostrando como a rica compreensão e análise do contexto brasileiro pode servir de inspiração e teste para ideias sobre o fenômeno jurídico de um modo geral ao redor do mundo.

Na obra, Mariana aponta que o direito brasileiro sempre foi uma adaptação dos sistemas jurídicos estrangeiros e depois aborda o mesmo assunto de uma perspectiva global. Em capítulos posteriores, fala sobre o desenvolvimento jurídico e econômico brasileiro, tanto de uma perspectiva nacional quanto internacional. Trata também do ...continua >>

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: PUBLICAÇÕES

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<< volta... desenvolvimento das empresas

privadas e estatais no Brasil, e em outros países em desenvolvimento e industrializados. O livro tem prefácio de Henry Hansmann, professor da Faculdade de Direito de Yale e apresentação de Judith Martins-Costa, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A cerimônia de entrega do Jabuti está de casa nova em 2014. Depois de oito anos sendo realizada na Sala São Paulo, o Prêmio Jabuti foi realizado no Auditório Ibirapuera no dia 18 de novembro.

: FGV DIREITO SP NA MÍDIA

1º DE OUTUBRO

: Rafael Zanatta, pesquisador da FGV DIREITO SP e Ru- bens Glezer, coordenador do Supremo em Pauta, falaram sobre proteção de dados pessoais no Brasil em artigo pu- blicado no Valor Econômico. O título do artigo é “Atraso regulatório para a proteção de dados pessoais”.

02 DE OUTUBRO

Um artigo produzido pelo NEF e publicado o Conjur tra- tou do futuro do Imposto sobre a Renda. O artigo chama- se “Futuro do Imposto sobre a Renda: tributar a pessoa física ou jurídica?”.

04 DE OUTUBRO

: Oscar Vilhena Vieira, em sua coluna na Folha de São Paulo, falou sobre o aborto clandestino e os riscos que procedimentos geram em paralelo com a discussão da legalização do aborto.

08 DE OUTUBRO

: O professor André Castro Carvalho escreveu sobre os novos produtos e serviços que ainda não foram regula- mentados no Brasil, como cigarro eletrônico e aluguel de quartos, em reportagem da Revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios. o título da matéria é “Negócios à mar- gem da lei”.

10 DE OUTUBRO

: Eloísa Machado e Rubens Glezer, coordenadores do Supremo em Pauta, em artigo publicado no Estadão, falaram sobre a recorrente falta de ministros no STF, fato que inviabiliza vários julgamentos. O artigo chama-se

“Faltam ministros no STF”.

14 DE OUTUBRO

: Renato Sérgio de Lima, pesquisador do CPJA, e Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor da FGV EAESP, fala- ram sobre os casos de ódio ocorridos no período elei- toral. O artigo foi publicado na Folha de São Paulo e tem o título “Fraturados pelo ódio e pelo preconceito”,

15 DE OUTUBRO

: A Folha de São Paulo registrou, em nota, o curso sobre Shakespeare ministrado pelo professor da FGV DIREITO

SP José Garcez Ghirardi e por Jô Soares. A nota faz iro- nia com o conteúdo da peça abordada, Tróilo e Créssida, que critica a elite, com o bairro nobre em que se loca- liza o local do curso, a Casa do Saber. A nota tem o título

“No Itaim, Jô lê peça ‘crítica a toda elite”’.

16 DE OUTUBRO

: Marta Machado, professora da FGV DIREITO SP, falou sobre a proposta de redução da maioridade penal, muito discutida durante o período eleitoral. O artigo foi publicado no Estadão e tem o título “Maioridade penal e exclusão”.

18 DE OUTUBRO

: Oscar Vilhena Vieira falou sobre a negligência aos direi- tos humanos cometidas no Brasil e no mundo em sua coluna na Folha de São Paulo. O título do texto é “Intole- ráveis direitos”.

20 DE OUTUBRO

: Lei que incentiva contratação de microempresas em lici- tações é tema de um artigo escrito por Carlos Ari Sund- feld, professor da FGV DIREITO SP e Guilherme Jardim Jurksaitis, mestre em Direito de Estado, e publicado no Valor Econômico.

22 DE OUTUBRO

: Eloísa Machado, coordenadora do Supremo em Pauta, falou sobre a progressão para o regime semiaberto de José Dirceu. O artigo foi publicado no Estadão o título “Muito mais que um caso”.

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23 DE OUTUBRO

: Heloisa Estellita, professora da FGV DIREITO SP, falou sobre redução da maioridade penal como promessa de redução da criminalidade e da impunidade. O artigo foi publicado no Conjur e tem o título “Discussão sobre redu- ção da maioridade penal é mais do mesmo”.

27 DE OUTUBRO

: O professor Theodomiro Dias Neto e o pesquisador do CPJA Renato Sérgio de Lima falaram sobre segurança pública em matéria especial da Folha de São Paulo para as eleições. A matéria chama-se “Bala Perdida”.

28 DE OUTUBRO

: Lígia Paula Pinto Sica, coordenadora do Grupo de Pes- quisas em Direito e Gênero da FGV DIREITO SP, em artigo publicado no Brasil Post, criticou as ações da Apple e do Facebook de incentivarem as suas funcionárias mulheres a congelarem seus óvulos, em vez de modificar o padrão de trabalho incluindo as mulheres respeitando suas carac- terísticas biológicas. O artigo chama-se “O bolsa-óvulo da Apple e do Facebook”.

29 DE OUTUBRO

: Eloísa Machado, coordenadora do Supremo em Pauta, apontou a situação carcerária no Brasil e as persistentes violações dos direitos humanos como fatores principais para a recusa de extradição de Henrique Pizzolato pela corte italiana. O artigo chama-se “O não estado de direito”

e foi publicado no Estadão.

: Uma matéria do Valor Econômico mostrou um estudo coordenado pelo professor sênior Ary Oswaldo Mattos Filho, que indicou que o Código Civil e o Código Comer- cial não estão de acordo com a realidade das empresas de sociedade limitada no Brasil. A matéria chama-se

“Estudo da FGV mostra uma sociedade limitada diferente do que prevê a lei”.

31 DE OUTUBRO

: Um artigo produzido pelo NEF falou sobre as medidas adotadas por alguns países para evitar a sonegação de im- postos. O artigo foi publicado no Conjur e tem o título “Efi- cácia da fiscalização tributária, entre drones e incentivos”.

: Uma pesquisa do IBGE mostrou que as mulheres ainda recebem menos do que os homens. Lígia Pinto Sica citou dois motivos que ajudam a explicar essa diferença em matéria publicada na BBC Brasil, com o título “Mais escolarizadas, mulheres ainda ganham menos e têm difi- culdades para subir na carreira”.

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: REVISTA DIREITO GV INDICA

:El control de convencionalidad:

análisis en derecho comparado Gonzalo Aguilar Cavallo

En el caso Almonacid (2006), por primera vez, la

Corte Interamericana de Derechos Humanos enunció la doctrina del control de

convencionalidad. El control de convencionalidad ha generado un gran debate académico,

especialmente en la doctrina constitucional latinoamericana. Una pregunta que surge en este escenario es cuál es la relación entre el control de constitucionalidad y el control de

convencionalidad. El derecho comparado nos permitirá aportar argumentos y criterios para abordar esta cuestión.

:El derecho positivo o convencional, su naturaleza: el carácter creativo (constitutivo) y derivado de las leyes humanas

Sebastián Contreras Aguirre

El siguiente trabajo intenta presentar algunos criterios para reconocer una norma de derecho positivo. Si bien es cierto que para el

iusnaturalismo clásico una misma norma contiene elementos naturales y convencionales, es posible, creo, determinar si una disposición cualquier pertenece, stricto sensu, al derecho positivo o al derecho natural. En particular, se propone que una regla de justicia convencional mantiene una situación intermedia entre las llamadas normas ónticas y los principios terciarios de la ley natural.

Aunque comparte elementos con... continua >>

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<< volta... esos tipos de reglas de justicia, no puede ser clasificada ni como derecho natural terciario ni como una norma de justicia que crea ex nihilonuevos estados de cosas.

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EXPEDIENTE CATARINA HELENA CORTADA BARBIERI COORDENADORA DE PUBLICAÇÕES BRUNO BORTOLI BRIGATTO EDIÇÃO ULTRAVIOLETA DESIGN PROJETO GRÁFICO

Referências

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