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COLEÇÃO. SANTARÉM, 2013

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Academic year: 2021

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ISSN 1808-3072

VIII Congresso de Ciência

e Tecnologia da Amazônia

XIII Salão de Pesquisa e

Iniciação Científica do Ceuls/Ulbra

Pesquisa,

Educação e

Inovação

Santarém/PA

2013

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VIII Congresso de Ciência

e Tecnologia da Amazônia

XIII Salão de Pesquisa e

Iniciação Científica do Ceuls/Ulbra

Pesquisa,

Educação e

Inovação

Santarém/PA

2013

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Organização do Evento: Coordenação de Pós- Graduação, Pesquisa e Extensão Anais do VIII Congresso de Ciência e Tecnologia da Amazônia e XIII Salão de Pesquisa e

Iniciação do CEULS/ULBRA Santarém

Organização e Editoração Eletrônica dos Anais: Igo Tarcio Ramos de Menezes, Maria Viviani Escher Antero

Direitos desta edição são reservados ao

Centro Universitário Luterano de Santarém – CEULS/ULBRA

CEP: 68025 – 000 – Santarém – PA Fone/Fax: (0xx93) 3524-1055 E-mail: [email protected]

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VIII CONGRESSO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA AMAZÔNIA E XIII SALÃO DE PESQUISA E INICIAÇÃO CIENTIFICA DO CEULS/ULBRA

TEMA: PESQUISA, EDUCAÇÃO E INOVAÇÃO 06 a 08 DE NOVEMBRO DE 2013

COMUNIDADE EVANGÉLICA LUTERANA SÃO PAULO Presidente: Adilson Ratund Vice-Presidente: Jair de Souza Junior UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL Reitor: Marcos Fernando Ziemer Pró-Reitor de Planejamento e Administração: Romeu Forneck Pró-Reitor Acadêmico: Ricardo Willy Rieth Pró-Reitor Adjunto de Ensino Presencial Pedro Antonio González Hernández Pró-Reitor Adjunto de Ensino a Distância:Pedro Luiz Pinto da Cunha Pró-Reitor Adjunto de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação:Erwin Francisco Tochtrop Júnior Pró-Reitor Adjunto de Extensão e Assuntos Comunitários:Valter Kuchenbecker Capelão geral: Pastor Lucas André Albrecht

CENTRO UNIVERSITÁRIO LUTERANO DE SANTARÉM Diretor Geral: Ildo Schlender Capelão: Rev. Maximiliano Wolfgramm Silva Coordenação de Pesquisa, Pós-Graduação e Extensão: Maria Viviani Escher Antero Coordenador de Ensino: Celso Shiguetoshi Tanabe

COMISSÃO EDITORIAL Igo Tarcio Ramos de Menezes Maria Viviani Escher Antero COMISSÃO CIENTÍFICA Manuel Elbio Aquino Sequeira Rosangela Maria Lima de Andrade Paula Cristina Galdino de Oliveira Izabel Alcina Soares Evangelista Carlos Alberto Pedroso Araujo Fernando Augusto Ferreira do Valle Alberto Soares Evangelista

Damião Pedro Meira Filho

Leila Fatima Oliveira De Jesus Robert Marialina Correa Sobrinho

Cleyton André Maia Dos Santos Marilza Serique dos Santos CORRESPONDÊNCIA

Av. Sergio Henn, 1787, Bairro Diamantino CEP: 68025 – 000 – Santarém – PA Fone/Fax: (0xx93) 3524-1055 E-mail: [email protected]

C749 Congresso de Ciência e Tecnologia da Amazônia (8. : 2013: Santarém, PA).

Caderno de resumos do Salão de Pesquisa e Iniciação Científica do CEULS ULBRA Santarém: Pesquisa, educação e inovação. (n. 13, 2013) / Centro Universitário Luterano de Santarém. CEULS/ULBRA, 2013.

ISSN 1808-3072. 38 resumos. 190 p.

Evento realizado em Santarém, no Centro Universitário Luterano de Santarém nos dias 6 a 8 de novembro de 2013.

1. Pesquisa Científica. 2. Resumos científicos, I. Centro Universitário Luterano de Santarém. II. Educação e Ciência. III. Título.

CDU 001.891

BIBLIOTECA MARTINHO LUTERO / SETOR DE PROCESSAMENTO TÉCNICO / SANTARÉM – PA Bibliotecária Renata Ferreira – CRB-2/1440

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SUMARIO

APRESENTAÇÃO 7

CIÊNCIAS AGRARIAS 8

ANÁLISE QUALITATIVA DA ANTIBIOSE DE ACTINOBACTÉRIAS NA FRENTE AOS FITOPATÓGENOS Fusarium sp. , Pestalotiopsis spp. E Rhizoctonia sp. ISOLADOS DE ESPÉCIES

FLORESTAIS. 9

BIOCONTROLE DE ACTINOBACTÉRIAS NA INIBIÇÃO DE FUNGOS FITOPATOGÊNICOS

Fusarium sp. e Pestalotiopsis sp. ISOLADOS DE ESPÉCIES FLORESTAIS 14 DIFERENTES METODOS DE QUEBRA DE DORMÊNCIA NAS SEMENTES DE JATOBÁ 19 IDENTIFICAÇÃO E MANEJO DAS PLANTAS DANINHAS NA ACULTURA DA SOJA (Glycine

max L.) NO PLANALTO SANTARENO 24

ROTAÇÃO DE CULTURAS DE FEIJÃO CAUPI E GIRASSOL PARA FORMAÇÃO DE

PASTOS APÍCOLAS 28

VARIAÇÃO NA TEMPERATURA DO SOLO EM TRÊS PROFUNDIDADES EM LATOSSOLO AMARELO MUITO ARGILOSO NA CULTURA DO MILHO NO OESTE PARAENSE 33

CIÊNCIAS BIOLOGICAS 37

ANTIBIOSE DE Streptomyces aureus FRENTE A MICRORGANISMOS DE INTERESSE

CLÍNICO 38

ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Cymbopogon citratus (DC) Stapf.

(Capim limão) SOBRE ENTEROBACTÉRIAS 43

AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIFÚNGICA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Ocimum basilicum L

(ALFAVACA) FRENTE À Candida albicans 47

DETERMINAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA DO ÓLEO ESSENCIAL DE Aniba

parviflora (Macacaporanga) EM FUNÇÃO DA SAZONALIDADE 52

PRÁTICAS EDUCACIONAIS MULTICULTURAIS: O ENSINO DE CIÊNCIAS, EM LIBRAS,

PARA OUVINTES 57

CIÊNCIAS DA SAUDE 62

A IMPORTÂNCIA DA PROMOÇÃO DA ALIMENTAÇÃO INFANTIL SAUDÁVEL DENTRO DA ASSISTÊNCIA À SAÚDE COMO MEIO PREVENTIVO CONTRA A OBESIDADE: UMA

REVISÃO DA LITERATURA 63

GINÁSTICA LABORAL: SAÚDE E BEM ESTAR NO TRABALHO 67

IDENTIFICAÇÃO DE FUNGOS ANEMÓFILOS EM AMBIENTE HOSPITALAR 72 INDÍCIO DE CONTAMINAÇÃO AMBIENTAL DO RIO TAPAJÓS, EM SANTARÉM-PA, A PARTIR DA ANÁLISE DE MICRONÚCLEO EM ERITRÓCITOS DE P. FLAVIPINNIS

(PISCES) 77

CIÊNCIAS EXATAS 82

CAMINHOS PARA PRODUÇÃO DE DOCUMENTOS DIGITAIS NO FORMATO EPUB 83 CRIAÇÃO DE UMA API PARA DESENVOLVIMENTO DE APLICAÇÕES COM

INTERFACE GRÁFICA PARA DESENVOLVEDORES 88

OS JOGOS DIGITAIS E SUAS INFLUÊNCIAS 92

PERÍCIA FORENSE 96

UMA VISÃO GERAL SOBRE PROJETOS DE CIDADES INTELIGENTES 99

CIÊNCIAS HUMANAS 104

ANÁLISE DA INFRAESTRUTURA DOS LABORATÓRIOS DE INFORMÁTICA NAS ESCOLAS MUNICIPAIS DE ENSINO FUNDAMENTAL DA ÁREA URBANA DE

(6)

FATORES DE INDISCIPLINA RECORRENTE NA ESCOLA 109 INDISCIPLINA NA ESCOLA: O QUE DIZ O REGIMENTO ESCOLAR E O LIVRO DE OCORRÊNCIA DE UMA ESCOLA PUBLICA ESTADUAL NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM –

PARÁ? 113

“JÁ OUVI FALAR DESSA LEI, MAS RARAMENTE USO”: UM ESTUDO DE CASO SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.639/03 NA ESCOLA RIO TAPAJÓS EM SANTARÉM-PARÁ 117 PERCEPÇÃO DOS ALUNOS DE GRADUAÇÃO SOBRE O TRABALHO DE CONCLUSÃO DE

CURSO 122

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO: O PLANEJAMENTO COMO INSTRUMENTO DE

CONSTRUÇÃO COLETIVA E FORMAÇÃO PEDAGÓGICA 127

RELATO DE EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM EDUCAÇÃO FÍSICA NA

EDUCAÇÃO INFANTIL 132

O CONSTRUTIVISMO E O USO DAS TIC’s: PRÁTICAS PARA A DESCOLONIZAÇÃO DOS CURRÍCULOS ESCOLARES E INCENTIVO À EDUCAÇÃO NO CONTEXTO DOS

DIREITOS HUMANOS E DAS RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS 137

COMO OPERAR COM AS IMAGENS E REPRESENTAÇÕES: UMA ANÁLISE

FOUCAULTIANA 142

CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS 146

A PARTICIPAÇÃO DO IDOSO NOS PROGRAMAS SOCIOASSISTENCIAIS: PROTEÇÃO

BÁSICA E AS MEDIAÇOES DO ASSISTENTE SOCIAL 147

IDENTIDADE DE GÊNERO E ORIENTAÇÃO SEXUAL NO PROGRAMA PROJOVEM

ADOLESCENTE 152

O PAPEL DO SETOR DE RECURSOS HUMANOS (RH) NAS EMPRESAS 157

PRODUÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DA FIBRA DE CURAUÁ ACOMPANHADA PELO

CEAPAC NO MUNICÍPIO DE SANTARÉM – PARÁ. 160

O ACESSOÀ ÁGUA NO BAIRROÁREA VERDE: DIREITO À VIDA E À SAÚDE. 163 O ESTUDO SÓCIOECONÔMICO DAS FAMÍLIAS RESIDENTES NO BAIRRO DA NOVA REPÚBLICA NA CIDADE DE SANTARÉM-PARÁ: SUPERANDO AS DESIGUALDADES SOCIAIS OU CRIANDO DEPENDENTES DAS POLÍTICAS PÚBLICAS E MÍNIMOS SOCIAIS? 169 ENTRE A OBRIGATORIEDADE DA LEI E A PRÁTICA DOCENTE: UMA ANÁLISE SOBRE A LEI 10.639/2003

174

ENGENHARIAS 179

CONCRETO COM ADIÇÃO MINERAL: CINZA (SÍLICA) DA FIBRA DE BANANEIRA 180

LINGUISTICA, LETRAS E ARTE 184

A REPRESENTAÇÃO SOCIAL DE UNIVERSITARIOS SANTARENOS QUANTO AO CONCEITO DE MEIO AMBIENTE: UM ESTUDO DE CASO EM SANTARÉM-PA 185

(7)

APRESENTAÇÃO

O Congresso de Ciência e Tecnologia da Amazônia ocorre de dois em dois anos,

e o Salão de Iniciação Científica, anualmente, ambos no mês de novembro desde

o ano de 2000. Este acontecimento é uma iniciativa do CEULS/ULBRA que tem

ampla repercussão entre a comunidade acadêmica regional. Dentre os seus

objetivos podemos destacar o incentivo à produção científica, de modo a

aumentar quantitativa e qualitativamente a pesquisa, fortalecendo-se assim o

desenvolvimento científico regional. Visa ainda promover um espaço de

constante atualização da comunidade acadêmica, bem como promover um

espaço de articulação entre ensino, pesquisa e extensão. Reafirma-se, assim, o

pacto pela excelência.

Estes eventos oferecem a oportunidade de divulgação científica em três

instâncias: a publicação de resumos em anais, a apresentação na forma de

pôsteres e a comunicação oral. Como uma forma de incentivo à melhoria da

qualidade das publicações, é oferecida ainda uma premiação àqueles alunos de

Iniciação Científica que se destacarem no evento.

A temática central do VIII Congresso de Ciência e Tecnologia da Amazônia e

do XIII Salão de pesquisa e Iniciação Científica baseia-se na Pesquisa,

Educação, e Inovação.

Sejam bem vindos a este espaço aberto à publicação e debate pela pesquisa.

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ANÁLISE QUALITATIVA DA ANTIBIOSE DE ACTINOBACTÉRIAS NA

FRENTE AOS FITOPATÓGENOS Fusarium sp. , Pestalotiopsis spp. E

Rhizoctonia sp. ISOLADOS DE ESPÉCIES FLORESTAIS.

Sara Freitas de Sousa1 Katrine Escher2

[email protected] RESUMO - As actinobactérias também conhecidas como actinomicetos são constituídas por um grupo variado de bactérias filamentosas, que morfologicamente são caracterizadas como gram positivas, aspecto microscópico comum entre elas, e são utilizadas na antibiose de fitopatógenos. Para o teste inicialmente foi feito o isolamento dos fitopatógenos pelo método indireto das folhas; para o isolamento das actinobactérias foi através da diluição seriada do solo. Para o teste qualitativo, foi feito com os isolados selecionados (EC 33, EC 47, EC 10, EC 34) para verificar antibiose sobre Pestalotiopis sp. isolado de Maçaranduba, Pestalotiopsis isolado de Andiroba,

Fusarium sp. e Rhizoctonia. Foram inoculados concomitantemente isolados de actinobactérias e discos (bloco de

gelose ). Cada placa contendo meio ISP2, recebeu um disco do patógeno ao centro e quatro isolados de actinobactérias dispostos em cruz, ao redor do inóculo de fungo com 30mm de distância do mesmo. Com controle foi inoculado apenas o patógeno no meio da placa. O ensaio de antibiose foi realizado em duplicata. Actinobactérias foram caracterizadas através da morfologia. No teste qualitativo o isolado EC 34 mostrou efeito significativo para Fusarium sp. e Pestalotiopsis sp com halo de inibição de 17mm e 12mm, respectivamente. Os demais isolados apresentaram halos inferiores, descrevendo atividade baixa.

PALAVRAS-CHAVE:Actinobactérias, Bloco de Gelose, Fitopatógenos.

INTRODUÇÃO: As actinobactérias também conhecidas como actinomicetos são constituídas por um grupo variado de bactérias filamentosas, que morfologicamente são caracterizadas como gram positivas, aspecto microscópico comum entre elas, além de possuírem alto conteúdo de G+C (guanina e citosina) em seu ácido desoxirribonucleico (DNA), variando o percentual desse conteúdo entre os gêneros. Podem ser aeróbicas, anaeróbicas ou microaerófilas. Morfologicamente se desenvolvem semelhante aos fungos, na forma de hifas, porém estas estruturas apresentam diâmetros menores, se assemelhando de forma fisiológica com as bactérias (LACAZ et al., 2002; SULTAN et al., 2002).

Espécies de Rhizoctonia retardam a emergência de plântulas, ocasiona o apodrecimento da semente e o tombamento da planta (Baker, 1970). O controle químico para esse fitopatógeno muitas vezes se torna inviável, em razão dos efeitos deletérios no solo, além de favorecer a seleção de formas mais resistentes desse fungo (Cardoso, 1990); daí a importância de estudos a outras formas de controle para esse fitopatógeno.

O gênero Pestalotiopsis é complexo e pode ser difícil de classificar ao nível de espécies, porque características como estrutura de frutificação, comprimento e morfologia dos conídios, tendem a variar dentro das espécies e também com qualquer mudança no ambiente (KARAKAYA, 2001). Além dos caracteres morfológicos variáveis, muitas espécies têm sido

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Acadêmica do 7º Semestre de Engenharia Florestal IBEF/UFOPA

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relatadas como novas devido à associação com um novo hospedeiro. Em vista disso, alguns autores propõem que, quando uma nova espécie de Pestalotiopsis for descrita, os caracteres morfológicos devem ter prioridade sobre associação como hospedeiro e que informações filogenéticas moleculares também sejam consideradas, para diferenciar o novo táxon das outras espécies congenéricas (JEEWON et al., 2004).

O fungo Fusarium sp. é encontrado no solo, vegetais e nos frutos maduros. As colônias de Fusarium são brancas e aveludadas e à medida em que os conídios vão sendo produzida, sua textura torna-se lanosa ou algodonosa. Uma grande variedade de cores pode ser produzida, desde cinza sobre uma superfície branca, amarelo sobre uma superfície marrom, cor de rosa sobre uma superfície violeta ou cor de couro cru sobre uma superfície verde pálido. As colônias, na maioria das vezes, são de cor rosa e violeta. Manchas de pigmentos mais escuros, com uma periferia mais clara, aparecem no centro das colônias (FISH et al 2001).

Levando em consideração o grande potencial biotecnológico das Actinobactérias no controle biológico de fungos fitopatogênicos o presente estudo objetivou avaliar o antagonismo de Actinobactérias sobre os fungos Fusarium sp. e Pestalotiopsis sp. isolados de Maçaranduba e Pestalotiopsis isolado de Andiroba e Rhizoctonia.

MÉTODO: O isolamento dos fungos fitopatogênicos foi realizado através do método indireto, retirando-se pedaços pequenos (5mm) da interseção do tecido doente e do tecido sadio, correspondendo a aproximadamente 20 pedaços, os quais foram inicialmente imersos em solução de álcool 70% por 15 segundos, seguido de hipoclorito a 2% por 3,6,9,12,15 segundos e lavagem em água estéril, sendo transferido para um papel de filtro estéril para a remoção do excesso de água, e por fim foram inseridos na placa para a observação do crescimento fúngico para posterior repique e identificação do fungo. Para o isolamento dos actinomicetos, foram coletados 10g de solo rizosférico da planta medicinal Melissa oficinallis (Erva cidreira), sendo posteriormente diluído em 90 mL de solução tampão fosfato para o preparo das diluições seriadas 10-1 à 10-5. Uma alíquota de 100 µl das diluições 10-3, 10-4 e 10- 5

foram semeadas em meio Arginina levedura ágar (ALA) e HumicAcid-Vitamin Agar (HV), acrescidos com nistatina (100 µg/mL). As placas foram incubadas a 37°C durante 15 dias. O isolamento ocorreu através da avaliação macromorfologica das actinobactérias como colônias aderidas ao meio, observando a saliência do meio ao redor da colônia que se afunda no mesmo; colônias normalmente enrugadas, secas e não viscosas, micro hifas, excreção de pigmentos no meio e no micélio aéreo. Em seguida foram feitos os repiques dos isolados de

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actinobactérias em placas contendo meio ISP-2, as quais ficaram em manutenção até o momento do ensaio.Após o isolamento da actinobactérias e dos fitopatógenos, foi feito a antibiose onde inicialmente foi preparado o meio Batata-Dextrose-Ágar (BDA),a qual foi vertido nas placas de Petri, onde solidificou. Para o teste qualitativo, foi feito com os isolados selecionados (EC 33, EC 47, EC 10, EC 34) para verificar antibiose sobre Pestalotiopis sp. isolado de Maçaranduba, Pestalotiopsis isolado de Andiroba, Fusarium sp. e Rizoctonia. Foram inoculados concomitantemente isolados de actinobactérias e discos (bloco de gelose ). Cada placa contendo meio ISP2, recebeu um disco do patógeno ao centro e quatro isolados de actinobactérias dispostos em cruz, ao redor do inóculo de fungo com 30mm de distância do mesmo. Com controle foi inoculado apenas o patógeno no meio da placa. O ensaio de antibiose foi realizado em duplicata.

Figura 1: Placas com fitopatógenos e bloco de gelose das actinobactérias.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: Actinobactérias foram caracterizadas através da morfologia, onde EC 33 possui micélio vegetativo incolor, micélio aéreo inicialmente branco tornando-se cinza; o isolado EC 47 possui micélio vegetativo incolor, micélio aéreo branco, com mudança da coloração do meio para marrom. Na EC 10 o micélio vegetativo amarelado, posteriormente tornando-se marrom, micélio aéreo inicialmente branco tendendo a cinza, sem pigmentos. E por fim o isolado EC 34 que apresentou micélio vegetativo esbranquiçado, micélio aéreo branco, com mudança de coloração do meio marrom. No teste qualitativo o isolado EC 34 mostrou efeito significativo para Fusarium sp. com halo de inibição de 17mm, e para Pestalotiopsis sp., com os halos de inibição de 12mm. Os demais isolados apresentaram halos inferiores, descrevendo atividade baixa. A tabela baixo apresenta o valor dos halos de inibição de crescimento dos fitopatógenos testados.

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A avaliação da atividade antimicrobiana foi realizada com base na classificação sugerida por Matsuura (2004) (tabela 2).

Tabela 2 – CLASSIFICAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA SUGERIDA POR MATSUURA (2004)

Tipo de inibição Halo de Inibição Intensidade

da Inibição Ausente 0 - Baixa 7,0 – 10,0 mm + Moderada 11,0 – 14,0 mm ++ Alta > 14,0 mm +++ FONTE: BONFIM (2010)

Resultado similar também foi encontrado por MIYAYCHO (2012) onde foi realizado o teste de qualitativo de fitopatógenos Fusarium oxysporum e C. candelabrum, demonstrando resultados de inibição significativos de 1mm à 6mm para Fusarium oxysporum e de o a 7mm de C. Candelabrum.

REFERÊNCIAS:

BAKER, K.F. Types of Rhizoctonia solani diseases and their occurence. In: PARMETER, J.R., ed. Rhizoctonia solani: biology and pathology. Berkeley, University of California, 1970. p.189-199.

BOMFIM, G. F. Atividade Antimicrobiana de microrganismos isolados de cupinzeiros da região da mata de cipó, Bahia. 2010. 70f. Dissertação (Mestrado em Biotecnologia) – Universidade Estadual de Feira de Santana, Bahia. CARDOSO, J.E. Doenças do feijoeiro causadas por patógenos de solo. Goiânia, EMBRAPA/CNPAF, 1990. 30p. (Documentos,30).

Halos de inibição de crescimento

Isolados Fusarium sp. Rhizoctonia sp. Pestalotiopsis sp. (Andiroba) Pestalotiopsis sp. (Maçaranduba) EC 33 - 4 mm 8 mm - EC 47 7 mm - - 5 mm EC 10 1 mm - 7 mm 2 mm EC 34 17 mm 5 mm 4 mm 12 mm

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FISH, FRAN & COOK, NORMA B. Micologia-Fundamentos e Diagnósticos, Livraria e Editora Revinter Ltda., 1a edição, Rio de Janeiro, 2001.

LACAZ, Carlos da Silva et al. Tratado de Micologia Médica. São Paulo: Sarvier, 2002. JEEWON, R.; LIEW, E. C . Y.; HYDE K. D. Phylogenetic evaluation of species nomenclature of Pestalotiopsis In relation to host association. Fungal Diversity n. 17, p. 39-55, 2004.

KARAKAYA, A. First report of Infection of Kiwifruit by Pestalotiopsis sp. In Turkey. Plant Disease. V.85.p.1028.2001.

MIYAUCHI, M.Y.H. Biocontrole de fungos fitopatogênicos por actinobactérias isoladas de rizosfera de Araucaria angustifólia.Universidade de São Paulo. Piracicaba- SP, 2012. SULTAN, M. Z et al. In vitro antibacterial activity of na active metabolite isolated from Streptomyces species. Biotecnology, Frankfurt, v.1,2/4, 2002

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BIOCONTROLE DE ACTINOBACTÉRIAS NA INIBIÇÃO DE FUNGOS

FITOPATOGÊNICOS Fusarium sp. e Pestalotiopsis sp. ISOLADOS DE

ESPÉCIES FLORESTAIS

Sara Freitas de Sousa1 Katrine Escher2 [email protected]

RESUMO - A antibiose vem sendo abordada através de muito estudos. Sabe-se que é frequente o a utilização de microorganismos antagonistas a fitopatógenos, como agentes de controle biológico, tendo como objetivo a substituição alternativa ao uso de métodos químicos de controle de fitodoenças. Para o teste inicialmente foi feito o isolamento dos fitopatógenos pelo método indireto das folhas; para o isolamento das actinobactérias foi através da diluição seriada do solo; e para o teste de antibiose foi através de bloco de gelose, onde previamente é semeado o fitopatógeno na placa e após é inserido em cada placa um bloco de gelose de actinobactérias (EC24, EC 27, EC 46, EC 30), e durante cinco dias é realizado a leitura dos halos. A análise das actinobactérias foram descritas através de suas características morfológicas. No teste qualitativo o isolado EC 24 mostrou efeito significativo tanto para Fusarium sp. como para Pestalotiopsis sp., com os halos de inibição de 12 mm e 13 mm, respectivamente. Os outros isolados foram obtido halos inferiores. Dentro desse contexto, objetivou-se avaliar a potencialidade do efeito antagônico de Actinobactérias sobre os fungos fitopatogênicos de Fusarium sp. e Pestalotiopsis sp. isolados de espécies florestais.

PALAVRAS-CHAVE: Antibiose, actinobactérias, fitopatógenos.

INTRODUÇÃO: O biocontrole vem sendo abordada através de muitos estudos, levando em consideração desde a produção de metabólicos tóxicos, como enzimas líticas, antibióticos, bacteriocinas e sideróforos, até a competição por espaços físicos e a concorrência por nutrientes entre os microorganismos antagônicos. Sabe-se que é frequente o estudo e a utilização de microorganismos antagonistas a fitopatógenos, como agentes de controle biológico, tendo como objetivo a substituição do uso de métodos químicos de controle de fitodoenças (Igarashi et al., 1997; Omura et al., 1999; Si et al., 2001).

Os Actinomicetos ou actinobactérias são bactérias Gram-positivas com alto teor de G+C (guanina + citosina), altamente dispersos no solo, compondo os gêneros Arthrobacter, Corynebacterium, Nocardia, Rhodococcus, Streptomyces, Mycobacterium, Actinomyces, Bifidobacterium e Butyrivibrio. Estas bactérias possuem aspectos morfológicos e ciclo celular diferenciados dos demais organismos Gram-positivos. Podem ser aeróbios, microaerófilos ou anaeróbios, e exibem uma grande variedade de morfologias, como cocóide (Micrococcus) ou cocobacilo (Arthrobacter). Seu desenvolvimento se apresenta microscopicamente com estruturas semelhantes aos fungos, as hifas, a qual é utilizada para caracterização genérica deste grande grupo de bactérias. Também, exibem diversas propriedades fisiológicas e metabólicas, tais como a produção de enzimas extracelulares e a formação de uma ampla variedade de metabólitos secundários. (RAJU et. al., 2010).

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Acadêmica do 7º Semestre de Engenharia Florestal IBEF/UFOPA

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O fitopatógeno Pestalotiopsis foi designado por Steyaert (Steyaert, 1949, 1953a,b, 1961) e pertence a família Amphisphaeriaceae (Kang et al., 1998, 1999). Seus conidióforos são produzidos dentro de um corpo de frutificação compacto, conhecido como acérvulo (SUTTON, 1980). Os conídios em geral apresentam cinco células, sendo três células medianas de coloração marrom e duas células (apical e basal) hialinas, com dois ou mais apêndices apicais (sétulas) (JEEWON et al., 2002). Este fungo esta amplamente distribuído na natureza, ocorrendo em solos, ramos, sementes, frutos e folhas podendo ser parasitas, endofíticos ou sapróbios (Li et al., 2008; JEEWON et al., 2004).

O fungo Fusarium sp., segundo Fish et al (2001) é encontrado no solo, vegetais e nos frutos maduros. As colônias de Fusarium são brancas e aveludadas. À medida que os conídeos vão sendo produzidos, sua textura torna-se lanosa ou algodonosa. Uma grande variedade de cores pode ser produzida, desde cinza sobre uma superfície branca, amarelo sobre uma superfície marrom, cor de rosa sobre uma superfície violeta ou cor de couro cru sobre uma superfície verde pálido. As colônias, na maioria das vezes, são de cor rosa e violeta. Manchas de pigmentos mais escuros, com uma periferia mais clara, aparecem no centro das colônias.

Admitindo-se o grande potencial biotecnológico das Actinobactérias no controle biológico de fungos fitopatogênicos o presente estudo objetivou avaliar o antagonismo de Actinobactérias sobre os fungos Fusarium sp. e Pestalotiopsis sp. isolados de espécies florestais.

MÉTODO: O isolamento dos fungos fitopatogênicos foi realizado através do método indireto, retirando-se pedaços pequenos (5mm) da interseção do tecido doente e do tecido sadio, correspondendo a aproximadamente 20 pedaços, os quais foram inicialmente imersos em solução de álcool 70% por 15 segundos, seguido de hipoclorito a 2% por 3,6,9,12,15 segundos e lavagem em água estéril, sendo transferido para um papel de filtro estéril para a remoção do excesso de água, e por fim foram inseridos na placa para a observação do crescimento fúngico para posterior repique e identificação do fungo. Para o isolamento dos actinomicetos, foram coletados 10g de solo rizosférico da planta medicinal Melissa oficinallis (Erva cidreira), sendo posrteriormente diluído em 90 mL de solução tampão fosfato para o preparo das diluições seriadas 10-1 à 10-5. Uma alíquota de 100 µl das diluições 10-3, 10-4 e 10- 5

foram semeadas em meio Arginina levedura ágar (ALA) e HumicAcid-Vitamin Agar (HV), acrescidos com nistatina (100 µg/mL). As placas foram incubadas a 37°C durante 15 dias. O isolamento ocorreu através da avaliação macromorfologica das actinobactérias como colônias

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aderidas ao meio, observando a saliência do meio ao redor da colônia que se afunda no mesmo; colônias normalmente enrugadas, secas e não viscosas, micro hifas, excreção de pigmentos no meio e no micélio aéreo. Em seguida foram feitos os repiques dos isolados de actinobactérias em placas contendo meio ISP-2, as quais ficaram em manutenção até o momento do ensaio. Após o isolamento da actinobactérias e dos fitopatógenos, foi feito o teste de antibiose em meio Batata-Dextrose-Ágar (BDA), previamente semeado com 100L da suspensão de Pestalotiopis sp. e Fusarium sp., respectivamente. Posteriormente foi inserido no centro da placa um bloco de gelose da cultura dos isolados de actinobactéria EC 24, EC 27, EC 46 e EC 30. Este sistema foi incubado à 37ºC por 5 dias, e posteriormente foram realizadas as leituras para observação dos halos de inibição. O ensaio de antibiose foi realizado em duplicata.

RESULTADOS E DISCUSSÃO: A análise das actinobactérias pode ser descritas através das características morfológicas, onde EC 24 possui micélio vegetativo incolor, micélio aéreo branco e com mudança de coloração do meio para marrom-avermelhado; o isolado EC 27 possui micélio vegetativo incolor, micélio aéreo inicialmente branco tornando-se cinza. Na EC 46 o micélio vegetativo foi incolor, micélio aéreo bege claro com enrugações. E por fim o isolado EC 30 que apresentou micélio vegetativo esbranquiçado e micélio aéreo salmão. No teste qualitativo o isolado EC 24 mostrou efeito significativo tanto para Fusarium sp. como para Pestalotiopsis sp., com os halos de inibição de 12 mm e 13 mm, respectivamente. Os demais isolados apresentaram halos inferiores, descrevendo atividade baixa. A tabela 1 apresenta o valor dos halos de inibição de crescimento dos fitopatógenos testados.

Halos de inibição de crescimento (mm)

Isolados Fusarium sp. Pestalotiopsis sp.

EC 24 12 mm 13 mm

EC 27 5 mm 2 mm

EC 46 10 mm -

EC 30 6 mm 5 mm

A avaliação da atividade antimicrobiana foi realizada com base na classificação sugerida por Matsuura (2004) (tabela 2).

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Tabela 2 – CLASSIFICAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIMICROBIANA SUGERIDA POR MATSUURA (2004)

Tipo de inibição Halo de Inibição Intensidade

da Inibição Ausente 0 - Baixa 7,0 – 10,0 mm + Moderada 11,0 – 14,0 mm ++ Alta > 14,0 mm +++ FONTE: BONFIM (2010)

Resultados similares foram apresentados no trabalho de Vasconcellos (2008) para caracterização das actinobactérias através da morfologia, onde se descreveu os grupos por sua esporulação, coloração micelial, colônias pequenas, ressecadas, ou aderidas e teste de gram. Resultados da análise de atividade antimicrobiana foram encontrados para ensaios com microrganismos de interesse clínico demonstrando essa habilidade em actinobactérias. Laide et al. (2008) e Atta (2009) citam boa atividade antimicrobiana de duas linhagens do gênero Streptomyces isoladas de solo Egípcio frente aos microrganismos-teste selecionados. No primeiro trabalho houve atividade contra as bactérias E. coli, S. aureus e C. albicans, já no segundo trabalho, houve atividade antifúngica contra C. albicans. Outros autores apresentaram resultados da atividade de actinobactérias isoladas de amostras de sedimento marinho na Baía de Bengal na Índia, os mesmos foram testados contra S. aureus, E. coli e C. albicans e também apresentaram bons resultados (SUTHINDHIRAN; KANNABIRAN, 2009).

REFERÊNCIAS:

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DIFERENTES METODOS DE QUEBRA DE DORMÊNCIA NAS

SEMENTES DE JATOBÁ

Felipe P. Tontini1 Melk P. S. Ranier¹ Tamis D. Nunes1 Gilbson S. Soares 2 Ellen Pinon Friaes5

RESUMO: O presente trabalho foi desenvolvido no Centro Universitário Luterano de Santarém – CEULS/ULBRA, no período de março a abril de 2013. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a eficiência da escarificação na superação da dormência nas sementes de Jatobá (Hymenaea courbaril) a partir de diferentes métodos. Foram utilizados três repetições para cada tipo de tratamento, a saber: escarificação mecânica com lixa nº 80 do lado oposto ao embrião;escarificação com ácido sulfúrico concentrado durante 30 minutos e imersão em água em estado de ebulição por 5 minutos, além da testemunha. Os parâmetros avaliados foram: germinação, taxa de germinação e tempo médio de germinação. Todos os tratamentos aplicados foram eficientes na superação da dormência. O método de tratamento que apresentou maior eficiência quanto ao tempo para o início da germinação da semente de Jatobá foi o da escarificação com lixa nº 80.

PALAVRAS – CHAVE: sementes de jatobá, dormência, germinação.

INTRODUÇÃO:

O jatobá (Hymenaea courbaril) é uma espécie arbórea muito vistosa, pertencente à família Fabaceae, subfamília Caesalpinoideae, tal espécie é encontrada por toda América. No Brasil se estende por quase todo território nacional. O jatobá além da importância ecológica apresenta potencial agronômico para utilização do caule e dos frutos. Porém esta espécie está ameaçada de extinção devido à exploração da sua madeira. Com um crescimento vegetativo muito lento e sementes duras de tegumento impermeável à água que dificultam e retarda a germinação, este fato dificulta a reprodução da espécie em sementeiras (LORENZI, 2002).

SILVA (1997) considera que apesar do seu cheiro forte e gosto peculiar, seus frutos possuem elevado teor de fibra alimentar e são utilizados na alimentação humana e animal. Produz madeira, de excelente qualidade, muito dura e resistente, com densidade de 0,90 g/cm3, por isso é utilizada na construção civil e naval. A resina produzida por essa espécie é utilizada na indústria e na área farmacêutica (ALMEIDA et al, 1998). Além das utilidades mencionadas, a espécie é comumente empregada na arborização urbana (ALMEIDA, 2001; LORENZI, 2002).

Em sementes de leguminosas tropicais a impermeabilidade do tegumento a água é o mecanismo mais comum de dormência (ROLSTON, 1978). Esse tipo de dormência pode ser superado através da escarificação, termo que se refere a qualquer tratamento que resulte na ruptura ou no enfraquecimento do tegumento, permitindo a passagem de água e dando início

1

Acadêmico do Curso de Agronomia – CEULS/ULBRA

2

(20)

ao processo de germinação (MAYER e POLJAKOFF-MAYER, 1989). As técnicas mais utilizadas para superar a impermeabilidade à água nas sementes de leguminosas são: tratamentos térmicos, químicos (ácido sulfúrico ou álcool), elétricos ou pressão, abrasão e armazenamento, proporcionando alta porcentagem de germinação, em curto espaço de tempo. No entanto, deve ser efetuada com muito cuidado para evitar que a escarificação excessiva possa causar danos ao tegumento e diminuir a germinação (McDONALD e COPELAND, 1997).

Frente à necessidade da reposição vegetal nativa ou recuperação de áreas desmatadas se tornou de fundamental importância a recomposição florestal feita de forma racional. Dentre os vários fatores a serem estudados existem um em especial que atinge diretamente a produção de mudas, que o processo de dormência das sementes. Desta forma, o presente trabalho teve como finalidade, superar dormência de sementes de jatobá, utilizando para isso, tratamentos químicos e físicos.

MÉTODO:

As sementes de jatobá foram obtidas no laboratório de sementes da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) no município de Santarém, estado do Pará. Os testes foram desenvolvidos no laboratório de Biologia do CEULS-ULBRA – centro Universitário Luterano de Santarém – PA. As sementes foram distribuídas em três tratamentos, além da testemunha onde nenhum tipo de tratamento fora utilizado. Para cada tratamento foi usado três repetições, onde cada repetição tinha três sementes, totalizando nove sementes em cada tratamento mais nove sementes como testemunha.

Os tratamentos foram: Escarificação com ácido sulfúrico – As sementes foram imersas em 20 mL de ácido sulfúrico concentrado durante 30 minutos. Após esse procedimento as sementes foram lavadas em água corrente por um minuto antes de serem semeadas; Imersão em água em ebulição - As sementes foram mergulhadas em água em ebulição e onde permaneceram por 5 minutos; Escarificação mecânica - Este tipo de tratamento foi realizado manualmente atritando a semente na parte basal do lado oposto ao embrião com lixa nº 80 evitando, contudo danificar o embrião; Testemunha - Lote de semente que não foi submetido a nenhum tratamento para poder ter o contra prova das germinações e sua comparação com as outras.

Após a aplicação dos tratamentos as sementes foram semeadas ao ar livre uma profundidade de 2,0 cm em saco de polietileno preto, contendo terra de compostagem e irrigados diariamente. O número de sementes germinadas foi contado diariamente por um

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período de 25 dias.

O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com a utilização de 36 sementes em quatro parcelas de

de acordo com Labouriau e Valadares (1976) por meio da fórmula:

Em que: G = germinação; n = número total de sementes germinadas; A = número total de sementes colocadas para germinar.

RESULTADOS E DISCUSSÕES:

A porcentagem de germinação com ácido sulfúrico foi de 22,2%, taxa inferior ao da escarificação com lixa nº 80 que chegou a 88,8% após vinte e cinco dias (Tabela 1). Carpanezzi e Marques (1981) consideram que o uso de escarificação de sementes

Hymenaea permite obter porcentagem de germinação acima de acima de 90%. Geralmente esses resultados mostram que a dormência tegumentar, quando submetidas a tratamentos pré germinativos, foi superada satisfatoriamente.

As sementes escarificadas

germinação de 13 dias, este valor foi igual àqueles obtidos com tratamento utilizando ácido sulfúrico por 30 minutos. O tempo médio de germinação das sementes escarificadas com lixa nº 80 foi menor do que àquel

levado em consideração o número de sementes germinadas e seu vigor, a escarificação com lixa nº 80 obteve um resultado muito superior aos demais tratamentos (Figura 2).

Tabela 1. Porcentagem de germinação dos tratamentos após 25 dias. Métodos

Escarificação com lixa nº 80

Ácido Sulfúrico Água Quente Testemunha

O tratamento das sementes em água a 100°C apresentou germinação muito baixa com taxa de 11,11%, o que representa uma semente germinada após os vinte e cinco dias (Tabela 1). Nesse caso, observou

que o tempo e a temperatura nos quais foram submetidas às sementes no tratamento tiveram O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com a utilização de 36 sementes em quatro parcelas de nove sementes. A porcentagem de germinação foi calculada de acordo com Labouriau e Valadares (1976) por meio da fórmula:

Em que: G = germinação; n = número total de sementes germinadas; A = número total de sementes colocadas para germinar.

DISCUSSÕES:

A porcentagem de germinação com ácido sulfúrico foi de 22,2%, taxa inferior ao da escarificação com lixa nº 80 que chegou a 88,8% após vinte e cinco dias (Tabela 1). Carpanezzi e Marques (1981) consideram que o uso de escarificação de sementes

Hymenaea permite obter porcentagem de germinação acima de acima de 90%. Geralmente esses resultados mostram que a dormência tegumentar, quando submetidas a tratamentos pré germinativos, foi superada satisfatoriamente.

As sementes escarificadas com lixa nº 80 apresentaram um tempo médio de germinação de 13 dias, este valor foi igual àqueles obtidos com tratamento utilizando ácido sulfúrico por 30 minutos. O tempo médio de germinação das sementes escarificadas com lixa nº 80 foi menor do que àquelas tratadas com água quente por 5 minutos (Figura 1). Quando levado em consideração o número de sementes germinadas e seu vigor, a escarificação com lixa nº 80 obteve um resultado muito superior aos demais tratamentos (Figura 2).

germinação dos tratamentos após 25 dias. Sementes

colocadas para germinar

Sementes germinadas

Escarificação com lixa nº 9 8

9 2

9 1

9 0

O tratamento das sementes em água a 100°C apresentou germinação muito baixa com taxa de 11,11%, o que representa uma semente germinada após os vinte e cinco dias (Tabela 1). Nesse caso, observou-se um alto índice de sementes deterioradas, demonstrando o tempo e a temperatura nos quais foram submetidas às sementes no tratamento tiveram O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com a utilização de 36 nove sementes. A porcentagem de germinação foi calculada

Em que: G = germinação; n = número total de sementes germinadas; A = número total de

A porcentagem de germinação com ácido sulfúrico foi de 22,2%, taxa inferior ao da escarificação com lixa nº 80 que chegou a 88,8% após vinte e cinco dias (Tabela 1). Carpanezzi e Marques (1981) consideram que o uso de escarificação de sementes do gênero Hymenaea permite obter porcentagem de germinação acima de acima de 90%. Geralmente esses resultados mostram que a dormência tegumentar, quando submetidas a tratamentos

pré-com lixa nº 80 apresentaram um tempo médio de germinação de 13 dias, este valor foi igual àqueles obtidos com tratamento utilizando ácido sulfúrico por 30 minutos. O tempo médio de germinação das sementes escarificadas com lixa as tratadas com água quente por 5 minutos (Figura 1). Quando levado em consideração o número de sementes germinadas e seu vigor, a escarificação com lixa nº 80 obteve um resultado muito superior aos demais tratamentos (Figura 2).

Porcentagem de germinação 88,88% 22,22% 11,11% 0%

O tratamento das sementes em água a 100°C apresentou germinação muito baixa com taxa de 11,11%, o que representa uma semente germinada após os vinte e cinco dias se um alto índice de sementes deterioradas, demonstrando o tempo e a temperatura nos quais foram submetidas às sementes no tratamento tiveram

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um efeito negativo sobre sua viabilidade de germinação.

Os tratamentos com o ácido sulfúrico no tempo de imersão de 30 minutos juntamente com a escarificação com lixa nº 80 se destacaram após vinte e cinco dias, pois obtiveram maior sucesso no enfraquecimento do tegumento obtendo maior velocidade de germinação. Esses dois métodos registraram maior velocidade de emergência em relação à testemunha e ao uso de água quente usada para superar a dormência.

Figura 1. Tempo de germinação das sementes.

As testemunhas neste período de 25 dias não apresentaram germinação (Figura 1), o que vai de encontro com as afirmações de Lorenzi (1992) que admite germinação rápida para sementes de jatobá, entre 12 a 18 dias, bastando para isto semeá-las em substrato adequado.

Figura 2. Número de sementes germinadas no final do experimento:

0 10 20 30 40

Lixa 80 Acido Sulfurico Agua Quente Testemunha

Dias

Dias 0 2 4 6 8 10

Número de Sementes Germinadas

Número de Sementes Germinadas

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CONCLUSÃO:

Os tratamentos com ácido sulfúrico por 30 minutos, imersão em água quente e escarificação com lixa nº 80 demonstraram eficientes na superação da dormência de sementes de jatobá no período de 25 dias, porém a porcentagem de sementes germinadas apresentou diferenças entre os tratamentos aplicados. O menor tempo médio para o início de germinação foi obtido quando as sementes foram submetidas ao tratamento com ácido sulfúrico concentrado por 30 minutos e a escarificação com lixa nº 80. Quando levado em conta a quantidade de sementes germinadas, a escarificação com lixa nº 80 obteve um resultado muito superior ao realizado com os outros tratamentos, enquanto o uso do tratamento com água quente resultou em quase todas as sementes deterioradas, com a germinação de apenas uma.

REFERÊNCIAS:

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CARPANEZZI, A. A.; MARQUES, L. C. T. Germinação de sementes de jutaíaçu (Hymenaea courbaril, L.) e de jutaí-mirim (H. parviflora Huber) escarificadas com ácido sulfúrico comercial. Belém: EMBRAPA-CPATU, 1981. 15p. (EMBRAPA-CPATU. Circular, 19).

LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. v.2. Nova Odessa: Plantarum, 2002. 352p.

LORENZI, H. Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. Nova Odessa. Ed Plantarum, 1992.

MAYER, A. M.; POLJAKOFF-MAYER, A. The Germination of Seeds. Oxford: Pergamon Press, 1989. 270p.

McDONALD, M. B. e COPELAND, L.O. Seed production: principles and practices. New Jersey: Chapmam e Hall, 1997. 749 p.

ROLSTON, M. P. Walter impermeable seed dormancy. Botanical Review. 44: 365-396. 1978.

SILVA, M. R. Caracterização química e nutricional da farinha de jatobá (Hymenaea stigonocarpa Mart): desenvolvimento e otimização de produtos através de testes sensoriais afetivos. (Tese de Doutorado). UNICAMP. Campinas, SP. 1997.

(24)

IDENTIFICAÇÃO E MANEJO DAS PLANTAS DANINHAS NA

ACULTURA DA SOJA (Glycine max L.) NO PLANALTO SANTARENO

Alailson Sousa Rêgo1 Ellen Peixoto Pinon Friaes2

[email protected] RESUMO: A expansão da produção da Soja no oeste do Pará tem se tornado uma realidade, esse crescimento somente foi possível devido às características de adaptabilidade da cultura, aliado ao desenvolvimento de pesquisa, para a obtenção de espécies que se tornam produtivas e adaptáveis para as condições locais. Fatores importantes como manejo e implantação dos plantios são visto como tecnologia que facilita sua inserção na região, dentro das práticas de manejos, pode se elucidado as praticas de controle adotado para controlar as espécies de plantas daninhas, pois a infestação de plantas daninhas tem uma tendência forte em influência no rendimento das culturas, uma vez que as mesmas competem pelos mesmos nutrientes, luz, umidade e espaço, essa competição podem comprometer ate 90% da produção. Diante do aumento das áreas de produção de grãos na região de Santarém, surgir à necessidade de diagnosticas as principais espécies nas áreas de plantios, bem como os principais métodos de controle adotados pelos produtores. Foram identificadas 7 famílias , no qual as plantas foram: Capim Colchão, Corda de Viola, Cipó de Ferro, Erva quente, Fedegoso, Leiteiro, Puerária, Tiririca, Trapoeraba, alem de verificar plantas com resistência ao uso de herbicidas como o Fedegoso, Leiteiro, Tiririca, Trapoeba e Puerária.

PALAVRAS-CHAVE: Agricultura Familiar; Sistema Bragantino; Manihot esculenta sp.

INTRODUÇÃO: A soja é uma das oleaginosas mais cultivadas no mundo, onde a cada ano essa demanda na produção de grãos vem aumentando ano a ano. Diante de tal demanda o Brasil também foi inserido nesse contexto, sendo que os primeiros relatos da presença da cultura da soja no Brasil deram-se na Bahia, entretanto, foi no estado de Rio Grande do Sul que foram feitas as primeiras produções em escalas comerciais. Por volta de 1961 a 1965, o estado foi responsável por 90% da produção brasileira, a partir dessa época ocorreu um grande aumento de produção também no estado do Paraná, onde ambos contribuíam praticamente com partes iguais toda produção de soja brasileira. (SEDIYAMA, 2009).

De acordo com Arantes e Sousa, (1993) O Brasil foi o terceiro maior produtor até 1976, ano que superou a China, Com o avanço das tecnologias, hoje o Brasil ocupa o segundo lugar na produção Mundial, e umas das principais tecnologias utilizadas para esse sucesso, é o uso do plantio direto, onde é feito o mínimo revolvimento possível do solo, e maior produtividade e conservação do mesmo.

Devido os inúmeros desenvolvimentos tecnológicos, e a crescente demanda na produção para abastecer o mercado europeu, houve disseminação por varias regiões do país, que vai deste a região sul atingindo nordeste e norte, toda essa adaptação deu-se ao desenvolvimento de variedades adaptáveis ao clima de cada região. Dentro desse contexto a região oeste paraense vem sendo ampliada gradativamente em função das vantagens

1

Acadêmico do Curso de Agronomia do CEULS/ULBRA.

2

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comparativas e da expansão da fronteira agrícola da soja através do aproveitamento de áreas alteradas por pastagens em vias de degradação cultivos itinerantes e áreas geralmente antropizadas.

Para Carvalho et al. (2002) as mesmas condições edafoclimaticas que define o Brasil com grande potencial para a cultura da soja, também proporciona o crescimento e a ocorrência das plantas daninhas, que por sua vez prejudicam a produtividade da cultura. Ainda de acordo com Nessrallah (2002 apud Beltrão e Melhorança, 1998) as plantas daninhas exigem as mesmas condições como; luz, água e nutrientes que são exigidos pelas culturas, fazendo com que haja uma competição entre as mesmas, tornando-se responsável por grande parte na perda de produção,além de interferir na qualidade do produto. Diante disto essa pesquisa teve o objetivo Identificar as principais plantas daninhas na cultura da Soja (Glycine Max L.) no Planalto Santareno bem como seus métodos de controle.

MATERIAL E MÉTODOS:

O presente estudo foi realizado em diferentes propriedades na região do Planalto Santareno que compreende os municípios de Santarém, Belterra e Mojui dos Campos no Estado do Pará. Essa região é vista como o pólo de crescente produção de grãos no oeste paraense. As áreas onde foram realizadas as identificações das plantas daninhas, representava em média de 400 hectares de cultivo. No total foram avaliados 11 áreas de plantio de soja.

A identificação se deu através da visualização das plantas no campo, onde foram levadas em consideração principalmente suas estruturas morfológicas como altura, características das folhas, flores e frutos, tendo como material base para realizar a identificação o Manual de Identificação e Controle de Plantas Daninhas (LORENZI, 2006) e o Manual de identificação de plantas daninhas da cultura da soja (EMBRAPA, 2006).

Foram aplicados questionários compostas de 9 perguntas, onde foi questionado período de uso do solo, tipo de plantio, variedade cultivada, existência de rotação de cultura, problemas com plantas daninhas quais era as plantas daninhas com maior incidência nas áreas de lavouras. O número de entrevista realizada corresponde ao mesmo numero de propriedades, onde foi realizada a identificação visual em campo das plantas daninhas infestadas nas áreas de lavouras.

RESULTADOS E DISCUSSÃO:

As plantas daninhas que apresentam maior incidência de acordo com os produtores e comprovado na identificação visual estão listados

(26)

na tabela 01. Esses resultados são semelhantes aos encontrados por NEPOMUCENO et al (2007) em um estudos onde foi avaliado períodos de interferência das plantas daninhas na cultura da soja nos sistemas de semeadura direta e convencional no município de Jaboticabal – SP.

Tabela 01: Principais plantas daninhas nas áreas de produção de soja no Planalto Santareno

Nome Vulgar Capim Colchão Corda de viola Cipó de ferro Erva quente Fedegoso Leiteiro Puerária Tiririca Trapoeraba

As plantas daninhas e suas respectivas famílias diagnosticadas junto aos produtores do Planalto Santareno são semelhantes aos encontrados por Cruz et al (2009) em Levantamento de plantas daninhas em área rotacionada com as culturas da soja,

Cerrado de Roraima.

As plantas daninhas como Fedegoso, Leiteiro, Tiririca, Trapoeraba e Puerária, conforme figura 02 vêm apresentando resistência ao uso de herbicidas nas áreas de estudo, resultados são semelhante aos citados por

manejo da resistência de plantas daninhas ao glifosato no Rio Grande do Sul.

Figura 02

esultados são semelhantes aos encontrados por NEPOMUCENO et al (2007) em um estudos onde foi avaliado períodos de interferência das plantas daninhas na cultura da soja nos sistemas de semeadura direta e convencional no município de Jaboticabal

Principais plantas daninhas nas áreas de produção de soja no Planalto Santareno

Nome Cientifico

Digitaria horizontalis Poaceae

Ipomoea grandifolia Convolvulaceae

Sp Spp

Spermaco celatifólia Rubiaceae

Senna obtusifolia Fabaceae(Leguminosae)

Euphorbia heterophylla Euphorbiaceae

Pueraria phaseoloides Spp

Cyperus spp Cyperaceae

Commelina benghalensi Commelinaceae

Fonte: o Autor

As plantas daninhas e suas respectivas famílias diagnosticadas junto aos produtores do Planalto Santareno são semelhantes aos encontrados por Cruz et al (2009) em Levantamento de plantas daninhas em área rotacionada com as culturas da soja, milho e arroz irrigado no

As plantas daninhas como Fedegoso, Leiteiro, Tiririca, Trapoeraba e Puerária, conforme figura 02 vêm apresentando resistência ao uso de herbicidas nas áreas de estudo, resultados são semelhante aos citados por Vargas et al (2012)quando analisado a Evolução e manejo da resistência de plantas daninhas ao glifosato no Rio Grande do Sul.

Figura 02: Fedegoso(A e C) Tiririca(B) Leiteiro(D) Fonte: O autor

esultados são semelhantes aos encontrados por NEPOMUCENO et al (2007) em um estudos onde foi avaliado períodos de interferência das plantas daninhas na cultura da soja nos sistemas de semeadura direta e convencional no município de Jaboticabal

Principais plantas daninhas nas áreas de produção de soja no Planalto Santareno. Familiar Poaceae Convolvulaceae Rubiaceae Fabaceae(Leguminosae) Euphorbiaceae Cyperaceae Commelinaceae

As plantas daninhas e suas respectivas famílias diagnosticadas junto aos produtores do Planalto Santareno são semelhantes aos encontrados por Cruz et al (2009) em Levantamento milho e arroz irrigado no

As plantas daninhas como Fedegoso, Leiteiro, Tiririca, Trapoeraba e Puerária, conforme figura 02 vêm apresentando resistência ao uso de herbicidas nas áreas de estudo, Vargas et al (2012)quando analisado a Evolução e manejo da resistência de plantas daninhas ao glifosato no Rio Grande do Sul.

(27)

CONCLUSÃO: Foram diagnosticadas 7 famílias de plantas daninhas nas culturas de soja no planalto Santareno. Dentre as plantas identificadas foi observado a resistências ao uso de herbicidas em algumas plantas como: Fedegoso, Leiteiro, Tiririca, Trapoeraba e Puerária, o que vem a demonstrar um grave problema no manejo das lavouras de soja, e as praticas de controle adotado pelos produtores nessa região.

As plantas daninhas interferem no rendimento das lavouras, por isso há necessidade de conhecer as principais espécies infestantes, tornando-se necessário para avaliar sua agressividade bem como os principais métodos de controle, para assim evitar o aumente do número de espécies resistentes. Uma vez que os gastos com o controle das mesmas correspondem em sua maioria ao custo de 20 a 30% do total da implantação da cultura, onde caso não haja todos os cuidados necessários o prejuízo pode alcançar a 100%.

REFERÊNCIAS

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ROTAÇÃO DE CULTURAS DE FEIJÃO CAUPI E GIRASSOL PARA

FORMAÇÃO DE PASTOS APÍCOLAS

Joyce B. Miranda1 Manoel Jorge S. Sousa1 Gilbson S. Soares2

RESUMO: O presente trabalho foi realizado no Sitio Vale das Castanheiras, localizada no município de Santarém, situada na comunidade de Miritituba e no ramal poço branco localizado no Km 14 da BR 163. O objetivo foi demonstrar que o uso de pastagens seletivas de grande fluxo de massa, como a rotação de cultura do feijão caupi e do girassol, maximiza a produção de mel. Nas duas propriedades foi utilizado o método de ninho sobre ninho e uma melgueira, rainhas novas e alimentadas artificialmente na entre safras. A primeira coleta de mel aconteceu dez dias a partir do inicio da floração e a segunda coleta ocorreu no oitavo dia após a primeira. A produção do mel polifloral apresentou o menor quantitativo quando comparado com a produção das culturas utilizadas no experimento; o mel produzido pela cultura do girassol teve o maior quantitativo quando comparado com o do feijão caupi e do mel polifloral e a metodologia demonstrou ser eficaz para melhorar a produção de mel servindo como mecanismo de inclusão social aumentando a renda do agricultor familiar.

PALAVRAS – CHAVE: Apicultura, Pasto apícola e Rotação de culturas.

INTRODUÇÃO:

Segundo Couto e Couto (2002), a coparticipação entre abelhas e plantas é importante para garantir a polinização cruzada, que estabelece uma relevante adaptação evolutiva das plantas, proporcionando um maior vigor das espécies, combinações de fatores hereditários e elevando a produção de frutos e sementes.

A apicultura é uma das únicas atividades agropecuárias que preenche os requisitos da Sustentabilidade (o econômico, o social, e o ecológico), complementando a renda dos produtores rurais, garantindo a ocupação da mão de-obra familiar e contribuindo de maneira efetiva para a conservação da flora nativa (ALCOFORADO-FILHO, 1998). Outro fator importante é o crescimento da procura de mel e de outros produtos apícolas pelo mercado consumidor, que prefere, hoje, produtos mais saudáveis e isentos de contaminação com agroquímicos (VILELA et al., 2000).

Apesar de a flora amazônica ser constituída por uma grande diversidade de espécies, a produção de pastos apícolas, que podem ser formados por diferentes espécies vegetais, em rotação de culturas aumenta a disponibilidade de néctar e pólen no período da floração. Além disso, a produção de mel representa uma atividade crescente, principalmente, no norte e nordeste do Brasil, em geral, desenvolvida por apicultores em pequenas propriedades vinculados a agricultura familiar.

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Acadêmica do Curso de Agronomia – CEULS/ULBRA

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Dessa forma, saber se a produção de mel aumenta ou não na região amazônica com a formação de pastos apícolas, a partir de rotação de culturas, será de grande importância para subsidiar futuros planos de manejo e o desenvolvimento de políticas de incentivo a produção.

MÉTODO:

O presente trabalho foi conduzido no Sitio Vale das Castanheiras, localizada no município de Santarém, situada na comunidade de Miritituba, no ramal 33 a 07 km da Rodovia Santarém Curuá Una (PA 370), latitude 02o 31’ 04.1”S e longitude 54º 39' 04.1”W e no ramal poço branco localizado no Km 14 da BR 163, latitude 02° 45’ 30.9” e longitude 54° 39’ 16.5”.

No dia 15 de maio de 2012 foram plantadas as sementes de feijão caupi Vigna unguiculata (L.) Walp, adquiridas com um produtor rural do município de Monte Alegre-PA, que tem ciclo reprodutivo de 50 dias. Utilizou-se uma área 25m x 75m com espaçamento de 0,60m entre plantas e 0,60m entre linhas (EMBRAPA, 2011). No dia 05 de julho de 2012 realizou-se o plantio de girassol, Helianthus annuus L., na mesma área, utilizando espaçamento com 0,5m entre plantas e 0,9m entre linhas. O hibrido “Morgan 743” utilizado no plantio tem alturas de plantas de aproximadamente 1,50m a 1,60m e ciclos reprodutivos de 90 dias.

Nas duas propriedades foram utilizados o método de ninho sobre ninho e uma melgueira, rainhas novas e alimentadas artificialmente na entre safras, período do inverno, para garantir uma população forte. A primeira coleta de mel aconteceu dez dias a partir do inicio da floração e a segunda coleta ocorreu no oitavo dia após a primeira. Na primeira coleta utilizou-se laminas de cera nova, enquanto na segunda utilizaram-se quadros com favos prontos, ou seja, alvéolos definidos.

Antes do plantio do feijão caupi foi realizado o preparo da área com calagem. O girassol foi plantado na propriedade assim que houve a retirada do feijão utilizando-se os resíduos da leguminosa e realizando-se adubação química a base de nitrogênio e duas pulverizações de borax.

Para aproveitamento da pastagem foi implantada a oitenta metros (80m) cinco colmeias completas Langstroth de Apis mellifera L. com distância uma da outra de dois metros (2m), com cera alvéolada novas com medidas de 4mm, rainhas novas sem uso de tela excluidoras, telhas na coberturas das caixas e bebedouros próximos as mesmas. O mel coletado foi transportado em veiculo fechado, as melgueiras foram embaladas em lonas devidamente limpas e conduzidas até o laboratório agroindustrial da Centro Universitário

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Luterano de Santarém CEULS/ULBRA. Para desopercular os favos foi usado o garfo desoperculador específico para mel. Os quadros com favos desoperculados foram colocados na centrifuga inox de dezesseis quadros manual. Após a centrifugação e o mel foi coletado em um balde inox de doze litros (12L). O mel extraído foi armazenado em um tonel para repouso por setenta e duas horas, posteriormente foi embalado para ser consumido. O procedimento metodológico foi realizado com uso de luvas, máscaras e avental de acordo com o regulamento técnico para Fixação de Identidade e Qualidade do mel (WIESE, 2000).

RESULTADOS E DISCUSSÕES:

A primeira coleta de mel foi ocorreu dez dias após floração do feijão caupi. Como de costume em nossa região, a floração iniciou com 28 dias após o plantio. A segunda coleta aconteceu no oitavo dia após a primeira. Foram coletadas na média, considerando as cinco unidades ninho sobre ninho, dez litros (10L) de mel na primeira coleta e dez litros (10L) na segunda coleta (Figura 1).

Figura 1. Produção de mel da primeira e segunda coleta. Fonte: Manoel Jorge S. Sousa

O girassol floriu 50 dias após semeadura. A primeira coleta de mel aconteceu no oitavo dia após a floração e a segunda coleta sete dias em relação à primeira. Na primeira coleta foram extraídos na média das cinco unidades ninho sobre ninho coletoras dezenove litros (19L) de mel e na segunda (Figura 1) oito litros e meio (8,5L).

Nas coletas do mel polifloral foram obtidos oito litros (8L) na primeira coleta e cinco litros (5L) na segunda na média das cinco unidades coletoras. Vale ressaltar que a metodologia de ninho sobre ninho não obteve êxito no Km 14 da BR 163, ramal poço branco, por isso foi necessário usar apenas um ninho e uma melgueira. Provavelmente devido a pouca disponibilidade de pasto. Wiese (2000) considera que “o fundamento da exploração apícola é

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sempre baseada na vegetação floral existente e disponível em abundância para o número de colméias do apiário”

Couto e Couto (2002) considera que as abelhas possuem grande importância no serviço da polinização cruzada, que constitui uma importante adaptação evolutiva das plantas, aumentando o vigor das espécies, possibilitando novas combinações de fatores hereditários e aumentando a produção de frutos e sementes, que são responsáveis por fecundar 73% dos vegetais da nossa flora. Apesar de ter sido usado a mesma metodologia para as duas culturas, a produção de mel a partir da cultura do feijão caupi foi menor quando comparada com a produção de mel a partir da cultura do girassol. Todavia houve, nitidamente, um aumento na produção de grãos da cultura do feijão caupi com a formação de vagens bem desenvolvidas e com distribuição uniforme de grãos. Além dos benefícios em relação à disponibilidade de nutrientes nitrogenados ao solo, por se tratar de uma leguminosa.

A partir de uma safra, onde ocorreram duas coletas, em média a produção de mel rendeu seis litros e meio (6,5L) da origem polifloral equivalente a 9,1 Kg, da cultura do feijão caupi dez litros (10L) que corresponde a 14 Kg e da cultura do girassol 13,25 L ou 18,55 Kg (Figura 2).

Figura 2. Média da produção de mel. Fonte: Manoel Jorge S. Sousa

Esses resultados corroboram as considerações de Castro (2005) para lavouras comerciais onde ele descreve que além da produção de aquênios (fruto simples, seco), a produção de mel pode ser outra fonte de renda, com a possibilidade de obtenção de 30 kg a 40 kg por hectare. Além dos resultados semelhantes apresentados por Ungaro (2000) indicando a extração de 20 a 40 kg de mel por hectare dessa cultura.

Referências

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