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CIRCULAR SÉRIE A N.º 1371

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Rua da Alfândega, 5 - 2º 1149 - 004 Lisboa (Portugal)  Fax: 21 884 6300 21 884 6500/51 Internet: Email: http://www.dgo.pt [email protected] CIRCULAR SÉRIE A N.º1371

Assunto: Instrução para preparação do Orçamento do Estado para 2013 aprovadas por despacho

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Circular Série A n.º 1371 – Instruções para preparação do OE-2013

Índice

Índice ... 2

I – Universo do Orçamento do Estado ... 3

II - Instruções para a Orçamentação ... 3

Regras Gerais ... 3

Orçamentação da despesa ... 4

Orçamentação da receita ... 6

Princípios gerais sobre a orçamentação por Programas ... 7

Responsabilidades das Entidades Coordenadoras dos Programas Orçamentais ... 7

Orçamento de Investimento ... 8

Compromissos Plurianuais e Pagamentos em atraso ... 10

Classificação orgânica e “dotações específicas” ... 10

Especificação de alíneas e subalíneas da Classificação económica ... 10

Fluxos de verbas no âmbito da Administração Central ... 11

Registo dos Fundos Europeus e da Contrapartida Pública Nacional ... 11

Transferências para empresas públicas não reclassificadas ... 13

Transferências, subsídios e indemnizações pagas a entidades não pertencentes às administrações públicas ... 13

Utilização dos códigos de Fonte de Financiamento ... 14

Utilização dos códigos de Medidas ... 14

III - Instruções relativas ao registo e envio dos projetos de orçamento ... 14

Procedimentos a observar na aprovação e envio dos projetos de orçamento ... 14

Disponibilização aos serviços e organismos dos Orçamentos aprovados ... 16

IV – Elementos Informativos Adicionais ... 16

V - Responsabilidade Financeira ... 17

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Circular Série A n.º 1371 – Instruções para preparação do OE-2013

I – Universo do Orçamento do Estado

1. O artigo 2.º da Lei de Enquadramento Orçamental1 (LEO) determina que o Orçamento do Estado abrange os orçamentos do subsetor da administração central, incluindo os serviços e organismos que não dispõem de autonomia administrativa e financeira, os serviços e fundos autónomos e a segurança social. Nos termos do n.º 5 do mesmo artigo, consideram-se integradas no sector público administrativo, também, as entidades que, independentemente da sua natureza e forma tenham sido incluídas em cada subsector no âmbito do Sistema Europeu de Contas Nacionais e Regionais, nas últimas contas sectoriais publicadas pela autoridade estatística nacional, referentes ao ano anterior ao da apresentação do Orçamento.

2. As Entidades Públicas Reclassificadas (EPR) que integram o Orçamento do Estado são listadas no Anexo I da presente circular, integrando o respetivo Programa Orçamental.

II - Instruções para a Orçamentação

Regras Gerais

3. A preparação dos projetos de orçamento para 2013 pelos serviços e organismos da Administração Central rege-se pela Lei do Enquadramento Orçamental, o Sistema de Avaliação do Desempenho da Administração Pública (SIADAP)2 e pela Lei de Vínculos, Carreiras e Remunerações (LVCR)3 e é fundamentado no respetivo plano de atividades, sendo os orçamentos elaborados de acordo com o plafond fixado e o correspondente mapa de pessoal para 2013, conforme modelo publicitado pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

4. Na elaboração do orçamento para 2013 não pode ser considerada a utilização de saldos, independentemente da sua origem.

1Lei n.º 91/2001 de 20 de agosto na sua redação atual republicada pela Lei n.º 52/2011, de 13 de outubro.

2 Lei n.º 66-B/2007, de 28 de Dezembro, na sua redação atual. 3 Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, na sua redação atual.

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5. A cada código de serviço correspondem dois níveis de crédito relativos aos orçamentos de funcionamento e de investimento.

Orçamentação da despesa

6. O Quadro Plurianual de Programação Orçamental (2013-2016), estabelece os limites de despesa efetiva financiada por receitas gerais por Programa Orçamental, os quais devem ser respeitados para efeitos de distribuição das dotações pelos serviços.

7. As atividades e projetos cofinanciados devem ser inscritos na fonte de financiamento da União Europeia (U.E) e respetiva contrapartida pública nacional, de acordo com a tabela do Anexo VI.

8. Na elaboração dos orçamentos, os serviços e organismos da administração central com exceção dos pertencentes ao Serviço Nacional de Saúde e ao Ensino Superior, devem orçamentar uma provisão no valor de 2,5% do orçamento (funcionamento e investimento), a inscrever na classificação económica 06.02.03 – Outras despesas correntes – Diversas – Outras, identificada através da alínea e subalínea R0.00 – Reserva.

9. O cálculo da reserva não incide sobre as despesas cobertas por financiamento comunitário, as transferências para outros organismos da Administração Central, as aplicações de ativos e passivos financeiros, as dotações relativas a pessoal em situação de mobilidade especial, bem como as dotações específicas conforme identificadas no mapa 164 do Orçamento do Estado.

10. As verbas a orçamentar nas Despesas com Pessoal estão sujeitas às seguintes regras:

a) O número de efetivos a orçamentar é o que consta do mapa de pessoal, previsto no n.º 2.º do artigo 4.º, da LVCR, aprovado pela tutela;

b) O número de efetivos engloba todas as modalidades de vinculação - Nomeação, Contrato de trabalho em funções públicas, Comissão de serviço e Contrato de trabalho; c) O número de efetivos engloba também o pessoal a ser admitido em 2013;

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d) A orçamentação é realizada com base nas remunerações praticadas em 2012, contemplando a redução remuneratória prevista no artigo 19.º da Lei n.º 55-A/2010 de 31 de Dezembro;

e) A orçamentação da despesa, quer para o pessoal ao serviço, quer para o pessoal que se planeia contratar (independentemente da data em se planeia fazer a contratação) inclui, nomeadamente, os seguintes itens:

i. Doze meses de remunerações certas e permanentes e de outras despesas de natureza certa e permanente, em cumprimento do n.º 1 do artigo 21º da Lei n.º 64-B/2011, de 30 de dezembro;

ii. Catorze meses de remunerações certas e permanentes e de outras despesas de natureza certa e permanente ao pessoal, com redução parcial dos subsídios de férias e de Natal ou equivalentes, enquadrado no n.º 2 do artigo 21º da Lei n.º 64-B/2011, de 30 de dezembro;

iii. A prestação de trabalho em horário normal, ou horário parcial;

iv. Os suplementos, subsídios ou outros itens que se inscrevam nos subagrupamentos da classificação económica 0101 e 0102;

v. A contribuição da entidade patronal para a Segurança Social ou CGA, de acordo com a taxa contributiva aplicável;

vi. A contribuição de 2,5% da entidade patronal para ADSE, calculada sobre a mesma base remuneratória que o atual desconto para a Segurança Social ou para a CGA. 11. As alíneas tipificadas relativas às eventualidades de parentalidade, subsídio social de

desemprego, doença, acidentes de trabalho e doenças profissionais, bem como as contribuições para a Segurança Social nas ocorrências destas eventualidades, não são objeto de orçamentação. Se for necessário, no decurso da execução orçamental, o serviço procede à inscrição e reforço da rubrica por contrapartida das rubricas de pessoal.

12. O registo de informação sobre efetivos e a sua orçamentação é efetuado através do modelo que consta do Anexo II, disponível no SIGO/SOE (Sistema de Informação para a Gestão Orçamental/Sistema do Orçamento do Estado), em ecrã próprio, tendo em consideração o seguinte:

a) O total das colunas do quadro deve obrigatoriamente corresponder à despesa orçamentada pelo serviço no agrupamento da classificação económica 01- “Despesas com Pessoal”;

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b) Nos casos específicos do Serviço Nacional de Saúde e das Escolas do ensino não superior, o preenchimento do anexo é da responsabilidade, respetivamente, da Administração Central do Sistema de Saúde e do Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação e Ciência;

c) Para efeitos de orçamentação dos encargos com o pessoal colocado ou a colocar em situação de mobilidade especial, aplicam-se as instruções emitidas em 2007 através da criação de nova classificação orgânica ao nível da divisão designada “ Secretaria Geral - Sistema de Mobilidade Especial”.

Orçamentação da receita

13. A previsão da receita consignada deve ser precedida da previsão do crescimento daquelas receitas, a qual deve ser baseada numa análise cuidadosa, tendo em atenção a conjuntura macroeconómica prevista para 2013 e a evolução das respetivas determinantes.

14. Quando o crescimento da receita for superior a 1% da estimativa da cobrança para 2012, é fornecida uma explicação detalhada dos fatores que a justificam.

15. O registo da receita própria e da receita consignada por parte das entidades está sujeito à indicação do fundamento legal subjacente à sua origem, dos diplomas legais, dos respetivos artigos e das correspondentes alíneas que servem de fundamento ao registo em cada classificação económica. Não é suficiente, a referência genérica à lei de enquadramento orçamental ou à lei orgânica do organismo.

16. Os serviços integrados administradores de receitas gerais do Estado, incluindo as receitas fiscais, inscrevem a previsão de cobrança na sua orgânica, utilizando a classificação económica da receita a 10 dígitos.

17. Os serviços integrados procedem ao registo da totalidade da receita, incluindo a receita consignada e a dotação orçamental (proveniente de receita geral), de acordo com as instruções incluídas no Anexo XII, tendo presente as relações de equilíbrio que devem estar subjacentes a cada proposta de orçamento, designadamente:

a) O total das previsões de receitas próprias deve ser de igual montante ao total das despesas cobertas por esse tipo de receitas;

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b) O total da dotação orçamental inserida no lado da receita deve ser igual ao total das despesas cobertas pela dotação orçamental (proveniente de receitas gerais do Estado) que é atribuída a cada serviço;

c) O total das previsões de receitas gerais do Estado, administradas pelo serviço, não tem correspondência com nenhum tipo de despesa do serviço;

18. A dotação orçamental a que se refere o número anterior é identificada com a classificação económica de receita «99.99.98 – dotação orçamental – Funcionamento» e «99.99.99 – dotação orçamental – Investimento», respeitando sempre o limite de receitas gerais atribuído pela tutela.

Princípios gerais sobre a orçamentação por Programas

19. O Orçamento do Estado é estruturado por Programas (Anexo III) que se desagregam em Medidas (Anexo IV). No orçamento de funcionamento concretizam-se através de Atividades (Anexo V) e no orçamento de Investimento através de Projetos.

20. Considerando o disposto no artigo 72º da LEO e da Portaria nº 103/2012, de 17 de abril, são estabelecidos objetivos estratégicos para cada Programa, metas e indicadores de impacto socioeconómico para 20135 para permitir verificar o grau de realização dos objetivos e a comparação dos recursos utilizados com os resultados alcançados.

21. Para cada Programa são definidos um máximo de quatro indicadores.

Responsabilidades das Entidades Coordenadoras dos Programas Orçamentais

22. A responsabilidade das entidades coordenadoras dos programas durante a elaboração do

Orçamento inclui

:

a) Comunicar à DGO a distribuição dos plafonds por serviço, organismo e EPR e informação sobre o número de efetivos do Programa (de acordo com o modelo do Anexo X) até 16

5Consideram-se (vd Circular 1360 de 12 de Agosto de 2010):

Objetivos Estratégicos – definidos em função das políticas propostas pelo Governo e apresentados à Assembleia da República no início da legislatura, os quais corporizam os impactos socioeconómico que o executivo pretende induzir;

Indicadores de impacto socioeconómico – explicitam os objetivos estratégicos; dizem respeito às consequências do Programa para além dos efeitos imediatos, traduzindo as respetivas consequências duráveis.

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de julho;

b) Supervisionar o cumprimento pelos serviços e organismos integrados no Programa das datas e requisitos definidos para o OE 2013, nomeadamente através do seguimento através do site da DGO do estado em que se encontram;

c) Definir os objetivos, indicadores e metas dos programas;

d) Assegurar a fiabilidade, consistência e coerência da informação relativa ao programa que coordena. É de ressaltar a importância de serem avaliadas as estimativas relativas aos compromissos para anos futuros;

e) Coordenar com os serviços as eventuais atualizações da informação, em caso de necessidade de ajustamento do orçamento inicial, tendo em atenção o plafond atribuído ao Programa.

Orçamento de Investimento

23. O Orçamento de investimento abrange, apenas, as despesas da responsabilidade da Administração Central. Assim, devem incluir-se as transferências para entidades que não são classificadas no perímetro das Administrações Públicas, excluindo-se todo o restante Investimento dessas entidades financiado por outras fontes de financiamento.

24. O Orçamento de Investimento é composto por:

a) Projetos com financiamento exclusivamente nacional;

b) Projetos cofinanciados por fundos comunitários e respetivos projetos de apoio quando pertinente.

25. A orçamentação dos projetos referidos na alínea b) do número anterior está sujeita às seguintes regras:

a) São inscritos os projetos com candidatura aprovada ou submetidos a candidatura; b) As restantes dotações de financiamento nacional e de cofinanciamento comunitário

(este estimado na base de uma taxa de cofinanciamento de 50%) são inscritas com a denominação – “Projetos a candidatar ao QREN”, na Medida em que se inserem. 26. Os projetos cofinanciados pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) com

candidatura aprovada são registados com os mesmos montantes e calendários com que foram aprovados. É obrigatória a inscrição do código que o projeto detém no QREN no

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campo destinado ao código de candidatura, existente no âmbito da caracterização dos projetos.

27. Os projetos com candidatura submetida a cofinanciamento pelo QREN são registados com os montantes e calendários com que foram submetidos ao concurso de fundos, sendo o estado da respetiva candidatura objeto de registo no âmbito da caracterização do projeto. 28. O estado da candidatura será modificado logo após a aprovação da mesma, para que os

projetos reflitam fielmente o que foi aprovado, e os serviços procedem à realização das respetivas reprogramações financeiras e materiais correspondentes.

29. Os projetos com financiamento exclusivamente nacional não são agregados aos projetos com cofinanciamento da União Europeia, ainda que exista uma ligação entre os dois. Nos casos em que o Investimento elegível é inferior ao Investimento total e é necessário financiamento nacional adicional, será criado um novo projeto cuja denominação será igual à do cofinanciado acrescentando a especificação “financiamento adicional”.

30. São inscritos ao nível do “projeto” os Investimentos relevantes enquadrados em políticas sectoriais. Sempre que seja pertinente a desagregação por Nomenclatura da Unidade Territorial – NUT II, é para o efeito utilizado o estatuto de “Regionalização”.

31. Para o carregamento das propostas de orçamento encontram-se disponíveis, no sistema SIGO/SOE, as tabelas gerais com a codificação do conjunto de itens que integram a caracterização dos projetos, nomeadamente a codificação NUT e os códigos a utilizar para efeito da adicionalidade, bem como os códigos das Grandes Opções do Plano (GOP).

32. A programação financeira e material dos projetos deve ser consistente com a sua calendarização, devendo ser registada em todos os anos da duração do projeto.

33. Aos projetos são associados indicadores de acompanhamento e metas, que nos casos dos projetos cofinanciados são idênticos aos aprovados nas respetivas candidaturas.

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Compromissos Plurianuais e Pagamentos em atraso

34. As verbas inscritas no orçamento devem incluir as dotações orçamentais respeitantes aos encargos de 2013 relativos a compromissos plurianuais e a pagamentos previstos no Plano de Liquidação dos Pagamentos em Atraso no âmbito do artigo 15º da Lei dos compromissos e pagamentos em atraso das entidades públicas (LPCA)6.

35. Os serviços, organismos e EPR mantem, obrigatoriamente, atualizado o registo de todos os compromissos plurianuais no SCEP - Sistema Central de Encargos Plurianuais, do SIGO/SOE, e asseguram que na data-limite de submissão dos projetos de orçamento esta informação está atualizada.

36. No orçamento de investimento são registadas todas as despesas plurianuais previstas, contratualizadas ou não, incluindo os compromissos registados no SCEP.

Classificação orgânica e “dotações específicas”

37. A estrutura de classificação orgânica do OE 2013 inclui as alterações orgânicas decorrentes do PREMAC, processo que se encontra concluído de acordo com o estipulado na Deliberação do Conselho de Ministros 256/2012, de 17 de maio. Os casos em que ainda não tenham sido efetuadas as respetivas alterações orgânicas devem ser submetidos a anuência da DGO, obtida através da respetiva Delegação, até ao dia 12 de julho.

38. São mantidas inalteradas as classificações orçamentais atribuídas em 2012 às dotações específicas.

Especificação de alíneas e subalíneas da Classificação económica

39. A classificação económica desagrega-se em alíneas e subalíneas, no caso da despesa, e subartigos e rubricas no caso da receita, de acordo com as instruções emitidas nos pontos seguintes e nos anexos VII, VIII e IX da presente Circular.

40. A classificação económica de despesa relativa a «juros de mora» por atrasos nos pagamentos adota a nova alínea J0.00 – Juros de mora inserida na rubrica 03.05.02 – Juros e outros

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encargos – Outros juros – Outros, conforme é indicado no Anexo VII. As restantes despesas de outros juros serão incluídas na alínea O0.00 – Outros na mesma rubrica.

41. As previsões de receita e as dotações de despesa são inscritas com referência aos setores institucionais envolvidos nas operações, sempre que essa identificação seja exigida, nos termos do classificador aprovado pelo Decreto-Lei n.º 26/2002, de 14 de fevereiro, não podem ser inscritas verbas globais a desagregar posteriormente.

Fluxos de verbas no âmbito da Administração Central

42. A receita e a despesa de juros, de subsídios e de transferências correntes e de capital que tem como origem ou destino serviços e organismos da Administração Central, incluindo as EPR consideram o código do serviço “dador” ou “beneficiário”.

43. O código do serviço “dador” ou “beneficiário” é obrigatoriamente registado, utilizando a tabela disponibilizada automaticamente no ecrã de carregamento do SOE e que consta dos Anexos VIII e IX da presente Circular.

44. Em caso de inconsistência entre o dador e o beneficiário, o serviço beneficiário tem de assegurar a inscrição da receita pelo valor que é refletido na despesa do dador. Caso permaneçam diferenças, prevalece o valor inscrito na despesa pelo dador. Quando os fluxos têm como origem um outro subsector das Administrações Públicas como é o caso da Segurança Social, o valor que prevalece no organismo beneficiário é o inscrito como despesa no outro subsector (no caso a Segurança Social).

45. Nas situações em que existe uma verba global destinada à Administração Central, em que não está identificado o organismo beneficiário (por depender de um concurso ou candidatura ainda não concretizados), a despesa final é considerada no próprio serviço, inscrita na classificação económica de outras despesas correntes ou de capital, conforme adequado, em alínea própria, especificada com a indicação de “Verbas globais a distribuir na AP”.

Registo dos Fundos Europeus e da Contrapartida Pública Nacional

46. Os serviços e organismos da Administração Central refletem nas suas contas os fluxos financeiros provenientes da União Europeia (UE) e a respetiva contrapartida nacional, caso exista, da seguinte forma:

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1) Quando a entidade da AC é intermediária de fluxos financeiros provenientes da UE e efetua a transferência/pagamento para uma entidade das Administrações Públicas, o organismo intermediário regista a receita e a despesa como extraorçamental e o organismo beneficiário regista como receita efetiva e despesa efetiva, quando esta tiver lugar.

2) Quando a entidade AC é intermediária de fluxos financeiros provenientes da UE e efetua a transferência/pagamento apenas destes fundos para uma entidade fora das Administrações Públicas o registo quer da receita quer da despesa deve ser efetuado como extraorçamental. Todavia, quando o organismo é intermediário de fluxos financeiros provenientes da EU, encontrando-se a executar politicas públicas nacionais cofinanciadas por Fundos Europeus e efetua a transferência/pagamento destes Fundos e também da respetiva Contrapartida Pública Nacional, para uma entidade fora das Administrações Públicas, regista a receita de fundos europeus como efetiva e no ato da transferência/pagamento regista a despesa de Fundos Europeus também como efetiva.

3) Quando a entidade da AC é intermediária de fluxos financeiros provenientes da UE encontrando-se a executar politicas públicas nacionais cofinanciadas por Fundos Europeus, efetuando a transferência/pagamento destes Fundos Europeus acompanhada da Contrapartida Pública Nacional, para uma entidade das Administrações Públicas deve contabilizar a Contrapartida Pública Nacional transferida como receita e despesa efetiva, devendo a despesa ser registada como transferências para a AP;

4) Quando a entidade da AC é intermediária de fluxos financeiros provenientes da UE, encontrando-se a executar politicas públicas nacionais cofinanciadas por Fundos Europeus e efetua a transferência/pagamento destes Fundos Europeus acompanhada da Contrapartida Pública Nacional para uma entidade fora das Administrações Públicas deve contabilizar a Contrapartida Pública Nacional transferida como receita e despesa efetiva.

.

47. O disposto no ponto anterior não se aplica às verbas destinadas ao financiamento de ações com suporte no Fundo Social Europeu (FSE), sendo neste caso as regras a utilizar as seguintes:

a) O Orçamento da Segurança Social (OSS) orçamenta a totalidade da receita com origem no FSE;

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b) Quando o organismo executor do projeto pertence à Administração Central, o OSS regista uma despesa de transferência na classificação económica 04.03.xx ou 08.03.xx;

c) O serviço ou organismo da Administração Central beneficiário desta transferência regista a receita na classificação económica 06.06.03 - Transferências correntes da Segurança Social – financiamento comunitário de projetos cofinanciados, ou 10.06.03 para o caso de transferências de capital.

Transferências para empresas públicas não reclassificadas

48. As transferências correntes e de capital para as empresas públicas, excluindo as EPR, são especificadas nas classificações económicas 04.01.01 - «Transferências correntes – Sociedades e quase sociedades financeiras não financeiras – Públicas» e 08.01.01 - «Transferências de capital – Sociedades e quase sociedades financeiras não financeiras – Públicas» sendo, obrigatoriamente, identificadas com o nome da empresa beneficiária, através de uma alínea e subalínea da classificação económica que as individualiza claramente.

Transferências, subsídios e indemnizações pagas a entidades não pertencentes às

administrações públicas

49. A despesa com transferências, subsídios e indemnizações pagas a pessoas singulares ou coletivas não integradas nas administrações públicas é registada nas classificações económicas de transferências (correntes ou de capital) ou subsídios, com a seguinte desagregação por sectores institucionais beneficiários:

- Agrupamentos 04 – «Transferências correntes» e 08 - «Transferências de capital» - subagrupamentos:

- 01 - «Sociedades e quase sociedades não financeiras» (exceto rubricas 04.01.01 e 08.01.01); - 02 - «Sociedades financeiras»;

- 07 - «Instituições s/ fins lucrativos»; - 08 - «Famílias».

- Agrupamento 05 – «Subsídios» - subagrupamentos:

- 01 - «Sociedades e quase sociedades não financeiras» (exceto rubricas 05.01.01 e 05.01.02); - 02 - «Sociedades financeiras»;

- 07 - «Instituições s/ fins lucrativos»; - 08 - «Famílias».

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Utilização dos códigos de Fonte de Financiamento

50. Na especificação da receita e da despesa é utilizada obrigatoriamente a tabela de Fontes Financiamento que constam do Anexo VI.

51. Nos projetos cofinanciados, a contrapartida nacional e o financiamento comunitário são registados nas fontes de financiamento em função do respetivo Fundo.

52. As fontes de financiamento do anexo VI assinaladas com A), serão apenas utilizadas em sede de execução orçamental, e não na elaboração da proposta de orçamento.

Utilização dos códigos de Medidas

53. Na especificação da receita e da despesa é utilizada a tabela de Medidas que constam do Anexo IV.

54. As dotações relativas a encargos com Parcerias Público-Privadas são registadas em novas Medidas, conforme indicado no Anexo IV.

III - Instruções relativas ao registo e envio dos projetos de orçamento

Procedimentos a observar na aprovação e envio dos projetos de orçamento

55. Os coordenadores dos Programas comunicam à DGO, para os e-mails indicados no Anexo III- Lista de Programas Orçamentais, o formulário contido no Anexo X – Modelo de distribuição do plafond devidamente preenchido, até ao dia 16 de julho. O assunto da mensagem de

e-mail e o nome a atribuir ao ficheiro têm a seguinte estrutura:

PROGRAMA XXX – NOME DO SERVIÇO – ANEXO X DA CIRCULAR 1371–OE2013

56. Os sistemas de registo do OE 2013 (www.sigo.min-financas.pt) estão abertos desde as 0 horas de dia 16 de julho até às 24 horas do dia 3 de agosto. O registo de dados do OE no Orçamento de Investimento e no Sistema Central de Encargos Plurianuais (SCEP) está abrangido pelo mesmo período.

57. Nos casos de incumprimento da data limite estabelecida para o carregamento nos sistemas das propostas de orçamento, será considerado o orçamento de 2012 com os ajustamentos que o Ministério das Finanças achar por conveniente introduzir por forma a viabilizar a finalização dos trabalhos do Orçamento do Estado.

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58. Os registos ou alterações ulteriores à data acima mencionada, apenas serão autorizados pela DGO em casos muito excecionais, devidamente justificados, e quando solicitados pelo coordenador do Programa.

59. A DGO manterá no seu site, atualizado às 18 horas de cada dia, o ponto de situação sobre o carregamento dos orçamentos dos serviços e organismos no que se refere à submissão e aceitação das propostas de orçamento que integram o Orçamento de 2013.

60. Antes do final do prazo mencionado no ponto 56, os serviços e organismos devem remeter à DGO, através do módulo PO – Projetos de Orçamento, dos Serviços online da DGO (http://www.dgo.pt/ServicosOnline)7, respeitando o modelo definido no Anexo XI:

i) Memórias Justificativas do orçamento de funcionamento e Investimento e a correspondente Declaração de Conformidade, com assinatura digital do dirigente máximo do serviço ou organismo;

As Memórias Justificativas apresentam as explicações qualitativas devidamente fundamentadas, suportada na legislação aplicável ao serviço, relativamente às receitas e às despesas mais expressivas na proposta de orçamento e a justificação das variações mais significativas face à estimativa de 2012.

ii) Mapa OE - 12 (Projeto OE dos serviços integrados) ou Mapa OP – 01 (Projetos OE dos Serviços e fundos autónomos), extraído do SIGO/SOE, os quais apenas serão considerados válidos quando obtidos pela opção de fecho no SIGO/SOE, e que terão a seguinte expressão “Mapa Final do Projeto de Orçamento do Serviço”;

iii) Mapas de Pessoal do serviço ou organismo aprovado pela tutela.

61. O projeto de orçamento dos serviços e fundos autónomos que utilizem o POCP ou planos sectoriais são acompanhados dos seguintes documentos:

• Balanço previsional (2013):

• Demonstração de resultados previsional (2013).

7O processo de autenticação e as regras gerais de funcionamento são as descritas na Circular nº 1353 / Série A. Uma

vez autenticado, o serviço deve selecionar o módulo PO - Projetos de Orçamento. Para Informação mais detalhada sobre o funcionamento do módulo PO - Projetos de Orçamento deve consultar o manual disponibilizado por este módulo

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62. Os documentos referidos no ponto anterior são igualmente enviados através do módulo PO – Projetos de Orçamento, dos Serviços online da DGO, desde que respeitem a dimensão total de 500 Kbytes (para o efeito recomenda-se apenas o envio de documentos “nado-digital”). Caso ultrapassem este limite, o balanço e demonstração de resultados previsionais são enviados para a DGO em suporte informático (Compact Disc – CD, ou PEN).

Disponibilização aos serviços e organismos dos Orçamentos aprovados

63. Após a aprovação do Orçamento do Estado para 2013, o orçamento é disponibilizado através do SIC ou do GERFIP/RIGORE (Gestão de Recursos Financeiros Partilhada/Rede Integrada de Gestão Orçamental e de Recursos do Estado), consoante o sistema utilizado pelos serviços.

64. Caso os serviços já utilizem o Sistema de Gestão de Receitas (SGR), o orçamento de receita é igualmente disponibilizado neste sistema.

IV – Elementos Informativos Adicionais

65. Para efeitos da estimativa das contas das Administrações Públicas, as entidades a seguir identificadas enviam a estimativa de 2012 e a previsão de 2013 à DGO, até aos dias 10 de julho e 10 de agosto, respetivamente:

 EPR: registo nos serviços online da Direção Geral do Orçamento (DGO), de acordo com os formatos disponibilizados, o Balanço, Demonstração de Resultados e Balancete Analítico previsional. O Balancete Analítico tem de ser reportado em conformidade com o modelo de estrutura de contas enviado pela DGO a cada EPR;

 Caixa Geral de Aposentações: Balancete Analítico com último nível da desagregação.

 Serviço Nacional de Saúde (SNS): Execução financeira na lógica das contas nacionais e respetivas notas explicativas;

 Segurança Social:

Mapa IX - Orçamento da Segurança Social

Mapa X - Receitas da Segurança Social por Classificação Económica Mapa XII - Despesas da Segurança Social por Classificação Económica

(17)

Circular Série A n.º 1371 – Instruções para preparação do OE-2013

Mapa de detalhe das transferências entre a Segurança Social e as entidades da Administração Central.

66. A aceitação da proposta do orçamento para 2013 pela DGO relativa às entidades referidas anteriormente está sujeita ao envio da documentação anterior.

V - Responsabilidade Financeira

67. É reforçada, para efeitos de apresentação e aprovação da proposta de orçamento para 2013 nos termos determinados pela presente Circular, a responsabilidade financeira das entidades hierarquicamente superiores dos serviços.

VI - Divulgação da presente Circular

68. As secretarias gerais alertam todos os organismos hierarquicamente subordinados ou sob tutela do respetivo ministério, incluindo todos os fundos e serviços autónomos e entidades públicas reclassificadas, de que a presente circular se encontra disponível no sítio da DGO (www.dgo.pt).

Direção-Geral do Orçamento, 6 de julho de 2012.

A Diretora-Geral do Orçamento,

Maria Manuela dos

Santos Proença

2012.07.06

20:56:52 +01'00'

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Circular Série A n.º 1371 – Instruções para preparação do OE-2013 ANEXOS

ANEXO I Entidades Públicas Reclassificadas

ANEXO II Orçamentação das despesas com efetivos de pessoal

ANEXO III Lista de Programas Orçamentais

ANEXO IV Tabela de Medidas

ANEXO V Tabela de Atividades

ANEXO VI Tabela de Fontes de Financiamento e Nota Explicativa

ANEXO VII Alíneas e subalíneas da classificação económica da Despesa Pública de

tipificação vinculativa

ANEXO VIII Códigos de entidade a utilizar nos juros, transferências e subsídios de / para

Serviços Integrados

ANEXO IX Códigos de entidade a utilizar nos juros, transferências e subsídios de / para

Serviços e Fundos Autónomos

ANEXO X Modelo de distribuição de Plafonds

ANEXO XI Memória Justificativa e Declaração de conformidade

ANEXO XII Instruções para registo das previsões de receita no SOE pelos Serviços Integrados

Referências

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