APRESENTAÇÃO PLANO DE ENSINO-APRENDIZAGEM CIÊNCIA E CONHECIMENTO A LEITURA E A PRODUÇÃO DE TEXTOS FORMAS DE ELABORAR CITAÇÕES E REFERÊNCIAS DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO DE TRABALHOS REFERÊNCIAS
RESPOSTAS DAS ATIVIDADES DE AUTOAVALIAÇÃO ESTRUTURA DE TRABALHOS CIENTÍFICOS SU 5 30 8 98 102 80 6 66 18
Metodologia
científica
Roseli Rocha Moterle
Cristiane Sbruzzi Berté
Teresa Machado da Silva Dill
Abele Marcos Casarotto
Claudia Elisa Grasel
Joaçaba
2010
Metodologia
© 2010 Unoesc Virtual – Direitos desta edição reservados a Unoesc Virtual Rua Getúlio Vargas, 2125, Bairro Flor da Serra, CEP 89600-000 – Joaçaba, SC, Brasil Fone: (49) 3551-2123 – Fax: (49) 3551-2004 – E-mail: [email protected]
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M593 Metodologia científica / Ardinete Rover... [et al.]. – Joaçaba: Unoesc virtual, 2010.
104 p. ; 30 cm. Bibliografia: 98-101 p.
Ciência - Metodologia. 2. Pesquisa I. Rover, Ardinete.
CDD 001.42
Universidade do Oeste de Santa Catarina – Unoesc Reitor
Aristides Cimadon
Vice-reitor Acadêmico
Luiz Carlos Lückmann
Vice-reitores de Campus
Campus de São Miguel do Oeste
Vitor Carlos D’Agostini Campus de Videira
Antonio Carlos de Souza Campus de Xanxerê
Genesio Téo
Coordenação Geral da Unoesc Virtual
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Coordenação Pedagógica da Unoesc Virtual
Rosa Maria Pascoali
Designer instrucional da Unoesc Virtual
Roseli Rocha Moterle
Coordenações Locais da Unoesc Virtual
Campus de São Miguel do Oeste
Aníbal Lopes Guedes Campus de Videira
Rosa Maria Pascoali Campus de Xanxerê
Cristiane Sbruzzi Berté
Secretaria executiva e logística
Carolina Nodari
Revisão linguística e metodológica
Marisa Vargas Débora Facin
Projeto gráfico e diagramação
Mix Comunicação
Professores autores
Ardinete Rover Rosa Maria Pascoali
Ernani Tadeu Rizzi Roseli Rocha Moterle Cristiane Sbruzzi Berté Teresa Machado da Silva Dill
Abele Marcos Casarotto Claudia Elisa Grasel
APRESENTAçãO ...5
PLANO DE ENSINO-APRENDIZAGEM ...6
UNIDADE 1 CIêNCIA E CONhECIMENTO ...8
SEçãO 1 A NATUREZA DO CONhECIMENTO ...9
SEçãO 2 MÉTODO E TÉCNICA ... 14
UNIDADE 2 A LEITURA E A PRODUçãO DE TExTOS ...18
SEçãO 1 DIRETRIZES PARA LEITURA, ANáLISE E INTERPRETAçãO DE TExTOS ... 19
SEçãO 2 TÉCNICAS PARA REDIGIR TExTOS ... 23
UNIDADE 3 FORMAS DE ELABORAR CITAçõES E REFERêNCIAS ...30
SEçãO 1 ELABORAçãO DE CITAçõES ... 31
SEçãO 2 NORMA GERAL PARA INDICAçãO DE AUTORES NAS CITAçõES ... 36
SEçãO 3 FORMAS DE APRESENTAçãO DAS REFERêNCIAS ... 45
SEçãO 4 OUTRAS NORMAS PARA INDICAçãO DE AUTORIA NAS REFERêNCIAS ... 60
UNIDADE 4 DIRETRIZES PARA ELABORAçãO DE TRABALhOS ...66
SEçãO 1 PRáTICA DA DOCUMENTAçãO ... 67
SEçãO 2 DIRETRIZES PARA ELABORAçãO DE TRABALhOS ... 71
UNIDADE 5 ESTRUTURA DE TRABALhOS CIENTíFICOS ...80
SEçãO 1 ESTRUTURA E APRESENTAçãO DE TRABALhOS CIENTíFICOS ... 81
SEçãO 2 ELEMENTOS PRÉ-TExTUAIS ... 85
SEçãO 3 ELEMENTOS TExTUAIS ... 91
SEçãO 4 ELEMENTOS PóS-TExTUAIS ... 94
REFERêNCIAS ...98
SEJA BEM-VINDO à DISCIPLINA METODOLOGIA CIENTíFICA!
Este material didático corresponde à disciplina de Metodologia Científica.
Ele foi elaborado visando a uma aprendizagem autônoma; os conteúdos foram cuidadosamente selecionados, e a linguagem utilizada facilitará seus estudos a distância.
A disciplina de Metodologia Científica é importantíssima para a sua vida acadêmica; os conteúdos apresentados servirão de base para todo o curso e, também, para a sua atuação profissional. Portanto, é necessário que você dedique um tempo para a leitura do material e realize as atividades de autoavaliação, que se encontram ao final de cada unidade. As atividades de autoavaliação não devem ser encaminhadas ao professor tutor, elas foram elaboradas a fim de facilitar seus estudos e testar seus conhecimentos após o término da leitura de cada unidade. Ao final do material, você encontrará o gabarito para verificar as suas respostas.
Quando falamos em Educação a Distância, não quer dizer que você estará sozinho nos seus estudos; lembre-se de que poderá contar, sempre que precisar, com a ajuda do professor tutor.
Desejamos que tenha muito sucesso nessa disciplina e em todo o curso. Bons estudos!
PLANO DE
ENSINO-APRENDIZAGEM
Ciência e tipos de conhecimento. Métodos de estudo.
Métodos e técnicas de elaboração e apresentação de
trabalhos científicos (projetos, relatórios e artigos), de
acordo com as normas da ABNT.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
OBJETIVO GERAL
EM
EN
TÁ
R
IO
FORMAS DE AVALIAÇÃO
Avaliação G1, composta por atividades realizadas a distância,
com peso 4. As atividades, que se encontram descritas no Guia do Aluno, A avaliação será composta por:
6
LEVAR
o aluno a compreender os conceitos básicos sobre ciência e método científico para a elaboração de textos de pesquisa, obedecendo às normas da ABNT.DESPERTAR
no aluno, desde o começo de seu curso, o interesse pela pesquisa e, assim, educá-lo a pensar e raciocinar de forma crítica.hABILITAR
o aluno para a leitura crítica da realidade e a construção do conhecimento.INSTRUMENTALIZAR
o aluno para que, a partir do estudo, possa elaborar trabalhos acadêmicos de acordo com as normas técnicas.OPORTUNIZAR
ao aluno assumir um comportamento científico, para que seja capaz de construir textos por meio da pesquisa.É fundamental que você leia as unidades de estudo desta disciplina para realizar as atividades avaliativas!
serão desenvolvidas por meio do Portal de Ensino, na opção Aula on-line; poderão constituir atividades de interação, pesquisa e/ou avaliação.
Avaliação G2, que compreende uma prova presencial sobre todo o conteúdo da disciplina, com peso 6.
P LA N O D E E N S IN O -A P R E N D IZ A G E M
ASSOCIAçãO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Rio de Janeiro: Biblioteca Nacional, várias normas. FAChIN, Odília. Fundamentos da metodologia. 4. ed. São Paulo: Saraiva, 2003.
LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de metodologia científica. 5. ed. São Paulo: Atlas,
2003. 311 p.
LÜCKMANN, Luiz Carlos; ROVER, Ardinete; VARGAS, Marisa. Diretrizes para elaboração de trabalhos científicos:
apresentação, elaboração de citações e referências de trabalhos científicos. 3. ed. rev. e atual. Joaçaba: Ed. Unoesc, 2009. 104 p. (Metodologia do trabalho científico).
SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22. ed. rev. e ampl. São Paulo: Cortez, 2006. 279 p.
EVENTO ATIVIDADE DATA
Início da disciplina Ler o plano de ensino-aprendizagem. Verificar orientações iniciais do professor tutor ___/___
Unidades de estudo Estudar a Unidade 1 ___/___ ___/___ ___/___ ___/___ ___/___ ___/___ Estudar a Unidade 2 Estudar a Unidade 3 Estudar a Unidade 4 Estudar a Unidade 5
Realizar as atividades de autoavaliação
Aulas virtuais Participar do encontro virtual: discussão dos conteúdos e orientações para o desenvolvimento das atividades da disciplina ___/___ ___/___ Atividades de avaliação ___/___ ___/___ ___/___
Término da disciplina Encerramento das atividades da disciplina ___/___
Avaliação presencial − G2 ___/___
Avaliação presencial de 2ª chamada ___/___
Avaliação presencial − G3 ___/___
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CR
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OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
ROTEIRO DE ESTUDO
Ao terminar a leitura desta unidade, você deverá ser capaz de:
COMPREENDER a importância dos diferentes níveis de conhecimento e saber diferenciá-los; PERCEBER a importância do método para a realização de pesquisa científica e entender sua classificação;
PERCEBER a técnica como elemento essencial para desenvolver uma pesquisa.
UNIDADE 1
CIÊNCIA E
CONHECIMENTO
A fim de atingir os objetivos propostos nesta unidade, o conteúdo está dividido em seções: SEÇÃO 1 A natureza do conhecimento SEÇÃO 2 Método e técnica 8SEÇÃO 1
A NATUREZA DO CONHECIMENTOD
e diversas maneiras, o ser humano toma conhecimento do mundo, pois, constantemente, sente a necessidade de compreender e explicar os fatos, e a relação do homem com a realidade passa a ser de curiosidade.A situação de desconhecimento deixa o homem em um estado desconfortável; por isso, ele busca frequentemente a verdade das coisas e do mundo como um meio essencial para a sua própria existência. Sendo um ser racional, o homem utiliza-se da razão para seu crescimento intelectual e material, sempre conquistando novas verdades fundamentais à continuidade da vida, superando os desafios que surgem.
Mas como o ser humano busca o conhecimento?
Muitas vezes, não temos clareza sobre os tipos de conhecimento que utilizamos para resolver determinados problemas; por isso, é importante conhecer os quatro tipos de conhecimento que são fundamentais: senso comum, científico, filosófico e teológico.
Vamos verificar o que cada tipo de conhecimento representa? C Iê N C IA E C O N h E C IM E N TO
PARA INíCIO DO ESTUDO
Você já parou para pensar como o ser humano constrói o conhecimento? O homem pré-histórico tinha medo porque não conseguia entender os fenômenos da natureza. Durante algumas gerações foi assim, mas, no decorrer do tempo, o homem passou do medo à tentativa de encontrar explicações para os fenômenos da natureza, buscando respostas em suas crenças e magias.
As crenças e magias não foram suficientes. Os seres humanos evoluíram para a busca de respostas por caminhos que pudessem ser comprovados, nos quais pudessem refletir sobre as experiências e transmitir a outros. A necessidade de saber o porquê dos acontecimentos foi o impulso para a evolução do homem e o surgimento da ciência.
Nesta unidade, você estudará o surgimento da ciência e os diferentes níveis de conhecimento, o que lhe possibilitará entender como o ser humano aprende e utiliza o conhecimento. Você irá perceber a importância do método e das técnicas para a realização de uma pesquisa científica. Então, vamos lá?!
Conhecimento do senso comum
VOCê Já TOMOU chá de macela para curar dor de estômago ou fígado? Conforme a crença, a erva deve ser colhida na Sexta-Feira Santa, antes do Sol nascer, para ocorrer a cura. Sua mãe ou avó já lhe proibiu comer uva e melancia ao mesmo tempo por causar dor de estômago?
Esse conhecimento está relacionado às crenças e aos valores, faz parte de antigas tradições; é um conhecimento assistemático, isto
é, que não segue um sistema, não é ordenado, não segue métodos, é adquirido independentemente de estudos, pesquisas ou aplicações de métodos de estudos e investigações; é um conhecimento acumulado, durante a existência, de coisas que o homem viu pessoalmente ou ouviu de terceiros e que foi absorvendo e interiorizando (CERVO; BERVIAN, 2002, p. 8-12).
Também chamado de conhecimento empírico ou vulgar, segundo Lückmann, Rover e Vargas (2009, p. 15), o senso comum é caracterizado como um tipo de conhecimento:
superficial - não se preocupa em levantar as causas que originam o fenômeno;
sensitivo - ligado à vivência, às crenças e aos valores das pessoas; subjetivo - baseia-se nas
opiniões/impressões pessoais; assistemático - não se
preocupa em dar explicações fundamentadas na realidade; ametódico - interpreta a
realidade de forma direta e espontânea, sem aplicação de um método;
acrítico - fundamenta-se em opiniões individuais.
O conhecimento do senso comum é guiado pelo que adquirimos na vida cotidiana ou ao acaso, servindo-nos da experiência do outro; às vezes ensinando, às vezes aprendendo, em um processo intenso de interação humana e social.
Caso você conheça outros exemplos de conhecimento empírico,
descreva-os.
Para qualquer ser humano, a proporção maior de conhecimentos pertence ao nível do conhecimento empírico, oriundo do senso comum. Lakatos e Marconi (2003) definem senso comum como algo que vem da experiência do dia a dia, os conhecimentos que se desenvolvem a partir do cotidiano ou da necessidade.
No empirismo, portanto, o conhecimento provém da
experiência vivida, não comprovada cientificamente. O científico é o que vem a provar, comprovar, descobrir e, também, solucionar muitos problemas que o empirismo não conseguiu resolver. METODOLOGIA CIENTíFICA 10 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
Conhecimento científico
QUAL É A SUA percepção sobre a expressão “comprovado cientificamente”?
É provável que você acredite na eficácia do produto com essa afirmação, por considerar que ele tenha sido testado, analisado e verificado por meio de métodos e técnicas científicas.
Lembra-se do chá de macela que é usado para curar dor de estômago? Para afirmar que a ingestão desse chá determina o desaparecimento do sintoma dor de estômago, é preciso estudar, verificar a relação de causa e efeito e o princípio ativo do chá de macela que cura a dor de estômago, ou seja, comprovar cientificamente.
Diferente do conhecimento do senso comum, o conhecimento científico é o conhecimento real e sistemático,
isto é, que segue um sistema, é ordenado, provém de métodos, é próximo ao exato, procurando conhecer, além do fenômeno em si, as causas e leis. De acordo com Lückmann, Rover e Vargas (2009, p. 16), esse conhecimento opõe-se às característcas do senso comum porque:
é factual - estuda a natureza dos fatos como acontecem;
é metódico - é elaborado a partir da aplicação de um método;
é analítico - analisa os fenômenos em partes e suas relações;
é sistemático - busca compreender a realidade; parte dos fatos específicos
para compreender a sua universalização;
é verificável - submete-se à comprovação;
é explicativo e interpretative - busca a origem dos fatos; é falível e aberto - suas
conclusões não são definitivas, podem ser refutadas ou revistas. O conhecimento científico busca, de maneira organizada e metódica, descrever e explicar um fato ou acontecimento; faz questionamentos e procura explicações sobre os fatos, por meio de procedimentos que possam levar ao resultado com comprovação; não é considerado como algo pronto, acabado e definitivo, busca constantemente explicações, soluções, revisões e reavaliações de seus resultados, pois, segundo Cervo e Bervian (2002), a ciência é um processo em construção.
Ciência significa conhecimento. Cervo e Bervian (2002, p. 16) afirmam que “A ciência é um modo de compreender e analisar o mundo empírico, envolvendo o conjunto
de procedimentos e a busca do conhecimento científico através do uso da consciência crítica [...]” C Iê N C IA E C O N h E C IM E N TO
Conhecimento filosófico
QUANTAS VEZES VOCê já parou para refletir sobre o seu comportamento diante de uma situação? Você está filosofando, quando faz reflexões sobre a vida, sobre a ética, sobre a moral, sobre princípios!
A filosofia procura compreender a realidade em seu contexto universal. Não há soluções definitivas para um grande número de questões, mas habilita o ser humano a fazer uso de suas faculdades para entender melhor o sentido
METODOLOGIA CIENTíFICA 12 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A Oliveira (2002, p.-47) define a ciência como o estudo, com critérios metodológicos das relações existentes entre causa e efeito de um fenômeno qualquer, no qual o estudioso se propõe a demonstrar a verdade dos fatos e suas aplicações práticas. É uma forma de conhecimento sistemático dos fenômenos da natureza, fenômenos sociais, biológicos, matemáticos, físicos e químicos, para se chegar a um conjunto de conclusões verdadeiras, lógicas, exatas, demonstráveis, por meio da pesquisa e dos testes. Você conseguiu entender que a ciência é justamente o conjunto de conhecimentos que se desenvolve, que se acumula, transforma-se e reorganiza-se em razão de uma lógica própria do comportamento humano? O conhecimento científico promoveu o desenvolvimento da humanidade, proporcionou conforto às pessoas e a cura da maioria das doenças.
Você conseguiria imaginar o mundo sem a eletricidade? De quantas coisas nós seríamos privados? De tudo o que há à sua volta, o que não existiria se não houvesse a eletricidade?
Foram conhecimentos adquiridos por meio da experimentação científica que levaram o homem a descobrir a eletricidade e, a partir dela, criar a instalação elétrica, aparelhos, motores, máquinas, etc.
Quanto o homem evoluiu com essa descoberta ou conhecimento científico!
há alguns anos, as pessoas morriam em virtude de doenças, cujas causas eram desconhecidas e, consequentemente, não havia prevenção nem tratamento adequado. Utilizavam-se do conhecimento empírico na tentativa de cura. hoje, muitas dessas doenças são curáveis (gripe, sarampo, tuberculose, alguns tipos de câncer, etc.) ou até erradicadas (poliomielite – paralisia infantil), em muitos países como o Brasil, graças ao conhecimento científico.
há, no ser humano, a incessante busca de respostas que resolvam seus problemas. Nessa busca, nem sempre a procura é por soluções materiais. às vezes, o homem procura respostas para as inquietações que o incomodam, que o levam à reflexão sobre a vida, sobre o comportamento humano; não é uma questão de encontrar a solução no conhecimento empírico ou no científico, pois está procurando compreender por que as coisas são como são, compreender o sentido do mundo, da vida, das coisas ao seu redor.
Nesse caso, é o conhecimento
filosófico que ajuda o homem a chegar a um entendimento, já que, às vezes, nossas dúvidas permanecem diante do inexplicável.
da vida concretamente; busca constantemente o sentido da justificação, possibilidade de interpretação a respeito do homem e sua existência concreta.
Cervo e Bervian (2002) apresentam algumas questões que ajudam a compreender as reflexões da filosofia.
A máquina substituirá o homem? As conquistas espaciais
comprovam o poder ilimitado do homem?
O que é valor hoje?
Quando fazemos algumas reflexões, às vezes, as dúvidas não são esclarecidas e permanecemos diante do mistério. A ciência, com todo o seu avanço, não consegue explicar determinadas situações, acontecimentos inesperados; nem a filosofia, com seus grandes pensadores, consegue esclarecer. Tudo isso que a inteligência humana é incapaz de explicar ou compreender é objeto da fé ou do
dogma, ou seja, do conhecimento
teológico.
Conhecimento teológico
VOCê TEM FÉ? Em que você acredita, mesmo sem provas, mesmo sem ver? Explique.
O conhecimento teológico, de acordo com Silva (2003, p. 36), é produto da fé humana, entendendo fé como uma crença nos fatos sem esperar por provas dos
acontecimentos, sem que possamos vê-los. É o estudo de questões referentes ao conhecimento da divindade, implicando sempre uma atitude de fé diante das revelações de um mistério ou sobrenatural,
interpretado como mensagem ou manifestação divina.
É um tipo de conhecimento
sistematizado, infalível e indiscutível, mas que não pode
ser verificado como conhecimento científico, pois são atos de fé.
Esse conhecimento também está relacionado com um Deus, seja por meio de Jesus Cristo, Buda, Maomé, um Ser invisível, seja qualquer entidade atribuída como ser supremo, dependendo da cultura de cada povo, com quem o ser humano se relaciona por intermédio da fé religiosa.
Agora que você já estudou sobre os tipos de conhecimento, é importante que perceba que o conhecimento científico é empregado durante a vida acadêmica e faz parte da formação científica do estudante, leva o aluno a desenvolver uma atitude investigativa, em conhecimentos já DOGMA caráter de certeza absoluta, indiscutível em uma doutrina religiosa. MISTéRIO
tudo o que é oculto, que provoca curiosidade e busca, pode estar ligado
a dados da natureza, da vida futura, da existência
do absoluto, entre outros. C Iê N C IA E C O N h E C IM E N TO
comprovados, acumulados por outros estudiosos, buscando elementos que darão suporte à análise de sua pesquisa. Assim, além de ampliar
seus conhecimentos, você terá condições de iniciar pesquisas, produzindo novos conhecimentos.
SEÇÃO 2
MéTODO E TéCNICAQ
uando você vai comer uma laranja, o que você faz primeiro? Você corta a laranja em pedaços e depois tira a casca?É provável que você utilize um método mais fácil para comer uma laranja: primeiro descasca e depois tira os pedaços.
De acordo com Galliano (1986, p. 4-5), qualquer pessoa vive, no seu dia a dia, cercada por métodos em todos os lados, ainda que não os perceba. Ao limpar a casa, você não passa antes o pano molhado e depois varre o chão; ao fazer um churrasco, você não assa primeiro a carne e depois coloca o sal e os temperos; precisa usar o método adequado para atingir um objetivo tão simples.
Mas, o que é método?
Lakatos e Marconi (2003, p. 85) definem método como o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando nas suas decisões. Para
Oliveira (2002, p. 58), método é um conjunto de regras ou critérios que servem de referência no processo de busca da explicação ou da elaboração de previsões em relação a questões ou problemas específicos.
Porém, antes de desenvolver o método, precisamos estabelecer os objetivos que pretendemos atingir, de forma clara, examinando de maneira ordenada as questões: O que ocorre?
Onde ocorre? Quando ocorre? Como ocorre? Por que ocorre?
Se você for colocar uma meia e calçar seus sapatos, primeiro calça o sapato, depois verifica que não é possível pôr a meia já calçado o sapato; assim, é preciso descalçar para então colocar a meia e novamente calçá-lo. Observe a importância de seguir a ordem correta das ações.
Segundo Galliano (1986), ao deixar de seguir a ordem correta das
METODOLOGIA CIENTíFICA 14 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
Nesta seção, você verificou que o conhecimento científico depende de investigação, verificação e análise, mas depende, também, da aplicação de métodos e técnicas para chegar a um resultado.
ações no emprego do método, não alcançamos o resultado na primeira tentativa. Para alcançar o resultado esperado, devemos voltar ao início da sequência e fazê-la de forma correta, ou seja, observar o método, pois, quando o método não é observado, gastamos tempo e energia inutilmente. O método nada mais é do que o caminho para chegarmos a um fim.
O método está presente em
qualquer pesquisa científica, pois é
o instrumento que possibilita aos pesquisadores, independentemente da área da pesquisa, orientações que visam facilitar a realização do trabalho. O método pode ser apresentado como um conjunto de normas que determina o traçado das etapas fundamentais da pesquisa. Você consegue lembrar outros métodos que estão presentes na sua vida cotidiana? Descreva-os.
Como se classificam os métodos científicos?
O método científico não é um apenas; existem diferentes formas de procedermos para obter resultados científicos, de acordo com Miranda Neto (2005, p. 22-26). Você é quem decide qual é o método mais adequado para a sua pesquisa.
Estudaremos, nesta seção, sobre os métodos indutivo e dedutivo. O método indutivo é um
procedimento do raciocínio que, a partir de uma análise de dados particulares, encaminhamos para as noções gerais. Observe o exemplo apresentado por Fachin (2003, p. 29-31).
Partindo da observação empírica de que a prata é minério condutor de eletricidade e que se inclui no grupo dos metais, ela faz, por sua vez, parte dos minérios. Assim, inferimos por análise indutiva que a prata é condutor de eletricidade.
A prata é um metal; logo, a prata é condutor de eletricidade. Pelo raciocínio dedutivo, se os metais pertencem ao grupo dos condutores de eletricidade, e se a prata conduz eletricidade, necessariamente, entendemos que a prata é um metal.
C Iê N C IA E C O N h E C IM E N TO
O método dedutivo parte do geral
para o particular. Conforme o mesmo exemplo, a autora afirma que
todos os metais são condutores de eletricidade.
METODOLOGIA CIENTíFICA 16 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
É importante destacar que os métodos indutivo e dedutivo não se opõem, pois, segundo Fachin (2003,
p. 31), constituem uma única cadeia de raciocínio.
Até o momento, falamos sobre método de pesquisa; agora, vamos falar sobre técnica.
No método de pesquisa, existem as técnicas que podem ser definidas
como os diversos procedimentos ou recursos peculiares a cada objeto de pesquisa, dentro das mais variadas etapas do método.
Podemos dizer que a técnica é uma instrução específica da ação, seu progresso e alteração ocorrem de acordo com o progresso tecnológico e científico; a técnica especifica como fazer (OLIVEIRA, 2002, p. 58). A técnica da pesquisa trata dos procedimentos práticos que devem ser adotados para realizar um trabalho científico, qualquer que seja o método que se aplique; é o que escreve Miranda Neto (2005, p. 39). A técnica serve para registrar e quantificar os dados observados, ordená-los e classificá-los.
Para a realização de uma pesquisa, é necessário o uso de técnicas adequadas capazes de coletar dados suficientes de modo que contemplem os objetivos traçados, conforme foram projetados. há, também, a necessidade de se observar o que vai ser estudado, a quem irá se reportar, quais
instrumentos vai utilizar, que podem ser: questionários, entrevistas, observação, formulários, discussão em grupo, entre outros.
E, então, como podemos diferenciar método e técnica? Método, segundo Galliano (1986,
p. 6), é um conjunto de etapas, ordenadamente dispostas, que devem ser vencidas, na investigação da verdade, para se alcançar
determinado objetivo. Já a técnica
é o modo de fazer de forma hábil, mais segura e correta algum tipo de atividade.
Para entender melhor, leia um exemplo muito interessante que utiliza o método de indução, no livro Aprendendo a
aprender: uma introdução à metodologia científica, de Bastos et al. (2002, p. 87-90).
Autoavaliação 1
1 Assinale (V) verdadeiro ou (F) falso para as questões seguintes que tratam do conhecimento científico.
)
( É sistemático, refere-se ao conhecimento controlado por registros e observações. )
( É assistemático, está relacionado às crenças e aos valores, faz parte de antigas tradições. )
( São feitos questionamentos e procuradas explicações sobre os fatos, por meio de procedimentos que possam levar ao resultado com comprovação.
C Iê N C IA E C O N h E C IM E N TO
2 Relacione a primeira coluna com a segunda.
a) Método b) Técnica
c) Método indutivo d) Método dedutivo
)
( parte de uma análise de dados particulares, devidamente constatados, a partir dos quais podemos inferir verdades universais.
)
( parte do geral para chegar à realidade de casos específicos.
)
( conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros. )
( são diversos procedimentos ou recursos peculiares a cada objeto de pesquisa, nas mais variadas etapas do método.
Você consegue diferenciar os tipos de conhecimento? Conseguiu perceber a importância do método para a realização de pesquisa científica? Se necessário, faça uma nova leitura, registre suas dúvidas e encaminhe-as ao professor tutor.
Na próxima unidade, vamos verificar as etapas referentes à realização de uma leitura e à importância da leitura para a sua formação
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
ROTEIRO DE ESTUDO
UNIDADE 2
A LEITURA E
A PRODUÇÃO DE TEXTOS
Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: DESTACAR a relevância da leitura para o processo de formação do aluno; COMPREENDER as etapas referentes à realização de uma leitura;
ENTENDER as técnicas para redigir textos.
SEÇÃO 1
Diretrizes para leitura, análise e interpretação de textos SEÇÃO 2 Técnicas para redigir textos A fim de atingir os objetivos propostos nesta unidade, o conteúdo está dividido em seções: 18
A L E IT U R A E A P R O D U ç ã O D E T E x TO S
SEÇÃO 1
DIRETRIZES PARA LEITURA, ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOSV
ocê tem o hábito de ler? Pode começar a desenvolver esse hábito fazendo uma leitura sobre assuntos que lhe agradem: ler uma revista de moda, de esportes, um gibi, um jornal, um livro policial, um romance, uma aventura, enfim, qualquer leitura que seja agradável para você! Na universidade, você será convidado a ler textos científicos ou filosóficos que exigem disciplina intelectual para compreender, com proveito, os assuntos abordados. Uma leitura mais aprofundada favorece o seu desempenho na vida acadêmica, profissional e, também, na vida pessoal, aumentando o seu vocabulário e conhecimento sobre as coisas, afinal, você poderá estar em contato com pessoas de conhecimentos e culturas diferentes. Profissionalmente, você pode ser prejudicado ou favorecido, dependendo dos conhecimentos adquiridos. Um bom profissionalprecisa saber muito de sua profissão, mas também deve ter cultura.
Quem não possui o hábito da leitura precisa desenvolvê-lo, precisa perceber a importância dela para sua vida, pois é difícil uma formação de qualidade sem muita leitura. Para adquirir esse hábito, devemos reservar um tempo diário para ler, selecionar material e local apropriados.
Como você costuma selecionar seu material de leitura?
Seu amigo lhe indica um livro para leitura, você localiza a obra e começa a leitura imediatamente. Após ler algumas páginas, você percebe que o texto não é tão agradável, que a linguagem é muito difícil, então desiste da leitura. Isso acontece porque você precisa saber selecionar o texto para a leitura. Conforme Medeiros (2007, p. 18-20), o rendimento nos estudos depende de organização, ambiente adequado, PARA INíCIO DO ESTUDO
Quando optamos por um curso superior, aumenta o nosso compromisso de nos tornarmos leitores assíduos dos temas que são tratados em sala de aula e dos acontecimentos que envolvem a sociedade em que vivemos.
Precisamos reservar tempo para a leitura, pois o ato de ler constitui uma atitude fundamental para a nossa formação; é por meio da leitura que podemos obter informações necessárias sobre qualquer área do saber. Nesta unidade, você estudará sobre as diretrizes para a leitura. É isso que permite a você compreender melhor o conteúdo no momento de fazer a análise e interpretação de textos. Você vai aprender as técnicas de sublinhar e esquematizar, um processo que possibilita identificar as ideias principais das leituras, requisito fundamental para a compreensão do assunto e para a produção de textos.
METODOLOGIA CIENTíFICA 20 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
utilização de técnicas de leitura para maior eficiência:
é preciso motivação para o estudo - indivíduo desmotivado dificilmente aprende;
a organização do estudo é fundamental – reservar horas do dia para o estudo e revisão da matéria é prática relevante para estudo eficaz. Quem empurra o estudo para mais tarde ou outro dia talvez não esteja suficientemente motivado para estudar; assim, seu
aproveitamento é quase nulo; dispor de material de consulta
e pesquisa – ter sempre em mãos bons dicionários, livros de consulta, livros-textos;
analisar a veracidade dos documentos (livros, revistas, jornais, sites, etc.).
Para selecionar um material de leitura, você precisa:
ter um objetivo definido. Para que você está lendo? Qual o propósito?;
buscar saber a autenticidade do texto, verificando a autoria, época, local, se é documento original ou cópia, por qual via chegou até você. Analise a autoridade dos autores citados; procurar saber um pouco sobre a
biografia do autor para perceber a visão dele sobre o assunto (geralmente, encontramos na apresentação ou prefácio do livro); fazer uma triagem, verificando a aplicabilidade do conteúdo no momento.
Antes de ler o material que você selecionou, de acordo com Medeiros (2007, p. 19), Cervo e Bervian (2002, p. 91), Nascimento e Póvoas (2002, p. 29-30) e Galliano (1986, p. 74), primeiro você precisa:
fazer uma leitura de reconhecimento;
olhar a capa e a contracapa; observar o autor e a orelha do
livro (se houver, geralmente apresenta síntese da obra e biografia do autor);
analisar o sumário, observando os títulos e subtítulos;
verificar as referências indicadas pelo autor para ter uma noção mais precisa sobre as bases nas quais o autor se apoiou;
fazer a leitura do prefácio e da introdução dos livros;
olhar o verso da capa do livro, para depois ler.
No livro, os dados para elaborar uma referência estão contemplados em uma ficha catalográfica, na segunda
ou terceira folha; nas revistas, estão na capa. Faça uma cópia desses dados ou anote, para referenciar ao final do texto, quando fazer os apontamentos.
Observe que, tratando-se de um livro, você deve percorrer o capítulo introdutório; no caso de leitura de um capítulo, ler o primeiro parágrafo. Em um artigo de revista ou jornal, geralmente, a ideia estará no título do artigo e nos subtítulos que se apresentarem. Lembre-se de que os primeiros
parágrafos, em geral, tratam dos dados mais importantes.
A ficha catalográfica apresenta todos os dados de referência da obra, obedecendo ao Código de Catalogação Anglo Americana em vigor. (PRESTES , 2003, p. 147).
Tipos de análise de textos para leitura
COM CERTEZA, você já sabe que, mesmo com todo o avanço tecnológico, a leitura é a melhor forma para a aquisição do conhecimento. Por intermédio da leitura, podemos ampliar e aprofundar nosso conhecimento sobre determinado campo cultural ou científico, aumentar o vocabulário pessoal e, por consequência, comunicar nossas ideias de forma mais eficiente. Os maiores obstáculos na aprendizagem, de acordo com Severino (2006, p. 47), estão diretamente relacionados com a dificuldade encontrada pelo aluno na compreensão de textos teóricos. Ao fazer uma leitura, que medidas você toma quanto à análise do conteúdo pesquisado?
Os autores Medeiros (2007, p. 99-102), Severino (2006, p. 51-61) e Silva (2003, p. 20-21) assim escrevem sobre os tipos de análise que devemos fazer para facilitar nossa leitura:
a) análise textual – é a leitura
de reconhecimento para termos uma visão global do conteúdo, do vocabulário utilizado pelo autor, dos fatos abordados no texto, dos autores citados. Nessa primeira leitura, evite sublinhar o texto. Procure fazer a leitura em etapas, cada capítulo ou unidade de forma separada, a fim de compreender a organização das partes e, depois, do todo, pois nem sempre o título apresenta uma ideia fiel do tema. No entanto, evite um espaçamento de tempo muito grande entre a leitura
das unidades, porque isso pode prejudicar a compreensão da relação entre elas;
b) análise temática – nessa
etapa, procuramos “ouvir” o autor para compreender o que o texto fala, pois quando lemos um texto é como se o autor estivesse falando conosco. Avançando um pouco mais, levante a problematização do tema. Pergunte-se: como o assunto está sendo problematizado? Qual o problema a ser resolvido? Essa não é uma tarefa fácil, em geral, essas respostas ficam subentendidas, cabe a você identificá-las. Para assimilar e apreender as ideias do autor, preste atenção nas palavras-chave, na ideia principal contida no texto. O autor pode abordar ideias secundárias associadas ao tema central, que você deve perceber na leitura do texto, justamente para saber diferenciar a ideia principal das secundárias; estas poderiam ser eliminadas sem comprometer a sequência lógica do texto. Isso não quer dizer que elas não deveriam estar no texto, significa que são informações complementares que enriquecem o conteúdo, facilitam a compreensão e nos passam conhecimentos. Depois da análise temática, você já pode realizar o resumo do texto com base na síntese das ideias do raciocínio (e não da mera redução de parágrafos) e, também, esquematizar o roteiro lógico para a elaboração de seu trabalho; A L E IT U R A E A P R O D U ç ã O D E T E x TO S
METODOLOGIA CIENTíFICA 22 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
c) análise interpretativa – nesse
momento, buscamos uma compreensão interpretativa do pensamento expresso no texto. Agora, você já é capaz de se apropriar do conhecimento emitido pelo autor, captando, além das ideias enunciadas, as entrelinhas do texto, explorando toda a fecundidade das ideias expostas, percebendo a posição assumida pelo autor referente à temática e estabelecendo comparações com ideias de
outros autores. O próximo passo a seguir é a interpretação crítica, a tomada de posição a respeito do texto lido, observando a coerência e a validade dos termos empregados, a profundidade da análise, a relevância e a contribuição do tema abordado e o alcance de suas conclusões.
Observe no fluxograma uma síntese das etapas de leitura abordadas nesse tópico.
LEITURA
ANáLISE TEMáTICA
Determinação do tema-problema
Sequência das ideias do autor Ideias secundárias ANáLISE TExTUAL Leitura de reconhecimento Definição da unidade do texto Vocabulário, crenças do autor, fatos, esquematização do texto ANáLISE INTERPRETATIVA Interpretação das ideias do autor Leitura das entrelinhas Associação de ideias e crítica do texto lido Fluxograma 1 – Leitura eficaz
Fonte: adaptado de Silva (2003, p. 21).
Depois das análises dos textos lidos, você será capaz de debater a temática e organizar um novo texto, com redação própria, discussão e considerações pessoais.
Na universidade, você fará muitas leituras para a realização de trabalhos científicos. Para adquirir o hábito da leitura, devemos selecionar material e local apropriados e reservar um tempo
diário para ler. Visite a Biblioteca da Universidade, observe o acervo de materiais para leitura, tanto impressos quanto digitais e o caminho ideal para localizar livros e demais materiais, para a realização de seus trabalhos. Além disso, na internet, há diversos sites de busca por conteúdos específicos que podem ajudar.
SEÇÃO 2
TéCNICAS PARA REDIGIR TEXTOSN
a redação do texto científico, Fachin (2003, p. 188)determina que as informações devem obedecer à ordem lógica do raciocínio, passando para o papel uma linguagem clara e precisa, sem verbalismo inconsistente, podendo seguir estas orientações: usar frases completas e curtas; evitar repetições do título na
primeira frase;
empregar verbos em terceira pessoa;
coletar dados bibliográficos obedecendo à ordem das informações;
preferir palavras familiares e termos de fácil compreensão; no rascunho, escrever o que lhe
vier à cabeça; depois, eliminar as partes desnecessárias e dar continuidade à construção do texto;
recorrer à leitura de um amigo, as reações dele poderão ser de grande utilidade;
usar clareza ao expressar as ideias, pois um trabalho científico tem por objetivo expressar, e não impressionar; ter sempre em mãos um
dicionário de língua portuguesa; ter cuidado com termos
que expressem qualidade, quantidade, frequência, por exemplo, “bom”, “muito”, “às vezes”; esses termos podem dar margem a diferentes interpretações. A L E IT U R A E A P R O D U ç ã O D E T E x TO S
Seguem algumas dicas de sites que podem auxiliá-lo na busca de conteúdo na internet:
www.google.com.br scholar.google.com.br www.scielo.br
www.dominiopublico.gov.br www.periodicos.capes.gov.br
Indexação Compartilhada de Artigos e Periódicos (ICAP) disponível no site da biblioteca Unoesc
Essas orientações são muito úteis para que você possa realizar melhor suas leituras, entretanto, é muito importante que você anote todas as informações das obras consultadas e
todos os dados das publicações para fazer a referência de suas fontes de pesquisa.
Muito bem, agora que você já sabe como alcançar os
resultados desejados com a leitura, vamos conhecer algumas técnicas para redigir e analisar os textos.
O rigor nas regras apresentadas faz do trabalho uma atividade científica que deve atender os leitores em
geral, porém a linguagem escrita deve considerar seu estilo próprio de escrever.
Anotações
Técnica de sublinhar
QUANDO VOCê REALIZA uma leitura tem o hábito de fazer anotações nos textos selecionados para a realização de suas pesquisas? Faz isso logo na primeira leitura para ganhar tempo? Medeiros (2007, p. 20) define “[...] anotações como o processo de seleção de informações para posterior aproveitamento. As anotações devem permitir a redação a partir delas [...]” Por isso, para melhor aproveitamento, devemos: elaborar anotações apenas
depois de uma leitura completa do texto;
na releitura, levantar palavras desconhecidas, localizar no
dicionário e anotar à margem do texto o significado;
destacar as palavras-chave após ter compreendido o conteúdo; com essas palavras, é possível construir um texto (MEDEIROS, 2007, p. 20).
A leitura atenta do texto é o primeiro passo para a sua compreensão, e as anotações a partir disso evitam perda de tempo futuro, pois os apontamentos feitos podem servir de base para várias pesquisas.
O USO DESSA TÉCNICA, segundo Salomon (2001, p. 103-104), Oliveira (2003, p. 153) e Medeiros (2004, p. 25), possibilita destacar as ideias principais, as palavras-chave e as passagens importantes de um texto. Em geral, a ideia principal encontra-se na primeira fraencontra-se. É preciso ler o texto e formular perguntas sobre ele, procurando respondê-las à medida que se lê.
Para a eficácia no uso dessa técnica, você poderá seguir alguns passos:
fazer a primeira leitura integral do texto, sem sublinhá-lo; em uma segunda leitura,
sublinhar apenas o que é realmente importante – ideias principais, destaque às palavras-chave. As palavras sublinhadas devem permitir uma releitura do texto, semelhante à leitura de um telegrama;
reconstruir o parágrafo com base nas palavras e expressões sublinhadas; METODOLOGIA CIENTíFICA 24 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
Vamos conhecer algumas técnicas na elaboração de trabalhos para facilitar seus estudos.
Quatro funções básicas têm sido convencionalmente atribuídas aos meios de comunicação de massa: informar, divertir, persuadir e ensinar. A primeira diz respeito à difusão de notícias, relatos e comentários, etc. sobre a realidade acompanhada ou não de interpretações ou
explicações. A segunda função atende à procura da distração, de evasão, de divertimento, por parte do público. Uma terceira função é persuadir o indivíduo – convencê-lo a adquirir certo produto, a votar em certo candidato, a se comportar de acordo com o desejo do anunciante. A quarta função – ensinar – é realizada de modo direto ou indireto, intencional ou não, por meio de material que contribui para a formação do indivíduo ou para ampliar seu acervo de conhecimentos, planos, destrezas, etc. (PFROMM NETO, [19--] apud SOARES; CAMPOS, 1978, p. 111).
Técnica de esquema
SEGUNDO MEDEIROS (2007, p. 22), o esquema deve ser produzido somente após anotações do texto. Nessa técnica, listamos tópicos essenciais do texto, com a finalidade de permitir uma visualização completa do texto. Essa alternativa é uma das melhores formas de estudar. É indispensável uma boa leitura do material para compreendermos o texto e estabelecermos hierarquia em relação às ideias.
O esquema deve conter as ideias do autor, a ideia principal e detalhes
importantes. Para elaborar um esquema, você deverá respeitar algumas características:
não é permitido alterar as ideias do autor, você deve manter fidelidade ao texto original; parta sempre das ideias mais
importantes para construir a estrutura lógica;
deve ser funcional e flexível, mas você pode elaborá-lo de acordo com suas habilidades.
Não existem normas quanto à elaboração de
esquema! Você define a maneira para estruturá-lo.
A L E IT U R A E A P R O D U ç ã O D E T E x TO S não interromper a leitura ao encontrar palavras
desconhecidas. Se após a leitura completa do texto, as dúvidas persistirem, você deve anotá-las para buscar esclarecimentos (mantenha à vista um
dicionário).
A técnica de sublinhar é usada para marcar apenas o texto estritamente necessário, para melhor entender veja o exemplo:
METODOLOGIA CIENTíFICA 26 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
Veja algumas dicas úteis para a elaboração de um esquema, segundo hühne (2000):
após a leitura do texto, atribuir títulos e subtítulos às ideias identificadas no texto, anotando-os às margens; colocar esses itens no papel
como uma sequência ordenada por números (1, 1.1, 1.2, 2, etc.) para indicar suas divisões; utilizar símbolos para relacionar
as ideias esquematizadas, como
setas para indicar que uma ideia leva a outra, sinais de igual para indicar semelhança ou cruzes para indicar oposição, etc.; é igualmente útil utilizar chaves
ou círculos para agrupar ideias semelhantes.
Você pode usar a criatividade para a elaboração do esquema, mas deve sempre obedecer a uma ordem hierárquica para apresentar as parte do conteúdo. Veja os exemplos:
Renascimento
Idade Moderna
Europa Inspirado na cultura
Greco-Romana
Esquema 1: Idade Média (1453-1789) Renascimento Fonte: Colégio Rainha da Paz (1999).
Desenvolvimento comercial urbano-burguês e centralização do poder Nova mentalidade homem ideal Questionador Estudioso
Renascimento científico Renascimento artístico
Novos métodos: • Pesquisa • Observação • Experiência • Novas teorias • Racionalismo • Otimismo • Busca da verdade • Busca da perfeição • Perspectiva • Naturalismo • Representação da realidade • humanismo
A L E IT U R A E A P R O D U ç ã O D E T E x TO S
Esquema 2: Esquema estrutural e dinâmico Fonte: Carneiro ([1999?]).
Exemplos dos mais diversos tipos de esquema estão no livro de Salomon (2001, p. 109-113).
O vocabulário caminha paralelamente ao desempenho da leitura; quem pouco lê tem vocabulário reduzido. Assim, faça sempre uma leitura atenta e esteja sempre com lápis à mão para anotar palavras desconhecidas, consultando no dicionário o significado e, sempre que tiver oportunidade, utilize essas palavras em seus textos para incorporar ao seu vocabulário. 1. Grupo 1.1 Estrutura 1.1.2 Essência 1.2.1 Pré-tarefa 1.2.2 Tarefa 1.2.3 Projeto 1.2 Dinâmica 1.2.1.1 Dependência 1.2.1.2 Luta-Fuga 1.2.1.3 Acasalamento 1.1.2.1 Amor 1.1.2.1.1 Tele 1.1.1.1 Individualidade 1.1.1.2 Díade 1.1.1.3 Grupalidade 1.1.1.4 Serialidade 1.1.1.5 Multidão ou Público 1.1.1 Existência
METODOLOGIA CIENTíFICA 28 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
Autoavaliação 2
Nesta unidade, verificamos a importância da leitura e algumas técnicas para melhor aproveitar os estudos, facilitando a assimilação, a memorização e o registro das informações.Analise o texto a seguir, procure identificar a ideia principal, ideias secundárias e as palavras-chave do texto.
Ser líder é diferente de ser administrador, gerente ou chefe. Liderar é lidar com pessoas, administrar é lidar com recursos, papéis, coisas, processos. Um chefe pode ser nomeado numa hierarquia, independentemente de possuir ou não as qualidades necessárias. Você pode ser um gerente e não conseguir ser o líder da equipe e pode ser o líder da equipe sem ser o chefe. [...] Um bom líder precisa possuir várias virtudes, entre elas: competência (conhecimento, habilidades e atitude/ação), ética (integridade e honestidade), entusiasmo, empatia, autoconfiança, sensibilidade, humildade, imparcialidade, saúde, autoconhecimento, motivação e inteligência acima da média. [...] É fundamental que goste de se relacionar com pessoas, que saiba ouvir e que seja observador. Para se tornar um bom líder é preciso procurar estar preparado, ser proativo e ser reflexivo. É importante ainda se auto-avaliar, procurar melhorar continuamente e ter entusiasmo e otimismo. (JORDãO, 2004).
Referência:
JORDãO, Sonia. Empreendedorismo e liderança nas empresas. João Pessoa: Portal Administradores Negócios Digitais, 18 mar. 2004. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/ empreendedorismo_e_lideranca_nas_empresas/22/>. Acesso em: 7 jun. 2008.
Ideia principal
Ideias secundárias
A L E IT U R A E A P R O D U ç ã O D E T E x TO S
Nesta unidade, você pôde identificar as características indispensáveis para a realização de uma boa leitura. Atente para elas quando desenvolver uma leitura e para melhor entender os textos.
Na próxima unidade, vamos conhecer as normas utilizadas na elaboração de citações e referências, de modo que você possa indicar as fontes de pesquisas quando da elaboração dos seus trabalhos.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
ROTEIRO DE ESTUDO
UNIDADE 3
FORMAS DE ELABORAR
CITAÇÕES E REFERÊNCIAS
Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de: CONhECER as normas que norteiam a elaboração de citações e referências;
ELABORAR a citação de informações extraídas de textos publicados por outros autores;
ELABORAR a referência dos conteúdos citados no decorrer de um texto.
A fim de atingir os objetivos propostos nesta unidade, o conteúdo está dividido em seções: 30 SEÇÃO 1 Elaboração de citações SEÇÃO 4
Outras normas para indicação de autoria nas
referências
SEÇÃO 2
Norma geral para indicação de autores nas
citações
SEÇÃO 3
Formas de apresentação das
PARA INíCIO DE ESTUDO
Para a elaboração de trabalhos científicos, você precisa consultar na literatura informações sobre o seu tema de estudo, a fim de proporcionar cientificidade ao texto. Nessa etapa, segundo Lückmann, Rover e Vargas (2009, p. 53), é fundamental fazer citações e a referência da literatura utilizadas na pesquisa, de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), órgão que normatiza, entre outros documentos, a realização de trabalhos científicos.
Nesta unidade, vamos identificar as diferentes formas de se fazer uma citação e de referenciar corretamente os autores que foram citados na elaboração de um trabalho científico. Para facilitar a sua compreensão, utilizamos exemplos ilustrativos.
Então, vamos à primeira seção sobre elaboração de citações?!
SEÇÃO 1
ELABORAÇÃO DE CITAÇÕESC
onforme a NBR 10520, as citações são informações extraídas de textos publicados por autores da área investigada e que são utilizadas como fonte de referência (ASSOCIAçãOBRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2002). Citações bem escolhidas enriquecem o trabalho.
Outro aspecto muito importante para o registro das leituras é que
todo conteúdo copiado ou baseado em algum texto ou informação de outro autor deverá referenciar obrigatoriamente a fonte, respeitando-se, dessa forma, os direitos autorais; caso contrário, caracteriza-se o plágio.
há duas formas de se fazer citação: direta ou indireta; em casos
eventuais, pode ocorrer uma citação de citação.
Citação direta
CITAÇÃO DIRETA CURTA
AS CITAçõES DIRETAS, também chamadas de literais, textuais ou de transcrição, são aquelas que transcrevem exatamente
as palavras do autor. Em alguns casos, você pode suprimir palavras
ou trechos do texto citado. Você vai utilizar uma citação direta quando for absolutamente essencial transcrever as palavras do autor. As citações diretas podem ser
curtas ou longas.
Compreende trechos de até três linhas, mantendo-se exatamente as
palavras do autor. A citação direta
curta é usada no corpo do trabalho, apresentada entre aspas duplas.
FO R M A S D E E LA B O R A R C IT A ç õ E S E R E FE R ê N C IA S Plagiar significa assinar ou apresentar como sua obra artística ou científica de outrem. (FERREIRA, 2004).
CITAÇÃO DIRETA LONGA
Se a citação apresentar mais de três linhas, chamamos de citação
direta longa. Da mesma forma
que nas citações diretas curtas, você deverá manter exatamente as palavras do autor. A citação direta
longa deve ser destacada com recuo de 4 cm a partir da margem esquerda, com letra menor que a utilizada no texto, sem aspas, com espaço simples entrelinhas.
CITAÇÃO DE CITAÇÃO
Compreende a menção de um trecho de documento já citado em outra obra à qual não tivemos acesso e que tomamos conhecimento apenas por citação de outro autor. Deve ser usada somente na total impossibilidade de acesso ao documento original.
Nesse caso, a autoria deve ser referenciada pelo sobrenome do autor original e, na sequência, entre parênteses, ano e página em
que o autor original escreveu (se houver), seguida da expressão latina apud (que significa citado por) para indicar a obra da qual foi retirada a citação, depois o sobrenome do autor que fez a citação, em CAIxA-ALTA, ano e página do documento do qual retiramos a citação.
METODOLOGIA CIENTíFICA 32 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
A escolha do tema da pesquisa é fundamental, conforme Azevedo (2004, p. 41), “O resultado de uma pesquisa depende da adequada escolha do
assunto (tema, objeto, problema) a ser investigado.”
Para explicar a importância do meio ambiente ao se referir sobre o custo social na produção do agrocombustível, cita-se o seguinte trecho de Valero (2008):
Os impactos ao meio ambiente estão sendo ignorados pelos que defendem a substituição do petróleo pelo álcool combustível como medida para reduzir o aquecimento global. Um dos processos de produção mais comuns é a queima da palha do canavial, para facilitar o corte manual e aumentar a produtividade do cortador de cana. Essa prática reduz custos de transporte e aumenta a eficiência das moendas nas usinas.
Com aspas
no início Com aspas ao final Sem aspas Letra menor Recuo 4cm Espaço entrelinhas simples Sem aspas
CITAÇÕES DIRETAS COM OMISSÃO DE PALAVRAS Algumas palavras podem ser
omitidas sem a necessidade de se modificar o sentido da citação. Essas palavras podem ser suprimidas no início, meio ou final do texto e devem ser substituídas por reticências entre colchetes [...] Essa situação pode ocorrer tanto em
citações diretas curtas quanto em citações diretas longas.
FO R M A S D E E LA B O R A R C IT A ç õ E S E R E FE R ê N C IA S
Sobre gestão por competências, Brandão e Aquino (2001 apud BITENCOURT; BARBOSA, 2004, p. 246) assim se posicionam:
Deve fazer parte das políticas que recaem sobre as pessoas e para o sucesso organizacional direcionada ao recrutamento, seleção, treinamento, entre outros, fazendo parte das competências necessárias para atingir os objetivos da organização, lembrando sempre que devem estar alinhadas à estratégia organizacional.
Para explicar o surgimento da propriedade privada, recorre-se ao seguinte trecho:
[...] os avanços recentes em clonagem reprodutiva permitem quatro conclusões importantes: 1) a maioria dos clones morre no início da gestação; 2) os animais clonados têm defeitos e anormalidades semelhantes, independentemente da célula doadora ou da espécie; 3) essas anormalidades provavelmente ocorrem por falhas na reprogramação do genoma; 4) a eficiência da clonagem depende do estágio de diferenciação da célula doadora. (hOChEDLINGER; JAENISCh, 2003 apud ZATZ, 2004).
texto original citação de citação
Autores e ano de onde foi referida a
citação
Também podemos citar a autoria após o texto, indicando sobrenome dos dois autores (do texto original e do que citado) em CAIxA-ALTA,
entre parênteses, com as demais informações.
Observe que, no caso de citação de citação, na lista de referências, você deve mencionar somente a obra consultada, apontando o autor da obra citada, e não o autor original da citação.
METODOLOGIA CIENTíFICA 34 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A Descrevendo sobre o profissional que o mundo moderno exige para atuar no mercado de trabalho, Moura e Silva (2003, p. 5) colocam que ele deve “[...] ter iniciativa, ética, visão de futuro, habilidade de negociação, agilidade, segurança para resolver os problemas que surgem, capacidade de aprender a lidar com mudanças, flexibilidade.”
O líder exerce papel fundamental na organização:
O papel do líder é ser útil. Ele está constantemente procurando formas de ajudar todos os funcionários a se realizar no trabalho ou como indivíduos. Parte disso é o esforço do líder para identificar e remover fatores desmotivadores sistematicamente [...] Outra parte é encorajar as pessoas a colocar em prática o melhor do que são capazes. (RAO, 2009, p. 80).
A importância do estudo da filosofia no ensino médio para que o jovem se sinta mais seguro sobre o que fazer em sua vida é a temática que Surdi (2006, p. 224) chama a sociedade para refletir:
O jovem está numa situação de desconforto em função das decisões que precisam ser tomadas, pois não é mais criança e nem mesmo um adulto maduro. Essas decisões implicam em responsabilidade e no exercício da liberdade e que serão cruciais na sua existência [...]
Citação com omissão no início do texto
Citação com omissão no meio do texto
Citação com omissão no final do texto
é aconselhável apresentar uma citação direta, curta ou longa, em uma mesma página; você não deve dispor uma mesma citação em páginas diferentes. Caso isso aconteça, deixe um espaço em branco e apresente a citação inteira na página seguinte.
Agora que já conhecemos o tipo de citação direta, vamos conhecer outro tipo de citação: a citação indireta.
Citação indireta
A CITAçãO INDIRETA é também
chamada de paráfrase ou sintética. Deve ser usada no corpo do trabalho de maneira corrente, sem o uso de aspas; deve-se indicar o autor da mesma forma que na citação direta.
Quando fizer parte do texto, deverá constar o sobrenome do autor, com primeira letra maiúscula e, entre parênteses, o ano da publicação e a(s) página(s) pesquisada(s).
CITAÇÃO INDIRETA DE DIVERSOS DOCUMENTOS DE MESMA AUTORIA PUBLICADOS EM ANOS DIFERENTES
Nesse caso, se mencionados simultaneamente no trabalho, têm seus respectivos anos separados por vírgula e colocados em ordem cronológica. FO R M A S D E E LA B O R A R C IT A ç õ E S E R E FE R ê N C IA S
Conforme Ferreira Filho, Nunomura e Tsukamoto (2006, p. 28), a ginástica brasileira vem conquistando títulos expressivos no meio internacional, igualando-se aos melhores países do mundo. Assim, a Ginástica Artística destaca-se na mídia, mas muitas pessoas questionam se o fato da estatura baixa estaria relacionado aos treinamentos da modalidade das ginastas.
Sobre uma pessoa que viveu muitos anos sem nunca ter o privilégio de ser letrada, pode-se dizer que sua contribuição de forma científica não houve. Parece que a identificação e a valorização do homem não estão vinculadas à questão da experiência, mas sim à relação da conquista de títulos (BOAVENTURA, 2004, p. 785).
Observe a indicação dos autores
Quando o sobrenome do autor for mencionado após a citação indireta, deverá ficar entre parênteses, em CAIxA-ALTA, seguido do ano e número da(s) página(s).
Obs.: quanto ao número da(s) página(s), essa informação é facultativa.
As citações indiretas resultam da análise e interpretação das leituras que você faz; à medida que ler mais, poderá fazer citações de diversos documentos que
expressam as mesmas ideias da temática pesquisada. Nesses casos, verifique a seguir como apresentar as citações.
É opcional apresentar o número da página nas citações indiretas, mas é aconselhável
mencioná-las para facilitar a localização da fonte original e
também para publicação de artigos em periódicos que
CITAÇÕES INDIRETAS DE VÁRIOS AUTORES Quando forem citados vários
autores na formulação de uma citação indireta, estes devem ser mencionados simultaneamente
nos trabalhos, separando-se o sobrenome do autor por ponto e vírgula, em ordem alfabética e, após, o ano de publicação.
SEÇÃO 2
NORMA GERAL PARA INDICAÇÃO DE AUTORES NAS CITAÇÕESA
gora você vai conhecer mais algumas normas para situações que poderãoacontecer no decorrer da construção de uma citação para um texto científico. METODOLOGIA CIENTíFICA 36 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
A Administração de Recursos humanos consiste no planejamento, na organização, no desenvolvimento, na coordenação e no controle de técnicas capazes de promover o desenvolvimento eficiente do pessoal e da própria organização. Ao mesmo tempo que o indivíduo alcança os objetivos individuais, mantém-se na organização, trabalhando e dando o máximo de si, com uma atitude positiva e favorável (ChIAVENATO, 1999, 2003, 2005).
A Administração de Recursos humanos (ARh) representa todas aquelas coisas muito pequenas e muito numerosas que frustram ou impacientam, ou que alegram e satisfazem, mas que levam as pessoas a desejarem permanecer na organização. E mais, cuida da vida profissional, do ambiente empresarial o qual proporciona mais qualidade de vida ao empregado; é uma equipe comprometida com os objetivos da empresa (ChIAVENATO, 2000; GIL, 2001; TOLEDO, 1992).
Agora que você já conhece a classificação das citações: citação direta curta, citação direta longa, citação de citação, citação com omissão de palavras e citação indireta, vamos conhecer a normatização geral para a indicação dos autores nas citações.
Você percebeu que existe diferença na maneira de apontar o autor no momento de fazer a citação?
INDICAÇÃO DO AUTOR NO TEXTO
INDICAÇÃO DO AUTOR ENTRE PARÊNTESES Nesse caso, iniciamos a transcrição com o sobrenome do autor ou autores (até três autores), com a primeira letra maiúscula e demais
minúsculas e, na sequência, entre parênteses, ano da publicação e página.
Mencionamos o SOBRENOME do(s) autor(es), entre parênteses, em CAIxA-ALTA, isto é, com todas as letras MAIÚSCULAS, separado(s)
por ponto-e-vírgula, quando houver mais de um autor, ano e página.
FO R M A S D E E LA B O R A R C IT A ç õ E S E R E FE R ê N C IA S
A indicação de autores nas citações (direta ou indireta), independentemente do tipo de documentação consultada para a
pesquisa (livro, periódico, material da internet, entre outros), pode ser apresentada de duas formas: no decorrer ou ao final da citação.
Ao se referirem às apresentações em seminário, Lakatos e Marconi (2001, p. 35) apontam que “Seminário é uma técnica de estudo que inclui pesquisa, discussão e debate; sua finalidade é pesquisar e ensinar a pesquisar.”
“Seminário é uma técnica de estudo que inclui pesquisa, discussão e debate; sua finalidade é pesquisar e ensinar a pesquisar.” (LAKATOS; MARCONI, 2001, p. 35).
Observe a indicação do(s) autor(es)
Observe a indicação do(s) autor(es)
Observe que você determina, de acordo com o texto, se vai indicar o autor no decorrer ou ao final da citação, mas deve seguir a norma. é importante destacar que, de modo geral, a apresentação da citação independe do tipo de obra, com exceção das citações de apostilas e de material avulso.
Agora que você já sabe como indicar o(s) autor(es) em uma citação, vamos verificar alguns exemplos de quando houver citações de textos sem autor, com um autor, com dois autores, com três autores e com mais de três autores.
METODOLOGIA CIENTíFICA 38 M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A M E TO D O LO G IA C IE N Tí FI C A
CITAÇÃO SEM AUTOR Nas citações sem autor ou
responsabilidade, a identificação é feita pela primeira palavra do título
seguida de reticências, da data de publicação do documento e da página.
No texto:
“Cada vez mais, empresas e pessoas percebem que o verdadeiro valor de um produto está no que ele pode promover à sociedade.” (VALOR..., 2005, p. 5).
No texto:
A prática empresarial tem demonstrado que a eficácia do poder pessoal transcende, e muito, o poder organizacional. O primeiro depende das habilidades e capacidades humanas inerentes à pessoa do líder. Enquanto que o segundo, independente do ocupante da função gerencial, é determinado pela estrutura hierárquica da empresa. Eventualmente, qualquer pessoa que vá ocupá-lo já encontra. (UMA NOVA..., [2009?]).
Na referência:
VALOR Brasil: marca de responsabilidade social. FAE Business, Curitiba:
Unifae, n. 13, p. 5-6, nov. 2005. Disponível em: <http://www.fae.edu/ publicacoes/pdf/revista_fae_business/n13/valor_pigmento.pdf>. Acesso em: 16 fev. 2010.
Na referência:
UMA NOVA liderança em busca de excelência. Rio de Janeiro: Educação Empresarial. [2009?]. Disponível em: <http://www.afgoms.com.br/ artigos/index5.htm>. Acesso em: 24 dez. 2009.
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CITAÇÃO COM UM AUTOR
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