Fitomedicamentos
e
sistema respiratório
Doenças mais comuns
• Resfriados e gripe • Rinite
• Tosse • Sinusite
Resfriado e Gripe
• Inflamação benigna (viral)
–Rinite
–Faringite
–laringite
–Laringotraqueobronquite
Resfriado e gripe
• Inflamação benigna (viral)
–200 tipos de vírus : rinovírus (30-50%) contagioso coronavírus (10-15%)
Influenza = gripe
Resfriado
• Sintomas
–Febre baixa;
–Dificuldade para respirar;
–coriza;
–espirros;
–Dor ou coceira na garganta;
–Vômitos;
–Dores no corpo.
Gripe
• Maioria dos casos entre outono e inverno
• Sintomas
–Febre de 39,5ºC, acompanhada de calafrios e sudorese abundante;
–Dificuldade para respirar;
–coriza;
–espirros;
–Dor ou coceira na garganta;
–Vômitos;
Rinite
• O nariz = limpa, aquece e umidifica o ar • Espirros, corizas e entupimento
sinusite
• O nariz = limpa, aquece e umidifica o ar • Espirros, corizas e entupimento
sinusite
• Aguda: Dor, secreção, falta de apetite, tosse, etc;
• Crônica: secreção mucopurolenta, mau-hálito, dor de garganta, dificuldade para sentir odores, etc.
asma
• Estreitamento dos bronquíolos dificultando a passagem do ar provocando contrações ou broncoespamos;
• Falta de ar, tosse seca, chiado e opressão no peito;
tosse
• Aguda: Dor, secreção, falta de apetite, tosse, etc;
• Crônica: secreção mucopurolenta, mau-hálito, dor de garganta, dificuldade para sentir odores, etc.
Ananas comosus (L.) Merr.
Bromeliaceae – (abacaxi)
Perene, herbácea, folha espinhenta, 60-90cm
Fruto partenocárpico Brasil
Ananas comosus (L.) Merr.
Bromeliaceae – (abacaxi)
Bromelina
Alcaloides (β-carbolinas)
Ananas comosus (L.) Merr.
Bromeliaceae – (abacaxi)
Bromelina
Alcaloides (B-carbolinas)
Açúcares, sais minerais, Fe, Ca e vitaminas
ác. orgânicos (málico, cítrico e tartárico)
Ananas comosus (L.) Merr.
Bromeliaceae – (abacaxi)
Ações da Bromelina:
antitrombótica, antitumoral, imunomoduladora, cicatrizante de feridas, doenças inflamatórias intestinais.
Proteolítica semelhante a N-acetilcisteína
Ajuda na absorção de amoxicilina
Ananas comosus (L.) Merr.
Bromeliaceae – (abacaxi)
Interações da Bromelina: Anticoagulantes – warfarina Tetraciclina – aumenta
concentração no plasma
Hedera helix L. Araliaceae
(Hera)
• Trepadeira, até 30 m. • Folhas
Hedera helix L. Araliaceae
(Hera)
• Saponinas: hederacosídeo
Hedera helix L. Araliaceae
(Hera)
• Saponinas: hederacosídeo • Flavonoides: rutina, quercetina • Glicosídeos: hederina
• Ácidos clorogênico e fórmico • Terpenos, taninos, etc
Hedera helix L. Araliaceae
(Hera)
usos :
Litíase, disfunção hepática e biliar, etc
catarro crônico, bronquite e, especialmente, a tosse convulsa.
Homeopatia: doenças respiratórias, gastrointestinais, reumáticas e hipertireoidismo.
Hedera helix L. Araliaceae
(Hera)
• Toxicologia
–DL50 >100mg/kg
–Em altas doses pode causar paralisia pulmonar.
Hedera helix L. Araliaceae
(Hera)
Mecanismo de ação:
• As saponinas possuem efeito ß-mimético inibindo a internalização dos ß2-receptores das células da musculatura lisa das vias aéreas
Pelargonium sidoides D.C.
Geraniaceae (gerânio africano)
• Parte usada: raiz • África do Sul
• Levada a Europa (sec XVIII) • Tuberculose Inglaterra (1897) • Extrato padronizado – EPs7630
Pelargonium sidoides D.C.
Geraniaceae (gerânio africano)
• Cumarinas, cumarinas glicosiladas e sulfatadas escopoletina magnolioside 6-Hydroxy-5,7-dimethoxycoumarin -8-sulfate
Pelargonium sidoides D.C.
Geraniaceae (gerânio africano)
• Cumarinas, cumarinas glicosiladas e sulfatadas • Flavonoides • Catequina, galocatequina • Proantocianinas • B-sitosterol
Pelargonium sidoides D.C.
Geraniaceae (gerânio africano)
• Baixa toxicidade DL50 = 48,5mL/Kg
Pelargonium sidoides D.C.
Geraniaceae (gerânio africano)
• Mecanismo de ação
• ação das cumarinas e taninos sobre: Bloqueio do ciclo de infecção de
bactérias (adesão nas células); Modulação no sistema imunológico
pela liberação do fator de necrose tumoral e NO2, aumento da
atividade do interferon e das células natural Killer.
Pelargonium sidoides D.C.
Geraniaceae (gerânio africano)
• COMPOSIÇÃO Extrato padronizado
• tintura de Pelargonium sidoides...307,39mg*;
• veículos...q.s.p. 1mL.
• (xarope de sacarose, água deionizada, aroma de laranja e sorbato de potássio)
• *equivalente a 6µg de umckalina.
• O xarope contém 0,3% de álcool.
Luffa operculata (L.) Cogniaux –
Curcubitaceae (buchinha do norte)
• Trepadeira herbácea, até 10 m • Frutos maduros e secos • Brasil (Am.do Sul)
Luffa operculata (L.) Cogniaux
(buchinha do norte)
Frutos:
• Saponinas : curcubitacinas
cucurbitacina D isocucurbitacina D
Luffa operculata (L.) Cogniaux
(buchinha do norte)
Usos populares:
Rinite, sinusite e laxante ou purgante. Abortivo
Alcoolismo, febre, picada de cobra, dor ciática, etc
Luffa operculata (L.) Cogniaux
(buchinha do norte)
histórico
• 1841 – Inspetoria Federal de Saúde (DIMED – Anvisa)
• Pílulas de Resina de Batata e momordica bucha do Cirurgião Mattos
• “Pílulas de Mattos”
Luffa operculata (L.) Cogniaux
(buchinha do norte)
toxicidade
• DL-50 = 170 mg/Kg - 75mg/kg (homem)
–5g do fruto seco / 50 mL tintura 10%
Luffa operculata (L.) Cogniaux
(buchinha do norte)
pré-clínico
• Em coelhos – causou alterações estruturais superficiais na mucosa da cavidade nasal (extrato 0,5 – 1%).
Luffa operculata (L.) Cogniaux
(buchinha do norte)
clínicos
• Medicamentos homeopáticos (MH)–
157 pacientes com rinossinusite – s/ dif. significativa (Wiesenauer et al. 1989).
• MH – 119 adultos – 81% eficiência – s/ efeitos colaterais (Adler, 1999).
• LO 1% + Soro fisiológico (venda livre) – 33 paciente – 88% eficiência, efeitos colaterais (Salviano, 1992).
Luffa operculata (L.) Cogniaux
(buchinha do norte)
Mikania glomerata (guaco) –
Asteraceae
• Arbusto lenhoso
• Nativa da América do Sul
• Brasil: sul e sudeste
• Erva das serpentes (antídoto para picada de serpentes)
Mikania glomerata (guaco)
-Asteraceae
Princípios ativos: Taninos, resinas, saponinas, óleo essencial, ácidos orgânicos, pigmentos, cumarinas
Mikania glomerata (guaco)
-Asteraceae
Princípios ativos: Taninos, resinas, saponinas, óleo essencial, ácidos orgânicos, pigmentos, cumarinas
Lista de registros simplificados de fitoterápicos da Anvisa - RE no. 89/2004
Mikania glomerata (guaco)
Mikania glomerata (guaco)
-Asteraceae
Mikania glomerata (guaco) –
Asteraceae: farmacologia
Estudos pré-clínicos: extratos hidroalcoólicos X cumarina a) Estudos in vivo: edema de pata
em rato ( inflamação)
b) Estudos in vitro: jejuno de rato, íleo de cobaia e traqueia (espamolítico)
Mikania glomerata (guaco) –
Asteraceae: farmacologia
Resultados semelhantes ( extrato x
cumarina)
- Efeito espasmolítico, anti-inflamatório e broncodilatador tanto do extrato como da cumarina isolada, embora menos intenso.
Mikania glomerata (guaco) –
Asteraceae: farmacologia
Estudos pré-clínicos: atividade
antiofídica da cumarina Veneno:Bothrops jararaca Taxa de sobrevivência:
cumarina X controle 80% ( 6 horas) X 30%
Mikania glomerata (guaco) –
Asteraceae: farmacologia
Estudos clínicos: poucos estudos avaliando a segurança e eficácia;
- Sem sinais de toxicidade; - Presente em formulações;
fitoterápicas com outras plantas ;
- Utilizado principalmente para
afecções respiratórias
Mikania glomerata (guaco) –
Asteraceae: farmacologia
Posologia:
Adultos: 10-30 mL de tintura (2-3 doses diárias) ;
4 g erva fresca na forma de infusão (até 3 doses diárias);
Xarope (extrato fluído 10%) – 15 mL 8/8hs
Mikania glomerata (guaco)
-Asteraceae
Mikania glomerata (guaco)
-Asteraceae
Reações adversas: Em altas doses,
pode provocar vômito, diarréia e aumento do tempo de coagulação
Contra indicações: pacientes com distúrbios da coagulação sanguínea e doenças crônicas do fígado
Mikania glomerata (guaco)
-Asteraceae
Garantia da qualidade??? As empresas devem encaminhar
laudos, metodologias, etc para registrar seu produto na Anvisa.
Aula prática
• Não haverá aula prática hoje/quinta... • Espaço reservado para vocês fazerem o
trabalho para o final do semestre... • Qualquer dúvida me procurem / e-mail • [email protected]