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Silva et al, 2021 1

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Academic year: 2021

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1 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 EQUIPE REFLEXIVA E COTERAPIA: CONHECENDO A IMPORTÂNCIA E OS

DESAFIOS ENCONTRADOS DURANTE A PRÁTICA.

Anchielle Crislane Henrique Silva1 Anna Gabriella de O. S. Guimarães2,

Antoniel Cunha de Moraes2, Maria Eduarda Almeida de Souza2 Nara Caline Caline Silva Santos2

1- Docente do Centro Universitário São Francisco de Barreiras (UNIFASB).

2- Acadêmicos do Curso de Psicologia do Centro Universitário São Francisco de Barreiras (UNIFASB).

1- Endereço para correspondência:

Centro Universitário São Francisco de Barreiras, Avenida São Desidério, 2440, Bairro Ribeirão, CEP: 47.808-180 Barreiras-BA. E-mail: [email protected]

RESUMO. A terapia familiar corrobora com os pressupostos colaborativos nos quais abarcam os processos reflexivos como norteadores do pensamento sistêmico, adjunto a uma investigação e contribuição embasadas na formação profissional de estudantes de psicologia. Nessa perspectiva, o seguinte artigo propôs identificara importância e os desafios enfrentados pelos estudantes do Centro Universitário São Francisco de Barreiras (UNIFASB) do 10º semestre de Psicologia, ao realizarem a equipe reflexiva ecoterapia, que ocorreu na Clínica Escola da UNIFASB. Dessa forma, o presente estudo trata-se de uma pesquisa qualitativa; exploratória, que tem por objetivo relatar a importância e os desafios experienciados por 13 acadêmicos que foram atuantes da modalidade de atendimento à família. Nota-se o enriquecimento da contribuição dos estagiários nas vivências em função ao processo de atendimento sobre o trabalho clínico com famílias, sobretudo o valor evolutivo da atuação profissional que perpassa para os parâmetros pessoais. No que tange os desafios os participantes relataram experienciar:

o não comparecimento das famílias às sessões sem aviso prévio, a ausência de entrosamento e comunicação com a própria equipe, opiniões contrárias entre as equipes e a dificuldades de estabelecer limites entre o papel do terapeuta e coterapeuta. Ao nível dos recursos utilizados para a superação dos desafios, se configura a busca por pesquisas constantes e a cooperação da supervisão.

Palavras-chave: Educação, Coterapia, Processos Reflexivos, Psicologia.

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2 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 SUMMARY. Family therapy corroborates, in collaborative aspects, the assumptions in which they reflect reflexive processes as guiding systemic thinking, together with an investigation and contribution based on the professional training of psychology students. In this perspective, the following article proposed to identify the importance and the challenges faced by the students of the Centro Universitário São Francisco de Barreiras (UNIFASB) of the 10th semester of Psychology, when carrying out the reflective and co-therapy team, which took place at Clínica Escola da UNIFASB. Thus, the present study is a qualitative research; exploratory, which aims to report the importance and challenges experienced by 13 academics who were active in the family service modality. It is noted the enrichment of the contribution of the interns in the experiences due to the care process about the clinical work with families, especially the evolutionary value of the professional performance that permeates the personal parameters.

Regarding the challenges, the participants reported experiencing: the non-attendance of families to sessions without prior notice, the absence of interaction and communication with the team itself, contrary opinions between the teams and the difficulties of establishing limits between the role of the therapist and the therapist . At the level of resources used to overcome it, the search for constant research and supervision cooperation are configured.

Keywords: Education, Co-therapy, Reflective Processes, Psychology.

INTRODUÇÃO

Esta pesquisa foi realizada pelos alunos do Estágio Básico do Centro Universitário São Francisco de Barreiras- BA. Seguindo a resolução nº 466 de 12 de dezembro de 2012. No ano de 2020. Foram entrevistados alunos do 10º semestre de psicologia do mesmo centro universitário, devido a sua experiência com coterapia e equipe reflexiva. Portanto, tem por objetivo conhecer a importância e os desafios enfrentados pelos estudantes ao realizarem essa modalidade de atendimento à família, bem como os recursos utilizados para superá-los. Além disso, o estudo visa identificar quais os sentimentos vivenciados pelos estudantes ao realizar esta prática, averiguando a relevância da equipe reflexiva durante o processo terapêutico para os alunos.

Dessa forma, para os processos reflexivos do norueguês Tom Andersen o modelo corroborado, mas adaptado, das brasileiras Bueno e Silva e a abordagem colaborativa da Harlene Anderson. Usar esses modelos surge como construção e ação da nossa prática, sendo um modo de encontrar multiplicidade de estratégias que abrangessem a subjetividade da família e da equipe que compõem o processo.

A terapia familiar sistêmica passou por grandes mudanças no que se refere ao seu modelo pragmático, de modo que, um deles se dirige a causalidade circular dos fenômenos relacionais, proporcionando à psicoterapia um caráter interdisciplinar, decorrente também do

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3 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 afinamento das bases epistemológicas com o construcionismo social e o construtivismo que passaram a constituir como correntes de pensamento1,2.

Ao que se refere ao construcionismo social, através de denominações sólidas; denota no final do século XX ao início do século XXI um contexto de práticas clínicas emergentes sob um direcionamento através de uma perspectiva teórica na qual acentua como principal foco os processos relacionais e discursivos. Agrega-se, a postura teórica dos processos reflexivos (coterapia e da equipe reflexiva), associadas ao campo das psicoterapias, considerando a importância da linguagem na construção de todos os significados e da crítica a realidade3.

As práticas discursivas, sociais e culturais ocupam lugar de destaque nas concepções construcionistas, apesar do fato de todos os indivíduos serem participadores ativos de contribuições singulares. Sobretudo, é possível designar que há uma articulação que une quatro ideias fundamentais, nas quais incluem a ênfase na especificidade cultural e histórica das formas de conhecermos o mundo; o reconhecimento da primazia dos relacionamentos na produção e sustentação do conhecimento; a interligação entre conhecimento e ação; e a valorização de uma postura crítica e reflexiva4, 5.

Por volta de 1990, algumas abordagens, então denominadas teorias pós-modernas, passaram a adotar os pressupostos do construcionismo social. No que lhe concerne, o movimento construcionista questiona a concepção de que a realidade existe de modo independente de nós, portanto, é necessário considerar a participação de todos se tratando de uma construção de significados e saberes. Sendo a linguagem um meio de comunicação imprescindível e que não depende de terceiros para ser incluso no processo de construção analítica e social6. Contudo, a partir de um cenário em que as pessoas constroem a si mesmas, correlacionado ao mundo pelas quais estão inseridas7.

Essas transformações abriram espaços para práticas pós-modernas como a abordagem colaborativa por Harlene Anderson em 2001 e os processos reflexivos criado pelo autor Tom Andersen, em meados de 1974. Importantes bases teóricas que criaram meios mais democráticos para o atendimento de famílias.

Harlene Anderson e Harold Goolishian são fundadores do Instituto de Família de Galveston, em Houston, e desenvolveram, por volta dos anos 1980, a abordagem colaborativa.

Tal perspectiva surgiu no âmbito da terapia familiar, sendo utilizada também em atendimentos individuais. Os autores partem do pressuposto de que “as pessoas vivem e compreendem seu viver por meio de realidades narrativas construídas socialmente, que conferem sentido e organização à sua experiência 8”.

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4 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 A abordagem colaborativa pode ser compreendida como um sistema dialógico colaborativo, formado em torno de uma situação difícil. Os problemas são construídos, isto é, são “negociados” nos muitos espaços de interação social. Portanto, para organizar e dissolver o “problema” central, terapeuta e cliente colocam-se numa conversação terapêutica que possibilite os processos de significação dos eventos e situações considerados “problemáticos”

e as circunstâncias em que são construídos dessa forma9.

O terapeuta colaborativo está ciente das relações de poder que permeiam a terapia, porém, ele escolhe abdicar de uma posição hierárquica superior, posicionando-se como um aprendiz, que chega até o cliente desprovido de ideias prévias sobre ele. Harlene Anderson10defende a importância do terapeuta atribuir uma postura colaborativa- dialógica para evitar diagnósticos e enquadramentos durante o processo terapêutico, porém afirma que ao questionar a fala do cliente e tentar guiá-lo por um caminho específico, o terapeuta pode levar o cliente a se fechar para o diálogo por não se sentir compreendido.

Já os processos reflexivos são vistos como uma nova filosofia para psicoterapia de famílias. Em que utilizam um sistema de terapeutas, que Tom Andersen11nomeou como equipe reflexiva para acompanhar outro sistema, famílias que se apresentavam “resistentes” a mudanças. A equipe reflexiva é uma estratégia que busca oferecer aos sujeitos, e suas famílias novas perspectivas de abordar os problemas ou situações difíceis, possibilitando através de sua estrutura, a realização de questionamentos para obter novas discussões, incrementando reflexões especulativas para melhor conduzir o processo terapêutico2.

Alguns elementos são importantes para o processo reflexivo, como a própria reflexão, a curiosidade e a postura colaborativa, ferramentas imprescindíveis para promover a ruptura de um sistema paralisado, que para Andersen11, é “quando um processo de terapia parece andar em círculo, onde as hipóteses e interpretações do problema ficam estritamente ligadas ao papel do terapeuta”, Assim, recomenda-se que este busque novos modos de ver o problema, na conversa com outros profissionais ampliando o curso da terapia.

Dessa forma, conforme as ideias de Andersen12, a prática da equipe reflexiva, trata-se de uma prática clínica na qual um consultor ou grupo de consultores é convidado a participar de um sistema paralisado buscando criar condições, através de processos reflexivos, para que se possam produzir novas descrições e entendimentos das situações. No processo reflexivo, é importante que se desenvolva um sentido de copresença, uma disponibilidade em estar com o outro, estar junto, independente da fala ou do silêncio, além de fazer perguntas e estar com o

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5 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 outro, ouvir consiste uma prática importante de tal processo para que seja uma psicoterapia em função dos processos reflexivos do cliente interligado com o terapeuta e coterapeutas.

A equipe reflexiva possibilita um grupo de três a cinco psicólogos; podendo ser alunos de graduação e profissionais de psicologia, com princípios voltados a resultados assertivos, já que se trata de várias pessoas com o mesmo propósito, melhor atendimento. Durante a maior parte do tempo a equipe irá exercer a função de observação e escuta, posteriormente será disponibilizado um momento de fala que deve ser direcionada ao processo de modo adicional.

Apesar de existir vários modos operantes os processos reflexivos não têm como eixos uma abordagem ou um método, mas uma forma de pensar 13.

Coterapia

A coterapia é uma psicoterapia, na qual há a presença de dois terapeutas em atendimento de casal, família ou grupo. Nas palavras de Bueno14, o trabalho em coletividade não só é capaz de oferecer mais recursos para o tratamento e reduzir a carga de trabalho dos terapeutas, como também provoca crescimento em ambos. Assim, esse modelo vem sendo usado tanto como ferramenta de treinamento como modalidade de tratamento.

A equipe de observação terapêutica surgiu formalmente quando a equipe de Milão começou a experimentar o seu modelo de quatro pessoas. Os terapeutas atrás do espelho tinham a função de contrabalançar os dois que estavam na sala com a família. Os participantes das duplas faziam rodízios de casos, mas sempre prevalecia um terapeuta masculino e um feminino, recordando o velho modelo de papéis de coterapia conjugal15.

Este dispositivo, proposto por Martins-Borges e Pocreau16, é inspirado nos modelos construídos por Tobie Nathan (1986, 1994) e Marie Rose Moro (1998, 2004), e é constituído por um grupo de terapeutas, nele há diferentes papeis um moderador (terapeuta principal), que filtra as intervenções dos coterapeutas; o profissional que fará o encaminhamento do paciente, envolvendo-se apenas na primeira sessão de apresentação; e um mediador/intérprete cultural quando necessário, que facilitará o diálogo e a tradução dos elementos culturais entre os envolvidos17. A dinâmica propiciada pelo o dispositivo clínico visa articular, a elaboração das relações ou vínculos; os aspectos da identidade, que se relacionam com a alteridade; e o trabalho sobre a coerência e o sentido das vivências ou projeções16.

Bueno14em estudo sobre o tema destaca que o processo de coterapia propõe trabalhar não somente as relações entre profissional e paciente, como também entre terapeutas. Segundo

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6 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 ela tal processo pode resultar em insegurança e diversos desafios, como a exemplo o receio de realizar intervenções na presença de outros terapeutas, e situações de divergências que poderá resultar em resistência nos atendimentos. Por isso é indicado que terapeutas complementem em suas personalidades, estilo de relação e origem familiar, visando diminuir dificuldades e promover um bom crescimento juntos. É importante ressaltar que a forma de ser diferente dos terapeutas não é prejudicial quando se pode percebê-las, levar em conta e eventualmente discuti-las. E em todos os casos deve-se ter uma conversa posterior, na qual se possam elucidar eventuais conflitos surgidos entre os coterapeutas.

MÉTODO

Este estudo utilizou o método qualitativo, exploratório. Segundo Minayo18, o método qualitativo-exploratório, busca descrever a realidade que não pode ser quantificada, além de analisar o objeto de estudo de maneira subjetiva, trazendo à tona significados, crenças e valores dos pesquisados, portanto, um método adequado para o presente estudo. Foram entrevistados, 13estudantes do 10º semestre de Psicologia, do Centro Universitário São Francisco de Barreiras, que experienciaram os processos reflexivos na unidade de serviço dessa mesma instituição de ensino superior. Sendo assim, indicados pela professora/supervisora que conduziu a prática clínica. Constituindo uma amostragem não-probabilística/intencional18. Como instrumento de coleta de dados, foi utilizado a entrevista semiestruturada composta por quatro perguntas subjetivas referentes aos objetivos dessa pesquisa. Devido o momento pandêmico, estas foram realizadas pelo googlemeet, no mês de setembro, com duração média de 30 minutos cada. E os TCLEs encaminhados e recebidos via e-mail. Os dados foram analisados pela análise temática de Souza19, sendo o conceito central o tema textual trazido pela população estudada, é um método que ajuda identificar, interpretar em temas a partir de dados qualitativos. Os aspectos éticos foram seguidos de acordo com a Resolução 466/12 do Ministério da Saúde no Brasil e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da Faculdade São Francisco de Barreiras/FASB, com o CAAE 26855819.1.0000.5026, no mês de março de 2020, telefone, 3613-8854, e-mail: [email protected].

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7 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 RESULTADOS E DISCUSSÃO

1. DADOS PESSOAIS ANONIMIZADOS

Tabela 01- Perfil dos participantes

A tabela 01, mostra os dados mais relevantes dos participantes, contendo idade, sexo e a função exercida durante a práxis. Foram utilizados nomes fictícios, cumprindo assim a ética do sigilo.

Tabela 01. Perfil dos participantes

As características dos participantes apontaram na faixa etária jovem e adulto, entre 21 a 42 anos, havendo uma predominação do sexo feminino. Considerando que apenas três do total de 13 participantes, exerceram duas funções, sendo elas Terapeuta/ Coterapeuta e Terapeuta/

Equipe Reflexiva. Pode ser observado que a modalidade exclusiva da Equipe Reflexiva foi a função mais exercida, correspondendo a cinco do total dos papéis operados pelos participantes, enquanto um participante exerceu a função de Terapeuta.

Nome Idade Sexo Função

Antunes 33 anos M Terapeuta/Coterapeuta

Carmem 21 anos F Coterapeuta

Brené 22 anos F Terapeuta/ Equipe

Reflexiva

Clarice 23 anos F Terapeuta

Cloe 22 anos F Coterapeuta

Dora 42 anos F Terapeuta/ Equipe

Reflexiva

Eduardo 21 anos M Coterapeuta

Flor 27 anos F Equipe Reflexiva

Júlia 32 anos F Coterapeuta

Lili 23 anos F Equipe Reflexiva

Luiza 32 anos F Equipe Reflexiva

Maria 30 anos F Equipe Reflexiva

Meireles 24 anos F Equipe Reflexiva

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8 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 Os resultados e discussão são divididos em três (3) categorias: 1ª. A importância dos processos reflexivos; 2ª. Os sentimentos dos acadêmicos ao vivenciar os processos reflexivos;

3ª. Os desafios e recursos para superá-los.

1.A importância da coterapia e processos reflexivos

Ao serem questionados a respeito da importância da coterapia e a equipe reflexiva no processo terapêutico, os alunos definiram ser recursos imprescindíveis para potencialização da prática clínica. A nível de efetividade, foram elencados três aspectos que delinearam o processo.

O primeiro norteia uma evolução mais célere de insights; o segundo centra-se na compreensão da demanda sob diferentes perspectivas; e o último ponto valida a coparticipação no setting como recurso para promover suporte e segurança à terapeutas recém-formados. Entretanto, ao terem o primeiro contato com essa modalidade de atendimento, se depararam com um de leque de expectativas, resoluções, estratégias e recursos, fatores que vieram facilitar e integrar todo o trabalho realizado.

Conforme pode-se constatar nas falas a seguir:

“A equipe reflexiva teve um papel de muita importância no processo reflexivo, onde mediante a equipe, foi possível que o Sujeito linguístico em terapia pudesse ter insights de forma mais rápida no seu processo, já para o terapeuta a equipe reflexiva veio a contribuir no processo de observação das demandas, e em aspectos às vezes não visualizados pelo terapeuta, como também dando grande auxílio na construção de uma metodologia de intervenção. O coterapeuta foi de uma importância enorme no processo terapêutico, onde até mesmo se deu mais confiança em está em atendimento devido a poder compartilhar a experiência, assim o coterapeuta sempre esteve ao lado do terapeuta compartilhadoe auxiliando nas intervenções, traçando e executando estratégias.” (Clarice)

“A importância da equipe está relacionada a resolução de problemas por ser várias pessoas pensando em um mesmo propósito para uma ideia central: buscar a evolução dos pacientes ou clientes como assim denominado. Além, do processo terapêutico fluir muito bem com esse modelo de terapia. ” (Brené)

Dado isto, Chang20, reafirma que essas conjecturas fundamentais da equipe reflexiva visam assegurar a elaboração do problema sob diferentes vieses, a fim de encontrar soluções para melhor atender aquela demanda. Logo, esta equipe irá partilhar suas impressões, ideias e

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9 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 questionamentos com a família, que, posteriormente passa a refletir diante o que foi exposto na sessão.

Se tratando do setting como um espaço de trocas, de falas, de escutas e cumplicidade, Freud citado por Barros21, traz a concepção de um lugar específico que concede o desenvolvimento da relação terapêutica, de modo a contribuir na elaboração do tratamento com ênfase na compreensão de circunstâncias independentes ali presentes. Por conseguinte, os acadêmicos mencionaram que essa construção é árdua, logo exige do terapeuta e coterapeuta uma sintonia para evitar a ruptura do sistema.

Condizente a isso, Paulo afirma:

“O primeiro ponto que reflete a importância da equipe reflexiva é que o terapeuta não vai está sozinho nesse processo, o olhar do terapeuta passa a ser muito mais relacional do que um olhar especifico diante aquela demanda. A demanda passa a ser estudada não só pelo terapeuta, mas pelo coterapeuta e toda a equipe reflexiva, contudo, a chance de se obter um resultado mais significativo é bem mais alto, logo contará com a participação de terceiros que irá suscitar reflexões que as vezes nem o próprio terapeuta ou coterapeuta percebeu naquele momento. Eu particularmente com a coterapeuta que esteve comigo, nós conseguimos um trabalho fantástico, porque quando eu lançava uma pergunta incitando uma reflexão, ela já lançava outra pergunta explorando aquela demanda, então de certa forma a gente conseguia circular a demanda, era um processo relacional. ”

Além disso, a experiência com a equipe também foi mencionada pelos estudantes como uma forma de aprimorar e dar suporte para terapeutas que estão a iniciar seus atendimentos, e por algum motivo se sentem inseguros com sua prática e buscam adquirir experiência.

Hawleycitado por Fiorinil20 apontou que processo visa fortalecer a formação e eficácia terapêutica, uma vez que tem como enfoque a promoção e o desenvolvimento de habilidades sociais do terapeuta ao se inserir na prática clínica. Esse aspecto também foi validado por uma pesquisa realizada por McGovern e Harmsworth22, na qual foi constatada a relevância de se trabalhar com esse modelo na formação acadêmica, de modo a evidenciar que alunos que tiveram contato ativo com essa modalidade reflexiva na graduação submeteram a utilização terapêutica coerente com a teoria aprendida.

No que tange esse aspecto, Liza corrobora:

“A importância da troca de colocações e sugestões entre equipe e também entre terapeuta e coterapeuta que resulta uma segurança maior principalmente para formandos que estão iniciando, por conta da manifestação da insegurança a equipe tem essa contribuição

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10 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 fundamental de te deixar mais seguro, certo do que está fazendo ou de opinar para que você passe olhar em outras esferas o atendimento e com isso aprender ainda mais. ”

2. Os sentimentos dos acadêmicos ao vivenciarem o processo reflexivo

O processo de formação acadêmica tenda-se perpassar os parâmetros teóricos, há uma fase árdua pela qual teorias e práticas se mesclam e, portanto, se concretiza uma aplicabilidade23. Correlacionado a esse procedimento sublime, é possível discorrer que uma vez se torna mais palpável a atuação, também se aproxima o contato abstrato com os sentimentos peculiares decorrentes ao que se torna desafiador e de aprendizagens24. Nessa especificidade, um dos primeiros atendimentos terapêuticos dos acadêmicos de psicologia é uma descrição que coparticipa como um fator que desenvolveu sentimentos e contribuições de grande valia. Logo, é possível abranger nos próximos parágrafos respectivamente que se desenvolveu através do sentir experiências voltadas a insegurança, ansiedade e gratificação.

Nesse sentido, certifica-se através das falas a seguir:

“Por ser uma das primeiras experiências atuando numa função de terapeuta, e com o acréscimo de ser atendimento em terapia familiar, muitos medos e inseguranças surgiram. A nível pessoal incluíam sentimentos e pensamentos relacionados a minha personalidade, se seria a adequada para esse modo de atendimento por ser por vezes muito altiva, independente, e o principal sentimento seria medo de não saber me relacionar de modo coeso com a terapeuta, acabar ultrapassando o seu espaço”. (Carmem)

“Insegurança, dúvida, medo de errar, mas também satisfação de pôr em prática aspectos teóricos vistos em sala de aula além, de gratidão aos colegas, ao paciente e a professora que sempre deu suporte contribuindo com suas experiências.” (Luiza)

Diante os vários estudos, destaca-se o de Guedes25, por explanar reflexões importantes acerca da insegurança do estagiário/a que por mais que tenham sido preparados durante o desenvolvimento, nota-se que ao se deparar com o estágio conseguem perceber de modo mais real a dimensão da prática. Fato que pode propiciar que esse momento seja impactante, por vezes até duvidoso e temido, instala-se, portanto, uma insegurança normativa fragmentada no medo de não ser coeso/a, errar e não atingir o propósito profissional de ser integralmente assertivo/a.

Em concordância com Anderson10, o sistema terapêutico é um sistema linguístico que se desenvolve nas conversações associadas ao problema que gerou determinado quadro. Nessa perspectiva, é sinalizado durante o processo terapêutico uma problemática que por sua vez se

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11 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 coloca como um recurso proveniente à vários sentimentos e contribuições por parte dos pacientes e também dos integrantes que estão na condução de cada caso.

Nesse contexto, verifica-se como indicativos a fala de Brené, na qual descreveu como um dos sentimentos a ansiedade por querer saber após os atendimentos se foi bem e como se construiu esse processo com os demais colegas. A ansiedade relatada pela acadêmica também foi manifestada para se discutir e abordar as questões acerca do processo da coterapia.

Sobretudo, salientou ter sentido felicidade durante a prática e posteriormente em visualizar os resultados assertivos. Tais pontos que também foram explanados como atributos em um outro relato pela graduanda Simone, deferido da seguinte forma:

“(...) No geral, foi um misto de medo, ansiedade, tensão, incapacidade ao lidar com questões que vão além do que você pode fazer, e também felicidade ao ter resultados significativos (...)” (Cloe)

O fenômeno incitado pelo medo de errar e a responsabilidade de trabalhar com seres humanos ocasiona parcialmente com que haja uma prevalência maior diante o aumento da ansiedade. A ênfase maior se dispõe a partir do momento que há uma espera pela condução da experiência e uma semiestrutura sob os fatos que podem vim a ocorrer no transcorrer da prática, dado advindo até pelo fato do próprio preparo profissional diante o processo terapêutico em conformidade em almejar a evolução terapêutica26.

É possível captar ao decorrer das narrações que os estudantes relatam a ansiedade em paradoxo à gratificação em vivenciar esta passagem de um lugar em que estava voltado para si em prol ao outro que se coloca em evidência e em primeiro plano, advindo de uma postura profissional em que o paciente deve ser posto em primeira instância para haver uma maior assertividade e satisfação.

Na realidade direcionada ao sentimento de gratificação, confirma-se através das falas a seguir:

“(...) fiquei bastante grata por ter participado, por que ao longo das sessões fui desenvolvendo mais o sentimento de confiança, de que aquilo poderia dá certo mesmo estando insegura.”

(Lili)

“Resiliência, por figuradamente ter me adaptado e recobrado às mudanças e especificamente a esse novo método de atendimento que foi surpreendente. Gratidão também, por minha equipe ter concluído o processo com êxito ao final do processo terapêutico.” (Eduardo)

De acordo com a acadêmica nomeada com Dora; os sentimentos vivenciados são os melhores possíveis, como por exemplo, de satisfação e surpresa. Afinal, no início ela relatou que teve uma resistência no sentido de pensar se realmente funcionaria essa modalidade familiar

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12 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 de atendimento, dúvidas voltadas sobre a alternativa de que os pacientes poderiam se sentir intimidados com dois terapeutas ou a equipe. Questões também baseadas com a conexão entre terapeuta e coterapeuta, pontos que causaram após experiência uma surpresa para ela porque funcionou muito bem e obteve resultados satisfatórios.

Por fim, é importante atribuir os sentimentos como recursos de vida humana e exclusivamente como uma analogia de combustívelhumano. De acordo com Winnicott27é esfera ampla de possibilidades e situações baseadas nas emoções e no ato de sentir, neste campo, os estagiários de psicologia encontrar-se-iam em momento do desenvolvimento emocional e profissional que permeiam os próprios sentimentos em sua instância como uma metodologia executória do trabalho terapêutico, em função aos processos de reflexão e autoanálise que são característicos da atuação sistêmica.

3. Os desafios e recursos para superá-los

Todos os participantes, ao falarem sobre os desafios do uso da Coterapia e equipe reflexiva para o seu atendimento, responderam de forma diversificada sobre suas principais dificuldades, destacando questões como: realizar os encontros com a equipe reflexiva dentro da sala de atendimento, as faltas das famílias às sessões sem aviso prévio, a ausência de entrosamento e comunicação com a própria equipe, opiniões contrarias entre as equipes, e por fim a confusão relacionada à qual o lugar de terapeuta e Coterapeuta durante os atendimentos.

Vale ressaltar que todos os estudantes responderam pensando nas experiências pessoais que tiveram que enfrentar nesse tipo de atendimento.

Segundo Andersen12no que tange à prática com Equipe Reflexiva, enquanto o atendimento é conduzido pelos terapeutas, uma equipe o acompanha em silêncio, estando presente na própria sala ou por meio do espelho unidirecional. A equipe observará e escutará a interação família-terapeutas.

Esta atitude no contexto de psicoterapia pode resultar em insegurança e diversos desafios, como por exemplo, o receio de realizar intervenções na presença de outros terapeutas e situações de divergências que poderão resultar em resistência nos atendimentos, como destaca Bueno14.

Congruente com as seguintes falas:

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13 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18

“Um desafio que encontrei, mas que consegui realizar com tranquilidade, foi uma sessão com a equipe reflexiva dentro da sala. A ideia de estar dentro do setting terapêutico, observando a sessão, me incomoda [...] (Flor)

“O fato de ter uma equipe participando em conjunto dentro da sala é um momento bem complexo, o qual exige da família ou paciente, uma “mente mais aberta”. E algumas falhas que pode todas ser perceptíveis, mas que não deixam de influenciar no processo” (Cloe)

Na experiência do processo terapêutico enquanto colaboradores e aprendizes, apesar dos diversos sentimentos vivenciados e obstáculos a seres ultrapassados, como evidenciam as falas acima.

Ainda sobre esse contexto, carregado de desafios, outro aspecto levantado pelos participantes refere-se à dificuldade de encontrar famílias que aceitassem ser atendidas por tal modalidade de atendimento, relatando que quando as encontravam, estas deixavam de cumprir alguns requisitos que já haviam sido sinalizados pelos facilitadores. Como reitera as falas abaixo:

“Desafio maior que eu me lembre, foram relacionados a questões de conciliar horários, e alguns pacientes não aceitaram o modelo de atendimento...”(Maria)

“De inicio o desafio é encontrar a Família para participar do processo, tem famílias que aceita e outras não[...], no entanto, o desafio maior pra dá continuidade ao processo, foi à falta de aviso da família ao faltar nas sessões, nossa equipe chegava ao local, a família não estava e nem comparecia, [...].”(Lili)

Nem sempre os pacientes concordam e se sentem seguros com o uso de uma equipe reflexiva e Coterapeuta nutrindo os seus atendimentos, por inúmeras questões que resultam em um grande desconforto. Bueno14menciona em sua pesquisa científica sobre os atendimentos nessa modalidade, que as famílias relatam sentirem-se, inseguras quanto ao sigilo, e o impacto de mais de uma pessoa na sessão, sentem como se estivessem contra eles e sendo julgados.

A experiência enquanto coterapeuta é permeada de inúmeros desafios, e por vezes embaraços quanto a cada lugar durante o seu exercer, contudo tais entraves tendem a diminuir com o passar do tempo e com a prática.

Esta afirmação fica nítida na fala do Antunes quando narra, que em uma das sessões, enquanto Coterapeuta, por um tempo não ficou claro para os próprios, quais as funções de cada um, mas que após um tempo ele naturalmente se colocou no lugar de Coterapeuta e a outra estudante no de terapeuta. Outra fala, ainda sobre a temática, foi citada por Flor: “Terapeuta e Coterapeuta, precisam estar em sintonia, não que precisem concordar em tudo, mas que

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14 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 estejam todos/as focados/as no processo, e em um grupo que fiquei eu tinha problemas de interação com um membro, então, eu acabava refletindo sozinha, o que foge do objetivo da equipe.”

Portanto, segundo Bueno14, o processo de Coterapia também trabalhará a relação entre os terapeutas, enfatizando que ambos devem se completar na personalidade e estilo de relação, visando assim evitar situação de transtornos, e oportunizando um maior desenvolvimento para ambos.

No que tange os recursos utilizados para suprimir os desafios que emergiram durante o processo, foi abordado com ênfase às supervisões pós-atendimento─ momento destinado para incitar alguns pontos importantes que surgiram na sessão, abrindo espaço para dúvidas, questionamentos, que subsidiou tal demanda. O que proporcionou maior segurança de suas condutas, sem desconsiderar a necessidade da pesquisa, exigindo desses estudantes uma revisão constante dos pressupostos teóricos, na tentativa de consolidar a prática com a teoria agregada a novas estratégias de aplicação. Em consonância a esses aspectos, se justifica a partir das falas a seguir:

“Reunir sempre, após o atendimento e nas supervisões com a professora permitiu alcançar as estratégias necessárias para enfrentar todos osdesafios.”(Cloe)

“Discursiva entre a equipe após as sessões, leitura de materiais de apoio, aconselhamento da supervisora.” (Luíza)

Deste modo, corroborando as falas com a literatura, refletir sobre a relevância da supervisão proporciona maior esclarecimento, pois é nele onde o estudante encontrará um espaço seguro de compartilhamento, em que a produção de novos saberes é gerada e vivenciada.

Neste sentido, este espaço também pode ser compreendido como “[...] uma pratica relacional, um modo e dar sentido ao mundo [...]” e que “[...] favorecendo um olhar crítico e reflexivo sobre nossas descrições de pessoas e de mundo bem como nossas próprias propostas de intervenção28”.

CONCLUSÃO

Em consonância com os aspectos observados por intermédio da experiência dos acadêmicos, é indubitável alegar a relevância da prática reflexiva no processo terapêutico, vista como uma ferramenta imprescindível para potencialização da prática clínica.

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15 Revista das Ciências da Saúde e Ciências aplicadas do Oeste Baiano-Higia. 2021; 6(1): 1-18 Entretanto, destacam a multiplicidade de olhares como um recurso primordial e simultâneo, dado que, ao mesmo tempo em que suscita reflexões mais profundas à referida demanda, também expande suas possibilidades de intervenção. Além do mais, contempla no suporte para terapeutas que estão a iniciar seus atendimentos, que por não ainda não estão familiarizados com os processos clínicos sentem inseguros com sua prática.

O processo terapêutico nesta modalidade de atendimento, é permeado por inúmeros obstáculos, mas que não deixam de fazer parte da atuação, tanto por parte dos estagiários, em se deparar com o novo na prática, e ainda em condição de iniciantes, a harmonia entre os membros, mesmo falando em linhas distintas, quanto ao público, em resistir a participar.

Mediante a isto, as tentativas utilizadas para superar os desafios foram efetivas de modo a favorecer a prática reflexiva, logo se entende que essa modalidade é um processo complexo e em virtude disso necessita de um maior empenho individual para que esse propósito de trabalho em equipe ocorra em constante sintonia.

Por fim, é importante atribuir os sentimentos como um processo de humanização, no qual é disposto sob o profissional de modo à complementar e agregar na atuação. Fenômeno associado à uma esfera ampla de possibilidades e situações baseadas nas emoções e no ato de sentir. Nesta perspectiva, os estagiários de psicologia encontraram-se em momento do desenvolvimento emocional e profissional que permeiam os próprios sentimentos em sua instância como uma metodologia executória do trabalho terapêutico, em função aos processos de reflexão e autoanálise que são característicos da atuação sistêmica.

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