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CHAGA MUSHROOM. Considerações iniciais

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Academic year: 2021

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CHAGA MUSHROOM

Informações técnicas

Nome científico:

Inonotus obliquus

Nome popular: Cogumelo chaga

Família:

Hymenochaetaceae.

Parte Utilizada

: Micélio

Padronização: 40% em polissacarídeos

Considerações iniciais

Inonotus obliquus é uma espécie de grande importância terapêutica dentre os cogumelos

medicinais. A presença de compostos fenólicos, glucanos e triterpenoides em sua composição, apontam um claro potencial antioxidante e protetor genético, garantidores da longevidade e da preservação da qualidade de vida de seus utilizadores. Em consequência, possui reconhecida avaliação científica quanto às atividades antitumorais em diversos modelos e tipos de cânceres (ZHONG X. H. et al. 2011; BURCZYK J. et al. 1996; LEE, S. H. et al. 2009; YOUN M. J. et al. 2008; NOMURA, M. et al. 2008; CHUNG, M. J. et al. 2010; NAKAJIMA, Y. et al. 2009; PARK, J. R. et al. 2006), atua ainda como imunomodulador ao promover a linhagem leucocitária, IL-6 e diminuição de TNF-α ( KIM, Y. O. et al. 2005; WASSER, S. P. 2002); atividade hipoglicemiante e hipolipêmica apreciada em modelos experimentais pré-clínicos de consistente observância metodológica (MIZUNO, T. et al. 1999; SUN, J. E. et al. 2008; XU, X. et al. 2010).

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Indicações e ações farmacológicas

Atividade antitumoral

Dentre os modelos experimentais sobre diferentes tipos de canceres, o estudo de ZHONG X. H. e colaboradores (2011) descreveram um efeito significativo da espécie na inibição do crescimento de células de carcinoma pulmonar pelo triterpenóide inotodiol fitoconstituinte. Outros efeitos anticarcinogênicos foram atribuídos ao I. obliquus por ZHONG X. H. et al. 2011; BURCZYK J. et al. 1996; LEE, S. H. et al. 2009; YOUN M. J. et al. 2008; NOMURA, M. et al. 2008; CHUNG, M. J. et al. 2010; NAKAJIMA, Y. et al. 2009; PARK, J. R. et al. 2006. Nestes trabalhos, foi demonstrada uma ação antitumoral significativa sobre carcinomas hepáticos, do cólon e cervical. NAKAJIMA, Y. et al. (2009) mostraram que os compostos fenólicos do extrato metanólico de I. obliquus possui uma toxicidade alvo contra várias linhas de células cancerosas, sem a observação de efeitos citotóxicos contra as células normais. Devido às atividades oncostáticas demonstradas por I. obliquus, SONG, Y. e colaboradores 51 propuseram o uso dos complexos polissacarídeos e triterpenóides da espécie como um componente inibidor heterogêneo da proliferação de células cancerígenas. Os dados em questão foram corroborados por WON, D. P. et al. (2011), que mostraram que doses orais destes complexos polissacarídicos de I. obliquus suprimiam também o crescimento de algumas estirpes de melanomas.

Os resultados encontrados nesses diferentes estudos, apontam que a atividade antitumoral da espécie se deve principalmente pela indução da apoptose das células cancerígenas e inibição de seu crescimento através do up-regulation das proteínas pró-apoptóticas e

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Atividade imunomoduladora

Já são amplamente reconhecidas as propriedades imunomoduladoras de muitos basidiomicetos, entre eles I. obliquus discutido extensamente por WASSER, S. P (2002). Em um modelo experimental que simula a imunodepressão estabelecida pela

ciclosfosfamida – fármaco alquilante da classe das mostardas nitrogenadas, comumente

utilizada no tratamento de alguns cânceres, o extrato aquoso de I. obliquus foi capaz de promover as unidades formados de colônias de macrófagos/granulócitos, e da linhagem eritróide em células medulares, com regularização de tais linhagens a partir dos primeiros 8 dias de administração em comparação com o grupo controle. A administração oral do extrato também foi capaz de aumentar os níveis séricos de IL-6 e diminuir os níveis de TNF-α frequentemente associados a condições patológicas. Tais resultados sugerem fortemente o potencial do extrato de Inonotus obliquus como um promotor/ imunomodulador durante quimioterapias (KIM, Y. O. 2005).

Atividade antioxidante

Diversos estudos conseguiram contemplar a atividade antioxidante derivada, sobretudo, dos compostos polifenólicos pertencentes à espécie I. obliquus (ZHENG, W. et al. 2009; PARK, Y. K. et al; 2009; SONG, H. S. et al, 2004). Esta atividade se deve tanto a neutralização direta dos radicais livres através dos agrupamentos hidroxila inerentes à molécula, quanto a uma atividade promotora modesta - porém não insignificante, dos antioxidantes endógenos catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase, determinados em modelos pré-clínicos (SUN, J. E. et al. 2008; XU, X. et al. 2010).

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Atividade hipoglicemiante e hipolipêmica

Este tipo de atividade proporcionada pela espécie I. obliquus foi revelada em experimentos pré-clínicos de diabetes induzida por aloxano (SUN, J. E. et al. 2008; XU, X. et al. 2010). SUN, J. E. e colaboradores (2008) observaram uma redução média da glicemia sérica ao longo das 3 semanas de testes, de até 31,30%. O tratamento também foi eficaz em reduzir as concentrações de ácidos graxos livres, colesterol total, triglicerídeos e LDL, aumentando efetivamente as concentrações de HDL e potencializando as ações das enzimas antioxidantes catalase, superóxido dismutase e glutationa peroxidase. Ademais, a avaliação histológica posterior demonstrou um potencial restaurador do tecido pancreático lesionado pela indução do diabetes mellitus através da droga aloxano.

No estudo mais recente realizado por XU, X. e colaboradores (2010), uma redução média ainda mais significativa foi demonstrada após 21 dias de tratamento com a espécie de

Inonotus obliquus – 36,6%; comparativamente com os 36,71% de redução glicêmica

alcançada no mesmo período com o grupo de controle positivo glibenclamida.

Ambos os estudos concluem seguramente que a espécie Inonotus obliquus possui significativa atividade hipoglicemiante e hipolipemiante, capaz ainda de aumentar as atividades intrínsecas dos antioxidantes endógenos e por consequente reduzir a morbidade das patologias diabetes e hipercolesterolemia, resultando em melhor qualidade de vida e longevidade.

Toxicidade/Contraindicações

A administração oral de Inonotus obliquus, nas doses recomendadas, apresenta boa tolerabilidade. Inonotus obliquus não apresenta estudos de segurança em crianças e gestantes. Utilizar com cautela em pacientes que façam uso concomitante de fármacos hipoglicemiantes.

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Dosagem e modo de usar

Posologia: Utilizar uma dose de 400 - 800 mg, duas vezes ao dia.

Referências

BALANDAYKIN, M. E. & ZMITROVICH, I. V. Review on Chaga Medicinal Mushroom, Inonotus obliquus (Higher Basidiomycetes): Realm of Medicinal Applications and Approaches on Estimating its Resource Potential International Journal of Medicinal Mushrooms, 17(2), pp. 95–104 (2015).

BURCZYK J. et al. Antimitotic activity of aqueous extracts of Inonotus obliquus. Boll Chim. Farm.;135(5), pp. 306–309, (1996).

CHUNG, M. J. et al. Anticancer activity of subfractions containing pure compounds of Chaga mushroom (Inonotus obliquus) extract in human cancer cells and in Balbc/c

mice bearing Sarcoma-180 cells. Nutr. Res. Practice.;4(3), pp. 177–182, (2010).

HAM, S. S. et al. Antimutagenic effects of subfractions of Chaga mushroom (Inonotus obliquus) extract. Mutat Res/Genet Toxicol Environment Mutagenesis.; 672(1), pp. 55–59, (2009).

KIM, Y. R. Immunomodulatory activity of the water extract from medicinal

mushroom Inonotus obliquus. Mycobiology.;33 (3), pp. 158–162, (2005).

KIM, Y. O. Immuno-stimulating effect of the endo-polysaccharide produced by

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LEE, S. H. et al. Antitumor activity of water extract of a mushroom, Inonotus obliquus,

against HT-29 human colon cancer cells. Phytotherapy Res.;23(12), pp. 1784–89,

(2009).

NAKAJIMA, Y. et al. Cancer cell cytotoxicity of extracts and small phenolic

com-pounds from Chaga [Inonotus obliquus (Persoon) Pilot. J. Med. Food.;12 (3), pp. 501

507. (2009).

NOMURA, M. et al. Inotodiol, a lanostane triterpenoid, from Inonotus obliquus inhibits cell proliferation through caspase-3-dependent apoptosis. Anticancer Res.;28(5A), pp. 2691– 2696, (2008).

PARK, J. R. et al. Reversal of the TPA-induced inhibition of gap junctional intercellular communication by Chaga mushroom (Inonotus obliquus) extracts: Effects on MAP

kinases. BioFactors.;27 (1–4), pp. 147– 155, (2006).

PARK, Y. K. et al. The improvement of Chaga mushroom (Inonotus obliquus) extract supplementation on the blood glucose and cellular DNA damage in

streptozotocin-induced diabetic rats. Korean J Nutr.;42 (1), pp. 5–13, (2009).

SONG, Y. et al. Identification of Inonotus obliquus and analysis of antioxidation and

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SONG, H. S. et al. Downregulatory effect of AGI-1120 (Nβglucosidase inhibitor) and

Chaga mushroom (Inonotus obliquus) on cellular NF-kβ activation and their

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SUN, J. E. et al. Antihyperglycemic and antilipidperoxidative effects of dry matter of culture broth of Inonotus obliquus in submerged culture on normal and

alloxan-diabetes mice. J. Ethnopharmacol.;118 (1), pp. 7–13, (2008).

WASSER, S. P. Medicinal mushrooms as a source of antitumor and

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XU, X. et al. Antihyperglycemic and antilipidperoxidative effects of polysaccharides extracted from medicinal mushroom Chaga, Inonotus obliquus (Pers.: Fr.) Pilat (Aphyllophoromycetideae) on alloxan-diabetes mice. Int. J. Med. Mushrooms.;12 (3), pp. 235–244, (2010).

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ZHENG, W. et al. Oxidative stress response of Inonotus obliquus induced by

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