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PHOENIX BUSINESS SCHOOL

ÉTICA NA FORMAÇÃO DO EDUCANDO

Pesquisador MA. Ramiro Thamay Yamane, Mba in Gestão Educacional, Doutorando em Administração PIU/AW.

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Ramiro Thamay Yamane

ID: 2-2008/00032

Endereço eletrônico; [email protected]

ÉTICA NA FORMAÇÃO DO EDUCANDO

Trabalho apresentado ao Professor Dr. Daniel Machado, como comprimento, da disciplina de Filosofia ética e Cidadania

,

do curso de Mestrado em Educação.

Tókio Japão

05.03.2009

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1-INTRODUÇÃO:

Temos como objetivo neste artigo cientifico apresentar uma análise sobre quais as implicações da ética na educação, a fim de refletir sobre qual a sua importância na formação do educando para a conquista da sua cidadania. Buscamos textos de autores como Carbonara, Freire, Tieppo e Silveira. A partir da conceituação de ética, educação e cidadania acreditamos apresentar fundamentos que servirão como suporte teórico para uma ação docente mais ética.

Entendemos que seja senso comum no contexto educacional a afirmação de que a escola deve usar a sua ação pedagógica na formação do cidadão, isto é, deve desenvolver as potencialidades dos indivíduos para sua conquista de cidadania.

Existe uma queixa freqüente quanto à falta de ética na nossa sociedade. Essa ausência de critérios éticos se reflete não só na filosofia de vida que norteia a prática cotidiana, mas de modo geral na sociedade como um todo em várias esferas: política, industrial, comercial, assim como naquilo que é veiculado pelas diferentes mídias.

Estamos inseridos numa sociedade, em que a falta de respeito ao ser humano é freqüente. A partir de uma investigação bibliográfica, buscamos conhecer quais as implicações da ética na educação. Assim, propomos uma reflexão sobre qual a importância da ética na formação do educando para a conquista de sua cidadania, numa tentativa de conceituar ética e cidadania.

Formular uma educação ética não é fácil. O Estado autoritário, o proselitismo das religiões e democracia laica com sua visão puramente temporal do ser humano, constitui-se em fatores que dificultam essa formulação, mas o educador não pode desistir de buscar um caminho para formar a consciência da juventude, pois é a partir dela que se pode construir uma sociedade de justiça e liberdade.

É nossa intenção neste artigo, identificar e refletir sobre os discursos éticos e as idéias valorativas para buscar a compreensão das implicações da ética e cidadania na educação.

Buscamos para esta análise e reflexão autores como Carbonara, Freire, Tieppo e Silveira.

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2-O PROFESSOR DEVE SER O PRIMEIRO A AGIR COM ÉTICA

A ética busca o fundamento das normas morais. Sua função é a mesma de toda a teoria: explicar, esclarecer ou investigar uma determinada realidade, elaborando os conceitos correspondentes. A ética deve estar impregnando as ações de cada dia, seja dentro da sala de aula ou fora dela. Ela está em todo lugar. Se considerarmos a ética como normas de conduta que empregamos nas relações humanas, então ela faz parte do nosso dia-a-dia tanto quanto a respiração. A necessidade de elaborar uma ética a partir do sujeito, não tem a pretensão de modelar o educando e sim de fornecer elementos para que ele mesmo encontre o caminho da convivência na liberdade. Desta maneira, a comunidade humana é o educador ético por excelência; buscando conhecer os fatores culturais que condicionam a maneira de pensar a vida humana pela juventude de hoje, buscando assim uma ética para o nosso tempo.

Freire, (1979, p. 30) afirma, “o homem está no mundo e com o mundo. Se apenas estivesse no mundo não haveria transcendência nem se adjetivaria a si mesmo”. O autor considera que há diferença entre estarmos no mundo, ou seja, poder agir constantemente, pôr- se para além de toda obviedade, sendo autônomos e auto-suficientes, tendo o nosso próprio modo de ser e, nesse sentido, dispormo-nos com uma dimensão de criação, sempre conscientes de nossos atos e com respeito ao próximo.

Família e escola não são vistas como simples reflexos passivos da sociedade em geral, mas são detentoras da condição de articulação para reagir à situação vigente, desde que motivadas para tal, o que poderia acontecer se dotadas de mecanismos específicos de educação ética. Entende que a população de certo modo já começa a tomar consciência dessa ausência de critérios éticos na vida cotidiana.

Entretanto, é bom estar atento porque o indivíduo não é uma molécula livre e é influenciado por muitas implicações no aplicar a sua ética, ele estabelece relações bastante complexas nas principais instâncias sociais: no econômico, ao trabalhar e consumir; no cultural, ao aprender e criar, no político, ao reivindicar e consentir e no social, ao participar e receber.

Essas relações não são tão harmoniosas. Nelas aparece o conflito ético. Surge o campo dos valores, e o seu portador é o indivíduo ético. De um lado há a tendência à manutenção de padrões estéticos, sociais, lingüísticos, etc.; De outro lado, há um movimento no sentido da produção de inovações que rompem com a normatividade tradicional, a busca da cidadania.

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3-CIDADANIA, É CAMINHO PARA AS MUDANÇAS?

Segundo Betinho, o grande impulsionador da Ação de Cidadania, o caminho para se mudar um país depende principalmente da sua cultura e de seus valores éticos. Ele julgava que a TV, de um modo geral, era antiética, porque não conclama os cidadãos para o protagonismo político, nem os educando nos valores fundamentais para a vida em comum.

Então, ele nomeia e privilegia os princípios, os quais julgava mais essenciais para a participação política dos cidadãos: igualdade, solidariedade, diversidade para se formar uma sociedade democrática.

Todavia não há como estabelecer relações entre as teorias acima com a realidade escolar do dia de hoje.

Não é fácil falar em uma cidadania justa com crianças de 12 anos sendo abusada pelos pai; respeito ao próximo quando sua mãe esta presa, porque pegou um pacote de bolacha no mercado para matar a fome dos filhos. O que nós educadores podemos ostentar para o nosso aluno que isto não é correto?

Na atualidade contamos com demasiadas informações sejam elas por televisão, internet, rádio, etc., não dando a oportunidade de a criança absorver o que aprende de um modo certo e discutível. Como explicar aos alunos o que se deve ou não fazer, o que é cidadania, política, ética, tendo tantos exemplos fora do eixo educativo docente.

Na escola nós educadores, temos que ter a consciência de criar situações de aprendizagem que possibilitem a construção de conhecimentos junto aos nossos alunos, com muita sabedoria e humildade, porque todo ser é único com um conhecimento próprio, ampliado em uma determinada área, fazendo com que nossos educados se tornem cidadãos, dignos e auto suficientes, com responsabilidades e respeito ao próximo.

Sabemos que, mesmo vivendo numa sociedade injusta e desumana, o melhor é acreditar que ele é capaz de formar a sua opinião, que o caráter de um ser vale mais que qualquer fortuna. Pode não existir igualdade e solidariedade, mas nós temos que formar uma sociedade digna, politicamente ética e respeitada.

Freire acredita que o ser humano é um ser social, e como tal deverá atuar como um agente de transformação social em busca de sua condição cidadão.

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CONCLUSÃO:

Após esta breve reflexão concluímos que a ética nos mostra os parâmetros entre o que deve ser certo e errado para um, mas pensando de forma coletiva o que deve ser de direito de todos.

Exercer a cidadania é praticar a solidariedade pensando não somente em si, mas no seu próximo, seja ele o mais próximo de todos, seu colega, seu irmão, etc.

A escola é o primeiro meio social que um ser convive então fazer deste espaço, um espaço de conhecimento múltiplo, onde priorize o respeito, a educação, a honestidade, dentro disto contextualizando a aplicação da ética e cidadania. Dando a percepção e “sabedoria” de discernir o que poder ser correto na conduta de sua vida diária.

Todo e qualquer ser humano tem o seu espaço, o seu direto e a sua liberdade, para conquistar sua independência.

Existem três palavras que exercem um tamanho poder que se usados de forma correta e em prol de todos é o caminho para uma sociedade harmoniosa: liberdade, igualdade e fraternidade.

Dentro da teoria do Freire, existe uma discordância entre os educadores e o que ele defende. Freire acredita numa educação democrática, livre e socialista, mas encontramos grande parte dos educadores que se confundem a democracia com “o faço o que eu digo e pronto”. Educação livre com educação libertina, ou seja, o aluno pode tudo e pronto.

Há professor diz:“fique quieto pois é só eu que sei”, tenho mais estudos que você.

Ao contrário, o aluno tem que ter liberdade de aprender dentro de suas condições e realidade. A educação é o aprender em grupo e o ensinar com um conjunto.

Aprender com o outro num relacionamento envolvente e significante é exercer a humanidade em sua plenitude; é a condição de sermos uns-com-os outros inerentes à nossa própria experiência.

(Luciana Cavanellas – In Revista Psicologia/2006)

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

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BITTAR, Eduardo C. B. O Direito na Pós-Modernidade. Ed. Forense Universitária. Rio de Janeiro. 2005.

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CARBONARA, Vanderlei; SAYÃO, Sandro. Fundamentos da Educação; Filosofia;

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DALLARI, Dalmo. A cidadania e sua história. IN.: CD-ROM Enciclopédia Digital Direitos Humanos II. 2005.

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Referências

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